Luiz de Carvalho

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Vagão se perde da locomotiva e viaja 35 quilômetros

Categorias: Curiosidades, Sem categoria

Um vagão cargueiro desprendeu-se do restante do trem e viajou cerca de 35 quilômetros sozinho, acabando por passar por cima de um carro.

O fato aconteceu ontem e foi noticiado em primeira mão pelo repórter Índio Maringá, da equipe Pinga Fogo.

Segundo o repórter, a ALL, concessionária da linha férrea em Maringá, nem ficou sabendo do fato e nem sabia onde tinha ido parar seu vagão.

O vagão desprendeu-se da composição próximo ao pátio de manobras da ALL e seguiu pela linha em direção a Paiçandu, linha que, aliás, está desativada há mais de 20 anos.

O veículo passou em alta velocidade por Paiçandu, por Marilá, Água Boa e só foi parar em Doutor Camargo.

O pior é que, como a estrada de ferro está desativada há muitos anos, ninguém se preocupa com a possibilidade de passagem de um trem, principalmente sem locomotiva, chegando silencioso.

Foi muita sorte ninguém ter sido atropelado.

Pinga Fogo, o feirante que virou campeão de audiência em Maringá

Categorias: Especiais

 

Apresentador diz que procura fazer um programa que seja
compreendido por todas as classes

O apresentador Pinga Fogo é o contrário de tudo aquilo que se aprende nos cursos de jornalismo. No entanto, é um dos campeões de audiência na TV, com seu programa batendo de frente com o Jornal Hoje, da Rede Globo, com tantos anunciantes que empresas de grande porte precisam aguardar dias, semanas e até meses na fila por um espaço para divulgar seus produtos.

Apontado como programa sensacionalista, que utiliza estereótipos populares para conseguir maior proximidade com os telespectadores, de explorar a pobreza e fazer assistencialismo, o “Pinga Fogo na TV”, exibido de segunda a sexta-feira, das 12h30 às 13h30, na TV Maringá, canal 6, retransmissora da Rede Bandeirante, está há 13 anos no ar, começando todos os dias com o apresentador, sempre de camisa listrada ou de cores berrantes, limpando a garganta no ar, e segue como se fosse uma conversa entre amigos, com o apresentador cometendo erros de português e de pronúncia, mandando recados, fazendo brincadeiras e conversando com o boneco “Benedito”, que conta piadas.

Os repórteres com roupas comuns, inclusive camisetas, falando gritado ou empostado e procuram seguir o estilo Pinga Fogo. Para o apresentador, as críticas vêm de quem não se conforma em ver coisas feitas com simplicidade dando certo.

“No começo, fui chamado de bobão, de analfabeto, de explorador da miséria, mas com o tempo as pessoas foram entendendo que nosso objetivo era fazer um programa de um jeito que todo mundo entendesse, com simplicidade, mas com muita responsabilidade”, diz Pinga Fogo, deixando claro que muita coisa foi modificada com o tempo.

Segundo ele, “mesmo não tendo muito estudo, eu sei falar certo sim, sou um profissional de comunicação com 35 anos de microfone, mas procuro falar de uma forma coloquial, sem pedantismo, e o povo tem aceitado nosso jeito simples de apresentar, faço o programa como se fosse uma conversa informal”.

Segundo ele, o programa evita apresentar imagens que choquem. No começou aconteceu de reportagens mostrarem cadáveres, vítimas e bandidos, “mas hoje temos todo cuidado para evitar cenas que choquem os espectadores ou que possam cometer alguma injustiça”.

O programa não noticia suicídios e não mostra pessoas presas, a não ser que a culpabilidade não deixe dúvidas. “Programas em que apresentador e repórteres xingavam bandidos já estão superados, não dão mais certo”. Segundo Pinga Fogo, a equipe cuida para não seja cometida qualquer injustiça. “Nesses 13 anos, nunca tivemos qualquer problema com a Justiça ou com as pessoas por ferir a ética”.

De feirante a empresário

Pinga Fogo, que nasceu Benedito Cláudio de Oliveira, há 58 anos, na cidade de Monte Santo de Minas (MG), veio para Maringá quando tinha 14 anos, junto com a família, e por muitos anos acordou de madrugada para levar uma barraca e mercadorias para a feira-livre. Foi feirante até os 22 anos, quando casou-se e foi “sem rumo” Jandaia do Sul, cidade a 46 quilômetros de Maringá. Sem profissão definida e com pouco estudo, a opção foi trabalhar de guarda noturno.

O guarda noturno virou radialista por acaso. “Em 1972, meu cunhado foi fazer um serviço na Rádio Guairacá de Mandaguari e eu fui junto, de farda e tudo, e lá o João Vrena, que era diretor da emissora, pediu que eu falasse no ar sobre os acontecimentos policiais de Jandaia. Topei e não parei mais”. Primeiro ele se tornou um correspondente em Jandaia, dando só notícias policiais, depois virou apresentador de um programa de polícia. “Eu não tinha dinheiro para a passagem e ia de carona de Jandaia para Mandaguari”, lembra.

Como apresentador, Pinga Fogo fez nome, trabalhou em vários municípios, apresentou comícios e depois de 20 anos de trabalho conseguiu comprar uma parte da concessão da antiga Rádio Jornal de Maringá, que pertencia ao deputado Ricardo Barros, nado blog Edson Limascendo aí a Rádio Nova Ingá AM. Daí para a TV foi um pulo. Ele foi convidado a apresentar na TV Maringá um programa igual ao que fazia na rádio, topou o desafio e mantém a fórmula até hoje.

O nome Pinga Fogo é sinônimo de negócios. Com a audiência obtida na TV, falta espaço para tantas empresas que querem anunciar. Seus negócios pessoais também crescem a olhos vistos. Junto com os sete filhos, mantém empresas de placas de veículos, outdoor, produtora de vídeo, emissoras de rádio e dois programas de TV.

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Luiz de Carvalho

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