Autor: Messias Mendes



O Brasil dos “Chicago Boys”

“Chicago Boy” é o termo usado para classificar os economistas com formação na Universidade de Chicago (EUA) e cujas idéias neoliberais os levam a defender privatização de tudo que é público. O próprio Paulo Guedes , super-ministro da Fazenda no governo Bolsonaro , é um “Chicago Boy”. E ele está se cercando de “Chicago Boys” pra todos os lados. Um deles é o economista Roberto Castello Branco, futuro presidente da Petrobras. Então é assim: a Petrobras, que o governo FHC tentou transformar em Petrobrax,  será a primeira a ir pro vinagre. Depois vão Banco do Brasil e Caixa Econômica. Na esteira das privatizações no governo ultra-direitista que começa em janeiro, vão a Eletrobras, as companhias estaduais de energia e as de saneamento básico. Nem os banheiros de rodoviária escaparão da onda privatista. A menos que o presidente Bolsonaro  acorde bem na hora de beijar a bandeira dos Estados Unidos e, assustado, grite: “Alto lá, isso aqui é Brasil. Ok? “. 

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“A classe média no espelho”

A CLASSE MÉDIA METIDA A BESTA FEZ UMA LEITURA ERRADA DO CENÁRIO POLÍTICO E SIFU…

A classe média brasileira precisa se olhar pra dentro. E certamente estará mais apta e compreender o seu infortúnio caso leia com interesse e, como diria Bolsonaro, “sem viés ideológico”, o novo livro do sociólogo Jessé Souza “A Classe Média no Espelho”

Para o sociólogo, a classe média não entendeu as causas reais da crise econômica. E não compreendeu porque se mostrou incapaz de entender a lógica do capitalismo. Por conta disso, abraçou uma causa falsa, a de que a origem da crise é a corrupção política e não o “assalto” legalizado promovido por bancos e grandes corporações.

“O vínculo orgânico entre empobrecimento e corrupção política é uma mentira. É óbvio que a corrupção política é recriminável, mas não foi ela que deixou a população mais pobre. Esta é a grande questão que ficou fora do quadro. E era o que importava nas eleições”, afirma Jessé que atribui à visão distorcida da classe média , que influencia as classes pobres, a vitória da ultra-direita nas eleições .

Houve na visão do grande sociólogo e professor universitário um processo de “imbecilização” da sociedade, cujo resultado apurado nas urnas foi desastroso para o futuro do país.

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Lambança pouca é bobagem

PRIMEIRO FOI O PRESIDENTE, AGORA É SEU MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES QUE DEIXA OS PAÍSES ÁRABES COM UM PÉ ATRÁS COM O BRASIL.

(É bom os exportadores de frango ficarem espertos porque podem perder contratos de exportação para o Oriente Médio. Contratos que, reconheça-se, foram conquistados durante os governos Lula, graças a abertura de mercados mundo a afora, feita pelo presidente e seu chanceler, Celso Amorim, uma referência da diplomacia brasileira).

Veja o que escreveu sobre o nome escolhido por Bolsonaro para comandar a política externa do Brasil, a insuspeita Míriam Leitão:

“O novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, nunca chefiou uma missão diplomática. Ele só este ano chegou ao posto máximo da carreira. Mas desde o primeiro turno tem enviado sistematicamente textos sobre política externa para a equipe de Jair Bolsonaro, e acabou ficando com o posto. Além disso fez militância aberta pela candidatura de Bolsonaro, em um blog em que definia o PT como Partido Terrorista. E se dizia contra o “Globalismo” que seria a ideologia, da “globalização econômica que, segundo ele, é conduzida pelo “marxismo cultural”.

Se você acha pouco, veja o que ele disse, segundo  o portal UOL: “Trump está salvando a civilização cristã ocidental do islamismo radical e do “marxismo cultural globalista” ao defender a identidade nacional, os valores familiares e a fé cristã, enquanto a Europa não o faz”.

Dá pra perceber com muita clareza como serão as relações do Brasil com o mundo Árabe, já ressabiado com a intenção do presidente eleito de transferir de Tela Viv para Jerusalém a embaixada brasileira em Israel.

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Começa a chegar a conta, da PEC e do voto

Está faltando pediatra no HU de Maringá. Aliás, falta médico no país para atender a população pobre, que depende do SUS. E mesmo assim, o futuro presidente ainda se dá ao luxo de enxotar mais de 8 mil médicos cubanos, que vinham fazendo a diferença em mais de 2 mil municípios brasileiros. Ponta Grossa, por exemplo, tem 80 médicos que trabalham no Sistema Único e vai, de cara, perder 60. Uma tragédia.

Em tempo: a redução de médicos no HU é consequência da PEC do teto, que o deputado Jair Bolsonaro ajudou a aprovar. A população pobre que depende do SUS e começa a pagar a conta que, como já se viu, é bastante salgada. Vale a lembrança de que Ponta Grossa, onde o próprio prefeito está preocupadíssimo com a saída  dos cubanos,  deu  74% dos votos a Bolsonaro no segundo turno.

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Levy e a “caixa preta” do BNDES

Joaquim Levy, que enterrou o governo Dilma quando Ministro da Fazenda, será o presidente do Banco Central no governo Bolsonaro. Mas segundo o jornal Estadão, ele já foi enquadrado pelo futuro presidente: “Tem que abrir a caixa preta do banco senão está fora”.

É um desafio e tanto. Principalmente porque, sendo um banco, o DNDES tem obrigações para com o sigilo bancário. E Levy vai ter que quebrar sigilos de quem, por exemplo?  Quebrará de João Dória e Luciano Huck, que pegaram dinheiro a juros subsidiados para comprar jatinhos? Quebrará o sigilo de Luciano Hang, dono da Havan, que pegou cerca de 50 empréstimos do BNDES para expandir sua rede de lojas?

Joaquim Levy terá que se virar nos 30 para ser o mais seletivo possível na abertura da tal  “caixa preta”. O alvo, não propriamente seu mas do presidente da república,  deverá ser os empréstimos feitos nos últimos anos para empresas brasileiras que aturam no exterior. Aliás, não tanto no exterior, mas especificamente em Cuba, Venezuela e alguns países do continente africano.

Quando ainda estava na presidência do BNDES o economista Paulo Rabello de Castro, que foi vice de Álvaro Dias nas eleições presidenciais, bateu boca com o dublê de historiador Marco Antônio Villa na Rádio Jovem Pan. Vila insinuou falcatruas na política de empréstimos do BNDES para grupos empresariais e Rabello o rechaçou na hora, dizendo que a suspeita desrespeitava o corpo técnico altamente qualificado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, que segundo ele, não sofre nenhuma interferência na sua política de empréstimos, nem mesmo do presidente da república.

Rabello, é bom que se diga, não tem a mínima afinidade com o PT, muito pelo contrário. A ser verdade o que ele disse na Jovem Pan, Levy vai ter que procurar pêlo em ovo. Se não achar, poderá sair  desmoralizado. A menos que tenha hombridade suficiente para se impor contra as fake news bolsonarianas, que serão inevitáveis.

 

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OMS atesta qualidade dos médicos cubanos. Mas Bolsonaro duvida

O médico e professor da Universidade Federal da Paraíba, Felipe Proenço, que dirigiu o programa Mais Médico desde a sua implantação até o impeachment da presidente Dilma Rousseff , lembra o seguinte fato:

“Em 2014, quando houve um surto do vírus ebola em Serra Leoa, Libéria e Guiné [ficam na África Ocidental], a OMS recorreu a Cuba e ao formato de programa, como o do Mais Médicos, para erradicar o vírus e evitar que ele se alastrasse para mais países da África e do restante do mundo. O trabalho dos médicos cubanos foi irreparável “.

Diante de constatações como esta,  torna-se incompreensível as razões encontradas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para justificar os ataques que faz ao programa e à capacidade profissional dos médicos  cubanos que atuam no Brasil. Entre as instituições internacionais que reconhecem a qualidade dos médicos formados na Ilha, está a principal delas, a OMS (Organização Mundial da Saúde). Mas fazer o que se o PHD em medicina Jair Messias Bolsonaro acha que os médicos cubanos não são confiáveis?

 

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A verdade sobre os médicos cubanos

Para exportar seus serviços médicos Cuba abre edital por meio de uma empresa estatal  e contrata os médicos que queiram atuar fora do país. As condições salariais e os países para onde deverão ir são conhecidos previamente pelos profissionais, que têm o direito de aceitar ou não. Aceitando, assinam um contrato de trabalho, geralmente por prazo determinado.

Essa história de que os médicos ganham X e mandam y para o país de origem é conversa. Eles recebem é da empresa que os contrataram. O dinheiro que Cuba arrecada com esses acordos é destinado ao financiamento da saúde e da educação do país caribenho, onde o ensino, do básico à graduação,é inteiramente gratuito.

Esse tipo de cooperação é feita atualmente com 66 países, inclusive da Europa. Tudo começou em 2005, por meio de uma brigada de ajuda humanitária que o país de Fidel montou para atender vítimas do Furacão Katrina, nos Estados Unidos.

A verdade é que há muita mentira sobre a questão dos médicos cubanos, fomentadas naturalmente pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, que acaba de fazer uma grande lambança.

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Crônica de uma tragédia anunciada

O ex-ministro da saúde,  médico sanitarista e professor universitário Arthur Chioro , vê como uma tragédia para a vida e a saúde de 30 milhões de brasileiros o fim do programa Mais Médico. “Será  um caos para a organização do SUS, que depende da atenção básica para coordenar o acesso às redes regionais e garantir a universalidade e a integralidade da saúde”, disse Chioro , afirmando que  ”Bolsonaro e apoiadores serão responsabilizados pelo aumento da mortalidade infantil, materna, por hipertensão, diabetes, doenças respiratórias e outros problemas sensíveis à atenção básica que serão profundamente afetados com o fim do Mais Médicos. É um crime contra quem mais precisa de saúde”.

A avaliação do ex-ministro é de que estaremos diante de um grande “ vexame internacional que abala a relação do país com a Organização Pan-Americana de Saúde (OMS) e que desencadeará um cenário de desconfiança generalizada nas relações com outros países, parceiros do Brasil em inúmeros projetos na área da saúde”.

É sabido que um dos grandes problemas do SUS são os baixos índices de resolutividade na ponta, ou seja, a solução de problemas simples já na primeira consulta. Isso nem sempre é possível, porque poucos méduso examinam adequadamente o paciente. Quem depende do Sistema Único sabe que boa parte dos profissionais apenas olham o paciente e prescrevem a medicação, ou partem logo para pedidos de exames que demoram uma eternidade para sair. Isso acaba mascarando doenças que poderiam ser curadas ali mesmo na atenção básica.

Chioro diz que “a  atenção básica é capaz de resolver mais de 80% dos motivos que levam alguém a procurar serviços de saúde”, aduzindo que os médicos cubanos, sempre muito ciosos do seu nobre ofício, apresentavam um índice de resolutividade bastante elevado, o que melhorava substancialmente a eficácia dos atendimentos.Tudo isso deve ir para o espaço,por conta de um preconceito ideológico injustificável.

Dizer que o presidente eleito vinha  detonando o programa por um sentimento de pena e solidariedade aos médicos, por não receberem seus salários integrais, é conversa pra boi dormir. É só lembrar que quando a proposta foi votada na Câmara Federal no governo Dilma, ele votou contra.

Depois da lambança feita , Bolsonaro  sugere o serviço médico militar obrigatório para os recém-formados. Chioro ironiza: “Será interessante assistir aos médicos que lideraram a oposição ao PMM verem seus filhos trabalharem por 3 anos em favelas, aldeias indígenas, e quilombolas… talvez mudem para Miami ou peçam aos colegas cubanos que voltem com urgência”.

 

 

 

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