Itaguajé



Manifestação de preconceito contra alunos da Apae revolta familiares de excepcionais

A Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – de Itaguajé está tomando medidas judiciais contra pessoas que manifestaram preconceito contra alunos e professores da instituição em um grupo do WhatsApp.

A demonstração de preconceito foi publicada em um grupo intitulado “Só em 2020”, que faz oposição ao atual prefeito da cidade, como comentário a respeito de uma atividade realizada pela Apae durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência”.

O autor publicou: “Professora da APAE só serve pra lavar o povo com deficiência, lá não se escreve, só baba”.

No sábado, a diretoria da Apae de Itaguajé publicou uma nota em sua página no Facebook, informando que vai processar o autor da manifestação de preconceito.

NOTA

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais Itaguajé-Pr, por meio de sua presidência, vem esclarecer e informar que em virtude das ofensas sofridas por seus alunos e corpo docente em ambiente virtual e atendendo aos pedidos dos pais de alunos da nossa instituição, que estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis por meio de nossos advogados, a fim de colocar um ponto final nas ofensas, responsabilizando os envolvidos.
E também, vem manifestar seu veemente repúdio contra as atitudes ofensivas à capacidade cognitiva de nossos alunos, bem como, a qualidade do ensino destinado aos mesmos e a capacidade do nosso corpo docente.
Salienta ainda, que as referidas ofensas provem da ignorância – na melhor acepção da palavra -, porque, a Apae tem um trabalho minucioso e de atenção especial às necessidades de desenvolvimento de todas as funções cognitivas, como a memória, a atenção, a percepção, o raciocínio, a linguagem, coordenação motora. Todo o trabalho é realizado por um grupo de profissionais especializados como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psiquiatras, pedagogos. O ambiente é voltado para que a pessoa com necessidades especiais se desenvolva e esteja pronta para integrar a comunidade, para ser independente ao máximo e poder se inserir também no mercado de trabalho.

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Menina não quer voltar à escola onde foi abusada por 6 adolescentes

A Justiça da Comarca de Colorado realizou sexta-feira a última audiência do caso acontecido em Itaguajé (a 112 quilômetros de Maringá), onde seis adolescentes com idades entre 14 e 16 anos assumiram ato sexual contra uma menina de 11 anos dentro do único colégio estadual da cidade, em pleno horário de aula, gravaram o abuso com um telefone celular e depois postaram em redes sociais. Agora começa a fase das alegações finais e possivelmente na próxima semana o juiz anuncie a sentença.

Cinco dos garotos estão apreendidos na unidade do Centro de Sócioeducação (Cense) de Londrina e um foi liberado por falta de vaga, a menina deixou de ir à escola e não sai de casa, envergonhada, enquanto o colégio teve a diretora, professores, funcionários e a equipe pedagógica responsabilizados em uma sindicância realizada pelo Núcleo Regional de Educação de Paranavaí.

Segundo o chefe do Núcleo, professor Pedro Barardi, o setor Jurídico da Secretaria de Estado da Educação abriu um processo administrativo disciplinar contra os funcionários responsabilizados e deve anunciar em breve as penas a serem aplicadas, que podem ir de advertência a afastamento ou mesmo a perda de função pública.

Barardi informou também que uma professora foi designada para ministrar aulas para a menina em casa.

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