Mês: março 2011



Histórias sobre 4 rodas…

A preposição “sobre” do título pode significar “em cima de”  e  “acerca de“; tenho certeza de que meus leitores se lembram com carinho das aulas sobre essa classe gramatical; estou certa?

Bem, mas deixemos pra lá os assuntos da língua portuguesa, afinal, o tema de hoje são os meus, os seus, os nossos “possantes”!!!

Quando fiz o texto sobre o gênio da lâmpada, muitos escreveram que um dos três pedidos seria um carro; na postagem sobre a “ficha limpa”, ao completarem a frase “meu sonho de consumo é...”, outros tantos colocaram o tão sonhado veículo de locomoção.

Na verdade, embora o excesso de carros nas cidades e nas rodovias nos cause uma série de transtornos, é muito difícil encontrar alguém que não almeje ter o seu; pode ser para não depender mais das famosas caronas, para agilizar os compromissos diários ou simplesmente visando ao conforto que um automóvel pode proporcionar.  Continue lendo

26 Comentários


Cadê todo mundo???

Bonitinhos, perdoem-me o tom coloquial do título. Ninguém merece este “cadê”.

Hoje estou especialmente atarefada e só conseguirei me dedicar ao blog à noite; mas usarei a postagem para manifestar minha inquietação: onde foram parar meus fiéis escudeiros nestes últimos dias, ou melhor, nestas últimas postagens?

Não quero desmerecer os comentários que recebi na segunda e na terça, vindos de leitores queridos e participativos, mas estranhei a ausência de algumas “figurinhas” que sempre me visitam.

Isso não me fez perder o sono, tão pouco o apetite (e olhe que seria bom se eu perdesse um pouco), mas me fez refletir sobre as possíveis causas desse “fenômeno”.

Vou colocar aqui algumas alternativas. Se você está no time daqueles que não me visitaram nas últimas horas, assinale a alternativa que melhor justifica sua atitude de abandono à minha pessoa.  Continue lendo

48 Comentários


A história de Carmem: ficção ou realidade?

Carmem era uma jovem como tantas outras da sua idade. Aos 17 anos, saía com os amigos, fazia ginástica e aulas de inglês, ouvia música, curtia navegar pela internet, jogava vôlei, participava de um grupo de dança… É claro que, mesmo com a agenda lotada, ela priorizava os estudos, afinal, prestaria vestibular no fim do ano e precisava estar preparada para enfrentar a concorrência e todas as dificuldades típicas do momento.

Os pais, um advogado e uma dona-de-casa, sempre viram em seu futuro profissional a grande possibilidade de manterem o escritório da familia funcionando. Dr. Geraldo, pai de Carmem, já estava com  57 anos, sofria com alguns problemas de saúde e sabia que não demoraria muito até sua filha assumir o comando dos negócios.

Por isso, não poupava esforços para que ela pudesse se preparar adequadamente para o vestibular. Nos meses que antecederam o concurso, as refeições da família eram intercaladas por manifestações acaloradas dos pais de Carmem, sempre fazendo previsões animadoras sobre a carreira da jovem, filha única do casal.

Entretanto, até que ponto ela realmente queria optar pelo curso de Direito? Em nenhum momento eles a questionaram se poderia haver outra vontade, outro desejo guardado em seu coração. Na verdade, desde pequena, acostumara-se a ouvi-os planejando seu futuro. Continue lendo

14 Comentários


Juntos (até que a próxima capa de revista os separe)

No dia 25 de agosto do ano passado, postei um texto cujo título é “Quem vê capas não vê coração“. O tema é a “essência” – ou a falta dela – das revistas de celebridades.

Iniciei explicando que essas revistas têm 3 “funções” na minha vida: fazer o tempo da esteira passar mais rápido, tirar minha atenção do barulho insuportável do secador e me ajudar a esperar as duas horas de atraso do médico sem destruir o consultório.

Naquela ocasião, além das três imagens, com fotos de ex-casais famosos, que ilustram a postagem, havia colocado uma quarta e, embaixo dela, uma legenda com a frase que serve de título para a de hoje.

A foto era de Jonatas Faro e Danielle Winits, que começavam um “ardente” romance. Mas decidi não postá-la, afinal,  achei que poderia passar a imagem de uma blogueira “agourenta”; os “pombinhos” estavam só começando e eu não podia fazer uma “profecia” tão negativa.

Pois bem. E não é que neste final de semana recebi a fatídica notícia de que eles se separaram mesmo? A imprensa, inclusive, trouxe o fato como uma “bomba”. Não sei por quê. Para mim, apenas o óbvio.  Continue lendo

14 Comentários


“Café com bobagem”. Literalmente…

Saí logo cedo para levar meus filhos à escola e, enquanto dirigia, concatenava com meus botões sobre o tema da postagem de hoje.

Pensei em várias possibilidades, mas uma cena mexeu comigo e  foi a escolhida para minha reflexão diária.

Aos olhos da maioria dos que passaram  pela Avenida Paraná (em frente à Dama), certamente “aquilo” não chamou a atenção, afinal, ver um grupo de rapazes enchendo a cara antes da sete da matina  já faz parte da “paisagem”, tanto quanto as árvores que estão por ali.

Quer dizer, sei que a bebida alcoólica não servia de opção do café da manhã; tenho noção de que eles não ficaram em dúvida entre uma tigelinha de sucrilhos e um copo de cerveja. Imagino que eles devessem estar no que se costuma chamar de “saideira”, ou seja, aqueles “nobres” jovens, enquanto Maringá já se movimentava para mais um dia, curtiam a vida “adoidado”.

Continue lendo

18 Comentários


Duas meninas???

 

O título acima foi a pergunta que meu pai fez ao médico há  mais de 30 anos, no dia 1o de dezembro de 1980, quando minhas irmãs caçulas nasceram. Pode parecer incrível, mas não sabíamos que nossa família receberia a “visita” de gêmeos, ou melhor, de gêmeas!!!

Nunca entendi exatamente, mas meus pais contam que não fizeram o exame de ultrassom e, durante o pré-natal, o médico não disse nada sobre esse “detalhe”. Nenhum de nós suspeitava, até porque minha mãe ganhou pouco peso; não era uma “superbarriga”, daquelas que chamam a atenção.

Aconteceu assim: minha irmã mais velha estava com 10 anos e eu com 6. Como toda boa caçula, curtia meu reinado e nem pensava na hipótese de outro membro para nossa família. Mas minha irmã queria muuuuito um outro irmão.

Não que nós nos dêssemos mal; pelo contrário. Éramos muito ligadas, mas ela sempre curtiu crianças e queria mais movimentação na casa. Para vocês terem uma ideia, chegou a esconder o anticoncepcional da minha mãe, tamanha era sua vontade de que ela engravidasse.

Por fim, em março de 1980, a notícia que ela tanto aguardava se tornou uma realidade: minha mãe estava grávida! Continue lendo

28 Comentários


Os nobres e os bobos da corte

Dizem que a “primeira impressão é a que fica”. Não sei se essa máxima vale para todas as situações da nossa vida, mas posso afirmar que minha primeira visita à “nobre” sessão da Câmara dos Vereadores de Maringá causou-me uma impressão ruim. Talvez porque eu não seja “nobre” e não esteja acostumada a lidar com a “nobreza”.

Já fazia anos que “ensaiava” para tomar essa atitude. Ora falta de tempo, ora de vergonha na cara de entender que preciso parar de falar – ou escrever – de mais e agir de menos.

Havia poucas pessoas assistindo à “nobre” sessão; mas, com exceção de um “nobre” vereador, os demais “nobres” estavam todos lá.

Quando cheguei, por volta das 16h, um dos “nobres” estava lendo algo que imaginei ser a pauta do dia. Confesso que me senti meio perdida; deveria ter me preparado melhor para a “nobre” visita e verificado antes, pela internet, quais seriam as “nobres” discussões do dia. Apesar da impressão ruim, voltarei outras vezes e estarei mais preparada para acompanhar o que os “nobres” tanto falam.  Continue lendo

23 Comentários


11 coisas que continuo não entendendo

Bonitinhos, o primeiro texto que postei aqui no site do jornal foi uma lista de “coisas” que não entendia em setembro de 2010; o problema é que continuo não  entendendo em março de 2011.

Puxa… será que preciso estudar mais as “lições da vida”?

Como naquela ocasião poucos leitores frequentavam a “varanda” da minha “casa”, vou publicar novamente a lista para que me ajudem a sanar essas dúvidas cruéis que me tiram o sono.

Mas,  se quiserem judiar ainda mais de mim, ao invés de responderem vocês podem acrescentar novas “perguntas que não querem calar”.

William Shakespeare estava certo… A nossa “vã filosofia” não dá conta de entender o que há entre o céu e a terra. Mistério… Continue lendo

66 Comentários


A mulher e o lenço; meu medo e eu

Meu marido, meus filhos e eu fomos ao Avenida Center no último sábado. Programa absolutamente comum para a maioria das famílias maringaenses.

Mas uma situação não muito comum aconteceu naquela noite e mexeu comigo. Quero partilhá-la com vocês.

Já passava das 21h; andávamos pela calçada quando fomos abordados por uma mulher que nos perguntou: “Vocês são de Maringá?”. Naquele momento, por uma fração de milésimos de segundos, não sabia o que responder. Imediatamente me vieram à mente todos os golpes dos quais já ouvi falar e imaginei que ela pudesse ser mais uma a querer praticar algum.

Mas meu marido respondeu rápido que éramos da cidade e ela perguntou se sabíamos onde ficava a avenida Luiz Teixeira Mendes.  Percebemos que estava a pé e então ele tentou ensinar um caminho mais apropriado para aquele horário. Continue lendo

35 Comentários


Setembrina – Capítulo 22

O salão de beleza, localizado a poucas quadras do prédio, estava repleto de  convidadas da festa de Juliana.  Mulheres das mais diversas idades falavam sem parar, trocando ideias sobre cores de esmaltes, penteados, maquiagens e comentando sobre seus vestidos.

Setembrina chegou em companhia de D. Ana e da aniversariante. Ficou em um cantinho, de braços cruzados, assustada com a movimentação. Era sua primeira vez em um salão de beleza.

— Vera, esta aqui é a Setembrina; quero que capriche, hein? Pé e mão, cabelo e maquiagem!

Ela sorriu meio sem graça; nem sabia bem o que dizer.

— Fique tranquila, Ana. Então, minha flor, vai prender o cabelo ou vai querer deixar solto? Se quiser deixar solto vou enrolar antes…

Setembrina pensou um pouco antes de responder. Lembrou-se de Ronnie elogiando seus cabelos na véspera do dia do cinema; lembrou-se dos lindos cabelos de Verônica… Continue lendo

10 Comentários