Massa crítica?Pra que massa crítica?

Na escola sem partido, prevista na “Lei da Mordaça”, pode acontecer de tudo. Segundo observa o senador Cristovam Buarque,  pode acontecer, por exemplo, que “ um aluno muçulmano vai filmar um professor que diga que Deus é brasileiro. Um cristão vai filmar um professor que diga que Deus é Alá. Gays vão filmar o professor que é contra a diversidade. Quem é contra os gays vai filmar o professor que defende a diversidade”.

Que escola é essa que querem criar no Brasil?  Acho que é uma escola de abestados, de alunos sem consciência crítica, que não questionam,  que não pensam e que por isso mesmo , são meros candidatos a dar consistência à massa…de manobra.

Sem categoria
5 Comentários


Melhor nunca. E deu no que deu

Gostemos ou não do senador Cristovam Buarque, uma carta que ele mandou para a presidente Dilma em 2016 deveria servir de reflexão para a esquerda, sobretudo para o PT. O senador por Brasilia aconselhou: “A senhora já devia ter feito isso, mas nunca é tarde: vá ao Congresso e diga: “A partir de agora o meu partido é o Brasil, não é mais o PT”. Bolsonaro se apoderou dessa narrativa e chegou à presidência em 2018, coisa que nunca ninguém imaginou que pudesse acontecer.
Sem categoria
5 Comentários


Governador do Maranhão dá um chega pra lá na Lei da Mordaça

Vem do Maranhão, onde um juiz aposentado chamado Flávio Dino dá uma verdadeira lição de liberdade,  a reação mais contundente à Lei da Mordaça que o presidente eleito quer aprovar no Congresso Nacional.

O governador reeleito com quase 70% dos votos editou decreto nesta segunda-feira, que garante escolas com liberdade e sem censura, conforme prevê o artigo 206 da Constituição Cidadã. Dino , que há quatro anos desbancou a família Sarney do poder estadual, é uma das referências democráticas que o eleitorado bafejou nas urnas este ano. Seu decreto surge como uma espécie de dique de contenção à onda nazi-fascista que toma conta do país.

Tudo fica mais claro após a fomentação , pelo presidente eleito, da indústria da delação a professores, que deverão ser filmados e denunciados por alunos quando esses acharem que os mestres estão tento comportamento suspeito em suas cátedras e que merecem,portanto, serem  mandados pra Cuba ou pra Venezuela. Se o Congresso Nacional aprovar a tal lei da mordaça, o país vai entrar na era da caça às bruxas.

Aliás, a caça às bruxas já começou com o ataque feito pelo presidente Bolsonaro em vídeo, a professores da Fundação João Pinheiro, em Minas. Esta fundação é  formadora de especialistas em administração pública e os ameaçados,  que  integram seu corpo docente,  são mestres e  doutores, alguns com doutorado e pós-doutorado em importantes instituições internacionais.

O professor  de história da Unicamp, Jorge Coli, adverte que de nada adianta tentar discutir com admiradores de Bolsonaro, “porque essa admiração é feita de crença cega e foge por inteiro da racionalidade. Tudo o que ele diz está certo. Ele não erra. Se pronunciar barbaridades sobe mulheres, gays e negros, somos nós que não entendemos bem, porque ele quis dizer outra coisa, de outro jeito. Se soltar um pum, dirão que é Chanel  número 5”.

 

 

Sem categoria
14 Comentários


Moro leva sua primeira invertida

Na entrevista que concedeu ao Fantástico domingo, Sérgio Moro disse que será dele a última palavra sobre casos de corrupção no futuro governo. Enfim, ele é que decidiria quem fica e quem sai do governo, como se presidente fosse. Claro que Bolsonaro não gostou da brincadeira e tratou de começar um processo de esvaziamento do seu Posto Ipiranga-2 . De cara,  passou para o Posto Ipiranga-1, Paulo Guedes, o comando do  CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), até então  afeto à pasta que Moro ocupará a partir de janeiro.

Sem categoria
3 Comentários
 

A Globo e o sequestro da verdade histórica

E a Globo sequestrou os reféns ( Da série Apontamentos de repórter) 

. Por José Maschio
O assalto seguido de sequestro ao Banco do Brasil, em 1988 na cidade de Goioerê (PR), era, até então, o mais longo assalto com reféns no país. Com o desfecho do caso, as atenções da mídia estavam voltadas para os relatos dos reféns.
No dia seguinte, natural que todos os jornais, emissoras de rádio e TVs procurassem os reféns para depoimentos no chamado rescaldo do caso. Havia, porém, um problema: os reféns haviam desaparecido. Não se encontrava ninguém na cidade. O caso era anormal para uma cidade pequena, onde todo mundo conhecia todo mundo.
E o batalhão de jornalistas organiza uma espécie de força-tarefa _esquecidas as concorrências entre os veículos_ para encontrar os reféns desaparecidos. Colegas que tinham horários (especialmente pessoal de TV e Rádio) apertados para a transmissão de notícias já se desesperavam. Sem reféns, como fazer o rescaldo do assalto?
E quando tudo parecia perdido, em um bar, um grupo de repórteres encontra o gerente do banco. Chateado com a situação, o gerente do Banco do Brasil dá o serviço. Os reféns haviam sido, todos, levados para uma chácara pelo pessoal da TV Globo. Para a gravação de um Globo Repórter.
O gerente fornece o endereço da chácara. Os jornalistas se reúnem e resolvem seguir em comboio até a referida chácara. Lá o pessoal da produção da Globo havia preparado um café da manhã para os reféns e autoridades.
A chegada do comboio incomoda a equipe da Globo, que não pode fazer nada para impedir entrada dos repórteres. A cena mais engraçada é a entrevista do então repórter global Domingos Meirelles com o prefeito de Goioerê.
A intenção da pauta, preparada antecipadamente, era mostrar Goioerê como uma típica cidade interiorana, onde cenas de violências fossem atípicas e, portanto, chocantes. E vai lá Meirelles a questionar o prefeito. Ele quer saber como foram aqueles dias de tensão em uma cidade pacata..
O prefeito, um nissei honesto, que conhecia a história do município, responde que não foi choque nenhum, pois Goioerê tinha histórias de muitas mortes … O repórter se desespera, insiste em gravar novamente e tenta orientar o prefeito a responder de acordo com o script planejado.
A insistência do prefeito em ser fiel à história arranca risos de colegas que acompanham as gravações. A gravação é suspensa. O que a equipe de produção do Globo Repórter não sabia, ou não queria enfocar, é que Goioerê havia sido palco, entre o final dos anos 50 até meados da década de 60 do século passado, de sangrentos conflitos agrários do Paraná. Em que muitos posseiros foram mortos na disputa com grileiros.
Depois de entrevistas feitas com autoridades e reféns, o comboio de jornalistas deixa a chácara e os entrevistados com a equipe da TV Globo. Quando o Globo Repórter foi ao ar, tudo que havia sido planejado na pauta estava lá. Goioerê era uma bucólica cidadezinha do interior paranaense sacudida pela violência do assalto com reféns. E o mais surpreendente: o prefeito nissei, com um riso constrangido, a falar exatamente o que a Globo queria: a violência era uma coisa inédita na vida do município

Sem categoria
2 Comentários


Os dois “postos Ipiranga” do presidente

A gestão Bolsonaro terá como dois pilares de sustentação os “postos Ipiranga” Paulo Guedes e Sérgio Moro. O primeiro mandará na economia , estendendo seus tentáculos sobre áreas não tão afins quanto parecem, caso do trabalho.

O segundo “posto Ipiranga” é o ainda juiz Sérgio Moro, responsável pela proteção jurídica do governo, cuidando para que colegas do primeiro escalão  não escorreguem pela ladeira dos mal feitos. É aí que cabe a pergunta: como será o comportamento do segundo “posto Ipiranga” diante de denúncias  contra o primeiro, acusado  de obter vantagens econômicas em crimes de gestão temerária ou fraudulenta em fundos de pensão?

Pesa sobre Guedes também, o fato do Banco Bozano, do qual é sócio, estar sendo investigado pela Lava-Jato por envolvimento em esquemas criminosos de doleiros.

Moro conviverá com outros ministros acusados de mal feitos, mas um deles , o chefe da Casa Civil Onix Lorenzoni , envolvido em esquema de Caixa 2 , o juiz da Lava-Jato já perdoou.

Como se vê, será inevitável o super-ministro da Justiça e da Segurança se deparar com situações constrangedoras ao longo dos próximos quatro anos.

Não será nada fácil  para Moro, esperar tanto tempo por uma vaga no STF,  sem abalar sua imagem de  intransigente com a corrupção. Some-se à convivência com colegas de ministério não tão probos  quanto faria prever o discurso moralista do candidato Bolsonaro, o fato de que o combate a violência com mais violência deverá ser a tônica do próximo governo.

Estou curioso pra saber como agirá Sérgio Moro diante do uso de drones assassinos pelas forças de segurança que ele terá sob seu comando. A ordem, reproduzida pelo governador do Rio, que vai a Israel tratar do assunto em companhia de um dos filhos do presidente , é matar traficantes , “atirando na cabecinha”.

Adepto da tese de que “bandido bom é bandido preso” como  será  que o super-ministro da Justiça e da Segurança conviverá com o lema “bandido bom é bandido morto”?

Sem categoria
13 Comentários


Cores da carteira profissional vão separar os trabalhadores que tem direitos dos que não tem

O trabalhador brasileiro ainda não se deu conta do que o mundo do trabalho lhe reserva para o futuro próximo. O superministro Paulo Guedes vai absorver em seu super-ministério a pasta do trabalho, que será extinta. Uma das propostas do “Posto Ipiranga” é criar a carteira verde e amarela, aquela em que o trabalhador poderá ter emprego mas não terá direitos.

Diz o presidente eleito que o trabalhador terá os direitos constitucionais, como férias e 13º. porque isso está na Constituição, é cláusula pétrea. Mas quem garante que, na prática, a tal flexibilização dos direitos trabalhistas também não acabem rodando ? Existe Constituição num governo com pendores ditatoriais? Se a Constituição fica sob ameaça que dirá suas cláusulas pétreas.

Além da emissão da carteira de trabalho ,Guedes terá em suas mãos o seguro desemprego e a dinheirama do Fat , hoje num montante de R$ 76,8 bilhões. Se ele já quer acabar com as reservas cambiais do país para jogar na dívida pública, o que não fará com o Fundo de Assistência ao Trabalhador?

Paulo Guedes fala de boca cheia sobre os dois modelos de carteira profissional que pretende criar: a verde e amarela garantirá empregabilidade aos jovens que estão chegando agora ao mercado de trabalho; a azul, preserva o modelo tradicional, com sindicato e legislação protetiva. Alguém em sã consciência imagina que modelo de carteira terá prioridade no preenchimento de vagas em qualquer empresa ? Que chance terá o trabalhador de carteira azul na concorrência com o de carteira verde e amarela?

Na verdade , o governo Bilsonaro vai dividir o trabalhador brasileiro em duas categorias – os que terão direitos e os que não terão direitos. Os que terão, dificilmente conseguirão emprego formal; os que não terão, vão conseguir emprego com mais facilidade, mas estarão fadados a trabalhar em ambiente de total insegurança jurídica.

Este será o mundo do trabalho no Brasil do presidente Jair Messias Bolsonaro. O eleitor não soube interpretar que o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” nada mais é do que : “cada um por si e Deus por todos”.

Sem categoria
35 Comentários


Reflexão de uma manhã de domingo

Alguns amigos  questionam sempre o meu nível de tolerância ao aceitar ofensas e agressões aqui no blog . “Por que não exclui, invés de liberar certos comentários?”, advertem-me os mais incomodados  com a minha passividade . Confesso que fico meio sem saber o que responder. Ficava, porque depois de ver em vídeo uma palestra do historiador e filósofo Leandro Karnal, encontrei a resposta que buscava para indagações que eu mesmo me fazia.

Num exercício muito interessante de lógica formal ,   Karnal  me leva  à compreensão definitiva do porque eu  procuro não me sentir ofendido com aquilo que não deve me ofender : “As pessoas tem direito de dizerem o que querem. Eu só me ofendo quando concordo com elas”.

Em tempo: só evito liberar comentários ofensivos quando não me vejo em condições de descer ao nível do ofensor para respondê-lo .

Sem categoria
5 Comentários


O Brasil novo, sem dó nem piedade

                      . Por Hildegard Angel, no site Jornalistas Livres

A Caixa Econômica já avisou que não assina mais nenhum contrato do programa Minha Casa Minha Vida este ano. É o Brasil Novo sem dó nem piedade.

A mídia corporativa faz cara de paisagem, como se não tivesse nada a ver com esse quadro de pré barbárie que estamos vivendo, de obscurantismo e patrulhamento ideológico e moral. Mas ela foi, e é, a principal responsável. Até porque foi ela que liderou, desde o início, essa campanha de ódio, que se disseminou como bactéria, causando um quadro de septicemia generalizada em nosso povo, dificultando e distorcendo sua percepção da realidade.

População infectada ao longo de mais de uma década por essa campanha impiedosa contra o PT, contra Lula e seus partidários, nas TVs, nos jornais e rádios e sites, atribuindo a eles todas as desgraças do país, e que acabou se estendendo por toda a classe política, até a democracia. Traçaram um quadro de penúria e escuridão, nos anos em que o Brasil prosperava e chegava à condição de quinta maior economia do mundo, pagava o FMI, emprestava aos Estados Unidos, saía do Mapa Mundial da Fome. Nenhum desses méritos mereciam manchete, sequer destaque no noticiário dos jornalões. Tentavam quase esconder em registros ridículos ao pé das páginas.

Ao contrário de fazer jornalismo, mentiam. E mentiam muito. São eles, sim, os precursores das fake news no Brasil. E a mais escandalosa das mentiras era a “falência da Petrobras”, em noticiário orquestrado entre “colegas” da imprensa.

A população não teve defesas para combater esse vírus maledicente, que satisfazia a interesses alheios vários, menos o nosso, o do povo. O ódio a correr pelas veias e entranhas nacionais impedia a visão real dos fatos. Nesse estado de fragilidade, o povo brasileiro não teve como reagir a novo ataque: o das fake news nas redes sociais, semeando a intolerância, o ódio, pintando seus adversários como pervertidos éticos e morais. Imprimindo no povo a convicção irreal de que o desastre desses três anos pós impeachment “foi culpa do PT”. Potencializando os erros do Partido dos Trabalhadores, muito além de seu tamanho, satanizando um bom presidente e afagando cabeças tenebrosas, ignorando seus malfeitos, passando batido ao largo de seus desvios.

Essa condução facciosa da mídia envenenou tudo o mais. O Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Federal, os profissionais liberais, que se sentiram desprestigiados. Como os médicos, chegando a recusar pacientes que não rezassem no seu credo político. O “Mais médicos”, do jeito como foi pintado pela imprensa, com ecos na oposição, atendeu e salvou vidas de milhares de brasileiros no interior. Mas a imprensa não se dignou relatar.

Para completar a ópera bufa, em que os palhaços fomos nós, fizeram vista grossa quando a extrema direita desenterrou o obsoleto fantasma do “comunismo”, quando o Muro de Berlim já caiu há 30 anos, depois da Perestroika. Aqui, para essa Ku Klux Klan tropical, o comunismo está tão vivo quanto Elvis Presley está para seus fãs abilolados.

Sem categoria
2 Comentários