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Moro é ou não agente da CIA?

Numa aula de refinada ironia , a ótima jornalista  Ruth Bolognese mata a cobra e mostra o pau:

“Apesar da própria mulher, dona Rosangela, negar, são vários os indícios de que o juiz Sérgio Moro é um agente da CIA disfarçado. Por exemplo:

1) Ele se confunde muito com o uso do verbo “haver”, transitivo ou intransitivo dependendo da colocação na frase. Americano nato ou treinado desde criancinha na Virginia (EUA) não aprende nunca
2) O uso de gravata preta com camisa preta. Só um agente da CIA montaria um figurino tão desconexo da realidade tropical. E tão feio, claro
3) A obsessão por Lula, e não é por causa do perigo vermelho, mas sim, por causa da barba. Todo agente da CIA relaciona qualquer barba com Fidel Castro e a frustração por não ter conseguido eliminar o líder cubano da face da terra. Pura vingança tardia
4) E, finalmente, o fato de ter ido a Mônaco recentemente. Qual agente da CIA não sonha em surgir em Mônaco impecável, único lugar do mundo em que se pode usar blazer branco com gravata borboleta preta sem ser chamado de garçom?

Alguém tem mais alguma dúvida?”

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Meirelles delira

Acreditem, Henrique Meirelles disse em entrevista ao Estadão que estará no segundo turno das eleições presidenciais. E olhe lá se não ganhar no primeiro, segundo deu a entender, do alto do seu 1%. Ele se coloca como pré-candidato do MDB, mas nem se toca que está sendo fritado por Michel Temer, que articula do Fernando Henrique a derrubada de Alckmin para, em uma parceria MDB-PSDB lançar o João Dória.

Tudo bem que quem se coloca na disputa tem que ser otimista e dizer mesmo que vai ganhar, mesmo sabendo que vai perder. Mas o caso do ex-ministro da Fazenda já é de delírio.

 

 

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Injúria? Aonde?

Informa o site O Antagonista (aquele do cover do Arnaldo Jabour, Diogo Mainardi) :

“O Ministério Público de São Paulo determinou à Polícia Civil na quinta-feira, 12, a abertura de inquérito policial sobre Ciro Gomes, informa o Estadão.
O pré-candidato do PDT à Presidência será investigado por injúria racial, em razão de declarações sobre Fernando Holiday na entrevista que deu à Jovem Pan em 18 de junho.
“Esse Fernando Holiday aqui é um capitãozinho do mato. Porque a pior coisa que tem é um negro usado, pelo preconceito, para estigmatizar”, afirmou Ciro, na ocasião, sobre o vereador do DEM-SP”.

Mas espera aí, onde está a injúria racial nessa declaração do presidenciável do PDT? Afinal,o que era o capitão do mato? Nada mais, nada menos de que o serviçal de uma fazenda, geralmente um negro que havia conseguido a liberdade, e que o fazendeiro pagava para perseguir outros negros, ainda escravos. Ou seja, um negro se prestando a perseguir os de sua raça que ainda não estavam libertos.

Se bem me lembro, Fernando Holiday (MBL) teve como uma de suas propostas iniciais como vereador de São Paulo, excluir o Dia da Consciência Negra do calendário escolar da capital paulista. Além disso , criticava duramente o sistema de cotas. Ou seja, o cara é negro e se insurgia contra políticas públicas que beneficiavam os negros e contra uma simbologia, que visava exatamente chamar a população à reflexão sobre a discriminação racial no Brasil. Diante disso, onde está a referência preconceituosa ao parceiro do Kim Kataguiri?

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O país caminha de fasto

O teto de gastos aprovado pelo Congresso Nacional em 2017 foi  uma emenda que  saiu bem pior do que o soneto. Um dos exemplos da tragédia, são os milhares de jovens doutores e mestres , que mesmo portando tais títulos não conseguem ingressar no mercado de trabalho. Não conseguem no setor público, principalmente porque as universidades estão sendo desmanteladas e não conseguem  na iniciativa privada, que os repele por não possuírem experiência corporativa e também, por serem considerados overqualified, ou seja, qualificados demais para as vagas disponíveis. É o Brasil pós-golpe em marcha de caranguejo.

 

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E põe inferno astral nisso

O amigo de infância de  Beto Richa, Tony Garcia, já teria entregue  ao Ministério Público gravações que deixam a situação do ex-governador muito,  mas muito complicada mesmo. Refere-se ao envolvimento dele  em escândalos monumentais , que ainda estão sendo investigados, caso de operações como a “Quadro Negro” e a “Publicano”. Não é por acaso que tempos atrás o senador Requião fez referência à língua solta de Tony Garcia que no entender dele, Requião, poderia acabar transformando Beto Richa  numa espécie de Sérgio Cabral das Araucárias.

 

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A aterradora perspectiva de solução à bala dos conflitos sociais

A reflexão é do qualificadíssimo professor de filosofia da USP,  Vladimir Safatle e assusta pela clareza e a carga de verdade que traz. “Com a estabilização dos votos em Jair Bolsonaro e a inanição de outros candidatos conservadores, o Brasil começa a ver a máscara cair. Aos poucos, setores do empresariado nacional, dos pequenos comerciantes, das classes tradicionalmente privilegiadas e das igrejas aparecem para expor sua adesão à brutalidade do protofascismo nacional”, sintetiza.

É um fenômeno recente, que parece assustador quando vemos empresários da Confederação Nacional da Indústria aplaudir alguém como Bolsonaro. Na prática, isso significa segundo o filosofo, que a nata do empresariado brasileiro está a dizer claramente que não está mais disposta a pacto social algum. Eles preferem acreditar que o que vale realmente é o confronto aberto com seus empregados e com os setores que procuram, pelo menos, o equilíbrio das relações capital x trabalho.

Pode parecer exagero, mas não é. Para perceber isso, basta que  você se detenha a analisar o discurso de Bolsonaro, que a elite do empresariado aplaudiu efusivamente durante uma sabatina com os presidenciáveis em Brasília. A perspectiva (muito sombria, diga-se de passagem) é de que podemos ver , segundo  o professor Vladimir Safatle,  que “conflitos trabalhistas poderão ser resolvidos a bala, fazendeiros poderão passar por cima de licenças ambientais com trator, qualquer traço de solidariedade social poderá ser chamado impunemente de vitimismo”.

Safatle não está propenso a nos animar de que o fenômeno Bolsonaro desaparecerá tão facilmente do cenário político brasileiro. O máximo que poderá ocorrer no curto e no médio prazo é a figura do Jair Messias ser substituída nos embates eleitorais por alguém desse espectro ideológico que seja mais palatável à fina flor do reacionarismo nacional.

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Revista esmiúça origem da fortuna de FHC

A revista Carta Capital traz como reportagem da capa da sua edição deste final de semana uma ampla reportagem, na qual esmiúça a origem dos bens do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso , que são muitos. O mergulho nos negócios do guru do conservadorismo nacional foi feito pelo repórter  Alceu Luís Castilho, que levantou entre outras coisas: canaviais a perder de vista, leilões de touros Brangus, um apartamento numa luxuosa avenida de Paris e outro de 450 metros quadrados em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo.

A revista liga FHC a Emílio Odebrecht , que em 2012 apareceu no Jornal Nacional dizendo que havia financiado as campanhas do tucano para o Senado e para a Presidênciada República. Isso o empresário já havia dito ao juiz Sérgio Moro em depoimento em meio as investigações da OperaçãoLava-Jato.

Alguém acha que Fernando Henrique será investigado e acabará, pelo menos , como réu? Quem achar isso que tire o cavalo da chuva, porque o nosso “Farol de Alexandria” é inimputável.

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