Uma inveja boa, essa que devemos ter da corrupção alheia

Já pensou em ter inveja da corrupção alheia? É o que nós brasileiros devemos ter com relação ao Uruguai, onde o vice-presidente Raúl Sendic acaba de renunciar, em caráter indeclinável depois de ser pilhado com gastos excessivos no cartão corporativo.

E olhe que a renúncia não foi nem forçada pela justiça, apenas por um tribunal partidário, uma espécie de comissão de ética da Frente Ampla, partido de esquerda a que pertence o vice-presidente da república.

“Apresentei ao plenário da FA minha renúncia indeclinável à vice-presidência. Comuniquei também ao presidente Tabaré Vázquez”, anunciou  Sendic no seu twitter.

Este é um bom exemplo para que os partidos políticos do Brasil comecem a purgar seus pecados. Em nome do fortalecimento da democracia, eles estão precisando se reinventar, começando por medidas simples como esta, para promoverem em seus quadros uma espécie de autoprofilaxia.
O pontapé inicial poderia ser a aplicação da Constituição de Capistrano de Abreu, aquela de dois artigos: “Artigo 1º – todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha”!; Artigo 2º. – Revogam-se as disposições em contrário”.

Sem categoria

Um comentário sobre “Uma inveja boa, essa que devemos ter da corrupção alheia

  1. Wilson 10 de setembro de 2017 9:35

    Sim meu caro Messias, apesar de tudo o Brasil teve e tem bons políticos, sérios, honestos e preocupados com o social: Jango, Brizola, Requião, Arraes, Lula, por falar em Lula vai ai para os TuCANALHAS:

    1) Reduziu a inflação de 12,5% (2002) para 4,3% (2009) ao ano; a taxa média anual de inflação no governo Lula (6% ao ano) é menos da metade da que tivemos no governo FHC (12,5% ao ano);

    2) Aumentou o salário mínimo para o seu maior patamar em 40 anos, com um aumento real de 74% entre 2003/2010;

    3) Reduziu a relação dívida/PIB de 51,3% (2002) para 36% do PIB(2008);

    4) Acumulou um superávit comercial de US$ 252 Bilhões (2003/2010);

    5) Pagou toda a dívida com o FMI e com o Clube de Paris e o Brasil se tornou credor do FMI, algo inédito na história do país, para quem emprestou US$ 10 Bilhões; Hoje, a dívida externa líquida é negativa em US$ 65 bilhões;

    6) Reduziu o déficit público nominal de 4% do PIB (2002) para 1,9% do PIB (2008);

    7) Ampliou a capacidade de investimento do Estado; Os investimentos do governo federal e das estatais para 2009 estão previstos em R$ 90 Bilhões; Em 2010 eles estão programados para chegar a R$ 119 bilhões;

    8) Aumentou as exportações de US$ 60 Bilhões/ano (2002) para US$ 198 bilhões/ano (2008) acumulando um crescimento de 230% em 6 anos; Em 2010, as exportações deverão superar os US$ 200 bilhões, o que acontecerá pela primeira vez na história do Brasil.

    9) Aumentou as reservas internacionais líquidas de US$ 16 Bilhões (2002) para US$ 285 Bilhões (Novembro de 2010);

    10) Ampliou o Pronaf de R$ 2,5 Bilhões/ano (2002) para R$ 16 Bilhões/ano (2010);

    11) A concentração de renda e as desigualdades sociais diminuíram sensivelmente; o índice de Gini atingiu o menor patamar da História;

    12) Gerou 15 milhões de empregos formais entre 2003/2010;

    13) Reduziu o percentual da população brasileira que vive abaixo da linha de pobreza de 28% (2002) para 19% (2006), segundo o IPEA;

    14) Elevou os gastos sociais públicos para 21% do PIB;

    15) O BNDES emprestou R$ 137 Bilhões em 2009 para o setor produtivo, contra cerca de R$ 22 Bilhões em 2002;

    16) Fez o Brasil se tornar credor externo, com um saldo positivo de US$ 65 Bilhões, algo inédito na História do país;

    17) Criou programas sociais inclusivos, como o Bolsa-Família, ProUni, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, Luz Para Todos, entre outros, que beneficiaram aos pobres e miseráveis e contribuíram para melhorar a distribuição de renda;

    18) Iniciou novas grandes obras de infra-estrutura (rodovias, ferrovias, usinas hidrelétricas, etc) financiadas tanto com recursos públicos como privados. Exemplos: Usinas do Rio Madeira, Transnordestina, Ferrovia Norte-Sul, recuperação das rodovias federais, duplicação de milhares de quilômetros de rodovias;

    19) Anulou portaria do governo FHC que proibia a construção de escolas técnicas federais e iniciou a construção de dezenas de novas unidades e que foram transformadas em Institutos Superiores de Educação Tecnológica (são 214 novas escolas técnicas federais construídas entre 2003/2010);

    20) Criou o Reuni, que iniciou um novo processo de expansão das universidades públicas, aumentando consideravelmente o número de universidades, de campus e de vagas nas mesmas;

    21) Os lucros do setor produtivo cresceram quase 200% no primeiro mandato em relação ao governo FHC;

    22) Fez o Estado voltar a atuar como importante investidor da economia. Exemplos disso: a criação da BrOI, que têm 49% do seu capital nas mãos do Estado; a compra e incorporação de bancos estaduais pelo Banco do Brasil (da Nossa Caixa, do Piauí, Santa Catarina e Espírito Santo) evitando que fossem privatizados; a participação da Petrobras em 2 grandes petroquímicas nacionais (a Braskem, com 30% do capital nas mãos da Petrobras; a Ultra, com 40% do capital nas mãos da Petrobras); o aumento da participação dos bancos públicos (BNDES, CEF, BB, BNB) no fornecimento de crédito para a economia do país;

    23) Elevou o volume de crédito na economia brasileira de cerca de 23% do PIB, em 2002, para 46% do PIB, em 2010;

    24) Criação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que prevê investimentos públicos e privados de R$ 646 Bilhões entre 2007/2010; até 2013 os investimentos previstos chegam a R$ 1,14 Trilhão;

    25) Reduziu a taxa de desemprego de 10,5% (Dezembro de 2002) para 6,8% (Dezembro de 2008);

    26) Reduziu os gastos públicos com pagamento de juros da dívida pública para 5,9% do PIB (em 2008), representando uma queda de cerca de 36% quando comparado com o segundo mandato de FHC.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.