Mês: fevereiro 2016



“Por você, faria isso mil vezes”

pipa

Li “O caçador de pipas”, de Khaled Hosseini, em 2007. Na época, fiz a leitura por indicação de um aluno de 15 anos e acabei adotando a obra para uma atividade do bimestre. Em tantos anos de tablado, nunca havia conseguido tanto êxito com a literatura. Cento e cinquenta adolescentes, de três turmas, foram convocados a ler. E todos leram. E todos gostaram. No final daquele ano, foi lançado o filme baseado no livro, mas o cinema não conseguiu reproduzir toda a beleza do texto de Hosseini.

E, dentre tantas reflexões e mensagens bonitas da história cujos protagonistas são Amir e Hassan, a que até hoje mexe comigo vem da frase “por você, faria isso mil vezes”.

Quem leu certamente também sente algo parecido. E, para quem não leu, fica a sugestão para conhecer.

Boa parte da trama é ambientada no Afeganistão. Tem a amizade como tema central e os terríveis conflitos do lugar como pano de fundo. No início, os personagens principais são dois garotinhos inseparáveis. Amir é filho do patrão e Hassan, do empregado. Mas muita coisa muda com o passar dos anos. Menos a lealdade de Hassan.

Lembrei-me do filme porque recentemente fiz algo por uma amiga e ele me agradeceu. Respondi “por você, faria isso mil vezes”.

E mesmo sabendo que a frase não era de minha autoria, conferi a ela muito verdade. Porque cada palavra representava exatamente o que penso da nossa relação.

É fato que, quando nos entregamos a uma amizade, vez ou outra a decepção pode bater à porta. Quem sabe façamos muito por alguém e não tenham uma atitude recíproca. Ou quem sabe alguém pode esperar algo de nós e nem sempre correspondemos.

Mas, fora essas exceções, penso que o que torna bonita e especial uma história é essa capacidade de fazer sacrifícios por aquele amigo que está precisando.

Já faz 9 anos que li “O caçador de pipas”.

Mas essa mensagem irá ficar para sempre em mim. Na minha memória e no meu coração.

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