Pra não dizer que não falei da “Operação Macuco”…

ESCÂNDALO DAS CONTAS CC5 DO BANESTADO:
A MÃE DE TODOS OS CASOS DE CORRUPÇÃO OCORRIDOS NO BRASIL DA ERA FHC PRA CÁ NÃO PODE CAIR NO ESQUECIMENTO. RECORDAR É VIVER, NÃO É MESMO AMIGO MASCHIO?

O jornalista José Maschio (ex-correspondente da Folha de São Paulo no Norte do Paraná) lembra a saga do ex-procurador da república Celso Três, comandante da Operação Macuco, aquela operação que levantou tudo sobre a lavanderia chamada Contas CC5 da agência do Banestado em Nova York.

O trabalho dele começou em 1998 com a investigação de lavagem de dinheiro via empresa de câmbio em Cascavel, de propriedade dos irmãos Mauro e Celso Barater, este último eleito , à época, deputado estadual pelo PSDB .

O procurador tentou obter dados bancários dos suspeitos mas o Banco Central não liberou esses dados, dificultando o andamento do inquérito. “Foi então, escreve Maschio, que um juiz federal, sensibilizado com a batalha de Três, sugeriu: “pede a quebra do sigilo de todas as remessas para o exterior, que eles (os agentes públicos) do Banco Central não terão mais desculpas”. Três fez isso e descobriu que, o que imaginava ser lavanderia era um verdadeiro oceano, que arrastava divisas nacionais para o exterior, por um sistema de remessas ilegais. Montante descoberto , então: 112 bilhões de dólares, aos valores atuais passando de R$ 1 trilhão.

Entre as empresas que tinham enviado dinheiro para as contas CC5 do Banestado estava ninguém menos do que as Organizações Globo. Celso Três passou rapidamente do susto à indignação.principalmente depois que recebeu a segunda lista do Banco Central, já sem o nome da “Vênus Platinada”.

Maschio, talvez por modéstia, não conta se a matéria foi dele, mas acho que foi. A Folha de São Paulo ( edição de 16 de agosto de 1999) publicou reportagem a respeito da movimentação financeira investigada, mas cortou os nomes dos investigados, com a explicação, que não partiu do autor da matéria ´´ A Folha decidiu não divulgar o nome das pessoas físicas ou jurídicas que constam do relatório das remessas CC-5 justamente pela dificuldade em separar quem utilizou de forma legal o mecanismo e quem ““ lavou” dinheiro. “

Meu amigo José Maschio, o Ganchão, esclarece, então na postagem que fez esta semana na sua página do facebook: “Não existia forma legal de usar o mecanismo Contas CC5 por pessoas físicas residentes no Brasil ou empresas nacionais. No mínimo, quem utilizou o sistema de remessas cometeu crime de sonegação fiscal (27,5% de I. Renda do montante enviado)”. Aguardemos, pois , o próximo capítulo, prometido pelo próprio jornalista.

PS: Como recordar é viver, vamos lembrar que a Operação Macuco se deu no governo Fernando Henrique Cardoso, mas foi abatida em pleno vôo . Segundo o delegado, as Contas CC5 do Banestado se configuram como a maior lavanderia de dinheiro do mundo em todos os tempos. O senador Roberto Requião disse em discurso no Senado que esta é a mãe de todos os escândalos de corrupção surgidos no Brasil de lá para cá. O que se desviou da Petrobras é troco perto do que foi lavado na agência do Banestado em Nova York. E ninguém foi punido ao que se sabe.

O delegado José Castilho Neto se disse indignado com o que chamou de “operação abafa” tão logo foi afastado das investigações, como havia ocorrido com o procurador Celso Três.
Os dois chegaram a viajar para os Estados Unidos e fazer uma parceria com o FBI. Montaram um dossiê, com nomes, endereços, digitais e DNA dos principais envolvidos, apesar de todos os obstáculos colocados no caminho dos investigadores.

O delegado jamais poupou o comportamento do Ministério Público na condução do processo investigatório. “Jogamos no lixo o princípio da oportunidade. O princípio da oportunidade significa que, ocorrido um crime, é preciso agir rapidamente para estancá-lo, caso contrário as provas se diluirão. O tempo corre contra as investigações. A PF não pode comer mosca em uma situação dessas. Quem é polícia sabe bem disso”, reclamou à época o delegado Castilho.

Foi feita uma CPI na Câmara Federal, cuja relatoria coube ao deputado José Mentor, do PT,que fez corpo mole e inclusive, deu algumas deixas para que parlamentares, inclusive do Partido dos Trabalhadores, criticassem o delegado Castilho. Entre os críticos estava Paulo Bernardo.

Entre os nomes citados pela imprensa como possíveis envolvidos na Operação Macuco, estavam Paulo Maluf, Celso Pita e José Serra.
Só para lembrar: a Operação Macuco nasceu e morreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso. E o juiz federal encarregado de acompanhar o caso na esfera judicial era um jovem maringaense, formado em Direito pela UEM, de nome Sérgio Moro.

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Um comentário sobre “Pra não dizer que não falei da “Operação Macuco”…

  1. Wilson 14 de abril de 2018 18:59

    PESQUISEM NO GOOGLE OS SEGREDOS DAS PRIVATARIAS QUE TIVERAM NO PARANÁ UM PROPINODUTO AFABADO POR SERGIO “MORRO” , ESQUEMA FOI CRIADO EM 1995 (ESQUEMA BANESTADO CAPTOU 125 BILHÕES EM PROPINAS DAS MULTINACIONAIS) TEVE A BLINDAGEM JUDICIÁRIA NA “TEIA DE PROTEÇÃO TUCANA NO JUDICIÁRIO” E VEJAM O QUE RELATAM OS SITES INTERNACIONAIS AS SINISTRAS “CONTA TUCANO”, “CONTA CH J&T” E “CONTA MARÍLIA” EM NOME DE FAMILIARES DE FHC, SERRA, MEIRELLES, MICHEL TEMER E EDUARDO CUNHA, E ENTENDAM COMO FOI PLANTADA A “SEMENTE DA CORRUPÇÃO NO GOVERNO FHC” AS RAÍZES DA CORRUPÇÃO E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA NO BRASIL ENRAIZADA NA DÉCADA DE 1990, OS PLANOS DA CIA E DAS MULTINACIONAIS MINERADORAS E PETROLÍFERAS ANGLO AMERICANAS PARA REMUNERAR UM QUADRILHÃO DE 300 POLÍTICOS CORRUPTOS.

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