Mês: outubro 2010



Vivo neste mundo, mas não preciso ser “mundana”

Não quero ser papel higiênico

Queridos, hoje serei breve, o que, para mim, não é fácil. Vou deixar o serviço a cargo do saudoso Padre Léo. Estou postando um vídeo bem curtinho, menos de 5 minutos, mas gosto da sua mensagem.

Por favor, não se intimidem com a palavra “padre”, ok? Não importa se vocês não professam a mesma fé católica que eu. Não pretendo polemizar, não quero discussões acaloradas, não tenho a pretensão de afirmar que minha Igreja seja melhor que a de ninguém. Aliás, foi justamente com ela que aprendi a respeitar todas as crenças.

Mas penso que as propostas mundanas que estão por aí – nas letras de certas músicas, nos enredos de certas novelas e filmes, nas falas de certos apresentadores, nas mensagens de certas propagandas, nos conselhos de certos “amigos” – querem nos  fazer acreditar que somos especiais. Pessoas querem que acreditemos que elas realmente se preocupam conosco. Na primeira oportunidade, jogar-nos-ão fora (desculpem-me a mesóclise; foi inevitável).

Pode ser? Assistam primeiro, sem preconceito, sem medo, sem reservas. Se não gostarem, terá sido a primeira e última vez. Se gostarem, passem adiante.

Abraço!

Você não nasceu para ir para o lixo!

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A história do estrogonofe

Hum... HOJE eu gosto muuuuito!

Você gosta de estrogonofe? Eu adoro! Quer dizer, adoro não, aprecio muitíssimo. Aprendi que não devemos “adorar” comida. Parece que a colocamos em um altar para prestar reverência. Mas que fico feliz quando sei que vou saborear esse prato, ah, isso é verdade!

Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que detestava estrogonofe. Para falar a verdade, houve um tempo em que eu nem sabia o que era estrogonofe. Vou contar esta história que mistura elementos de tragédia e comédia.

Foi assim: de 1988 a 1990, fiz Magistério no Instituto de Educação. Uma de minhas grandes amigas desse período pertencia a uma classe um pouco mais privilegiada. Mesmo estudando em escola pública, ela tinha algumas regalias, como vir para o colégio de carro e comprar lanche. E também morava em apartamento, bem no centro. Outras colegas e eu dependíamos de ônibus e era merenda na veia (ou na boca, sei lá…). Além disso, morávamos em regiões “periféricas”. Continue lendo

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Quem sou eu? Faça sua aposta!

Será que você vai acertar?

Seguinte: hoje vou ver se você é bom em adivinhações. A brincadeira será assim: leia o texto abaixo e dê sua sugestão. Mas, para ficar legal, não vale ler antes os comentários alheios. Caso seja o primeiro a comentar, tudo bem. Mas se for o segundo leitor, não leia a resposta do primeiro; o terceiro passa rapidinho pelas sugestões do dois primeiros e assim por diante. Olhe lá, hein? Se na escola você sempre dava um jeitinho de colar, agora faça o favor de se comportar!

Para me usar, você precisa ser maior de idade.   Para eu funcionar,  precisa me tocar. Não precisa ser com força, pelo contrário, só um toque e eu faço o que quiser.

Pode me usar durante o dia, mas à noite sou ainda mais útil. Sem mim, coisas ruins podem te acontecer.

Há umas pessoas mais agressivas, que quase me causam danos quando mexem em mim … Credo! São tão insensíveis!

Não funciono sozinha. Eu preciso de você. Às vezes até gostaria mesmo de ter autonomia, de poder fazer minha parte sem sua ajuda, mas  não consigo.

Então, quando você me esquece, quando me ignora, quando faz de conta que não existo, que não estou ali, tão pertinho das suas mãos, torno-me algo sem utilidade, sem valor; transformo-me em um mero enfeite.

Não faça isso comigo, ok? Quero te ajudar, quero estar com você nas horas em que precisa mudar o rumo, nos momentos em que não dá mais para continuar em frente.

Já sabe quem sou eu?  Faça sua aposta!

P.S.: talvez eu me arrependa de sugerir isto, mas lá vai:

http://www.youtube.com/watch?v=5VUe25SFsh4

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O pobre homem e o homem pobre

Obs.: sei que observações são comuns ao final dos textos, mas julgo ser pertinente fazer a minha antes. A postagem de hoje já foi publicada no jornal O Diário em 24/07/1997 (ah, meus 23 anos…). Não lembro qual foi a motivação, na época,  para escrever esta história, mas  posso afirmar que ela é bem clichê.  Ou seja, você já viu ou ouviu este enredo dezenas de vezes, possivelmente em outra roupagem. Mesmo assim, gosto dela. Por isso achei que merecia estar aqui.

Havia o João Tal e Coisa e o João Ninguém.

João Tal e Coisa era um homem rico, poderoso. Dono de várias empresas, possuía muitos imóveis, carros, vultosas contas bancárias. Nunca houve nada que seu dinheiro não pudesse comprar. Quando andava pela rua, nas raras vezes em que deixava seu possante, percebia que muitas pessoas o cumprimentavam; pessoas que ele nem ao menos conhecia. Quando ia ao banco, o gerente o levava para sua sala, oferecia-lhe cafezinho, dava-lhe toda a atenção. Afinal, João Tal e Coisa era seu melhor cliente. Continue lendo

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“Pai banana”. Você conhece algum?

Uma típica família de pais bananas

Ao contrário do mico-leão dourado e do urso panda, o pai banana não está em extinção. Pelo contrário: prolifera-se feito uma praga, uma verdadeira erva daninha.  Uma pena.

O pai banana pode variar quanto ao sexo (pai banana e mãe banana), número ( um pai banana, dois ou mais pais bananas),  idade (pai banana velho e pai banana jovem) e classe social (pai banana rico e pai banana pobre).

Não é difícil você identificar um pai banana. Normalmente ele é comandado pelo filho, na sua própria casa ou em público. Em uma livraria por exemplo, no início do ano letivo, é muito comum encontrarmos dezenas de pais bananas. Eles não têm pulso e se rendem aos caprichos de crianças e adolescentes que escolhem seus materiais de acordo com suas vontades. Se o pai banana não tiver o dinheiro suficiente, ele fará um empréstimo, mas jamais deixará seu rebento chegar na escola com um caderno inferior ao dos colegas. Se ele usará o caderno ou não, isso já não é uma preocupação do pai banana. Continue lendo

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Saudade dos meus avós…

Lembranças que o tempo não apaga...

Quanta saudade…

 

 

Já havia pensado nesta postagem há alguns dias, mas a sugestão do Agnaldo, um fiel leitor do meu blog, me motivou ainda mais.

Eles não estão mais na minha vida. Pelo menos fisicamente. Mas fizeram parte da minha história de uma maneira tão intensa, tão marcante, que nada mais justo conceder a eles uma homenagem neste meu espaço virtual. Hoje vou lembrar, com saudade, dos meus avós.

Entenda que, sempre que escrevo sobre mim, não quero apenas manifestar meus sentimentos. Escrevo porque me faz bem, é verdade. Mas fico feliz quando leio nos comentários que minhas palavras, de alguma forma, despertaram nos leitores sensações e lembranças. Isso é muito gratificante.

Não sei da sua história com seus avós. Vou falar sobre as experiências que tive com os meus e, se você sentir vontade, escreva nos comentários sobre as suas, ok? Continue lendo

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“Euzinha”

Será que vou ganhar um???


Perdoe-me,  leitor querido. Desculpe-me, visitante de primeira viagem. Acredite: não sou do tipo que “se acha”. Não me considero a última bolacha do pacote, tão pouco o último bife ou o último brigadeiro. Também não sou daquela que olha pro espelho e pergunta: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”. Aliás, se fizesse essa pergunta pra ele, correria o risco de ouvir a seguinte resposta: “Quer em ordem alfabética?”

Mas, hoje, 22 de outubro, vou escrever  sobre mim. É isso mesmo. “Euzinha” serei o tema desta postagem. “Euzinha” serei a fonte de minhas próprias inspirações. Não, não tive um ataque de narcisismo fora de hora. É que,  precisamente às 9h15, completarei 37 anos e não poderia deixar essa data passar em brancas linhas! Continue lendo

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Não basta ser mãe…

Fiel ou nem tão fiel assim leitor,

São 6h10, o sol ainda não nasceu,  minha cara está razoavelmente amassada e, enquanto digito, saboreio uma deliciosa xícara de café com adoçante.

Este não será um texto como os outros, com um tema específico. É apenas uma explicação. Gosto de postar diariamente, mas hoje é o dia da Feira de Ciências na escola do meu filho mais velho e ficarei envolvida com os últimos preparativos.

Só conseguirei escrever no final do dia. Sabe como é… Não basta ser mãe, tem que participar. Não faço as coisas no lugar dele, mas sinto prazer em me envolver. Além do mais, penso que o aluno não precise ser o “melhor” da sala, mas cobro que meu filho faça o melhor possível.

Meus pais me ensinaram isso. E creio que estavam certos. Abraço, queridos! Até mais!

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“Tudo de bom!” – 1ª edição – Participe!

Bonitinhos e bonitinhas,

Como não quero ficar com “fama” de reclamona e/ou pessimista, vou dar um tempo nas edições de “Ninguém merece” e começar hoje a listar situações da vida que são “tudo de bom“!

Vamos esquecer as pedras nos nossos sapatos, as pisadas nos nossos calos, os sapos que transformam nosso estômago em um brejo e voltar nosso olhar somente para as  boas coisas da vida.

Combinado? Vou fazer minha listinha básica e você monta a sua no comentário. Sua interação vai ser “tudo de bom“!!! Continue lendo

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Eu sei o que você fez nos verões passados!

Não chegava a tanto... mas passava perto

Está duvidando de mim? Acaso acha que eu não tenho o poder de saber sobre seu passado? Olhe, o futuro a Deus pertence, mas se prepare para as próximas linhas. Principalmente se você  tiver mais de “trinta primaverinhas”, vai se surpreender com a minha capacidade de descrever o que fez nos verões passados.

Vou relatar algumas de minhas experiências praianas e tenho certeza de que a carapuça servirá feito aquela luva que comprou no inverno deste ano na Cris Blusas.  Eu vivi. Você viveu. Vai encarar e dizer que não?

Conheci o mar aos 17 anos de idade. Antes disso, só pela TV ou pelos livros. Lembro-me de uma professora da minha infância – sem um mínimo de sensibilidade, diga-se de passagem – que me pediu uma redação cujo título deveria ser “O mar“. Como assim? Haja criatividade para produzir um texto sobre um “ser” ainda tão “abstrato”. Ainda bem que esta cabecinha já era fértil naqueles tempos…

Imagine o nome da praia onde debutei como banhista. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! Não tem ideia? Ah, uma excursão em 1990 nos levaria para onde? Para Camboriú, naturalmente. Um paraíso para os maringaenses de “pé vermelho”. Continue lendo

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