Autor: Messias Mendes



Nem Alckmin, nem Meireles. É Maia, na base do não tem tu vai tu mesmo

Qual o nome ideal para aprofundar a crise social no Brasil? Hoje, a elite brasileira , devidamente cortejada pela mídia, dispõe de três nomes: Henrique Meireles, Rodrigo Maia e Geraldo Alckmin.

Mas as pesquisas recomendam o descarte do governador de São Paulo, que pelo jeito não vai nem com reza brava. Quanto a Meireles, este seria o sonho de consumo dos rentistas, mas não há estratégia de marketing que dê jeito naquela cara e voz de faraó. Resta Rodrigo Maia, confiável, por  não tergiversar quanto a sua absoluta falta de compromisso com o desenvolvimento social do país, mas jovem e bem falante, que pode ser trabalhado.

Afinal, enquanto o nosso país afunda na crise social , retornando com velocidade  ao mapa da fome, Maia dá declaração nos Estados Unidos contra o Bolsa Família, que na sua visão distorcida escraviza as pessoas. Defensor intransigente da reforma trabalhista, em cuja aprovação na Câmara teve participação decisiva, Rodrigo Maia é  a síntese do político anti-povo. Mas isso não é problema, porque a mídia pode dar um jeito , como a Globo fez com Collor em 1989.

Uma coisa é certa: o grande empresariado nacional e os investidores internacionais, que ganham fortunas com títulos da dívida pública brasileira e se apoderando das nossas riquezas naturais (vide caso Pre-Sal), rejeitam com muita força a figura de Luis Inácio Lula da Silva e não confiam em Bolsonaro, um direitista radical , primário e totalmente sem noção. Ciro Gomes?  Nem pensar. Este é do campo progressista e crítico contumaz da desnacionalização da nossa economia.

Por tudo isso é que Rodrigo Maia está cada vez mais na mídia, falando o que a elite e a classe média metida a besta adora ouvir. Então,  preparemo-nos para um quadro eleitoral preocupante, que dependendo do resultado do julgamento do próximo dia 24 em Porto Alegre poderá ficar tenebroso.

 

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A volta do grande flagelo

“Um drama que se imaginava extinto voltou a ocorrer, principalmente nos dois últimos anos: homens, mulheres e crianças remexendo o lixo em busca de comida.

Costumeiramente vejo, especialmente aos domingos, talvez por ficar em casa pela manhã, pessoas remexendo o lixo, logo cedo, em busca do que comer.

Todas as vezes em que isso acontece, sou tomado de indignação.

Lógico que, ao ler a frase acima, algum(a) idiota perguntará:“e por que você não dá de comer para essas pessoas?”.

Digo idiota, por que só quem pensa que a solução passa pela filantropia individual é idiota ou um completo alienado. Aliás, nem saberia diferenciar um do outro.

A resposta para acabar com a fome implica necessariamente em políticas públicas e não na pura e simples filantropia. A filantropia será sempre emergencial e não curativa”.

. Dr. Rosinha, ex-deputado federal e presidente do PT/PR

PS: O Brasil tinha realmente saído do mapa mundial da fome, fato reconhecido pela ONU. Como resultado prático disso, acabaram-se os saques no Nordeste em períodos de longa estiagem.  Os saques, para quem se lembra , eram frequentes nos jornais e telejornais do país. Os programas sociais de distribuição de renda do governo a partir de 2003 mudou essa realidade perversa que, infeliz e desgraçadamente, parece querer voltar.

 

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“Onde cavar, sai água podre”

“O governo Temer é um campo minado. Onde cavar, sai água podre. Roberto Derziê Santana, um dos quatro vice-presidentes da CEF que relutou em afastar e só o fez temporariamente, em claro movimento de autoproteção, é homem de sua proximidade e confiança. Os afastados são suspeitos de corrupção e de repassar, a Temer e ao ministro Moreira Franco, informações sobre operações financeiras sigilosas. Depois de ter sido diretor-executivo de Pessoa Jurídica da Caixa, entre 2011 e 2013, Derziê foi nomeado secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, em 2015, quando Temer, ainda vice de Dilma, assumiu a pasta para exercer a coordenação política do governo. Depois do golpe, voltou para a CEF. A nova investigação em curso na CEF sugere que Derziê passou a fazer o papel antes desempenhado por Geddel Vieira Lima, que  informava Eduardo Cunha dos pleitos de empresários que seriam achacados e lhes pagariam propinas”.

. Blog da Tereza Cruvinel

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Normal, mas sintomático

“E o ministro viajando para o Haiti, Cuba e Santo Domingo. É uma barbaridade”. Era o Datena criticando o ministro da saúde Ricardo Barros pela  falta de remédios para doenças graves na rede pública.

A crítica prosseguiu em rede nacional, mas em Maringá, mal o apresentador começou a falar sobre o assunto a fala dele foi cortada ao meio para anunciar a entrada no ar do Band Cidade. Nada de anormal nisso, porque quem costuma assistir o Band Esportes está acostumado com cortes do tipo. Não esperam a deixa, cortam até no meio de uma frase.

Nesse caso específico, soa estranho porque todo mundo conhece as relações de Ricardo Barros com os Maluceli, donos da TV Maringá.

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Muita calma nessa hora!

Não resta dúvida que o presidente do TRF4, Thompson Flores,  jogou mais lenha na fogueira esta semana. Ele foi a Brasília pedir conselhos para a presidente do Supremo sobre as alegadas ameaças que desembargadores encarregados de julgar Lula estariam sofrendo. Ele simplesmente deu mais dramaticidade ao clima de terror que andam criando em torno do julgamento. Um clima que acabou sendo reforçado, de forma irresponsável, pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann , em  fala de clara incitação à violência.

Cabe ao governo gaúcho tomar todas as providências para garantir a segurança em Porto Alegre no dia 24. E de preferência que o esquema seja planejado e acionado com discrição, porque esse é um problema incompatível com o marketing, como a rigor, fez o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região. A demonização dos julgadores e do julgado só serve para incitar o ódio dos dois lados. Pressões vão existir, seja qual for o resultado do veredicto, mas cabe às autoridades públicas envolvidas no caso e também à mídia, agir com sabedoria e responsabilidade. Lembrando sempre que o processo não se encerrará nesse julgamento e que pelas manifestações de juristas respeitados e respeitáveis que tenho lido e ouvido, a batalha judicial deverá continuar e  dificilmente Lula estará fora da disputa eleitoral . Portanto, muita calma nessa hora.

 

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Gleisi pisou na bola. E feio

O clima político é, no momento, de conflagração, de confrontação entre quem torce por Lula candidato e quem torce por Lula presidiário. O julgamento do recurso do ex-presidente dia 24 em Porto Alegre vem acirrando ainda mais os ânimos. A direita anda pregando a violência. Mas que não se tome a presidente do PT como representante  da esquerda porque ela não é. Gleisi Hofmann parece que perdeu o equilíbrio e na pregação do ódio acabou se nivelando ao que há de pior da direita.

Lamentável a senadora paranaense  colocar uma eventual prisão de Lula como justificativa para um massacre.  Gleisi disse: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”. Isso é um desvario , inaceitável  numa democracia. Se houver uma condenação, o que deve acontecer  será  a busca, pelo PT,  de todos os recursos jurídicos possíveis junto às instâncias superiores. Mas nada justifica jogar brasileiros contra brasileiros, em brigas de rua de conseqüências imprevisíveis. Gleisi perdeu o senso de equilíbrio.

 

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Se as forças progressistas não se unirem os inimigos do Brasil tomam conta do pedaço

Para quem sabe ler um pingo é uma letra, sempre disseram os mais antigos. E a letra é a seguinte: a Rede Globo , aí incluindo Globo News, CBN e Jornal O Globo, tenta a todo custo emplacar um candidato da sua predileção para combater Lula. Não quer Ciro, porque Ciro  está longe do perfil desejado  e descarta  Alckmin,  mal nas pesquisas.

Bolsonaro também não se enquadra, porque além de ser radical de direita, com discursos que deixa com um pé atrás qualquer cidadão medianamente politizado , é um tosco, despreparado, versão tupiniquim de Donald Trump.

Mas Bolsonaro se mostra eleitoralmente com possibilidades de polarizar a disputa com Lula, o que deixa a elite brasileira sobressaltada. Não é por outra razão que ele passou a ser alvo da “Venus Platinada” e de grandes jornais, como o próprio O Globo e a Folha de SãoPaulo.

A esperança dos  Marinho é a inelegibilidade do “sapo barbudo”, porque se isso acontecer o quadro muda totalmente, fica imprevisível , mas abrindo caminho para que a mídia tradicional , Globo à frente, trabalhe um nome a ela palatável.

Portanto, o TRF4  pode ser a salvação da lavoura para essa gente. Não por outro motivo, o Globo publicou aquele editorial sacana, tirando a responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul pela segurança em Porto Alegre no dia 24, passando essa responsabilidade para o PT, o que é um absurdo.

Se Lula for tirado da disputa, está tudo em casa. A casa grande vai soltar foguetes e sentar para discutir um nome que possam alavancar. Não importa a popularidade do escolhido, importa a confiabilidade que ele passa ao mercado, sobretudo aos rentistas e aos entreguistas do patrimônio nacional. A popularidade pode vir com a exposição da imagem e a desqualificação dos adversários, que no caso pode ser Ciro Gomes ou outro eventualmente colocado na condição de plano B do lulismo.

Por tudo isso é que as forças progressistas não podem cochilar e, pela divisão, enfraquecer-se e dar mole para o time do “dane-se o Brasil”.

 

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Ciro Gomes profético:

2014: “Cunha é bandido, é o picareta-mor”.
(Disse isso quando a maioria do povo brasileiro não o conhecia ainda);
2014: “Se a Dilma se aliar a essa banda podre quadrilheira do PMDB, não termina o mandato”;
2015: “Michel Temer é o capitão do golpe”.
(Disse isso quando ninguém suspeitava);
2017: “Dória não chega até dezembro vivo”.
(Disse isso quando toda imprensa noticiava como certa a candidatura do Dória em 2018);
2017: “O Bolsonaro não aguenta a primeira avalanche de denúncias da imprensa tucana”.
(Bolsonaro naufragando);

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Reflexão de um domingo chato, sem fuebol

Há quem diga que a internet criou uma geração de sábios. Isso porque hoje todo mundo tem acesso fácil a qualquer tipo de informação.  Ouvi numa entrevista do psicólogo Augusto Cury, que Dom Pedro II tinha acesso a menos informações do que um menino de 8 anos nos dias atuais. Mas o imperador,  chamado de “o magnânimo”,  era um intelectual, um pensador, exatamente porque sabia processar com precisão o volume de informações (pequeno para os padrões atuais mas grande para o século XIX) que recebia.

A internet disponibiliza todo tipo de informação que a pessoa queira acessar. Qualquer um pode ser bem informado e está apto à compreender a realidade dos fatos que a mídia despeja todos os dias sobre nossas cabeças.

O problema é o processamento, a capacidade que cada um tem de associar o que  ouve ou lê  com a verdade dos fatos. A julgar pelas manifestações freqüentes nas redes sociais, sobretudo  com relação  à corrupção endêmica que contamina as relações de poder no Brasil,  é lícito reconhecer: tinha razão o filósofo italiano Umberto Eco (falecido em 2016), ao dizer que   “as rede sociais deram voz a legiões de imbecis”.

 

 

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