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Propostas de Guedes aprofundam as desigualdades sociais

Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” do Bolsonaro disse que recriaria a CPMF e depois recuou ante a repercussão negativa; anunciou alíquota única de 20% de imposto de renda e em seguida também recuou, porque a proposta pegou mal assim que especialistas em questões tributárias apontaram o inevitável agravamento das desigualdades sociais que tal alíquota trazia embutido.

Mas o recuo, qualquer neófito pode perceber, é apenas estratégico, porque o candidato gritou lá do hospital que isso o faria perder votos. Mas não nos iludamos: eleito Bolsonaro, Paulo Guedes será o todo poderoso da economia , com plenos poderes para colocar em prática todos os crimes de lesa pátria que defende.

Isso teve repercussão não só no Brasil mas também no exterior. Veja o que escreveram os jornalistas Charles Alcântara e Floriano de Sá Neto, na versão em Português do El País, um dos principais jornais da Europa:

Paulo Guedes, assessor econômico do candidato Jair Bolsonaro (PSL), apresentou à sociedade brasileira diversas versões de seu plano de reforma tributária nesta quarta-feira (19). No início do dia, a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Pauloinformou em sua coluna que ele que havia proposto uma alíquota única de imposto de renda, de 20%. Ao longo da tarde, ele desmentiu a informação ao jornal O Estado de São Paulo, dizendo que iria “apenas” congelar a tarifa máxima do IR para 20%.

As duas versões, além de demonstrarem fragilidade nas propostas, têm algo em comum: aumentam o abismo entre ricos e pobres, pois aprofundam a regressividade (já alta) do nosso sistema tributário, além de não trazer benefício algum do ponto de vista fiscal. Se fosse aprovada a primeira proposta, a alíquota de quem ganha até 2.800 por mês saltaria de 7,5% para 20%, ou seja, seria quase três vezes maior. Já a segunda não melhora nem piora a vida dos que ganham menos, mas auxilia quem está no topo da pirâmide. Quem ganha acima de 4.600 reais por mês teria uma redução de 7,5 pontos percentuais. Essa redução da taxa inclui as altas rendas, como quem ganha 135.000 por mês.

As duas propostas ferem o princípio da progressividade no imposto de renda, uma das premissas da Reforma Tributária Solidária –um projeto que analisa profundamente o sistema tributário brasileiro e dos principais países do mundo, escrito por 40 especialistas no assunto. Quem ganha mais deve pagar mais, quem ganha menos, deve pagar menos. Em qualquer uma das duas, quem ganha menos gasta uma parte proporcionalmente muito maior da própria renda com impostos. Sobrando menos dinheiro no bolso do cidadão para gastar com alimentação, saúde, educação, qualidade de vida… Resultado: mais desigualdade para o Brasil e continuidade da grave crise econômica que vivemos”.

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Algo no ar, além dos aviões de carreira

2018 COM CHEIRO DE REMAKE

Nas eleições de 1989 ocorreram três episódios que foram decisivos para a derrota de Lula e a vitória de Fernando Collor de Mello, os dois que foram para o segundo turno, e vejam só, num pleito (primeiro pós-ditadura militar) em que tivemos nomes do peso de um Brizola, de um Ulisses Guimarães e de um Mário Covas. Quando Lula pintava como virtual eleito surgiram os casos Míriam Cordeiro e Sequestro Abilio Diniz (prenderam os sequestradores e os fotografaram com camisetas do PT).

Mas isso era pouco para evitar o “sapo barbudo”. A sujeira final seria feita no sábado, véspera do segundo turno, quando a Globo editou de maneira canalha, o debate entre os dois contendores, ocorrido na noite de sexta-feira. Houve equilíbrio naquele confronto, mas a edição, comandada pessoalmente pelo então editor-chefe Alberico de Sousa Cruz, que acabara de assumir no lugar de Armando Nogueira, definiu o resultado das urnas.

Eis que em 2018 estamos diante de um cenário eleitoral parecido. Não temos Lula diretamente, mas um ungido por ele que pode ganhar as eleições. E temos outro candidato outsider que, fortalecido por um atentado de que foi vítima, ameaça o país com um remake daquela desastrosa novela de 29 anos atrás .

A Globo, todo mundo sabe, não morre de amores por Bolsonaro, como morria por Collor. Mas como seu preferido Geraldo Alckmin não sai do chão, o negócio é evitar a volta do petismo ao Poder. A solução, então, é apostar suas fichas em Bolsonaro, o que autoriza Haddad e o núcleo duro da sua campanha e ficarem de olhos bem abertos.

Não é delírio imaginar que a toda poderosa possa aprontar mais uma nessa eleição presidencial. Longe de mim embarcar na onda de fake news que rola pela internet , mas a ter fundo de verdade a máxima popular de que “onde há fumaça a fogo” , não me surpreenderei se um certo Adelio Bispo de Oliveira aparecer dando entrevista lá pelo dia 5.

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O voto útil pode decidir a eleição presidencial

Ciro Gomes tem dito que o voto útil é insulto à experiência popular. Mas pode acabar se beneficiando desse mecanismo que condena, para ir ao segundo turno, por ser ele o único candidato capaz de vencer Jair Bolsonaro com folga, de acordo com todas as pesquisas. É o que acaba de detectar o DataFolha, em sondagem específica sobre os indecisos,  ainda na casa dos  30%.

Há uma semana o diretor geral do instituto, Mauro Paulino, já tinha feito esta leitura durante entrevista no Canal Livre, da Band. A tendência natural de quem se assusta com os dois extremos (Bolsonaro x Haddad) seria migrar para Geraldo Alckmin. Mas acontece que o ex-governador de São Paulo  não para de perder massa muscular, devido principalmente ao fato de que o PSDB está se desmanchando. E Alckmin, convenhamos,  é quem mais encarna a vulnerabilidade ética  que habita o ninho tucano, que agora pode atender também por  ninho de tico-tico.

Fernando Haddad continua crescendo, mas ainda dentro do teto que o próprio DataFolha tinha previsto para a transferência de votos de Lula ao seu ungido. E, considerando, segundo Paulino, que  este  voto lulista não muda, há também a possibilidade do voto que Alckmin perdeu para Bolsonaro  faça meia-volta, não para retornar ao tucano mas para se abrigar em outra candidatura que neste cenário , seria a de Ciro Gomes.

Enfim, não tem nada definido. Podemos ter surpresa, ou não. Mas a julgar pelos números, apenas pelos números das mais recentes pesquisas de intenção de votos, o duelo final seria mesmo entre Bolsonaro e Haddad, o que torna os ânimos cada vez mais exaltados e a disputa, encarniçada e perigosa.

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Sexta, o dia da maldade

.  por Ruth Bolognese (Blog Contraponto, do Celso Nascimeto)

 

Hoje é dia de lembrar que:

1) O Coiso é o novo Pinochet da América Latina, diz a Economist

2) O Tucano renega o Tico-Tico, mas não consegue calar o Tony Papagaio

3) Família Richa procura marceneiro. Precisa consertar armário com cofre camuflado

4) Richa superou Osmar Dias na escolha de Vices: Cida o expulsou e Arns pegou-lhe os votos

5) Beto por Beto, as crianças do Paraná já escolheram: preferem o Carrero

6) Com tantas prisões, na próxima eleição vai ter “Cota Cadeiante”

7) A pergunta se repete: quando Ratinho Jr começa a campanha conjunta com Alvaro Dias?

8) Deonilson Roldo tinha 20 dias para explicar o caso Odebrecht para Beto Richa. E para a PF?

9) O Paraná tem mais intenção do que voto, segundo a pesquisa da Realtime/BigData/Record TV

10)  E o senador Álvaro Dias convida para a Caminhada da Virada” em Curitiba. Será a Virada para baixo de vez.

 

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Fundo partidário e o poder de articulação de RB

“Nenhum partido, candidato ou doador colocou tanto dinheiro nas eleições do Paraná como o Partido Progressista, da governadora Cida Borghetti e de seu marido, o deputado estadual Ricardo Barros. Ao todo, entre recursos dos fundos Partidário e Eleitoral, o PP já injetou R$ 17,6 milhões nas campanhas do estado. Quem levou a maior parte dos recursos foi Cida Borghetti, que recebeu R$ 6,9 milhões da legenda, 53% a mais que os R$ 4,5 milhões previstos inicialmente pelo partido. O tesoureiro nacional do PP é Ricardo Barros”.

. João Frey (blog Gazeta do Povo)

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Alho, bugalho e as alianças do “baralho”

Haddad cresce vertiginosamente no Nordeste, onde o PT se alia a lideranças que trabalharam forte pelo impeachment . Os algozes de 2015/2016 viraram aliados de 2018. Os exemplos mais clássicos são o da aliança com Renan Calheiros,  em Alagoas e com Paulo Câmara , em Pernambuco. Esta última custou  o afastamento de Marília Arraes da disputa do governo estadual, num momento em que a petista crescia nas pesquisas e começava a pintar como uma nova e promissora  liderança da esquerda na região. Vale a lembrança de que o atual governador pernambucano ( PSB) chegou a liberar 4 secretários para que eles retornassem  à Câmara Federal só para votar pelo  impeachment de Dilma.

Tenho simpatia e apreço pela figura de Haddad, mas fico me perguntando: até que ponto  incoerências desse tipo podem atrapalhar um projeto de reforma política, eventualmente pilotado  por Fernando Haddad, caso seja ele o eleito? Claro que pelo sistema atual, purismo não ganha eleição, mas tem algumas alianças que são  difíceis de digerir. Até porque, o preço a ser pago  por elas é muito alto para a sociedade brasileira que,  invariavelmente, tem sua visão embaçada na hora de definir o que é alho e o que é bugalho.

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Álvaro adere ao estilo porrada

A julgar pelas suas últimas entrevistas, programas e pela sua participação no debate da Rede Aparecida agora a noite , o presidenciável Álvaro Dias assumiu o lugar de Jair Bolsonaro (fora de combate) na agressividade discursiva. Claro que Álvaro faz uma fala mais requintada e com um vocabulário menos tosco, mas adotou a estratégia do ataque, também a Bolsonaro , mas muito mais diretamente ao PT.  Num dos blocos em que candidato perguntava para candidato, ele partiu de faca nos dentes pra cima do Haddad. Só não dava para confundi-lo com Bolsonaro, por causa da empostação de voz e como eu disse, do vocabulário menos tosco.

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O pobre de direita

Na definição do ator Bemvindo Sequeira,  “pobre de direita é aquele trabalhador que só enxerga a luta econômica e não enxerga a luta de classes”.  Ora, se ele ganha um bom salário e tem uma vida tranquila, logo se acha rico, integrante de um status social que jamais lhe pertencerá. Não se dá conta o abestado  de que mais dia menos dia ele pode perder o emprego, como a maioria já perdeu,  e de repente,  vê seu sonho virar pesadelo.

Só então se conscientizará de que  não é habitante da casa grande e sim da senzala. É possível  que volte ao patamar salarial elevado que tinha, mas não pode se iludir : seu status social será sempre o mesmo. A não ser que num golpe de sorte, ganhe na loteria ou receba uma herança portentosa.

O mais preocupante é que, em um momento de extrema dificuldade e insegurança jurídica no trabalho como a que produziu a reforma trabalhista , ele prefere  costear a varanda da casa grande a se unir aos seus pares da  senzala. Para combater o apartheid social , que aumentou muito em nosso país nos últimos três anos e ameaça se aprofundar de maneira dramática a partir de 2019,  o pobre de direita chega num momento crucial como esse, beijando mãos que hoje lhe afagam mas que, ao fechar das urnas, certamente o esbofetearão.

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Revista inglesa diz que Bolsonaro é uma ameaça à AL

. Matéria do Jornal Jovem Pan:

“A capa desta semana da edição da revista britânica The Economist destaca o candidato ao Palácio do Planalto pelo PSLJair Bolsonaro, como “a última ameaça para a América Latina”. No artigo principal da publicação, um possível governo do ex-militar seria “desastroso” para o Brasil e para o continente.

A revista diz que Bolsonaro conseguiu usar a combinação de aumento da violência, recessão econômica e descrédito com a classe política com seus ideais conservadores e uma proposta de economia pró-mercado. No texto, o avanço de Bolsonaro é comparado ao avanço do populismo nos Estados Unidos, com Donald Trump, na Itália, com Matteo Salvini, e nas Filipinas de Rodrigo Duterte.

Bolsonaro também foi comparado ao ditador chileno Augusto Pinochet. “Os brasileiros não devem se enganar. Bolsonaro tem uma admiração preocupante por ditaduras”, diz a publicação. “A América Latina conheceu homens fortes de todo tipo e a maioria dessas experiências foi horrorosa. Provas recentes disso são a Venezuela e a Nicarágua”, destaca.

Outro ponto ressaltado foi que o futuro governista precisará de apoio no Congresso Nacional e isso dificilmente acontecerá com Bolsonaro. “Para governar, Bolsonaro poderia degradar o processo político ainda mais, potencialmente abrindo caminho para algo ainda pior”, explica.

“Em vez de acreditar nas promessas vãs de um político perigoso na esperança de que ele resolva todos os problemas, os brasileiros precisam perceber que a tarefa de consertar sua democracia e reformar sua economia não será rápida nem fácil”, finaliza o texto.

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