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Fuga de presos mostra a força das redes sociais

A fuga de presos do presídio improvisado da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (SDP), no domingo à noite, bombou nas redes sociais e poucos minutos depois o assunto já era de conhecimento de boa parte dos maringaenses e de moradores de outros municípios e Estados. O problema é que nem sempre a informação foi correta.

O professor Tiago Lucena acha que a demonstração de força da internet pode ser um fato positivo, mas também pode ser perigoso

Em alguns grupos do WhatsApp e do Facebook havia informações que seriam mais de 80 fugitivos, que estavam trocando tiros no Jardim Moresqui, assaltando pessoas na Vila Esperança, tomando carros de assalto próximo à Estância Gaúcha, invadindo casas na Zona Sete, se escondendo no câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em consequência, pessoas soltaram os cachorros nos quintais, amarraram motocicletas com correntes, travaram carros, escoraram as portas com móveis, ligaram para familiares.

Foi uma demonstração da força das redes sociais”, disse o jornalista Tiago Lucena, doutor em Artes e Tecnologia, ex-professor de Comunicação e Multimeios da UEM e atual professor do Curso de Jornalismo do Unicesumar. “Os presos ainda estavam correndo quando a notícia já tinha se espalhado”.

Para Lucena, “esta força pode ser muito boa, mas pode ser ruim na medida em que leva um pânico injustificado”. Para ele, o caso não pode ser considerado uma fake news, quando há intenções escondidas em uma notícia falsa. “O que houve foi um ruído na comunicação. Alguém, talvez por não saber o certo, deu uma notícia com alguns erros e estes erros foram potencializados”.

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