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Doodle no Google lembra os 107 anos de Rachel de Queiroz

O doodle homenageando Rachel de Queiroz permanecerá na página de busca do Google por 24 horas

Desde o primeiro minuto desta sexta-feira, um doodle especial na home do serviço de buscas do Google lembra o 107º. aniversário de Rachel de Queiroz, a escritora brasileira que foi a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), há 40 anos.

Rachel foi jornalista, romancista, cronista, tradutora e teatróloga. Seu primeiro romance “O Quinze”, ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha e “Memorial de Maria Moura” foi transformado em minissérie para televisão pela Rede Globo, estrelado por Glória Pires,  Glória Pires, Kadu Moliterno, Cristiana Oliveira e Marcos Palmeira, e foi apresentado em vários países.

“As três Marias”, de 1939, também virou novela de sucesso na Globo, protagonizada pelas atrizes Glória Pires, Nádia Lippi e Maitê Proença.

Em fins de 1930, com vinte anos apenas, projetava-se na vida literária do país, através da publicação do romance “O Quinze”, uma obra de fundo social, profundamente realista na sua dramática exposição da luta secular de um povo contra a miséria e a seca. O livro foi editado em apenas mil exemplares e já mostrava as características que marcariam toda sua obra.

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Marialva dá adeus a Antonio Pepato, o maestro da música sertaneja

Pepato e seu acordeon à frente da Orquestra Raízes Sertanejas

Vítima de um infarto, morreu na madrugada desta quinta-feira o músico Antonio Pepato, de 68 anos, acordeonista, maestro e um dos fundadores da Orquestra Raízes Sertanejas, de Marialva.

Pepato era de família pioneira de Marialva e por sua influência outros membros da família e amigos também se iniciaram na música. Sob sua direção, a Raízes Sertanejas tem se apresentado em várias cidades paranaenses, obtendo sempre grande sucesso e projetando o nome de Marialva.

Veja vídeo de Pepato e a Orquestra Raízes Sertanejas

Seu amigo José Luiz Boromelo, escreveu sobre Antonio Pepato o seguinte texto:

“Homem simples e de competência comprovada no acordeon, nosso sanfoneiro se foi deixando um legado cultural inestimável. Em quase nove anos à frente de um grupo composto por pessoas comuns, mas encantadas com a universalidade da música, conseguiu proezas inimagináveis, levando alegria para aqueles que apreciam a verdadeira música sertaneja de raiz. Tive o privilégio de conviver e atuar junto a esse profissional humilde mas extremamente aglutinador, que encantava a todos com seu sorriso verdadeiro e suas palavras francas. Em nossas incontáveis viagens por todo o estado, nunca se viu em seu semblante alguma expressão de contrariedade ou aborrecimento, porque simplesmente adorava o que fazia. Então vá com Deus meu amigo, vá alegrar aqueles que se encontram no paraíso.”

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Velório do padre Schneider será encerrado com missa

Com o bispo dom Jaime, padre Geraldo fazendo visita a presos na cadeia de Maringá

Uma missa a ser celebrada pelo arcebispo dom Anuar Battisti, às 15h30, encerra o velório do monsenhor Geraldo Schneider na Catedral Nossa Senhora da Glória, em Maringá. O padre de 81 anos morreu na manhã de ontem depois de sofrer um infarto.

Após a missa, o corpo segue para o Crematório Angelus, no Cemitério Parque, onde será cremado, como era desejo do padre. As cinzas serão depositadas o ossário da catedral. Veja mais

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Só a morte parou o padre Geraldo Schneider

O padre implantou e depois repassou para a Diocese a TV 3º Milênio, uma das primeiras TVs católicas do Brasil

Mesmo com idade avançada e doente, Schneider considerava que a pregação da Palavra não pode parar e continuou trabalhando

Com o bispo dom Jaime, padre Geraldo fazendo visita a presos na cadeia de Maringá

Um jovem alemão magrelo e sorridente, que ainda não conseguia falar Português, tentando contar piadas de português nos corredores da Santa Casa; um padre de calção, camiseta e chuteiras trocando caneladas com outros peladeiros em campinhos de chão batido; um padre de calção e boné, com apito pendurado no pescoço, orientando treino de times de garotos; um padre sem experiência tentando arrebanhar católicos para construir uma igreja no bairro mais antigo da cidade, a Paróquia Cristo Ressuscitado; um padre sisudo rezando missas na TV ou ainda o padre de idade avançada, amoroso e atencioso, ouvindo confissões ao lado de uma gruta de pedra e obras de reconstrução de uma igreja.

Cada um pode ter uma imagem diferente de como conheceu o padre Geraldo Schneider. Só depende de em que momento se deu o primeiro encontro. Mas, um fato é certeza: ninguém conheceu o padre Geraldo Schneider parado, nem mesmo em seus últimos dias de vida, quando bastante doente continuava ouvindo confissões, fazendo aconselhamento e celebrando missas três vezes por semana. O monsenhor Schneider morreu ontem, por volta das 6 horas da manhã, ao sofrer um infarto fulminante. Tinha 81 anos, 57 deles vividos em Maringá.

O velório está acontecendo na Catedral Nossa Senhora da Glória, onde o monsenhor trabalhou por décadas. Nesta terça-feira serão celebradas missas às 7 horas, 12 e 15h30. Em seguida, como foi desejo expressado pelo religioso, o corpo será cremado e as cinzas depositadas no ossário da Catedral.

Schneider estava aposentado, mas como considerava que “a obra de Deus não pode parar”, continuou trabalhando, só diminuindo o ritmo quando o corpo não conseguiu acompanhar a mente e vontade devido ao avanço da insuficiência renal e problemas cardíacos. Era do tipo que preferia mais cuidar da saúde dos pobres do que da dele mesmo.

O falecimento do monsenhor foi destaque nacional ontem nas TVs católicas e o padre Reginaldo Manzotti fez um pronunciamento na Rede Evangelizar, destacando que Schneider foi um dos primeiros religiosos a perceber a importância do uso dos meios de comunicação em massa na evangelização.

O arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti destacou que embora oriundo de família rica da Alemanha, padre Geraldo “viveu uma vida pobre, dedicada aos pobres”. O prefeito Ulisses Maia (PDT), que conheceu o padre desde que era criança, lembrou que em agosto entregou a ele a Comenda Dom Jaime Luiz Coelho em solenidade realizada na Câmara de Vereadores. A honraria foi proposta pelo então vereador Ulisses Maia, presidente da Câmara à época, e Carlos Mariucci (PT).

Decisão pelos doentes

Nascido em Hünsborn, na Alemanha, pouco antes do início da 2ª Guerra Mundial, Gerhard Schneider se preparou para a vida religiosa desde menino. “O que me fascinava muito na juventude era servir aos doentes. Depois que comecei a entender mais a vida religiosa, me interessei também por acrescentar, na ajuda aos doentes, a parte espiritual. Queria ser alguém a serviço do corpo e da alma, o que faço até hoje”, contou a O Diário.

Em 1956, na Alemanha do pós-guerra, Schneider integrava a Congregação dos Irmãos de Misericórdia. Na década de 60, a ordem o enviou para o Brasil para trabalhar na Santa Casa de Misericórdia de Maringá, que na época funcionava em um barracão de madeira na Vila Operária. Na cidade, o jovem tornou-se amigo do bispo dom Jaime Luiz Coelho, que era presidente da Santa Casa, e deu continuidade aos estudos religiosos. Depois foi para o seminário, em Curitiba, de onde saiu padre. Foi o primeiro maringaense a ser ordenado padre na Diocese de Maringá, ordenado por seu amigo dom Jaime.

Logo no início de sua vida de padre, recebeu de dom Jaime a incumbência de iniciar uma comunidade religiosa na Zona 5. Nascia assim a Paróquia Cristo Ressuscitado, em 1969. Permaneceu como pároco até 2002.

Realizador

Paralelo ao trabalho na igreja, Schneider era um homem que não conseguia ficar parado e, usando o dinheiro que herdou da família, realizou muitas obras em Maringá,

Aos 80 anos, padre Geraldo estava empenhado em construir hospital para pobres do Haiti

como um seminário próximo de onde hoje é o Parque do Japão, fundou a TV 3º Milênio, uma das primeiras TVs católicas do Brasil, construiu a Capela de Adoração do Santo Sacramento, a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, implantou o Museu de Arte Sacra, construiu a sede da Obra do Berço, que atende gestantes, e teve participação importante em várias entidades filantrópicas, entre elas o Marev. Por mais de 20 anos visitou presos regularmente para pregar a Palavra de Deus, coordenou a Pastoral Universitária e a Pastoral do Cemitério. No domingo à tarde, foi pela Pastoral que ele celebrou uma missa no cemitério, seu último trabalho como padre.

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Esquina do Borba Gato coleciona acidentes

Pedaços de carro no canteiro ou nas calçadas são uma cena comum no cruzamento da Nildo Ribeiro com a Rua das Camélias                           Foto: João Cláudio Fragoso

Dificilmente passa um dia sem que seja registrado um acidente de trânsito no cruzamento da Avenida Nildo Ribeiro da Rocha com a Rua das Camélias, em frente ao Residencial Inocente Vila Nova Júnior, no Conjunto Borba Gato, em Maringá. Na manhã de ontem, por exemplo, uma Parati subia pela Rua das Camélias e, ao cruzar a Nildo, foi colhida por um Fox.

“É um cruzamento perigoso porque quem trafega pela Rua das Camélias não tem boa visão da Nildo”, diz Vagner José Guedes, funcionário de uma emissora de TV, que passa pelo local todos os dias. “Quando o motorista consegue ter boa visão da avenida, pode ser tarde demais.”

Em uma revendedora de gás na esquina, os funcionários já perderam a conta de quantos acidentes assistiram. Só nos últimos dias, eles citam um que envolveu duas caminhonetes novas, outro com duas motos, em que um dos condutores teve uma perna fraturada, e outros de menor monta.

Morador na Nildo Ribeiro há 17 anos, Osvaldo Moreno também perdeu a conta de quantos acidentes presenciou naquela esquina e lamenta. “A região tem um trânsito bem organizado, com a maioria das ruas com tráfego em mão-única, mas na Nildo alguns motoristas desenvolvem alta velocidade e não conseguem frear a tempo se outro carro invade a pista.”

Segundo ele, a situação é mais crítica no final do dia, quando cresce a quantidade de veículos na Nildo Ribeiro da Rocha e muitos deles “parecem que estão atrasados e correm muito”.

A Secretaria de Mobilidade Urbana informa que está analisando a situação dos cruzamentos que mais registram acidentes para adotar as medidas que cabem a cada caso.

A esquina da Rua das Camélias com a Nildo já está sendo analisada e será decidido o que fazer para evitar tantos choques. Possivelmente, será instalado um quebra-molas.

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Dois anos após queda de ponte, cidade fica até sem linha de ônibus

Devido à falta de acesso, a empresa de ônibus deixou de fazer a linha que passa pelo município
Uma ponte provisória pode ser instalada até que o governo federal libere recursos para a ponte definitiva

No dia 13 de janeiro completa dois anos em que a ponte que liga os municípios de Jardim Olinda (a 130 quilômetros de Maringá) e Itaguajé, ambos na margem do Rio Paranapanema e fazem divisa com o Estado de São Paulo, foi destruída pela enchente no Rio Pirapó.

A sondagem no rio já está sendo realizada para a elaboração do projeto da nova ponte a ser construída com recursos federais

A queda da ponte aconteceu na mesma época em que várias outras pontes do Pirapó foram destruídas, entre elas a da PR-317, entre Maringá e Iguaraçu.

O que intriga os moradores de Jardim Olinda é que todas as demais pontes foram reconstruídas, menos aquela que tem grande importância na economia do município. “É lamentável, porque limita as vias de acesso a Jardim Olinda e agora para chegar a Itaguajé temos que andar 40 quilômetros a mais”, disse Jorge Fernandes Martins.

A prefeita Lucimar de Souza Morais Assunção (PP) diz que o município está perdendo muito porque sem a ponte a empresa de ônibus deixou de atender aos 1,4 mil moradores de Jardim Olinda, os fornecedores do comércio local também não comparecem mais e muitos produtos estão em falta na cidade. A ponte de 45,5 metros era também a única ligação para a região em que se localizam os condomínios de recreio e saída para o Estado de São Paulo.

A assessora Especial da prefeitura, Nayara Palicer, disse que município está tentando recursos junto ao Ministério da Integração Nacional para a construção de uma nova ponte, porém para isto precisa apresentar um um projeto junto ao governo federal e a prefeitura não dispõe de recursos para a elaboração do projeto. Por isto, a Casa Civil do governo garantiu R$ 250 mil para as despesas com a elaboração do projeto para que o município possa solicitar a construção da nova ponte.

A prefeita Lucimar Assunção diz que é possível que o município não fique sem ponte até a construção de uma nova, já que surgiu a possibilidade de ser construída uma ponte provisória até a construção definitiva. Na terça-feira, uma equipe técnica do Exército esteve no local realizando uma sondagem para definir um projeto de ponte provisória. O único entrave é a necessidade de ser erguer uma pilastra de concreto no meio do rio.

Sem o acesso, temos que andar 40 quilômetros a mais para chegar a Itaguajé e nem a empresa de ônibus quer esta despesa a mais”.

Jorge Fernandes Martins, morador

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Praça que homenageia naturalista é tomada pelo mato

Os belos jardins viraram mato Foto: JC Fragoso

Com árvores que foram comuns nas matas brasileiras, como peroba, paineira e pinheiro, além de fruteiras, como gabiroba, goiabeira e pitanga, a Praça Naturalista Augusto Ruschi, no Jardim Tabaetê, em Maringá, ainda conserva a aparência dos tempos em que toda aquela região da cidade era formada por chácaras. Porém, ultimamente tem sido alvo de críticas por moradores das proximidades, que consideram que a praça foi abandonada pelo poder público.

“É lamentável o estado de abandono”, diz o jornalista Rogério Recco, que mora em frente à praça. “O mato tomou conta, os equipamentos estão se perdendo por falta de manutenção e tudo isto está associado a riscos para os moradores. É uma pena, pois a praça, que está completando 30 anos, é um local aprazível e repleto de árvores nativas”.

Também morando em frente, o transportador Ricardo Agnollo lembra dos tempos em que a praça tinha quadra de futsal, quadra de areia e parque infantil; tudo cercado por alambrados. “É impossível uma criança frequentar um parque infantil repleto de mato. Da iluminação da quadra de esportes, só sobraram os postes: as luminárias e a fiação foram roubadas.”

O parque infantil foi tomado pelo mato e o alambrado está se deteriorando Foto: Rogério Recco

A professora Carmen Bernardes diz que foi ela quem plantou algumas das árvores frutíferas da praça. “Nossa praça é linda. Os vizinhos varrem e cuidam, mas a prefeitura não faz a parte dela. Muito triste.”

Uma das preocupações dos vizinhos é que, como o local não está servindo para passeios, prática de esporte ou simples contemplação pelos moradores, a Praça Augusto Ruschi virou ponto de consumo de drogas e a qualquer hora do dia ou da noite há pessoas no local fumando maconha e crack. A Polícia Militar faz rondas, mas assim que a viatura se afasta, os usuários retornam.

“Nesta quinta-feira ou, no mais tardar, na sexta, nossa equipe vai fazer a roçada em toda a praça”, garante o gerente de Praças, Parques e Jardins da Secretaria de Serviços Públicos, João Fragoso. Segundo ele, sua equipe realiza roçadas quase todos os meses na praça, mas neste período de muito calor e chuvas constantes o mato cresce mais rapidamente.

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Figuras do presépio terão três metros de altura

No início são só blocos de isopor, gigantes, da altura de uma casa, e aos poucos de cada um deles vão surgindo figuras que podem rapidamente ser identificadas por qualquer cristão: José, Maria, três reis magos, anjos, uma vaca, um jumento e carneiros. São as figuras do presépio e dentro de duas semanas poderão ser vistas no Centro de Convivência Renato Celidônio, ao lado da prefeitura.

Para Viollin, a fase de acabamento é que vai garantir a qualidade da obra Foto: JC Fragoso

Este será o maior presépio já mostrado em Maringá, com cada figura humana medindo três metros de altura. “Serão 13 figuras, aquelas tradicionais do presépio, que serão colocadas na praça no dia 20”, disse o diretor Executivo da Associação Cultural Lirius, Marlos de Almeida. Além do presépio, a Lirius será responsável pelo auto natalino que será encenado todas as noites dentro da programação do “Maringá EnCantada – uma Cidade Canção de Natal”, organizado pela prefeitura.

A Lirius há quatro anos se responsabiliza pelo presépio e o teatro e já conta com a experiência de quem há 15 anos produz e apresenta a encenação da Paixão de Cristo nos últimos três dias da Quaresma, ao lado da Catedral.

“Neste ano, como estamos inovando na altura das figuras do presépio, contamos com a experiência dos artistas plástico Marinalva Zacharias Viollin, a Mazza, e Denilson Viollin, que estão fazendo as esculturas”, diz Almeida.

Os dois artistas começaram o trabalho há dois meses e nas últimas semanas trabalham dia e noite e ainda contam com a ajuda de integrantes da Lirius para darem conta da encomenda dentro do prazo. Mazza e Viollin nunca tinham feito um trabalho em isopor tão grande, mas a experiência em esculpir garante a qualidade das imagens. Mazza, que tem habilidade com desenho, primeiro cria as imagens no papel, depois é definida a proporcionalidade de cada parte das estátuas e, por último, Denilson entra com a experiência de quem já fez muitas imagens de santos.

Maza trabalha na imagem da Virgem Maria

“Nos foi cedido um barracão amplo e alto porque os blocos de isopor não cabiam em nosso ateliê e não podíamos esculpir do lado de fora porque as peças não podem ser molhadas”, explica Mazza.

Para Denilson Viollin, trabalhar com isopor pela primeira vez causou certa estranheza no começo, “mas logo no primeiro dia peguei o jeito e o trabalho fluiu bem”. A demora maior, segundo ele, fica por conta do acabamento, já que o objetivo é obter esculturas tão perfeitas quanto as de um presépio pequeno e modelado.

Hoje os artistas entram na reta final. Esculpirão o Menino Jesus, o jumento e uma ovelha e a partir daí iniciam a fase de pintura.

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Ex-moradores de Mandaguaçu vêm de longe para rever amigos antigos

Pelo menos 200 pessoas que moraram em Mandaguaçu, na Região Metropolitana de Maringá, e hoje vivem em outras cidades, Estados ou países se reúnem neste sábado na Chácara Bambu Eventos, na Rodovia Irineu Aparecido Savoldi, em Mandaguaçu, saída para Ourizona, para relembrarem a mocidade que viveram na cidade nas décadas de 1960, 1970 e 1980.

Foto do encontro do ano passado

Esta é a quarta vez que acontece o Encontro de Amigos de Mandaguaçu e desta vez estão confirmados ex-moradores que não retornam à cidade há mais de 40 anos. “Estes amigos do passado estão fazendo longas viagens movidos pela vontade de reencontrar pessoas com quem viveram momentos marcantes durante a juventude”, diz um dos organizadores do grupo, o assistente administrativo Walmir Rafael da Silva.

Segundo ele, são pessoas que esperam reencontrar antigos colegas de escola, pessoas com quem participaram de fanfarra, grupos de música, futebol nos campinhos que existiam em todos os bairros, atividades na igreja ou simplesmente compartilharam de amizade por outras razões. “Tanto nós que continuamos aqui temos saudades dos que foram para outros lugares, quanto eles pensam em nos rever e ver como está hoje a cidade em que foram felizes décadas atrás”.

Entre as pessoas que já confirmaram presença estão dois deputados estaduais. Guto Silva (PSD) é de Mandaguaçu e hoje, além de deputado, é professor universitário em Pato Branco, no sudoeste do Estado, e Cláudio Palozi (PSC) foi prefeito e quatro vezes vereador em São Jorge do Patrocínio, na região de Umuarama, por onde se elegeu deputado estadual.

Os participantes chegam pela manhã, visitam exposição de fotografias antigas, reencontram amigos e ao meio-dia será servido o almoço. A festa continua a tarde inteira com um baile da saudade, com a Banda Moov tocando músicas dos anos 60, 70 e 80, além de apresentação de artistas locais. O seresteiro Deuslírio Cesário será um dos cantores a se apresentar.

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A Diva do momento fala de preconceito e humilhações

Os grandes escritores, que sempre são as estrelas da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), neste ano foram ofuscados por uma mulher negra de quase 80 anos que viajou do Paraná ao Rio de Janeiro ‘só para ver como é que era’.
Durante um debate sobre racismo, que uniu na mesma mesa o ator Lázaro Ramos e a jornalista Joana Gorjão Henriques, a professora aposentada do Paraná Diva Guimarães pediu a palavra para dar uma opinião e acabou fazendo um emocionante depoimento sobre como racismo atingiu sua vida. Depois disso, imagens do depoimento bombaram na internet, passando de 5 milhões de visualizações logo nos primeiros dias e Diva não conseguiu mais assistir os eventos da Flip, passou o tempo atendendo pessoas que queriam fotos, abraços e autógrafos, jornalistas que queriam entrevistas, além dos convites para participar, ao vivo, de programas de televisão. Ela foi uma das atrações do “Encontro com Fátima Bernardes”, na Rede Globo.
A negra nascida em Uraí, filha de uma parteira e de um funcionário da rede ferroviária, foi a primeira pessoa de sua família a ingressar na universidade, mas nem o diploma de nível superior a salvou das hostilidades e do preconceito. Tanto que ela preferiu não se casar para não ter filhos que passassem pelas mesmas intolerâncias que ela sofreu.
Depois daquele depoimento que arrancou prolongados aplausos do público e levou Lázaro Ramos às lágrimas, Diva virou a musa da Flip, nova celebridade nacional, e agora, que consegue ser ouvida, ela investe seu tempo a proferir palestras, participar de debates e de conversas com estudantes. Nesta semana, Diva esteve em Mandaguari para conversar com as crianças atendidas pela Comunidade Social Cristã Beneficente (CSCB), fundada pelo médico benfeitor Osvaldo Alves. Mesmo com agenda lotada, ela encontrou um tempo para conversar com O Diário.

LUIZ DE CARVALHO — Como foi para você aquele momento em que suas palavras chamaram a atenção do Brasil?
DIVA GUIMARÃES — Só fui saber o que falei uns três dias depois. Me falaram que o que falei estava bombando na mídia, mas como não sou tão antenada em tecnologia, não tinha visto. Mas pessoas passaram a falar comigo e no dia seguinte não consegui assistir nada da Flip porque vários repórteres queriam falar comigo Quando me mostraram o vídeo, fiquei até doente.

O que te levou a falar aquilo?
Ainda estou assustada, porque eu não esperava nada. Eu levantei para agradecer e acabou saindo tudo aquilo. Não me preparei para isso, se tivesse pensado, não teria levantado da cadeira, sou muito tímida.

Foi um desabafo?
Se a Flip foi boa para alguém que ouviu, melhor foi para mim. Foi meu dia de libertação. Aquele desabafo espantou meus demônios, acabou com aqueles ranços de tristeza que eu tinha desde a infância, não tenho raiva mais de ninguém, não sofro mais por coisas antigas. Acho que carreguei revolta dentro de mim a vida inteira e não aguentava mais. No momento certo saiu tudo, limpou minha alma.

Aquele ato abriu portas. Como você pretende aproveitar esta nova visibilidade?
Como tenho sido convidada para debates, programas de TV e palestras, aproveito para falar aquilo que sempre pensei e não tinha chance de falar. Mais ainda: vou falar por aqueles que não têm oportunidade de serem ouvidos.

Quem?
Os sem vez e sem voz, os negros, os índios, os pobres da periferia. Estou com o seguinte propósito: até onde conseguir, eu vou. É uma oportunidade que eu nunca tive e que os negros, os índios, moradores de periferia pobres não têm. Então, se eu tenho esta chance de falar por eles, vou fazê-lo. Agora que tenho a oportunidade de ser ouvida, tenho mais a falar do que falei lá na Flip – na verdade, continuar falando, só que agora para mais gente.

“A discriminação entre o rico
e o pobre está escancarada”

Falar do quê?
Falo sobre educação, preconceito, a dificuldade do indígena, do negro, do pobre em terminar um curso, das discriminações por uma série de outras coisas. O foco é sempre a educação e a importância da família. A família, para mim, é muito importante, porque tenho uma família unida e foi pela união que conseguimos, eu e meus irmãos, escapar de certas dificuldades. Quando meu pai morreu, eu era ainda pré-adolescente e minha mãe teve que assumir nossa criação, quatro crianças e mais seis que não eram filhos dela – dois irmãos já não moravam em casa e uma irmã já era casada. O que sou hoje devo a minha mãe e a três professoras que souberam me entender e me ajudaram.

Além do conhecimento, o que mais a educação pode dar?
Primeiro, é preciso que o professor seja muito bom para dar o começo, para a pessoa se sentir capaz. Já foi muito comum professores destruírem a confiança de alunos, chamando-os de burro e insistindo que a criança é incapaz de aprender, usando adjetivos que deixam a estima lá no chão. É preciso que o professor esteja consciente de que ele é idolatrado por seus alunos e o que disser vai marcar a criança pelo resto da vida. Um professor tanto pode destruir quanto construir.

Você teve professores que levantavam ou que derrubavam?
Tive os dois. Sou muito grata a três professoras queridíssimas que me apoiaram muito, mas fiquei profundamente marcada por atos de discriminação que vivi na escola.

Por exemplo
Eu fui para um colégio interno com 5 anos. Freiras de uma missão levavam crianças do interior para estudar, mas, na verdade, era para trabalhar, e trabalhei duro desde os cinco anos. Uma história ruim que marcou minha vida foi protagonizada pelas própris freiras, que contavam uma história que Deus criou um lago com águas abençoadas e que as pessoas que são trabalhadoras e inteligentes chegaram rápido, banharam-se nas águas e ficaram brancas; os preguiçosos chegaram tarde, já não tinha mais água e só banharam as palmas das mãos e as plantas dos pés, que são nossas únicas partes claras.

Por que você chora ao falar deste caso?
Se uma coleguinha de escola, branca e ainda sem consciência faz uma piada dessa, todos vão se divertir e você vai ficar triste, revoltado. Mas, se é um professor, a autoridade da escola, aquele que está ali para formar teu caráter, influenciar na tua personalidade, aí marca para o resto da vida. Isso foi a mais de 70 anos e ainda dói.

E na hora, como se sentia?
Doía muito. Elas contavam isso para mostrar para os brancos que os negros eram preguiçosos, gente inferior. Nós, negros, não somos preguiçosos. O Brasil só é o que é hoje porque meus antepassados trabalharam muito.

Essa discriminação com negro ainda acontece hoje?
Não somente com o negro. Tem muita gente sofrendo discriminação por ser negro, por ser índio, homossexual e, principalmente, por ser pobre.

Mas quem sofre mais discriminação: o negro, o índio ou o pobre da periferia?
Todos sofrem, mas para o negro e o índio é pior. Se você tem cinco portas abertas, tem que bater em 100 para conseguir que uma se abra. Tem que estar sempre provando que é o melhor para não perder o que conquistou. O preconceito às vezes vem de colegas que estão praticamente no mesmo nível. As pessoas precisam inferiorizar outros para acharem que estão um degrau acima. Isso acontece na própria escola e com crianças bem pequenas, que se afastam de um coleguinha porque ele está com a roupa suja ou rasgada, porque está com o nariz escorrendo, mas ninguém sabe o porquê de ele estar assim, ninguém sabe o que está se passando em sua casa, em sua vida, discriminam quando deveriam ajudar.

“Nada é prova quando quem
pratica o crime é poderoso,
é rico, tem altos cargos”.

A política e a Justiça te decepcionam muito?
Estou decepcionada com a política deste País, em que pessoas roubam, desviam dinheiro até da Educação e da Saúde, mas nada é prova quando quem pratica é poderoso, é rico, tem altos cargos. É uma decepção muito grande ver o presidente de um País usando para comprar deputados o dinheiro que deveria ir para obras, saúde, educação, segurança. Acontece de uma forma descarada, diante dos olhos de todo mundo, com ampla divulgação nos jornais, na TV, na internet. Um juiz do Supremo liberando, diante de toda a Nação, políticos que comprovadamente cometeram ilícitos, sob alegação de que ‘é gente de família tradicional’. Uma pessoa que furtou uma galinha, sendo pobre, teria o mesmo tratamento? A discriminação entre o rico e o pobre está escancarada, vê-se nos noticiários da tevê, nos jornais, e as pessoas aceitam passivamente. Acham que é o normal. Ninguém bate panela.

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