Os jornalistas perdem,a qualidade da informação fica comprometida. Pior para o país.

Entre as categorias profissionais prejudicadas com a reforma trabalhista, a dos jornalistas é a que mais perde, segundo avaliação da professora de Direito do Trabalho da UFMG, Daniela Muradas Reis.Em entrevista ao tablóide Jornalistas de Minas ela diz que a reforma tornará a profissão de jornalista completamente precária, com graves prejuízos para toda a sociedade, em conseqüência da baixa qualidade das informações produzidas pela imprensa.

Daniela é professora da Faculdade de Direito e Ciências de Minas, com mestrado e doutorado em Direito e pós-doutorado em Sociologia do Trabalho. Ao analisar a reforma trabalhista, que já é lei, ela constata que “as inconstitucionalidades são evidentes. É um absurdo atrás do outro”. Vários pontos da reforma já foram condenados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), por violarem acordos internacionais.. “Um deles é o direito de férias”, disse a professora, citando ainda a renúncia de direitos, possibilitada pela prevalência do negociado sobre o legislado. A reforma muda mais de 100 artigos da CLT, tirando o papel protetivo do Estado e deixando os trabalhadores no confronto direto com o capital . Uma irresponsabilidade criminosa, convenhamos.

Sobre a precarização do trabalho jornalístico a professora Daniela Muradas aponta como gravíssimo o chamado teletrabalho, que regulamenta o home office. “O setor da imprensa é altamente pejotizado e afetado pelo uso de novas tecnologias”, observou. “A informalidade do trabalho agora está amparada por lei e vai valer o que o mercado ditar. Num setor concentrado como esse as conseqüências serão muito grandes.”

Pode parecer que essa precarização do jornalismo não terá conseqüência nenhuma para a sociedade. Mas acreditem: o buraco é mais embaixo. Que sociedade teremos com informações transmitidas por um jornalismo descompromissado com a apuração da verdade e com a imparcialidade da notícia? Nós estamos vendo aí o estrago que os telejornais tem feito com suas coberturas direcionadas dos fatos graves da política brasileira.

O caso da reforma trabalhista foi emblemático. A mídia eletrônica conseguiu fazer uma lavagem cerebral coletiva de tal dimensão, que hoje boa parte das vítimas da lei recém-sancionada, acha que ficar bom pra elas. E essa letargia terá conseqüências diretas na votação da reforma previdenciária, que é tudo o que o governo quer. E aí você perguntaria: como a Globo é parcial se está detonando o Temer? Está por uma razão facilmente perceptível. Temer não atende mais aos interesses da elite brasileira, porque não conseguirá entregar tudo o que prometeu quando do golpe do impeachment.

A Globo aposta em Rodrigo Maia que, uma vez na cadeira de presidente, fará com mais competência e condições políticas o serviço sujo, que inclui também o adiamento das eleições de 2018, caso Lula não se torne inelegível e continue ameaçando voltar, pelo voto direto, ao Palácio do Planalto. Simples assim.

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7 comentários sobre “Os jornalistas perdem,a qualidade da informação fica comprometida. Pior para o país.

  1. maria celia de resende zanatta 17 de julho de 2017 11:09

    Messias, o tempo vai mostrar os benefícios da reforma trabalhista. Desprenda-se das teorias insípidas e marxistas e tenha um olhar realista, empático como empregador e como empregado.
    Férias fracionadas convém a ambos em várias situações. Que o diga as mães que precisam e querem estar com os filhos nas duas férias escolares anuais. Meu marido tem um comércio de produtos naturais – microempresa – e não tem férias a 14 anos. Não pode pagar mais de um funcionário. Os impostos e taxas não permitem. Recentemente teve uma funcionária com filho pequeno que ficou 3 semanas sem trabalhar para cuidar do filho doente. Recebeu todos os dias que não trabalhou. Tem mulheres que têm 2, 3 filhos sequenciais. Licença gestação, licença para amamentar, atestados e mais atestados… Tem que ver o lado do patrão. Existem dois lados e a utopia de que todo patrão é burguês é apenas uma utopia de aloprados esquerdistas. E, para finalizar, sabe quem quer o regime socialista/comunista? Os aloprados. Pobres, principalmente os pobres, querem viver, sonhar, ser feliz com o que tem e o que não tem, mas um dia espera ter. Porque nos regimes socialistas/comunistas os gestores estadistas e os militares têm tudo, enquanto a massa não pode nem sonhar, que dirá comer, vestir, possuir o que quiser ou puder ter.

    • Hudson 19 de julho de 2017 15:21

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Como a ignorância é triste! Nunca leu uma bula de remédio, com toda certeza!

  2. Sergio 17 de julho de 2017 11:28

    Uma vergonha esta reforma, vão tirar até o 13° salário, estamos perdidos, temos que votar em candidatos que prezam os trabalhadores e o social, aqui no Paraná temos que votar no Requião.

  3. Fábio 18 de julho de 2017 7:56

    Esta reforma viola todos os direitos não só trabalhistas como humanos.

  4. Messias Mendes 18 de julho de 2017 16:42

    Maria Célia, quando se fala em exploração do trabalhador, é injusto incluir nessa relação desigual, a pequena empresa, em cuja maioria os empregadores tem uma convivência afetiva com seu empregado. Creio que este seja o caso da empresa do seu marido. Mas a regra não é esta quando se fala em empresa de médio porte pra cima. A reforma beneficia mais esses. E não adianta dizer que não retira direitos, não , por que retira sim. Basta verificar direitinho a essência de capítulos como os do negociado sobre o legislado, o que permite gestantes e lactantes trabalharem em locais insalubres, a jornada intermitente e por aí vai. Quem critica esta reforma não são apenas esquerdistas e marxistas como você imagina. Pelo menos 60% dos ministros do TST apontam problemas sérios que a reforma provocará. Cerca de 5 mil juízes trabalhistas questionam por meio da Anamatra, a entidade deles, esta reforma, criticada até pela Organização Internacional do Trabalho. Será que é todo mundo vermelho? Será que os especialistas em Direito do Trabalho que analisam criticamente a reforma são todos neófitos na matéria?Me poupe.

  5. Ana Lucia 19 de julho de 2017 10:49

    Todos os trabalhadores do Brasil devem se posicionar contra a esse absurdo que é a reforma trabalhista a qual o único objetivo é baixar os custos da produção no país favorecendo os empresários e precarizando os salários e benefícios dos trabalhadores conquistados a tempos atrás.. Este governo não tem a mínima condição de fazer este tipo de proposta…. pois não representa a vontade do povo..

  6. Andre 19 de julho de 2017 11:49

    CONTRA A REFORMA QUE ASSASSINA A CLT. RESULTADO DE ANOS DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA. NEM UM DIREITO A MENOS!!!!

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