O EXPRESSO POLAR

TEXTO DE NATAL APRESENTADO EM SARANDI/PR.

O EXPRESSO POLAR

 

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A esquerda uma contadora de historias (sentada numa cadeira de balanço) com algumas crianças sentadas junto a uma professora. (foco de luz)

À direita, a narradora que conduz a apresentação.

Enquanto as apresentações acontecem, o foco de luz sai da contadora e vai para o meio do palco, as crianças param de ouvir a historia e assistem, voltando a ouvir nas trocas de apresentações (foco na narradora).

Desde há muito tempo as historias veem sendo contadas de boca em boca. Graças à linguagem oral, nossas bisavós também contaram os causos e contos infantis até chegarem aos nossos ouvidos. Como estamos em dezembro e vocês meus netos estão de férias, hoje quero contar para vocês um conto de Natal diferente. Mas antes, quero contar para vocês um segredo bem baixinho: Algumas pessoas grandes não acreditam no encantamento do Natal e, infelizmente, algumas crianças também não. Alegam que a literatura dá sono e eu na verdade digo a vocês, que os livros proporcionam sonhos!

Fechem os olhos e vejam com a imaginação!

Era uma vez um menino que não acreditava no Natal. Depois de ouvir o inicio de uma historia ele se pôs a dormir, mas acordou imediatamente ao ouvir um apito de trem ao longe que chegava na estação. O menino olhou curioso para dentro dos vagões e percebeu que ali havia outras crianças cantarolando alegremente. Ele sentiu desejo de entrar no trem e foi o que fez. Logo reconheceu o bilheteiro que picotava os bilhetes, procurando pelo bilhete mágico. Enquanto isso, simultaneamente, era chegada a hora do chocolate quente.

 

Devido a uma corrente de ar entrando pelo vagão das crianças, um dos bilhetes voou para o fundo do trem, deixando a todos preocupados e prontos para persegui-lo. O menino avista um homem em cima do trem com o bilhete mágico e tenta capturá-lo. Contudo o homem desaparece

Como um fantasma deixando o menino intrigado. Ao descer o menino vislumbra o encantamento das bonecas, bonecos de lata, e marionetes. Seus olhos finalmente começaram a brilhar um pouquinho. Assim, como num passe de mágica, os brinquedos tinham criado vida!

A partir desse momento, o menino começa a prestar mais atenção no que se passa ao seu redor. Ao longe novamente, uma música ao longe chama sua atenção e como se estivesse hipnotizado, caminha em busca da cantata de Natal, que vai ficando cada vez mais próxima.

Seus olhos ficam iluminados com a aurora boreal que se estende no horizonte, o badalar dos sinos, o frescor da natureza envolvendo o Polo Norte. A paisagem branca do Natal, a imagem dos elfos, dos enormes presentes com laços de fita, e a arvore de Natal,com suas luzes e sua enorme estrela no topo.

Devagar, o trem chega ao seu paradeiro: a morada do Papai Noel no Polo Norte. As crianças descem correndo na ansiedade de sentir a neve caindo. Finalmente com as batidas do relógio rodos se preparam e os elfos anunciam a chegada do Papai Noel que vem trazendo o brilho mágico. Conseguimos ouvir o barulho das renas, entretanto o menino não consegue ouvir pois ainda não acredita no encantamento do Natal. Mas, ele quer acreditar, pois lá no fundo ele ficou feliz com a viagem no expresso polar com seus amigos. Então ele fecha os olhos e repete bem alto:

EU ACREDITO… EU ACREDITO… EU ACREDITO…

E como num passe de mágica o menino começou a ouvir os guizos do Natal encantado. O Papai Noel se aproxima e o abraça. Eles se entendem mesmo sem palavras. No retorno a sua casa, o menino percebe que na verdade nada havia sido um sonho, pois mesmo no aconchego de sua cama, ele ainda continua ouvindo os guizos. O menino cresceu… Mesmo adulto ele continua acreditando no encantamento do Natal. Nós também podemos continuar acreditando na esperança de um mundo melhor que existe nos contos de fadas e nas histórias. Vamos juntos construir esse tempo. Afinal, o Papai Noel pode ser cada um de nós.

Railda Masson

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DIVINO PECADO

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DIVINO PECADO
Sabor morango ou chocolate?
Pimenta ou sal?

O que importa:
Você e eu enroscados
em broas, tortas ou bolos,
vez ou outra num salgado.

Tu divino sem asas.
Eu o pecado?
Que nada!
Agridoce não é delito.

Fomos escolhidos pelo padeiro,
envoltos em leve massa,
esparramados num abraço,
ao sabor de um enlace.

Como resultado:
Lisboa e Maringá,
ao sabor aromático
do DIVINO PECADO.

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O QUE IMPORTA

 

Com o tempo percebi que o que importa
não é o piano comprado com tanta dificuldade e sim,
a música que dele exala.
Percebi,
que na estante de livros tão almejada o que mais fascina,
é o cheiro diferenciado de cada página manuseada.
Percebi que os objetos que mostram os lugares visitados,
já não tem tanta validade e sim as imagens que ficaram.
Percebi que o sobrado está ficando grande demais,
os filhos já estão batendo asas.
É o momento de fazer o caminho de volta,
deixar o concreto e carregar o abstrato,
ao som do vento que fala,
afinal para o poeta
sempre haverá um oásis em algum lugar do deserto.
Ao menos assim espero…

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