Autor: Messias Mendes



“Que Beleeeeza!”

 

Do narrador do Sport TV, Milton Leite , em entrevista ao portal UOL:

“Quem andava atrás do pato na Avenida Paulista, agora paga o mico”

 

“Pode até se discutir se o governo dela era bom ou não, mas é uma outra discussão. Porque não houve crime para o impeachment. Acho que estamos vivendo uma fase lamentável. A gente tem uma quadrilha no poder. Tem reformas absurdas sendo feitas para tirar direitos trabalhistas, de Previdência. Estamos vivendo um dos piores momentos da história porque, diferentemente da ditadura, que foi militar e violenta do ponto de vista físico, de constrangimento e censura. Agora estamos em um estado de exceção, praticamente com a permissão da Justiça”.

Milton reclama, também, das pessoas que saíram às ruas de verde-amarelo pedindo impeachment e agora ficam em casa.  “Chama a atenção isso. Aquelas pessoas eram contra a corrupção, queriam acabar com essa bandalheira. Mas agora a bandalheira é ainda maior. Mas, recentemente, tivemos convocações de manifestações na avenida Paulista (em São Paulo) e não foi ninguém. As pessoas perceberam que estão pagando um mico. Na verdade, antes era o pato e agora é o mico”.

 

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Furo jornalistico ou vazamento criminoso para um jornalismo de esgoto?

A revista Isto É, que faz campanha aberta pela inelegibilidade de Lula dá como matéria de capa em sua última edição a sentença do juiz Sérgio Moro , que já teria condenado  o ex-presidente a 22 anos de prisão. Seria uma  sentença  pra ser confirmada e até ampliada pelo trio de juízes do TRF-4, que segundo a Folha de São Paulo, sempre revisa as sentenças de Moro com rigor ainda maior.
“Antes de Moro decidir por sua opção condenatória a pressão já começou”, avalia o blogueiro Mello, para quem a mídia corporativa está pintada para a guerra, pronta para pressionar o Tribunal Regional Federal da 4ª. Região para que ele  tire Lula da disputa de 2018.
Se a sentença a ser dada pelo magistrado paranaense for realmente aquela que antecipou a revista Quanto É, ou melhor, Isto é, não vai faltar quem denuncie o vazamento, que é crime. Se a revista estiver chutando, aí esta irresponsabilidade pode decretar o fim da publicação, que anda praticando uma jornalismo de esgoto.

Só lembrando que o delegado  e ex-deputado  Protógenes Queiroz foi expulso da Polícia Federal  e condenado à prisão, por vazar informações sigilosas da  Operação Satiagraha.E vale lembrar também que o juiz vazou aquela conversa entre Lula e ainda presidente Dilma. Esta da sentença , antecipada pela revista, seria menos grave do que a to telefonema e o vazamento que deu cadeia para Protógenes?

Protógenes não está encarcerado,porque vive  asilado na Suíça.

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Lógica do “uma mão lava a outra” pode salvar o mandato de Aécio

Quando  três deputados do PT votaram pela cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética, ele  ameaçou: “Vou dar curso ao impeachment da presidente e ela será cassada”.

Agora, algo muito parecido se repete: os tucanos continuam abraçados a Michel Temer ante a promessa da bancada do PMDB  no Senado salvar o  mandato do minerim,  já revigorado pela ação do presidente do Conselho de Ética, que mandou arquivar o processo na comissão.

Tudo está se encaminhando para que Aécio , acusado pelo deputado petista Rogério Correia de ameaçar a integridade física de quem o denuncia, continue senador.  Cabe ao Supremo Tribunal Federal dar  um basta nessa pouca vergonha. Ou será que o ministro Gilmar Mendes vai conseguir barrar a cassação e a prisão?

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Aécio, ameaçador

Desde 2003, Rogério Correia denuncia os malfeitos de Aécio e sua turma, até há pouco solenemente ignorados pelo Judiciário como um todo, incluindo o Ministério Público Estadual e Federal.

Contando com a cumplicidade geral, Aécio continua a operar de forma truculenta, como é bem do seu estilo.

“Aécio articula conchavos para salvar a si e ao Temer, chantageia parlamentares para não ser cassado, ameaça adversários em telefonemas, manda recados ameaçadores via imprensa, se reúne com aliados para traçar estratégias , comemora soltura da irmã e primo que estavam prestes a fazer delação e debocha da sociedade”, revela Rogério Correia.

“Agora, se o STF não solicitar a prisão de Aécio por obstrução à justiça, todos nós que o denunciam estaremos correndo risco de vida”, previne.

. De Conceição Lemes ao comentar o arquivamento do pedido de cassação do senador mineiro no Conselho de Ética do Senado, pelo piauiense João Alberto.

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Loures à beira de um ataque de nervos

“O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures está no limite de explodir. É o que conta a Coluna do Estadão em sua edição desta sexta-feira.

Segundo a coluna, ao contrário da Papuda, onde tinha a companhia de outros presos e podia assistir programas de Tv, na carceragem da Polícia Federal o paranaense está isolado numa sala sem acesso a nada.

Rocha Loures só não fez ainda delação porque seu advogado, Cezar Bittencourt, é “terminantemente contra”, conta o jornal que destaca que o criminalista é de Porto Alegre assim como o ministro Eliseu Padilha, um dos principais assessores do presidente Temer”.

. Blog da Roseli Abrão

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Deputada denuncia ministro Ricardo Barros a Janot: “Tem que ser responsabilizado criminalmente por mortes na Saúde do Rio”

A deputada federal Jandira Feghali, que é médica, acaba de anunciar que entrou com representação na Procuradoria Geral da República  contra o ministro da saúde Ricardo Barros, responsabilizando-o criminalmente por mortes na saúde do Rio de Janeiro.

Barros cortou verbas de custeio do Hospital Federal de Bonsucesso e do Hospital Federal do Andaraí, que por causa disso tiveram que fechar suas emergências. Não só  esses, mas também os hospitais estaduais e municipais, conveniados do SUS, estão sem remédios e com defasagem de equipamentos e profissionais.

A situação de penúria dos hospitais públicos atinge todo o Brasil, mas a ação da parlamentar carioca é relativa ao Rio de Janeiro, em estado de calamidade também na segurança e na educação.

Ricardo Barros usa como argumento para os cortes a Emenda Constitucional 95/2016 , que instituiu o teto de gastos públicos. Em nome do teto é que a população mais carente está padecendo nas filas do SUS no Rio, em São Paulo, em Pernambuco, no Rio Grande do Sul e demais estados brasileiros.

Diz a deputada na ação que encaminhou diretamente ao Procurador Rodrigo Janot:

O Ministro Ricardo Barros está pensando não enquanto agente público, responsável pela garantia de direitos à população e pelo atendimento ao interesse público, mas sim como empresário, que ignora de forma patente a realidade do Estado Brasileiro e do Rio de Janeiro.

O Ministro afirma que “há excesso de pessoal alocado em locais indevidos e faltam médicos onde há demanda maior. Hoje discutimos também como substituir cerca de 600 profissionais que deixarão este ano os contratos temporários. Mas antes de iniciar as contratações, os hospitais devem se especializar. Haverá remanejamento de pessoas e assim que tivermos esse novo plano iniciaremos as contratações”

Onde estaria esse excesso de pessoal? Quanto tempo a população terá que esperar, sem qualquer possibilidade de atendimento, padecendo de risco de vida enquanto o Ministro espera por consultorias, alterações estruturais, especializações, “novo plano”? Essa espera, sem qualquer medida para garantir o atendimento no presente, não tem outra consequência que não o agravamento de modo irreversível do quadro de diversos pacientes e até a morte.

Consequentemente, o ministro tem que ser responsabilizado criminalmente pelas mortes decorrentes da sua decisão de não repor médicos nos hospitais federais do Rio e o consequente fechamento de emergências e outros setores dessas unidades”.

 

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Acham que os usuários do SUS precisam de inimigo?

Por conta do teto de gastos (lembram da PEC da morte?), o Ministério da Saúde cortou à quase metade o orçamento do  Pronto-Socorro do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo. Como conseqüência imediata,  profissionais e alunos tiveram de organizar “vaquinhas” para a compra de materiais básicos. O Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho, especializado no tratamento de câncer cortou 50% das cirurgias oncológicas que fazia mensalmente.

Este é apenas um exemplo das conseqüências dramáticas  dos cortes na saúde, feitos na gestão Ricardo Barros.  Cerca de 8 milhões de brasileiros deixaram repentinamente de receber atendimento básico de saúde com o desmonte gradativo do programa Mais Médico. O  Farmácia  Popular, que beneficiava 10 milhões de pessoas com medicamentos  gratuitos  ou com desconto de até 90% foi  desativado com uma canetada.

Antes da PEC da morte  os recursos do SUS vinham crescendo com a progressão do PIB.  Os recursos gerados  pelo Pré-Sal, que estavam  sendo direcionados para a Educação e a Saúde, agora vão para as multinacionais.

A prioridade do governo hoje é cobrir despesas financeiras,  ou seja, remunerar os rentistas , sem mover uma palha para questionar os juros absurdos (e criminosos) que o  Tesouro paga aos investidores em títulos da dívida pública. A redução com despesas primárias foi de 14%, atingindo principalmente a  seguridade social que,  para piorar, está ameaçada pela reforma da Previdência.

No caso específico da saúde, o ex-ministro Alexandre Padilha, denuncia: “Há ainda o desdém com os pacientes que fazem uso do medicamento Asparaginase para tratamento de leucemia, que o Ministério da Saúde importa e distribui aos hospitais pelo Programa Prevenção e Controle do Câncer. O Ministério  mudou o fornecimeto de laboratórios dos Estados Unidos e da Alemanha para um chinês, sem licitação, e que vem causando preocupação em especialistas, já que o medicamento asiático não possui segurança e eficiência completas”.

Em artigo publicado na revista Fórum,  Padilha (não confundir com o Eliseu) adverte : “Cortes e redução de gastos na área da saúde são duplamente nocivos: não trazem resultados positivos no atendimento e muito menos na recuperação econômica. A PEC da morte de Temer faz mal à saúde e está retardando a recuperação do Brasil”.

Resumo da ópera: com um governo igual a esse, que tem um ministro da saúde chamado Ricardo Barros, os usuários do SUS não precisam de inimigo.

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Uma frente parlamentar pela defesa do estado de bem-estar social

O senador paranaense Roberto Requião, espécie de ponto fora da curva do PMDB de Temer, é o presidente da Frente Parlamentar Mista de Defesa da Soberania Nacional, lançada semana passada em Brasília. A Frente é assim definida por ele:

“A Frente que estamos constituindo hoje está aberta a todos os parlamentares que expressem uma genuína preocupação com os destinos da Nação, hoje claramente ameaçada por forças internas e externas.

Ela transcende a partidos, mas tem uma profunda marca ideológica de compromisso com a defesa da soberania nacional e com o nacionalismo.

Nacionalismo sem xenofobia.

Nacionalismo que corresponda ao padrão histórico do brasileiro comum, orgulhoso de sua miscigenação e de sua múltipla religiosidade, aberto a todas as culturas, e integrado pelo desejo comum de promover o desenvolvimento sócio-econômico do país.

Não pretendemos ser uma plataforma retórica.

Pretendemos pôr os nossos esforços a serviço da defesa da nacionalidade e da construção de uma sociedade de bem-estar social que atenda a todos os brasileiros.

Não temos inimigos, exceto aqueles que colocam o poder econômico como instrumento de subordinação da política aos interesses do mercado e dos grandes capitais.

Hoje, a maior ameaça à soberania brasileira vem da financeirização da economia, na medida em que o sistema financeiro tornou-se um meio de escravização do nosso povo através de juros escorchantes e de escassez de crédito de longo prazo.

A economia e a sociedade estão sangrando.

Pretendemos, com nossa união, acabar com isso”.

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O golpe da “ninharia”

Discretamente, muito discretamente, os presidentes de oito  partidos (PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR, PSD e PTB) fecharam um acordo ontem à noite, para avançar sobre a “bolsa da viúva”.  Eles decidiram se juntar para aprovar no Congresso Nacional um fundo de financiamento público de campanha, já para 2018. É bagatela, só R$ 3,5 bilhões, que sairá do Tesouro, uma parte, provenientes da uma excrescência chamada emenda parlamentar.

Colocam isso na conta de uma “mini reforma política”, e ainda com a cara de pau de afirmar que é bom para o país pois o montante significará metade do que foi gasto na campanha de 2014 com dinheiro de doadores privados.

O financiamento privado está, teoricamente pelo menos, proibido pelo STF e como as fontes dos propinodutos secaram, o negócio é recorrer ao dinheiro dos impostos que eu e você pagamos. Certamente pensaram que a sociedade não ia nem notar, tamanho é o volume de dinheiro que andaram circulando pelos dutos da corrupção. Diante de cifras astronômicas exaustivamente divulgadas pela mídia esses senhores, representantes máximos do fisiologismo nacional,, devem ter pensado: “Isso é ninharia,  vai parecer troco quando alguém noticiar o fato”.

 

 

 

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