O jantar do Beto e o recado (deselegante) dos Barros

. Celso Nascimento (Contraponto – Gazeta do Povo)

Além do comparecimento pífio dos deputados estaduais ditos aliados – dos 40 convites feitos, apenas 5 compareceram – o jantar de fim de ano que o governador Beto Richa oferece, tradicionalmente, ao primeiro escalão, teve um ingrediente salgado demais.

Os discursos do ministro da Saúde, Ricardo Barros, e da vice-governadora Cida Borghetti foram interpretados pelos presentes quase como um ultimato para que todos se unam em torno da candidatura dela ao governo. A fala de Ricardo Barros, tida como desnecessária e inconveniente, já que o anfitrião era o governador, desagradou ainda mais e praticamente transformou o jantar de congraçamento numa reunião oficial, de trabalho.

Já os deputados ausentes mandaram uma mensagem clara ao governador: as eleições se aproximam e se o Palácio Iguaçu não começar a dar sinais de que vai retribuir o apoio dado durante todo o governo pela bancada, cada um vai tomar seu rumo.

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É bem isso

As universidades públicas estão sofrendo o mesmo ataque que a Petrobras vem sofrendo  nos últimos anos da lava jato. Se a petrolífera foi esquartejada para ser doada, as instituições de ensino superior estão sendo desmoralizadas pela mídia para justificar a privatização e a cobrança de mensalidades.

. Leonardo Attuch (editor do pordal Brasil 247)

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Reflexão de um domingo vazio

5 vogais e 5 consoantes. Eis aí a merda feita

A classe média está na lona, mas não gosta de pobre. Grande parte dela prefere estar sempre próxima dos ricos, nos hábitos que tenta cultivar mas não consegue e no conceito, consolidado a partir de informações (pasteurizadas) dos telejornais. É essa parcela da classe média que vai às ruas defender o estado mínimo e, invariavelmente uma intervenção militar. É a mesma parcela da sociedade que, mesmo explorada, defende com unhas e dentes os valores de quem a explora. O que explica tamanha contradição? Tudo bem que a explicação não é tão simples, mas é possível entender tal posicionamento a partir de uma palavrinha de apenas cinco consoantes e cinco vogais: IGNORÂNCIA.

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Bolsonaro joga lenha na fogueira da violência contra a mulher e muitas mulheres o aplaudem

O Brazil não merece o Brasil
O Brazil ta matando o Brasil

. Da música Querelas do Brasil (Aldir Blanc e Mauricio Tapajós)

 

Uma jornalista amiga, que cobriu a passagem do presidenciável Jair Bolsonaro por Maringá, ficou perplexa com a resposta que ele deu à pergunta de uma senhora sobre programa de governo relativo à proteção da mulher, vítima freqüente da violência, principalmente doméstica. “O que pretendo fazer é armar as mulheres. Bote um revólver na mão de cada uma dessas que tem marido, namorado ou amante violento pra ver se o cara não se emenda?”. Mais espantoso ainda: a platéia , formada em sua maioria por mulheres, explodiu em aplauso.

Convenhamos, o entusiasmo demonstrado pela mulherada é tão ou mais preocupante do que a proposta absurda do pré-candidato a presidente da república. Se é com violência que ele quer combater a violência, então dá para imaginar o que poderá acontecer no Brasil caso esse energúmeno chegue lá. Só espero que a mídia não seja tão irresponsável ao ponto de potencializar esse discurso, que só tende a alimentar a cultura do medo, e por conseguinte, estimular ainda mais a violência urbana.

Não é segredo pra ninguém que a mídia, principalmente a televisão e seus programas policiais, exploram ad nauseam essa fragilidade humana, esgtimulando a sensação de insegurança e ao mesmo tempo, de uma forma de se defender também pela via da violência, como é o caso proposto pelo deputado carioca, representante máximo da direita destrambelhada.

A narrativa do crime , tal qual é feita pelos programas policiais da televisão e por falas de políticos despreparados e mentalmente comprometidos com a cultura da bala, tem consequências trágicas, mesmo no curto prazo.

Praticamente às vésperas de uma campanha presidencial, o medo parece se tornar tema de campanha e o uso da violência como antídoto à violência ganha espaço e aceitação numa sociedade atemorizada . Isso faz com que candidatos como Jair Bolsonaro cresça e concorrentes de centro-direita, como é o caso do recém eleito presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, ensaie desde já o seu discurso áspero, de disseminação do ódio ideológico.

Como as pesquisas tem mostrado que Bolsonaro cresce por encarnar o anti-Lula, o governador de São Paulo parece perceber que sem se colocar como inimigo do ex-presidente não terá chance.

Do outro lado, Lula vai para as ruas com a faca nos dentes, jogando cada vez mais lenha nessa fogueira. O resultado é a construção de um cenário de Fla x Flu para as eleições de 2018, sem que haja espaço para que os candidatos discutam um projeto de salvação nacional, que contemple, por exemplo: a retomada de agendas sociais e de desenvolvimento sustentável, a partir principalmente de investimentos maciços na educação.

Tomo o episódio da passagem de Bolsonaro por Maringá como ponto de partida para esta reflexão, por entender que se na campanha de 2018 não houver maturidade dos candidatos e mais cuidado dos eleitores na hora de se posicionarem e votarem, o Brasil pode cair numa tremenda esparrela. Não se trata de discutir nomes, mas de, a partir dos nomes postos na cena política, discutir com seriedade e compromisso com o futuro do país, projetos de um Brasil mais justo e com uma elite dirigente desapegada do patrimonialismo.
É utópico isso? Sei que é, mas como pensar na recolocação do BraSil no lugar do BraZil sem alimentar nossa utopia?

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Que o resultado final da “Mãos Limpas” nos sirva de exemplo

A corrupção deve ser combatida e os corruptos punidos com todo o rigor da lei. Isso nunca foi feito no Brasil. Mas de uns tempos para cá, vejam só a ironia, corruptos notórios (e notáveis) é que passaram a  potencializar o sentimento nacional de indignação com a roubalheira institucionalizada. E aproveitando a onda, o presidente Temer, que chegou ao poder graças a um golpe parlamentar, colocou em marcha um projeto perverso  de poder, que não precisava que ele tivesse popularidade para obter aprovação do Congresso Nacional. Sequer exigia que houvesse uma maioria parlamentar, posto que no Brasil dos nossos tempos , base parlamentar não se conquista com projeto de governo, mas se compra, como ficou provado em episódios como o da reforma trabalhista e o do arquivamento da primeira e da segunda denúncia contra o próprio presidente da república.

O resultado disso é trágico. Por conta do clima de indignação coletiva com a corrupção endêmica, vieram a aprovação de propostas nefastas como  a da terceirização , inclusive de atividades fins, e  da reforma trabalhista e do congelamento de gastos públicos por 20 anos, o que implica desmontar criminosamente aquela rede de proteção social prevista na Constituição Cidadã de 1988. Vale lembrar que a reforma da previdência, que se insere nesse rol de crimes de lesa pátria cometidos sistematicamente  pelo governo TEMERário, está na ponta da agulha, pronta para passar pela Câmara mediante promessas de mais liberação de bilhões de reais para deputados e lideranças empenhadas no processo de cooptação.

Ninguém nega a importância histórica da Lava-Jato no combate à corrupção no nosso país. Mas a operação comandada pela “república de Curitiba” anda fazendo água, devido principalmente a sua partidarização e transformação de boa parte de suas ações em espetáculos midiáticos. Muita agente adora fazer comparações e traçar paralelos entre a Lava-Jato e a Operação Mãos Limpas da Itália. Que o exemplo da ascensão de Silvio Berlusconi ao poder nos sirva de lição.

 

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De volta aos manicômios

No governo Temer não há nada que esteja ruim que não possa piorar. Na saúde, tudo o que está ruim tende a piorar. É o que está em vias de acontecer com a  política de saúde mental, onde segundo denúncia que chegou até a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão,o ministro Ricardo Barros  implementa ações que significarão  um grande retrocesso nas técnicas e tratamento dos portadores de distúrbios mentais.

Na prática seria a reativação, com financiamento público, dos chamados manicômios, condenados em passado recente pela comunidade terapêutica. Além dos manicômios, que também atendiam pelo nome de sanatório, o governo ensaia retomar os ambulatórios, que nada mais eram de que despachadores de receitas de remédios tarja preta, que configura um atraso brutal. Com isso o Ministério da Saúde voltaria a jogar pelo ralo  rios de dinheiro, enchendo as burras de instituições privadas que atuam no setor.

Segundo denuncia o sanitarista Hêider Aurélio Pinto para viabilizar o modelo no qual só os interesses privados é quem  lucra com o sofrimento das pessoas , o governo desmonta a rede de saúde mental via desfinanciamento dos serviços existentes”.

 

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Pega na mentira

  Por Ruth Bolognese  

Se você for levado apenas pelo discurso do Palácio Iguaçu, chega a acreditar que o Paraná é uma ilha de prosperidade. Que é um estado que “fez a lição de casa” e está com as contas ajustadinhas – diferentemente do resto do Brasil.

Não é desta forma que a Secretaria do Tesouro Nacional nos enxerga. Num ranking de classificação de risco, Pará e Espírito Santo conquistaram a nota “A” – isto é, estados que apresentam perfeito equilíbrio das contas públicas, com maior capacidade de endividamento, poupança corrente e liquidez, avaliação que os colocam no topo do índice de Capacidade de Pagamento (Capag).

Já o Paraná ganhou nota “B“, no mesmo patamar de Alagoas, Ceará, Maranhão e Rondônia, por exemplo.

Na classe “C” ficaram a Bahia, o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, evidente, estão na última posição, a categoria “D“.

O ranking foi divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira

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Temer não se cansa de fazer maldade contra os pobres. Veja essa:

Governo Temer quer acabar com internet rápida para pobre. É o que denuncia o deputado distrital e presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa de Brasília, Chico Vigilante. Em artigo publicano no site 247, Vigilante informa: “ O plano maquiavélico é permitir que as teles impeçam o acesso da internet aos pobres, uma vez que o serviço passaria a custar tão caro que só a elite conseguirá ter internet rápida, de qualidade e sem bloqueios”. Isso seria  possível com a anulação de um decreto assinado pela ex-presidente Dilma Rousseff que proíbe as teles de cobrar mais dos clientes em contratos vigentes.

O marco civil da internet deverá ser alterado. Par dificultar o acesso das pessoas de baixo poder aquisitivo, o governo planeja liberar as operadoras para que elas cobrem a mais pela liberação de determinados conteúdos, a critério, claro, de cada uma delas.  Alegando razões técnicas como necessidade de banda larga, as operadoras criariam barreiras financeiras para acesso , por exemplo, ao Youtube.

Chico, que faz jus ao ao seu nome de guerra, diz estar vigilante.

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Toma lá da cá, porque as eleições estão logo ali

Olha só isso: o presidente Temer havia desautorizado um aval do governo federal para empréstimo do BID ao Paraná, no valor de R$ 764 milhões. Agora, Temer voltou atrás e decidiu dar o aval, mas com uma condição: que o governador Beto Richa garanta os votos da maioria da bancada paranaense na Câmara Federal  a favor da reforma previdenciária.

Não por acaso a negociata se deu às  vésperas do ano eleitoral de 2018, quando o governador poderá colocar a mão numa grana preta para investir nos municípios  e, podem esperar, em obras eleitoreiras.

O empréstimo ainda terá que passar pelo Senado, mas lá não encontrará resistência, a nãos ser dos senadores Requião e Gleisi Hoffmann, que certamente serão colocados na mídia regional como inimigos do Paraná.

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Duro de matar

Não tem jeito: Lula continua crescendo e na avaliação de Campos Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas, se não houver nenhum fato novo de grande impacto, o petista volta à Presidência da República em janeiro de 2019. Mas  não se preocupem os PTfóbicos porque   o fato de grande impacto  virá com certeza, não para fazer Lula cair nas pesquisas, mas para torná-lo inelegível. A esperança  é a última que morre e ela está vivinha da  silva, emitindo sinais de vitalidade a partir de Porto Alegre, onde fica o TRF4.

Ao nível do senso comum, fica difícil, quase impossível, entender esse viés de crescimento de Lula, processado, já condenado e alvo de um massacre midiático nunca antes visto. “Porque esse molusco não despenca nas pesquisas? Será que esse povo é tão idiota?”  diz-me  um antilulista convicto e hoje, bolsonarista obnubilado.  

Então prestem atenção nos cientistas políticos, que não se cansam de interpretar o fenômeno Lula, não apenas pelo seu carisma mas pelo que realizou  nos oito anos em que esteve no Palácio do Planalto. Campos Hidalgo é cirúrgico na interpretação das últimas pesquisas do Instituto DataFolha: “A consolidação de Lula em primeiro lugar, com viés muito claro de crescimento, tem a ver com dois fatores : 1º. – A operação lava-jato mostrou , para quem quis perceber, que a corrupção no Brasil não é exclusividade do PT;  2º. – Há a apercepção por parte da população de que nos dois governos Lula a vida estava melhor”.

Há outro dado na própria pesquisa DataFolha que preocupa os adversários do petista. É o fato de que se estiver fora do jogo, Lula transfere até 1/3 da sua votação para o candidato que ele apoiar. Se for preso, certamente fará desse limão uma limonada. E, na condição de vítima de um grande ardil, poderá eleger seu substituto na disputa, seja ele quem for. Prevendo a confirmação da sentença condenatória do juiz Sérgio Moro pela segunda instância, o próprio Lula trabalha (ainda que secretamente) um plano B. Quem seria o candidato ninguém sabe, a não ser o núcleo duro do PT. Mas como especular não é proibido, as especulações dão conta de que o nome mais forte é o do ex-governador baiano Jacques Wagner e depois dele, Fernando Haddad, ex-ministro da educação e ex-prefeito de São Paulo.

Até pouco tempo atrás, falava-se numa chapa Ciro Gomes-Haddad, mas Ciro andou dando umas bordoadas em Lula, culpando-o por Michel Temer estar hoje na presidência (nisso não tem como não dar razão ao ex-governador do Ceará). Isso, naturalmente, azedou o vatapá e Ciro saiu do foco. Mas como política, já dizia Magalhães Pinto, é como nuvem de verão (forma figuras diferentes  a cada momento que você olha para o céu), tudo é possível. Inclusive a retomada da  chapa Ciro-Haddad , que diga-se de passagem, é bastante qualificada.

Resumo da ópera:  Lula está , tal e qual  John McClane, duro de matar.

 

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