Mês: abril 2015



E agora, Josés? E agora, Marias?

pessoas

E agora, Josés?
E agora, Marias?

A festa continua,
mas vocês não foram convidados.

A luz aumentou,
o povo pagou
o responsável sumiu.

E agora, Josés?
E agora, Marias?

Vocês que têm nomes,
que são zombados pelos outros,
que não sabem fazer versos,
que não protestam…

E agora, Josés?
E agora, Marias?

Estão sem trabalho,
estão sem escola,
estão sem saúde.

A noite esfriou,
o cobertor alguém roubou.

O dinheiro não veio,
a comida não veio,
o ônibus não veio,
não veio a magia…

E bandido fugiu
e tudo mofou
e agora, Josés?
e agora, Marias?

Com a chave na mão
querem abrir o cofre,
pegar o que lhes pertence;
querem nadar no mar,
mas o mar está poluído.

E agora, Josés?
E agora, Marias?

Se vocês gritassem,
se vocês gemessem,
se vocês cobrassem
se vocês votassem (bem)

Sozinhos no escuro
no meio do povo,
sem ideologia,
sem um burrico sequer
vocês marcham, Josés e Marias!

Mas… para onde?

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Perigo! Pessoas tóxicas!

Li a expressão que serve de título para esta postagem em uma revista há poucos dias e a achei absurdamente adequada para descrever pessoas que podem ser prejudiciais à nossa vida.

Muito mais perigosas que veneno, pessoas tóxicas têm o poder de contaminar o ambiente em que vivem. Na família, na escola, no trabalho, na igreja, no clube, na balada, no parque. Não importa o lugar, tampouco a situação. Quem  tem essa característica no seu jeito de ser e de viver consegue desestruturar relações e criar conflitos.

Pessoas tóxicas comentam sobre a vida alheia com maldade e espalham fofocas. Pessoas tóxicas são invejosas e o progresso do outro as incomoda. Pessoas tóxicas são pessimistas, reclamam de tudo e de todos. Pessoas tóxicas não medem esforços se o objetivo é puxar o tapete de alguém Pessoas tóxicas não são bem-vindas, mas chegam de mansinho e às vezes se multiplicam feito erva daninha.

E o pior:  não têm cheiro ruim, como inseticidas, por exemplo. Pelo contrário. Exalam um aroma convidativo, uma ótima isca para nos deixarmos seduzir.

Não há nenhuma imagem de caveira adornando a pele de pessoas tóxicas. Não há nenhum aviso de perigo nos alertando sobre o risco que corremos ao estar perto delas.

Nem sempre será possível fugir dessa convivência, mas é possível nos blindar contra quem é nocivo à nossa história.

Contra o veneno do mal, o melhor antídoto é continuar sendo do bem.

 

 

 

 

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