Muita calma nessa hora!

Não resta dúvida que o presidente do TRF4, Thompson Flores,  jogou mais lenha na fogueira esta semana. Ele foi a Brasília pedir conselhos para a presidente do Supremo sobre as alegadas ameaças que desembargadores encarregados de julgar Lula estariam sofrendo. Ele simplesmente deu mais dramaticidade ao clima de terror que andam criando em torno do julgamento. Um clima que acabou sendo reforçado, de forma irresponsável, pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann , em  fala de clara incitação à violência.

Cabe ao governo gaúcho tomar todas as providências para garantir a segurança em Porto Alegre no dia 24. E de preferência que o esquema seja planejado e acionado com discrição, porque esse é um problema incompatível com o marketing, como a rigor, fez o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região. A demonização dos julgadores e do julgado só serve para incitar o ódio dos dois lados. Pressões vão existir, seja qual for o resultado do veredicto, mas cabe às autoridades públicas envolvidas no caso e também à mídia, agir com sabedoria e responsabilidade. Lembrando sempre que o processo não se encerrará nesse julgamento e que pelas manifestações de juristas respeitados e respeitáveis que tenho lido e ouvido, a batalha judicial deverá continuar e  dificilmente Lula estará fora da disputa eleitoral . Portanto, muita calma nessa hora.

 

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Gleisi pisou na bola. E feio

O clima político é, no momento, de conflagração, de confrontação entre quem torce por Lula candidato e quem torce por Lula presidiário. O julgamento do recurso do ex-presidente dia 24 em Porto Alegre vem acirrando ainda mais os ânimos. A direita anda pregando a violência. Mas que não se tome a presidente do PT como representante  da esquerda porque ela não é. Gleisi Hofmann parece que perdeu o equilíbrio e na pregação do ódio acabou se nivelando ao que há de pior da direita.

Lamentável a senadora paranaense  colocar uma eventual prisão de Lula como justificativa para um massacre.  Gleisi disse: “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”. Isso é um desvario , inaceitável  numa democracia. Se houver uma condenação, o que deve acontecer  será  a busca, pelo PT,  de todos os recursos jurídicos possíveis junto às instâncias superiores. Mas nada justifica jogar brasileiros contra brasileiros, em brigas de rua de conseqüências imprevisíveis. Gleisi perdeu o senso de equilíbrio.

 

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Se as forças progressistas não se unirem os inimigos do Brasil tomam conta do pedaço

Para quem sabe ler um pingo é uma letra, sempre disseram os mais antigos. E a letra é a seguinte: a Rede Globo , aí incluindo Globo News, CBN e Jornal O Globo, tenta a todo custo emplacar um candidato da sua predileção para combater Lula. Não quer Ciro, porque Ciro  está longe do perfil desejado  e descarta  Alckmin,  mal nas pesquisas.

Bolsonaro também não se enquadra, porque além de ser radical de direita, com discursos que deixa com um pé atrás qualquer cidadão medianamente politizado , é um tosco, despreparado, versão tupiniquim de Donald Trump.

Mas Bolsonaro se mostra eleitoralmente com possibilidades de polarizar a disputa com Lula, o que deixa a elite brasileira sobressaltada. Não é por outra razão que ele passou a ser alvo da “Venus Platinada” e de grandes jornais, como o próprio O Globo e a Folha de SãoPaulo.

A esperança dos  Marinho é a inelegibilidade do “sapo barbudo”, porque se isso acontecer o quadro muda totalmente, fica imprevisível , mas abrindo caminho para que a mídia tradicional , Globo à frente, trabalhe um nome a ela palatável.

Portanto, o TRF4  pode ser a salvação da lavoura para essa gente. Não por outro motivo, o Globo publicou aquele editorial sacana, tirando a responsabilidade do Estado do Rio Grande do Sul pela segurança em Porto Alegre no dia 24, passando essa responsabilidade para o PT, o que é um absurdo.

Se Lula for tirado da disputa, está tudo em casa. A casa grande vai soltar foguetes e sentar para discutir um nome que possam alavancar. Não importa a popularidade do escolhido, importa a confiabilidade que ele passa ao mercado, sobretudo aos rentistas e aos entreguistas do patrimônio nacional. A popularidade pode vir com a exposição da imagem e a desqualificação dos adversários, que no caso pode ser Ciro Gomes ou outro eventualmente colocado na condição de plano B do lulismo.

Por tudo isso é que as forças progressistas não podem cochilar e, pela divisão, enfraquecer-se e dar mole para o time do “dane-se o Brasil”.

 

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Ciro Gomes profético:

2014: “Cunha é bandido, é o picareta-mor”.
(Disse isso quando a maioria do povo brasileiro não o conhecia ainda);
2014: “Se a Dilma se aliar a essa banda podre quadrilheira do PMDB, não termina o mandato”;
2015: “Michel Temer é o capitão do golpe”.
(Disse isso quando ninguém suspeitava);
2017: “Dória não chega até dezembro vivo”.
(Disse isso quando toda imprensa noticiava como certa a candidatura do Dória em 2018);
2017: “O Bolsonaro não aguenta a primeira avalanche de denúncias da imprensa tucana”.
(Bolsonaro naufragando);

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Reflexão de um domingo chato, sem fuebol

Há quem diga que a internet criou uma geração de sábios. Isso porque hoje todo mundo tem acesso fácil a qualquer tipo de informação.  Ouvi numa entrevista do psicólogo Augusto Cury, que Dom Pedro II tinha acesso a menos informações do que um menino de 8 anos nos dias atuais. Mas o imperador,  chamado de “o magnânimo”,  era um intelectual, um pensador, exatamente porque sabia processar com precisão o volume de informações (pequeno para os padrões atuais mas grande para o século XIX) que recebia.

A internet disponibiliza todo tipo de informação que a pessoa queira acessar. Qualquer um pode ser bem informado e está apto à compreender a realidade dos fatos que a mídia despeja todos os dias sobre nossas cabeças.

O problema é o processamento, a capacidade que cada um tem de associar o que  ouve ou lê  com a verdade dos fatos. A julgar pelas manifestações freqüentes nas redes sociais, sobretudo  com relação  à corrupção endêmica que contamina as relações de poder no Brasil,  é lícito reconhecer: tinha razão o filósofo italiano Umberto Eco (falecido em 2016), ao dizer que   “as rede sociais deram voz a legiões de imbecis”.

 

 

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Pega na mentira

A Globo tentou fazer o país crer que aquela conversa com o Luciano Huck no tal “divã” do Faustão teria sido gravada no dia 11 de novembro.  Isso porque se o apresentador for mesmo candidato a presidente da república, terá cometido um crime eleitoral, passível até de cassação da candidatura.

A justificativa foi grotesca. Tão grotesca que não se atentaram para o fato de que na entrevista o Faustão pergunta para Huck se havia chovido no réveillon e qual dos filhos dele e Angélica deu mais trabalho na festa de passagem do ano. A farsa foi desmontada pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.

 

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Quem perde é a Justiça

Sérgio Moro não é objeto da manifestação na Câmara, mas do lado de fora, os que se julgam detentores do monopólio do patriotismo gritam “viva Moro!” a todo instante. Sempre soube por meio de advogados respeitáveis e juristas destacados, que juiz tem que ser discreto, só falar nos autos e julgar com base nas provas que estão contidas no processo. Juiz não é pra ser garoto propaganda. Quando busca os holofotes e vira alvo de bajulação, tem sua credibilidade abalada. É a Justiça que perde com isso.

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Alguém tem o monopólio do patriotismo?

Os organizadores da manifestação que ocorre na Câmara em defesa da candidatura de Lula negam que o evento tenha algum objetivo de criticar a figura do juiz Sérgio Moro. “Isso não teria nenhuma lógica”, diz o vereador Mariuci. Na verdade usaram a figura de Moro, por ser ele de Maringá, como pretexto para a confrontação que planejaram fazer, inclusive com ameaças de agressão aos que lá fossem para apoiar o movimento em defesa do ex-presidente.
Com faixas provocativas e expressões ofensivas ao líder petista, os autodenominados patriotas , que desde cedo se concentram atrás da Catedral , tocam o Hino Nacional num carro de som. Mas lá dentro do plenário da Câmara, os “antipatriotas ” cantam o Hino, num coro de mais de mil vozes.

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