Marialva



Marialva dá adeus a Antonio Pepato, o maestro da música sertaneja

Pepato e seu acordeon à frente da Orquestra Raízes Sertanejas

Vítima de um infarto, morreu na madrugada desta quinta-feira o músico Antonio Pepato, de 68 anos, acordeonista, maestro e um dos fundadores da Orquestra Raízes Sertanejas, de Marialva.

Pepato era de família pioneira de Marialva e por sua influência outros membros da família e amigos também se iniciaram na música. Sob sua direção, a Raízes Sertanejas tem se apresentado em várias cidades paranaenses, obtendo sempre grande sucesso e projetando o nome de Marialva.

Veja vídeo de Pepato e a Orquestra Raízes Sertanejas

Seu amigo José Luiz Boromelo, escreveu sobre Antonio Pepato o seguinte texto:

“Homem simples e de competência comprovada no acordeon, nosso sanfoneiro se foi deixando um legado cultural inestimável. Em quase nove anos à frente de um grupo composto por pessoas comuns, mas encantadas com a universalidade da música, conseguiu proezas inimagináveis, levando alegria para aqueles que apreciam a verdadeira música sertaneja de raiz. Tive o privilégio de conviver e atuar junto a esse profissional humilde mas extremamente aglutinador, que encantava a todos com seu sorriso verdadeiro e suas palavras francas. Em nossas incontáveis viagens por todo o estado, nunca se viu em seu semblante alguma expressão de contrariedade ou aborrecimento, porque simplesmente adorava o que fazia. Então vá com Deus meu amigo, vá alegrar aqueles que se encontram no paraíso.”

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Crianças de Marialva aprendem sobre sustentabilidade na BsBios

Sustentabilidade é a palavra-chave para o equilíbrio entre preservação ambiental, desenvolvimento social e crescimento econômico. Promover essa reflexão é o objetivo das atividades desenvolvidas pela BsBios com estudantes do 4º ano, do ensino fundamental. De segunda a quarta-feira a empresa desenvolveu o projeto “Sementinhas do Futuro”, recebendo na sede da BsBios, em Marialva, aproximadamente 600 alunos de 11 escolas do município.

Este é o segundo ano que a empresa desenvolve o projeto no município, sendo a quinta edição que a empresa realiza. “Queremos oportunizar as crianças a disseminação de conhecimento sobre o que é o biodiesel e como ele é feito, mas também enfatizar a importância da preservação consciente da natureza,” destacou Erasmo Carlos Battistella, Presidente da BsBios destacando que os estudantes serão multiplicadores de conhecimento, “com orientação vamos ter adultos mais conscientes e responsáveis e, como resultado um mundo mais limpo e acolhedor,” pontuou.

A professora da Escola Municipal São Miguel do Cambuí, Josilene Caselato Ceron, destaca que a atividade é muito importante para que eles visualizem na prática as ações de preservação da natureza. “É uma experiência muito positiva, são sementinhas que estamos plantando, como diz o nome do projeto. Aqui eles estão aprendendo e desenvolvendo o conhecimento, uma excelente maneira de eles despertarem para o que está acontecendo com o nosso planeta,” afirmou Josilene ressaltando que os alunos adoraram participar do projeto.

O gerente geral da Unidade de Marialva, Carlos Roberto Ferreira Júnior, ressalta que esse projeto proporciona às crianças a entender na prática, de uma forma simples e objetiva, o significado de palavras que são muito comuns no dia a dia de aprendizado delas, como sustentabilidade, energia renovável, cuidado com o meio ambiente, mas que nem sempre se torna fácil de visualizar, de entender. “Ver o brilho nos olhos delas quando falamos, quando explicamos, a interação com a atividade lúdica do teatro, quando visualizam nossas plantas industriais, nos faz ter ainda mais certeza de que esse projeto dá muito certo. Para nós de Marialva é uma alegria poder estar contribuindo pela segunda vez no projeto interagindo com nossa sociedade, mostrando a importância de nossa empresa não só como um negócio que traz empregos e oportunidades, mas como parte da construção de um mundo melhor, mais sustentável,” frisou Júnior desejando que não faltem “campos férteis” para que essas sementinhas plantadas durante essa semana possam germinar e dar bons frutos em um futuro próximo.

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Maringá fala abertamento sobre doação de órgãos

Até o final do mês, a 15ª Regional de Saúde, a Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) e as comissões Intra Hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos para Implantes dos principais hospitais de Maringá, além das secretarias de Saúde e de Educação dos municípios da região, estão empenhados na campanha Setembro Verde, que busca a conscientização da comunidade sobre a importância da doação de órgãos. Pessoas que foram beneficiadas com transplantes e familiares de pessoas que tiveram órgãos doados também participarão da campanha.

De acordo com a coordenadora da OPO em Maringá, enfermeira Gislaine Fusco

Gislaine Fusco Duarte, coordenadora da OPO Maringá

Duarte, o trabalho a ser desenvolvido é importante para ampliar a conscientização e assim promover o aumento de órgãos doados de pessoas que sofreram morte encefálica. Hoje o Paraná é o Estado brasileiro em que mais acontecem doações de órgãos e tecidos para transplantes, com um aumento de 42% no ano passado na comparação com 2015. Nos primeiros cinco meses deste ano, a quantidade de órgãos doados foi 97% maior do que no mesmo período do ano passado.

Segundo Fusco Duarte, a OPO de Maringá é uma das que mais contribuem com doações no Paraná, só superada pela de Cascavel, já que lá existe um trabalho também de captação de fígado.

O trabalho deste ano estará muito voltado para a educação”, disse a enfermeira Regimara dos Anjos, também da OPU de Maringá, destacando que “a participação de um bloco no desfile de 7 de Setembro, caminhadas e palestras nas escolas municipais objetivam mostrar às crianças e jovens que a doação de órgãos e de tecidos é um ato de amor e solidariedade”. Para ela, este trabalho vai ajudar a formar uma nova mentalidade em uma geração que nasceu quando os transplantes já eram uma realidade e que não deverão hesitar se em algum momento precisar autorizar a doação dos órgãos de algum parente que sofreu morte encefálica.

O servidor público Cláudio Anacleto, de 44 anos, que já foi entregador de O Diário em Munhoz de Mello, participará das atividades do Setembro Verde como exemplo bem sucedido de transplante de órgãos. Há menos de dois anos ele foi diagnosticado com doença renal, teve que se submeter imediatamente a sessões de hemodiálise e sua vida sofreu uma mudança brusca. “Não consegui mais trabalhar e sofria muito a cada filtragem do sangue”, conta. Depois de nove meses e meio na fila de espera, recebeu um rim em cirurgia realizada na clínica renal do Hospital Santa Rita. Hoje, cinco meses depois, Anacleta sente que sua vida “está voltando ao normal”. Já consegue dirigir, faz trabalhos em casa e se prepara para voltar ao trabalho no Colégio Rodrigues Alves.

Em Marialva, onde o Setembro Verde é Lei Municipal, o trabalho da OPO é organizado pela nutricionista Maria de Lourdes Navarro e o marido dela, o comerciante Dagoberto Gomes Navarro, o Dago. “Há muitos anos participamos do trabalho de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, mas agora tenho muito mais motivo depois que recebi um rim novo, que me ajudou a parar com as sofridas sessões de hemodiálise”, afirma Dago, que fez transplante a menos de três anos e diz sentir-se como se nunca tivesse sofrido doença renal. O casal, que faz parte de um clube de serviço, está organizando uma palestra para cerca de 300 pessoas, a ser ministrada pela enfermeira Regimara dos Anjos.

 

Taxa de doadores efetivos de órgãos no Paraná está entre as melhores do país

A taxa de doadores efetivos de órgãos no país aumentou 11,8% no segundo semestre desde ano, atingindo 16,2 a cada milhão de habitantes. Antes, eram 14,6. O Paraná é um dos estados brasileiros com as melhores taxas de doadores efetivos e atingiu a marca de 34,3 a cada milhão de habitantes, atrás somente de Santa Catarina, com 37. Os dados são da pesquisa realizada pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos).

“A taxa de notificação de potenciais doadores no estado do Paraná está similar a de países desenvolvidos. No Paraná, foram 34 a cada milhão de habitantes. Além disso, o estado se destacou também por realizar mais de cinco transplantes com doador vivo. Foram 11,9 doadores a cada milhão”, explica o cirurgião cardiovascular e integrante da Comissão de Remoção de Órgãos da ABTO, José Lima Oliveira Júnior.

Outra boa notícia é que o estado do Paraná tem a menor taxa de recusa familiar do Brasil. Enquanto que 43% das famílias brasileiras dizem não à doação de órgãos de seus parentes, no Paraná o índice é de 34%. “Muitas vezes a família não doa por causa da falta de informação. A conscientização é importante para reduzirmos a fila de espera no estado, que é de 1.307 pessoas”, afirma o cirurgião cardiovascular.

No Paraná, de janeiro a junho de 2017, 1.165 pessoas aguardavam por um rim, 93 esperavam um fígado, 17 pessoas coração, 1 pessoa pâncreas, 13 pâncreas e rim, e 18 córnea.

 

Cenário atual da doação de órgãos no Brasil

Uma pesquisa recente da ABTO mostra que a taxa de doadores efetivos cresceu 11,8% no primeiro semestre deste ano, passando de 14,6, doadores por milhão de habitantes para 16,2. Com esse resultado, o Brasil está bem perto de alcançar a meta proposta para 2017, que é de 16,5 doadores para cada milhão de habitantes. Os índices positivos foram possíveis graças ao aumento da taxa de notificação de potenciais doadores de 4,5% e da taxa de efetivação da doação de órgãos de 7,2%.

O estudo também aponta crescimento no número de transplantes de rim (5,8%), fígado (7,4%) e córneas (7,6%). Porém, houve redução nos transplantes de coração (3,6%), pulmão (6,5%) e pâncreas (6%). A recusa família continua sendo o principal entrave para o avanço da doação de órgãos. No Brasil, 43% das famílias não autorizaram a doação de órgãos de seus parentes.

A pesquisa mostra que, atualmente, 32.956 brasileiros estão na fila à espera de um órgão. A maioria aguarda por rim (20.523), 1.203 aguardam fígado, 260 esperam por coração, 171 pulmão, 26 pâncreas, 519 pâncreas/rim e 10.254 córnea. O estudo também aponta que das 17.713 pessoas que ingressaram na lista de espera 1.158 morreram.

Outro dado que chama a atenção é o baixo aproveitamento de órgãos dos potenciais doadores notificados. No primeiro semestre, somente 31% dos 5.309 potenciais doadores notificados foram aproveitados. Em países desenvolvidos o índice de aproveitamento varia entre 60% e 70%.  (Encaso Comunicação Corporativa)

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Vereadores economizam R$ 1 milhão e devolvem para equipar CMEIs

A Câmara Municipal de Marialva economizou R$ 1 milhão nos quatro últimos meses. Este montante será devolvido aos cofres públicos na tarde desta segunda-feira, dia 31. O prefeito Victor Martini receberá o cheque-simbólico do Legislativo em evento especial que acontecerá às 17h no plenário da Câmara Municipal.

 

Falta de mobiliário

Os vereadores sugerem que parte deste recurso seja destinado especialmente para a compra de mobiliário e equipamentos dos Centros de Educação Infantil do Município (Cmei)  Áurea Mathias Franco, no Conjunto Habitacional Antonio Almeida Rosa, Izabel Maria Artero Parra, no Jardim Itália, e da Escola Guiti Sato, no Conjunto João de Barro.

 

Os dois Centros de Educação Infantil terão capacidade para atender 268 alunos em período integral e possuem estrutura com sete salas de sula, sala de professores, sala de direção, secretaria e brinquedoteca. Já a Escola Municipal Guiti Sato – construída com recursos do Governo Federal e com contrapartida do Município – terá capacidade para atender 720 alunos, no período matutino e vespertino, do Ensino Infantil e Fundamental. A escola conta com doze salas de aula, sala dos professores, sala da direção, secretaria, brinquedoteca e laboratório de informática. No total, serão 988 novas vagas.

 

Segundo estimativa da Diretora-Geral da Secretaria de Educação, Jaqueline Nabas, para o pleno funcionamento dos dois CMEIs e da Guiti de Sato, serão necessários em torno de R$ 500 mil para a compra de armários, cadeiras, mesas, bancos, bebedouros, impressoras, lixeiras, telefones, computadores, entre outros itens.

 

Fila de cirurgias

Os vereadores também recomendam que outra parte do recurso seja utilizado para firmar consórcio público para viabilizar procedimentos cirúrgicos. De acordo com o Secretário de Saúde, José Orlando, 442 pessoas esperam pela liberação de cirurgias eletivas – não emergenciais – como cirurgias ortopédicas, catarata, laqueadura, vasectomia, retira de vesícula, entre outros. Para alguns, a espera já dura três anos.

 

No primeiro trimestre deste ano, entre janeiro e março, a Câmara já havia repassado R$ 700 mil à Prefeitura. Segundo o Presidente da Casa, Ricardo Vendrame, este resultado é a prova de uma gestão consciente dos problemas da população. “Sabemos que este recurso poderia ser aplicado internamente, mas o desejo de todos os vereadores é de que sejam resolvidas questões emergenciais no município. À princípio, as prioridades são estas: resolver a demanda de alunos aguardando por uma vaga na creche e reduzir o tempo de espera de cirurgias e exames. Mas, com este novo repasse também vai ser possível ajudar a Administração em outras áreas, tais como o esporte, a segurança e a pavimentação estradas”, afirma. (Ariádiny Rinaldi)

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Câmara vota ampliação de estacionamento para idosos

Está em pauta na sessão ordinária desta segunda-feira, o Projeto de Lei Complementar (5/2017), de autoria do vereador Jefferson Garbúggio, que determina que em cada quadra do município haja, pelo menos, uma vaga de estacionamento sinalizada reservada para idosos. O projeto acrescenta ainda que as vagas reservadas tanto para idosos quanto para deficientes físicos sejam, preferencialmente, demarcadas próximas aos estabelecimentos de saúde e às farmácias.

Jefferson Garbugio

Trata-se de alterações na Lei Complementar 257/2015, que já prevê e assegura 5% das vagas em vias públicas e em estacionamentos públicos e privados de Marialva para pessoas com mais de 60 anos – estando este como condutor ou passageiro do veículo; e 2% para as pessoas portadoras de deficiência física ou com mobilidade reduzida.

Segundo o estudo feito para a implementação do Plano de Mobilidade em Marialva realizado no ano passado, existe um déficit na área central de 44 vagas de estacionamento para pessoas com necessidades especiais e 43 para pessoas idosas, somando ao todo uma defasagem de 87 vagas.

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Uva está mais doce e paga melhor o produtor

José Carlos Rolla foi um dos primeiros a colher na nova safra e se surpreendeu com o teor de açúcar de suas uvas   Foto: João Cláudio Fragoso

José Carlos Rolla foi um dos primeiros a colher na nova safra e se surpreendeu com o teor de açúcar de suas uvas         Foto: João Cláudio Fragoso

Desde a semana passada, a uva fina de mesa de Marialva já pode ser encontrada nos supermercados e feiras da região e, para a alegria do produtor, apresenta o mais alto teor de açúcar dos últimos cinco anos. O preço pago ao produtor é outro ponto favorável: média de R$ 6 o quilo, a melhor renda das últimas safras.

A produção de uva vinha acumulando safras ruins há uns quatro ou cinco anos, algumas por excesso de chuva na fase de preenchimento dos frutos, outras por falta de chuva e houve caso em que praticamente todas as parreiras do município foram danificadas por geadas ou chuvas de granizo”, diz o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Valdinei Cazelato, também produtor, que cita que outro problema enfrentado nas últimas safras foi a concorrência de uva de outras regiões brasileiras, sobretudo do Nordeste.

Neste ano o inverno foi bastante rigoroso, fazendo com que as parreiras produzissem menos. A previsão dos técnicos e dos produtores é de que a produtividade ficará entre 15 toneladas e 18 toneladas por hectare, ao passo que uma safra considerada normal alcança 20 toneladas por hectare. Em contrapartida, a combinação de frio, seguido de chuva e depois um período longo de sol forte ajudou a melhorar o teor de açúcar.

A julgar pelas primeiras uvas colhidas, vamos ter a safra mais doce dos últimos anos”, diz o produtor José Carlos Rolla com sua experiência de 24 anos, com 48 safras colhidas. Ele foi um dos primeiros a colher, ainda na semana passada, e só ouviu elogios à qualidade da fruta.

Apenas alguns produtores começaram a colher e eu mesmo fiz apenas uma experiência”, diz Rolla, explicando que o grosso da colheita começa na primeira semana de dezembro e prossegue até janeiro. “Tudo leva a crer que esta safra de verão – há uma colheita também em junho/julho – será muito boa para o produtor de Marialva, primeiro porque está vindo uma uva de primeira, segundo porque há pouca uva na região e isto vai ajudar a conseguirmos um preço bem superior ao das últimas safras”.

No início de dezembro acontece uma reunião dos técnicos da Emater, Secretaria Estadual da Agricultura e prefeitura para avaliar a safra, quando será possível estimar quantas toneladas de uva Marialva vai colher neste ano.

Diversificação

A Emater e a prefeitura continuam com um projeto de diversificação da produção agrícola em Marialva, uma estratégia para que os produtores não fiquem na dependência apenas da uva e dos humores do clima. Desde o ano passado, cerca de 30 pequenos proprietários rurais incluíram a produção de morango semi-hidropônico em suas propriedades, outros, além da uva, estão produzindo hortaliças e alguns se dedicam também à produção de flores.

Em dezembro, um grupo de 20 produtores inicia o plantio também de goiaba. “Acho que vai ser uma experiência interessante, porque a goiaba produz bem no nosso tipo de solo, depende pouco das mudanças do clima e quase não precisa de defensivos”, diz Nelson Tamura, um produtor tradicional de uva que aderiu ao morango, cultiva também hortaliças e agora vai experimentar a goiaba.

550

é a quantidade de hectares ocupados por parreiras no município de Marialva

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Marialva define praças esportivas para o Bom de Bola

O município de Marialva já está preparado para receber a fase regional do Projeto Bom de Bola, que vai reunir estudantes-atletas nas faixas de 15 a 17 anos (Classe A) e de 12 a 14 anos (Classe B), no feminino e masculino. A competição, programada para ocorrer de 23 a 25 de setembro, contará com alunos de colégios e escolas estaduais e particulares pertencentes ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá. Serão 28 equipes no total, representando 17 municípios.

As disputas, somente na modalidade de futebol, vão acontecer em três praças esportivas: no tradicional Estádio Braz Clementino de Mendonça, que já recebeu grandes eventos, inclusive jogos de Campeonato Paranaense da Primeira Divisão, com o glorioso Grêmio Maringá, e também outras competições da Secretaria de Estado do Esporte e Turismo (SEET), no Estádio Adimi Gonçalves (Vila Brasil), e no campo da Comunidade Santa Luzia.

Os participantes ainda vão contar com o auxílio técnico dos profissionais da Secretaria de Estado da Educação (SEED) do Paraná e da SEET. A Comissão Central Organizadora (CCO) vai atender no Ginásio José Gomes Colhado (Zicão).

Os locais para o alojamento das equipes também foram estabelecidos: Colégio Estadual Pedro Viriato Parigot de Souza, localizado na rua Professor Adhemar Bornia, 307; e no Colégio Estadual Juracy R. Saldanha Rocha, situado na rua Balbina Ramos.

Disputas

Os campeões no feminino e masculino e nas duas classes estarão garantidos na fase macrorregional da competição, que vai ocorrer de 7 a 9 de outubro, novamente em Marialva. Posteriormente, os vencedores da macrorregional se asseguram na fase final da competição, prevista para ocorrer de 30 de outubro a 4 de novembro, em Apucarana.

O Bom de Bola 2016 é realizado pelo Governo do Estado, através das secretarias da Educação e do Esporte e Turismo, com apoio do município de Marialva.

Texto de Orlando Gonzalez

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Peladão da Praça enfrenta o frio sem camisa

Matéria publicada em O Diário

Fotos: Douglas Marçal

A temperatura mínima em Marialva ontem foi de 4 °C, mas bem cedo a  sensação térmica esteve por volta de 0 °C, o que levou muita gente a  pensar que o folclórico Manoel Gonçalves Pereira Moreira, o Português,  73 anos, não sairia de casa. Isto porque ele é conhecido por não usar camisa, blusa ou qualquer coisa que cubra o torso, faça frio ou calor.

Mas quem pensou assim enganou-se.

Manoel Português diz que a última vez que vestiu camisa foi durante uma viagem com amigos, há mais de 10 anos

Manoel Português diz que a última vez que vestiu camisa foi durante uma viagem com amigos, há mais de 25 anos

Mal o dia clareou, lá estava Português andando em direção ao centro da cidade, só de bermuda, com jeito de quem acabara de tomar um banho frio.  Foi até a praça, jogou cartas com os amigos – como faz todos os dias – e voltou para casa para fazer o almoço. “Não está tão frio assim, já estou acostumado e meu corpo se aquece com facilidade”, diz.

Português não tem telefone, tampouco e-mail. Tem a grande honra de ser um filho marialvense, conhecido e também muito querido por todos. José Antonio Agostinho, dono de uma lanchonete na cidade, emite opinião sobre a índole incontestável do Português. “Acho que ele nunca colocou camisa. Mas é um rapaz muito bom, é pau pra toda obra. É amigo de todo  mundo.” Na cidade, amigos dizem que a última vez que ele foi visto de  camisa foi em uma viagem a São Paulo, lá nos idos de 1979.

“Se pedem para ele vestir camisa, ele fica bravo. Entra no banco e em qualquer outro lugar de Marialva sem camisa. Vocês sabem qual a  diferença entre Maringá e Marialva? É que em Maringá tem a Praça do  Peladão e, em Marialva, tem o peladão da praça”, conta, rindo à beça, o  aposentado Idari Ferreira dos Santos.

Apesar do frio dos últimos dias, o "Peladão da Praça" levantava cedo para receber repórteres, que o encontravam sem camisa

Apesar do frio dos últimos dias, o “Peladão da Praça” levantava cedo para receber repórteres, que o encontravam sem camisa

Português já nem sabe ao certo quando resolveu parar de usar camisas ou camisetas, mas diz acreditar que deve fazer mais de 20 anos. Nesse meio tempo, só colocou camisa para ir ao velório da mãe, há 11 anos, e do pai, há 10.

Voltar a usar camiseta não está nos planos de Português. De todo modo, diz saber que haverão ocasiões em que será obrigatório o uso da peça.

“Botar um terno e gravata hoje vai ser um sacrifício, só mesmo se for necessário. Posso até pôr, mas entro lá na festa de terno e gravata e, na hora que eu sair, entro dentro do carro, tiro tudo e fico só de  bermuda”, conta.

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Morango orgânico muda a fruticultura de Marialva

Produção de Marialva se tornou vitrine para proprietários rurais de outras região que se interessam em investir na nova cultura

Produzido em estufa e com a adubação orgânica misturada à água, o morango semi-hidropônico produz o ano inteiro

morangosUm grupo de 24 pequenos proprietários rurais de Moreira Sales, na região de Campo Mourão, esteve ontem em Marialva para conhecer a produção de morango pelo sistema semi-hidropônico, que já é sucesso entre produtores que até agora tinham a uva como principal alternativa. Além de se mostrar mais rentável do que a uva, a fruta produz o ano inteiro e possibilita ao produtor negociar diretamente com o consumidor.

Na quinta-feira, visitam os produtores estudantes do Colégio Nobel, de Maringá, e esta tem sido uma rotina em Marialva, com gente de várias regiões do Estado querendo conhecer a novidade. Foi assim que o morango semi-hidropônico chegou a Marialva: por iniciativa da Emater, um grupo foi ao Rio Grande do Sul ver como o morango estava mudando a vida de pequenos proprietários rurais da Serra Gaúcha e resolveram seguir o mesmo caminho.

Este é o primeiro ano que Marialva está colhendo o morango semi-hidropônico e, segundo o engenheiro agrônomo Nilson Zacarias Barnabé Ferreira, da Emater, não tem mais volta. “Com as incertezas que rondam cada safra de uva, o produtor de Marialva queria alternativas para diversificar a produção e o morango semi-hidropônico surge como uma excelente opção, primeiro porque não tomar muito espaço, possibilitando ganhar com o morango sem precisar deixar a produção de uva, que é o carro-chefe da agricultura familiar na região”.

Como os morangos amadurecem em poucos minutos, Adilson Gallo tem que colher várias vezes ao dia

Como os morangos amadurecem em poucos minutos, Adilson Gallo tem que colher várias vezes ao dia

Uma prova de que a nova cultura está dando certo é verificada na propriedade de Nelson Tamura, na Estrada Perobinha. Nos 5 alqueires, ele produz de tudo um pouco, como abóbora menina, chuchu e outros legumes, o carro-chefe da chácara são mesmo os 400 pés de uva. “Eu pensei em plantar morango para experimentar, mas já tripliquei a área da fruta”, conta. Primeiro ele construiu uma pequena estufa de 340 metros quadrados, mas, mal começou a colher e já construiu outras duas no mesmo tamanho. Como vende com facilidade toda a produção, Tamura já pensa em aumentar mais a área de morango semi-hidropônico. “Entre a construção das estufas, compra do sistema de irrigação, de bolsas plásticas e mudas, investi cerca de R$ 15 mil, mas logo nos primeiros meses de colheita já recuperei o investimento”.

Hoje, 22 pequenos proprietários de Marialva estão cultivando morango semi-hidropônico e até agora nenhum teve dificuldade em comercializar a produção. “Já rejeitei oferta de grandes redes de supermercados, que se propunham adquirir toda a produção, porque prefiro vender diretamente ao consumidor”, diz

O produtor retira cerca de 300 quilos da fruta por semana e vende a R$ 15 o quilo

O produtor retira cerca de 300 quilos da fruta por semana e vende a R$ 15 o quilo

Adilson Gallo, que planta uva há 30 anos e está satisfeito com o primeiro ano com o morango. Os R$ 15 mil que ele investiu para formar uma estufa de 1 mil metros quadrados, com sistema de irrigação, foram recuperados logo nos primeiros meses de colheita. Afinal, ele e a mulher Iolanda colhem uma média de 300 quilos por semana das variedades Monterrey, Albion e San Andreas. “Além do trabalho meu e da mulher, colhendo e montando caixinhas e bandejas para a venda, gastamos em torno de R$ 500 por mês com os adubos, todos orgânicos”.

Adilson, que vende com facilidade tudo o que consegue produzir, está vendendo a fruta a R$ 15 o quilo, mas se alguém for buscar na propriedade, na Estrada Cooperativa, poderá negociar um preço bem mais em conta.

Problema herdado

O morango semi-hidropônico inicia sua vida em Marialva com o mesmo problema que há anos afeta a cultura da uva, da laranja e a olericultura: a falta de mão de obra. “A colheita tem que ser feita todos os dias e o dia inteiro, mas somente eu e minha mulher temos que fazer tudo porque não conseguimos contratar trabalhadores”, diz Adilson Gallo. A reclamação é a mesma de Tamura e das outras duas dezenas de pioneiros na cultura.

Muita gente tem desistido de plantar uva nos últimos anos por falta de gente para trabalhar e o morango enfrenta a mesma dificuldade”, diz Nilson Barnabé, da Emater. Com tantas alternativas de trabalho na cidade, principalmente na construção civil, não sobra quem queira trabalhar na zona rural, explica.

R$ 3,50
é o preço da bandeja de 250 gramas comprada diretamente do produtor

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Evandro Araújo pede mais prazo para pequenos emitirem nota eletrônica

O deputado estadual Evandro Araújo (PSC) protocolou nesta quarta-feira (8 de junho) um requerimento na Comissão de Indústria e Comércio, da Assembleia Legislativa, solicitando que essa busque junto à Secretaria de Estado da Fazenda a prorrogação de prazo para que os pequenos comerciantes do Paraná se adequem à resolução que estabeleceu as datas limites (entre julho de 2015 e janeiro de 2016) para os empresários começarem a emitir Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica.

O deputado de Marialva pediu ainda que a secretaria apoie a transição do modelo antigo para o novo para tranquilizar os comerciantes.

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