Núcleo Regional de Educação



Confirmada a instalação de Colégio da Polícia Militar em Maringá

O Núcleo Regional de Educação inicia em janeiro um estudo para definir qual dos colégios estaduais de Maringá será destinado à implantação do Colégio da Polícia Militar, instituição de ensino que será subordinada à Diretoria de Ensino da corporação e vinculada à Secretaria Estadual de Educação.

A instalação do colégio é uma decisão do governo e foi informada pela vice-governadora Cida Borghetti, que permaneceu no exercício do cargo de titular do governo até a última sexta-feira. Segundo ela, a pretensão do governo é que pelo menos as cidades consideradas polos regionais, que tenham sede de batalhão da PM, contem com colégios, que terão metade das vagas reservadas a filhos de policiais militares e as demais serão disponibilizadas à sociedade, mediante teste seletivo.

Alunos do CPM de Curitiba em formação

A chefe do Núcleo Regional de Educação em Maringá, Maria Inês Teixeira Barbosa, disse que o Colégio da Polícia Militar deverá começar a funcionar em Maringá somente no ano letivo de 2019, porque, além de escolher um estabelecimento, realizar as adaptações, há que ser definida a proposta pedagógica. O de Londrina, que foi autorizado antes pelo governo, poderá funcionar já em 2018.

Segundo Cida Borghetti, o CPM terá um alinhamento muito maior com a PM, objetivando criar oportunidade do jovem cidadão de conhecer a filosofia e a disciplina militares. Além das disciplinas escolares, o colégio vai trabalhar o civismo e a cidadania, hierarquia e disciplina. Os alunos usam uniforme completo e entram em formação, em um processo que visa promover o respeito às autoridades e às leis.

Os colégios do interior devem seguir o modelo do que já funciona há alguns anos em Curitiba, que nos últimos cinco anos foi considerado o melhor colégio público da Capital, além de ganhar vários prêmios pela qualidade do ensino. O CPM de Curitiba oferece 120 vagas para a 5ª série pela manhã e tarde, sendo 80 delas preferenciais para filhos de policiais e bombeiros militares. Para o primeiro ano são 90, sendo 60 preferenciais para famílias de militares.

Colégio pioneiro

A chefe do Núcleo Regional de Educação não confirma, mas o governo tem interesse que a escolha recaia sobre o Colégio Gerardo Braga, no Maringá Velho, primeiro estabelecimento de ensino de Maringá. Há dois anos já houve uma tentativa de extinguir o colégio, o que só não aconteceu devido à reação de alunos, professores e da sociedade, que foram para as ruas protestar.

O que faz do “Gerardão” o ideal para as necessidades da Polícia Militar é que é um dos raros colégios de Maringá com pátio amplo.

9 Comentários


Professores do PSS fazem manifestação na porta do Núcleo de Educação

Professores e funcionários de escolas estaduais contratados pelo regime do Processo Seletivo Simplificado (PSS) vão realizar uma manifestação nesta terça-feira, às 14 horas, na frente do Núcleo Regional de Educação de Maringá contra o fim dos contratos e a possibilidade de todos serem desligados do serviço.

º

Eles dizem temer que com o fim dos contratos as escolas fiquem desfalcadas de professores e os estudantes sejam prejudicados.

º

A manifestação foi decidida durante uma reunião realizada na semana passada, quando foi comunicado que os Núcleos Regionais de Educação de todo o Estado já receberam instruções da Secretaria Estadual de Educação sobre como proceder ao final dos contratos pelo PSS, no final de julho.

º

A preocupação maior deve-se a um e-mail que está circulando nos últimos dias com a informação de que serão os diretores de escolas que vão decidir quais docentes terão o contrato prorrogado e quais serão desligados.

º

Procuramos o sindicato da categoria (APP-Sindicato) para que entre em contato com o governo para questionar esse critério que está sendo divulgado”, disse o professor Rodrigo Thomazini, lotado no Colégio Panorama de Sarandi. Segundo ele, os professores conhecem bem as condições do contrato temporário, mas querem que os rompimentos que ocorrerem sejam pela volta de professores concursados que estavam afastados. Em Maringá estão afastados com retorno previsto para o segundo semestre deste ano cerca de 190 professores e há mais de mil temporários trabalhando.

º

Representantes da APP-Sindicato estiveram no Núcleo e informaram que deram início a um processo de negociação com a Secretaria de Educação para evitar qualquer delito de direito ou mesmo injustiça. “Não admitimos pressão ou mesmo demissões contra os procedimentos previstos: há pelo Estado uma ‘corrente’ de e-mails de que as direções ‘podem escolher’ os contratos a serem aditados”, diz uma nota divulgada pela entidade, que entende que a classificação é o direito maior e deve ser cumprida. Segundo a nota, “o desligamento do contrato PSS só pode ocorrer no caso de nomeações de novos concursados ou mesmo no retorno de profissionais já estatutários”.

º

O Núcleo Regional de Educação explicou que “não há razões para apavoramento”. Segundo a responsável pela Ouvidoria do Núcleo, Ivone Andrade, serão analisados todos os casos com critérios para evitar injustiças. A princípio, só ocorrerão substituições com o retorno dos concursados que estão afastados. “Até o momento, não há no Núcleo de Maringá nenhuma reclamação registrada por diretores com relação a professores do PSS”, afirmou.


30 mil

são os contratados temporariamente pela Educação no Paraná, dos quais 22 mil são professores


Comente aqui