Itaguajé



Dois anos após queda de ponte, cidade fica até sem linha de ônibus

Devido à falta de acesso, a empresa de ônibus deixou de fazer a linha que passa pelo município
Uma ponte provisória pode ser instalada até que o governo federal libere recursos para a ponte definitiva

No dia 13 de janeiro completa dois anos em que a ponte que liga os municípios de Jardim Olinda (a 130 quilômetros de Maringá) e Itaguajé, ambos na margem do Rio Paranapanema e fazem divisa com o Estado de São Paulo, foi destruída pela enchente no Rio Pirapó.

A sondagem no rio já está sendo realizada para a elaboração do projeto da nova ponte a ser construída com recursos federais

A queda da ponte aconteceu na mesma época em que várias outras pontes do Pirapó foram destruídas, entre elas a da PR-317, entre Maringá e Iguaraçu.

O que intriga os moradores de Jardim Olinda é que todas as demais pontes foram reconstruídas, menos aquela que tem grande importância na economia do município. “É lamentável, porque limita as vias de acesso a Jardim Olinda e agora para chegar a Itaguajé temos que andar 40 quilômetros a mais”, disse Jorge Fernandes Martins.

A prefeita Lucimar de Souza Morais Assunção (PP) diz que o município está perdendo muito porque sem a ponte a empresa de ônibus deixou de atender aos 1,4 mil moradores de Jardim Olinda, os fornecedores do comércio local também não comparecem mais e muitos produtos estão em falta na cidade. A ponte de 45,5 metros era também a única ligação para a região em que se localizam os condomínios de recreio e saída para o Estado de São Paulo.

A assessora Especial da prefeitura, Nayara Palicer, disse que município está tentando recursos junto ao Ministério da Integração Nacional para a construção de uma nova ponte, porém para isto precisa apresentar um um projeto junto ao governo federal e a prefeitura não dispõe de recursos para a elaboração do projeto. Por isto, a Casa Civil do governo garantiu R$ 250 mil para as despesas com a elaboração do projeto para que o município possa solicitar a construção da nova ponte.

A prefeita Lucimar Assunção diz que é possível que o município não fique sem ponte até a construção de uma nova, já que surgiu a possibilidade de ser construída uma ponte provisória até a construção definitiva. Na terça-feira, uma equipe técnica do Exército esteve no local realizando uma sondagem para definir um projeto de ponte provisória. O único entrave é a necessidade de ser erguer uma pilastra de concreto no meio do rio.

Sem o acesso, temos que andar 40 quilômetros a mais para chegar a Itaguajé e nem a empresa de ônibus quer esta despesa a mais”.

Jorge Fernandes Martins, morador

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Manifestação de preconceito contra alunos da Apae revolta familiares de excepcionais

A Apae – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – de Itaguajé está tomando medidas judiciais contra pessoas que manifestaram preconceito contra alunos e professores da instituição em um grupo do WhatsApp.

A demonstração de preconceito foi publicada em um grupo intitulado “Só em 2020”, que faz oposição ao atual prefeito da cidade, como comentário a respeito de uma atividade realizada pela Apae durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência”.

O autor publicou: “Professora da APAE só serve pra lavar o povo com deficiência, lá não se escreve, só baba”.

No sábado, a diretoria da Apae de Itaguajé publicou uma nota em sua página no Facebook, informando que vai processar o autor da manifestação de preconceito.

NOTA

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais Itaguajé-Pr, por meio de sua presidência, vem esclarecer e informar que em virtude das ofensas sofridas por seus alunos e corpo docente em ambiente virtual e atendendo aos pedidos dos pais de alunos da nossa instituição, que estamos tomando as medidas jurídicas cabíveis por meio de nossos advogados, a fim de colocar um ponto final nas ofensas, responsabilizando os envolvidos.
E também, vem manifestar seu veemente repúdio contra as atitudes ofensivas à capacidade cognitiva de nossos alunos, bem como, a qualidade do ensino destinado aos mesmos e a capacidade do nosso corpo docente.
Salienta ainda, que as referidas ofensas provem da ignorância – na melhor acepção da palavra -, porque, a Apae tem um trabalho minucioso e de atenção especial às necessidades de desenvolvimento de todas as funções cognitivas, como a memória, a atenção, a percepção, o raciocínio, a linguagem, coordenação motora. Todo o trabalho é realizado por um grupo de profissionais especializados como fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psiquiatras, pedagogos. O ambiente é voltado para que a pessoa com necessidades especiais se desenvolva e esteja pronta para integrar a comunidade, para ser independente ao máximo e poder se inserir também no mercado de trabalho.

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Menina não quer voltar à escola onde foi abusada por 6 adolescentes

A Justiça da Comarca de Colorado realizou sexta-feira a última audiência do caso acontecido em Itaguajé (a 112 quilômetros de Maringá), onde seis adolescentes com idades entre 14 e 16 anos assumiram ato sexual contra uma menina de 11 anos dentro do único colégio estadual da cidade, em pleno horário de aula, gravaram o abuso com um telefone celular e depois postaram em redes sociais. Agora começa a fase das alegações finais e possivelmente na próxima semana o juiz anuncie a sentença.

Cinco dos garotos estão apreendidos na unidade do Centro de Sócioeducação (Cense) de Londrina e um foi liberado por falta de vaga, a menina deixou de ir à escola e não sai de casa, envergonhada, enquanto o colégio teve a diretora, professores, funcionários e a equipe pedagógica responsabilizados em uma sindicância realizada pelo Núcleo Regional de Educação de Paranavaí.

Segundo o chefe do Núcleo, professor Pedro Barardi, o setor Jurídico da Secretaria de Estado da Educação abriu um processo administrativo disciplinar contra os funcionários responsabilizados e deve anunciar em breve as penas a serem aplicadas, que podem ir de advertência a afastamento ou mesmo a perda de função pública.

Barardi informou também que uma professora foi designada para ministrar aulas para a menina em casa.

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