Autor: mulhermadura

         

Molhados de chuva

 

As horas não passam.
Além da janela,
vejo sua imagem máscula
que se aconchega nos braços dela.
Daquela mulher escolhida,
dentre tantas,
e que deixou de ser a chamada de ” a outra”.
Ela é a matriz e motriz dos beijos dele!
Dona e senhora de seus desejos.
Agora assina seu sobrenome
e coloca as cartas na mesa.
Dormem enleados feito caracol,
ausentes ao barulho da chuva no telhado.
Sou apenas uma narradora
daquela história de amor,
que pelo Sim foi concretizado.
Fecho a janela do livro deles
porém,
a chuva continua…
Assistindo os corpos deles molhados.

prosa poetica
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