Direita x Ultra direita no 2o. turno. Seria o caos, mas pode acontecer

Ou o campo progressista se une agora ou corremos o risco de ver um segundo turno com Alckmin e Bolsonaro. Seria uma tragédia para o Brasil.

O Sr.Mercado, segundo detecta a XP Investimentos, torce por um segundo turno entre Bolsonaro e Geraldo Alckmin. Com os dois disputando tete-a-tete , a jogada dos investidores é enaltecer o ex-governador de São Paulo e detonar o deputado carioca, por não ser ele confiável.

Para nós nosotros , esse cenário seria trágico. O futuro estaria traçado para, a partir de janeiro próximo, o país ficar socialmente ainda pior do que está com Temer, pois o IBGE detecta sinais claros de que o Brasil começa a fazer o caminho de volta ao mapa mundial da fome.

E porque o risco com Alckmin ou Bolsonaro é muito grande? Porque Alckmin, o candidato preferido da elite paulistana, é um neoliberal disfarsado de social-democrata, que completará o serviço de desmonte do estado de bem-estar social iniciado por Michel Temer.No caso Bolsonaro, porque o deputado carioca não tem outro foco que não o de combater a violência com mais violência. E também porque o homem a quem ele diz que pretende colocar no comando da economia é desses que privatiza até banheiro público. Sem contar que além do radicalismo de Bolsonaro, ele nunca escondeu que é preconceituoso, defensor da tortura e do genocídio (vide exemplo do que falou sobre a Rocinha).

Sem Lula na disputa, o campo progressista já percebeu que é hora de deixar sabujices de lado e começar a construir uma candidatura eleitoralmente viável e que tenha condições intelectuais de enfrentar a cadela do fascismo, que parece cada vez mais no cio.

O Datalha deve trazer neste domingo a primeira pesquisa sem Lula. E pelo que especulam analistas que conhecem os bastidores desse tipo de sondagem, Bolsonaro deve saltar para perto de 30%, com os votos herdados , em boa parte, do apresentador Luciano Huck.

Por isso é que lideranças de esquerda estão avaliando que é hora de costurar uma chapa com Ciro Gomes na cabeça. E aceitam que o PT dê o vice, que na avaliação da maioria sensata do partido seria o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad.

O experiente jornalista e qualificado analista da cena política brasileira, Ricardo Kotscho, aponta que “diante desse cenário assustador para quem ainda acredita que a democracia é o melhor sistema de governo para uma sociedade civilizada, é mais do que urgente abrir o diálogo entre os que se opõem a este quadro de direita x extrema direita, que repete o da última eleição na França, sem entrar no mérito dos candidatos”.

Kotscho achou, e eu concordo, que o movimento político mais importante dessa semana foi a iniciativa de Ciro Gomes (PDT) de conversar com Lula em Curitiba, caso seja autorizado pela justiça, é claro. Mas mesmo que não consiga autorização, o simples fato do ex-governador do Ceará reconhecer que é preciso conversar com o PT já é um avanço.

Muita gente de esquerda critica este possível encontro, principalmente nas redes sociais. Isso devido às críticas que Ciro tem feito a Lula e ao PT, embora ele sempre ressalte os avanços sociais que o Brasil teve no governo Lula e diga aos quatro ventos, como advogado que é, que a prisão do ex-presidente feriu de morte a Constituição e agrediu o Código Penal Brasileiro.

Se feriu e agrediu, eu não teria condições técnicas de afirmar, mas é o que tenho visto em manifestações de renomados juristas brasileiros. O fato concreto é que a esquerda não pode continuar alimentando sentimentos mesquinhos, porque se assim se comportar, se não se unir em torno de suas convergências, fatalmente ficará de fora do segundo turno. E aí, será cobrada pela história, pelo desastre que se seguiria fatalmente, com a direita no poder, ainda mais com o aval das urnas.

Em tempo: Ricardo Kotscho revela que “os mesmos jogadores que apostam na vitória de Alckmin já estão até fazendo as contas de quanto a Bolsa deve subir com uma vitória do tucano, passando dos 100 mil pontos no benchmark”.
O cálculo que os rentistas fazem é que Geraldo Alckmin vai começar a subir nas pesquisas logo, logo e com o apoio do próprio mercado, que injetará quanto for necessário num grande arco de alianças e no empenho da mídia, sempre regada pelo vil metal.

Com Ciro ganhando musculatura, assegurando um bom espaço na televisão, o projeto dos investidores fica prejudicado. Alckmin pode até crescer, mas terá que suar muito para desbolsonarizar a direita brasileira.

Aos petistas magoados com as críticas (pra mim procedentes) de Ciro Gomes, vale a lembrança de que Ciro sempre apoiou Lula , a menos quando era ele próprio candidato. Como Ministro da Integração Nacional no primeiro governo de Lula, Ciro foi quem tirou do papel o projeto de transposição do Rio São Francisco, que Lula bancou.

Diz Kotscho, que foi assessor de imprensa do presidente Lula, atuando diretamente no gabinete, que “Ciro Gomes foi leal ministro do seu primeiro governo, com forte atuação no gabinete de crise pós-mensalão. Mais adiante, certamente o candidato do PDT também deve conversar com Guilherme Boulos, do PSOL e Manuela D´Ávila do PCdoB, as duas jovens lideranças que despontaram nesta campanha.

Conversar não tira pedaço de ninguém, ainda mais quando os interlocutores estão do mesmo lado da disputa e existe um inimigo comum”.

O que está em jogo nessas eleições é a democracia e o destino de mais de 200 milhões de brasileiros, que não podem ficar a mercê de um estado mínimo, que privilegia os ricos e esquece totalmente dos que precisam de políticas públicas protetivas. O mapa da fome é logo ali e a violência institucionalizada em um estado policial e criminoso já se coloca à espreita

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9 comentários sobre “Direita x Ultra direita no 2o. turno. Seria o caos, mas pode acontecer

  1. Cesar 15 de abril de 2018 3:20

    É isso daí !

  2. Júlio 15 de abril de 2018 7:15

    Seria o caos e eu desconfiou que a marina é empregada do PSDB para dividir a esquerda.

  3. Thiago 15 de abril de 2018 9:18

    Será o fim do povo brasileiro, mas eu sou brasileiro e acredito na volta da esquerda em 2019. Lula ou Ciro.

  4. Luís Roberto 15 de abril de 2018 11:06

    Seria a alegria dos latifundiários. Banqueiros e coxinhas pobres querendo parecerem ricos kkkk.

  5. Leonardo 15 de abril de 2018 12:14

    Para o Brasil continuar descente, eu quero Lula presidente.
    O julgamento de Lula é um ato politico, não há prova para condenar o ex-presidente e o povo não deixará que outro golpe aconteça contra a Democracia

  6. Alemão 15 de abril de 2018 12:50

    Lula é o cara, um homem do povo, e ai colocam ele na prisão, o homem mais popular do Brasil, que todos consideram o melhor presidente, que está à frente em todas as pesquisas, é uma cegueira da classe média e da própria Justiça brasileira porque eles não estão vendo as consequências. Quem vem em 2º lugar e concorre, com chances em um eventual 2º turno, se não houver Lula, é um homem de extrema direita. Um homem que diz que estuprar uma mulher é normal.

  7. Jotinha 16 de abril de 2018 7:42

    Essa merda de chamada esquerda no Brasil, sim porque de esquerda mesmo tem muito pouco, o que tem mesmo é de organização criminosa, ficou 13 anos (e continua ainda porque Temer é um deles) no poder e acabou com o país, e eu continuo na minha, porque? porque depende do meu trabalho, não dependo de politico vagabundo nenhum, não fico ai gritando histericamente nem pra um lado nem pra outro, preciso de trabalhar pra viver honestamente não com esmolas de partidos e políticos …

    • cabron 16 de abril de 2018 13:26

      o que esperar de um jornalista que escreve disfarsado ,o correto é disfarçado… texto do grande jornalista …Porque Alckmin, o candidato preferido da elite paulistana, é um neoliberal disfarsado de social-democrata,

  8. Sérgio 16 de abril de 2018 11:46

    Isso mesmo é um cegueira achar que lularapio é honesto, espera sair às outras condenações a sítio de Atibaia, dos aviões siuecos e das fazendas em Santa Barbara no mato grosso aí você vai acordar

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