Autor: Messias Mendes



7 de julho, a data fatídica

A governadora Cida Borgheti corre contra o tempo no festival de salamaleques, para manter prefeitos e deputados na sua  base de apoio. Eu disse corre porque a partir de 7 de julho, ela não poderá mais distribuir convênios e fazer mesuras com o erário para encorpar sua candidatura. Se até lá  não melhorar o desempenho nas pesquisas de intenção de votos, o seu balão começa a perder altura e a murchar de vez.

A tendência é que os apoios que o marido Ricardo Barros está conquistando a custa de promessas de dias melhores para os chefes de executivos municipais, desapareçam na poeira do fisiologismo. Melhor para Ratinho e Osmar Dias, destino natural da maioria das lideranças que  hoje cortejam a governadora.

 

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Petroleiros ameaçam parar refinarias

Rafael Prado, presidente do Sindicato dos Petroleiros, denuncia: estão montando base militar com 160 soldados do Exército dentro da refinaria de São José dos Campos, onde os empregados trabalham em jornadas extensas , inclusive com falta de alimentação. Os petroleiros preparam greve geral. Vão parar toda a produção de derivados nas refinarias do Brasil. Eles querem mudança na política de preços dos combustíveis e a imediata saída de Pedro  Parente da presidência da Petrobras.Se a greve ocorrer de fato, aí os brasileiros podem esperar sentados a volta da normalidade.

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Cabe uma reflexão ao próprio Ciro

“Se porventura o PT decidir apoiar Ciro Gomes, amanhã, a PF e o MP vão para cima do seu irmão Cid e de todos os seus possíveis aliados para destruí-los. Ciro é um grande quadro político, mas não é nem de longe um Lula, que consegue se manter vivo politicamente mesmo depois de intenso massacre.
Ou seja, se for para o PT decidir apoiar Ciro é um erro que seja agora”.

. Renato Rovai, em seu blog

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Injustiça tributária pra mais de metro

Em matéria de injustiça tributária o Brasil é campeão mundial. Da classe média pra baixo, o brasileiro paga , no mínimo, 40% de impostos  enquanto os ricos, isentos em seus ganhos de capital astronômicos, pagam  proporcionalmente ao seu poder aquisitivo,  nada mais do que 7%.

Como aceitar o  silêncio obsequioso da classe política e da mídia diante de tamanha distorção? Os projetos de reforma tributária que se ensaia discutir, não tocam nem de longe nessa ferida. Espera-se, portanto, que os candidatos a presidente tenham pelo menos a coragem de abordar o tema com um mínimo de seriedade.

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Quem ganha com o acordo? O consumidor é que não é

O engenheiro, professor e pesquisador  da área de petróleo, Roberto Moraes, tem a seguinte interpretação sobre o acordo firmado pelo governo com algumas lideranças da greve dos caminhoneiros:

“O acordo anunciado pelo governo Temerário com os caminhoneiros — que deve ser observado se será cumprido — permite que se tenha clareza que não se tratava de uma crise de preços dos combustíveis, e sim do diesel.

Os preços do gás de cozinha (GLP) e a gasolina continuam como dantes.

O resultado é um ganho relativo para os caminhoneiros e mais amplo para os donos das empresas de transporte.

Os bancos e fundos financeiros, que estão de olho nas refinarias que a Petrobras tenta vender, também comemoram a decisão que lhes garante lucros com a atual política de preços da Petrobras.

Assim, quem mais sai ganhando do acordo nem são estes empresários do setor de transporte, mas as tradings que negociam combustíveis no país, as petroleiras que atuam na área e o setor financeiro — que ampliarão sua atuação no setor, participando da aquisição de parte do parque de refino da Petrobras.

Era isso que estava em jogo nas negociações e que Parente fez questão de garantir”.

 

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Vai o petróleo, vem o óleo. E a soberania nacional dança

Veja se dá pra entender um negócio desse: o Brasil é hoje o maior produtor de petróleo da América Latina, embora  as maiores reservas do fóssil estejam na Venezuela. Mesmo auto-suficiente (graças à descoberta do Pre-Sal), exportamos petróleo e importamos derivados. E em grande quantidade. Só este ano compramos do exterior  US$ 2,39 bilhões em óleo diesel e U$ 693,25 milhões em gasolina, a maioria, claro e evidente, dos Estados Unidos, que estão  aos poucos,  nos tomando o pré-sal , forçando a privatização da Petrobras e impondo o desmonte total das nossas refinarias.

Por que vocês acham que a Petrobras ganhou no governo Temer esta autonomia toda para ditar a política de preços dos combustíveis? Não é possível que a população brasileira não tenha se apercebido disso e acaba embarcando no discurso único do estado mínimo e de satanização  do nacionalismo que alguns pré-candidatos a presidente encarnam neste momento.

O cinismo do Pedro Parente quando ele dá de ombro no caos em que a greve dos caminhoneiros levou ao país é algo difícil de engolir. Mas o Brasil engole, o Congresso se cala, a tal sociedade organizada silencia e a mídia bate bumbo a favor do esfacelamento da soberania nacional.

Se o eleitor pensa em salvar o nosso país pelo voto popular, é bom começar a prestar mais atenção no processo eleitoral para que possa avaliar com um mínimo de inteligência os discursos dos candidatos. Não me refiro apenas à presidência da república, não. Falo também da composição do Congresso Nacional, que é por onde passa qualquer mudança – pra melhor ou pra pior.

É preciso, portanto, muita atenção nessa hora. O brasileiro não pode deixar de pesquisar o trabalho do deputado em quem ele votou nas últimas eleições e em quem pretende continuar votando. É importante saber como ele  se comportou,  por exemplo, na terceirização, na reforma trabalhista e na MP do teto de gastos públicos.

Não há outra saída para o Brasil fora da democracia. É pelo voto que vamos melhorar o país. Daí porque, torna-se fundamental a participação  de instituições sérias e respeitáveis no processo de conscientização do povo. Entre essas instituições é possível listar a CNBB, a OAB e a ABI. No caso da  Associação Brasileira de Imprensa,  ela cumprirá um papel relevante,  caso se mostre  mais presente na defesa dos valores éticos do jornalismo.

 

 

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Duas versões para a mesma constatação, a de que estamos diante de um locaute

O deputado Miro Teixeira, um dos mais experientes do Congresso e dos poucos que tem credibiliade, denunciou terça-feira da tribuna da Câmara Federal que a greve dos caminhoneiros não era greve, era locaute. Ontem , o ministro Raul Julgman também falou nisso, mas os objetivos apontados pelos dois são diferentes. Para Miro, o locaute visa levar o país à convulsão social e assim, inviabilizar as eleições de outubro. Para o ministro da defesa, o locaute (greve não de empregado, mas de empresas) seria uma jogada das transportadoras e distribuidoras de combustíveis para faturar mais com os preços dos combustíveis e dos fretes.

Seja qual for o objetivo, ficou claro no acordo feito pelo governo fraco de Michel Temes com parte do comando da greve, ou do locaute, que os caminhoneiros autônomos, sem dúvida as maiores vítimas da política de preços da Petrobras, serviram de ventríloquos e a sociedade como um todo, de bucha de canhão. “

“Atenção! Desde sempre, essa paralisação de caminhoneiros foi uma greve de patrões e de potentados do transporte de carga. Quando se olham os Itens do acordo, isso fica mais do que evidente. Nem é preciso ter tanta sagacidade”, escreve Reinaldo Azevedo.

“O baronato do transporte de carga seqüestrou a rotina dos brasileiros sem levar o rosto à vitrine. Terceirizou o bloqueio de estradas aos caminhoneiros autônomos. No quarto dia, com o país submetido ao caos do desabastecimento, o Planalto cedeu integralmente às exigências. Em troca, obteve um armistício mixuruca de duas semanas, que não foi subscrito por todos os seqüestradores da paz social”,completa Josias de Souza, também na Folha.

Só lembrando que a paralisação da frota nacional de caminhões no governo Dilma também foi um locaut, devidamente apoiado pela parte da sociedade que queria o impeachment. Os preços dos combustíveis na ocasião eram pouco mais da metade do que é hoje. Mas isso não vem ao caso.

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Continuariam os petistas resistindo ao Plano B?

Informa  Mônica Bergamo em sua coluna de hoje na Folha de São Paulo que o pleno do TSE deve se reunir terça-feira e decidir previamente que um condenado em segunda instância não pode concorrer a cargos eletivos. Ao mesmo tempo, o Ministério Público Federal tomará a decisão de acionar o Tribunal Superior Eleitoral para que o apenado possa, sequer, pedir registro de candidatura. Traduzindo: o alvo de tais medidas tem apenas duas consoantes e duas vogais  – Lula.

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Família Barros: o perigo da demagogia

.  por Ruth Bolognese (Blog Contraponto, de Celso Nascimento)

A governadora-candidata Cida Borghetti distribui recurso público com carimbo e sem carimbo. Alguns repasses são constitucionais e obrigatórios; outros são voluntários. Mas na propaganda parece que tudo é resultado da competência do governo que equilibrou as contas e agora pode fazer, principalmente, a alegria dos sempre pedintes prefeitos paranaenses.

A fórmula é antiga. O antecessor, Beto Richa, fazia isso toda hora. Trazia do interior uma multidão de prefeitos para receber chequinhos com repasses obrigatórios de ICMS, IPVA e verbas de convênios federais que não pagavam a despesa da viagem deles, que geralmente vinham acompanhados de assessores, vereadores, cabos eleitorais, gastando com carro oficial motorista, hotel, diárias… Era mais fácil Beto Richa mandar fazer uma TED, mas aí não dava discurso, fotos de gente aplaudindo no saguão do Palácio e matérias para a imprensa. Fingia benevolência para colher frutos eleitoreiros.

A farra da propaganda com dinheiro público carimbado, num primeiro momento, prejudica apenas os concorrentes da governadora na disputa pelo Palácio Iguaçu. É imoral , mas legal.

O sinal vermelho sobre o equilíbrio das finanças estaduais, no entanto, acendeu nesta semana, quando a governadora-candidata aventou a possibilidade de reajustar o salário do funcionalismo, represado há dois anos graças aos pacotes aprovados pela Assembleia.

Os paranaenses pagaram caro, e do próprio bolso, os ajustes fiscais que o ex-governador Beto Richa impôs ao estado nos últimos 3 anos. A “austeridade” aumentou impostos de produtos básicos, congelou salários e antecipou receita que pertenceria aos governadores seguintes. O alto custo do arrojo não foi do ex-governador, nem da sua vice, mas de todos nós.

Agradar a massa de funcionários públicos do estado é uma tentação sempre presente no coração de todo governante: recebe de volta a gratidão eterna dos beneficiados e de suas famílias e coloca seus adversários na triste condição de ter que concordar. Tanto assim que o candidato Ratinho Jr, do plenário da Assembleia Legislativa, já se posicionou a favor do reajuste atual, depois de ter defendido publicamente, e com veemência, como integrante do primeiro time do governador Beto Richa, o congelamento dos salários em nome do equilíbrio das contas do Paraná. É atitude inflada de demagogia e perigosa, porque feita com um olho na urna e outro no voto.

O ex-senador Osmar Dias, mais sensato, defende que os funcionários públicos tenham reajuste , mas sob o único critério da capacidade do caixa.

Vivemos, portanto, numa vereda em que a família Barros promove para inflar a candidatura de Cida Borghetti, mas que pode atingir em cheio a gestão do próximo governo, seja ele quem for. E aí vamos ouvir a eterna ladainha sobre a herança maldita do antecessor. Vai doer no bolso, claro. No nosso.

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