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Ciro Gomes profético:

2014: “Cunha é bandido, é o picareta-mor”.
(Disse isso quando a maioria do povo brasileiro não o conhecia ainda);
2014: “Se a Dilma se aliar a essa banda podre quadrilheira do PMDB, não termina o mandato”;
2015: “Michel Temer é o capitão do golpe”.
(Disse isso quando ninguém suspeitava);
2017: “Dória não chega até dezembro vivo”.
(Disse isso quando toda imprensa noticiava como certa a candidatura do Dória em 2018);
2017: “O Bolsonaro não aguenta a primeira avalanche de denúncias da imprensa tucana”.
(Bolsonaro naufragando);

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Reflexão de um domingo chato, sem fuebol

Há quem diga que a internet criou uma geração de sábios. Isso porque hoje todo mundo tem acesso fácil a qualquer tipo de informação.  Ouvi numa entrevista do psicólogo Augusto Cury, que Dom Pedro II tinha acesso a menos informações do que um menino de 8 anos nos dias atuais. Mas o imperador,  chamado de “o magnânimo”,  era um intelectual, um pensador, exatamente porque sabia processar com precisão o volume de informações (pequeno para os padrões atuais mas grande para o século XIX) que recebia.

A internet disponibiliza todo tipo de informação que a pessoa queira acessar. Qualquer um pode ser bem informado e está apto à compreender a realidade dos fatos que a mídia despeja todos os dias sobre nossas cabeças.

O problema é o processamento, a capacidade que cada um tem de associar o que  ouve ou lê  com a verdade dos fatos. A julgar pelas manifestações freqüentes nas redes sociais, sobretudo  com relação  à corrupção endêmica que contamina as relações de poder no Brasil,  é lícito reconhecer: tinha razão o filósofo italiano Umberto Eco (falecido em 2016), ao dizer que   “as rede sociais deram voz a legiões de imbecis”.

 

 

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Pega na mentira

A Globo tentou fazer o país crer que aquela conversa com o Luciano Huck no tal “divã” do Faustão teria sido gravada no dia 11 de novembro.  Isso porque se o apresentador for mesmo candidato a presidente da república, terá cometido um crime eleitoral, passível até de cassação da candidatura.

A justificativa foi grotesca. Tão grotesca que não se atentaram para o fato de que na entrevista o Faustão pergunta para Huck se havia chovido no réveillon e qual dos filhos dele e Angélica deu mais trabalho na festa de passagem do ano. A farsa foi desmontada pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

 

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Quem perde é a Justiça

Sérgio Moro não é objeto da manifestação na Câmara, mas do lado de fora, os que se julgam detentores do monopólio do patriotismo gritam “viva Moro!” a todo instante. Sempre soube por meio de advogados respeitáveis e juristas destacados, que juiz tem que ser discreto, só falar nos autos e julgar com base nas provas que estão contidas no processo. Juiz não é pra ser garoto propaganda. Quando busca os holofotes e vira alvo de bajulação, tem sua credibilidade abalada. É a Justiça que perde com isso.

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Alguém tem o monopólio do patriotismo?

Os organizadores da manifestação que ocorre na Câmara em defesa da candidatura de Lula negam que o evento tenha algum objetivo de criticar a figura do juiz Sérgio Moro. “Isso não teria nenhuma lógica”, diz o vereador Mariuci. Na verdade usaram a figura de Moro, por ser ele de Maringá, como pretexto para a confrontação que planejaram fazer, inclusive com ameaças de agressão aos que lá fossem para apoiar o movimento em defesa do ex-presidente.
Com faixas provocativas e expressões ofensivas ao líder petista, os autodenominados patriotas , que desde cedo se concentram atrás da Catedral , tocam o Hino Nacional num carro de som. Mas lá dentro do plenário da Câmara, os “antipatriotas ” cantam o Hino, num coro de mais de mil vozes.

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A que ponto chegamos

A professora Tânia Tait,  uma mulher que merece respeito, conta que chegou agora há pouco na Câmara Municipal de Maringá e  foi abordada por um policial . Olha só a pergunta que o PM fez a ela: “A senhora é petista ou patriota?”.

A resposta foi óbvia, a mesma que qualquer pessoa daria: “Ué, por ser petista eu não posso ser patriota?”.

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Impacto da redução

O salário mínimo foi reduzido por Temer em R$ 11,00.  Veja o que isso significa em termos de perdas de alimentação  e de redução do consumo de feijão e arroz, segundo cálculos do  deputado federal Elvino Bohn Grass, titular da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional:
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“Multiplique-se $ 11,00 por 45 milhões de pessoas e tem-se 225 milhões de quilos de arroz ou 135 milhões de quilos de feijão que deixarão de ser comercializados no país”. Ou seja: mais do que nunca, o mínimo tornou-se de fato no salário da fome.

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Abrasco critica campanha paranaense de vacinação contra dengue e recomenda suspensão imediata

A Abrasco  – Associação Brasileira de Saúde Coletiva  está divulgando em seu site um alerta ao  Paraná com a recomendação  de que o governo interrompa imediatamente a campanha de vacinação contra a dengue. Isso porque estudos técnico-científicos mostram que a vacina Dengvaxia® deve ser ministrada apenas em indivíduos previamente infectados. Os considerados soronegativos (que nunca tiveram contato com o vírus da dengue)  não deveriam tomar a vacina.

Dia z a nota:

“A despeito da falta de definição das instâncias técnicas do Ministério da Saúde (MS), as altas autoridades da Secretaria de Saúde do Paraná (SES-PR) decidiram promover em setembro de 2016 uma campanha de vacinação em massa com a Dengvaxia®, repetida em março e em outubro de 2017. No total, a população-alvo das campanhas chegava a cerca de 500 mil pessoas e, neste momento, cerca de 300 mil já receberam ao menos uma dose da vacina.

Considerando as evidências nacionais e internacionais hoje disponíveis, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco – entende que se impõem as seguintes medidas:

  1. Que a campanha paranaense seja interrompida no ponto em que ora se encontra.
    2. Que o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI/MS) não incorpore a vacina Dengvaxia® à sua cesta de produtos.
    3. Que o acompanhamento da população dos municípios do Paraná que participaram das campanhas seja realizado de forma rigorosa, com vistas a que cada caso suspeito de dengue seja devidamente notificado, em particular casos graves que resultem em internação hospitalar.

Além disso, a Abrasco considera indispensável que as autoridades de saúde federal e do Estado do Paraná esclareçam a população brasileira sobre as seguintes questões:

  1. Em que evidências as autoridades paranaenses se basearam para iniciar uma vacinação em massa de um produto cuja utilização não foi recomendada pelo Ministério da Saúde por falta de evidências técnicas que sustentassem a sua utilização nessa condição?
    2. O único país a incorporar a vacina para vacinação em massa realizada pelo sistema público foi Filipinas que, após tomar conhecimento do alerta da OMS, interrompeu a vacinação e está cogitando processar o fabricante. Quais medidas o governo do Paraná e o gestor federal do SUS pretendem adotar?
    3. Tendo a Anvisa recomendado a não-vacinação de indivíduos sem anticorpos circulantes, quais as medidas tomadas pelas autoridades paranaenses e qual a atitude da Anvisa no sentido de fazer cumprir a sua recomendação?
    4. Quais as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde no sentido de desenvolver pesquisas capazes de esclarecer as lacunas de conhecimento sobre a vacina e tomar decisões sobre a sua utilização em campanhas de massa?

Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 2018

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