Mês: fevereiro 2015



Um quadro na Rádio Globo

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Bonitinhos, quero compartilhar uma boa notícia com vocês.

A convite do Paulo Vergueiro e do Osvaldo Sigles Jr, os quais comandam o Manhã da Globo, a partir da próxima segunda, dia 23, também farei parte da equipe.

Todas as segundas, das 10h30 às 11h, estarei no ar discutindo temas voltados à educação. Na verdade, será um quadro semanal que fará parte do programa deles.

E o mais legal: com a participação dos ouvintes!

Fiquei feliz e lisonjeada com mais essa oportunidade profissional. O universo do rádio me fascina muito!

Sou aprendiz, mas tenho certeza de que, com dedicação, poderei conquistar credibilidade.

Ainda irei “batizar” o quadro. Em breve conto por aqui.

A frequência da Rádio Globo é 960AM, mas também é possível ouvir a programação pela internet.
(

É isso, amores.

Notícia ruim se espalha rápido.

Notícia boa também!!!!

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Confete + serpentina + álcool + sexo = filhos do carnaval

carnaval

Penso que gostar – ou não – do carnaval e de tudo que faz parte do pacote da folia é um direito que nos cabe.

Há quem vibre com o desfile das escolas de samba, quem se programe para participar dos blocos de rua, quem ame seguir os trios elétricos. Ou quem sabe ainda quem deseje participar dos velhos bailes dos clubes.

E há quem prefira os dias do feriado para outros programas. Viagens em família para lugares sossegados, encontros da igreja ou simplesmente quer ficar de papo pro ar.

Um aluno me perguntou na sexta-feira se eu gosto de pular carnaval.

Disse a ele que prefiro pular a fogueira de São João. Acho as festas juninas mais legais.

Mas são escolhas. E devem ser respeitadas.

A única coisa que me inquieta ao pensar nessa festa da carne é saber que, daqui a 9 meses, nascerão os filhos do carnaval, que são as crianças concebidas em meio à mistura álcool, sexo e confete.

Vamos combinar que, mesmo com todas as campanhas promovidas pelo Ministério da Saúde nessa época, muitos homens e mulheres, na hora da farra, estão pouco se importando com a prevenção.

Então, além da propagação das doenças, vêm as gravidezes.

Quando adolescente, conheci uma jovem que engravidou no período da folia. Mas ela não tinha ideia de quem pudesse ser o pai do bebê. As opções eram diversas.

E eu tenho minhas dúvidas se histórias assim têm uma continuação feliz.

“Famílias” formadas depois de uma transa feita quem sabe até na vertical.

É só isso.

Mas, como escrevi no início, são escolhas.

E nem sempre as pessoas sabem fazer as suas…

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Juntos até que a vida os separe

recomeço

Juntos até que a morte os separe.”
Mas é a vida, afinal, o principal algoz.
Não é a morte que mata os relacionamentos.
É a vida a principal responsável por acabar com as
relações afetivas.
A morte impede o contato físico. Sepulta a possibilidade
da conversa gostosa ao fim do dia e dos planos para o futuro.
Mas mantém o sentimento. Aliás, incorpora um: a saudade.
Mas, por mais que seja difícil aceitar, a vida é ainda mais cruel.
Por quê?
Porque há casais que vivem sob o mesmo teto – e sobre a mesma cama -, mas não têm mais contato físico. Não têm mais
a conversa gostosa no fim do dia. Há casais que vivem o presente, mas não têm mais vontade de fazer planos para o futuro.
Acostumam-se com a presença do outro, mas, na ausência,
não sentem saudade. Pelo contrário: às vezes sentem até
certo alívio.
Não é a rotina que separa. Ou a falta de dinheiro. Ou os exigentes cuidados com os filhos.
O que afasta é o conformismo. Não conversar sobre o que incomoda. Não revelar os sentimentos perturbadores. O que afasta um homem e uma mulher é o jogo do “faz de conta”.
Por causa do familiares, das crianças, dos vizinhos, dos amigos, dos colegas de trabalho, da opinião da sociedade.
Cada um faz de conta que está tudo bem e “vão levando”, como dizem por aí.
Então, depois de muitas vírgulas, vem o ponto final.
E todos os ressentimentos dessa decisão.
E todo o arrependimento por não ter reconhecido que a história estava chegando ao fim. Mas que era possível recomeçar.
Recomeçar.
Essa é a palavra.
Contos de fada são chatinhos porque insistem nos tais “finais felizes”. E, se tem final, não pode ser bom.
Cada dia é um recomeço para um casal.
Porque o amor pode sim ser eterno. Mas, antes disso, precisa ser intenso.
A intensidade é que impedirá a vida de matá-lo.
O tempo será consequência…

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Professor é um perigo

professor

Professor é um perigo

Muito cuidado com ele
Se vir um por aí, fuja enquanto for possível
Proteja-se. Defenda-se

Porque o professor, ah, ele é muito perigoso
Quer estimular os alunos a pensar
A refletir

Professor é um perigo

Abusado como poucos
Leva livros pra sala de aula
Incentiva crianças e adolescentes a ler

Mesmo não sendo valorizado como merece, insiste.
Persiste. Persevera.
Porque crê na força da educação.

Professor é um perigo

Ele pode abrir seus olhos
Sua mente
Seu coração

Ele pode fazer a diferença na sua vida
Na sua história
Na sociedade

Por isso, quando vir um por aí,
não hesite.

Chame a polícia

Antes que ele saque a sua
principal arma: a vontade de ensinar.

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Minha terra tinha palmeiras… mas roubaram.

verde

Sinceramente não sei se o poeta Gonçalves Dias aprovaria o poema abaixo, mas depois dos 40 fiquei meio rebelde.
Mas rebelde com causa. Amo meu país, mas estou longe de ser ufanista.

O atual momento político-social-econômico me inspirou.

Os desmandos das autoridades (in)competentes me indignam e o cordão dos puxa-sacos me irrita.

Meu Deus… chega desta história de PT, de PSDB, de sei lá mais o quê. Como diz a piadinha que circula por aqui, se partido fosse bom seria inteiro.

Os Governos – de todas as esferas – estão pouco se importando conosco e ainda há quem fique querendo jogar confete. Quanta inocência…

Alguns militantes se assemelham ao marido que pega a mulher na cama com outro e diz para os vizinhos “eles estavam só conversando”. Cada um enxerga o que lhe é conveniente.

A propósito, a frase que mais escrevi ontem em algumas postagens do Face sobre a terrível crise na educação paranaense foi a seguinte “O Paraná está em péssimas mãos. O Brasil idem”.

É isso, bonitinhos.

Cada um usa as armas que tem.

Eu uso as palavras.

Minha terra tinha palmeiras
Onde cantava o sabiá

Mas roubaram as palmeiras
E roubaram o sabiá…

As aves aqui não mais gorjeiam
Nem têm vontade de voar

Nosso céu tinha estrelas
Nossas várzeas tinham flores
Nossos bosques tinham vida

Mas nos roubaram certos senhores

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu veja nesta nação

Um pouquinho de decência
E menos corrupção…

Mais vergonha na cara
E verba pra educação…

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