Entre a civilidade e a barbárie

A população brasileira está envelhecendo sim, porque as populações envelhecem. E com os casais tendo cada vez menos filhos, é natural que num futuro não muito distante, o número de idosos suplente o de jovens, como já ocorre em alguns países  caso da Inglaterra e da China, onde o crescimento vegetativo apresenta índices baixíssimos. Na China até parece compreensível.

Mas quando se discute no Brasil uma reforma previdenciária e se tenta suprimir benefícios de trabalhadores braçais, sobretudo do campo, aí é o caso de se perguntar se o nosso país quer trilhar o caminho da civilidade e da cidadania  ou da barbárie ?

No debate sobre a reforma da previdência, colocam os idosos pobres como peso, como se eles não merecessem ser tratados com dignidade e  como se a Constituição Cidadã não lhes garantisse o direito à vida digna e o dever do estado de bancar os custos dessa dignidade coletiva.

Se o problema é de números, como costumam alegar os neoliberais,  então vamos lá: recomponham os cofres da seguridade social, não com supressão de benefícios de miseráveis, mas com a cobrança de dívidas monstruosas de grandes grupos econômicos para com a previdência. E coloquem um fim nas renuncias fiscais que sangram em bilhões e até trilhões de reais os cofres da União.

Percebe-se no debate da reforma previdenciária  que o novo governo encaminhará ao Congresso,que  já se faz presente  o lobby de algumas castas do setor público. É o caso dos militares e do judiciário.  O comandante das Forças Armadas tem externado com freqüência o desejo da caserna de ver preservados os direitos (ou seriam privilégios?) dos militares. E não tenham dúvidas de que a farda terá tratamento especial no Congresso, onde tratamento especial deverá ter também a toga.

Quanto aos trabalhadores do campo e da cidade, eles que se defendam com a as armas que possuem. Mas que armas? Só a força de trabalho e o título de eleitor. O título terá alguma valia em 2020, mas só receberá carga mais poderosa em 2022.

 

 

 

 

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12 comentários sobre “Entre a civilidade e a barbárie

  1. Atento a tudo 13 de janeiro de 2019 10:56

    Pois é, a CPI da previdência nunca foi citada, por nenhuma emissora de televisão, talvez por ser criada pelo senador Paulo Paim? Deixemos as picuinhas de lado, pois o que está em jogo é o futuro do povo trabalhador desse país. Daqui a 30 anos o posto Ipiranga não estará aqui pra ver o resultado catastrófico de sua reforma ( capitalização). O Chile é prova disso.

  2. Domingos Aparecido 13 de janeiro de 2019 12:10

    AUMENTO DA POPULAÇÃO.
    Existe um estudo da ONU que alega que em 2030 os Muçulmanos serão maioria no mundo. Pois, as mulheres cristãs e judias tem um ou dois filhos e as do Islă de sete a dez.
    É preciso acabar com aposentadoria vitalícia.

    • maso 13 de janeiro de 2019 13:15

      Se fechar a imigração islâmica e deixarem eles confinados a Europa e África, é vender armas que eles se dizimam com sua teocracia de matança geral. Os da Europa e América, dando liberdade para os filhos seguirem seus caminhos, terem suas escolhas, as criaturas se libertarão daquela cadeia religiosa.
      O Islã nasceu violento, cresceu pela violência e coação, e se mantém pela violência e ameaça. Um combustível alternativo ao petróleo já seria um chute nos bagos desse monstrinho medieval.
      O islã é um castelo de areia protegido com facões, e sustentados pelo ouro negro. Quebra o mercado do ouro negro que o castelo se desmorona em 3 décadas.

      • Domingos Aparecido 13 de janeiro de 2019 16:13

        Chute nos bagos dos monstrinhos medievais…kkkkkkk, essa é muito boa. Maso, você é criativo.

  3. maso 13 de janeiro de 2019 12:17

    Os primeiros a serem considerados em qualquer reforma da previdência são os pobres. Os salariados com o mínimo, ou desempregados em parte de suas vidas, que chegam a terceira idade doentes pelas agruras da vida e de trabalhos árduos. Estes pobres brasileiros têm de serem considerados acima de qualquer outra classe.
    A classe judiciária, que por vezes parece quererem esconder seus ganhos, que talvez seja por vergonha. As vezes parecem uma realeza om seus proventos e seu poder de persuasão nos demais poderes. Os militares, força bruta, não pode ser força ameaçadora de outras partes da república.
    Estas leis sem vergonhas vindas da ditadura para filhas de militares que se soltarem a marmita sem aluguel, sem contrato sem alvará, tornou se uma das coisas mais horrorosas da ditadura. A moça queima a rosca a vida inteira sem o tal papel passado, e aí leva a aposentadoria do coroné. Se o cara teve 5 filhas são 5 marmitas servindo alguns na surdina, sem casamento.

    Juízes e promotores também, veem a zona que é o legislativo e executivo e choram! Nóis tamém que mama! Aí vem auxílio isso, auxílio aquilo, e se não cuidar a realeza judiciária logo vai pedir pra república pra trazerem aqueles lavadores de bunda de lutadores de sumo. De gordas que estão a poupança!
    Gente! O Brasil é dos brasileiros, de todos, e a monarquia acabou. Mas parece que só destituíram a família real e sua corte. Tem gente que substituiu a realeza. Isso tem de acabar

  4. Hugo 14 de janeiro de 2019 22:19

    Pq será que meu comentário sobre os militares foi censurado?

    • Messias Mendes 14 de janeiro de 2019 23:24

      Essa palavra não existe aqui, meu caro. Talvez seu comentário não tenha passado no filtro, que anda meio rigoroso com pitacos pouco republicanos.

  5. Hugo 14 de janeiro de 2019 22:26

    Apesar da censura sem propósito, vou tentar novamente:

    Privilégios dos militares?

    o nobre blogueiro poderia enumerar esses privilégios, pois nos dá impressão que os tais privilégios superam as obrigações deles para com a sociedade o que injustificaria algumas benécies…

    mas o que será que podemos chamar de priviégios?

    – trabalhar sem direito a adicional noturno mesmo virando noites e noites de serviço, muitas vezes embrenhado em matas atrás de bandidos armados?

    – trabalhar sem direito a insalubridade, mesmo desenvolvendo seu labor em locais insalubres;

    – trabalhar sem direito a FGTS;

    – trabalha sem direito a seguro desemprego;

    – trabalhar sem direito a Horas extras, mesmo chegando a desempenhar suas funções por mais de 90 hrs por semana?

    – trabalhar sem direito a salário familia;

    – trabalhar sem direito a salário familia, mesmo tendo filhos;

    – trabalhar sabendo que mesmo nos momentos de sua folga poderão ser convocados ao retorno ao serviço, tendo este OBRIGAÇÃO de atender ao chamado;

    – trabalhar sem direito a sindicalização;

    – trabalhar sem direito a participar de atividades político partidárias;

    – trabalhar sabendo que poderão ser remanejados para qualquer lugar que o estado achar necessários, sem direito a reclamação, tendo OBRIGAÇÃO de atender ao chamado, movendo toda sua familia ou deixando-a para trás para atender a necessidade do estado;

    – trabalhar sabendo que na verdade não se aposentará, mas sim será passado a reserva, onde poderá ainda ser convocado a servir novamente o Estado, e mesmo na reserva, ainda se submete as regras de conduta militar, podendo ser punido a qualquer momento por descumpri-las;

    – O militar é a unica classe de trabalhadores que fazem juramento de proteger a sociedade mesmo COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA;

    – O militar é a unica classe de trabalhadores que pode ser punida até com detenção caso simplesmente se apresente ao serviço com calçado sem engraxar;

    – O militar é a unica classe de trabalhadores que pode ser presa pelo simples fato de faltar um dia ao serviço, podendo inclusive ser EXCLUIDA DAS FILEIRAS da corporação por tal motivo;

    – O militar é a unica classe de trabalhadores que, numa troca de tiros, deve avançar contra os algozes, enquanto o restante da população pode se abrigar atrás dos miliares;

    – NUMA SOMA DE HORAS TRABALHADAS, o militar é uma das poucas, senão a unica classe de trabalhadores que chega a completar 50 anos de trabalho;

    – etc. etc. etc..

    seria interessante o blogueiro nos apresentar quais seriam esses “benefícios” que os militares tem que superam ou ao menos beiram suas obrigações com a sociedade brasielira…

    lembrando que, concordo que no passado, houveram arroubos como a pensão dos filhos dos miliares, mas tais absurdos já foram corrigidos.

    no aguardo!

    Responder

    Hugo 13 de janeiro de 2019 21:14
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    antes que me esqueça:

    OPINIÃO

    Peculiaridades da carreira militar são incompatíveis com reforma da Previdência
    ImprimirEnviar323200
    31 de março de 2017, 6h26
    Por Wolmer de Almeida Januário e Maria Regina de Sousa Januário

    Está em discussão no Congresso Nacional a reforma da Previdência Social. Entre todas as polêmicas, desde o anúncio da proposta de alteração do sistema previdenciário brasileiro pela equipe econômica de Michel Temer, a exclusão dos integrantes das Forças Armadas. Apesar da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287/16 para os trabalhadores privados, rurais e servidores públicos precisar de ajustes, a decisão de não incluir os militares neste primeiro momento foi correta, pois a carreira tem particularidades que são incompatíveis com os regimes englobados na reforma.

    A principal característica é que, ao contrário do que ocorre com o trabalhador civil, o militar não se aposenta. Vale ressaltar que, atualmente, ao completar 30 anos de efetivo serviço militar, ele é transferido para a reserva remunerada podendo ser, inclusive, novamente convocado para o trabalho. Importante também esclarecer que os militares das Forças Armadas não têm previdência, pois são custeados pelo Tesouro Nacional. E os militares, mesmo na reserva, contribuem para a pensão militar que é destinada aos seus dependentes legais.

    A profissão militar tem características próprias com relação aos direitos trabalhistas, como por exemplo: os militares não fazem jus a remuneração do trabalho noturno superior ao do trabalho diurno; estão disponíveis 24 horas por dia — dedicação exclusiva — isto é, trabalham muito mais que a média dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores civis; não têm direito a repouso semanal remunerado; não têm direito ao adicional de periculosidade e hora extra; os militares não recolhem o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS); os militares não podem participar de atividades políticas e os militares não podem se sindicalizar…

    leia mais em:

    https://www.conjur.com.br/2017-mar-31/carreira-militar-incompativel-reforma-previdencia

    • Messias Mendes 14 de janeiro de 2019 23:22

      Respondo fazendo minhas as palavras de Requião:”Os militares , com muita firmeza, se defendem da criminosa reforma da previdência e os trabalhadores pobres, serão defendidos por quem?”.

      • Hugo 14 de janeiro de 2019 23:31

        Responde assim pois não tem o que mostrar como “privilégios” que possam superar tantas obrigações!

      • Hugo 14 de janeiro de 2019 23:34

        Foi vc quem insinuou no seu texto que os militares podem estar recebendo privilégios, fazendo parecer que realmente as agruras de tal profissão não comporte que eles sejam poupados na reforma… Te pq, esses bravos guerreiros trabalham na verdade muito mais que 50 anos…

        Blogueiro se comporta como gato, que arranha e depois esconde as unhas!

        • Messias Mendes 15 de janeiro de 2019 20:23

          Engraçado, eu nunca tinha pensado nisso. Você pode me explicar como é que se arranha e esconde as unhas?

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