Nem sempre palavrão é baixaria

SE ASSIM É QUE LHE PARECE, ENTÃO VIVA O PALAVRÃO!

O palavrão revela, invariavelmente, o baixo nível de quem o profere, certo? Errado. Depende muito do contexto em que é colocado, o palavrão pode até ser chic, dar um certo glamour à expressão do pensamento. Quem haverá de dizer que não é chic um palavrão na boca de um dos maiores professores de linguística do país?

Refiro-me a Pasquale Cipro Neto, que segundo Rodrigo Casarin, do Blog Página Cinco (UOL), soltou esta durante palestra em Salvador: “O Brasil não mudou PORRA nenhuma, a coisa continua feia como há 80 anos, quando Jorge Amado publicou ‘Capitães de Areia”.

Pasquale lembra que no livro ,” Jorge retrata garotos pobres de Salvador que vivem na rua e praticam atos ilícitos para sobreviver ou se divertir, mas também precisam lidar com seus sonhos, inquietudes, desejos e frustrações”.

O quadro continua o mesmo, é apenas mais grave, mais gigantesco (e dantesco) , consideradas as devidas proporções que a miséria tomou no Brasil de lá para cá. É triste a constatação do professor Pasquale, que está coberto de razão: a elite brasileira continua perversa, e portanto, estúpida , cretina e cada vez mais hipócrita. É mesmo uma porra!

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Um comentário sobre “Nem sempre palavrão é baixaria

  1. Domingos Aparecido 13 de agosto de 2017 18:39

    O BRASIL E A IDADE MÉDIA.
    Durante muitos séculos as relíquias religiosas foi moeda de troca. Para a religião romana era sínbolo de status e trampolim para conquistar cargos e comprar indulgências (perdão dos pecados).
    Hoje, no Brasil que tem mais de 20 milhões de miseráveis e ocupa a vergonhosa posição de 78° lugar no placar da ONU no quesito IDH, vemos o país gastar bilhões de reais através da Lei Rouaneth para restaurar relíquias religiosas, patrocinar Rock in Rio, exposição de quadros de madame, etc.
    Jesus cura, liberta e dá a vida eterna.

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