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Cão é lançado candidato a prefeito

Finn em sua foto de campanha

Finn, um cão da raça boiadeiro australiano, de 5 anos de idade, está fazendo sucesso após seu dono ter lançado sua ‘candidatura’ à prefeitura da cidade de St. John, na província canadense de Newfoundland.

O cachorro aparece em uma campanha bem humorada no Youtube, que está fazendo sucesso nas redes sociais.

Ele ‘faz discurso’, mostra como realiza determinados serviços pela comunidade e ainda distribui seu material de propaganda nas ruas. Um perfeito cãodidato. Assista

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Maringá terá mais três parklets na área central

Durante todo o dia, há sempre pessoas aproveitando o novo espaço Foto: João Cláudio Fragoso

Em menos de um mês após a instalação, o primeiro parklet de Maringá, na esquina da Avenida João Paulino com Rua Piratininga, no Novo Centro, já pode ser considerado uma experiência bem sucedida, tanto que dentro de um mês a cidade deverá ganhar mais três unidades, dois deles no Centro.

Os parklets são um tipo de mini-praça de 10 metros de comprimento construída na faixa destinada a estacionamento de carros, com bancos, floreiras, lixeiras, bicicletário, tomadas para carregamento de celulares e até internet sem fio gratuita. A experiência teve início em San Francisco, nos Estados Unidos, mas hoje diferentes e criativos modelos são encontrados nas principais cidades do mundo.

A prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), já aprovou a construção de quatro parklets, mas empresários, especialmente dos ramos de bares, lanchonetes e restaurantes, têm buscado informações sobre a novidade, mostrando interesse em ter um próximo a seu estabelecimento. Além do da Avenida João Paulino, instalado em agosto, estão autorizados um na esquina das avenidas Pedro Taques e Mauá, em frente ao Restaurante Habanero Cozinha Internacional, outro na Avenida Tiradentes, por iniciativa do Boteco do Neco, e outro na Avenida Tiradentes, em frente a Bace Carnes.

É um presente que o estabelecimento dá à cidade”, diz Rodrigo Pina de Almeida, sócio da Bread Fast (BF) Panificadora, onde foi instalado o primeiro parklet de Maringá. O estabelecimento já é todo diferenciado: é feito com containers, paredes de vidro, tem drive thru e um deck com chapelões. “Eu e meus sócios (Renato Vitor de Oliveira e Luciano Teixeira) há muito queríamos também o parklet e vínhamos insistindo com o prefeito (Ulisses Maia (PDT)) e com os vereadores”.

Segundo Pina, a qualquer momento há pessoas sentadas no parklet, algumas para esperar o ônibus, outras para descansar ou simplesmente para um bate-papo. “Ninguém tem a obrigação de consumir em nossa padaria enquanto utiliza o parklet, o ambiente é público para as pessoas descansar, descontrair, conversar, podendo ainda usar as tomadas para recarregar seu celular ou tablet e usar internet gratuita”.

O professor Luiz Tatto aproveita os finais de tarde para sentar na pracinha e observar a cidade, conversar com os amigos que aparecem. Já Jece Nicolau usa o parklet nos intervalos de seu trabalho, no Supermercado Muffato. Érica da Silva chega sempre às 17 horas e permanece no parklet usando a internet gratuita para verificar suas redes sociais enquanto espera o ônibus. “Isto é mais gostoso do que uma praça de verdade e está bem pertinho do meu serviço”, diz Jece.

Para o empresário Arnaldo Mariani Júnior, o Neco, proprietário do Boteco do Neco, na Avenida Tiradentes, os parkets chegam para contribuir com o visual da cidade. Na próxima semana ele quer inaugurar um em frente ao seu boteco. Os da Habanero e da Bace também já estão em processo de construção e podem ser montados ainda neste mês.

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Vieira reassume Diretoria de Imprensa da prefeitura cinco meses após demissão

As informações divulgadas no site envolveram Agnaldo Vieira em polêmica com vereadores, o que resultou em sua demissão Foto: Angelo Rigon

O radialista e blogueiro Agnaldo Vieira reassumiu nesta quinta-feira um cargo na Diretoria de Imprensa de Maringá, onde foi diretor nos primeiros meses da administração Ulisses Maia.

Vieira deixou o cargo depois que o prefeito passou a ser criticado por um vereador porque o radialista publicou em seu site “maringamanchete” que dois vereadores teriam tentado extorquir uma construtora em Maringá.

O fato depois foi destacado por outros órgãos da imprensa local, inclusive citando os nomes dos vereadores. Mas, para não levar Ulisses Maia a se incompatibilizar com a Câmara, Vieira preferiu se demitir, mas volta agora a convite do próprio prefeito.

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Polentada e cachaça velha marcam fechamento do Bar do Zé

Além de despedir-se do bar onde passou dois terços de sua vida, Zé Lorenzato vai despedir-se das garrafas de cachaça empoeiradas há mais de 40 anos

Finalmente, chegou a hora tão esperada pelos clientes do Bar do Zé: o Zé do bar vai abrir as três garrafas de cachaça que guarda como relíquias há mais de 40 anos. Também pode ser a última oportunidade para frequentar o pequeno bar que há 44 anos funciona na Rua Joubert Carvalho, em um pequeno espaço em que tudo é jurássico: ao lado está o Hotel Guarujá e a histórica Sapataria do Rebite, que já estavam lá quando José Lorenzato Filho, então com 23 anos, alugou o pequeno salão de 36 metros quadrados em 1973.

O bar deixa de existir na Joubert Carvalho no dia 16 e o Zé já está triste com a despedida. Porém, o fim do Bar do Zé será festivo e quem comparecer por lá neste sábado vai poder participar de uma polentada oferecida pelos amigos do Zé, que não querem deixar este momento histórico passar em branco. Segundo o artista plástico e frequentador Luiz Carlos Altoé, o Kaltoé, as despedidas acontecerão durante o dia inteiro, mas a polenta só será servida a partir das 8 horas da noite, quando se aproximar o momento do choro do proprietário de um dos bares mais longevos de Maringá.

O Zé tem motivos para chorar na despedida. Afinal, foi lá que ele passou quase dois terços de sua vida, todos os dias das 6 da manhã até por volta das 22 horas, servindo cedo café, café com leite, pasteis, coxinhas, quibes, mais tarde tinha almoço com uma bisteca que ficou famosa, arroz, feijão, salada. No fim da tarde começam a chegar os clientes que iam beber cerveja ou pinga, falar do Galo do Norte, tocar modas sertanejas até que as ruas ficavam desertas e cada um pegava seu rumo, a maioria em bicicletas.

Naquele tempo o movimento era muito grande, pois tínhamos aqui perto empresas grandes, como os atacadistas Dias Martins, Alô Brasil, e J. Alves Veríssimo, que somavam centenas de empregados”, conta Lorenzato. Segundo ele, “quando as firmas fechavam, os empregados vinham correndo, pois depois das seis [horas] ficava difícil entrar e muitos ficavam do lado de fora bebendo e batendo papo”.

O comerciante ainda lembra de boa parte dos fregueses dos primeiros tempos, como Zé Catabriga, que quase sempre trazia um pacotece de pé de frango para fritar e comer enquanto falava de futebol, o Wilson que tocava violão. “O lugar ficava alegre e lá iam vários quilos de linguiça frita, bife, pé de frango, testículos de boi, mocotó, dobradinha, torresmo, pombinhas fritas, ovo cozido de casca colorida e outros petiscos; lá iam várias garrafas de Tatuzinho, Oncinha, Três Fazendas, Rio Pedrense, Pitú e outras cachaças que já nem existem mais, rabo-de-galo, Martini seco, jurubeba, Vermute, traçado, Cynar ”.

Zé Bahia, que trabalhava na Alô Brasil, é freguês desde os primeiros dias, parou de beber desde 2008, mas mesmo assim não fica um dia sem marcar presença.

O relógio queimado é lembrança de uma noite em que um ladrão acendeu papéis no interior do bar para clarear e acabou provocando um incêndio

O estabelecimento, que no começo chamava-se Jovem Bar e depois mudou para o nome que todo mundo falava, continua praticamente do mesmo jeito, com o mesmo espelhinho no azulejo coberto por tinta branca, o mesmo relógio de parede, o rosário, a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida trazida de Aparecida do Norte (SP) pelo Paulo Mantovani. E vai fechar como abriu. O Zé não vende o estabelecimento, simplesmente devolverá o imóvel ao dono. Na semana seguinte ao fechamento, ele abre uma pequena mercearia na Avenida Américo Belay, em um sobrado que construiu com o que ganhou no seu pequeno espaço.

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Pesquisa resgata história de povo que viveu em Maringá antes da colonização

Quando o grupo de financistas ingleses chefiado pelo Lord Lovat, da Paraná Plantations, empresa de capital britânico, chegou para conhecer as terras que a empresa ganhou o direito de vender no norte e noroeste do Paraná, na década de 1920, encontrou gente morando em toda a área em que nasceriam cidades como Maringá, Londrina, Umuarama e outras. Além de tribos indígenas, a região era ocupada pelos Sutis, um povo que desapareceu e hoje raramente é citado na história.

Os sutis, também conhecidos como caboclos, permaneceram na região de Maringá até depois depois da chegada dos primeiros desbravadores, conviveram pacificamente com quem estava chegando, eram vistos no núcleo urbano que se formou, hoje conhecido como Maringá Velho, e negociavam com os novos moradores. O povo desapareceu sem deixar rastros e hoje a única marca da presença dos sutis na região é o Cemitério dos Caboclos, às margens da PR-323, entre Paiçandu e o distrito de Água Boa.

Donizete é o autor da principal pesquisa já feita na região sobre os sutis

Em Maringá, o mais importante estudo sobre os sutis foi realizado pelo jornalista Airton Donizete de Oliveira para seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da graduação em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Com o material colhido na pesquisa, Donizete pretende dar início a um livro. “Este foi um bom momento para estudar a presença dos sutis na região porque muitas pessoas que conviveram com eles ainda vivem em Maringá e região e puderam descrever como era este povo, que hoje está caindo no ostracismo da história”, explica o mestre em Comunicação, que durante três anos conversou com alguns dos primeiros pioneiros a chegar a Maringá.

Donizete justifica seu interesse nesta pesquisa porque “a maioria desconhece a trajetória daqueles caboclos de baixa estatura, de fala mansa e pausada, descendentes de negros e índios que viviam em casas de pau a pique cobertas com tábuas de embira e habitaram esta região antes dos colonizadores e desapareceram e hoje nem são citados como parte da história do Paraná”.

O pesquisador chegou à conclusão de que os caboclos chegaram a esta região por volta de 1910

e permaneceram até a década de 1960. Mas a exemplo dos índios, que só agora começam a aparecer nos livros didáticos, ficaram fora da história oficial do Paraná.

A dona de casa Antonia Moreno Doce, de 87 anos, provavelmente a moradora mais antiga da região ainda viva, chegou com a família em 1943, antes da existência do núcleo conhecido como Maringá Velho, e conviveu com os sutis onde depois nasceu o povoado que hoje é o distrito de Iguatemi. Os únicos vizinhos da família eram os sutis, que já moravam na região fazia mais de 20 anos. Segundo ela, “era um povo bom, de fácil convivência, que vivia em comunidades em que tudo era dividido e ninguém tinha preocupação de ser dono de nada”.

Outros pioneiros ouvidos por Airton Donizete, como o violeiro Julio Pires de Morais, de Floriano, Severino Bolognese e Luciano Contardi, de Paiçandu, contaram que os sutis eram alegres, realizavam festas e participavam das festas dos pioneiros. Ficou bastante conhecido nesta época o lider espiritual Sebastião Justus, que abençoava casais que pediam bênção depois de casamento na igreja católica. A bênção tinha origem em ritos africanos, mas era bem aceita pelos católicos.

Cemitério

O Cemitério dos Caboclos, uma pequena área, de menos de 100 metros quadrados, cercada de pedra e com uma pequena capela de pedra, toda pintada de branco às

Modificado do que era originalmente, o Cemitério dos Caboclos é a principal marca da presença dos sutis na região

margens da PR-323, entre Paiçandu e o distrito de Água Boa, é a marca mais visível da passagens dos sutis por esta região.

A muralha de pedra não existia até a década de 1940 e presume-se que ela foi feita por moradores de Marilá, Paiçandu e Água Boa, já que vários pioneiros também foram sepultados lá.

Donizete descobriu que na época em que somente os sutis viviam na região, praticamente não se usava caixões. A exemplo do que acontecia em comunidades tribais, os mortos eram transportados em banguês, uma espécie de rede amarrada em um pedaço de madeira. Quando chegaram os primeiros pioneiros, os sutis continuaram enterrando seus mortos no velho cemitério, mas o defundo era depositado na terra, não em caixão. O caixão, se tivesse um, ficava por cima do corpo.

Espalhados pelo Brasil

Os sutis do norte e noroeste do Paraná eram negros, mas já misturados com um pouco de branco, um pouco de índio, resultado da convivência com outros povos nas andanças até chegarem aqui. Embora participassem das atividades católicas dos pioneiros, eles eram originalmente muçulmanos.

Acredita-se que o grupo que estava aqui seja originário de escravos da Bahia, que deixaram a região após a Grande Revolta dos Malês, em 1835, quando muçulmanos escravos e libertos pertencentes aos povos iorubá/nagô, haussá, nupe e jeje se espalharam pelas matas do Brasil. Nômades, não se fixavam por muito tempo em uma região, viviam do que encontravam nas florestas, criavam animais, principalmente porcos, praticavam a agricultura de sobrevivência, eram hábeis artesãos e viviam em moradias de pau a pique com cobertura de folhas de palmeira ou de sapé. Várias cidades foram formadas pelos sutis, entre elas Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso, e Cuiabá.

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Maringá fala abertamento sobre doação de órgãos

Até o final do mês, a 15ª Regional de Saúde, a Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) e as comissões Intra Hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos para Implantes dos principais hospitais de Maringá, além das secretarias de Saúde e de Educação dos municípios da região, estão empenhados na campanha Setembro Verde, que busca a conscientização da comunidade sobre a importância da doação de órgãos. Pessoas que foram beneficiadas com transplantes e familiares de pessoas que tiveram órgãos doados também participarão da campanha.

De acordo com a coordenadora da OPO em Maringá, enfermeira Gislaine Fusco

Gislaine Fusco Duarte, coordenadora da OPO Maringá

Duarte, o trabalho a ser desenvolvido é importante para ampliar a conscientização e assim promover o aumento de órgãos doados de pessoas que sofreram morte encefálica. Hoje o Paraná é o Estado brasileiro em que mais acontecem doações de órgãos e tecidos para transplantes, com um aumento de 42% no ano passado na comparação com 2015. Nos primeiros cinco meses deste ano, a quantidade de órgãos doados foi 97% maior do que no mesmo período do ano passado.

Segundo Fusco Duarte, a OPO de Maringá é uma das que mais contribuem com doações no Paraná, só superada pela de Cascavel, já que lá existe um trabalho também de captação de fígado.

O trabalho deste ano estará muito voltado para a educação”, disse a enfermeira Regimara dos Anjos, também da OPU de Maringá, destacando que “a participação de um bloco no desfile de 7 de Setembro, caminhadas e palestras nas escolas municipais objetivam mostrar às crianças e jovens que a doação de órgãos e de tecidos é um ato de amor e solidariedade”. Para ela, este trabalho vai ajudar a formar uma nova mentalidade em uma geração que nasceu quando os transplantes já eram uma realidade e que não deverão hesitar se em algum momento precisar autorizar a doação dos órgãos de algum parente que sofreu morte encefálica.

O servidor público Cláudio Anacleto, de 44 anos, que já foi entregador de O Diário em Munhoz de Mello, participará das atividades do Setembro Verde como exemplo bem sucedido de transplante de órgãos. Há menos de dois anos ele foi diagnosticado com doença renal, teve que se submeter imediatamente a sessões de hemodiálise e sua vida sofreu uma mudança brusca. “Não consegui mais trabalhar e sofria muito a cada filtragem do sangue”, conta. Depois de nove meses e meio na fila de espera, recebeu um rim em cirurgia realizada na clínica renal do Hospital Santa Rita. Hoje, cinco meses depois, Anacleta sente que sua vida “está voltando ao normal”. Já consegue dirigir, faz trabalhos em casa e se prepara para voltar ao trabalho no Colégio Rodrigues Alves.

Em Marialva, onde o Setembro Verde é Lei Municipal, o trabalho da OPO é organizado pela nutricionista Maria de Lourdes Navarro e o marido dela, o comerciante Dagoberto Gomes Navarro, o Dago. “Há muitos anos participamos do trabalho de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, mas agora tenho muito mais motivo depois que recebi um rim novo, que me ajudou a parar com as sofridas sessões de hemodiálise”, afirma Dago, que fez transplante a menos de três anos e diz sentir-se como se nunca tivesse sofrido doença renal. O casal, que faz parte de um clube de serviço, está organizando uma palestra para cerca de 300 pessoas, a ser ministrada pela enfermeira Regimara dos Anjos.

 

Taxa de doadores efetivos de órgãos no Paraná está entre as melhores do país

A taxa de doadores efetivos de órgãos no país aumentou 11,8% no segundo semestre desde ano, atingindo 16,2 a cada milhão de habitantes. Antes, eram 14,6. O Paraná é um dos estados brasileiros com as melhores taxas de doadores efetivos e atingiu a marca de 34,3 a cada milhão de habitantes, atrás somente de Santa Catarina, com 37. Os dados são da pesquisa realizada pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos).

“A taxa de notificação de potenciais doadores no estado do Paraná está similar a de países desenvolvidos. No Paraná, foram 34 a cada milhão de habitantes. Além disso, o estado se destacou também por realizar mais de cinco transplantes com doador vivo. Foram 11,9 doadores a cada milhão”, explica o cirurgião cardiovascular e integrante da Comissão de Remoção de Órgãos da ABTO, José Lima Oliveira Júnior.

Outra boa notícia é que o estado do Paraná tem a menor taxa de recusa familiar do Brasil. Enquanto que 43% das famílias brasileiras dizem não à doação de órgãos de seus parentes, no Paraná o índice é de 34%. “Muitas vezes a família não doa por causa da falta de informação. A conscientização é importante para reduzirmos a fila de espera no estado, que é de 1.307 pessoas”, afirma o cirurgião cardiovascular.

No Paraná, de janeiro a junho de 2017, 1.165 pessoas aguardavam por um rim, 93 esperavam um fígado, 17 pessoas coração, 1 pessoa pâncreas, 13 pâncreas e rim, e 18 córnea.

 

Cenário atual da doação de órgãos no Brasil

Uma pesquisa recente da ABTO mostra que a taxa de doadores efetivos cresceu 11,8% no primeiro semestre deste ano, passando de 14,6, doadores por milhão de habitantes para 16,2. Com esse resultado, o Brasil está bem perto de alcançar a meta proposta para 2017, que é de 16,5 doadores para cada milhão de habitantes. Os índices positivos foram possíveis graças ao aumento da taxa de notificação de potenciais doadores de 4,5% e da taxa de efetivação da doação de órgãos de 7,2%.

O estudo também aponta crescimento no número de transplantes de rim (5,8%), fígado (7,4%) e córneas (7,6%). Porém, houve redução nos transplantes de coração (3,6%), pulmão (6,5%) e pâncreas (6%). A recusa família continua sendo o principal entrave para o avanço da doação de órgãos. No Brasil, 43% das famílias não autorizaram a doação de órgãos de seus parentes.

A pesquisa mostra que, atualmente, 32.956 brasileiros estão na fila à espera de um órgão. A maioria aguarda por rim (20.523), 1.203 aguardam fígado, 260 esperam por coração, 171 pulmão, 26 pâncreas, 519 pâncreas/rim e 10.254 córnea. O estudo também aponta que das 17.713 pessoas que ingressaram na lista de espera 1.158 morreram.

Outro dado que chama a atenção é o baixo aproveitamento de órgãos dos potenciais doadores notificados. No primeiro semestre, somente 31% dos 5.309 potenciais doadores notificados foram aproveitados. Em países desenvolvidos o índice de aproveitamento varia entre 60% e 70%.  (Encaso Comunicação Corporativa)

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Com o fim do aterro próprio, Mandaguaçu leva o lixo para Sarandi

Cerca de 20 toneladas de lixo produzidas por dia pela população e empresas de Mandaguaçu estão sendo depositadas em um aterro particular de Sarandi, a 35 quilômetros de distância, a um custo de R$ 84,50 a tonelada e mais a despesa com o deslocamento dos caminhões.

A nova forma de destinação dos resíduos sólidos vai custar cerca de R$ 45 mil por mês para a prefeitura e afetará o valor da taxa do lixo, inserida no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) a partir do ano que vem.

A prefeitura afirma que teve que apelar para esta alternativa porque o aterro da cidade já não tem mais espaço para continuar recebendo resíduos e vinha operando irregularmente, o que poderia resultar em sérios problemas com a Justiça e com os órgãos ambientais.

O prefeito Maurício Aparecido da Silva, o Professor Índio (PSB), disse que os problemas do aterro sanitário de Mandaguaçu eram antigos e o lixo continuou sendo levado para a área de dois alqueires porque a administração anterior firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Justiça, se comprometendo a apresentar uma solução dentro de um prazo determinado. O prazo concedido acabou e não foi apresentado um projeto para solucionar o problema.

Tivemos que recorrer a um aterro em outra cidade porque não temos como construir um novo aterro em Mandaguaçu, primeiro pelo alto custo de implantação, segundo porque não há tempo para que a prefeitura compre uma nova área, elabore um projeto e construa o aterro”, diz o diretor do Departamento de Meio Ambiente, topógrafo Elton Mendes. O mais difícil, segundo Mendes, é conseguir o licenciamento ambiental.

Recuperação

O antigo aterro já não tem mais espaço para receber resíduos

Os dois alqueires que serviram de aterro na Estrada Lopes, na zona rural de Mandaguaçu, estão condenados e agora a prefeitura trabalha para impedir a contaminação do lençol freático. “Esta área está inutilizada, mas vamos abrir uma licitação para contratar uma empresa especializada em serviços ambientais para desenvolver um projeto que impeça que o antigo aterro provoque prejuízos ao meio ambiente”, diz Mendes.

Vamos instalar drenos para a queima dos gases produzidos pela deterioração do lixo, como Metano, Dióxido de Carbono e outros compostos orgânicos, cuja emissão prejudica o meio ambiente e a camada de ozônio, depois faremos o plantio de árvores, de modo que, mesmo a área não podendo mais ser utilizada, pelo menos deixará de ser um lixão para se tornar em um bosque protegido”.

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Fuga de presos mostra a força das redes sociais

A fuga de presos do presídio improvisado da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (SDP), no domingo à noite, bombou nas redes sociais e poucos minutos depois o assunto já era de conhecimento de boa parte dos maringaenses e de moradores de outros municípios e Estados. O problema é que nem sempre a informação foi correta.

O professor Tiago Lucena acha que a demonstração de força da internet pode ser um fato positivo, mas também pode ser perigoso

Em alguns grupos do WhatsApp e do Facebook havia informações que seriam mais de 80 fugitivos, que estavam trocando tiros no Jardim Moresqui, assaltando pessoas na Vila Esperança, tomando carros de assalto próximo à Estância Gaúcha, invadindo casas na Zona Sete, se escondendo no câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em consequência, pessoas soltaram os cachorros nos quintais, amarraram motocicletas com correntes, travaram carros, escoraram as portas com móveis, ligaram para familiares.

Foi uma demonstração da força das redes sociais”, disse o jornalista Tiago Lucena, doutor em Artes e Tecnologia, ex-professor de Comunicação e Multimeios da UEM e atual professor do Curso de Jornalismo do Unicesumar. “Os presos ainda estavam correndo quando a notícia já tinha se espalhado”.

Para Lucena, “esta força pode ser muito boa, mas pode ser ruim na medida em que leva um pânico injustificado”. Para ele, o caso não pode ser considerado uma fake news, quando há intenções escondidas em uma notícia falsa. “O que houve foi um ruído na comunicação. Alguém, talvez por não saber o certo, deu uma notícia com alguns erros e estes erros foram potencializados”.

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Manifestação de preconceito contra alunos da Apae revolta familiares de excepcionais

A Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – de Itaguajé está tomando medidas judiciais contra pessoas que manifestaram preconceito contra alunos e professores da instituição em um grupo do WhatsApp.

A demonstração de preconceito foi publicada em um grupo intitulado “Só em 2020”, que faz oposição ao atual prefeito da cidade, como comentário a respeito de uma atividade realizada pela Apae durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência”.

O autor publicou: “Professora da APAE só serve pra lavar o povo com deficiência, lá não se escreve, só baba”.

No sábado, a diretoria da Apae de Itaguajé publicou uma nota em sua página no Facebook, informando que vai processar o autor da manifestação de preconceito.

NOTA

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais Itaguajé-Pr, por meio de sua presidência, vem esclarecer e informar que em virtude das ofensas sofridas por seus alunos e corpo docente em ambiente virtual e atendendo aos pedidos dos pais de alunos da nossa instituição, que estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis por meio de nossos advogados, a fim de colocar um ponto final nas ofensas, responsabilizando os envolvidos.
E também, vem manifestar seu veemente repúdio contra as atitudes ofensivas à capacidade cognitiva de nossos alunos, bem como, a qualidade do ensino destinado aos mesmos e a capacidade do nosso corpo docente.
Salienta ainda, que as referidas ofensas provem da ignorância – na melhor acepção da palavra -, porque, a Apae tem um trabalho minucioso e de atenção especial às necessidades de desenvolvimento de todas as funções cognitivas, como a memória, a atenção, a percepção, o raciocínio, a linguagem, coordenação motora. Todo o trabalho é realizado por um grupo de profissionais especializados como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psiquiatras, pedagogos. O ambiente é voltado para que a pessoa com necessidades especiais se desenvolva e esteja pronta para integrar a comunidade, para ser independente ao máximo e poder se inserir também no mercado de trabalho.

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