prosa poetica



Molhados de chuva

 

As horas não passam.
Além da janela,
vejo sua imagem máscula
que se aconchega nos braços dela.
Daquela mulher escolhida,
dentre tantas,
e que deixou de ser a chamada de ” a outra”.
Ela é a matriz e motriz dos beijos dele!
Dona e senhora de seus desejos.
Agora assina seu sobrenome
e coloca as cartas na mesa.
Dormem enleados feito caracol,
ausentes ao barulho da chuva no telhado.
Sou apenas uma narradora
daquela história de amor,
que pelo Sim foi concretizado.
Fecho a janela do livro deles
porém,
a chuva continua…
Assistindo os corpos deles molhados.

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Mulher não chora

 

Larga o pranto pelo caminho,
pois jamais mostraste a dor.
Levanta a cabeça e lembra,
do grande amor que passou.
Pior do que perder a guerra
é a dor de ele ter esquecido,
aquela que tanto o amou.

Vai em frente mulher forte,
mostre a ele sua indiferença.
Levanta a cabeça e sorria,
se o encontrar pela frente.
Retira o languido olhar e haja,
como se não o reconhecesse.

Depois ao chegar a casa chora
tudo o que escondeste lá fora,
pois homem algum merece ver
todo o estrago que fez na gente.
Na verdade mulher chora, chora,
tudo que o homem não sente.

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