Astorga



Projeto de Astorga é quarto colocado em disputa nacional

O projeto “Calçadas para todos”, desenvolvido pela Associação Comercial de Astorga, comerciantes, prefeitura e Sicredi, ficou entre as quatro melhores iniciativas inovadoras que contribuem para o aprimoramento da gestão municipal, competição organizada pelo Projeto MuniCiência, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

A decisão foi ontem em Brasília, durante o Seminário sobre Iniciativas Inovadoras de Gestão Municipal, com a presença de prefeitos de todo o Brasil.

A iniciativa de Astorga foi considerada a melhor na análise técnica, porém perdeu em uma votação feita pela Internet. O primeiro lugar ficou com Rio Largo, município de Alagoas, que apresentou um projeto na área de segurança pública, seguido por Bom Despacho (MG) e Pompeu (MG).

O que é

Antes

Antes

O Calçadas para todos já construiu mais de 30 mil metros quadrados de calçadas na área central de Astorga e vai chegar aos bairros e distritos. Aparentemente, o projeto é bastante simples: a Associação Comercial se encarrega de conversar com os proprietários de terrenos de uma determinada rua ou avenida e se decide construir uma calçada nova ou fazer a revitalização da velha, a prefeitura usa suas máquinas para preparar o terreno e a calçada é construída a preço de custo. Se houver interesse dos envolvidos, o banco Sicredi se propõe a financiar o material de construção e a mão obra, parcelando o investimento em até 10 meses com juros subsidiados.

Depois

Depois

A ação trouxe benefícios para o comércio, porque as ruas se tornaram mais bonitas, com acessibilidade para mães com carrinhos de bebê, idosos e cadeirantes”, disse o vice-presidente para Assuntos de Prestação de Serviços da Associação Comercial, Lourival Macedo. “Com as calçadas revitalizadas, os comerciantes passaram a investir também nas fachadas de suas lojas, melhorando o visual da cidade. Com isto, percebemos que começamos a atrair mais consumidores de cidades vizinhas”.

Nos bairros

Para o prefeito Bega, o Calçadas para todos gera uma onda positiva, que acaba beneficiando vários setores. “Além de oferecermos beleza, conforto e segurança para o pedestre, o projeto estimula outras ações, como a construção de muros, colocação de grades, fachadas nos estabelecimentos comerciais, e isto significa trabalho para o pedreiro, para o pintor, as lojas vão vender mais materiais de construção. Enfim, há uma sequência produtiva na cidade”.

De acordo com o prefeito, receber prêmio da Confederação dos Municípios pode ser importante, mas “mais importante é que toda a população pode se beneficiar desta iniciativa, os moradores dos bairros podem se juntar para que o projeto seja executado em sua rua, assim como os moradores dos distritos”. Segundo Bega, “não é a prefeitura quem decide onde vai ou não ser construída calçada, é o próprio morador, e a prefeitura entra como parceira”. Ele acredita, que outros municípios da região também vão aproveitar a ideia.

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Dívidas e problemas no Samu de outras regiões deixam prefeitos do noroeste preocupados

Com uma dívida que já chega a R$ 2,5 milhões e metade dos municípios em situação de inadimplência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atende mais de 80 municípios polarizados por Paranavaí, Umuarama, Cianorte e Campo Mourão, o chamado Samu Noroeste, pode deixar de funcionar. Situação parecida está acontecendo em outras regiões brasileiras, onde as estruturas em sistema de consórcio regional não estão conseguindo se manter, principalmente porque muitas prefeituras atrasam os pagamentos e os consórcios não estão recebendo as contribuições que cabem aos governos estaduais.

 

Blog do Professor Chico

Blog do Professor Chico

Estes problemas levaram os prefeitos da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) a realizarem uma reunião de emergência ontem à tarde, em Maringá, para discutir a viabilidade de se criar um Samu Regional também na região de Maringá. Ficou decidido que na próxima quarta-feira prefeitos da região irão a Umuarama para conhecer de perto os problemas que atingem o Samu Noroeste a fim de evitar que a situação se repita no consórcio que está sendo criado pelos municípios da região de Maringá.

No Paraná foram criados 12 Samus Regionais e até o momento apenas o de Maringá ainda não entrou em funcionamento, apesar de o assunto vir sendo debatido há 5 anos. Prefeitos das cidades menores consideraram muito elevada a taxa de R$ 0,95 por habitante, para integrar o consórcio, mas quando todos concordaram em pagar a quase falência do Samu Noroeste e informações de que o mesmo acontece em São Paulo, Minas Gerais e outros Estados causa hesitação entre os prefeitos.

Ambulâncias do Samu baseadas em Umuarama para atender cerca de 25 cidades da região  Foto: Portal Cidade

Ambulâncias do Samu baseadas em Umuarama para atender cerca de 25 cidades da região Foto: Portal Cidade

O fato de o consórcio das regiões de Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão e Cianorte estar enfrentando problemas não significa que o nosso também terá dificuldades”, disse ontem o presidente do Consórcio de Gestão da Amusep, Arquimedes Ziroldo, o Bega (PTB), prefeito de Astorga. Segundo ele, “são situações diferentes, o Samu Noroeste atende 85 cidades e muitas vezes as ambulâncias têm que percorrer longas distâncias para prestar uma assistência, ao passo que na nossa região as cidades são todas próximas dos cinco pontos de atendimento estabelecidos, o raio de atendimento é menor”.

Segundo Bega, “nossa realidade é diferente e se não deixarmos existir inadimplência, não teremos o mesmo problema”.

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Prefeitos escolhem Zampar para presidir a Amusep

O prefeito de Itambé, o petista Antonio Carlos Zampar, será eleito nesta sexta-feira para a presidência da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), sucedendo seu vizinho de município José Roberto Ruiz, prefeito de Floresta.

Zampar terá como principal função conduzir a viabilização dos diversos consórcios regionais que estão sendo organizados para atender os 30 municípios da Amusep. Outro compromisso é dar início à construção da sede própria da Amusep. Muita coisa já foi adiantada nas últimas três gestões.

O prefeito de Astorga, Arquimedes Ziroldo, o Bega, que está à frente do Consórcio de Gestão Proamusep nos últimos anos, vai continuar para concluir a implantação dos consórcios regionais. E possivelmente o maringaense Roberto Pupin vai suceder o prefeito de Mandaguaçu, Ismael Fouani, na presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde, o Cisamusep.

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Candidato de Bega vence eleição na Câmara de Astorga

Com a eleição de Paixão, o prefeito Bega terá menos oposição na Câmara nos próximos dois anos

Com a eleição de Paixão, o prefeito Bega terá menos oposição na Câmara nos próximos dois anos

O vereador José Carlos Paixão (PTB), integrante do grupo político ligado ao prefeito Arquimedes Ziroldo, o Bega, também do PTB, venceu a eleição para a presidência da Câmara de Astorga, derrotando Claudiner Ischida (PSDB) por 5 votos a 4.

O atual presidente, o petista Sérgio Daguano, não concorreu à reeleição, preferindo integrar a chapa de Ischida como candidato a secretário.

Com a eleição de Paixão, a Mesa Diretora para o próximo biênio terá Ademir Batista da Silva, o popular Corintiano (PHS) como vice-presidente, o pedetista Marino Martioli como 1º secretário e Maurício Juliano (DEM) como segundo secretário.

O agricultor e criador de frangos Zé Paixão é vereador reeleito e deve tomar posse no dia 1º de janeiro. Com 59 anos, ele é nascido em Astorga, membro de uma família de pioneiros.

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‘Inventor’ do café adensado se mantém fiel ao sistema 40 anos depois

Quando decidiu plantar café, nos anos 70, o contabilista Manoel Tadashi Hirata foi chamado de louco. Primeiro porque ele, embora tenha nascido na roça, não entendia nada de agricultura, segundo porque naquele momento o Paraná inteiro estava erradicando os cafezais queimados pelas geadas de 1975, depois porque ele estava realmente fazendo uma loucura: decidiu plantar 6,5 mil covas por alqueire, quando qualquer cafeicultor experiente e ajuizado plantaria apenas 1,5 mil.

Manoel Hirata usou cálculos matemáticos para definir a posição de cada planta e conseguiu produzir quatro vezes mais do que pelo sistema tradicional     Foto: Douglas Marçal

Manoel Hirata usou cálculos matemáticos para definir a posição de cada planta e conseguiu produzir quatro vezes mais do que pelo sistema tradicional Foto: Douglas Marçal

Mas, quem o chamava de louco mudou de ideia quase quatro anos depois, no dia em que uma caravana de engenheiros agrônomos da Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), uma das mais respeitadas do Brasil na época, chegou ao pequeno sítio de 5 alqueires em Astorga, na estrada para Jaguapitã, para conhecer o sistema de plantio adensado e como Hirata conseguia produzir 4 vezes mais do que cafeicultores tradicionais. Enquanto pelo sistema tradicional se apurava de 10 a 15 sacas de café limpo, Hirata colhia acima de 50.

Nos anos seguintes chegaram técnicos de outras cooperativas, foram realizados dias de campo no sítio e até proprietários de terras de Minas Gerais e Espírito Santo, que na época iniciavam a cafeicultura, vinham em caravanas a Astorga. O café adensado de Hirata ganhou divulgação no Brasil inteiro e serviu para comprovar o que cientistas do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e de outros centros de pesquisas do café vinham pregando havia anos, mas não conseguiam convencer, principalmente depois das geadas de 1975.

No início, Hirata não foi tão confiante de que sua loucura daria certo. Antes de plantar 6,5 mil pés de café no lugar de 1,5 mil, ele tratou de garantir renda para a propriedade com uma granja para produzir ovos. Todos os dias, ele entrega no mercado entre 25 e 30 caixas, com 300 ovos cada uma. Além disto, ele é contador e tem um dos mais conhecidos escritórios de Astorga, é também administrador de empresas, advogado, tem pós-graduação em Administração de Empresas e Licenciatura em Magistério.

Eu não era cafeicultor, por isto usei a lógica, a matemática, para fazer minhas experiências”, conta ele, com a prática de quem já proferiu centenas de palestras às caravanas que visitam sua propriedade. “Calculei os espaços, a posição que ficaria cada planta, como seriam feitos os esqueletamentos para a entrada de luz e quando uma planta deveria ser substituída”. Hirata percebeu também que em um ano dá boa colheita, no seguinte a produção é fraca porque o galho que produziu neste ano não produzirá no mesmo espaço no ano que vem. Assim, os esqueletamentos são alternados entre as plantas e a cada ano um pé de cada quatro será retirado e substituído por uma muda nova. Assim, o cafezal nunca envelhecerá e nem estará inteiramente esqueletado.

Na ordem do esqueletamento e da substituição das plantas está um dos segredos do sucesso do adensamento

Na ordem do esqueletamento e da substituição das plantas está um dos segredos do sucesso do adensamento

Aos 83 anos e tão ativo hoje quanto na época em que virou cafeicultor, dono de 26 mil pés de café e 500 galinhas poedeiras em apenas 5 alqueires, Manoel Hirata diz que “o adensamento deu certo, dei minha contribuição à cafeicultura brasileira em um momento em que a maioria dos produtores desistiam da atividade, e agora estou investindo em qualidade do café”. Ele diz que está experimentando novos tratos culturais para chegar a uma bebida cada vez melhor.

O curioso de toda esta história é que Manoel Hirata, apontado como exemplo de inovação na agricultura, não bebe café.

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Zulmira e sua luta contra o câncer – dela é de outros

A história da Rede de Combate ao Câncer de Astorga (a 50 quilômetros de Maringá) se confunde com a de sua coordenadora, Zulmira Batista Genaro. Com o tempo, a Rede tornou-se sinônimo de Zulmira e vice-versa. Lidando todos os dias com a dor de centenas de pessoas acometidas pelo câncer, a ironia do destino foi ela própria ser diagnosticada com a doença. Mas não se entregou e é vista atendendo pessoas, confortando familiares e distribuindo bens materiais até mesmo nos dias das sessões de quimioterapia.

Zulmira Batista Genaro descobriu o câncer na medula em 2006 e nunca interrompeu o tratamento

Zulmira Batista Genaro descobriu o câncer na medula em 2006 e nunca interrompeu o tratamento

A Rede, que no início chamava-se Rede Feminina de Combate ao Câncer, só foi feminina no nome, pois atende também homens e crianças. Afinal, o câncer não escolhe sexo. Também não é uma instituição comandada só por mulheres. Em sua diretoria estão empresários, bancários, funcionários públicos, profissionais liberais e trabalhadores comuns. Também há mulheres e homens entre os 40 voluntários fixos, aqueles que são pau-para-toda-obra, organizando e realizando eventos para arrecadar o dinheiro que vai ajudar na manutenção de pessoas com câncer e até mesmo o pagamento de consultas especializadas que não são cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A entidade já pagou cirurgias de até R$ 15 mil.

Além do serviço, muitas vezes os voluntários pagam para trabalhar. Pessoas que não têm ligação com a Rede, outras entidades, clubes de serviço e empresas também participam com doações e até organizando eventos para arrecadar dinheiro para a compra de alimentação diferenciada para os doentes, fraldas e medicamentos. Graças a isto, centenas de pessoas com câncer e seus familiares têm sido ajudados desde 2001, quando a Rede Feminina de Combate ao Câncer nasceu em Astorga. Hoje, 171 doentes estão no cadastro da entidade, mas a ajuda chega também aos familiares.

A entidade que nasceu em uma casinha emprestada por uma cooperativa, hoje tem como sede própria uma ampla casa no centro da cidade, com salas para direção, reuniões, cozinha e muito espaço para guardar os víveres que serão distribuídos aos cadastrados.

Por traz de tudo isto está Zulmira, uma técnica de enfermagem que passou a vida no serviço de saúde do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e na Secretaria de Saúde da prefeitura. Ela participou da fundação da Rede e está à frente desde o início. Mesmo com o compromisso em seus empregos e o trabalho de mãe de família, Zulmira é do tipo de gente que levanta de madrugada para atender um doente, junto com o marido, Antonio, ajuda até a dar banho em pessoas, coordena pessoalmente o cadastramento, a distribuição de víveres e os grandes e pequenos eventos da instituição, como um show de prêmios em março e um leilão de gado em setembro.

Segundo as colegas de trabalho, Zulmira é a pessoa que melhor entende a situação de quem tem câncer. “Falo com as pessoas como um igual e elas confiam em mim porque sabem de minha situação”, diz ela. Em 2006, depois de fraturar a coluna seguidas vezes, ela foi diagnosticada com um mieloma múltiplo, um tipo de câncer das células plasmáticas da medula óssea.

Apesar da doença, a Zulmira continua na direção da entidade que auxilia pessoas com câncer e suas famílias

Apesar da doença, a Zulmira continua na direção da entidade que auxilia pessoas com câncer e suas famílias

“Não pude me entregar, até nos dias das sessões de quimioterapia – que arrasam a gente – eu vinha trabalhar porque sei muito bem que o estado de espírito de quem tem câncer é muito importante na recuperação”. Segundo ela, muitas pessoas ao saberem que estão com câncer ficam tão arrasadas psicologicamente que acabam piorando o estado da doença. “Passei anos dizendo às pessoas para terem ânimo, então era minha vez ter ânimo”.

Aos 66 anos de idade, 59 deles vividos em Astorga, agora aposentada, a auxiliar de enfermagem que estudou também Pedagogia, casada e mãe de duas filhas, não está curada, pois o mieloma múltiplo é um tipo de câncer que não desaparece totalmente. Mas ela continua trabalhando normalmente. No momento, além do dia a dia da Rede Feminina de Combate ao Câncer, está envolvida com a organização do show de prêmios que a entidade realizará no mês que vem, um dos maiores eventos anuais de Astorga.

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Juventude se despede de Lumay na capela mortuária

Lumay Sentinelo Borges era um dos participantes do Bloco do Aço

Lumay Sentinelo Borges era um dos participantes do Bloco do Aço

Centenas de pessoas, principalmente jovens, estão comparecendo à Capela Mortuária de Astorga (a 50 quilômetros de Maringá) desde ontem para se despedir do jovem Lumay Sentinelo Borges, que morreu ontem aos 20 anos de idade.

Lumay morreu na queda de um guindaste na manhã de ontem, enquanto trabalhava em uma metalúrgica às margens da PR-218. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o acidente.

O acidente aconteceu pouco antes das 11 horas na AstMetal Indústria Metalúrgica, empresa que trabalha na fabricação de caixas de água, estruturas metálicas e placas de aço. Um guincho que corria em um trilho elevado escapou e caiu, atingindo o rapaz que fazia serviços no chão. Lumay sofreu traumatismo craniano e fratura exposta em um dos braços, chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu ao dar entrada no hospital.

Os bombeiros civis Rafael Gustavo Martioli e Luciano Barbosa de Souza ainda fizeram massagens torácicas enquanto transportavam o rapaz para o hospital, a respiração e os batimentos cardíacos chegaram a se normalizar, mas por poucos minutos.

A morte de Lumay causou comoção entre a juventude de Astorga, que tinha o rapaz como uma pessoa popular, com facilidade para fazer amizades e “muito alegre”, como descreveu o amigo Luciano Júnior Casacchi.

Segundo Casacchi, Lumay, que morava com uma avó, desde os tempos de escola, no Colégio Adolpho de Oliveira Franco, foi angariando amigos, trabalhou como fotógrafo para a agência Quem?, que cobre baladas, e nos últimos cinco anos era uma das figuras mais ativas do bloco carnavalesco Bloco do Aço, que se preparava para o carnaval deste ano.

Ele era uma pessoa que todo mundo gostava, era participativo e sempre alegre”, disse.

A Polícia Civil iniciou uma investigação do acidente, mas até o final da tarde de ontem ainda não tinha muitos detalhes. Uma equipe da Polícia Científica deverá analisar o equipamento para saber o que provocou a queda.

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Chitãozinho e Xororó conhecem as obras de portal que homenageia a dupla em Astorga

Chitãozinho e Xororó voltam à cidade em que nasceram para conhecer as obras do portal que faz referência à dupla. O prefeito Bega diz que Chitãozinho e Xororó são os embaixadores de Astorga

Chitãozinho e Xororó voltam à cidade em que nasceram para conhecer as obras do portal que faz referência à dupla. O prefeito Bega diz que Chitãozinho e Xororó são os embaixadores de Astorga

No último sábado (14), dia em que Astorga completou 61 anos, os filhos mais famosos da cidade, os cantores Chitãozinho e Xororó, presentearam a cidade com uma visita ao Portal, em construção, na região conhecida como Granada, na entrada da área urbana. A dupla estava em Maringá, onde fez um show na sexta-feira e, em seguida seguiu para Presidente Prudente para mais uma apresentação.

Recebidos pelo prefeito Arquimedes Ziroldo, o Bega (PTB), técnicos da obra (construtora, engenheiro e arquiteto) e alguns fãs, os irmãos Lima ficaram entusiasmados com as obras e confirmaram presença e show na inauguração, que, segundo o prefeito, deve acontecer no final de 2014.

Bega explicou aos sertanejos que além de homenagear a dupla, o projeto Granada tem valores agregados. “Aqui damos continuidade a todo processo de industrialização e extensão da área urbana que estamos trabalhando”, disse o prefeito explicando que haverá local adequado para a comercialização de produtos da agroindústria familiar e artesanatos, além de posto de combustível e restaurante.

“Este será o portal mais bonito do Brasil”, diz o secretário Administrativo do município, Manoel Joaquim de Oliveira.

Chitãozinho e Xororó fizeram questão de conhecer o interior da graciosa Capela Sagrada Família, que será ponto turístico, no projeto de expansão do turismo religioso. Os cantores agradeceram todo carinho recebido dos astorguenses. “Nós, como vocês temos orgulho de sermos ‘bicho do Paraná’, disse Chitãozinho.

O prefeito Bega agradeceu a dupla pela visita dizendo “Vocês são embaixadores de Astorga por todo Brasil”.

Texto: Fabiana Fogari

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Pinheiro de mais de meio século vai continuar no meio da rua

Motorista ou motociclista que trafega pelo asfalto recém-construído da Rua Vitória, no Jardim Londrina, em Astorga (a 50

Pinheiro de Astorga

Estudantes lutam para que a Araucária não seja derrubada

quilômetros de Maringá), pode surpreender-se ao se deparar com uma enorme árvore em plena pista. Só que não é ela que está no lugar errado. A Araucária Angustifólia, também conhecida como Pinheiro do Paraná, a árvore símbolo do Estado, de quase 10 metros de altura, já estava ali muitas décadas antes da abertura da rua, antes mesmo da chegada dos pioneiros que fundaram a cidade de Astorga.

Segundo o pioneiro Arlindo Pavani, foi ele quem plantou a árvore no início dos anos 50, quando comprou terras próximas à comunidade rural que cresceu e virou a cidade de Astorga. Segundo ele, a área urbana foi se expandindo até chegar próximo à sua propriedade. Ultimamente ele vendeu parte do sítio para loteamento e, na continuação dos bairros já existentes, o pinheiro ficou em plena rua.

O loteador teve o cuidado de não derrubar uma árvore histórica, tão antiga quanto a cidade, e agora não poderá mais retirá-la porque a espécie Araucária Angustifólia é protegida por lei”, disse a professora Edna Coutinho, que leciona Geografia na Escola Municipal Professora Maria Celestina. Ele, juntamente com seus alunos, coordenou um movimento pela preservação da árvore, ganhou o apoio da Secretaria de Educação, da Secretaria de Meio Ambiente e de boa parte da comunidade do bairro, que também querem que o pinheiro continue onde está.

 

Arlindo Pavani - Astorga

Arlindo e Vilma Pavani plantaram o pinheiro há mais de meio século

Os alunos de Edna foram até o pinheiro, estudaram-no, fizeram trabalhos de escola sobre ele e agora mantêm um site contando a história da árvore que eles resolveram chamar de Tesouro Verde de Astorga.

Asfaltaram até encostar no tronco, não sobrou espaço para a infiltração de água e isto pode matar a árvore”, disse o vendedor de roupas Vagner Batista Azarias, que nasceu e cresceu vendo o pinheiro em frente sua casa. “Eu e meus amigos de infância temos uma história com este pinheiro, brincamos muito com ele”. Segundo Azarias, ele vai retirar o asfalto em volta da árvore e plantar flores “para que aconteça a infiltração da água da chuva”. Ele citou que em várias cidades – “inclusive em Maringá” – há árvores preservadas em plano asfalto e Astorga também terá a sua.

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Todos os vereadores de Astorga foram reprovados

O trabalho que os vereadores de Astorga realizaram nos últimos quatro anos deve ter sido muito fraco ou o comportamento deles, no cargo, não foi o que o povo esperava. Todos eles ficaram com nota vermelha e não foram aprovados para a próxima legislatura.

Pela primeira vez na história das eleições de Astorga nenhum vereador é reeleito. Dos nove atuais vereadores, oito disputaram a reeleição e não conseguiram votos pessoais ou em suas legendas para retornar para a próxima legislatura e teve até quem não recebeu nem o próprio voto.

A renovação da Câmara em 100% beneficia o prefeito reeleito Arquimedes Ziroldo, o Bega (PTB), que durante todo o mandato atual vem enfrentando dificuldades por ter quase todos os vereadores na oposição. A partir de 2013 ele governa com maioria folgada.

Dos atuais vereadores, apenas o atual presidente da Câmara, Osmanir Cestari (PMDB), não disputou a reeleição e houve ainda o caso de Analice Escoque, a Ana do Açougue (PSL), que desistiu de concorrer mas se inscreveu como candidata para que fosse cumprida a quota obrigatória de candidatas mulheres. Ela, que chegou a ser presa dois dias antes da eleição por estar supostamente entregando uma cesta básica a uma mulher, terminou o pleito sem nem um voto, o que significa que ela própria deve ter votado em outro candidato.

“É surpresa ninguém voltar, mas não surpreende o povo de Astorga votar pela renovação”, disse Cestari. Seu argumento é convincente, já que na eleição anterior ele foi o único vereador reeleito. O presidente considera este desejo de renovação um sentimento positivo para a cidade, evitando o surgimento de vereadores profissionais. “Sabendo que o povo quer sempre a renovação, cada um que sentar nestas cadeiras terá que dar o melhor de si,  trabalhar sério e não pode decepcionar, pois se não vai ser eliminado na eleição seguinte”.

O candidato mais bem votado para a Câmara de Astorga no pleito de domingo foi o professor Marino Martiolli (PDT), com 839 votos, 5,17% de todos os votos válidos para a Câmara. Na eleição passada ele foi candidato a prefeito.

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