Loures à beira de um ataque de nervos

“O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures está no limite de explodir. É o que conta a Coluna do Estadão em sua edição desta sexta-feira.

Segundo a coluna, ao contrário da Papuda, onde tinha a companhia de outros presos e podia assistir programas de Tv, na carceragem da Polícia Federal o paranaense está isolado numa sala sem acesso a nada.

Rocha Loures só não fez ainda delação porque seu advogado, Cezar Bittencourt, é “terminantemente contra”, conta o jornal que destaca que o criminalista é de Porto Alegre assim como o ministro Eliseu Padilha, um dos principais assessores do presidente Temer”.

. Blog da Roseli Abrão

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Deputada denuncia ministro Ricardo Barros a Janot: “Tem que ser responsabilizado criminalmente por mortes na Saúde do Rio”

A deputada federal Jandira Feghali, que é médica, acaba de anunciar que entrou com representação na Procuradoria Geral da República  contra o ministro da saúde Ricardo Barros, responsabilizando-o criminalmente por mortes na saúde do Rio de Janeiro.

Barros cortou verbas de custeio do Hospital Federal de Bonsucesso e do Hospital Federal do Andaraí, que por causa disso tiveram que fechar suas emergências. Não só  esses, mas também os hospitais estaduais e municipais, conveniados do SUS, estão sem remédios e com defasagem de equipamentos e profissionais.

A situação de penúria dos hospitais públicos atinge todo o Brasil, mas a ação da parlamentar carioca é relativa ao Rio de Janeiro, em estado de calamidade também na segurança e na educação.

Ricardo Barros usa como argumento para os cortes a Emenda Constitucional 95/2016 , que instituiu o teto de gastos públicos. Em nome do teto é que a população mais carente está padecendo nas filas do SUS no Rio, em São Paulo, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e demais estados brasileiros.

Diz a deputada na ação que encaminhou diretamente ao Procurador Rodrigo Janot:

O Ministro Ricardo Barros está pensando não enquanto agente público, responsável pela garantia de direitos à população e pelo atendimento ao interesse público, mas sim como empresário, que ignora de forma patente a realidade do Estado Brasileiro e do Rio de Janeiro.

O Ministro afirma que “há excesso de pessoal alocado em locais indevidos e faltam médicos onde há demanda maior. Hoje discutimos também como substituir cerca de 600 profissionais que deixarão este ano os contratos temporários. Mas antes de iniciar as contratações, os hospitais devem se especializar. Haverá remanejamento de pessoas e assim que tivermos esse novo plano iniciaremos as contratações”

Onde estaria esse excesso de pessoal? Quanto tempo a população terá que esperar, sem qualquer possibilidade de atendimento, padecendo de risco de vida enquanto o Ministro espera por consultorias, alterações estruturais, especializações, “novo plano”? Essa espera, sem qualquer medida para garantir o atendimento no presente, não tem outra consequência que não o agravamento de modo irreversível do quadro de diversos pacientes e até a morte.

Consequentemente, o ministro tem que ser responsabilizado criminalmente pelas mortes decorrentes da sua decisão de não repor médicos nos hospitais federais do Rio e o consequente fechamento de emergências e outros setores dessas unidades”.

 

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Acham que os usuários do SUS precisam de inimigo?

Por conta do teto de gastos (lembram da PEC da morte?), o Ministério da Saúde cortou à quase metade o orçamento do  Pronto-Socorro do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo. Como conseqüência imediata,  profissionais e alunos tiveram de organizar “vaquinhas” para a compra de materiais básicos. O Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, especializado no tratamento de câncer cortou 50% das cirurgias oncológicas que fazia mensalmente.

Este é apenas um exemplo das conseqüências dramáticas  dos cortes na saúde, feitos na gestão Ricardo Barros.  Cerca de 8 milhões de brasileiros deixaram repentinamente de receber atendimento básico de saúde com o desmonte gradativo do programa Mais Médico. O  Farmácia  Popular, que beneficiava 10 milhões de pessoas com medicamentos  gratuitos  ou com desconto de até 90% foi  desativado com uma canetada.

Antes da PEC da morte  os recursos do SUS vinham crescendo com a progressão do PIB.  Os recursos gerados  pelo Pré-Sal, que estavam  sendo direcionados para a Educação e a Saúde, agora vão para as multinacionais.

A prioridade do governo hoje é cobrir despesas financeiras,  ou seja, remunerar os rentistas , sem mover uma palha para questionar os juros absurdos (e criminosos) que o  Tesouro paga aos investidores em títulos da dívida pública. A redução com despesas primárias foi de 14%, atingindo principalmente a  seguridade social que,  para piorar, está ameaçada pela reforma da Previdência.

No caso específico da saúde, o ex-ministro Alexandre Padilha, denuncia: “Há ainda o desdém com os pacientes que fazem uso do medicamento Asparaginase para tratamento de leucemia, que o Ministério da Saúde importa e distribui aos hospitais pelo Programa Prevenção e Controle do Câncer. O Ministério  mudou o fornecimeto de laboratórios dos Estados Unidos e da Alemanha para um chinês, sem licitação, e que vem causando preocupação em especialistas, já que o medicamento asiático não possui segurança e eficiência completas”.

Em artigo publicado na revista Fórum,  Padilha (não confundir com o Eliseu) adverte : “Cortes e redução de gastos na área da saúde são duplamente nocivos: não trazem resultados positivos no atendimento e muito menos na recuperação econômica. A PEC da morte de Temer faz mal à saúde e está retardando a recuperação do Brasil”.

Resumo da ópera: com um governo igual a esse, que tem um ministro da saúde chamado Ricardo Barros, os usuários do SUS não precisam de inimigo.

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Uma frente parlamentar pela defesa do estado de bem-estar social

O senador paranaense Roberto Requião, espécie de ponto fora da curva do PMDB de Temer, é o presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Soberania Nacional, lançada semana passada em Brasília. A Frente é assim definida por ele:

“A Frente que estamos constituindo hoje está aberta a todos os parlamentares que expressem uma genuína preocupação com os destinos da Nação, hoje claramente ameaçada por forças internas e externas.

Ela transcende a partidos, mas tem uma profunda marca ideológica de compromisso com a defesa da soberania nacional e com o nacionalismo.

Nacionalismo sem xenofobia.

Nacionalismo que corresponda ao padrão histórico do brasileiro comum, orgulhoso de sua miscigenação e de sua múltipla religiosidade, aberto a todas as culturas, e integrado pelo desejo comum de promover o desenvolvimento sócio-econômico do país.

Não pretendemos ser uma plataforma retórica.

Pretendemos pôr os nossos esforços a serviço da defesa da nacionalidade e da construção de uma sociedade de bem-estar social que atenda a todos os brasileiros.

Não temos inimigos, exceto aqueles que colocam o poder econômico como instrumento de subordinação da política aos interesses do mercado e dos grandes capitais.

Hoje, a maior ameaça à soberania brasileira vem da financeirização da economia, na medida em que o sistema financeiro tornou-se um meio de escravização do nosso povo através de juros escorchantes e de escassez de crédito de longo prazo.

A economia e a sociedade estão sangrando.

Pretendemos, com nossa união, acabar com isso”.

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O golpe da “ninharia”

Discretamente, muito discretamente, os presidentes de oito  partidos (PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR, PSD e PTB) fecharam um acordo ontem à noite, para avançar sobre a “bolsa da viúva”.  Eles decidiram se juntar para aprovar no Congresso Nacional um fundo de financiamento público de campanha, já para 2018. É bagatela, só R$ 3,5 bilhões, que sairá do Tesouro, uma parte, provenientes da uma excrescência chamada emenda parlamentar.

Colocam isso na conta de uma “mini reforma política”, e ainda com a cara de pau de afirmar que é bom para o país pois o montante significará metade do que foi gasto na campanha de 2014 com dinheiro de doadores privados.

O financiamento privado está, teoricamente pelo menos, proibido pelo STF e como as fontes dos propinodutos secaram, o negócio é recorrer ao dinheiro dos impostos que eu e você pagamos. Certamente pensaram que a sociedade não ia nem notar, tamanho é o volume de dinheiro que andaram circulando pelos dutos da corrupção. Diante de cifras astronômicas exaustivamente divulgadas pela mídia esses senhores, representantes máximos do fisiologismo nacional,, devem ter pensado: “Isso é ninharia,  vai parecer troco quando alguém noticiar o fato”.

 

 

 

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“Os Dias eram assim…”

O blogueiro Esmael Morais, analisando ações políticas dos irmãos Dias nos últimos três anos conclui que Osmar pode trocar a disputa do Palácio Iguaçu por uma cadeira no Senado e o irmão Álvaro, que tem mais quatro anos de mandato, desistirá da presidência da república para tentar ser governador do Paraná pela segunda vez.

Se Osmar desistir de ser governador, vai trombar com Beto Richa, que tantará o Senado, apesar do Paraná ter duas vagas em 2018. Nesse quadro, muda a correlação de forças e daí podem acontecer duas coisas: Osmar ficar pelo caminho, com Álvaro tendo prejudicada sua tentativa de voltar ao Palácio Iguaçu e Beto Richa, num confronto aberto com os Dias, ter seu desgaste aumentado e ficar sem mandato a partir de 2018, e portanto, na mira de Sérgio Moro.

Fazendo uma ligeira retrospectiva da vida partidária recente dos irmãos, Esmael Morais lembra que “Os Dias eram assim”:

“Alvaro Dias (PV) foi reeleito ao Senado graças à troca de apoio com o governador Beto Richa (PSDB). Esqueceu tudo que dissera antes do então correligionário para garantir sua continuidade em Brasília.

Agora, em 2018, as posições se invertem, mas a situação se repete.

O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Osmar Dias (PDT), irmão de Alvaro, é quem costeia o alambrado de Beto Richa, que sonha com o Senado. O pedetista quer herdar a máquina estadual para chegar ao Palácio Iguaçu.

Alvaro e Osmar, o Abel e Caim, contrariando o apelido que receberam nas planilhas da Odebrecht, juram que não disputarão um contra o outro nem se deixarão feridos na estrada. Ou seja, irão para o combate na mesma trincheira.

 

O diabo é que Alvaro patina nos 2% das intenções de voto para a Presidência da República e Osmar, depois da citação na delação da Odebrecht, despencou nas pesquisas de maneira vertiginosa.

 

Com esse quadro desfavorável, seria mais crível a candidatura de Álvaro Dias ao governo do Paraná e do mano Osmar ao Senado.

O arranjo desagrada gregos e baianos, pois as candidaturas dos irmãos Dias fecham as duas vias de composição (governo e Senado). Portanto, eles correm o risco de morrerem abraçados na estrada.

É dentro desse contexto político e de minissérie global- — “Os dias eram assim” — que os abelhudos do Centro Cívico trabalham diuturnamente na captura de materiais para o trocadilho da vida real”.

 

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Ilegal, obtuso e de tamanha sem-vergonhice…

Temer não tem a mínima condição de conduzir qualquer processo de reforma. Não tem condições intelectuais, políticas e nem  morais. Esta constatação é do insuspeito articulista da Folha de S.Paulo, Jânio de Freitas, para quem, Michel Temer “é só um fantoche, à espera de que alguém conte os seus feitos ou os silencie por dinheiro”.

E como imaginar o Congresso Nacional, com mais de uma centena de deputados e senadores envolvidos na Lava-Jato, decidir, de acordo com interesses meramente patronais, o futuro dos trabalhadores brasileiros?

É demais para a cabeça de qualquer cidadão medianamente inteligente imaginar que os acordos entre patrões e empregados possam se sobrepor às leis.

Jânio de Freitas não deixa por menos: “Isso é tão ilegal, obtuso e de tamanha sem-vergonhi­ce, que dificulta imaginar-se sua origem em gente de go­verno e do Congresso”.

Sobre a reforma da previdência, que grafa entre aspas, Jânio de Freitas comenta: “O projeto governamental de “reforma” da Previdên­cia, por sua vez, estava tão carregado de arbitrariedades e desprezo por seres huma­nos, no original do ministro da Fazenda, que foi estraça­lhado por cortes – sem, no entanto, tornar-se inteligen­te e com alguma sensatez.

Não é preciso acrescentar leviandade alguma às que mantêm a crise. E a agra­vam a cada dia.

Os dois te­mas das “reformas” não in­teressam só ao governo e à visão patronal. Revolvem a vida de uns 150 milhões de brasileiros. Ou mais.

E isso não é coisa para ser mani­pulada por Michel Temer e seu grupo de políticos, la­ranjas, intermediários, cor­ruptores e corrompidos”.

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Violência previsível, que assusta e envergonha

O Ministério Público, a Polícia, a Justiça e a própria sociedade não podem continuar tolerando a selvageria que ocorre com freqüência dentro dos estádios e fora deles, antes, durante e depois dos jogos, principalmente os clássicos.

Não dá mais para chamar de torcedores, marginais como esses que não vão aos estádios com o pretexto de torcer pelos seus times, mas na verdade vão mesmo é dispostos a brigar, a agredir e até matar torcedores de times adversários, geralmente sem que nenhum motivo tenha dado causa a tanta violência. O que aconteceu hoje do lado de fora do Couto Pereira antes da partida Coritiba x Corinthians foi um desses absurdos que não pode ficar em pune.

Bandidos travestidos de torcedores do “Coxa” armaram-se de paus e pedras para esperar os ônibus que foram de São Paulo com a torcida do Corinthians para a capital do Paraná. E de maneira covarde, atacaram sem dó nem piedade. As cenas registradas por câmeras de televisão e por celulares são de assustar. Um torcedor , caído e bastante machucado, era chutado por um bando de delinquentes que, que não merecem outros destino que não o da cadeia.

Aonde estava a Polícia Militar nessa hora? Será que , conhecendo as ditas torcidas organizadas como se conhece, não dava pare prever a emboscada e montar um esquema prévio de segurança para prevenir o pior? As cenas de violência registradas hoje de manhã em frente ao Estádio Couto Pereira já correram mundo . São chocantes e envergonham os verdadeiros torcedores do Coritiba Futebol Clube.

Registre-se que fatos semelhantes tem sido recorrentes em todo o país, principalmente nas capitais entre torcidas organizadas de times da Serie-A do Campeonato Brasileiro. E são tão previsíveis, que não dá para compreender a passividade das autoridades de segurança diante de tanta violência, justamente nos locais onde o espírito esportivo deveria prevalecer, como grande incentivador da paz.

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Meu momento de ombudsman

Mesmo correndo o risco de ter meu blog tirado do ar (correr riscos faz parte da vida)  não resisto à tentação de fazer aqui o papel de ombudsman,  reproduzindo uma crítica feita ao O Diário em sua página do facebook  pelo competente jornalista José Maschio (ex-correspondente da Folha de S.Paulo no Norte do Paraná). Meu dileto amigo “Ganchão”  desmente, com argumento e dados concretos, o discurso oficial contra as universidades públicas do Paraná, que vem sendo potencializado com o claro objetivo de  desmoralizar as IES :

“Sobre os supersalários nas universidades estaduais (ou como um jornal adestrado serve ao boyzinho Richa)!
Um jornal de Maringá (PR) estampou manchete, na semana passada, em uma brigada a serviço de Beto Richa, contra as universidades estaduais, especialmente UEL e UEM.
O mote era salários além do teto constitucional nas estaduais. A argumentação falaciosa não suporta uma análise rápida, com base em dados do próprio jornal. Os salários que superam o teto constitucional representam 1,24% do universo dos professores da sete estaduais. E o Diário não explicou que esses valores acima do teto continham férias e décimo terceiro salário.
Na real, os chamados supersalários  regridem para 0,25% dos professores das universidades.
Mas o que o jornal não explicou , e nem fez questão de mostrar aos seus leitores:
– O governo Beto Richa bloqueia, sistematicamante, a contratação de professores concursados.
– Em um de seus últimos ataques, determinou (a UEL é exemplo real e do momento) a contratação, por processo seletivo, de professores temporários com um teto de 20 horas aulas.
Agora mesmo, edital da UEL para teste seletivo explicita, claramente, os salários para mestres (R$ 2.706,28) e doutores (R$ 4.104, 47) que se atreverem a enfrentar o processo seletivo.
Só em auxílio-moradia, um juiz paranaense ganha R$ 4,3 mil por mês. Sem contar que recebem 50% de abono férias, duas vezes por ano. É uma simples comparação (nem vamos citar os salários do homem contratado, o Mauro Terror, por Beto Richa para acabar com as universidades)”.
 

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