Santa Fé



Sonhos que se iniciam com uma simples visita

Maynara no local em que sonhou há muitos anos

Texto de Kamilla Yohanna
para “O Diário na Escola”

Pessoas digitando loucamente, homens e mulheres conversando ao telefone, alguns jornalistas concentrados e sérios, outros mais sorridentes e alegres dialogando com amigos de trabalho numa sala cheia de pessoas, computadores e telefones que não param de tocar um só segundo.

Este é o cenário da Redação de O Diário há 10 anos, na visão de Maynara Beatriz Carvalho Guapo, de 20 anos, que, desde 2007, quando tinha apenas 10 anos, visitou o jornal por meio do projeto O Diário na Escola e decidiu, naquele dia, que seria jornalista, e mais, também trabalharia na Redação de O Diário.

“Estar aqui é a realização de um sonho”, diz ela, hoje já em uma das mesas da Redação, trabalhando como estagiária do jornal. Mesmo depois de uma década, ela ainda diz se lembrar dos detalhes daquela visita ao grupo jornalístico.

Era um dia de sol, no final do ano letivo de 2007, quando as turmas de alunos do 4º ano da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, seguiram para Maringá, com o intuito de conhecer as instalações do grupo O Diário. Mal sabia Maynara que seu sonho e futuro estariam ali, escondidos e guardados entre os silêncios e os barulhos de uma sala jornalística.

Com dezenas de amiguinhos que também estiveram na visita, Maynara soube na hora: “era isso que queria para minha vida”. Outros estudantes, apesar de gostar do lugar, da rotina e dos aprendizados da visita, não sentiram a mesma intensidade da pequena Maynara.

Todos os departamentos da empresa foram visitados e bastou uma olhadela na sala de Redação e no barracão de impressão dos jornais para ela se encantar de vez com o mundo jornalistico. “Fiquei admirada com cada detalhe aqui”, diz.

“Minha mãe é professora e veio comigo na época. Olhei para ela e disse: ‘mãe um dia eu vou trabalhar aqui'”, recorda-se. O sonho acompanhou os anos que se passaram. Maynara iniciou o curso de Jornalismo há três anos e, no próximo sábado, completará dois meses que faz parte da equipe de jornalistas de O Diário.

“Ao lado de pessoas sensacionais, trabalhar aqui é gratificante”, define ela. O desejo que percorreu uma década nunca diminuiu, pelo contrário: a cada dia, tinha mais certeza de seu futuro. As expectativas infantis foram supridas e, mesmo com sonho realizado, estar numa Redação continua sendo uma paixão declarada. “Eu conto para todos essa história, é bonita e mostra que não devemos desistir jamais.”

Maynara é uma moça sonhadora e orgulhosa de si. Diferentemente de muitos jovens, ela não sente vergonha em ser quem é, muito menos de quem escolheu ser.

O sonho de pequena cresceu com ela e deu lugar a um novo sonho adulto: escrever e dedicar-se ao impresso até seus últimos suspiros.

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Santa Fé ganha nova UBS

O prefeito de Santa Fé, Edson Palotta (PSDB), assinou ordem de serviço da construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na esquina das ruas Ponta

Modelo da UBS que será construída em Santa Fé

Modelo da UBS que será construída em Santa Fé

Grossa e Vera Cruz, ao lado de outra unidade já existente.

Pelo projeto, a obra terá 489 metros quadrados e custará R$ 704 mil, sendo R$ 512 mil do governo federal e o restante como contrapartida do município e governo do Estado.

A previsão é de que a Itafé Construções Civis, vencedora da licitação, começa os trabalhos na próxima semana.

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Provopar dá óleo para entidades de Santa Fé

oleoA prefeitura de Santa Fé recebeu do Provopar Estadual 900 litros de óleo de soja, que foram repassados para 12 instituições.

Receberam a doação a Escola Estadual Cecília Meireles, o Colégio Marechal Arthur da Costa e Silva, a Escola Municipal 9 de Dezembro, Escola Municipal Jardim Primavera, os Centros de Educação Infantil Professor Antonio Pedro Machado, Professora Ivone Malavazi e Professora Marly Batista de Azevedo Silva, o Centro de Convivência do Idoso, a Casa da Criança Erna Willi, a Escola Oficina do Cidadão do Amanhã (Guarda Mirim), APMIF e Apae.

O prefeito Edson Palotta (PSDB) fez questão de enviar uma carta de agradecimento à presidente do Provopar Estadual, Carlise Kwiatkowski, pela importante contribuição.

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Daime, o chá misterioso do Céu de Santa Fé, ganha adeptos na região

Religiosos têm sítio em Santa Fé para produção de plantas que são base da Ayahuasca, conhecida como o ‘chá do Santo Daime’. Uma igreja foi fundada no local

Texto: Rubia Pimenta
Fotos: João Cláudio Fragoso
Matéria produzida para o jornal O Diário 

Santa Daime de Santa Fé

O cipó de Mariri e a Chacrona são os principais ingredientes do chá usado nas cerimônias religiosas

Poucos sabem, mas a cerca de 50 km de Maringá, em um pequeno sítio chamado Céu de Santa Fé, na divisa entre os municípios de Santa Fé e Iguaraçu, existe um centro de distribuição de Ayahuasca – bebida utilizada em rituais religiosos como Daime, União do Vegetal, Barquinha, entre outros.
A polêmica bebida, que é sagrada para seus fiéis, mas apontada como alucinógena por alguns médicos, é produzida em grande escala no sítio para distribuição exclusiva a grupos religiosos do Brasil e dos Estados Unidos. A produção não tem fins lucrativos. “Cobramos entre R$ 40 e R$ 60 o litro, dependendo da colheita. O dinheiro é destinado apenas para manutenção dos nossos trabalhos”, explica um dos responsáveis pela confecção da bebida, Anderson Augusto Messa, 30 anos, membro do Santo Daime e estudante de Agronomia.  Continue lendo

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Dom Machiori passa três dias em Santa Fé

Palotta entregou a chave da cidade ao bispo

O prefeito de Santa Fé, Edon Palotta (PSDB), recebeu em seu gabinete a visita do bispo da Diocese de Apucarana, dom Celso Antonio Marchiori, que esteve na cidade em visita pastoral.

O bispo permaneceu três dias na cidade, quando visitou a Escola Oficina do Cidadão do Amanhã, o Centro de Convivência do Idoso e Estação de Lazer Santo Bandeirante.

O líder religioso foi acompanhado pelo padre Silvestre, da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, de Santa Fé.

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Dengue aumenta em Santa Fé, apesar das ações de combate ao mosquito

O último Informe da Secretaria de Saúde do Paraná aponta o município de Santa Fé (a 52 quilômetros de Maringá) como o único da região em situação de epidemia de dengue.

A quantidade de entulho retirada dos quintais fez nascer um novo lixão a céu aberto em Santa Fé

Até ontem já eram 70 casos confirmados e 348 notificações, números considerados altos em uma população de 10 mil habitantes, mas o que preocupa as autoridades sanitárias é que as ocorrências continuam aumentando, apesar das várias medidas de combate adotadas, como a aplicação constante de fumacê e larvicida, além de mutirões de limpeza.

A reação das autoridades e população fez surgir em duas semanas um novo lixão a céu aberto na cidade. “Tivemos que destinar uma área de mais de um hectare, pertencente ao município, para a colocação do entulho retirado dos quintais”, disse ontem o coordenador de Epidemiologia da cidade, Carlos Eli e Silva. Segundo ele, foi necessário improvisar um lixão porque a prefeitura convocou a população para um trabalho de limpeza e desde então centenas de caminhões de entulhos foram levados para a nova área. “A população respondeu à altura, centenas de pessoas se juntaram a nós e ainda mantemos quatro equipes recolhendo o lixo retirado dos quintais.

Com o envolvimento da Defesa Civil de Maringá e da população, o mutirão de limpeza cobriu toda a área urbana

De acordo com Silva, o arrastão foi um passo decisivo, mas a guerra contra a dengue contou com a participação de 25 membros da Defesa Civil de Maringá – a maioria soldados da Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças da Polícia Militar (Esfaep) -, o prefeito Edson Palotta Neto (PSDB) removeu servidores e ampliou o quadro de agentes da dengue e uma ampla campanha de envolvimento da população é feita por meio da imprensa pela Secretaria Municipal de Saúde.

 

Dengue em família

Sebastiana passou 15 de cama e ainda não se considera recuperada da dengue

A dona de casa Sebastiana Moreira Fiorin ontem colocou uma cadeira no quintal na esperança de tomar um pouco de sol depois de ter passado 15 de cama, com febre alta, dores nos ossos e problemas estomacais devido à dengue. Enquanto esteve de cama, ela tentou contratar uma mulher para ajudar nos serviços da casa, mas a pretendida não pode ir porque pessoas da famílias também contraíram dengue. “Aqui ficamos eu e meu marido (Agenor Fiorin) caídos, na casa do lado caíram meu genro e minha neta, vários vizinhos, foi terrível”. Segundo Sebastiana, o sofrimento foi tanto “que não desejaria nem ao meu maior inimigo, se tivesse algum”.

A secretária de Saúde Kátia Bernardino Batista acredita que o número de pessoas com dengue em Santa Fé seja maior do que o que aparece nos levantamentos oficiais, “pois muitas pessoas não procuram as unidades de saúde, preferindo se medicar em casa, outras procuram ajuda em Maringá”. Ela acha que esta epidemia poderia ser menos grave ou até evitada se os cuidados necessários tivessem acontecido no decorrer do ano passado. “Uma convocação para que as famílias limpassem seus quintais, como a que foi feita recentemente, poderia ter sido realizada no ano passado e assim a cidade teria menos ambientes para a proliferação do mosquito”. Segundo ele, a população de Santa Fé é bastante solidária e faz sua parte sempre que há uma convocação.

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Noiados brigam e tocam fogo em casa nova

Casa queimada em Santa Fé

Devido ao fogo intenso na parte interna, paredes e cobertura da casa nova ficaram comprometidas Foto: Douglas Marçal

Uma casa de alvenaria construída há apenas três meses foi destruída por um incêndio na madrugada de ontem na Rua Rio Grande do Sul, no Jardim Monte Alto, em Santa Fé (a 50 quilômetros de Maringá). Segundo informações prestadas por vizinhos à polícia, o incêndio começou durante uma briga entre um grupo de viciados em drogas que ocupava há casa há alguns dias.

Casa queimada em Santa Fé

Situação que ficou um dos quartos

Segundo vizinhos, a casa se tornou um ponto de consumo de drogas e a cada noite recebia gente diferente, muitos deles alterados e perturbando o sossego do bairro até pela manhã. Na noite passada, um dos “moradores” tentou praticar um furto um uma relojoaria e foi se esconder no “mocó”, mas os demais não o queriam por lá a fim de não atrair a polícia. Houve briga e a casa foi queimada a ponto de, segundo construtores, não se aproveitar nem as paredes.

O proprietário do imóvel, que o comprou há poucos meses por R$ 80 mil, não foi localizado pela reportagem.

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Licce devolve a prefeitura a Brambilla (mas espera voltar)

O vice-prefeito de Santa Fé, empresário Ademir Licce, teve oportunidade de passar mais um mês no comando do município. Esta foi a quarta vez que o

Ademir Licce, vice-prefeito de Santa Fé

Esta foi a quarta vez que Ademir Licce assumiu a prefeitura

vice assume para que o prefeito Fernando Brambilla possa tirar férias.

Este curto mandato foi mais uma oportunidade para Licce mostrasse que está preparado para administrar Santa Fé. Inclusive, ele colocou seu nome à disposição do grupo político para ser o candidato a prefeito nas eleições deste ano.

Outro nome do PMDB que está sendo analisado é o do ex-vice-prefeito Toninho Guerra, proprietário da fábrica de macarrão.

Um dos dois será o candidato do grupo liderado pela família Brambilla. Possivelmente um saia candidato a prefeito e o outro a vice, mas qual deles estará na cabeça da chapa?

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Só para ir treinando

Ademir Licce  Santa Fé

Ademir Licce permanece como prefeito até o dia 30

O vice-prefeito de Santa Fé, Ademir Licce, assumiu mais uma vez a prefeitura e deverá permanecer no cargo por duas semanas, tempo que o prefeito Fernando Brambilla participa de uma missão econômica que viajou para Japão e China.

Para Licce, a prefeitura não tem segredos. Além de ele já ter assumido outras vezes, está azeitado com a equipe de Brambilla e sempre acompanha de perto tudo o que se passa na prefeitura.

Passar duas semanas no cargo pode ser entendido como um treinamento, já que ele será o candidato a prefeito apoiado pelo grupo situacionista na eleição do ano que vem.

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Conselho Tutelar de Santa Fé debate as relações dos jovens

Pais, filhos e Conselho Tutelar

Vandré Fernando, membro do Conselho Tutelar de Maringá

Membros dos Conselhos Tutelares da região conhecida como Vale do Bandeirantes, policiais, professores, representantes de igrejas, vereadores e pais de família são convidados para acompanhar nesta quinta-feira, às 19h30, a palestra que o conselheiro Vandré Fernando, de Maringá, vai proferir na Biblioteca Pública Municipal de Santa Fé sobre o tema “Pais, Filhos e Conselho Tutelar”.

Vandré baseia-se na experiência de vários anos como conselheiro tutelar em Maringá, observando principalmente as relações de crianças e jovens com famílias desestruturadas, reflexos disto nos estudos, a presença das drogas entre os jovens…

Pais, Filhos e Conselho Tutelar” já foi levada a vários municípios paranaenses e sempre suscita debates e expõe os problemas para que as autoridades e sociedade tomem providências.

A palestra desta quinta-feira em Santa Fé está sendo organizada pelo Conselho Tutelar local, com apoio da administração Fernando Brambilla (PMDB). Antes da fala de Vandré haverá uma apresentação do jovem talento Maicon Colombo Júnior, de 14 anos, que canta e toca violão.

 

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