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A verdade sobre os médicos cubanos

Para exportar seus serviços médicos Cuba abre edital por meio de uma empresa estatal  e contrata os médicos que queiram atuar fora do país. As condições salariais e os países para onde deverão ir são conhecidos previamente pelos profissionais, que têm o direito de aceitar ou não. Aceitando, assinam um contrato de trabalho, geralmente por prazo determinado.

Essa história de que os médicos ganham X e mandam y para o país de origem é conversa. Eles recebem é da empresa que os contrataram. O dinheiro que Cuba arrecada com esses acordos é destinado ao financiamento da saúde e da educação do país caribenho, onde o ensino, do básico à graduação,é inteiramente gratuito.

Esse tipo de cooperação é feita atualmente com 66 países, inclusive da Europa. Tudo começou em 2005, por meio de uma brigada de ajuda humanitária que o país de Fidel montou para atender vítimas do Furacão Katrina, nos Estados Unidos.

A verdade é que há muita mentira sobre a questão dos médicos cubanos, fomentadas naturalmente pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, que acaba de fazer uma grande lambança.

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Crônica de uma tragédia anunciada

O ex-ministro da saúde,  médico sanitarista e professor universitário Arthur Chioro , vê como uma tragédia para a vida e a saúde de 30 milhões de brasileiros o fim do programa Mais Médico. “Será  um caos para a organização do SUS, que depende da atenção básica para coordenar o acesso às redes regionais e garantir a universalidade e a integralidade da saúde”, disse Chioro , afirmando que  ”Bolsonaro e apoiadores serão responsabilizados pelo aumento da mortalidade infantil, materna, por hipertensão, diabetes, doenças respiratórias e outros problemas sensíveis à atenção básica que serão profundamente afetados com o fim do Mais Médicos. É um crime contra quem mais precisa de saúde”.

A avaliação do ex-ministro é de que estaremos diante de um grande “ vexame internacional que abala a relação do país com a Organização Pan-Americana de Saúde (OMS) e que desencadeará um cenário de desconfiança generalizada nas relações com outros países, parceiros do Brasil em inúmeros projetos na área da saúde”.

É sabido que um dos grandes problemas do SUS são os baixos índices de resolutividade na ponta, ou seja, a solução de problemas simples já na primeira consulta. Isso nem sempre é possível, porque poucos méduso examinam adequadamente o paciente. Quem depende do Sistema Único sabe que boa parte dos profissionais apenas olham o paciente e prescrevem a medicação, ou partem logo para pedidos de exames que demoram uma eternidade para sair. Isso acaba mascarando doenças que poderiam ser curadas ali mesmo na atenção básica.

Chioro diz que “a  atenção básica é capaz de resolver mais de 80% dos motivos que levam alguém a procurar serviços de saúde”, aduzindo que os médicos cubanos, sempre muito ciosos do seu nobre ofício, apresentavam um índice de resolutividade bastante elevado, o que melhorava substancialmente a eficácia dos atendimentos.Tudo isso deve ir para o espaço,por conta de um preconceito ideológico injustificável.

Dizer que o presidente eleito vinha  detonando o programa por um sentimento de pena e solidariedade aos médicos, por não receberem seus salários integrais, é conversa pra boi dormir. É só lembrar que quando a proposta foi votada na Câmara Federal no governo Dilma, ele votou contra.

Depois da lambança feita , Bolsonaro  sugere o serviço médico militar obrigatório para os recém-formados. Chioro ironiza: “Será interessante assistir aos médicos que lideraram a oposição ao PMM verem seus filhos trabalharem por 3 anos em favelas, aldeias indígenas, e quilombolas… talvez mudem para Miami ou peçam aos colegas cubanos que voltem com urgência”.

 

 

 

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O risco Brasil passa a ser o do “faz-me rir universal”

Ernesto Araújo, que tem Donald Trump como ideólogo; que vê “marxismo cultural” pilotando a globalização e que tem mais pra cabo Daciolo do que para Celso Lafer ou Celso Amorim, será o próximo Ministro das Relações Exteriores do Brasil. “Com essa cabeça tomada pelo misticismo”, diz  o experiente jornalista Clóvis Rossi, ” ou Deus de fato resolve interferir ou o Brasil corre o risco de virar um faz-me rir universal”.

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Oposição barra o “conto da água”

 

A população nem se deu conta,simplesmente porque a mídia tradicional escondeu o fato, como faz sempre com tudo o que contraria interesses escusos do setor privado. Seguinte: a Câmara Federal iria votar uma Medida Provisória do presidente predador e por ação firme da oposição, aí com destaque para a bancada petista, acabou tento a mesma arquivada e remetida  lata de lixo.

Um acordo entre Temer e Bolsonaro  visava a aprovação na última terça-feira da chamada “MP da privatização da água”. A obstrução dos partidos oposicionistas e da mobilização feita por entidades da sociedade civil organizada, impediram a leitura e a conseqüente votação da PM 844/18. Ela abria caminho para a privatização geral e irrestrita dos sistemas de saneamento básico dos estados.

Veja o caso do Paraná, onde do governo Lerner para cá, a quase totalidade das ações preferenciais da Sanepar foram vendidas nas bolsas de valores. As preferenciais é que garantem aos acionistas receberem dividendos, as ordinárias é que dão direito a voto. Mas quando as preferenciais estão quase todas nas mãos de especuladores, a questão financeira acaba pesando na hora dos detentores das ações ordinárias decidirem  sobre investimentos da empresa e políticas tarifárias.

Hoje a Sanepar não possui uma única ação preferencial. Por conta disso, os acionistas privados é que acabam pressionando o Estado, (detentor majoritário das ações  ordinárias) a reajustarem as tarifas. Não é por outra razão que a conta de água no Paraná está pela hora da morte. O último governador que segurou o toro a unha e não permitiu reajustes durante muito tempo foi Roberto Requião. No  período Beto Richa/Cida, a política tarifária da companhia estatal (estatal pelo menos no nome) foi escorchante.

E se já estava ruim com os governantes e Assembléia Legislativa trabalhando contra o povo, imagine como não ficaria se a Medida Provisória de Michel Temer, com apoio explícito do presidente eleito Jair Bolsonaro, fosse aprovada agora. Uma outra MP , ou mesmo Projeto de Lei, pode vir a ser mandado para o Congresso Nacional pelo futuro governo. Mas a oposição e os movimentos sociais certamente estarão atentos. Pelo menos é o que se espera.

 

 

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Lula perante a História

Lula foi condenado no caso de um triplex que não lhe pertencia; deverá ser condenado no caso de um sítio que também não lhe pertence; há o processo do caso de um terreno para o Instituto Lula, onde a sede do instituto não foi construída. Como será que esses casos entrarão para a História?

O que dá pra perceber é que Lula dificilmente sairá da cadeia em tempo de gozar o que lhe restará de vida terrena. Isso porque o roteiro desse filme já está montado e as filmagens tiveram início lá atrás, quando o personagem principal das eleições de 2018 tinha que ser tirado do jogo.

Todo mundo imaginava que, findo o processo eleitoral, Lula seria posto na rua. Não será, porque mesmo não havendo chance de voltar a ser candidato em 2022, até pela idade já provecta, caminha para ganhar status de mito, mas assim, sem aspas.

Matou-se um candidato viável. O líder político não é imorrível, mas agora é preciso tentar matar o mito, porque este sim, é imortal. E, num silogismo simples, pensará sempre pela cabeça dos que o seguiram vida a fora. E se pensa, logo existe. Sempre existirá.

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Ódio ideológico de Bolsonaro implode o “Mais Médico”

Em cinco anos de trabalho o programa Mais Médicos atendeu 113 milhões de pacientes em 3.600 municípios. Cerca de 88% dos profissionais admitidos no programa, que pode ser considerado revolucionário,eram de Cuba, onde se pratica uma das melhores e mais eficazes medicinas do mundo.

Agora, em protesto à ameaça feita pelo  presidente eleito de expulsar os médicos cubanos do Brasil,  o governo do país caribenho decidiu abandonar o programa, que possibilitou a presença de médicos em municípios que jamais tiveram um desses profissionais.

Tudo o que Bolsonaro diz sobre relações com outros países é que sua política externa não terá viés ideológico. No caso do Mais Médico o que houve não tem nada a ver com ideologia, mas sim com a  melhoria substancial no atendimento a populações dos mais pobres e longínquos municípios brasileiros.

Então, em nome da eliminação idiota de um viés ideológico que só a direita vê, milhões de pessoas pobres, inclusive mulheres e crianças , deixarão de ter a assistência médica que vinham tendo.

Confira a íntegra do documento enviado hoje pelo governo de Havana, comunicando o rompimento do acordo:

“O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios solidários e humanistas que durante 55 anos têm guiado a cooperação médica cubana, participa desde seus começos, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa de Dilma Rousseff, nessa altura presidenta da República Federativa do Brasil, tinha o nobre propósito de garantir a atenção médica à maior quantidade da população brasileira, em correspondência com o princípio de cobertura sanitária universal promovido pela Organização Mundial da Saúde.

Este programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalhar em zonas pobres e longínquas desse país.

A participação cubana nele é levada a cabo por intermédio da Organização Pan-americana da Saúde e se tem caracterizado por ocupar vagas não cobertas por médicos brasileiros nem de outras nacionalidades.

Nestes cinco anos de trabalho, perto de 20 mil colaboradores cubanos ofereceram atenção médica a 113.359.000 pacientes, em mais de 3.600 municípios, conseguindo atender eles um universo de até 60 milhões de brasileiros na altura em que constituíam 88 % de todos os médicos participantes no programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em lugares de pobreza extrema, em favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador de Baía, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, sobretudo na Amazônia, foi amplamente reconhecida pelos governos federal, estaduais e municipais desse país e por sua população, que lhe outorgou 95% de aceitação, segundo o estudo encarregado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.

Em 27 de setembro de 2016 o Ministério da Saúde Pública, em declaração oficial, informou próximo da data de vencimento do convênio e em meio dos acontecimentos relacionados com o golpe de estado legislativo-judicial contra a Presidenta Dilma Rousseff que Cuba “continuará participando no acordo com a Organização Pan-americana da Saúde para a implementação do Programa Mais Médicos, enquanto sejam mantidas as garantias oferecidas pelas autoridades locais”, o que até o momento foi respeitado.

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, fazendo referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos, declarou e reiterou que modificará termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito à Organização Pan-americana da Saúde e ao conveniado por ela com Cuba, ao pôr em dúvida a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa a revalidação do título e como única via a contratação individual.

As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis que não cumprem com as garantias acordadas desde o início do Programa, as quais foram ratificadas no ano 2016 com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-americana da Saúde e o Ministério da Saúde da República de Cuba. Estas condições inadmissíveis fazem com que seja impossível manter a presença de profissionais cubanos no Programa. Por conseguinte, perante esta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu interromper sua participação no Programa Mais Médicos e foi assim que informou a Diretora da Organização Pan-americana da Saúde e os líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa.

Não aceitamos que se ponham em dúvida a dignidade, o profissionalismo, e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de seus familiares, prestam serviço atualmente em 67 países. Em 55 anos já foram cumpridas 600 mil missões internacionalistas em 164 nações, nas quais participaram mais de 400 mil trabalhadores da saúde, que em não poucos casos cumpriram esta honrosa missão mais de uma vez. Destacam as façanhas de luta contra o ébola na África, a cegueira na América Latina e o Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas do Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e Grandes Epidemias “Henry Reeve” no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

Na grande maioria das missões cumpridas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Igualmente, em Cuba formaram-se de maneira gratuita 35 mil 613 profissionais da saúde de 138 países, como expressão de nossa vocação solidária e internacionalista.

Em todo momento aos colaborados foi-lhes conservado seu postos de trabalho e o 100 por cento de seu ordenado em Cuba, com todas as garantias de trabalho e sociais, mesmo como os restantes trabalhadores do Sistema Nacional da Saúde.

A experiência do Programa Mais Médicos para o Brasil e a participação cubana no mesmo, demonstra que sim pode ser estruturado um programa de cooperação Sul-Sul sob o auspício da Organização Pan-americana da Saúde, para impulsionar suas metas em nossa região. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a Organização Mundial da Saúde qualificam-no como o principal exemplo de boas práticas em cooperação triangular e a implementação da Agenda 2030 com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Os povos da Nossa América e os restantes do mundo bem sabem que sempre poderão contar com a vocação humanista e solidária de nossos profissionais.

O povo brasileiro, que fez com que o Programa Mais Médicos fosse uma conquista social, que desde o primeiro momento confiou nos médicos cubanos, aprecia suas virtudes e agradece o respeito, a sensibilidade e o profissionalismo com que foram atendidos, poderá compreender sobre quem cai a responsabilidade de que nossos médicos não possam continuar oferecendo sua ajuda solidária nesse país”.

Havana, 14 de novembro de 2018.

 

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Petrobras vale menos 15%

O mercado financeiro ficou eufórico com a vitória de Jair Bolsonaro. Mal sabiam os pequenos investidores em ações da Petrobras que a companhia teria uma perda de R$ 59 bilhões nas duas primeiras semanas pós-resultado das urnas. É o que registra o site Informoney (braço da XP Investimentos). O risco Bolsonaro, que começou a ser constatado antes mesmo dele tomar posse, deixa o mercado com a pulga atrás da orelha.

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Congresso Nacional ajuda Bolsonaro a avançar sobre o FAT

De acordo com o artigo 239 da Constituição de 1988 recursos provenientes das contribuições  para PIS e PASEP devem ser destinados a programas que beneficiem o trabalhador, como seguro desemprego, abono social e cursos de qualificação profissional, promovidos inclusive por sindicatos obreiros. Outra parte deve ir para financiar programas de desenvolvimento econômico, via BNDES, com a finalidade de gerar empregos.

Ocorre que o FAT vem servindo pra muitas coisas menos para beneficiar o trabalhador. Parte substancial do  patrimônio superior a R$ 200 bilhões é alocado no BNDES, não para financiar a pequena e média empresa, como deveria ser , mas para financiar mega-empresários. Os desvios de finalidade vem comendo a grana pelas beiradas e ameaça deixar o trabalhador sem a proteção do fundo. Agora,  o Congresso Nacional vota projetos de lei que remaneja recursos da União. O FAT, por exemplo, levou um duro golpe esta tarde, com a aprovação de um PL que remaneja  meio bilhão de reais para o  Ministério da Justiça na gestão Sérgio Moro.

Já vinham fazendo estragos semelhantes com o dinheiro da seguridade social. Nas gestões Lula e Dilma o governo podia tirar até 20% , por meio de um mecanismo sacana chamada DRU. O percentual foi elevado para 30% no governo Temer. Essa tungagem, aliás , é tida como uma das responsáveis pelo déficit da previdência , agravado pelas dívidas gigantescas que grandes empresas têm para com o INSS.Mas você já sabe quem é que vai pagar a conta, não sabe? Isso mesmo, o trabalhador da ativa que  com a reforma  dificilmente conseguirá se aposentar antes de estar com um pé na cova.

 

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Massa crítica?Pra que massa crítica?

Na escola sem partido, prevista na “Lei da Mordaça”, pode acontecer de tudo. Segundo observa o senador Cristovam Buarque,  pode acontecer, por exemplo, que “ um aluno muçulmano vai filmar um professor que diga que Deus é brasileiro. Um cristão vai filmar um professor que diga que Deus é Alá. Gays vão filmar o professor que é contra a diversidade. Quem é contra os gays vai filmar o professor que defende a diversidade”.

Que escola é essa que querem criar no Brasil?  Acho que é uma escola de abestados, de alunos sem consciência crítica, que não questionam,  que não pensam e que por isso mesmo , são meros candidatos a dar consistência à massa…de manobra.

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