Um projeto educacional com foco na ditadura militar

PROJETO DE BOLSONARO PARA A EDUCAÇÃO TEM COMO EIXO CENTRAL A VOLTA DO BRASIL AO ATRASO

Moral e Cívica e OSPB eram disciplinas obrigatórias na grade curricular do primeiro e segundo graus, correspondentes hoje ao fundamental e médio. Foram disciplinas criadas para estimular o que os militares entendiam por patriotismo, mas que no fundo tinham o claro objetivo de matar no ninho o debate político nas escolas, que é, historicamente, onde qualquer nação civilizada do mundo começa a forjar conceito de cidadania e onde se planta a semente da conscientização política de um povo.

Moral e Cívica e OSPB só deixaram de ser disciplinas obrigatórias nas escolas brasileiras a partir de 1993 já sob o governo Itamar Franco. Bolsonaro e seu vice, general Mourão, não se cansam de falar na criação de muitas escolas militares, como forma de militarizar o ensino no Brasil.

Enfim, estamos diante de um projeto de governo que propõe a volta do nosso país ao atraso, ao tempo em que pensar era proibido, a não ser que o pensamento fosse voltado para a preservação de valores da Caserna.

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Economista de Bolsonaro trama contra os trabalhadores

PAULO GUEDES TRAMA PARA QUE BOLSONARO POSSA DAR UM TAPA NA CARA DO POVO COM A MÃO DE MICHEL TEMER

A colunista Sona Racy, do Estadão, revela que o economista Paulo Guedes costura um acordo com o atual governo para que Michel Temer volte à carga na reforma previdenciária e tente aprová-la antes do próximo presidente assumir.
Na verdade, Guedes já conta com o ovo no fiofó da galinha e por isso faz tratativas na condição de futuro Ministro da Fazenda. A estratégia é aproveitar que Michel Temer está moribundo e pra ele, uma impopularidade a mais e uma a menos não faz diferença. Assim, eleito Bolsonaro (que Deus nos livre disso), ele sentará o tapa na cara do povo, mas usando a mão de Michel Temer.

Sonia Racy escreveu: “Paulo Guedes, na sua última conversa com investidores antes de Jair Bolsonaro pedir silêncio – aconteceu na gestora [de fundos] GPS, terça-feira. fez observação bastante significativa. Informou ser possível que o candidate do PSL, caso vença o pleito, ajude Temer a aprovar a reforma da Previdência antes do fim do ano. “Se ele fizer isso, e e bom para ele fazer isso, o avião que vamos pegar não cai na minha cabeça”, atirou, duvidando de que o sucessor de Temer, qualquer que seja, consiga votar a reforma no primeiro trimestre”.

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Depois de desdenhar, agora o Globo acha que o Pre-Sal é uma mina de ouro

“Pré-sal ,a melhor fronteira petrolífera do mundo”

É o que diz o jornal O Globo em ampla matéria sobre o Pré-Sal publicada esta semana. Mas nunca é demais lembrar o quão desdenhado pela grande mídia foi o projeto de exploração do petróleo no fundo do mar quando ele foi anunciado pelo então presidente Lula. Até chacota fizeram, como lembra o jornalista e escritor Fernando Morais, autor do best seller Chatô:

“Quando as jazidas de pré-sal foram descobertas, no governo Lula, a elite privatista brasileira fez boquinha de nojo com a notícia. Afirmava-se que a extração era muito cara, inviabilizando o preço final do produto, que a dimensão das jazidas não era tão grande quanto o governo alardeava e, de mais a mais, em menos de cinco décadas o petróleo seria substituído por outras fontes de energia. O Globo, em editorial, classificou o pré-sal como “patrimônio inútil”. Era mentira: o preço do barril de petróleo pode cair até a US$ 11 que a exploração do pré-sal continuará economicamente viável. Quem desdenha, como se sabe, quer comprar. Posto à venda depois do golpe, o pré-sal converte-se em uma mina de ouro, um rio de leite e mel”.

Mas apesar de saber que o Pre-Sal tornou-se uma mina de ouro, o governo Temer, seguindo orientação do senador tucano José Serra, conseguiu revogar  a lei da partilha, abrindo caminho para a entrega para a entrega das nossas reservas e da própria Petrobras para as grandes petroleiras internacionais. O coordenador da Federação Unica dos Petroleiros, Zé Maria Rangel, lembra que “em 2002 a Petrobrás estava em estado terminal. Quem não se lembra do afundamento da plataforma P-36, dos vazamentos na Bacia de Guanabara e no Rio Barigui? Este era o cenário da Petrobrás naquela época, uma fábrica de más notícias que desgastava sua imagem perante a opinião pública para privatizá-la. Para efeitos de comparação, em 2002 a Petrobrás correspondia por 2% do PIB. Chegamos a 2013 na marca de 13%. Todos os dias a empresa investia R$ 300 milhões em pesquisa de novas tecnologias. A Petrobrás tinha o audacioso plano de ser a quinta maior empresa de energia no mundo”.

Mas a Petrobras andou para trás na gestão de Pedro Parente que, respaldado na aprovação imoral do PL 4567  matou o futuro que o petróleo extraído em alto mar previa para o nosso país, com investimentos maciços na saúde e na educação. Nass palavras do presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, “venda de ativos neste momento da conjuntura mundial do setor petróleo é uma tremenda de uma burrice. Se não for burrice, é safadeza. E eu fico com a segunda opção em se tratando desse governo golpista”.

 

 

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Isso não vai prestar

ADEPTOS DE BOLSONARO CHAMAM PETISTAS PARA BRIGA E PRENUNCIAM UMA CAMPANHA VIOLENTA NO SEGUNDO TURNO

Num comício gigante, com um mar de gente, Fernando Haddad realizou ontem em Recife o maior evento político dessa campanha. Mas passou por um constrangimento previsível: milhares de petistas vaiaram e chamaram de golpista o candidato à reeleição ao governo de Pernambuco. Isso porque foi a negociação da cúpula do PT para apoiar Paulo Câmara, do PSB, que tirou a possibilidade do Partido dos Trabalhadores ganhar a eleição estadual com Marília Arraes. A neta do lendário Miguel Arraes (Tio Arraia, para o povo simples de Pernambuco), surgia como uma nova liderança de esquerda que despontava no Nordeste quando foi atropelada pela cúpula nacional do seu partido.

Mas o fim de semana foi marcado também pelo tom da campanha que os apoiadores de Bolsonaro propõem para o segundo turno. Os bolsonarista prenunciam com sua antecipada manifestação de ódio, um confronto perigoso. Em concentração realizada esta manhã também na capital pernambucana, eles provocaram pra valer, com paródia de um rap, cuja letra começa assim: “

“Dou para CUT pão com mortadela e para as feministas ração na tigela. As minas de direita são as top mais belas, enquanto as de esquerda têm mais pelo que cadela”.

 

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O xadrez da sucessão na hora da onça beber água

O que prepara a mídia e o centrão para a reta final da campanha? Quem mais mete medo na elite e na classe média metida a besta, Bolsonaro ou Haddad? Neste cenário de polarização entre os extremos, tudo pode acontecer. Pode acontecer a pregação maciça do voto útil em Bolsonaro,para evitar a volta do Partido dos Trabalhadores ao poder e pode haver a tentativa de , na base do não tem tu vai tu mesmo, o fortalecimento da candidatura Ciro Gomes, que mataria na visão de dos coxinhas, um “poste vermelho” e um outsider com uma cajadada só.

Ciro, pelo que tem demonstrado até agora, não aceitaria este jogo, mas também não faria qualquer ação para bloqueá-lo, pela simples razão de que o expediente do voto útil a seu favor não o obrigaria a mudar o discurso de ataque ao rentismo e ao entreguismo que Temer começou e que certamente Bolsonaro terminaria, não tanto por ele, mas porque no seu eventual governo mandaria o “Posto Ipiranga” Paulo Guedes.

As pesquisas da semana entrante serão decisivas para clarear este cenário e definir as táticas que os “alckimistas” antecipadamente derrotados , liderados por Fernando Henrique, adotarão para minimizar em seus corações o impacto de mais uma fragorosa derrota nas urnas.

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Papa alerta contra o fascismo

“ É preciso que se detecte a tempo, qualquer aumento das ideologias totalitárias”. Foi  uma advertência muito séria feita nesta manhã de domingo na Oração do Ângelus pelo Papa Francisco, que encontra-se na Lituânia.

Após celebrar missa para 100 mil fiéis, o pontífice falou sobre aqueles que “ querem submeter os mais frágeis, usar a força em qualquer de suas formas: impor um modo de pensar, uma ideologia, um discurso dominante, usar a violência ou repressão para oprimir”.

A Lituânia é o país do Báltico de maior predominância católica (80% da população) e lá o Papa Francisco deixou seu sinal de alerta contra o avanço do fascismo no mundo: “É preciso que as pessoas sensatas trabalhem para  dar a atenção delicada aos excluídos, às minorias, para que se afaste das culturas a possibilidade de aniquilar o outro, de colocar ele de lado, de continuar descartando quem nos incomoda e ameaça nossas comodidades”.

 

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Autor da facada em Bolsonaro será entrevistado

A Justiça já teria concedido autorização para entrevista com o agressor de Jair Bolsonaro a dois veículos de comunicação – Revista Veja e SBT. Não se sabe ainda quando as entrevistas serão realizadas, mas com toda certeza o conteúdo virá à tona, com o devido estardalhaço às vésperas da eleição. A Globo também está na fila, mas segundo o blogueiro Marcelo Auler, o pedido ainda não foi analisado. Mas será e com certeza a o Sistema Globo  obterá autorização  e, ágil como é seu departamento de jornalismo, é bem capaz de ouvir Adélio Bisbo antes dos concorrentes. .

O súbito interesse pela entrevista de Adélio Bispo ocrreu logo após a PF pedir prorrogação de prazo (mais 15 dias) para concluir as investigação. Informa Auler que o deputado Fernando Francischini, braço direito de Bolsonaro no Paraná, tentou bloquear as autorizações para entrevista mas não obteve êxito.Ele está preocupado com o que o preso vai dizer, preocupação que tem também o PT, já escaldado com fatos anteriores, como aquele do seqüestro do empresário Abilio Diniz em 1989.

Alguma coisa muito esquisita pode acontecer na última semana antes do primeiro turno. Os pedidos de entrevista com o homem que esfaqueou Bolsonaro  soam estranho. Não por causa da entrevista em si, mas por causa das circunstâncias e da influência que ela poderá ter no processo eleitoral.

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Propostas de Guedes aprofundam as desigualdades sociais

Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” do Bolsonaro disse que recriaria a CPMF e depois recuou ante a repercussão negativa; anunciou alíquota única de 20% de imposto de renda e em seguida também recuou, porque a proposta pegou mal assim que especialistas em questões tributárias apontaram o inevitável agravamento das desigualdades sociais que tal alíquota trazia embutido.

Mas o recuo, qualquer neófito pode perceber, é apenas estratégico, porque o candidato gritou lá do hospital que isso o faria perder votos. Mas não nos iludamos: eleito Bolsonaro, Paulo Guedes será o todo poderoso da economia , com plenos poderes para colocar em prática todos os crimes de lesa pátria que defende.

Isso teve repercussão não só no Brasil mas também no exterior. Veja o que escreveram os jornalistas Charles Alcântara e Floriano de Sá Neto, na versão em Português do El País, um dos principais jornais da Europa:

Paulo Guedes, assessor econômico do candidato Jair Bolsonaro (PSL), apresentou à sociedade brasileira diversas versões de seu plano de reforma tributária nesta quarta-feira (19). No início do dia, a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Pauloinformou em sua coluna que ele que havia proposto uma alíquota única de imposto de renda, de 20%. Ao longo da tarde, ele desmentiu a informação ao jornal O Estado de São Paulo, dizendo que iria “apenas” congelar a tarifa máxima do IR para 20%.

As duas versões, além de demonstrarem fragilidade nas propostas, têm algo em comum: aumentam o abismo entre ricos e pobres, pois aprofundam a regressividade (já alta) do nosso sistema tributário, além de não trazer benefício algum do ponto de vista fiscal. Se fosse aprovada a primeira proposta, a alíquota de quem ganha até 2.800 por mês saltaria de 7,5% para 20%, ou seja, seria quase três vezes maior. Já a segunda não melhora nem piora a vida dos que ganham menos, mas auxilia quem está no topo da pirâmide. Quem ganha acima de 4.600 reais por mês teria uma redução de 7,5 pontos percentuais. Essa redução da taxa inclui as altas rendas, como quem ganha 135.000 por mês.

As duas propostas ferem o princípio da progressividade no imposto de renda, uma das premissas da Reforma Tributária Solidária –um projeto que analisa profundamente o sistema tributário brasileiro e dos principais países do mundo, escrito por 40 especialistas no assunto. Quem ganha mais deve pagar mais, quem ganha menos, deve pagar menos. Em qualquer uma das duas, quem ganha menos gasta uma parte proporcionalmente muito maior da própria renda com impostos. Sobrando menos dinheiro no bolso do cidadão para gastar com alimentação, saúde, educação, qualidade de vida… Resultado: mais desigualdade para o Brasil e continuidade da grave crise econômica que vivemos”.

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Algo no ar, além dos aviões de carreira

2018 COM CHEIRO DE REMAKE

Nas eleições de 1989 ocorreram três episódios que foram decisivos para a derrota de Lula e a vitória de Fernando Collor de Mello, os dois que foram para o segundo turno, e vejam só, num pleito (primeiro pós-ditadura militar) em que tivemos nomes do peso de um Brizola, de um Ulisses Guimarães e de um Mário Covas. Quando Lula pintava como virtual eleito surgiram os casos Míriam Cordeiro e Sequestro Abilio Diniz (prenderam os sequestradores e os fotografaram com camisetas do PT).

Mas isso era pouco para evitar o “sapo barbudo”. A sujeira final seria feita no sábado, véspera do segundo turno, quando a Globo editou de maneira canalha, o debate entre os dois contendores, ocorrido na noite de sexta-feira. Houve equilíbrio naquele confronto, mas a edição, comandada pessoalmente pelo então editor-chefe Alberico de Sousa Cruz, que acabara de assumir no lugar de Armando Nogueira, definiu o resultado das urnas.

Eis que em 2018 estamos diante de um cenário eleitoral parecido. Não temos Lula diretamente, mas um ungido por ele que pode ganhar as eleições. E temos outro candidato outsider que, fortalecido por um atentado de que foi vítima, ameaça o país com um remake daquela desastrosa novela de 29 anos atrás .

A Globo, todo mundo sabe, não morre de amores por Bolsonaro, como morria por Collor. Mas como seu preferido Geraldo Alckmin não sai do chão, o negócio é evitar a volta do petismo ao Poder. A solução, então, é apostar suas fichas em Bolsonaro, o que autoriza Haddad e o núcleo duro da sua campanha e ficarem de olhos bem abertos.

Não é delírio imaginar que a toda poderosa possa aprontar mais uma nessa eleição presidencial. Longe de mim embarcar na onda de fake news que rola pela internet , mas a ter fundo de verdade a máxima popular de que “onde há fumaça a fogo” , não me surpreenderei se um certo Adelio Bispo de Oliveira aparecer dando entrevista lá pelo dia 5.

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