“Mas se de dia a gente briga, à noite a gente… conversa!”

Mas se de dia a gente briga, a noite a gente se ama; é que as nossas diferenças terminam no quarto, em cima da cama.

Os mais novos poderiam até alegar não conhecer a “romântica” frase acima, mas, por causa da série “Tapas e Beijos”, exibida recentemente pela Rede Globo, acho difícil alguém dizer que nunca ouviu essa “pérola”, eternizada na voz da dupla Leandro e Leonardo.

De fato, a sintonia na vida sexual é um ingrediente importante em qualquer relação afetiva. Escrevi esses dias no Face que, para mim, sexo é uma consequência. Quando ele é a causa de um momento a dois, dificilmente o relacionamento durará mais que algumas “ficadas”.

A tal da “química” faz toda a diferença; mesmo os casais que vivem junto há muito tempo precisam manter acesa a chama da libido. Nada tórrido como nos primeiros anos, mas é claro que os encontros sobre o colchão podem ser sempre prazerosos.

Entretanto, não acredito que as diferenças entre um homem e uma mulher, sejam elas por causa das contas a pagar, da educação das crianças ou do ciúme,  possam acabar no quarto, em cima da cama – ou no chão, ou no sofá, ou em cima da pia da cozinha … vai saber…

Se houver discussões  à luz do sol, daquelas que deixam o clima pesado, não será um chamego à luz da lua que vai, magicamente, resolver tudo. É muito bom comemorar a reconciliação entre quatro paredes, mas essa história de que tudo se resolve na horizontal não é tão verdadeira assim.

Talvez para o homem seja mais fácil separar as coisas, embora não se possa generalizar. De qualquer forma, a maioria dos que se enquadram na espécie masculina tem um comportamento semelhante: mesmo que o tempo tenha fechado fora do quarto, é bem natural para eles achar que um sussurro ao pé do ouvido resolva a questão.

Não sei se isso é certo, errado ou simplesmente uma característica de parte das mulheres – na qual eu me enquadro -, mas ter um encontro na “horizontal” quando algo na “vertical” nos incomoda é apenas “cumprir tabela”.

E vamos combinar que “cumprir tabela”  é chato demais.

Sexo não precisa ser só à meia-luz, com musiquinha romântica e champanhe no gelo (embora assim seja tudo de bom).  Até a famosa “rapidinha”, quando é feita com quem amamos, pode ser boa.

Mas achar que os problemas conjugais se solucionam na cama pode não ser uma escolha acertada.

Atualizado em 1º/02/12 – Bonitinhos, vou responder aos comentários e fazer nova postagem somente amanhã à tarde, ok? Beijo da “prô”!

29 comentários sobre ““Mas se de dia a gente briga, à noite a gente… conversa!”

  1. Fatima Ampessan 30 de janeiro de 2012 23:40

    Nós, mulheres, achamos que não…mas eles, homens, acham que sim. Isso porque não dão muita importância às mesmas coisas que julgamos importantes para nós.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:33

      Oi, querida! Demorei, mas finalmente vou responder aos comentários deste tema tão polêmico. Não acredito ser possível generalizar, mas acredito mesmo que a maioria de nós não aprecie resolver os problemas conjugais – sejam eles quais forem – na cama. Em breve, trarei mais postagens que discutirão a delicada – mas deliciosa – relação entre casais. Beijo!

  2. Dri 30 de janeiro de 2012 23:50

    Boa noite Lu!!! Tema provocativo, tanto por ser sobre sexo quanto por fazer pensar se já fizemos isso em algum momento por frieza ou obrigação. Ainda acredito que uma relação sexual que se baseia somente nas partes genitais nunca haverá um encontro pleno de 2 seres humanos, mas sim de 2 animais.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:35

      Oi, Dri! E sabe o que percebo? Aqui, no mundo virtual, as pessoas rapidamente se manifestam quando leem uma piada sobre sexo, uma música, uma propaganda. Mas nem todos se dispõem a tratar desse tema de forma madura, sem rodeios. Uma pena. Obrigada pela coerência do seu comentário, amada! Beijo!

  3. Vinícius Alves de Araújo 30 de janeiro de 2012 23:58

    Como toda – e boa – mulher da literatura você não poderia deixar de lado tal tema: o sexo. Aliás, o trabalha de forma criativa, não é como em uma narrativa com propósito de deixar o leitor curioso e preso ao texto, você nos mostra um outro lado, o real, o que realmente enfrentamos na vida. E nos apresenta com a elegância que você sempre ressalta ser necessário ao tocar nesses pontos.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:36

      Obrigada, Vinícius. Quero ficar atenta a essa “elegância” que você ressaltou. Sexo é um tema importante demais para ser tratado – sempre – com vulgaridade. Abraço, querido!

  4. AGNALDO 31 de janeiro de 2012 00:01

    OI, ENTENDO QUE TEMOS QUE SEPARAR, PODEMOS ATÉ BRIGAR, MAS NÃO INTERFERIR NO RELACIONAMENTO AFETIVO, TO COM RAIVA DE ALGO, MAS AMOR ACIMA DE TUDO!
    UM ABRAÇO LUCILENE.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:37

      Essa “filosofia” não é fácil de ser aplicada na vida a dois, concorda, Agnaldo? Mas é claro que, quando achamos que vale a pena, nos esforçaremos para dê certo. Abraço, querido!

  5. Denison Carlos 31 de janeiro de 2012 09:05

    Maturidade. Creio que essa seja a principal diferença entre fazer as pazes ou meramente cumprir tabela em cima da cama.

    Já ouvi muitos relatos sobre esse tipo de situação e li algumas matérias sobre o tema. Os casais mais novos tem uma propensão maior a esse tipo de comportamento. Já no caso dos casais com mais tempo de relacionamento, não é bem assim que funciona.

    Inegavelmente fazer as pazes sobre os lençóis é muito prazeroso. Contudo, não pode virar rotina, pois certamente afetará o relacionamento num futuro às vezes nem tão distante assim.

    O ideal mesmo seria não brigar, mas, em se tratando de seres humanos imperfeitos e previsíveis até certo ponto, é algo impossível.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:39

      Oi, querido! E bote “impossível” nisso. De qualquer forma, a vida a dois – dentro do quarto ou fora dele – precisa ser tratada com respeito, afinal, esse “item” é indispensável em qualquer relação, concorda? Abraço!

  6. Ronaldo 31 de janeiro de 2012 09:09

    Em breve estarei completando 25 anos de casado. Muitas já foram as “brigas” e muitas também foram as reconciliações.

    Nem todas as reconciliações acabaram, em sexo. Mas em muita conversa. Óbvio que o sexo após uma reconciliação é muito mais gostoso.

    Eu penso que os casais não devam fazer sexo, mas sim o amor. O sexo é consequência do amor existente entre o casal. O sexo, sem comprometimento, é igual ao sexo dos animais, pura e simplesmente para satisfazer a necessidade. Porque alguns ainda pensam que “lavou esta novo”. Fazer sexo por fazer, não é legal.

    Em sendo a consequência, o sexo feito com amor é diferente deste sexo praticado pelos ficantes. Os casados podem confirmar que as vezes o sexo feito com amor, começa de manhã, no café da manhã, e termina a noite com o ato em si. Isso é fazer amor.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:41

      Olá, Ronaldo! Até acredito que uma relação que comece a partir do colchão possa despertar verdadeiros sentimentos no futuro, mas concordo com você sobre o sexo começar nas pequenas atitudes. Certamente, depois de um dia de discussões e desentendimentos, o encontro na horizontal perderá a graça. Abraço!

  7. Celso 31 de janeiro de 2012 10:19

    Bom dia professora Lu….

    …. mais um tema que gera discussões .
    Acredito que homens e mulheres possam ter opiniões diferentes sobre esse assunto.
    Dizem que as mulheres têm que estar relaxadas, bem consigo mesmas para o ato sexual enquanto os homens conseguem o bem estar, relaxamento após consumado o ato.
    Resolver os problemas na cama não me parece sadio. Além do mais, com o tempo, a intensidade do desejo vai diminuindo.
    Segundo pesquisas a frequência de sexo entre o casal diminui bastante. Desde recém-casados a 1,5, 10, 15 anos de união.
    Então será que o sexo pode segurar um casamento por longo tempo …
    Eis minha dúvida….

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:42

      Oi, Celso! A sua dúvida pode ser tema de uma próxima postagem; o que acha? Penso que vá render uma boa discussão. Abraço,querido!

  8. Thaise Roth 31 de janeiro de 2012 12:24

    Eita tema bom de ser discutido hein! Gostei muito dos comentários, principalmente da Fátima que descreveu a essência da coisa. Simplesmente nós mulheres se importamos com coisas diferentes e isso não significa que o que eles se importam tem menor “significância”.

    O grande desafio na “horizontal” e saber lidar com essas diferenças, que são resolvidas na “vertical”.

    Essa história de resolver na cama também não é comigo não!
    Quer dizer o os dois podem estar ofendidos com a situação que estão passando, em alguns casos, nem estão se falando direito e de repente vão “dar um rapidinha”. Com certeza só pode ser comparado a um ato “animal” mesmo.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:43

      Oi, Thaise! Pois é… e quem não passou por isso, hein? Eu, pelo menos, algumas vezes, mas devo dizer que sempre me incomoda. E discutir sobre o que homens e mulheres valorizam em uma relação pode render uma nova postagem, hein? Beijo, querida!

  9. Andréa 31 de janeiro de 2012 20:48

    Falou e disse dona Lu! para os homens pode até ser fácil, mas eu penso da mesma forma que você.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:44

      Olá, Andréa! Obrigada por comentar! Vamos discutir mais sobre esse tema em postagens futuras, ok? Beijo!

  10. Mayara 31 de janeiro de 2012 21:54

    Oi Lú, achei bem interessante esse tema! Talvez a minha opinião seja diferente das demais aqui apresentadas, mas “viemos aqui para isso”!

    Eu concordo com você quando diz que cumprir tabela é chato demais e que nenhum problema conjugal vai ser resolvido na horizontal, mas vou expor uma outra visão sobre esse assunto…

    Digamos que eu e meu suposto marido, por conta dos problemas rotineiros de um casamento, tenhamos uma discussão daquelas que realmente magoam, onde dizemos coisas que não deveríamos ter dito e, por consequência, ouvimos coisas que jamais gostaríamos de ter ouvido.

    Aí a noite, após o jantar, cozinha arrumada, filhos dormindo, meu marido resolve começar um chamego…

    Pausa para reflexão: O mais habitual é que eu me esquive, diga que estou com dores de cabeça, me vire para o lado e procure dormir… Mas e se, num momento surpreendente, eu resolva agir diferente?

    Então eu peço ao meu marido que espere um pouco, entro no banheiro, coloco uma lingerie que ele gosta muito e volto para que possamos continuar de onde havíamos parado.

    Pensemos: Homens, em geral, não gostam de discutir, nem de se justificar e, muito menos, de nos dar razão. Se eu agir como costumeiramente as mulheres agem, no dia seguinte ele terá uma grande razão para falar mal de mim aos seus amigos, e porque não, passar a admirar suas colegas de trabalho. Mas, se eu o surpreendo, eu só corro um risco: o de ele ficar ainda mais apaixonado e agradecido pela “surpresa fora de hora”.

    Além disso, após o ato consumado, mais relaxados e com a cabeça fria, pode ser uma excelente oportunidade de pedir desculpas / desculpar e resolver o assunto que ficou pendente, ou simplesmente entender que aquela discussão não iria chegar à lugar nenhum.

    Eu sei que relacionamentos são muito complicados e que nada na vida é parecido com o que vimos em filmes e novelas, mas sempre que reflito nisso lembro-me de uma frase de uma grande amiga:

    “O maior erro das mulheres é casar acreditando que seus maridos irão mudar, e o maior erro dos homens é casar acreditando que suas esposas NÃO irão mudar.”

    Um super beijo querida!

    May

    • Denison Carlos 2 de fevereiro de 2012 09:45

      Grande May,

      Com classe e elegância, trouxe uma outra perspectiva sobre o assunto. E creio que poucas pessoas pensam assim, meramente porque nessas horas o orgulho sempre fala mais alto.

      Beijão!!!

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:46

      Oi, May! Como bem, ressaltou o Denison, foi interessante você trazer um novo olhar feminino para a discussão. Eu penso o seguinte: se o motivo do clima ruim entre o casal for algo mais simples, quase banal, uma roçadinha no pé do companheiro na hora de deitar pode até funcionar. Mas quando o problema exige uma conversa, um “olhos nos olhos’”, acho que a cama deve esperar. Beijo, querida!

  11. Rafael Hnerique 2 de fevereiro de 2012 11:30

    Sexo é satisfazer, é prazer gostoso com o seu amado. É preciso ter um bom ambiente, aproveitar aquele momento mágico no casal, é umas das muitas provas de amor com o seu parceiro. Eu sou a favor que todo mundo prove que ame o amor da sua vida.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 13:46

      Nossa, Rafael, a minha amiga lê essas declarações de amor que faz por aqui? rsrsrs Abraço, querido!

  12. Mary 2 de fevereiro de 2012 19:27

    Aqui qdo acontece uma briguinha ..
    [ muito raro ] podem ter ctza que a nt não fica
    só na conversa !! ☺

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 23:42

      Oi, Mary! Você e seu marido, hein, amiga? Nossa… se essas quatro paredes falassem… bom, melhor não… poupe-me dos detalhes tórridos!!!! rsrsrs Beijo!

  13. José Geraldo da Luz Junior 2 de fevereiro de 2012 20:04

    Embora não tenha generalizado o que achei muito prudente, quero dar minha humilde opinião: Não acho que quando após uma briga a luz do sol como citou o homem venha “procurar” a esposa, namorada enfim, seja sempre para fazer as pazes, acredito que na maioria das vezes se achando “certo” pelo ocorrido, nessa hora esta apenas querendo “amansar” a companheira e muitas vezes esperando que ela ai mais calma reconheça sua parcela de culpa e no mínimo não toque mais no assunto.
    Porem muitas dessas vezes ela também se acha certa e também com a mesma intenção se “entrega” para ver nele o mesmo resultado, e é ai que se inicia mais uma vez o CIRCULO VICIOSO , um esperando que o outro faça o que ele faria e se esquecem que cada um é um ser diferente com emoções, sentimentos e reações diferentes.
    Daí para encher a bexiga e não o copo como todos dizem e que após um tempo simplesmente transbordaria com uma única gota, a bexiga estoura e ai nem MUITO sexo, nem MUITA conversa nada alem do agir de DEUS restaurará esse sentimento.
    Mas o mais importante a se lembrar é que DEUS só age nesses casos quando os dois estão dispostos e de coração MUITO aberto para reconhecerem suas parcelas de culpa e arrepender-se diante dele.

    • Lu Oliveira 2 de fevereiro de 2012 23:43

      Olá, Junior! Antes de mais nada, seja bem-vindo à minha casa virtual! Espero que seja a primeira de muitas outras visitas, ok? E foram sábias as suas palavras; conheço alguém que ficará feliz em saber que pensa assim. Abraço!

      • José Geraldo da Luz Junior 3 de fevereiro de 2012 19:39

        A idade e experiências trazem sabedoria

    • Mary / Junior Luz 3 de fevereiro de 2012 14:15

      Oieeee amigo Junior luz , que bom ve-lo
      por aqui meu lindin ,,, bjão , Deus o abençoe
      cada dia mais ok ? //

      : M- helena :

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