Coisas do “Angorá”

TEMER ATIROU NO QUE VIU E ACERTOU NO QUE NÃO VIU. SUPREMA IRONIA: BOLSONARO FOI  A VÍTIMA DA BALA PERDIDA

A intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro é a prova definitiva de que Michel Temer quer disputar as eleições presidenciais desse ano.

O jornalista Ricardo Kotscho não tem dúvida: Temer não se atreveria a concorrer com seus índices indigentes de popularidade. Então, decidiu deixar de lado a “urgência” da reforma previdenciária e tentar uma carta decisiva. E a cartada foi justamente a intervenção, saída da cabeça branca e “brilhante” de Moreira Franco, o “Gato Angorá” conforme identificação da lista da Odebrecht.

Como tudo na vida, por pior que seja ,sempre tem um lado bom, o desvario de Michel Temer pelo menos serviu para esvaziar o discurso do belicista Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas sem Lula na disputa. Irritado com a intervenção, Bolsonaro já soltou os cachorros pra cima do governo, por tirar-lhe o pão da boca.

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Bancos pagarão festa de homenagem a Moro em Nova York

Daniela Lima informa na coluna Painel da Folha de São Paulo que o juiz Sérgio  Moro será escolhido o homem do ano em Nova York. Sete bancos pagarão  a festa, com U$ 26 mil cada cota de patrocínio. A oitava cota sairá dos cofres da Petrobras,  que o presidente Pedro Parente está esquartejando para entregar de bandeja a grande empresas petrolíferas do exterior, caso da Shell, Chevron  e  Exxon.

 

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A política em tempo de dossiês

. Cícero Catani

Começou a temporada de dossiês. O ramo cresce durante períodos pré-eleitorais e, num estado onde os políticos pouco têm a apresentar sobre si mesmos, apelam para a desconstrução dos adversários. A “vítima” da hora seria a família Barros – o ministro Ricardo Barros e sua mulher, a vice Cida Borgheti. Há facções no grupo governista revoltadas com o jeito “trator” de Barros de tenar induzir o governador Beto Richa a desocupar o trono em abril para que Cida assuma o governo e se candidate à reeleição.

O temor destas facções é que o poder se transfira com toda a força para Barros, considerado um estranho no ninho e uma ameaça inaceitável para quem, desde os tempos em que a estrela de Richa começou a subir – primeiro como prefeito de Curitiba e depois como governador – vivia em zona de conforto. Os idealizadores acreditam que um dossiê bem recheado de informações será capaz de enfraquecer os ânimos de Ricardo Barros.

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Os Marinho armam o golpe; os Fria mandam dizer que “chega de Temer!”

Ninguém conseguiu entender ainda  o que está por trás da briga iniciada neste final de semana pela família Frias com a família Marinho , ao publicar  na Folha de  São Paulo matéria sobre o contrato de exclusividade que a Globo fez com Neymar na Copa de 2014.

Por meio de uma entrevista do ex-governador carioca Antony Garotinho à TV 247, é possível a gente encontrar uma pista do que rola nos bastidores  dessa “guerra de babuínos”. Garotinho explica porque a Globo , que bateu tanto em Michel Temer, agora apóia com toda a força dos seus telejornais, a intervenção militar na segurança do Rio.

No fundo, a Globo passou a pensar em Temer como uma alternativa de poder para o futuro próximo (mais precisamente após janeiro de 2019), porque já percebeu que é fácil ter o moralmente frágil Michel Temer na palma da mão. E com apoio da Globo Temer passa a representar um perigo ainda maior do que o que já representa para o futuro do Brasil e o estado de bem-estar social definido para o país pela Constituição de 1988. Segundo alguns intérpretes da cena política brasileira, com a matéria sobre Neymar, a Folha manda um recado claro à Rede Globo: “Chega de Temer, queremos Alckmin”.  Como guerra é guerra, a Globo que se segure, porque seu telhado é de vidro.

Não é segredo pra ninguém que São Paulo não quer Temer e que tanto a Folha quanto o também poderoso Estadão, vêem em Geraldo Alckmin, o nome do centro-direita para evitar que algum candidato do campo progressista chegue novamente à presidência. Temem Lula e por isso trabalham desde sempre pela inviabilidade da candidatura do ex-presidente, com base na Lei da Ficha Limpa. Se prender for a solução, então que assim seja.

Mas e daí, se der Ciro? Ruim também. E Bolsonaro? Esse é da direita aloprada , um Collor piorado, cujo discurso é uma espécie de samba de uma nota só, pois “bandido bom é bandido morto”.

Diante de tudo isso, São Paulo, ou melhor, a Folha e o Estadão, querem Alckmin, o opus dei que o Macaco Simão promoveu a picolé de chuchu. Mas apesar de patinar nas pesquisas, o picolé tem pitencial de crescimento e o PIB paulista aposta na lógica no potencial da planta tepadeira, afinal de contas uma das dez hortaliças mais consumidas pelo brasileiro.

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Mais um duro golpe contra o ensino público

A educação brasileira sofreu mais um duro golpe: o governo do TEMERário presidente Michel decretou o fim de um dos mais importantes programas que o MEC tinha de formação e qualificação de professores para a educação básica. O PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência ) deve ser extinto no mês que vem quando 70 mil alunos de 5 mil escolas perderão suas bolsas. São bolsas de apenas R$ 400 por mês mas que apesar do valor ínfimo ajuda bastante os estudantes que optaram por se qualificar para o nobre exercício do magistério.

O PIBID será substituído por um programa de residência pedagógica, que não garante qualquer ajuda aos futuros professores. No fundo no fundo, o que o governo predador do futuro quer é a precarização da docência e, claro, o sucateamento do ensino público.

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O caráter eleitoreiro de um repasse legítimo

Numa de suas interinidades na presidência da república, o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia passou a perna no titular e sancionou ligeirinho uma lei aprovada pelo Congresso Nacional , que garante repasse de R$ 10 bilhões às santas casas brasileiras a partir desse ano. Serão repassados R$ 2 bilhões por ano até 2022. Os R$ 2 milhões que o ministro da saúde entregou  à Santa Casa de Maringá esta semana devem estar inseridos nesse  projeto de recuperação das santas casas, que prestam serviço relevante ao SUS, aliviando bastante a pressão sobre os hospitais públicos.

Nada contra o ministro Ricardo Barros divulgar o repasse, mas transformar a solenidade de entrega em palanque eleitoral é coisa que o Ministério Público deveria observar. Nunca é demais lembrar que a esposa dele, atual vice-governadora Cida Borghetti é pré-candidata a governadora , ele Ricardo disputará a reeleição para deputado federal e a filha Maria vitória irá para a reeleição à Assembleia Legislativa.

 

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Não só o Rio vive o caos da segurança. Os paranaenses que o digam

Pelo Atlas da Violência do IPEA, na frente do Rio estão outros 17 estados brasileiros, que a considerar a taxa de homicídios por 100 mil habitantes deveriam ter  sofrido intervenção federal na questão da segurança, antes da capital  do samba. Por esta e por outras razões é que especialistas em questões de segurança criticam a repentina decisão do presidente Temer de colocar a segurança da capital fluminense nas mãos do Exército.

Só a título de ilustração, lembramos que entre as cidades brasileiras mais violentas está Piraquara, na região metripolitana de Curitiba, com  87.1 homicídios por 100 mil habitantes. Some-se a essa estatística pavorosa o fato de que nosso Estado convive com cadeias abarrotadas de presos , a maioria com o triplo de detentos acima da sua capacidade. A propósito, vejam o que escreveu em seu blog o jornalista Esmael Morais, um dos blogueiros mais acessados do Paraná:

“No Paraná, a crise na segurança não é diferente da do Rio de Janeiro — embora o estardalhaço na Cidade Maravilhosa seja maior.

No Sul Maravilha, a exemplo de outras partes do país, PMs formam reiteradas vezes flagrados empurrando viaturas sem gasolina; policiais civis e militares trabalham em condições de riscos com coletes vencidos e com salários defasados (sem reajuste); a polícia técnica (IML), também desaparelhada, recentemente deixou de recolher o corpo de um jovem morto num assalto por 13 horas, na região metropolitana de Curitiba, obrigando a família velá-lo na rua“.

 

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Youssef diz que abriu mão mas confirma “clausula de sucesso” na delação premiada

Pasmem, no acordo de deleção de  Alberto Youssef  havia uma  clausula , chamada “clausula de sucesso” que dava direito ao réu  obter vantagens pecuniárias, conforme seu desempenho nos depoimentos à Lava-Jato.  Foi o que descobriu nesta sexta-feira o advogado Cristiano Zanin Martins, da defesa de Lula, durante mais um interrogatório do doleiro. Funcionaria assim, segundo o blogueiro Esmael Morais:

“Pela cláusula de performance, Yossuef tinha direito a 1/50 avos do patrimônio recuperado pela força-tarefa no Brasil e no exterior.

O delator jurou durante o depoimento que abriu mão da ‘taxa de sucesso’, mas, estranhamente, os aditivos não constavam nos autos.

Portanto, a ‘delação premiada’ literalmente é ‘premiada’. Por exemplo, se a lava jato recuperasse R$ 2 bilhões, Yossef teria direito a R$ 40 milhões.

Alberto Youssef e o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini, ambos delatores da lava jato, foram  ouvidos no caso do sítio de Atibaia (SP). Eles disseram desconhecer a realização de obras no imóvel a pedido do ex-presidente Lula”.

 

 

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Vade retro, Satanás!

A combativa jornalista Hildegard Angel, filha da lendária Zuzu, que enfrentou o regime militar por conta do desaparecimento do filho Stuart Jones, é uma carioca da gema . E tem  muitas credenciais para abordar o tema do momento, que é a intervenção militar feita por Michel Temer na segurança do Rio de Janeiro. Em artigo postado em seu blog, Hildergard não poupa críticas à Globo:

“Sabendo dessa súbita decisão de se intervir militarmente no Rio, temos que dar o devido crédito à Globo, que fomentou, através de seus veículos, esse clima de horror e insegurança na população do Rio de Janeiro, onde não parece que houve carnaval. Só crimes. No último mês todos os telejornais da emissora iniciaram com crianças mortas em tiroteios no Rio. Todos. E flagrantes de assaltos. No carnaval do Recife só tinha frevo. Da Bahia, só axé. Do Rio, só destacaram a violência”.

Pareceu que para ela era inevitável recordar a perseguição implacável da família Marinho ao governo Brizola, principalmente durante e logo após a construção do sambódromo. Todos os dias no Jornal Nacional, tinha uma notícia de que as obras da Marquês e Sapucaí corria risco de desabamento. Nunca aconteceu absolutamente nada. Pronto o sambódromo a Globo começou a satanizar os Cieps, menina dos olhos do governador e seu vice, Darcy Rbeiro,  que tinham nos Cieps, escolas (com turno e contra turno) que funcionavam embaixo das arquibancadas. O grande antropólogo Darcy Ribeiro dizia que se o Brasil não investisse pesado na educação, em 20 anos estaria consumindo grande parte de seu orçamento com presídios.

Hildegard lembra, meio que amargurada : “ Os Cieps era um projeto do visionário Darcy Ribeiro, que Brizola concretizou, e os jornalões, com grande eco da elite e da classe média, detonaram o que puderam.Findo o governo Brizola, cresceu mato nos Cieps. Foram abandonados, junto com o sonho de uma juventude carente salva das ruas e do crime, através do tempo integral na escola, até sua profissão”.

A jornalista quis dizer, e disse, como dizem todas as pessoas intelectualmente honestas, que a Globo ajudou a matar um projeto promissor de educação que se levado adiante teria como resultado hoje um Rio de Janeiro bem menos violento. E este modelo, implantado em todo o país, já teria feito do Brasul um país muito melhor, menos injusto e com pouco espaço para a potencialização da barbárie.

Hildegard Angel sabe do que está falando. E lamenta profundamente a realidade atual do seu Rio de Janeiro, onde “hoje temos aqueles menores – abandonados pela sociedade – feitos bandidos. E ninguém se lembra.

E todos reclamam disso, reclamam daquilo, mas não assumem as próprias responsabilidades, quer como mídia, quer como cidadãos. Reclamar é bom, né?”.

E então, incentivada pelo noticiário parcial da poderosa Globo, a elite carioca “distancia  a imagem de quem reclama do problema e exibe apenas seu dedo acusador”.

Hildegard lembra bem da reação da elite carioca quando Brizola e Darcy Ribeiro decidiram construir o primeiro Ciep no Panorama Palace Hotel, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, que por coincidência é onde funciona hoje a central do programa Criança Esoerança, da Globo. Dizia-se: “ “Que absurdo! Vão enfiar um monte de pivetes ao lado da casa da gente em Ipanema pra assaltar todo mundo”.

Agora o Rio está sob intervenção militar. O receio é que Temer se sinta estimulado e acabe obtendo apoio para um novo golpe, esse não mais parlamentar, mas militar mesmo.

Vade retro, satanás!

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