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É hora de falar em Bolsonaro

A experiente jornalista política Tereza Cruvinel, do Jornal do Brasil, alerta que é tempo de se falar em Jair Bolsonaro, saber o que ele pensa, o que fará se chegar a presidência da república. É quase um sinal de alerta, porque descartar a possibilidade de Bolsonaro se eleger pode significar erro mais grave do que aquele  cometido pelas elites , pela imprensa e pela intelectualidade norte-americana ao subestimar Donald Trump.

Como ponto de reflexão sobre o perigo que representa este representante da ultra-direita para o futuro do Brasil e dos brasileiros, Tereza sugere a leitura e a reflexão sobre frases que representam o núcleo do pensamento do deputado carioca, apologista da ditadura militar, fã incondicional de Brilhante Ustra, descrito como besta humana por suas vítimas. Veja algumas das pérolas ditas por Bolsonaro :

“O erro da ditadura foi torturar e não matar.”

“Não te estupro porque você não merece.” (À deputada Maria do Rosário (PT-RS).

“Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” .

“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra, o pavor de Dilma Rousseff ”. (Ao votar pelo impeachment, invocando as torturas que ela sofreu).

“Quem procura osso é cachorro”. (Sobre a busca pelos corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia).

“Pinochet devia ter matado mais gente.”

“A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Sobre o massacre do Carandiru)

“Não vou combater nem discriminar mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Sobre foto do ex-presidente FHC com a bandeira LGBT).

“O mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais.” (Sobre comunidades quilombolas).

“Deveriam ter sido fuzilados uns 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso”. (Sobre o golpe militar de 1964).

“Eu não entraria num avião pilotado por um cotista. Nem aceitaria ser operado por um médico cotista.”

“Foram quatro homens. Na quinta eu dei uma fraquejada e veio mulher. (Sobre seus filhos).

“Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV).

“Gastaram muito chumbo com o Lamarca. Ele devia ter sido morto a coronhadas.”

“O objetivo é fazer o cara abrir a boca. O cara tem que ser arrebentado para abrir o bico.” (Em defesa da tortura).

“Competência? Se quiser botar uma prostituta no meu gabinete, eu boto. Se quiser botar a minha mãe, eu boto. É problema meu.”

 

“Já vai tarde.” (Sobre a morte de Luís Eduardo Magalhães).

“Não me venham falar em ditadura militar . Só desapareceram 282. A maioria marginais, assaltantes de bancos, sequestradores”.

“Pelo voto não vamos mudar nada neste país. Só com guerra civil”.

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Fanini vai delatar

O principal operador do esquema de corrupção na Secretaria Estadual de Educação do Paraná, Maurício Fanini deve depor dia 30 em Brasília, onde está preso. Mas ainda não será uma delação premiada, que o réu negocia, no âmbito da Operação Quadro Negro. A cabeça do ex-governador Beto Richa deve estar fervendo mais do que chocolateira.

É bom lembrar, no entanto, que tem mais gente graúda envolvida na “Quadro Negro”

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Pra não dizer que não falei das flores…

O próprio patrocinador do golpe de 64 vai, aos poucos, desmascarando a ditadura militar. Começou por Geisel, o general, que tal qual o antecessor Médici, mandava matar os adversários do regime. Aí veio o quinto general-presidente que, apesar de se apresentar como o militar que consolidaria a abertura (lembram-se do “quem não quiser abrir eu prendo e arrebento” ?) arquitetou aquele que seria o maior e mais covarde atentado que um regime sanguinário da América do Sul poderia cometer contra civis. Um Pulmann com bombas de alto poder de destruição transportou as bombas que seriam jogadas no meio da multidão que assistia a um show de 1o. de maio no Rio Centro.

Mas aí algumas delas explodiram no colo dos militares que se preparavam para executar a tarefa sangrenta. Qualquer cidadão medianamente informado sabia que o massacre seria atribuído à esquerda, como forma do então presidente Figueiredo, certamente arrependido por falar na possibilidade da volta dos civis ao poder, endurecer de vez o regime.

Aliás, vi no face book, e compartilhei fac-símile de uma edição (apreendida) do jornal alternativo Movimento, cuja manchete era “Geisel em um mar de lama”. É uma prova concreta de que a corrupção também era marca registrada do regime militar.

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Ministros sinalizam que a “Inês é morta”

A ministra Carmem Lúcia disse o óbvio ontem à noite no Canal Livre da Band: “Não há possibilidade da candidatura do ex-presidente ser bloqueada pelo TSE sem que haja provocação”.

Claro, a Justiça não age de ofício em nenhuma das suas instâncias. Mas que não seja por isso: provocação vai haver aos montes, para barrar a candidatura Lula com base na Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio.

Pelo que disse a presidente do Supremo e pelo que já tinha dito o presidente do TSE, Luiz Fux, a única chance de Lula disputar é se a sentença do juiz Sérgio Moro que o TRF4 confirmou, inclusive aumentando a pena, for reformada no STJ ou mesmo no STF. Fora isso, sem chance.

Parece estranho para nós leigos que os julgamentos feitos até agora do caso, tanto no segundo quanto no terceiro grau, não se ativeram ao mérito da sentença de primeira instância. Em nenhum momento os tribunais superiores analisaram a consistência (ou inconsistência) das provas que levaram Moro a mandar Lula para a cadeia por 9 anos e poucos e o TRF4 a acrescentar mais três anos e carquerada.

Tenho lido artigos e ouvido falas de juristas renomados que ressaltam a inexistência de prova material (e irrefutável) no processo do triplex. Mas nada disso tem exercido qualquer influência sobre os julgamentos do TRF4 ou dos pedidos de habeas corpus no STJ e no STF. As declarações dos ministros Fux e Carmem sobre a inelegibilidade de Lula são sintomáticas e reveladoras, ao fim e ao cabo, como diria o Conselheiro Acácio, de que a Inês é morta.

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Se assim é que lhe parece…

Tem muito leitor bravo  com o blogueiro, acusado de censurar pitacos de quem não pensa como ele, ou que tenha ideologia contrária à sua. Não é verdade. Aqui o espaço é democrático e libero comentários de todas as colorações ideológicas. O problema é que às vezes alguns extrapolam e partem para acusações (não necessariamente com palavras de baixo calão) que numa eventual ação judicial  eu não teria como provar. Diante disso, sugiro a quem se disponha a abrir caixas de pandora que crie seu próprio espaço e exerça da maneira que achar melhor seu direito de acusar. Simples assim.

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Quem poderá atirar a 1a. pedra? Quem?

O sistema político brasileiro permite costuras partidárias tão absurdas, que nenhum partido está em condições de atirar a primeira pedra. Ciro Gomes, que faz um discurso consistente e moralista, pode se aliar ao PP, que é considerado o partido mais corrupto do Brasil. O PT também caminha para alianças espúrias nos estados, como no Piauí , onde o governador Wellington Dias pretende manter a coligação que o elegeu  em 2014, composta pelo PP de Ciro Nogueira e pelo MDB, os dois partidos que votaram quase que maciçamente a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Na Bahia o governador Rui Costa estará  ao lado do PSD, que sempre foi ACM. Em Minas, Fernando Pimentel tentará a reeleição com o apoio do PDT, de Ciro Gomes e do Podemos, de Álvaro Dias.

Mas e daí, vamos sair de pau em cima dos presidenciáveis que se dobrarem a tanta incongruência? Não tem como, porque os candidatos que ficarem amarrados pelo complexo de vestal, simplesmente ficarão eleitoralmente inviabilizados. Mas é preciso que esse sistema que permite tantas alianças espúrias seja varrido do mapa numa reforma política que os eleitos  em outubro (presidente, governadores, senadores e depitados) ficarão devendo ao país. Simples assim.

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PP, na linha de tiro do TCU

Tribunal de Contas da União fará auditoria extraordinária no FNS para apurar denúncia de uso de dinheiro  público  na “compra” de deputados pelo PP

O PP foi acusado, em reportagem de capa da revista Isto É, de ir às compras na janela partidária para inflar sua bancada, o que teria feito com dinheiro da saúde. Tinha 31 parlamentares na Câmara Federal e ficou com 54, só perdendo em número de deputados para o PT. Tido como o partido mais corrupto do país, o PP de Ciro Nogueira, Arthur Lira  e Ricardo Barros, articulou, segundo a revista, o ingresso de sete novos deputados ao partido , num esquema de cooptação montado em cima de dinheiro do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Além dos recursos da saúde,  repassados para suas bases eleitorais,  os parlamentares teriam obtido  a promessa de que cada um iria receber   R$ 2,5 milhões do Fundo Partidário para suas campanhas pela reeleição. “É uma política suja, velha e ultrapassada” , criticou o deputado Júlio Delgado , do PSB de Minas Gerais, irritado com  a ida do  colega Marinaldo Rosendo, do PSB de Pernambuco, para o Partido Progressista.

A denúncia veiculada pela revista envolve diretamente o então ministro da saúde que, “para fazer a engrenagem do esquema funcionar, no último dia 28 de dezembro, assinou  a Portaria 3.992, que simplificou as normas de repasse do Fundo Nacional de Saúde. Antes, havia seis blocos de repasse dos recursos: custeio, investimentos, prestador, demandas judiciais, obras do PAC e emendas parlamentares. Ricardo Barros reduziu para apenas duas modalidades: custeio e investimentos”.

Agora, o Tribunal de Contas da União decidiu fazer uma auditoria extraordinária no FNS, a partir da suspeita de que a portaria assinada pelo ministro Ricardo Barros dificulta o controle e conseqüentemente facilita os desvios de finalidade do dinheiro da saúde.  A Secretaria Geral de Controle Externo do TCU foi orientada a tocar a auditoria com “a urgência que o caso requer”.

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A quem interessa evitar que o avião de Osmar Dias deixe o hangar?

Em janeiro era assim que  Ruth Bolognese via as manobras do então ministro da saúde na formação da chapa oficial de governador/senador, visando  manter a então vice e agora governadora Cida Borgheti no Palácio Iguaçu até 2022.

“Ninguém precisa ter nível universitário para concluir que o ministro da Saúde, Ricardo Barros, está dando todas as cartas no governo Beto Richa.

No segundo dia do ano, já distribui recursos do ministério para todo o Paraná e anuncia que vai deixar o governo Temer em abril para cuidar da reeleição da mulher, Cida Borghetti, ao governo.

Ora, pelo pressuposto, Ricardo Barros determinou que o governador Beto Richa vai deixar o governo do Paraná para se candidatar a um cargo eletivo e que a Belezura é a candidata preferencial do Palácio Iguaçu.

Nesse ritmo, a melhor saída para Beto Richa é prolongar o verão em Porto Belo (SC) até o final de março: vai manter o bronzeado, malhar o corpticho e começar a campanha para o Senado com zero stress. Mas antes precisa da autorização de Ricardo Barros, lógico”.

Estamos na segunda quinzena de maio e certamente Ricardo Barros não faz a mesma leitura do cenário estadual. Isso porque Cida ainda não conseguiu decolar nas pesquisas e Beto Richa deixou de ser um bom companheiro de chapa, por conta das sucessivas denúncias de corrupção que pesa sobre seu governo.

A lógica manda dizer que neste momento  Barros estaria se esforçando para blindar a esposa, também citada  na Operação Quadro Negro. Como ele está sempre com um olho no peixe e outro no gato, monitora a tendência do eleitorado, certamente com pesquisas qualitativas , para ver até onde a candidatura da governadora pode chegar.

Estranho, mas continua a boataria de que Osmar Dias talvez saia para o Senado e desista da candidatura do governo do Paraná. Isto, claro, irrita o irmão de Álvaro, que vê tentativas de adversários de dinamitar a pista de pouso, para que o seu avião sequer deixe o hangar.

Conhecendo Ricardo Barros como conhecem todos os jornalistas  políticos do Estado, fica fácil, até para esse modesto escriba, deduzir que RB possa estar por trás dessa central de boatos, que tanto tem piorado o humor de Osmar nos últimos dias (com perdão do trocadilho). O fato concreto é que Osmar tem aparecido tecnicamente empatado com Ratinho Júnior, deixando Cida com chances bem reduzidas de chegar ao segundo turno.

Ratinho, todos sabem, não admite em hipótese alguma a possibilidade de pleitear outro cargo que não o de governador. Daí porque, o histórico de indefinição de Osmar, que já ficou pelo caminho duas vezes, facilitar o surgimento de boatos sobre sua desistência.

 

 

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O velho Briza sabia das coisas

O jornalista e tradutor Eric Nepomuceno, que foi amigo de Leonel Brizola, lembra a propósito do relatório da Cia sobre as matanças do período Geisel:“Do alto de sua sabedoria, Leonel Brizola costumava dizer que golpista esquece que não se pode confiar nos EUA e principalmente na CIA. Por que? E o Brizola dizia: porque passa um tempinho eles abrem os arquivos e aí tudo de podre que foi feito vem para a superfície”.

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É bom que você saiba

Quando você, diabético ou hipertenso, que pegava medicamentos de  graça  na Farmácia Popular , perceber que doravante terá que botar a mão no bolso para controlar suas crises, não esqueça : o programa Farmácia Popular começou a ser desmontado pelo ministro da saúde Ricardo Barros. Agora, o presidente TEMERário retoma o desmonte definitivo do programa, começando por descredenciar, de uma só vez, 1.729 drogarias em todo o país. Até o final do anos não haverá mais, em nenhum estabelecimento do gênero o banner com a frase  ’Aqui tem Farmácia Popular’

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