“Os Dias eram assim…”

O blogueiro Esmael Morais, analisando ações políticas dos irmãos Dias nos últimos três anos conclui que Osmar pode trocar a disputa do Palácio Iguaçu por uma cadeira no Senado e o irmão Álvaro, que tem mais quatro anos de mandato, desistirá da presidência da república para tentar ser governador do Paraná pela segunda vez.

Se Osmar desistir de ser governador, vai trombar com Beto Richa, que tantará o Senado, apesar do Paraná ter duas vagas em 2018. Nesse quadro, muda a correlação de forças e daí podem acontecer duas coisas: Osmar ficar pelo caminho, com Álvaro tendo prejudicada sua tentativa de voltar ao Palácio Iguaçu e Beto Richa, num confronto aberto com os Dias, ter seu desgaste aumentado e ficar sem mandato a partir de 2018, e portanto, na mira de Sérgio Moro.

Fazendo uma ligeira retrospectiva da vida partidária recente dos irmãos, Esmael Morais lembra que “Os Dias eram assim”:

“Alvaro Dias (PV) foi reeleito ao Senado graças à troca de apoio com o governador Beto Richa (PSDB). Esqueceu tudo que dissera antes do então correligionário para garantir sua continuidade em Brasília.

Agora, em 2018, as posições se invertem, mas a situação se repete.

O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Osmar Dias (PDT), irmão de Alvaro, é quem costeia o alambrado de Beto Richa, que sonha com o Senado. O pedetista quer herdar a máquina estadual para chegar ao Palácio Iguaçu.

Alvaro e Osmar, o Abel e Caim, contrariando o apelido que receberam nas planilhas da Odebrecht, juram que não disputarão um contra o outro nem se deixarão feridos na estrada. Ou seja, irão para o combate na mesma trincheira.

 

O diabo é que Alvaro patina nos 2% das intenções de voto para a Presidência da República e Osmar, depois da citação na delação da Odebrecht, despencou nas pesquisas de maneira vertiginosa.

 

Com esse quadro desfavorável, seria mais crível a candidatura de Álvaro Dias ao governo do Paraná e do mano Osmar ao Senado.

O arranjo desagrada gregos e baianos, pois as candidaturas dos irmãos Dias fecham as duas vias de composição (governo e Senado). Portanto, eles correm o risco de morrerem abraçados na estrada.

É dentro desse contexto político e de minissérie global- — “Os dias eram assim” — que os abelhudos do Centro Cívico trabalham diuturnamente na captura de materiais para o trocadilho da vida real”.

 

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Ilegal, obtuso e de tamanha sem-vergonhice…

Temer não tem a mínima condição de conduzir qualquer processo de reforma. Não tem condições intelectuais, políticas e nem  morais. Esta constatação é do insuspeito articulista da Folha de S.Paulo, Jânio de Freitas, para quem, Michel Temer “é só um fantoche, à espera de que alguém conte os seus feitos ou os silencie por dinheiro”.

E como imaginar o Congresso Nacional, com mais de uma centena de deputados e senadores envolvidos na Lava-Jato, decidir, de acordo com interesses meramente patronais, o futuro dos trabalhadores brasileiros?

É demais para a cabeça de qualquer cidadão medianamente inteligente imaginar que os acordos entre patrões e empregados possam se sobrepor às leis.

Jânio de Freitas não deixa por menos: “Isso é tão ilegal, obtuso e de tamanha sem-vergonhi­ce, que dificulta imaginar-se sua origem em gente de go­verno e do Congresso”.

Sobre a reforma da previdência, que grafa entre aspas, Jânio de Freitas comenta: “O projeto governamental de “reforma” da Previdên­cia, por sua vez, estava tão carregado de arbitrariedades e desprezo por seres huma­nos, no original do ministro da Fazenda, que foi estraça­lhado por cortes – sem, no entanto, tornar-se inteligen­te e com alguma sensatez.

Não é preciso acrescentar leviandade alguma às que mantêm a crise. E a agra­vam a cada dia.

Os dois te­mas das “reformas” não in­teressam só ao governo e à visão patronal. Revolvem a vida de uns 150 milhões de brasileiros. Ou mais.

E isso não é coisa para ser mani­pulada por Michel Temer e seu grupo de políticos, la­ranjas, intermediários, cor­ruptores e corrompidos”.

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Violência previsível, que assusta e envergonha

O Ministério Público, a Polícia, a Justiça e a própria sociedade não podem continuar tolerando a selvageria que ocorre com freqüência dentro dos estádios e fora deles, antes, durante e depois dos jogos, principalmente os clássicos.

Não dá mais para chamar de torcedores, marginais como esses que não vão aos estádios com o pretexto de torcer pelos seus times, mas na verdade vão mesmo é dispostos a brigar, a agredir e até matar torcedores de times adversários, geralmente sem que nenhum motivo tenha dado causa a tanta violência. O que aconteceu hoje do lado de fora do Couto Pereira antes da partida Coritiba x Corinthians foi um desses absurdos que não pode ficar em pune.

Bandidos travestidos de torcedores do “Coxa” armaram-se de paus e pedras para esperar os ônibus que foram de São Paulo com a torcida do Corinthians para a capital do Paraná. E de maneira covarde, atacaram sem dó nem piedade. As cenas registradas por câmeras de televisão e por celulares são de assustar. Um torcedor , caído e bastante machucado, era chutado por um bando de delinquentes que, que não merecem outros destino que não o da cadeia.

Aonde estava a Polícia Militar nessa hora? Será que , conhecendo as ditas torcidas organizadas como se conhece, não dava pare prever a emboscada e montar um esquema prévio de segurança para prevenir o pior? As cenas de violência registradas hoje de manhã em frente ao Estádio Couto Pereira já correram mundo . São chocantes e envergonham os verdadeiros torcedores do Coritiba Futebol Clube.

Registre-se que fatos semelhantes tem sido recorrentes em todo o país, principalmente nas capitais entre torcidas organizadas de times da Serie-A do Campeonato Brasileiro. E são tão previsíveis, que não dá para compreender a passividade das autoridades de segurança diante de tanta violência, justamente nos locais onde o espírito esportivo deveria prevalecer, como grande incentivador da paz.

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Meu momento de ombudsman

Mesmo correndo o risco de ter meu blog tirado do ar (correr riscos faz parte da vida)  não resisto à tentação de fazer aqui o papel de ombudsman,  reproduzindo uma crítica feita ao O Diário em sua página do facebook  pelo competente jornalista José Maschio (ex-correspondente da Folha de S.Paulo no Norte do Paraná). Meu dileto amigo “Ganchão”  desmente, com argumento e dados concretos, o discurso oficial contra as universidades públicas do Paraná, que vem sendo potencializado com o claro objetivo de  desmoralizar as IES :

“Sobre os supersalários nas universidades estaduais (ou como um jornal adestrado serve ao boyzinho Richa)!
Um jornal de Maringá (PR) estampou manchete, na semana passada, em uma brigada a serviço de Beto Richa, contra as universidades estaduais, especialmente UEL e UEM.
O mote era salários além do teto constitucional nas estaduais. A argumentação falaciosa não suporta uma análise rápida, com base em dados do próprio jornal. Os salários que superam o teto constitucional representam 1,24% do universo dos professores da sete estaduais. E o Diário não explicou que esses valores acima do teto continham férias e décimo terceiro salário.
Na real, os chamados supersalários  regridem para 0,25% dos professores das universidades.
Mas o que o jornal não explicou , e nem fez questão de mostrar aos seus leitores:
– O governo Beto Richa bloqueia, sistematicamante, a contratação de professores concursados.
– Em um de seus últimos ataques, determinou (a UEL é exemplo real e do momento) a contratação, por processo seletivo, de professores temporários com um teto de 20 horas aulas.
Agora mesmo, edital da UEL para teste seletivo explicita, claramente, os salários para mestres (R$ 2.706,28) e doutores (R$ 4.104, 47) que se atreverem a enfrentar o processo seletivo.
Só em auxílio-moradia, um juiz paranaense ganha R$ 4,3 mil por mês. Sem contar que recebem 50% de abono férias, duas vezes por ano. É uma simples comparação (nem vamos citar os salários do homem contratado, o Mauro Terror, por Beto Richa para acabar com as universidades)”.
 

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Aécio está a um passo da prisão

                                               HELIO FERNANDES (Tribuna da Imprensa)

PMDB e PSDB dois dos mais desmoralizados partidos da Republica, firmaram acordo, baseados na chantagem e na intimidação. Essas duas palavras obrigatoriamente tinham que estar presentes numa coordenação feita por Romero Jucá.

O objetivo desse desencontro era livrar Temer e Aécio, da cassação e da prisão. Jucá ameaçou abertamente: “Se o PSDB deixar o governo, votaremos pela cassação do Aécio no Senado”. O PSDB, dominado pela ambição dos cargos, e pela falta de dignidade inata, se renderam.

Esqueceram que havia no Supremo, um pedido de prisão para Aécio. Do Procurador Geral para a Corte, que aceitou e encaminhou para a Primeira Turma de 5 Ministros. No sorteio do relator, Aécio foi favorecido: o relator será Marco Aurélio Mello, que como se sabe, tem preferência por libertar e não por prender

(Ha meses Marco Aurélio provocou polemica nacional, ao mandar soltar o goleiro Bruno, que cometera um crime nefando, agravado pela barbaridade e a selvageria. Na primeira oportunidade, o Supremo devolveu o criminoso á prisão).

Com 1 a 0 a favor de Aécio, votará o mais recente Ministro, Alexandre Moraes, seguirá o relator, 2 a 0. Aí, pela ordem, votarão os outros  3 ministros, todos a favor da prisão: Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber.3 a 2 contra Aécio.  Nessa mesma Turma, semana passada, foi mantida a prisão de Andrea irmã de Aécio. Infinitamente menos culpada do que o irmão.

O jovem presidenciável desde 1998 pode tentar recurso para o plenário. Se conseguir, terá a condenação confirmada por 7 a 4 ou 6 a 5, tenho duvida apenas em relação a 1 ministro . Não por vingança e sim por obrigação, o PSDB terá que recorrer ao Supremo contra a decisão do TSE. Aécio e o PSDB foram os autores do pedido de cassação da chapa.

Se cumprirem o dever, Temer perderá pelo mesmo resultado: 7 a 4 ou 6 a 5.O Supremo está esperando o recurso. O Ministro Luiz Fux, que votou pela cassação, afirmou publicamente: “Votei por convicção Em novo julgamento repetirei o voto”.

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Faltou visão ou coragem para Lula e Dilma avançarem com a Lei de Meios?

Costuma-se ainda dizer que a imprensa é o quarto poder da república. Hoje, a expressão imprensa não faz muito sentido quando se quer referir à comunicação de massa. Imprensa vem de prensa, de jornal impresso, um conceito lá do século XV, quando Johann Gutenberg inventou a máquina de impressão tipográfica.

Com o avanço da web e a sofisticação da mídia eletrônica, o jornalismo impresso perde espaço e tem seu futuro ameaçado. Não foi por outra razão que o visionário Franklin Martins, nomeado Secretario de Comunicação Social da Presidência no primeiro governo Lula, pensou em legar ao país uma Lei de Meios.

Não seria uma lei para tratorar as redes de televisão como se andou especulando, mas para proibir monopólios e oligopólios, pulverizando as verbas publicitárias federais para emissoras regionais, com o objetivo bem claro de minimizar os efeitos maléficos da pastiorização da notícia e a padronização de conceitos, emitidos a partir do eixo Rio-São Paulo.

Martins defendia que nenhuma empresa deveria ter o direito ilimitado de acumular canais de TV e prefixos de rádio como ocorre hoje, quando há uma grande concentração das concessões, que beneficiam poucas famílias. Essa concentração beneficia particularmente uma família , a família Marinho, que há anos dita no país regras de comportamento, por meio de um poder descomunal de manipular a opinião pública.

Mas o projeto de Franklin Martins não foi adiante. Não se sabe se por falta de interesse ou de coragem do presidente Lula e mais tarde, da presidente Dilma, que acabou mandando o projeto da Lei de Meios para o arquivo morto do Palácio do Planalto.

O tempo foi passando e a presidente, o ex e o próprio PT, foram se transformando em vítimas da sua incapacidade de promover a transformação preconizada pelo jornalista Franklin Martins, por coincidência, ex-comentarista político dos principais telejornais da Rede Globo de Televisão.
A falta de regulação (não confundir regulação com censura) facilitou a oxigenação do discurso de ódio que a elite brasileira armou contra a esquerda, embora o grande empresariado tenha se beneficiado de maneira absurda de recursos públicos via, principalmente BNDES, nos governos Lula e Dilma. Não foi por acaso que , numa tosca comparação com Getúlio Vargas, Lula foi considerado uma espécie de pai dos pobres e mãe dos ricos.

Hoje , a ex-presidente Dilma Rousseff, que foi ministra da Casa Civil de Lula, admite : “Fomos ingênuos ao não perceber que a mídia seria usada como o principal instrumento do golpe contra nós”. Pois é, como advertia Franklin: “O PT imaginou que o leão era manso. Mas não era , não”. Pagou o preço da falta de coragem, principalmente de Lula, de enfrentar a fera no momento em que chegou à presidência com um respaldo popular jamais visto por aqui na era das pesquisas de opinião.

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A bolinha de papel na cabeça de Míriam Leitão

A Miriam Leitão fez um escarcéu dia desses, dizendo que foi hostilizada por petistas num voo de Brasília para o Rio de Janeiro. Depois foi desmentida por uma professora que estava no mesmo avião e  chamou a comentarista de economia da Globo de mentirosa. O esperneio da garota propaganda das reformas trabalhista e previdenciária  me fez lembrar o episódio da bolinha de papel na cabeça do José Serra nas eleições de 2010.

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Moção de apoio dos docentes da UEL ao reitor da UEM

Em assembleia docente, realizada em 13 de junho de 2017, os professores da UEL – Universidade Estadual de Londrina, deliberaram apoiar o Prof. Mauro Luciano Baesso, reitor da UEM – Universidade Estadual de Maringá, vítima de ataques mentirosos proferidos publicamente pelo governador Carlos Alberto Richa (PSDB), em 06 de junho.

Ao atacá-lo, o governador agrediu toda a comunidade universitária paranaense. Tal postura merece, de nossa parte, o mais veemente repúdio.

Londrina, 13 de junho de 2016

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O que foi pior: o 7 a 1 ou o 4 a 3?

Hélio Fernandes, o mais longevo dos jornalistas brasileiros, compara a derrota que o Brasil sofreu no TSE por 4 a 3 aos 7 a 1 que tomamos da Alemanha. E cita Juca Kfouri para dizer que os 4 a 3 foi um placar pior que os 7 a 1, porque pelo menos a derrota para a seleção alemã mandou o Felipão para a China, quem sabe , para nunca mais voltar ao futebol brasileiro.

Porém “a derrota  de agora é  lancinante e com uma agravante: Gilmar que comprou um apartamento em Portugal e diz que vai morar lá, continua aqui e participando para destruir a credibilidade da nossa justiça”.

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O discurso raso de uma modernização mandrake

A REFORMA TRABALHISTA E A DESONESTIDADE DE UMA NARRATIVA SACANA

Impressiona a desfaçatez das lideranças políticas que apoiam a reforma trabalhista e o comportamento parcial, para não dizer sacana, da mídia, em relação ao tema. Ouvi hoje cedo o relator do projeto no Senado, senador capixaba Ricardo Ferraço, dizer que a reforma moderniza as relações trabalhistas , criando empregos e tirando da informalidade milhões de trabalhadores. Isso foi logo ali pelas sete e pouco, quando eu passava o cafezinho aqui em casa e, ainda de estômago vazio, não cheguei a sentir náusea.

O discurso, muito raso diga-se de passagem, é o de que a CLT está ultrapassada, que impede o desenvolvimento econômico. Quanta sandice! Até parece que o desemprego está nesse patamar de 14% por obra e arte da Consolidação das Leis Trabalhistas e não por causa dos juros que o tesouro paga da dívida pública, da remuneração absurda dos rentistas, bancos à frente e da incapacidade do governo promover o aquecimento da economia.

Até parece que os grandes devedores e sonegadores de tributos não têm nada a ver com esta sangria. É revoltante saber que o governo e o empresariado transformam o trabalhador e a legislação protetiva em pode expiatório. E com total apoio da mídia regada a generosas verbas publicitárias, prepara o espírito da população brasileira para que ela absorva com tranqüilidade a retirada de direitos básicos dos trabalhadores.

É abominável o comportamento de grandes veículos de comunicação, na abordagem tanto da reforma trabalhista quanto da previdenciária, só ouvindo um lado. Pode prestar atenção nos noticiários das redes de televisão, que você não verá entrevista de nenhum especialista no assunto que se contraponha a essas reformas . Não há contraponto no noticiário da TV, nem do rádio e nem dos jornais impressos. Alguém, por acaso, já viu os telejornais colocarem no ar a posição da Anamatra – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho? São cerca de 5 mil juízes a questionarem duramente (e com fortes argumentos) a reforma trabalhista. Contra esse projeto usurpador de direitos se contrapõe também 60% dos ministros do TST, a mais alta corte da justiça do trabalho no país.
Some-se às manifestações de tantos magistrados, posicionamentos explicitados por economistas, sociólogos, sindicalistas, deputados e senadores de oposição ao governo moribundo de Michel Temer. Tudo isso é ignorado no debate midiático, que parece considerar otários todos os que sentam-se à frente de um aparelho de televisão, para se “informar” , principalmente via Jornal Nacional.

Falta ao empresariado, que acha equivocadamente que se beneficiará da reforma trabalhista, compreender que o alto custo da mão-de-obra não está no direito trabalhista mas sim, na capacidade que o governo tem de cobrar impostos onde não deve. Por que ao invés de questionar os custos que a CLT gera para empregar, os empresários não se enchem de coragem e pressionam o Executivo e o Legislativo pela redução de encargos sobre as folhas de pagamento? É bem mais fácil bater em quem menos poder de reação possui, não é assim? Me poupem.

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