Enquanto isso, na república dos canalhas…

Por que a Globo nunca entrevista nas suas reportagens, especialistas que se contrapõem à reforma da previdência? Por que nunca ouve, por exemplo, Paulo Paim, Denise Gentil e representantes do Sindicato dos Auditores Fiscais, que vive questionando com argumentos consistentes o déficit da previdência?

Falo Globo porque é a rede nacional de televisão que domina a comunicação de massa e dita regras de comportamento no país. Mas todas seguem o mesmo diapasão. Os grandes jornais impressos e portais de notícias também ficam nesse samba de uma nota só.

Me ocorreu falar novamente nesse assunto, porque acabo de ver um vídeo interessante do senador Roberto Requião, um dos poucos parlamentares que tem criticado fortemente as tais reformas do governo TEMERário, com conhecimento de causa.

Diz Requião: “É mentira que a previdência esteja quebrada ou vá quebrar; é verdade que o governo retira recursos constitucionais da seguridade social para pagar juros da dívida publica, uma dívida que precisa ser auditada, porque os brasileiros tem o direito de conhecer a origem dela; é mentira que se a reforma não for aprovada os aposentados e pensionistas correm o risco de não receberem seus proventos já no próximo ano

” O fato concreto é que o governo continua roubando a Previdência (tira 30% do orçamento da seguridade social, via DRU) para jogar no ralo da dívida pública. É preciso liquidar a Constituição para acabar com a rede de proteção social que os constituintes montaram”.

Está cada vez mais claro que, o que se esconde por trás desse desmonte do estado de bem-estar social é o apetite voraz do mercado, ao qual esse governo ilegítimo presta vassalagem. Para encher os bolsos dos rentistas, que se refestelam e se lambuzam com os juros dos títulos da dívida pública, o governo tira justamente de quem menos tem por meio de reformas criminosas de supressão de direitos.

No bojo desse projeto de miserabilização da parcela mais pobre da população brasileira está inseria a entrega do patrimônio nacional para a iniciativa privada, capitaneada por grandes grupos internacionais. O petróleo já está indo embora, com a entrega do pré-sal. O governo quer agora privatizar cerca de 300 empresas estatais, inclusive as companhias estaduais de saneamento básico, caso da Sanepar.

Requião coloca isso como um escárnio e no caso do Paraná promete, se voltar ao Palácio do Iguaçu, engatar uma marcha-ré nesse processo criminoso de entrega das empresas estratégicas para o desenvolvimento do Estado à iniciativa privada.

Imaginem só: querem privatizar a Eletrobrás. Isso para Requião significa entregar o domínio dos nossos rios para o capital privado. No caso do Paraná, privatizar a Sanepar significa deixar sob comando de grupos econômicos as nossas bacias hidrográficas.

Também, o que esperar dessa gente , se querem vender até o Aquífero Guarani, maior reservatório de água doce do planeta, para a Nestlé e a Coca-Cola, o que mais se pode esperar dessa escumalha?

Portanto, é adequado repetir nesse momento, aquele desabafo de Tancredo Neves em 1964 quando o então presidente da Câmara Federal, Ranieri Mazzili, declarou vaga a presidência da república com João Goulart ainda em solo brasileiro: “Canalha, canalha, canalha!”.

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6 comentários sobre “Enquanto isso, na república dos canalhas…

  1. Antonio 9 de fevereiro de 2018 12:50

    Globo e Globo News são emissoras que defendem o corruto Temer.

  2. Luiz 9 de fevereiro de 2018 18:33

    Por um lado Temer está gastando milhões comprando os votos dos deputados para aprovar a Reforma da Previdência. Por outro investe pesado em um propaganda mentirosa querendo vender veneno como remédio para os trabalhadores se esse brutal ataque fosse uma “mini-reforma.

    O Ministério da Fazenda revelou que o Regime Geral de Previdência Social deixou de arrecadar R$ 57,7 bilhões com Isenções e renuncias fiscais no ano passado. Quando nós trabalhadores não pagamos os impostos ou atrasamos um pagamento e contraímos uma dívida com o governo ou com os bancos arrancam até a nossa pele. Quando um grande banqueiro ou grande empresário deve milhões e até bilhões ao governo é perdoado com isenções e renuncias fiscais. Justamente porque são esses empresários que financiam os
    políticos e que estão envolvidos com eles em grandes esquemas de corrupção. Em 10 anos, esses perdões e renuncias que o governo faz vai superar a economia pretendida com a Reforma da Previdência considerando mesmo período de tempo.

  3. maso 9 de fevereiro de 2018 18:50

    Nem os EUA deixam setores estrategicos para a iniciativa privada. Rios e bacias, nao. O governo pode fazer uma concessao para uso e limitado. Mas parece que ficara bem deficitaria a previdencia com o povo vivendo mais.
    Uma solucao e soltar viagra pra veiarada. O veio nao vai longe. E igual colocar gasolina paraguaia nesses carros veios nosso, acostumados a rodar com porcaria. o motoe acelera e fode, quer dizer, fundi!

  4. Domingos Aparecido 9 de fevereiro de 2018 19:48

    NÃO HAVERÁ SEGUNDA CHANCE!
    Quando alguém está apaixonado por algo, isso o dominará, seja amor por uma causa (hobby, colecionador, coisas, idéias) ou amor por uma pessoa (namorado, namorada, cônjuge). Ele ou ela se ocupará com isso a maior parte do seu tempo, pensará nisso dia e noite e se empenhará ao máximo.
    Temer e seus amigos estão apaixonados pela reforma da previdência não dizem nada sobre a “reforma tributária” e sem essa o Brasil vai demorar 90 anos para alcançar a Argentina no placar da ONU no quesito IDH.
    Entre você também na campanha? Assine a petição.
    https://secure.avaaz.org/po/petition/Congresso_Nacional_Votacao_imediata_da_PEC_47401_Imposto_Unico/?trPjdmb
    Hebreus 10:38
    Mas o justo viverá da fé;E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.

  5. Justiceiro 10 de fevereiro de 2018 8:25

    A lista dos crimes tucanos(CADEIA PARA FHC)

    1) Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias.

    2) Caso Sivam: Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

    3) Pasta Rosa: Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”.

    4) Compra de votos: A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI.

    5) Vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD.

    6) Privatização da Telebrás: O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada.

    7) Ex-caixa de FHC: A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

    8) Juiz Lalau: A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”.

    9) Farra do Proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.

    10) Desvalorização do real: De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado.

    11) Sudam e Sudene: De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.

  6. Wilson 10 de fevereiro de 2018 9:30

    Governo tem prejuízo? Quem tem prejuízo é o cidadão pagador de impostos. O governo é responsável por gerir esses impostos mas gasta muito, gasta mal, permite evasão fiscal e não cobra de quem deve.
    Prejuízo é esse dinheiro que o governo está usando para comprar jornais, televisão, deputados e senadores para apoiarem uma mentira deslavada. O objetivo é incentivar o uso de previdência privada e desviar o dinheiro da previdência para outros fins, como vimos na lava jato.
    Muito engraçado essa falta de vergonha com o trabalhador…aprovam uma isenção fiscal de 1 trilhão para exploração de petróleo e o povo quem causa prejuízo…
    Prejuízo PARA QUEM?????

    E os 4 BILHÕES de reais gastos em 4 anos para bancar auxílio moradia para juiz?

    A reforma da Previdência é uma FARSA criada para retirar direitos do TRABALHADOR!

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