Centrão rima com balcão

De todos os balcões de negócio, nenhum se equipara ao Centrão, formado por PP, PR, PSD, PTB, PROS, PSC, SD, PRB, PEN, PTN, PHS e PSL. Este bloco de partidos do “toma lá, dá cá” , foi oxigenado por Eduardo Cunha para viabilizar o impeachment e agora, sob o comando do presidente Michel Temer se fechou em torno da candidatura Alckmin. Ou seja, o tucano se fortalece com quase metade de todo o tempo de televisão, mas fica comprometido até a medula pelo que há de pior na política brasileira.

O tucanato está insistindo para que Álvaro Duas desista da sua candidatura para ser vice de Alckmin. Álvaro mandou seu recado hoje em vídeo , com uma fala bem dura sobre o centrão, que até os macacos do Parque do Ingá sabe que representa o que há de pior na política brasileira.

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Temer e FHC unem o centrão e dão um nó tático na esquerda

Desmanchar o nó depende do PT que, na base do “nóis é nóis, o resto é bosta”, acirra a guerra de babuínos

O quadro político está ficando mais claro. E na medida em que clareia, assusta a esquerda, que não se emenda e por não se emendar, não se junta. A fragmentação deixa as coisas do jeitinho que o diabo gosta.

Num primeiro momento, pareceu que as articulações comandadas (por baixo do pano) por Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso tinham como objetivo isolar Ciro Gomes e Bolsonaro, exatamente pelo fato de que o TSE não liberará Lula para a disputa. Mas a estratégia era ainda mais ousada: tanto FHC quanto Temer, pensaram em alavancar a candidatura Alckmin, unindo todos os partidos do centrão em torno do PSDB, mas deixando o MDB de fora, porque manter Meirelles na disputa faz do partido do presidente uma excelente escada, ou uma ótima segunda voz , para a boa afinação da dupla.

Mas não é só isso: seria burrice matar Bolsonaro agora. Caso haja segundo turno, é um risco Alckmin disputar com Ciro Gomes ou mesmo com um petista a ser ungido por Lula. Por isso, farão tudo para manter o ex-capitão vivo, porque é um candidato fácil de derrotar no segundo turno da eleição presidencial.

Incrível como a esquerda não percebeu essa jogada até agora. Invés de se unir em torno de um nome eleitoralmente viável, decidiu partir para sessões de autofagia. A colunista política do JB, Tereza Cruvinel, captou bem a mensagem cifrada por MiSHELL e Fernando Henrique: “ O capital agora voltou a apostar tudo no tucano, depois de ensaiar até a assimilação de Bolsonaro, na busca de candidato capaz de evitar a vitória da esquerda”.

Mas Bolsonaro será preservado no primeiro turno, para ser imolado feito cordeiro no segundo. E assim será, se os partidos do campo progressista não se atentarem para a armadilha e continuarem a guerra de babuínos. Cruvinel é precisa na sua análise sobre o comportamento da esquerda, sobretudo do PT:

“A profundidade da divisão sugere que não haverá decisão antes da convenção/congresso do dia 5 de agosto, o que torna a união mais difícil”.

O fracasso das negociações de Ciro com o Centrão pode ter favorecido o grupo pró-PT, mas pode ser também que o PSB opte pela solteirice. Cada estado ficaria livre para fazer seu jogo “e seríamos mais um partido sem projeto nacional”, lamenta o líder Júlio Delgado.

O forte boato de que Lula teria convidado a candidata Manoela D’Ávila para ser sua vice não se confirmou. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) arriscou propor a chapa Lula-Ciro mas o campo está minado. O PT vai insistir no apoio do PSB, ou mesmo em sua neutralidade, para que não apóie Ciro. A esquerda subestima o novo quadro agora criado”.

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A palavra de quem é da área

“Dr. Bumbum” é apenas a ponta do “iceberg”…
A “medicina mercantil” (e aqui podemos incluir todos os profissionais da saúde que têm o mesmo “modus operandi”) age sem o alarde que ele utilizava há muito tempo, e é pouco, ou nada, incomodada pelos órgãos responsáveis pela fiscalização”.

. Paulo Roberto Donadio, no Facebook

PS: Donadio é reumatologista e um dos médicos mais conceituados de Maringá.

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Alckmin seria a continuidade de Temer

Quem manda no governo  Temer? O centrão, que tem a esmagadora maioria dos ministros. Quem manda no centrão?  Temer, chefe dos ministros desse aglomerado de partidos, que  atendem pelo nome de guerra de “Frente toma lá, dá cá”. Mas aí você se anima: está chegando ao fim, vai só até 31 de dezembro. Será? Do jeito que estão passando o trator, com total apoio do grande empresariado e do mercado financeiro, é grande a possibilidade dessa turma continuar, e agora com o batismo das urnas, o que aumenta a extensão da tragédia.

Não nos enganemos: a ordem para que os partidos do centrão interrompessem  imediatamente o namoro que vinha mantendo com a candidatura Ciro Gomes, aquele que sem papas na língua, refere-se a Temer com os maiores “elogios” possíveis –  de ladrão pra cima. Tal puxão de orelha redirecionou os Paulinho da Força, Ciro Nogueira e os Costa Neto da vida para o ninho tucano de Geraldo Alkmin, que em princípio, terá no mínimo 40% do horário eleitoral no rádio e na televisão.

Surfando na grana alta do fundo partidário (são vários partidos), o central planeja, além de fazer o presidente, aumentar de maneira significativa (e assustadora) as suas bancadas nas assembléias legislativas, Câmara Federal e Senado. De quebra, o centrão liquida a esquerda e qualquer possibilidade do Brasil recompor o estado de bem estar social que o governo predatório de MiSHELL  liquidou a golpes de insensatez e esperteza. Que Deus tenha piedade de nós.

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Se assim é que lhe parece…

     De Ruth Bolognese:
 Na eleição presidencial: Lula escreve, Ciro Gomes xinga, Meirelles paga, Alckmin insiste, Alvaro teima, Bolsonaro pira e o Centrão comanda
Na eleição estadual/governo: Cida viaja, Ratinho Jr. voa, Osmar Dias reflete e Ricardo Barros manipula
O governo municipalista da família Barros acabou na hora em que a lei eleitoral proibiu a propaganda

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A política e o tamanho da língua

. Celso Nascimento (blog Contraponto)

Alckmin, o “picolé de xuxu”, apelido que ganhou pela polidez nas palavras e por outros atributos que o tornam um “sem graça”, acabou ganhando o apoio de todos os grandes partidos nacionais e vai disputar a eleição com palanques em todos os estados, com mais da metade do tempo propaganda no horário gratuito de televisão e recursos enormes dos fundos partidário e eleitoral.

Não significa que, com tudo isso, vá ganhar a eleição – mas Alckmin já provou que, além da habilidade política, contou a seu favor o tamanho da língua dos adversários que buscavam apoio dos mesmos partidos que ele agora parece ter conquistado (falta apenas a oficialização, que deve ocorrer semana que vem) – como o DEM, o PP, e o PR, siglas que somadas ao próprio PP formam a maior bancada no Congresso Nacional.

Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL), que despontam até agora em muito melhor posição nas pesquisas, foram sendo desidratados à medida em que não continham a língua solta e demonstravam, com isso, instabilidade emocional e/ou despreparo e falta de jeito para cumprir a liturgia civilizada exigida para o exercício do mais alto cargo da República.

Ciro ataca com palavrões, como fez esta semana ao chamar uma promotora de “filha da p…”; Bolsonaro não é afeito a manifestações misóginas e homofóbicas (como demonstram a troca de cusparadas com o deputado gay Jean Willys ou pela afirmação de que não estupraria a deputada Maria do Rosário apenas por considerá-la feia, além de pregar a violência e outros métodos antidemocráticos para combater a bandidagem).

No Paraná há um político também dado a recorrer a palavras e gestos parecidos. Uma vez mandou uma plateia à m…; em mais de uma ocasião, perguntou a mulheres se elas traíam seus maridos. Da interminável lista de impropérios conhecidos também consta a vez em que mandou agricultores enfiarem faixas de protesto naquele lugar.

Nem por isso perdeu eleições.

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O centrão passa rasteira em Ciro, frita Bolsonaro e alavanca Alckmin

O centrão aplicou na esquerda um verdadeiro ipon ao fechar em bloco com a candidatura Geraldo Alckmin. Numa só cajadada, matou dois coelhos – Bolsonaro, que ficará reduzido a 8 segundo de televisão e Ciro Gomes, que ficou isolado , também sem o apoio da esquerda, hiper fragmentada e pronta para o exercício pleno da autofagia.

A coligação formada em torno do ex-governador de São Paulo por vários partidos de centro e de direita foi muito celebrada por comentaristas políticos da mídia tradicional. Merval Pereira (Globo News e CBN) está exultante. Gerson Camarotti, igualmente atuando em todos os veículos de comunicação do sistema Globo parecia sentir orgasmo ao comentar “golpe de mestre”, que pouco se fala mas vinha sendo engendrado há dias por Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

O plano deles é alavancar a candidatura de Geraldo (opus dei) Alckmin e se ele não decolar, darão um jeito de defenestrá-lo para a entrada em cena de João Dória , que na visão do “farol de Alexandria” , é o único tucano capaz de empolgar o grande público na atual conjuntura.

O pacote incluiria a manutenção da candidatura Henrique Meireles, que servirá de escada para o postulante do PSDB decolar. Temer e FHC estão juntos nessa empreitada e não se enganem, Alckmin deverá fazer duras críticas ao governo de MiSHELL, tudo combinado.

É certo que toda a grande mídia estará com Alckmin (ou Dória, se for o caso). A jogada inclui a indicação de Josué de Alencar, filho de José, que foi vice de Lula e o apoio decisivo e determinado do mercado financeiro,do agronegócio e dos evangélicos.

Agora, a chamada direita civilizada está com a faca e o queijo na mão. A estratégia tem como objetivo imediato fazer a candidatura Bolsonaro virar pó, porque tanta incapacidade discursiva só atrapalha. E se a esquerda mantiver nessa toada, de girar a roda só em torno de Lula e assim, inviabilizar uma candidatura consistente e sem impedimento legal, estará entregando o Brasil de mão beijada aos apátridas do PSDB e do centrão.

Em tempo:

O blogueiro Cícero Catani acha que o blocão (DEM, PP, PR,PRB e SD) formado em tono da candidatura Alckmin, beneficia Cida Borgheti no Paraná, onde Ricardo Barros nada de braçada.

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Parcialmente condenada ou parcialmente absolvida?

A jornalista Cláudia Cruz, beneficiária direta de boa parte da  grana que o marido Eduardo Cunha amealhou com propinas, foi absolvida pelo juiz Sérgio Moro, mas condenada a dois anos e meio pelo TRF4, podendo recorrer em liberdade.

A acusação era de lavagem de dinheiro  e ela vai poder reaver os R$ 670.000 que tem depositados num banco da Suíça porque os magistrados não reconheceram como  ilícita a origem da grana.

Para os procuradores da força-tarefa , que recorreram à segunda instância da sentença do juiz de primeira, Cláudia Cruz  cometeu o mesmo delito do marido, principalmente devido a ocultação do dinheiro em paraísos fiscais. Mas o juiz Moro considerou que a jornalista teve “participação meramente acessória” sendo portanto, “bastante plausível a alegação dela de que a gestão financeira da família era de responsabilidade do marido”.

Isso não vem ao caso.

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Unicesumar vai patrocinar o Santos F.C.

Será que o professor Wilson Matos é santista? Se não deverá torcer para o Peixe, pelo menos enquanto durar o patrocínio do Centro Univesitário Unicesumar no calção do uniforme do meu time do coração. O patrocínio máster fica para a Caixa Econômica e o das costas para a Philco. O anúncio do patrocínio da universidade privada de Maringá foi feito hoje pela diretoria do Santos Futebol Clube durante evento ocorrido pela manhã na Vila Belmiro. Foi o que informou agora há pouco o portal da Gazeta Esportiva.

 

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