Sarandi



Maringá fala abertamento sobre doação de órgãos

Até o final do mês, a 15ª Regional de Saúde, a Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) e as comissões Intra Hospitalares para Doação de Órgãos e Tecidos para Implantes dos principais hospitais de Maringá, além das secretarias de Saúde e de Educação dos municípios da região, estão empenhados na campanha Setembro Verde, que busca a conscientização da comunidade sobre a importância da doação de órgãos. Pessoas que foram beneficiadas com transplantes e familiares de pessoas que tiveram órgãos doados também participarão da campanha.

De acordo com a coordenadora da OPO em Maringá, enfermeira Gislaine Fusco

Gislaine Fusco Duarte, coordenadora da OPO Maringá

Duarte, o trabalho a ser desenvolvido é importante para ampliar a conscientização e assim promover o aumento de órgãos doados de pessoas que sofreram morte encefálica. Hoje o Paraná é o Estado brasileiro em que mais acontecem doações de órgãos e tecidos para transplantes, com um aumento de 42% no ano passado na comparação com 2015. Nos primeiros cinco meses deste ano, a quantidade de órgãos doados foi 97% maior do que no mesmo período do ano passado.

Segundo Fusco Duarte, a OPO de Maringá é uma das que mais contribuem com doações no Paraná, só superada pela de Cascavel, já que lá existe um trabalho também de captação de fígado.

O trabalho deste ano estará muito voltado para a educação”, disse a enfermeira Regimara dos Anjos, também da OPU de Maringá, destacando que “a participação de um bloco no desfile de 7 de Setembro, caminhadas e palestras nas escolas municipais objetivam mostrar às crianças e jovens que a doação de órgãos e de tecidos é um ato de amor e solidariedade”. Para ela, este trabalho vai ajudar a formar uma nova mentalidade em uma geração que nasceu quando os transplantes já eram uma realidade e que não deverão hesitar se em algum momento precisar autorizar a doação dos órgãos de algum parente que sofreu morte encefálica.

O servidor público Cláudio Anacleto, de 44 anos, que já foi entregador de O Diário em Munhoz de Mello, participará das atividades do Setembro Verde como exemplo bem sucedido de transplante de órgãos. Há menos de dois anos ele foi diagnosticado com doença renal, teve que se submeter imediatamente a sessões de hemodiálise e sua vida sofreu uma mudança brusca. “Não consegui mais trabalhar e sofria muito a cada filtragem do sangue”, conta. Depois de nove meses e meio na fila de espera, recebeu um rim em cirurgia realizada na clínica renal do Hospital Santa Rita. Hoje, cinco meses depois, Anacleta sente que sua vida “está voltando ao normal”. Já consegue dirigir, faz trabalhos em casa e se prepara para voltar ao trabalho no Colégio Rodrigues Alves.

Em Marialva, onde o Setembro Verde é Lei Municipal, o trabalho da OPO é organizado pela nutricionista Maria de Lourdes Navarro e o marido dela, o comerciante Dagoberto Gomes Navarro, o Dago. “Há muitos anos participamos do trabalho de conscientização sobre a importância da doação de órgãos, mas agora tenho muito mais motivo depois que recebi um rim novo, que me ajudou a parar com as sofridas sessões de hemodiálise”, afirma Dago, que fez transplante a menos de três anos e diz sentir-se como se nunca tivesse sofrido doença renal. O casal, que faz parte de um clube de serviço, está organizando uma palestra para cerca de 300 pessoas, a ser ministrada pela enfermeira Regimara dos Anjos.

 

Taxa de doadores efetivos de órgãos no Paraná está entre as melhores do país

A taxa de doadores efetivos de órgãos no país aumentou 11,8% no segundo semestre desde ano, atingindo 16,2 a cada milhão de habitantes. Antes, eram 14,6. O Paraná é um dos estados brasileiros com as melhores taxas de doadores efetivos e atingiu a marca de 34,3 a cada milhão de habitantes, atrás somente de Santa Catarina, com 37. Os dados são da pesquisa realizada pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos).

“A taxa de notificação de potenciais doadores no estado do Paraná está similar a de países desenvolvidos. No Paraná, foram 34 a cada milhão de habitantes. Além disso, o estado se destacou também por realizar mais de cinco transplantes com doador vivo. Foram 11,9 doadores a cada milhão”, explica o cirurgião cardiovascular e integrante da Comissão de Remoção de Órgãos da ABTO, José Lima Oliveira Júnior.

Outra boa notícia é que o estado do Paraná tem a menor taxa de recusa familiar do Brasil. Enquanto que 43% das famílias brasileiras dizem não à doação de órgãos de seus parentes, no Paraná o índice é de 34%. “Muitas vezes a família não doa por causa da falta de informação. A conscientização é importante para reduzirmos a fila de espera no estado, que é de 1.307 pessoas”, afirma o cirurgião cardiovascular.

No Paraná, de janeiro a junho de 2017, 1.165 pessoas aguardavam por um rim, 93 esperavam um fígado, 17 pessoas coração, 1 pessoa pâncreas, 13 pâncreas e rim, e 18 córnea.

 

Cenário atual da doação de órgãos no Brasil

Uma pesquisa recente da ABTO mostra que a taxa de doadores efetivos cresceu 11,8% no primeiro semestre deste ano, passando de 14,6, doadores por milhão de habitantes para 16,2. Com esse resultado, o Brasil está bem perto de alcançar a meta proposta para 2017, que é de 16,5 doadores para cada milhão de habitantes. Os índices positivos foram possíveis graças ao aumento da taxa de notificação de potenciais doadores de 4,5% e da taxa de efetivação da doação de órgãos de 7,2%.

O estudo também aponta crescimento no número de transplantes de rim (5,8%), fígado (7,4%) e córneas (7,6%). Porém, houve redução nos transplantes de coração (3,6%), pulmão (6,5%) e pâncreas (6%). A recusa família continua sendo o principal entrave para o avanço da doação de órgãos. No Brasil, 43% das famílias não autorizaram a doação de órgãos de seus parentes.

A pesquisa mostra que, atualmente, 32.956 brasileiros estão na fila à espera de um órgão. A maioria aguarda por rim (20.523), 1.203 aguardam fígado, 260 esperam por coração, 171 pulmão, 26 pâncreas, 519 pâncreas/rim e 10.254 córnea. O estudo também aponta que das 17.713 pessoas que ingressaram na lista de espera 1.158 morreram.

Outro dado que chama a atenção é o baixo aproveitamento de órgãos dos potenciais doadores notificados. No primeiro semestre, somente 31% dos 5.309 potenciais doadores notificados foram aproveitados. Em países desenvolvidos o índice de aproveitamento varia entre 60% e 70%.  (Encaso Comunicação Corporativa)

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Cassação do prefeito de Sarandi será pedida hoje

O presidente da Câmara de Sarandi, vereador Carlos Roberto Falaschi, o Leão (PDT), deve receber nas próximas horas um pedido de instalação de uma Comissão Processante (CP) para investigar possível irregularidade cometida pela administração Walter Volpato. Se a comissão comprovar que houve irregularidade, o prefeito poderá ter o mandato cassado.

O pedido está sendo protocolado pelo diretório municipal do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que tem dois vereadores e já conta com o apoio de vereadores de outros partidos.

A suposta irregularidade teria sido a contratação de uma oficina para fazer o conserto de caminhões da prefeitura. Segundo o PCdoB, a administração havia aberto uma licitação para a contratação de oficina, mas, sem explicações, cancelou a licitação e contratou uma oficina, sem esclarecimento dos critérios para a escolha.

O partido decidiu pedir a instalação de uma CP porque há três meses vereadores teriam feito à prefeitura vários pedidos de informações sobre o caso, mas não teriam recebido resposta. Ontem, por exemplo, o vereador André Luis Celestino Jardim, o Mineirinho (PDT), esteve na prefeitura para verificar pessoalmente documentos referentes aos pedidos de informação que ele apresentou e não obteve resposta. Agora Mineirinho vai protocolar uma queixa contra o prefeito Walter Volpato (PSDB) no Ministério Público Federal (MPF).

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Morre na UTI bebê que nasceu após a morte da mãe em acidente

A menina que nasceu na madrugada de domingo no Hospital Metropolitano de Sarandi de parto cesária depois que a mãe dela morreu em um acidente envolvendo uma moto e um carro em Paiçandu, morreu nesta terça-feira.

Ela estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Metropolitano, entubada desde a hora do nascimento. Segundo o diretor Clínico do hospital, médico Antonio Nogueira Neto, no acidente que matou a mãe ocorreu o descolamento da placenta e, apesar de a operação ter sido feita imediatamente, as condições do bebê já estavam comprometidas.

A menina era filha de Letícia Pavoni, de 20 anos, que morreu quando a moto em que estava, pilotada pelo marido, Robson Eduardo da Silva, 34 anos, bateu contra um Monza em um cruzamento do Jardim Canadá, em Paiçandu.

A jovem, que estava grávida de sete meses, morreu na hora, mas os médicos decidiram salvar o bebê em um parto que envolveu médicos e enfermeiros do Hospital Metropolitano.

Robson Eduardo continua internado na UTI da Santa Casa e seu estado é considerado grave.

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Vizinha incômoda não vai deixar saudades

Nenhum defensor do patrimônio histórico se manifestou em favor da conservação do prédio histórico e os vizinhos agradecem pelo seu fim. Como abrigo de drogados e desconhecidos, o velho prédio era visto como uma ameaça à segurança por empresas e moradores das proximidades.

Sinta o nau-cheiro, veja a quantidade de lixo espalhado por todos os lados, olhe que visual mais horrível”, disse o comerciante Malaquias Barbosa de Oliveira, que há sete anos tem uma autopeças nas proximidades. “Em outras cidades, a rodoviária é um ponto de referência, mas em Sarandi a nossa referência é um depósito de lixo a céu aberto, exalando mau-cheiro, criando ratos, baratas, moscas e o mosquito da dengue. Os índios que estavam aqui usavam o pátio e até terrenos vizinhos para atender suas necessidades fisiológicas”.

Para o pioneiro Orlando Bolonho, que participou da inauguração da rodoviária há mais de 30 anos, “para que tenhamos uma história, é importante conservar os prédios que tiverem importância histórica, mas este ficou abandonado e tornou-se um incômodo para a vizinhança”.

Procurado pela reportagem de O Diário, o primeiro prefeito de Sarandi, Júlio Bifon, que construiu a rodoviária em 1985, preferiu não se colocar nem a favor e nem contra a demolição do prédio histórico. Limitou-se a dizer que “quando ela foi construída a configuração de Sarandi era outra, mas hoje ficou tudo diferente, a rodovia foi duplicada e ficou difícil acesso dos ônibus ao prédio, não há mais movimento de passageiros e o prédio ficou obsoleto em uma região da cidade que passa por constantes modificações”.

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Guarda Municipal de Sarandi começa a portar pistolas e escopetas

As pistolas, escopetas e munições permaneceram no depósito de armas do 4º BPM

As pistolas, escopetas e munições permaneceram no depósito de armas do 4º BPM

Ainda nesta semana a Guarda Municipal de Sarandi passa a ser a única guarda armada da região. Na sexta-feira, em cerimônia aberta, o prefeito Carlos Alberto de Paula comanda a entrega dos armamentos aos guardas.

As pistolas e escopetas foram compradas há dois anos, mas os guardas tiveram que passar por um longo treinamento para estarem habilitados a portá-las.

Além do treinamento no 4º Batalhão da Polícia Militar, a Guarda Municipal recebeu preparação psicológica e criou uma Corregedoria.

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Wellington, um especial mais que especial na vida de Bete

Autista, totalmente dependente e sem condições de aprender algo, garoto foi adotado pela professora de Sarandi, quando tinha cinco anos

Desde que tornou-se membro da família de Bete, Wellington passou a ser o centro das atenções de todos na casa    Foto: João Cláudio Fragoso

Desde que tornou-se membro da família de Bete, Wellington passou a ser o centro das atenções de todos na casa Foto: João Cláudio Fragoso

“Se ficarmos olhando só para nosso próprio umbigo, podemos perder a oportunidade de sermos úteis a alguém e a nós mesmos”, foi o pensamento pensado em voz alta pela professora Elizabete Aparecida Gotardo diante das duas filhas e de um garotinho de cinco anos, que não falava, andava com dificuldades e não se importava com o que acontecia à volta dele. Como em uma votação silenciosa, Bete, Daniele e Daiane optaram por levar o garotinho para casa e fazer dele um membro da família.

Foi assim que Bete se tornou mãe de Wellington, um garoto que jamais vai evoluir, aprender e deixar de ser totalmente dependente dos outros. Ele é autista e a mãe sabia de tudo isso quando decidiu adotá-lo. Toda a família sabia e todos concordaram.

“Aquela decisão mudou a minha vida e a vida do meu marido e meus filhos em 100%. Temos em casa uma pessoa que só pode receber, jamais terá o que dar, mesmo amor. Mas, foi graças ao Wellington que Deus nos ensinou a amar incondicionalmente, e somos felizes por isso”, diz, categoricamente.

O garoto, agora com 14 anos, passa parte do dia na Associação Maringaense dos Autistas (AMA) e o resto do tempo em casa. Mas, nunca ficou um minuto sequer sozinho. A mãe, professora que mora em Sarandi, decidiu reduzir a carga horária de trabalho para ter mais tempo para o filho. As irmãs Daniele e Daiane, também, assim como o irmão Henrique, que é casado e mora em outra casa, mas se dedica ao autista. O pai, o pintor Milton Veloso, também é todo dedicação ao filho especial.

Wellington, o xodó da casa, poderia ter um destino totalmente diferente se Bete e as filhas tivessem olhado só para os próprios umbigos. Sem pai e deixado pela mãe, ele tinha cinco anos e vivia na Casa Lar da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Laranjeiras do Sul. Um irmão, que também tinha sido deixado lá, havia sido adotado, mas ninguém queria adotar uma criança autista.

Encontro marcado

Foi na Casa Lar que Daniele, fonoaudióloga que foi prestar serviço na Apae, conheceu o garoto, encantou-se com ele, mas não tinha como assumi-lo por ser solteira e morar longe da casa dos pais. Um dia, quando Bete e Daiane foram a Laranjeiras do Sul levar Daniele, que tinha passado uns dias em casa, também elas se apaixonaram pelo pequeno, mesmo com ele vivendo em outro mundo, um mundo em que outras pessoas não existem.

Companheirinho para todas as horas

Companheirinho para todas as horas

“Eu e minhas filhas choramos muito quando vimos que aquela criança não conseguia sequer segurar um copo de refrigerante. Sabíamos que se o trouxéssemos para casa teríamos que nos dedicar a ele todo o tempo, mas se olhássemos mais para nossos umbigos e o deixássemos lá, ele não teria futuro algum”, ressalta a professora.

Agora, 10 anos depois de ele entrar para a família, todos na casa o consideram um verdadeiro membro da família, é como se ele tivesse nascido lá.

Garoto que tinha sido deixado pela mãe biológica em entidade agora tem uma família completa

Garoto que tinha sido deixado pela mãe biológica em entidade agora tem uma família completa

A mãe diz ter certeza de que o encontro dela com Wellington foi traçado por Deus como uma forma de abençoar a família, de ensinar as pessoas da casa a dar amor sem esperar qualquer recompensa. “Foi Deus quem mandou minha filha para a Apae de Laranjeiras do Sul e cuidou para que também eu fosse lá e conhecesse o Wellington”, afirma.

Agora, o menino que sequer conseguia segurar um copo de suco, tem no registro de nascimento o nome Wellington Fernando Gotardo Veloso e consta como pais Elizabete e Milton Veloso. Assim sendo, passa a ser irmão de verdade de Henrique, Daniele e Daiane, tem sobrinhos e primos e é herdeiro de tudo o que pertence aos pais. Situação bem diferente de uma década atrás, quando tinha sido deixado pela mãe biológica, ninguém sabe quando e nem sequer tinha um sobrenome. E o que era pior: não tinha futuro.

 

Um grupo de crianças em desvantagem nas filas de adoção

Um estudo realizado recentemente, em São Paulo, mostrou que:

::: metade dos casais que deseja adotar deixa claro que não aceita crianças com problemas de saúde leves e considerados tratáveis.

::: 68% não querem grupos de irmãos.

::: 7,5% dos pretendentes declaram que aceitariam crianças em condições especiais.

::: 10% das 80 mil crianças que estão nos abrigos à espera da adoção, no Brasil, têm algum tipo de deficiência ou são portadores de doenças crônicas.

::: Dois das 80 pessoas atendidas pela Associação Maringaense dos Autistas (AMA) são adotados. Em ambos os casos, os pais sabiam do problema enfrentado pela criança.

::: Nas associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) são muitos os adotados, mas a instituição não revela números, a não ser em casos onde os próprios adotantes concordem.

::: 2013 foi o ano em que foi aprovada, pelo Congresso Nacional, a Lei que dá prioridade aos processos de adoção nos quais a criança ou adolescente tiver deficiência ou doença crônica.©

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Blogueiro festeja aniversário homenageando quem se destaca

Durante um jantar na última sexta-feira na Churrascaria Amigão, em Marialva, empresas e personalidades do mundo social, político, empresarial e imprensa, que se destacaram durante o ano de 2015, foram homenageadas com o Troféu Imprensa, instituído há 18 anos pelo jornalista Hilário Gomes e com cobertura dos jornais “Repórter Regional” e “Folha Marialvense”, além do blog “Hilário Gomes” e do programa “Domingo Popular”, da RTV – Canal 10.

Sempre bem acompanhado

Sempre bem acompanhado

Desde o início, a comenda é entregue a empresas e pessoas de Sarandi e Marialva, mas a partir deste ano passa a ter uma edição voltada a quem se destaca em Maringá.

Esta é uma forma que temos de homenagear aqueles que, por seu esforço, estratégia e visão estão dando sua contribuição à população da região em seus devidos campos de atuação”, diz Gomes, lembrando que a escolha é feita por pessoas da cidade, que preenchem um formulário de pesquisa indicando quem ou qual empresa considera melhor em cada ramo de atuação.

Além de homenagearmos os escolhidos pela pesquisa, fazemos também homenagens especiais”, diz o promotor. Neste ano, um dos homenageados foi o time de handebol de Sarandi, que foi campeão dos Jogos Escolares da Juventude do Paraná e vice-campeão nacional dos Jogos Escolares da Juventude, disputados em Fortaleza, Ceará.

Cerca de 300 pessoas prestigiaram o evento, entre eles o deputado estadual licenciado Wilson Quinteiro, atual diretor de Operações do Banco Regional de Desenvolvimento Econômica (BRDE) e o deputado federal Enio Verri (PT). “Nestes 18 anos, o Troféu Imprensa ganhou credibilidade e respeito, tornando-se uma referência regional, por isto nosso projeto é expandir sua realização para outras cidades, principalmente Maringá”.

O organizador disse que em praticamente todas as edições há algum homenageado de Maringá, como é o caso do empresário e jornalista Franklin Vieira da Silva, diretor-presidente do Grupo O Diário, que há 15 anos foi a primeira pessoa a receber o troféu de Empresário do Ano. “Coincidentemente, no mesmo ano em que homenageamos Frank Silva, também a Associação Comercial de Maringá o homenageou como Empresário do Ano”, diz Hilário Gomes. Nesta última edição, Frank Silva foi escolhido como o Empresário da Comunicação Destaque do Ano.

A festa acontece sempre na sexta-feira mais próxima à data em que Hilário Gomes festeja seu próprio aniversário. Junto com a edição que comemora a maioridade do Troféu Imprensa, o jornalista festejou 70 anos, 24 deles morando em Sarandi.

Além de editor do “Repórter Regional” e da “Folha Marialvense”, Hilário Gomes atua no ramo imobiliário, apresenta programa de TV e escreve poesias. Antes de mudar-se para Sarandi, ele trabalhou em jornais de São Paulo, principalmente em Osasco, e em Ponta Grossa, entre eles no “Diário dos Campos”.

1970

foi o ano em que Hilário Gomes passou a atuar na imprensa

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Cido Polícia deve deixar a prisão hoje

O ex-secretário de Trânsito e Segurança de Sarandi, Aparecido Antonio, mais conhecido como Cido Polícia, pode deixar a prisão ainda hoje.

O ex-secretário, que chegou a ser apontado como candidato a prefeito pelo grupo do prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior, foi preso há dois meses em uma operação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por ter uma arma de fogo sem registro e munição de uso exclusivo das Forças Armadas. Há informações de que ele estaria sendo investigado em um processo sobre possíveis irregularidades e fraude.

A Justiça deverá conceder Hábeas Corpus para que Cido Polícia aguarde o desenrolar do processo em liberdade. Atualmente ele está preso em uma cela do 4º Batalhão.

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Cido Polícia não volta e é substituído por ex-agente do Denarc

O servidor público Wilson Povoas, que era diretor de Trânsito da prefeitura de Sarandi e virou destaque por denunciar o secretário de Trânsito e Segurança, Aparecido Antonio, o Cido Polícia, é alvo de uma sindicância realizada pela prefeitura e poderá ser demitido do serviço público.

A denúncia colocou Cido Polícia na cadeia desde segunda-feira, além de perder o cargo de secretário.

A sindicância não tem na a ver com a denúncia contra o secretário de Segurança. Ao contrário. É resultado de uma denúncia de Cido Polícia contra Povoas, feita ao prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT).

Segundo Cido Polícia, Povoas não respeitava a hierarquia, negava-se a cumprir as atribuições, chegava ao trabalho por volta das 9h30, quando devia estar presente às oito horas, e usava um veículo da prefeitura para fins próprios, inclusive, levando-o para casa.

No dia 2 do mês passado, o veículo da prefeitura em poder de Povoas foi multado, às 13 horas, por cruzar um sinal vermelho, em Maringá, o que o secretário considerou grave, especialmente, por ser um domingo, dia de folga do diretor de Trânsito.

 

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Está afastada de vez a ideia de que o afastamento de Cido Polícia da Secretaria de Trânsito e Segurança de Sarandi é temporária. Ele não volta mais e vários dos secretários da prefeitura de Sarandi acreditam que sua prisão vai ser por bem mais tempo do que se pensou no início.

Mas, só vai dar para saber quanto tempo ele fica preso depois de concluída a investigação sobre envolvimento em possível fraude de licitação para a compra de materiais para sinalização de trânsito.

A certeza de que ele não volta deve-se ao fato de, momentos após sua prisão, prefeito começar a procurar um novo secretário. Secretário, não alguém para permanecer temporariamente no cargo.

 

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A escolha de Joel Inglês foi aprovada por autoridades policiais, que acham que a Guarda Municipal estará em boas mãos     Foto: Ricardo Lopes

A escolha de Joel Inglês foi aprovada por autoridades policiais, que acham que a Guarda Municipal estará em boas mãos        Foto: Ricardo Lopes

O policial militar Joel Inglês da Silva, que já atuou em cidades da região e ultimamente é do Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, foi apresentado ontem à tropa da Guarda Municipal de Sarandi como novo secretário de Trânsito e Segurança do município. Ele substitui o PM aposentado Aparecido Antonio, o Cido Polícia, que foi preso anteontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pediu afastamento do cargo.

Joel Inglês está na PM há 18 anos, trabalhou no policiamento ostensivo da cidade, integrou o serviço de inteligência P2, o Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas (Denarc) e o Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública.

O comandante da 4. Companhia da PM, capitão Gilson Dias, elogiou a escolha do secretário e disse que Inglês já foi seu colega de trabalho e conhece bem os métodos usados pela corporação.

Inglês foi apresentado à tropa e à imprensa nesta terça-feira

Inglês foi apresentado à tropa e à imprensa nesta terça-feira

A apresentação de Inglês foi feita pelo prefeito Carlos Alberto de Paula Júnior (PDT), que adiantou que, embora o secretário já pode permanecer na GM para conhecer seus subalternos e formas de trabalho, a posse só será oficializada após o policial ser liberado pela Secretaria de Segurança.

“Eu não sou político, sou operacional e pretendo oferecer meus 18 anos de experiência para dar continuidade ao que vinha dando certo no trabalho do Cido Polícia e também apresentar algumas ideias novas”, disse Inglês.

Um dos objetivos do escolhido por De Paula é estreitar ainda mais a parceria com a Polícia Militar e a Polícia Civil. “Esta parceria já dá bons frutos e os números mostram que a criminalidade em Sarandi caiu muito desde que a Militar e a Civil ganharam o reforço da Guarda Municipal. Vamos buscar acertar ainda mais esta parceria”.

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Faculdade fecha e alunos são transferidos para outra cidade sem serem consultados

A Faculdade Unissa de Sarandi, que há anos é destaque na imprensa porque muitos de seus alunos se formavam, mas não conseguiam receber os diplomas, fechou e todos seus alunos foram realocados em uma faculdade de Nova Esperança, a 47 quilômetros de Sarandi, tudo sem combinar antes com os acadêmicos.

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Os que não quiserem estudar em Nova Esperança, que se virem, tentem se matricular em alguma faculdade de Maringá. Mas, os preços das mensalidades não são os mesmos, o calendário e a grade também.

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O prédio já está sendo desocupado e deverá ser entregue até o dia 10. Há informações de que outra faculdade particular vai se instalar no local.

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Os alunos da Unissa foram surpreendidos nesta segunda-feira à noite ao chegarem para a aula. Houve uma reunião que não estava programada e eles foram informados que professores e demais funcionários estavam sendo demitidos, o polo educacional desativado e todos eles já estavam transferidos para a FANP – Faculdade Noroeste do Paraná, em Nova Esperança.

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Apesar das explicações da direção da escola, houve uma grita entre os estudantes, principalmente porque a maioria trabalha durante o dia e terão dificuldades para enfrentar uma hora ou mais de viagem até Nova Esperança e o mesmo tempo para voltar a Maringá diariamente.

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“Estamos nos sentido desrespeitados, pois a instituição não nos deixa alternativa”, disse M.A., aluna do terceiro ano do curso de Pedagogia. “Não podemos nem tentar matrícula em alguma faculdade de Maringá por que há diferença no valor da mensalidade e os cursos tem outro calendário”. Segundo ela, a falta de alternativa é mais grave para os acadêmicos que devem ou deveriam se formar neste ano.

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Este é mais um episódio triste no histórico da Unissa, que enfrenta problemas desde seus primeiros anos de funcionamento. Por anos a faculdade preocupou seus alunos porque cursos não eram reconhecidos pelo Ministério da Educação, a ponto de estudantes chegarem a esperar três ou quatro anos, após a conclusão de curso, para conseguirem seus diplomas. Há dois anos a faculdade foi vendida para a União Nacional das Instituições de Ensino Superior Privadas (Uniesp), um grupo educacional paulista presente em 59 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Santa Catarina e Paraná. Mas, as dificuldades continuaram e culminaram com o fechamento da unidade de Sarandi, uma das nove no Estado.

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“Não é um fechamento”, disse a diretora Geral da Unesp no Paraná, professora Rosimara Saraiva Carvalho, que recebeu a incumbência. “Será uma interrupção temporária da unidade de Sarandi e a qualquer momento pode voltar a funcionar em um endereço mais adequado”.

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Segundo a diretora, hoje todo o sistema educacional brasileiro está passando por uma grande falta de recursos, tanto as faculdades públicas quanto as privadas, “e o Grupo Uniesp não é diferente de qualquer outro grupo”. Segundo ela, aconteceram casos de instituições que chegaram a dispensar até 150 funcionários em um só dia.

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O motivo para a desativação seria o atraso nos pagamentos do Fies, o fundo do governo federal que financia universitários em instituições particulares. Desde novembro do ano passado que a Uniesp não recebe os pagamentos e a instituição tem 44 mil estudantes financiados. Em Sarandi, dos 42 matriculados nos cursos de Pedagogia, Administração de Empresas e Ciências Contábeis, 38 têm Fies.

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A realocação na Faculdade Noroeste do Paraná (FANP), de Nova Esperança, deve-se ao fato de ser uma escola da Uniesp e que oferece os mesmos cursos da Unissa.

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