Mês: setembro 2012



Pálida de Neve e os 7 bobões

Aconteceu assim: em um reino tão tão distante, em um castelo cheio de pontas com bandeiras de símbolos esquisitos, vivia um rei, o que é não é de se admirar, considerando que lá era um reino.

O rei vivia apenas com sua sem graça filha, chamada Pálida de Neve. A rainha havia dado um chute no traseiro de Sua majestade e fugido com o personal trainer. Também havia os súditos do palácio, que nem sabiam direito para que serviam na história, mas, como bons coadjuvantes, falavam meia dúzia de frases de vez em quando.

Um dia, o rei conheceu uma bela moça no baile do Porco no Tacho, que nem ficava tão tão distante assim do reino. Ela era solteira e estava doida para dar o golpe do baú. Um passinho de forró pra cá, outro pra lá, e… pronto! O rei já estava apaixonado. Três dias depois estavam na capa da revista Caras, celebrando a nova fase.

Pálida de Neve não gostou muito da novidade, mas, com era meio tonta, ficou quieta e aceitou passivamente a madrasta.

A nova rainha era muito má, o que fez os súditos pularem miudinho, principalmente quando a bonita estava de TPM. Houve uma vez que a soberana até cortou as orelhas de uma conselheira a qual sugeriu que ela estivesse acima do peso. As orelhas foram parar em uma feijoada e servida para a plebe, que preferia feijão preto a brioches.

Pois bem.

Dentre todas as maldades da madrasta de Pálida de Neve, uma das piores foi mandar o rei ver se estava na esquina. Como no reino não havia esquinas, ele nunca mais voltou e era isso mesmo que ela queria: ficar livre, leve e solta.

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Guerra dos sexos

Quem já avista com nitidez a velinha dos 40 deve se lembrar, também com a mesma nitidez, da novela Guerra dos Sexos, exibida pela Rede Globo entre os anos de 1983 e 1984. Eu, pelo menos, lembro-me com riqueza de detalhes da trama, dos atores, das cenas antológicas.

O remake desse sucesso estreia em breve, sob a batuta do autor Sílvio de Abreu. Confesso estar motivada a acompanhar novamente um folhetim global, algo que não faço há mais de 4 ou 5 anos. Mas, como dizem por aí, a expectativa é a mãe da decepção e, quem sabe, eu nem venha a me interessar pela novela.

De qualquer forma, o título é sugestivo. O fio condutor do enredo apega-se a uma disputa homérica entre dois primos, nessa nova versão interpretados pelos brilhantes Tony Ramos e Irene Ravache. É claro que, ao adaptar o texto, o autor precisou considerar todas as mudanças pelas quais homens e mulheres passaram ao longo desses quase 30 anos.

Ao ler sobre isso, comecei a refletir sobre esta história de guerra entre os sexos, afinal, é mesmo preciso que haja um vencedor? Nas relações afetivas, o que é ganhar e o que é perder?

No início de um relacionamento, seja com jovens casais ou com os nem tão jovens, os sintomas da paixão inebriam os sentidos e, como diz a Martha Medeiros, a pele ganha da razão por W.O. . Que se dane a lógica. O parceiro é eleito como a pessoa mais perfeita deste planeta e passar todas as horas do dia ao seu lado se torna um desejo quase obsessivo.

A convivência, porém, mesmo durante o namoro, faz os apaixonados perceberem que a perfeição, nem de longe, é uma característica do ser humano. Nem de lá, nem de cá.

E aí vêm as cobranças, as pequenas discussões, as implicâncias por causa da roupa ou do jeito de mastigar, as piadas infames sobre a rivalidade entre os sexos.

O que não faltam na internet e nas rodas de amigos são tiradas sobre a supremacia masculina ou feminina. Homens e mulheres, mesmo brincando, parecem sentir um prazer imenso em diminuir o companheiro. As qualidades, que antes saltavam aos olhos, dão lugar aos defeitos, esses divulgados aos quatro ventos.

Da mesma forma, teorias e mais teorias sobre o comportamento da espécie masculina e da feminina tornam-se pauta de programas matutinos e entrevistas da televisão. O que querem os homens? O que querem as mulheres? Quem pode mais?

Penso que esse espírito de competição, quando exacerbado, não contribua em nada nas relações. Somos diferentes, mas isso não quer dizer que possamos ser divididos entre melhores e piores.

Nas próximas postagens, escreverei sobre características masculinas e femininas que nos diferenciam, mas que, nem por isso, precisam nos afastar. Homens e mulheres, quando se conhecem melhor, têm muito mais chance de viver sem guerrear.

 

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A janela e o espelho

Assisti recentemente ao filme “O palhaço”, cujo diretor é o ator Selton Mello. Ele também interpreta o protagonista, que se chama Benjamim e atua no circo da família. Fiquei encantada com a maneira singela como a história é contada.

Benjamim, que durante as apresentações assume o papel do palhaço Pangaré, vive uma crise existencial porque não tem mais certeza se o ambiente circense é mesmo o seu lugar. Então resolve abandonar suas origens e sai em busca de uma nova experiência. O resultado é muito interessante.

E esses momentos de “ser ou não ser, eis a questão” atingem todos nós, vez ou outra nesta vida.

Inquietar-se com os rumos profissionais, com as relações afetivas, com os próprios desejos e vontades. Essa característica faz parte da natureza humana e pode até ser benéfica, afinal, quem não se incomoda se acomoda.

Entretanto, buscar respostas para o que aflige a nossa alma e perturba nosso coração não é tarefa fácil. E tenho percebido, principalmente a partir das minhas experiências, que, nessa busca, olhar para a espelho pode ser mais eficaz que olhar pela janela. Aliás, foi o que aconteceu com o personagem do filme.

Olhar pela janela é canalizar os situações complicadas que vivemos nos outros. Olhar pela janela é atribuir a responsabilidade pela nossas derrotas aos outros. Olhar pela janela é pensar demais nas atitudes alheias e pouco nas nossas. Olhar pela janela é se esquecer do espelho.

Há uma frase, cuja autoria desconheço, a qual diz que “quem olha pra fora, sonha; quem olha pra dentro, acorda”.

Olhar para o espelho, e não apenas pela janela, faz com que acordemos. E acordar significa mudar, tomar atitudes, rever conceitos. Olhar para o espelho é descobrir em nós mesmos o que é necessário para que a nossa vida tome novos rumos. Novos e ousados rumos, inclusive.

Tenho escrito bastante sobre a convivência e a presença – e até interferência – do outro faz parte do curso da nossa história.

O final do filme “O palhaço” é prova de que olhar pela janela não é um problema. O problema é quando se esquece de olhar para o espelho

OBS.: ACONTECEU…

Bonitinhos, aconteceu o que muitas pessoas já haviam previsto para minha vida: não tenho mais condições de responder a todos os comentários, mesmo escrevendo menos textos aqui no blog. Diversos leitores já me confidenciaram que, sem o meu retorno, perdem a vontade de me “visitar”. Entendo isso, até porque fui eu mesma que os deixei “bem acostumados”. Entretanto, a rotina que vivo atualmente está exigindo que direcione minha atenção a outros compromissos. Gostaria imensamente de continuar contando com a presença de vocês por aqui, mesmo quando eu não conseguir me manifestar por escrito. Saibam que leio com muito carinho e atenção  tudo que escrevem. Beijo da prô!

 

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Circo dos horrores

O horário eleitoral gratuito foi instituído pela lei 4.737, de 15 de julho de 1965, que criou o Código Eleitoral Brasileiro. O espaço serve para que os candidatos apresentem suas propostas aos eleitores. Entretanto, no caso dos candidatos que almejam uma cadeira na câmara municipal, o programa, principalmente o veiculado pela TV, não cumpre esse objetivo. Ele apenas serve para reforçar a tese de que pessoas absolutamente despreparadas estão sedentas por uma oportunidade de ganhar dinheiro.

Assisti ontem, pela primeira vez neste ano eleitoral, ao circo dos horrores. Há uma meia dúzia de exceções, mas predominam homens e mulheres que deixam muito claro que não têm a mínima ideia do que seja o papel do legislativo.

Rimas patéticas, slogans desgastados, acessórios ridículos (um sapo de pelúcia, um capacete e um chapéu de nordestino foram os mais gritantes), propostas incoerentes.

“Eleitor, você me conhece!” – Eu??? Capaz… nunca vi mais gordo…

“Sou pela educação” – Jura? É quem é contra, abençoado?

“Por uma Maringá mais justa” – Nossa… essa é uma das piores… como diria o Robin, “santa falta de criatividade…”

“Fiz vários projetos na área da educação, saúde, segurança” – Que coisa… não é meio óbvio ouvir isso de quem ficou lá por 4 anos?

“Sou pioneiro (ou filho de pioneiro)” – Ah, tá… e daí?

“30.000 criança” – Hum… vai dar o uniforme, mas não pode esquecer de ensinar concordância para a meninada, hein?

“Vou lutar…vou lutar… vou lutar ” – Nunca vi tantos gladiadores ao mesmo tempo…

Isso sem falar nos que prometem a construção de escolas e hospitais, por exemplo, como se um vereador tivesse o poder de comprar os sacos de cimento, contratar os pedreiros e mandar fazer por conta própria tudo que quisesse. Santo Deus…

Sei que o horário eleitoral é um direito que contempla a democracia neste país. Muitos o defendem argumentando que, se fosse extinto, apenas os partidos ricos e poderosos teriam chance.

Pode ser… mas como exigir que eleitor que encare com seriedade o processo eleitoral se muitos candidatos se comportam como palhaços?

Por falar nisso … bom, depois de assistir ao programa eleitoral e ter vontade de rir e chorar ao mesmo tempo, foi bem assim que me senti: uma verdadeira palhaça.

 

 

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Minha estreia na TV

Na próxima segunda, dia 03 de setembro, farei minha estreia na televisão. Todo todo tipo de comunicação me fascina e fiquei muito contente com o convite da Fernanda Leone, apresentadora do Destaque, para assumir um quadro semanal no programa.

Ele vai se chamar “Conviver” – com Lu Oliveira – e trará as reflexões de que tanto gosto sobre as relações humanas. Não serão conselhos, tampouco dicas. Apenas farei com os telespectadores o que faço com meus leitores: compartilhar minhas inquietações e meu amor pela vida.

O Destaque vai ao ar pela Rede Massa, a partir das 13h30. Sei que meu desempenho será avaliado, julgado e, quem sabe, até condenado. Minha experiência de 15 anos no tablado não me garante total desenvoltura em frente às câmeras, mas penso que esforço e dedicação possam garantir um bom resultado. Vamos ver como o público vai reagir.

De qualquer forma, sou grata a Deus pela oportunidade. A Fernanda Leone é uma mulher que, além de ser bonita, inteligente e competente no que faz, é generosa. Jamais me esquecerei do que ela está fazendo por mim. Também agradeço ao Marcelo Braga, diretor do programa, que teve a paciência que se deve ter com uma iniciante.

Bonitinhos, se vocês  puderem, assistam e me digam o que acharam. Preciso de avaliações sinceras para melhorar. Quer dizer… só cuidado com a sinceridade… rs

Beijo e tenham um excelente final de semana!

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