Mês: novembro 2011



Filosofia de meia tigela – Parte II

Já falei para vocês que tudo que escrevo sai do meu coração, mas nem tudo que está dentro dele vai para a tela do computador, senão já estaria presa.

De qualquer forma, o blog e o Face são meus divãs particulares e meu lado “filósofa de meia tigela” me ataca de vez em quando.

Vou colocar aqui as últimas postagens que fiz nessa rede social.  Se alguma os provocar, por favor, fiquem à vontade para ampliar a discussão.

É meio nojento o que vou escrever, mas preciso registrar isto: depois de um ano letivo inteirinho mexendo com tantos papéis, nas férias só abro duas exceções: o guardanapo e o papel higiênico. Do restante, quero uma bela folga.

Meu marido é um corintiano equilibrado. Seu time ganhou no fim de semana? A segunda-feira dele fica melhor; perdeu? continua a mesma coisa. Eu não torço para nenhum time, mas concordo com ele. Que eu saiba, nossas contas não vão deixar de chegar caso o Corinthians seja campeão.

Ai, ai, ai… preciso concordar com o que alguns estão dizendo por aí: se continuar do jeito que está, não dou alguns meses para o Face ficar bem parecido com o “finado” Orkut… gostava mais quando havia menos bobagem…

Definitivamente, Deus está mesmo bem moderninho. Ele tem usado o Face para abrir portas para mim. Obrigada!!!

Fé não se explica; se sente. Se tivesse explicação, seria ciência. Eu creio em Deus; eu O sinto perto de mim o tempo todo; eu sei que Ele sabe o que é melhor pra mim. Faço minha parte, mas não deixo de entregar meus projetos nas Suas mãos. É isso. Continue lendo

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Sobre pais e bananas

Leitores do meu coração, a profecia se confirmou: o relógio e eu fomos para o ringue e … adivinhem? Fui nocauteada.

Só conseguirei voltar ao meu ritmo normal de postagens e respostas aos comentários a partir de quinta-feira.

Talvez algum de vocês diga “E daí? Essa louca acha que não sobreviveremos sem seus textos?”, mas, para mim, “escrever é preciso”. Quando não consigo fazer isso, fico inquieta.

Só passei por aqui postar um texto do qual gosto bastante; ele faz parte, inclusive, do meu livro.

E para terminar: só porque não estou conseguindo ficar muito tempo aqui na nossa varanda virtual não quer dizer que não vocês possam me dar um “oizinho”, não é?

Escrevam assim: Estive no seu blog e lembrei-me de você.

Até mais, bonitinhos!

Pais bananas Continue lendo

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Fora do ar (só um pouquinho…)

Bonitinhos, nos próximos sete dias estarei envolvida com atividades profissionais que me ocuparão das 8h às 18h.

Por isso, certamente não conseguirei dar muita atenção ao blog.

Farei o possível para escrever postagens inéditas, mas talvez recorra à estratégia do “vale a pena ler de novo”.

Sei que vocês vão compreender a “prô”, não vão?

Até mais!

 

 

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Todo mundo tem uma verruga

Cá estou eu novamente precisando me valer de uma estratégia da qual não gosto muito: publicar um texto alheio.

Sei que isso não desmerece em nada o blog, principalmente quando o texto é bom, mas a matéria-prima deste espaço virtual são os sentimentos que invadem meu coração e os pensamentos que ocupam minha cabeça.

E sentimentos e pensamentos tenho de sobra; o que está me faltando hoje é o danado do tempo.

Por isso, bonitinhos, vou deixar uma crônica que serviu como apoio para a prova de redação do PAS (do 1º ano) deste último domingo.  Eu, pelo menos, achei engraçada e, mais que isso, boa para refletirmos sobre as nossas relações afetivas.

Uma excelente quinta-feira para vocês!

Aquiles e a verruga  – Roberto Gomes Continue lendo

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Robin Hood às avessas

Sempre que ouço falar sobre Robin Hood lembro-me do bonitão Kevin Costner, um dos vários atores que protagonizaram o personagem no cinema. É certo que hoje ele já não está lá essas coisas, mas, na época do filme, em 1991, era um charme só. Na minha opinião, pelo menos. Nem acharia muito ruim ser abordada pelo “príncipe dos ladrões” se estivesse cruzando a floresta de Sherwood. Seria bem mais interessante que ser abordada por um flanelinha com cara de psicopata.

Se bem que dificilmente eu seria vítima de uma flechada do Robin Hood. De acordo com a história – lenda para alguns, fato para outros -,  o rei da floresta (acharam que era só o Tarzan que tinha esse título?), indignado com os desmandos do Príncipe John (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência), tinha como “lema” tirar dos ricos para dar aos pobres.

Portanto, eu teria grandes chances de ser beneficiada pelo critério de abordagem dele.

Roubar é sempre um erro, mesmo que isso seja feito por um cara bonitão que usa um chapeuzinho até simpático, adornado por uma pena.

Mas a figura desse anti-herói do século XIII me parece mais simpática que a de homens e mulheres que atualmente, mesmo tendo sido escolhidos para nos representar,  insistem em ignorar nossa vontade. Chego a pensar que possam ser surdos.  Continue lendo

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Exercitando o desapego

Isto ainda é uma hipótese, mas minha família e eu talvez nos mudemos no início de 2012. Continuaremos aqui em Maringá, mas é claro que toda mudança, mesmo que aconteça na mesma cidade, implica em muitos preparativos e muito trabalho.

Por isso, já “dei a letra” ao meu marido: se formos nos mudar, vamos nos esforçar ao máximo para exercitar o “desapego”.

Olhar para um móvel, um objeto, um brinquedo ou uma roupa que não têm mais utilidade para a família e optar pela doação é um exercício que trará benefícios não somente à organização da casa, mas também à alma.

Quando compro uma peça de vestuário ou um calçado, por exemplo, adoro escolher alguns itens do meu guarda-roupa para doar. É claro que não devemos fazer doações apenas quando podemos comprar algo novo, mas me sinto bem ao fazer isso. É um sentimento de gratidão a Deus e de compaixão pelo próximo.

É natural que nos apeguemos a bens materiais e ninguém deve ser sentir um vilão por conta disso. Olhar para aquela poltrona que nos acompanha  há anos e optar por não mais continuar com ela pode provocar uma sensação de perda.

Mas é preciso, de vez em quando, desprendermo-nos dessa “mania” de posse que temos sobre as “coisas”.  Continue lendo

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Minha vida é um blog – quase – aberto

Já contei para vocês que, aos 13 anos, tinha um diário – em formato de morango – e que o grande barato era preencher suas páginas, fechá-lo com aquela frágil chavezinha e escondê-lo embaixo do colchão.

Não que eu tenha escrito nele segredos cabeludos ou passagens inconfessáveis de uma adolescente em crise, até porque fui uma bem básica, sem rompantes de “ninguém me ama, ninguém me quer”.

Mas, naquela época, quando este mundo virtual, com seus botões e demais “adereços”, era ingrediente de filme de ficção científica, o diário era o nosso grande parceiro na hora de desabafar. Nem todas as meninas faziam isso, mas, mesmo sem ter essa noção, acho que o meu “lado escritora” já começava a aflorar.

Pois bem.

Agora, aos 38 anos,  o grande barato não é o meu “finado” diário com formato de morango – que Deus o tenha  -, mas sim este meu espaço virtual.

E se antes eu me preocupava em esconder o que ocupava meu coração e meus pensamentos, hoje  faço questão de registrar esse turbilhão de sentimentos aqui no blog. Continue lendo

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Retratos da indiferença

Sou “filha” da escola pública e sempre ressalto isso quando falo ou escrevo sobre minha trajetória. Apesar de ser professora da rede particular há 14 anos, toda minha formação, da primeira série à universidade, foi feita em bancos escolares da rede pública.

Não me sinto melhor ou pior que ninguém, mas confesso ter orgulho da minha história e sou grata a todos os professores que passaram pela minha vida.

Além do orgulho e da gratidão, em diversas postagens externei as boas lembranças dos meus tempos de estudante.

A estrutura física dessas instituições era bastante simples, principalmente a do Colégio Duque de Caxias,  onde estudei de 1980 a 1985. Também guardo boas recordações do Colégio Alfredo Moisés Maluf, do Instituto de Educação e da UEM, mas confesso que as melhores são dos primeiros anos de “profissão” (quem disse que “estudante” não é uma profissão?).

Entretanto, apesar da simplicidade, apesar dos poucos atrativos, a escola para mim tinha um sabor diferente.

No Duque, por exemplo, não havia naquela época quadra coberta, mas apenas uma a céu aberto. Ao lado dela, um imenso terreno com árvores, grama e terra. A biblioteca era pequena; a cantina idem.

Mas o ambiente escolar, bem ao estilo da frase “nossa segunda casa”, era acolhedor; não me lembro de depredações, de pichações, de prédios mal cuidados ou pinturas descascadas.  Continue lendo

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Muros e pontes

Talvez muitos de vocês já conheçam a história do muro e da ponte, mas eu a conheci por meio de uma aluna há poucos dias.

Dois irmãos moravam em propriedades rurais próximas, separadas por um rio, e não nutriam afeto um pelo outro; pelo contrário: as brigas eram constantes. Para tentar pôr fim às desavenças, contrataram um pedreiro para fazer um grande muro, alto o suficiente para nunca mais precisarem se ver.

Mas o profissional, em vez de construir o muro, fez uma ponte. Em princípio os irmãos ficaram muito bravos com o pedreiro por causa da sua desobediência. Entretanto, depois perceberam que aquela ponte era o que faltava para unir os dois. Ao invés de sacramentarem o afastamento familiar, perceberam que era mais importante recuperar a união entre eles.

Deve haver outras versões, mas foi mais ou menos isso que minha aluna me contou. Fiquei muito mexida com essa história. Logo que ela terminou, eu disse: “Obrigada, Ana; já tenho uma inspiração para a próxima postagem”.

Então fiquei pensando em todos os muros da minha vida; os que construo por opção e os que construo até sem perceber.

Relações humanas são sempre delicadas; manter um relacionamento que seja no mínimo cordial com as pessoas que convivem conosco – na família, no trabalho, na escola, nos círculos de amizade ou em qualquer outra situação –  não é tarefa simples.

E às vezes, sem até nos darmos conta, vamos construindo os tais muros. Continue lendo

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Da série “vale a pena ler de novo”

Bonitinhos, hoje estou aqui de passagem.

Como na briga com os ponteiros do relógio eles acabaram levando a melhor, não consegui escrever uma postagem inédita.

Decidi então publicar novamente uma que fiz  há quase um ano, no dia 19/11/2010.

Considerando que estamos nas últimas semanas de 2011, penso que o tema seja bastante pertinente.

Um ótimo feriado a todos!!!

O MEU AMIGO SECRETO É…

Então? Já “entrou” em algum amigo secreto? Final de ano, aulas terminando, confraternizações nas empresas, festas em família… E lá vem a famosa brincadeira, inventada sabe-se lá quando e por quem. Você sabe? Eu não faço a mínima ideia.

Tirarei do meu baú algumas histórias. Faça o mesmo. Tenho certeza de que tem alguma bacana pra contar sobre esse tema.

Dos tempos de escola minhas lembranças não são muito boas. Apesar das condições financeiras não ajudarem muito, minha mãe tentava caprichar no presente que íamos dar. Não era para “se aparecer”. Era uma maneira de nos mostrar que devíamos ter consideração pelo tal “amigo”. Continue lendo

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