A Evo o que é de Evo e a Temer o que é de Temer

O governo Bolsonaro tenta,o que é natural que assim seja, capitalizar a prisão e extradição de Cesare Battisti. Mas é preciso que se diga que nesse caso não teve participação nenhuma. Nem na extradição e muito menos na prisão. O decreto de extradição é do antecessor, Michel Temer  e a prisão é mérito 100% da polícia de Evo Morales. Quando o ministro da Justiça Sérgio Moro foi convocado no último final de semana ao Palácio da Alvorada para ajudar o presidente a decidir o que faria com o preso, o presidente da Bolivia  já tinha decidido mandar Batisti direto para o seu país de origem. Um avião do governo italiano já taxiava no aeroporto de Roma para levantar voo rumo à América do Sul, quando Bolsonaro e Moro discutiam o que e como fazer para mandar o condenado para a prisão perpétua na Itália, de onde fugiu há mais de 30 anos.

Claro que os bolsominions que me atazanam há muito tempo  , invariavelmente com pitacos agressivos, vão espumar novamente, mas o que posso fazer? São os fatos. E se quiserem mudar um pouco o alvo de suas intolerâncias é só procurar o artigo do conceituado Elio Gaspari, na página de hoje do UOL.

 

 

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Oculum pro oculo dentem pro dente

Presidente Bolsonaro libera as armas, por decreto. Em vigor, a Lei de Talião

 

“Uma das principais funções de um Estado é impedir que nos devoremos. Não é preciso ser especialista para perceber que o poder público não tem sido competente para tal tarefa e, como consequência disso, quase 64 mil mortes violentas são registradas em um único ano. Números de zona de guerra. Ao dar o primeiro passo para flexibilização das regras para a posse de armas em casa ou no local de trabalho, Jair Bolsonaro reconhece a incapacidade de seu governo em implementar medidas para melhorar a segurança da população. Apesar de ser o cumprimento de uma promessa de campanha, também é uma declaração de que sua gestão não conseguirá resguardar o direito à vida”.

. Leonardo Sakamoto , no UOL

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É o mundo, Raimundo…

“Um espectador infeliz teve a oportunidade de entrar na arena e lutar contra o touro. Vídeo chocante mostra como o homem é repetidamente chifrado pelo animal enfurecido.

Pessoas que participavam do festival, vendo a barbaridade da cena, tentaram intervir para afastar o touro.

“Mais de 30 pessoas foram relatadas como feridas, inclusive crianças, com ferimentos em diferentes partes dos corpos”, informou o delegado Adaljis Vizcaino.

Ao comentar esse texto do site Olhar Anilai, o professor de filosofia da Unicamp, Roberto Romano, produziu um texto que deve nos levar à reflexão, não só no que concerne  às touradas, mas no caso do Brasil, com  relação aos rodeios:

“Muitas vezes não tenho coragem para assistir na TV ou filme as “façanhas” dos toureiros. E o berro das massas que deliram com as mortes dos animais. Levi Strauss tem umas frases perfeitas sobre o tema: ” do modo como tratamos os animais, ficamos sabendo o modo como tratamos os homens”. Há um livro pungente e nada piegas de Élisabeth de Fontenay, Le silence des bêtes, que deveria ser traduzido, lido e comentado nos cursos de direitos humanos, ou simplesmente de direitos, no Brasil. Não por acaso os vencedores políticos de hoje exigem a licença obrigatória à caça dos animais. Já advertia Platão (Leis) : devemos ensinar aos jovens a diferença da caça aos animais da caça aos homens. A primeira talvez seja lícita para alimento, e apenas para tal fim. A segunda é crueldade. Ocorre que os jovens aprendem a crueldade com animais como prefácio à crueldade para com outros entes humanos. Certos garotos se deliciam com rojões postos nos rabos de cachorros e gatos. O prenúncio do fascismo está aí, na raiz “inocente”. É o mundo, o mundo….se eu me chamasse Raimundo seria rima”.

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Salivação e comichão

Os empresários do setor de previdência privada já salivam e têm comichão anal com a proposta de um regime de capitalização na previdência pública.
A propósito, como fica a previdência no tripé da seguridade social criado pela Constituição Cidadã de 1988? Pelo jeito vão desvincular, passando por cima da Carta Magna, naquilo que pode ser considerado causa pétrea.

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Identificado pitaqueiro que ameaçava Juca Kfouri

Corretor de imóveis  José Emílio Joly Júnior , de Curitiba, entrava no blog do Juca Kfouri e o ameaçava até de morte, por causa das críticas do jornalista ao governo Bolsonaro.  As ameaças foram denunciadas à Delegacia de Crimes Informáticos do Paraná,  que levantou a ficha do “valentão”.  Devidamente identificado, o tal JCconselheiro , que inclusive usava o e- mail da própria esposa,  está agora na mira da Justiça. E a denúncia nem foi formalizada diretamente por Juca, mas pelo Ministério Público.

“Agora ele  terá de explicar não só suas covardes ameaças como, principalmente, o que sabe sobre helicópteros que jogavam pessoas no mar durante a ditadura. Como alguém que diz ter sido do Pelotão de Operações Especiais do exército brasileiro terá participado de alguma dessas “operações”?”, escreve Kfouri em seu blog no UOL.

Como diria o Tiririca: “Se ferrou, seu abestado!”.

 

 

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Entre a civilidade e a barbárie

A população brasileira está envelhecendo sim, porque as populações envelhecem. E com os casais tendo cada vez menos filhos, é natural que num futuro não muito distante, o número de idosos suplente o de jovens, como já ocorre em alguns países  caso da Inglaterra e da China, onde o crescimento vegetativo apresenta índices baixíssimos. Na China até parece compreensível.

Mas quando se discute no Brasil uma reforma previdenciária e se tenta suprimir benefícios de trabalhadores braçais, sobretudo do campo, aí é o caso de se perguntar se o nosso país quer trilhar o caminho da civilidade e da cidadania  ou da barbárie ?

No debate sobre a reforma da previdência, colocam os idosos pobres como peso, como se eles não merecessem ser tratados com dignidade e  como se a Constituição Cidadã não lhes garantisse o direito à vida digna e o dever do estado de bancar os custos dessa dignidade coletiva.

Se o problema é de números, como costumam alegar os neoliberais,  então vamos lá: recomponham os cofres da seguridade social, não com supressão de benefícios de miseráveis, mas com a cobrança de dívidas monstruosas de grandes grupos econômicos para com a previdência. E coloquem um fim nas renuncias fiscais que sangram em bilhões e até trilhões de reais os cofres da União.

Percebe-se no debate da reforma previdenciária  que o novo governo encaminhará ao Congresso,que  já se faz presente  o lobby de algumas castas do setor público. É o caso dos militares e do judiciário.  O comandante das Forças Armadas tem externado com freqüência o desejo da caserna de ver preservados os direitos (ou seriam privilégios?) dos militares. E não tenham dúvidas de que a farda terá tratamento especial no Congresso, onde tratamento especial deverá ter também a toga.

Quanto aos trabalhadores do campo e da cidade, eles que se defendam com a as armas que possuem. Mas que armas? Só a força de trabalho e o título de eleitor. O título terá alguma valia em 2020, mas só receberá carga mais poderosa em 2022.

 

 

 

 

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Se assim é que lhe parece…

A AGENDA QUE VAI SEGURAR A DESCRENÇA , SABE-SE LÁ, POR QUANTO TEMPO

O governo Bolsonaro vai tentar segurar seu capital político em cima de uma única agenda: a dos costumes, aí incluindo liberação das armas, redução de maioridade penal e criminalização dos movimentos sociais, além é claro, da “despetização” do país..

Isso é o que está posto, até como forma de cortina de fumaça para encobrir crimes de lesa pátria, como privatização da Caixa Econômica , Banco do Brasil, Eletrobras e Petrobras.

Claro, se você votou nele e está esperançoso, tudo bem. Isso é compreensível. Mas apenas responda para si mesmo se em algum momento, da campanha ou mesmo depois de eleito e empossado, você ouviu o presidente Bolsonaro falar de temas como distribuição de renda, redução da pobreza, combate ao crime organizado e políticas de emprego e renda?

Se falar que ouviu, tente voltar a fita porque se enganou redondamente.

Então, meu caro e minha cara, quando se fala em melhoria das condições de vida do brasileiro, não tem como alimentar essa esperança se toda a narrativa do novo governo foge dessas questões, que convenhamos, são vitais.

E não me venha com essa conversa tosca de que pensar assim é coisa de vermelho , porque não é não. Então , pode avisar à ministra Damares, que visto vermelho sim , mas também visto amarelo, verde, marrom, branco e até cor de rosa. Tá OK?

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Quando o assunto é crime organizado, o buraco é mais embaixo

O crime organizado esta recrutando jovens, com dinheiro e ameaças, para que eles reforcem a gang que aterroriza o Ceará. O presidente Bolsonaro diz que os ataques naquele estado são coisas de terrorista e  é como terrorismo que pretende tratar a questão.

A sua aliada (e quase vice) Janaína Paschoal discorda. Como professora de Direito Penal a agora deputada estadual por São Paulo, acha que o estado precisa, em primeiro lugar  blindar os adolescentes ora cooptados contra as facções criminosas e agir com inteligência nesse enfrentamento, que não é nada fácil.

Tem até menores de 13 anos sendo integrados aos grupos criminosos que incendeiam carros, prédio públicos  e dinamitam pontes. E aí surgiram algumas “inteligências” dentro do Palácio do Planalto achando que é preciso acelerar a discussão da redução da maioridade penal, como se isso e mais a liberação do porte de armas fossem resolver alguma coisa.

Ora, não precisa ser professor ou professora de Direito Penal para saber que os jovens coagidos a ingressar no crime são vítimas e assim devem ser tratadas pelo estado.  “ É imperioso que se crie uma força-tarefa, com o fim de implementar medidas que blindem os adolescentes vulneráveis”, diz Janaína, que se recusou a ser vice-presidente na chapa do candidato Bolsonaro.

 

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