Se desistir da disputa Beto joga água no chopp de Ricardo Barros

Em entrevista concedida à correspondente em Brasília da Gazeta do Povo o governador Beto Richa balançou diante da pergunta se ele ele  tem vontade de disputar as eleições de 2018.

“Nós (os Richa) respiramos política desde que nascemos, mas, enfim, do jeito que está a política hoje, não gostaria que ninguém da família entrasse. E eu estou pensando o que fazer daqui para frente… Eu não tenho grandes pretensões na política. Acho até que meu papel está cumprido na vida pública”.

Essa declaração , por certo, deixou o casal Ricardo-Cida Borghetti Barros com a pulga atrás da orelha. Cida quer ter seu retrato na galeria dos governadores e Ricardo pensa estar com a máquina do Estado nas mãos para ampliar seus espaços na política paranaense a partir do ano que vem.

Não disputando, Beto Richa continuará no governo até 31 de dezembro de 2018. Se decidir concorrer ao Senado ou à Câmara dos Deputados, terá que se afastar em abril, deixando a titularidade do cargo para a sua vice.

Ricardo sonha com o Senado e se fizer uma dobradinha com Beto Richa , tendo a esposa como governadora, fica mais fácil conquistar uma das duas cadeiras que caberá ao Paraná. Caso contrário, se verá na obrigação de refazer seu projeto pessoal, principalmente porque terá pouca tinta na caneta para armar seus esquemas no Estado.

 

 

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Foge do mau cheiro e abraça o gambá

O PSDB, mesmo dividido, garantiu a absolvição de Aécio Neves ao derrubar a decisão da primeira turma do Supremo. Ou seja, os tucanos , que se julgam limpinhos, se empenharam à exaustão para salvar o mandato do seu presidente licenciado, que tá mais sujo de que pau de galinheiro. Josias de Souza (Folha de S. Paulo)  teve uma grande sacada ao comentar o cinismo do presidente interino Tasso Jerreissati : “ Difícil saber o que é maior, se a desfaçatez ou a insensatez. Ao pregar a saída de Aécio da presidência do PSDB um dia depois de ter votado a favor do retorno dele ao Senado, Tasso Jereissati exagera no cinismo. Parece supor que a plateia é feita de bobos. Luta por um partido limpinho ao mesmo tempo que tenta zelar pelo conforto do companheiro enlameado. Ainda não se deu conta, mas faz o papel do sujeito que tenta fugir do mau cheiro abraçado a um gambá”.

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Ser “livre”

Pitaco do leitor Wilson, que posto aqui como nota, porque achei muito interessante:

“Que negócio de panela que nada Messias, o negócio agora é ser “livre” e comer a ração do Dória , ser “livre” e trabalhar como escravo com a nova reforma trabalhista nas empresas do Flávio Rocha, ser “livre” e trabalhar como escravo nas fazendas do Maggi ser “livre” e trabalhar até morrer sem aposentar, ser “livre” e se for professor na sala de aula discriminar gays, indígenas negros e pobres, pois o importante é ser “livre” ahuuuuuuuu!”

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Sem panelaços

Temer salva Aécio e Aécio vai ajudar a salvar Temer. Em torno do senador mineiro, para anular a decisão da 1ª. turma do STF, fecharam questão o PMDB, o PSDB, o PR, o PP, o PRB, o PTC e o PROS. Claro que esses partidos vão estar com Temer , tanto na CCJ quanto no plenário da Câmara.

Ressalve-se que no PMDB, contrariaram a bancada os senadores Roberto Requião (Paraná) e Kátia Abreu (Tocantins).

As denúncias contra Aécio são batom na cueca. Mas o que fazer se dos 44 que votaram com ele 28 são denunciados, igualmente por corrupção? Os iguais se entendem. É por isso que Temer e seus colegas de “quadrilhão” estiveram juntos com o senador mineiro, que por sua vez estará junto com o presidente ilegítimo na discussão e votação pela Câmara da segunda denúncia feita contra ele pela PGR.

Ah, em tempo: com a notícia no Jornal Nacional da absolvição de Aécio Neves, ninguém foi para a sacada de seus prédios bater panela. E nem se ouvirá barulho de panelaços quando a Câmara Federal, em possível novo espetáculo deprimente, salvar o pescoço do ímprobo do Jaburu.

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Profissionais reagem à ação predatória do governo Temer contra os engenheiros e a engenharia brasileira

Eis a íntegra da nota emitida pela  Federação Nacional dos Engenheiros:

“O governo federal anunciou o envio de um projeto de lei, ao Congresso Nacional, com o objetivo de flexibilizar a regulamentação profissional de engenheiros estrangeiros. Isso significa que, mesmo diante de um trágico cenário de desemprego na engenharia brasileira, o governo irá privilegiar profissionais de outros países. Esta é uma medida entreguista que aprofunda a desnacionalização da economia e o desmonte da engenharia e da soberania. Atualmente, de acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) há, pelo menos, 8.239 obras paralisadas em todo o país, num total de investimentos de cerca de R$ 32 bilhões. Esse cenário significa milhares de engenheiros desempregados no Brasil sem reposição dos postos de trabalho. Este processo foi iniciado pela Operação Lava Jato, que priorizou a penalização das empresas, no lugar das pessoas. Repudiamos a corrupção e reivindicamos a punição de responsáveis, mas não podemos permitir esse método, que desmonta a engenharia brasileira e criminaliza as empresas.

Com o aquecimento da economia, entre os anos de 2002 e 2014, o país viveu um período de pleno emprego da engenharia. A preservação das empresas nacionais, o investimento público em infraestrutura e a valorização dos engenheiros brasileiros representam saídas para a crise econômica, uma vez que o mercado de trabalho da engenharia tem relação direta com o crescimento do país. O Brasil possui uma geração de engenheiros e de engenheiras altamente competentes com excelência tecnológica que, inclusive, foi responsável por uma das mais notáveis descobertas mundiais: a prospecção de petróleo em águas profundas, técnica que possibilitou a descoberta do pré-sal.

A justificativa do governo federal para “destravar o mercado da construção civil – imobiliário e de infraestrutura – para estrangeiros” é falaciosa e tem a finalidade de entregar o Brasil e os empregos a estrangeiros. Há que se destacar que não existe reciprocidade em outros países para a entrada e a admissão de engenheiros brasileiros.

Repudiamos, veementemente, esta medida e convocamos todos os profissionais, estudantes e entidades representativas dos profissionais e empresas de engenharia do Brasil para se mobilizar contra esta medida que acaba com o mercado para os profissionais e empresas brasileiras”.

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Governo Temer legaliza o trabalho escravo

 

Se havia grandes entraves, não há mais. Agora, liberou geral, porque uma portaria do Ministério do Trabalho acaba de revogar a Lei Aurea. Numa canetada só o ministro Ronaldo Nogueira disse sim à bancada  ruralista no Congresso Nacional, que nega ter tido interferência mas vibra com a Portaria 1129, de 13 de outubro de 2917. Agora, só é considerado trabalho escravo o impedimento de ir e vir imposto ao trabalhador em ambiente de coação, ameaça e violência física. Jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho não contam mais. A não ser que haja flagrante de cerceamento de liberdade, com o fim de reter o trabalhador.

E quem é que vai dar o flagrante se o governo reduz os recursos do setor de fiscalização , desmontando o aparato que tinha para detectar condições análogas à escravidão, tanto no campo quanto nas cidades?

Pior ainda: o governo impõe dificuldades enormes aos auditores fiscais do trabalho, que tiveram praticamente inviabilizado seu trabalho de campo. Como se não bastasse, proíbe a divulgação da chamada “lista suja”, que era tudo o que a bancada ruralista queria.

Em nota conjunta, a Comissão Pastoral da Terra e a Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB criticam os argumentos do governo:

“A força do conceito legal brasileiro de trabalho escravo, construído a duras custas até chegar à formulação moderna do artigo 149 do Código Penal, internacionalmente reconhecida, é de concentrar a caracterização do trabalho escravo na negação da dignidade da pessoa do trabalhador ou da trabalhadora, fazendo dela uma “coisa”, fosse ela presa ou não.

É por demais evidente que a única e exclusiva preocupação do Ministro do Trabalho nesta suja empreitada é oferecer a um certo empresariado descompromissado com a trabalho decente um salvo-conduto para lucrar sem limite”. E acrescento: lucrar cometendo crimes que em qualquer país sério do mundo daria cadeia.

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Transferência eleitoreira complica a situação de Ricardo Barros

Quem denunciou a tentativa do ministro da Saúde de  transferir  para o Paraná  a produção do Fator Viii, insumo usado na fabricação de coagulante para o tratamento de hemofilia, foram os senadores pernambucanos Armando Monteiro (PTB) e Humberto Costa (PT).  E por que eles fizeram isso? Porque Barros queria romper o acordo que a estatal Hemobrás  tinha com o laboratório irlandês Shire, transferindo a fabricação do medicamento  para a Octapharma e o Tecpar, ou seja, a fábrica deixaria a cidade de Goiana em Pernambuco e seria transferida para Maringá, cidade do ministro. Quer dizer, Barros cutucou a onça com vara curta.

A avaliação feita pelo Tribunal de Contas da União, depois de  acionado pelo Ministério Público Federal , foi de que, com a transferência o governo pagaria R$ 10 bilhões a mais nos próximos 20 anos na compra do medicamento. A contratação dos novos fabricantes seria feita sem licitação e prejudicaria diretamente a cidade pernambucana  onde a Hemobras mantém sua unidade.

Agora, o MPF pediu ao Supremo o afastamento cautelar do ministro. Segundo noticiou o portal UOL “ a ação  tenta evitar uma eventual transferência de tecnologia para processamento de plasma para um instituto que pertence ao governo do Paraná. O Estado é governado por Beto Richa (PSDB) e a vice Cida Borghetti (PP), mulher do ministro da Saúde.  Segundo a procuradora da República Regina Pontes Lopes, o ministro Ricardo Barros assumiu publicamente o interesse político em levar o “mercado de sangue”  para o Paraná. Para a procuradora, o ministro busca “esvaziar as atribuições institucionais da Hemobras para o seu Estado, levando assim a produção e industrialização de hemoderivados essenciais ao SUS (Sistema Único de Saúde) e que, atualmente, são produzidos pela empresa em Pernambuco. Segundo a procuradora, “o intento do Ministério da Saúde viola frontalmente os princípios da Administração Pública inscritos na Constituição da República, notadamente o da eficiência e moralidade”.

Por conta desse fato, Ricardo Barros, que no Paraná é conhecido por  Leitão Vesgo passou a ser chamado em Brasília de Vampirão, apelido do seu chefe (mas  este , sem o aumentativo). Temer é chamado de Vampiro  devido a sua semelhança física com o ator Christopher Lee, célebre intérprete do Conde Drácula.

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Governo compromete o futuro dos engenheiros e da engenharia

O Brasil era até pouco tempo um dos países mais bem servidos de engenheiros e técnicos, sobretudo na área da  construção civil. Era, porque o desmonte das empresas nacionais está alterando essa realidade. Para piorar, noticia a Folha de S.Paulo: “ o governo Temer anuncia a liberação indiscriminada  dos vistos de trabalho para todos os engenheiros de multinacionais contratadas para obras aqui,  que elas quiserem trazer”. Pior: essas empresas estrangeiras não precisarão, sequer, contratar no Brasil pessoal técnico, nem para projetos e nem para execução.

Lendo isso fiquei pensando: será que as entidades que representam os engenheiros vão tomar alguma posição para defender um mercado de trabalho já esfacelado pela irresponsabilidade de um governo corrupto e entreguista? Qual o futuro dos nossos engenheiros e da nossa engenharia?

Que não queiram fazer  comparação besta com o “mais médico”, porque a importação de médicos naquele programa tão combatido pelo corporativismo dos profissionais da saúde, tinha como objetivo levar assistência médica a locais distantes , para onde os médicos brasileiros não pretendiam ir.

 

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