Mês: janeiro 2012



“Mas se de dia a gente briga, à noite a gente… conversa!”

Mas se de dia a gente briga, a noite a gente se ama; é que as nossas diferenças terminam no quarto, em cima da cama.

Os mais novos poderiam até alegar não conhecer a “romântica” frase acima, mas, por causa da série “Tapas e Beijos”, exibida recentemente pela Rede Globo, acho difícil alguém dizer que nunca ouviu essa “pérola”, eternizada na voz da dupla Leandro e Leonardo.

De fato, a sintonia na vida sexual é um ingrediente importante em qualquer relação afetiva. Escrevi esses dias no Face que, para mim, sexo é uma consequência. Quando ele é a causa de um momento a dois, dificilmente o relacionamento durará mais que algumas “ficadas”.

A tal da “química” faz toda a diferença; mesmo os casais que vivem junto há muito tempo precisam manter acesa a chama da libido. Nada tórrido como nos primeiros anos, mas é claro que os encontros sobre o colchão podem ser sempre prazerosos.

Entretanto, não acredito que as diferenças entre um homem e uma mulher, sejam elas por causa das contas a pagar, da educação das crianças ou do ciúme,  possam acabar no quarto, em cima da cama – ou no chão, ou no sofá, ou em cima da pia da cozinha … vai saber… Continue lendo

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“Filosoface”

Já registrei no blog que venho dedicando boa parte do meu tempo ao Facebook, principalmente nas últimas semanas, por causa das férias escolares; mas é claro que essa “dedicação” irá diminuir quando o ano letivo começar.

Se eu fosse adolescente, certamente alguém diria que ando perdendo meu tempo nessa rede social; quando ainda estava alheia a ela, por diversas vezes falei isso para meus alunos.

Mordi a língua.

Mas não me arrependo de ter me rendido aos encantos do Face; pelo contrário. Graças aos contatos que tenho por lá e à visibilidade da rede, tenho feito grandes avanços na minha vida profissional.

Por isso, hoje postarei algumas das minhas reflexões “facebookianas”; gosto de usar o espaço para divulgar o que penso sobre alguns temas.

Caso se sintam motivados a isso, registrem também por aqui o que povoa essas mentes férteis de vocês.

“Li por aí que a tal Luíza está cobrando R$ 15.000,00 para “aparecer” em um evento. Se estou com inveja? Hum… Humanamente, embolsar R$ 15.000,00 só para dar o ar da graça em uma festa é uma proposta tentadora; quem pode dizer “eu jamais faria isso”? Faríamos sim. Mas, de alguma forma, esse assunto mexe comigo não somente por causa da grande festa que eu faria no shopping com esse dinheiro, mas porque essa história toda é prova do quanto o ser humano – ou o brasileiro, não sei – é pateta. Imaginar uma centena de bocós disputando uma foto ao lado dessa jovem é, no mínimo, desanimador, ainda mais para quem tenta ganhar espaço – e dinheiro – com seu trabalho.”

“Sexo é “consequência”, e não “causa”. Consequência de amor, paixão, afeto, afinidades, respeito, desejo, tesão… É o profano e o sagrado, juntos. Como “causa” é para os profissionais do sexo, aqueles homens e mulheres que vendem a carne para ganhar o pão. Estou um pouco cansada de ver um tema tão bonito ser tratado com vulgaridade. O encontro na “horizontal” não precisa ser tabu, mas também não precisa ser banalizado. É o que eu acho.” Continue lendo

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Necessidades e vontades

Tenho necessidade de ar; mas tenho vontade de sentir o aroma das flores e o cheiro das pessoas que amo.

Tenho necessidade de comida; mas tenho vontade de saborear o pão caseiro feito pela minha mãe e de experimentar novos sabores.

Tenho necessidade de água; mas tenho vontade de degustar um bom chocolate quente nas noites de inverno.

Tenho necessidade de tomar banho; mas tenho vontade de sentir a água quente passeando pelo meu corpo.

Tenho necessidade de trabalhar; mas tenho vontade de estar no tablado, ensinando meus alunos – e aprendendo com eles.

Tenho necessidade de me comunicar; mas tenho vontade de interagir com meus familiares, com meus amigos, com meus leitores. Continue lendo

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Um novo olhar…

O texto abaixo é fruto de uma inspiração singular. Fiz depois de contemplar a obra acima, do meu amigo Xavier, uma talentoso artista plástico de Maringá.

Estava cansada de enxergar a vida sempre da mesma maneira. Mesmas pessoas, mesmos lugares. Mesmas cores, mesmos formatos. 

Queria ver além; queria testar até aonde seu olhar poderia ir…

Mas enxergar a vida por outros ângulos não era tarefa fácil. “O que vão pensar de mim?”.

A família, os amigos, os colegas de trabalho, os vizinhos, o sorveteiro.

“E o que eu penso de mim?” Continue lendo

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Você se morde de ciúme?

Sucesso dos anos 80, a música Cíume, interpretada pelo Ultraje a Rigor, tornou-se um hino daqueles que não conseguem conter esse sentimento.

Na canção, o eu-lírico relata que se morde de tanto ciúme, assumindo nas entrelinhas que é machista, inseguro, possessivo e impulsivo.

E é claro que não são só os homens que protagonizam cenas dignas de novela quando são invadidos por pensamentos de perda da parceira.

Muitas mulheres também têm extrema dificuldade em encontrar o equilíbrio no momento de externar o cuidado pelo seu companheiro.

De acordo com o dicionário, ciúme é  um “sentimento e manifestação da apreensão provocada pelo receio de perder o objeto amado”.

Esse “objeto” pode ser um carro, uma roupa ou um livro; pode ser o filho ou o pai.

Mas penso que nas relações afetivas entre homens e mulheres é que essa “apreensão” ganhe proporções preocupantes. Continue lendo

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www.chaticeaguda.com.br

Uma das definições do dicionário para o adjetivo ” chato ” é ” inoportuno “, ou seja, aquele indivíduo sem noção que fala o que não deveria falar, tem atitudes inconvenientes e quase sempre é uma companhia da qual se quer fugir.

Eu sou chata; vocês são chatos; eles são chatos. Todos somos alguma vez na vida. Na verdade, muitas vezes.  Em períodos de TPM, por exemplo, sou uma mulher quase insuportável. Chego a evitar passeios familiares em que eu possa me tornar uma presença desagradável.

Tudo e todos me irritam; mas, nos outros 27 dias do mês, meus momentos de chatice são esporádicos. Quer dizer… essa é minha concepção. Certamente há muita gente por aí que me classifica como uma verdadeira mala sem alça mesmo quando não estou na TPM.

Difícil escapar desse rótulo em alguma situação da nossa vida.

Mas há quem exagere na dose e mereça a faixa de “Miss – ou Mister – Chatice”.  São aqueles homens e mulheres que pediram para ser assim e, ávidos por serem muito chatos, entraram três ou quatro vezes na fila.

Um caso muito comum de chatice aguda se desenvolve em pessoas que reclamam de tudo: se está calor, querem frio; no inverno, clamam pelo verão. Reclamam da comida, do vizinho, do excesso de trabalho, da falta dele. Chegam reclamando, vão embora reclamando.  Reclamões são uns chatos de galocha. Continue lendo

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Afinal, o que querem as mulheres… e os homens?

Há algumas exceções, mas é bastante comum que, quando questionados em uma entrevista sobre como um homem ou uma mulher devem ser,  os famosos relacionem adjetivos como “honesto(a)”, “íntegro(a)”, “generoso(a)”.  Segundo eles, o parceiro ideal tem que ter um “bom caráter”.

Sinceramente?

Penso que honestidade, integridade e generosidade devam ser “itens de fábrica” em todo ser humano, independente se eles frequentam o banheiro masculino ou feminino.

Vamos combinar que, nessa história de atração entre homens e mulheres, não é a análise do caráter do outro que conta no primeiro momento; pesquisar os “antecedentes” daquela pessoa com quem você começa a se relacionar  é uma atitude prudente, mas um “bom currículo” não é algo atraente, que faça alguém suspirar de paixão.

Fisicamente, as características que fazem homens e mulheres fixarem seu olhar em uma determinada pessoa são bastante variadas e subjetivas.  Será que todos os homens preferem mesmo as loiras e que é dos carecas que elas gostam mais? Claro que não. Continue lendo

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Mudar – um pouquinho – é preciso

A postagem de ontem rendeu vários comentários; fiquei feliz com isso. Não apenas pela quantidade deles e por saber que tem gente aí do outro lado mantendo contato com esta blogueira metade-terráquea, metade-extraterrestre, mas, principalmente, pelas opiniões que li e que estão me ajudando a começar a reforma da minha – nossa – varanda virtual.

Um colega de trabalho, diretor de um colégio, muitos anos atrás, disse uma frase da qual nunca me esqueci: “Só podemos afirmar que conhecemos de verdade uma pessoa depois da sua morte; até o último suspiro ela pode nos surpreender”.

Ele disse isso porque uma funcionária, dessas chamadas “de confiança” e com mais de 15 anos de casa, havia sido pega em flagrante roubando produtos e até dinheiro na cantina.

Faz muito sentido.

Isso não quer dizer que uma decepção – seja no trabalho ou na família, por exemplo – vá nos tornar criaturas desacreditadas no ser humano.  Generalizar é sempre um risco, um perigo em qualquer relação. Além do mais, “surpreender-se” com alguém não quer dizer que a surpresa será sempre negativa.

Mas acredito que aquele ditado de “não colocar a mão no fogo” por ninguém é muito prudente. Eu não coloco; nem por mim mesma.  Continue lendo

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Uma nova blogueira para o “Escrever é preciso”

Ronaldo Nezo, da rádio CBN de Maringá, escreveu há poucos meses um artigo em seu blog intitulado “Os blogs estão morrendo?”.( http://ronaldonezo.com/2011/09/08/os-blogs-estao-morrendo/).

O jornalista tem uma incrível habilidade com as palavras e uma capacidade de reflexão admirável. Não foi diferente com esse texto.

Segundo ele, o “fôlego” dos blogs não é mais o mesmo de alguns anos atrás, parte por causa das redes sociais; e o Facebook, sem dúvida, é um dos responsáveis por esse “fenômeno”.

Entretanto, no final do seu artigo, Nezo responde à pergunta-título do seu artigo e argumenta que, apesar dessa aparente “fuga” dos leitores, os diários pessoais virtuais “ganharam novas funções” e “permitem a publicação de textos mais elaborados, reflexões e principalmente para debates especializados em determinados segmentos.”

Por isso, em sua opinião, os blogs não estão fadados à morte.

Já tinha pensado nessa questão quando li o artigo do Ronaldo Nezo, mas a reflexão do jornalista me deixou mais aliviada. Continue lendo

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“Sofá com Pipoca”

Hoje quero deixar o link de uma entrevista que concedi ao blog “Sofá com Pipoca”, da Marli Ribeiro, jornalista que escreve para o odiario.com de Londrina.

Quem tiver curiosidade – e tempo, obviamente – dê uma olhadinha e opine sobre minhas respostas e/ou dê sua opinião sobre o universo da telona.

http://blogs.odiario.com/sofacompipoca/2012/01/13/entrevista-com-lu-oliveira/

 

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