Capa do jornal, um convite à leitura

A professora Orlani de Carvalho Veronez leciona na Escola Municipal Monsenhor Celso, em Astorga, e preparou uma proposta didática para que seus alunos pudessem explorar os conteúdos do Diário. “Meu objetivo foi fazer com que as crianças conhecessem o jornal e a partir da capa pudessem encontrar, ler e discutir as notícias dos cadernos”, conta.

Para realizar a atividade Orlani usou como base textos do livro didático da turma em que se explanavam todos os itens que compõe a estrutura de um impresso. Desta forma, mais do que conhecer as definições apresentadas no livro, os alunos poderiam também identificar cada parte dentro do suporte original, as páginas do Diário.

Foto Abre“Ficou muito mais fácil aprender com o jornal em sala se aula, pois quando pego um exemplar na mão já consigo identificar o que me interessa entre os conteúdos e escolho as páginas que vou ler”, aponta a aluna, Ana Júlia Cheron Zanin.

A diretora da escola, Roseli Baizin Malaquias destaca que o impresso além de ser um importante meio de comunicação, é também um excelente instrumento pedagógico. “Os temas trabalhados envolvem fatos reais, provocando nos estudantes um olhar mais crítico da realidade e, assim, possibilita uma reflexão diante das atitudes que devem tomar enquanto cidadãos.”

Orlani aproveitou os exemplares do Diário para ensinar sobre o gênero textual notícia e a estrutura do “lide” – termo que resume a função do primeiro parágrafo que é introduzir o leitor no texto e prender sua atenção – a partir das perguntas: o quê, quem, quando, como, onde, por quê.

“Depois dessa proposta didática os alunos mostraram maior interesse pelo jornal, visto que muitos não têm contato com esse tipo de mídia. Percebi que as crianças sentiram facilidade em manusear o material e encontrar o que gostam de ler, fator que me ajuda na realização de um bom trabalho pedagógico possibilitando o ensino de diferentes áreas do conhecimento, interdisciplinaridade e aprimoramento da leitura e da escrita”, enfatiza a professora.

A coordenadora pedagógica da escola, Lucilene Galhardo Molinari ressalta que a participação da instituição no Diário na Escola proporciona o contato com um material que oferece subsídio e vem ao encontro da filosofia que diz que deve ser ofertado ao estudante em seu ambiente alfabetizador, a aquisição de um pensamento crítico e de ampla visão de mundo.

 

 

PRODUÇÃO

 Os alunos do 5º ano “D” com o auxilio da professora Orlani escreveram uma poesia sobre o trabalho com o Diário em sala de aula. Olha que bacana!

 

 

O jornal na escola

 

Hoje na escola

Os alunos aprenderam a ler jornal

A professora orientou-os

Começando pela página inicial

 

O nome dele é:

“O Diário do Norte do Paraná”

Sua edição é publicada

Na cidade de Maringá

 

A turma estudou o que é

Manchete, fotografia, lide e chamada

Onde o leitor poderá

Primeiramente dar uma olhada

 

E assim que abrir os cadernos

A notícia vai encontrar

É só ler os acontecimentos

Com desejo de se informar

 

Toda semana, na sala de aula,

Para a nossa alegria

O Diário na Escola estará

E será uma boa companhia.

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Prêmio Educriação está com inscrições abertas

O Prêmio Educriação é uma iniciativa da concessionária de rodovias VIAPAR que elege as melhores ideias para a conscientização de segurança no trânsito, segundo os critérios criatividade, originalidade e fidelidade ao briefing. Um prêmio para universitários que cursam Comunicação – jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e afins – ou Marketing. Como o trânsito é um assunto que diretamente envolve a todos, a VIAPAR oferece uma oportunidade para que universitários desenvolvam campanhas criativas e, com isso, contribuam para o esforço de conscientizar a sociedade.

Há premiação para os três primeiros colocados. Um júri formado por pessoas da área da Comunicação e Marketing, representantes da agência de publicidade que atende a VIAPAR, representantes da concessionária e da Associação dos Profissionais em Propaganda (APP) Maringá irão avaliam as mídias outdoor, rádio, jornal e filme publicitário. A campanha é veiculada durante um ano e pode ser um diferencial para os futuros profissionais que terão no currículo um trabalho deste porte para uma grande empresa.

Se você tem uma boa ideia não perca tempo, ela pode ser a próxima produzida pela VIAPAR. Já estão abertas as inscrições para o 6º Educriação. Assim com em anos anteriores, além de receber premiação em dinheiro – o vencedor vai levar para casa o valor de R$ 1.600; o segundo colocado receberá R$ 1.100 e o terceiro R$ 700 – os melhores trabalhos, mais uma vez, vão ter a oportunidade de estampar uma campanha da empresa. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de maio.

Vencedores 2015

PRÊMIO. Estudantes da Faculdade Assis Gugacz, de Cascavel, venceram a edição do ano passado.

PRÊMIO. Estudantes da Faculdade Assis Gugacz, de Cascavel, venceram a edição do ano passado.

Já estão sendo veiculadas as peças publicitárias vencedoras do 5º Educriação. A ideia da campanha é dos alunos da Faculdade Assis Gurgacz (FAG), de Cascavel, Taciane Ávila, André Salles, Nelson Tavares, Gabrielli Hoffmann e Guilherme Hoffmann, ganhadores da última edição do concurso. Além de estampar a campanha publicitária da concessionária, eles repartiram o prêmio em dinheiro. “Sem sombra de dúvidas é um concurso que vem ganhando cada vez mais importância entre os universitários e academias, além de ser uma oportunidade dos estudantes já terem uma campanha no currículo”, destacou a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da FAG, Laila Rotter Schmidt, destacando que o Educriação já está inserido no calendário letivo da instituição.

A Lettera Propaganda e Marketing é a agência responsável pela produção dos trabalhos. “Nesta campanha a ideia foi trabalhar com o fator sorte, o qual não pode ser levado em consideração em uma rodovia. A campanha retrata uma ultrapassagem arriscada e entre dois veículos, os quais se envolvem em um acidente frontal com um caminhão. Em meio a essa grave colisão trabalhamos números estatísticos apresentados pela própria concessionária sobre acidentes”, contou a diretora de criação da agência, Moira Haddad. “Foram várias horas de gravação e mais de dez pessoas envolvidas”.

INSCRIÇÕES

Mais informações podem ser obtidas no site http://www.viapar.com.br/educriacao/ ou pelo telefone (44) 3033-6031.

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Água, cuidar para não acabar

No último dia 22 se comemorou o Dia Mundial da Água, mas está é uma data que deve ser lembrada diariamente. Acreditando nisso, a educadora da Legião da Boa Vontade (LBV) de Maringá, Aparecida Nonato desenvolveu uma série de atividades com as crianças e adolescentes atendidos pela instituição, voltadas à preservação e economia desse recurso tão precioso.

“O projeto pedagógico teve por objetivo incentivar os bons hábitos para o uso consciente da água e despertar nos atendidos o alerta de que o cuidado com o meio ambiente é dever de todos os cidadãos”, destaca Aparecida.

A atendida Giovana Heloisa Foque ressalta que apesar de existirem muitos recursos hídricos em nosso planeta, eles não são inesgotáveis. O colega, Kaue Filipe Mattike completa, “temos que cuidar para não deixar lixo na rua e nos canteiros, pois com as chuvas a sujeira entra nos bueiros entupindo eles ou levando a poluição até os rios.”

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A LBV é uma instituição que atua promovendo ações socioambientais, por isso ao longo do ano são realizadas palestras, oficinas lúdicas e atividades práticas sobre a importância em preservar o meio ambiente, fazer a separação do lixo, a reciclagem assim como a economia dos nossos bens naturais.

Nesta proposta da educadora Aparecida, ela iniciou o trabalho pedindo para as crianças uma pesquisa sobre a água, algo bem geral mesmo para que eles conseguissem o máximo de informações possíveis. No encontro seguinte os atendidos assistiram ao filme “Um plano para salvar o planeta” que chama a atenção para o consumo consciente e cuidados com a Terra. Em uma roda de conversa crianças e adolescentes expuseram seus conhecimentos prévios sobre o tema meio ambiente. Em seguida, meninos e meninas fizeram leituras compartilhadas de notícias do jornal O Diário, livros infantis, gibis e outros materiais que discutem o consumo dos recursos naturais.

“Para estimular a prática, e verificar o que aprenderam sobre o tema, solicitei que os atendidos fizessem cartazes com frases de efeito e desenhos a respeito do combate ao desperdício da água”, conta a educadora.

Aparecida também apresentou às crianças e adolescentes a história do Parque do Ingá, talvez o lugar mais próximo à realidade deles onde podem estar em contato com o meio ambiente e ainda oportunizou aos atendidos um passeio ao Parque, para que pudessem ver e aplicar os conteúdos adquiridos.

“O projeto valeu muito a pena! É extremamente importante ver todos envolvidos e conscientes do seu papel na sociedade. São crianças que se preocupam com o futuro e querem um lugar melhor para viver. O resultado foi constatado com a mudança de atitudes e a percepção de que com pequenos cuidados diários podemos ter água saudável disponível para todos e por muito mais tempo”, comemora Aparecida.

 

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Aula de hoje: Alimentação!

Todo mundo sabe da importância de comer bem. Uma alimentação saudável traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Para isto, requer diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das instituições costuma ficar abaixo do desejável.

Em 2008, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% chegando até a 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

Verônica Gomes é mãe de Geovana, de 13 anos. Aos nove, a filha já tinha sido diagnosticada com obesidade, desde então a mãe tem buscado alternativas para reverter esse quadro. “Em casa procuro ser exemplo para ela, evito a compra de doces e refrigerantes, faço comidas mais leves para as refeições e tenho levado a Geovana para acompanhamento médico e nutricional. Hoje ela mesma já se policia e tem consciência que precisa se cuidar, com isso temos conseguido bons resultados”, conta Verônica.

A nutricionista, Carla Rossini alerta sobre a importância dos pais na rotina alimentar das crianças e adolescentes. “Hoje em dia os pais estão com o dia cada vez mais atarefado e ao chegar em casa, na maioria das vezes, buscam alimentos de preparo rápido que em geral são os industrializados.”

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Carla diz que atende crianças que não conhecem boa parte das frutas, isso porque não lhes foi apresentado em nenhuma refeição antes, como cobrar dela gostar de algo que ela nunca provou?! Os jovens que passam muito tempo na escola ou em atividades extracurriculares também sofrem com uma alimentação desregrada, pois dificilmente eles vão à cantina ou a uma lanchonete comprar uma fruta, eles optam pelos refrigerantes, frituras e molhos que são os vilões da saúde.

As pequenas Caroline Fregadolli e Ândria Mendes participam de um grupo infantil de reeducação alimentar e contam que desde que começaram o acompanhamento com a nutricionista têm se esforçado para levar uma vida mais saudável, e o colega Davi Moreira completa “deixei as guloseimas de lado, para comer mais frutas e verduras.”

“Minha filha come de tudo, mas o problema são as grandes quantidades ingeridas em cada refeição. Com 13 anos ela está com sobrepeso, temos buscado consulta com nutricionista, acompanhamento psicológico e a prática de atividades físicas para que ela seja uma adolescente saudável. Desde as primeiras consultas ela já avançou bastante e aprendeu que o bem estar só depende dela mesma”, ressalta Meire Rangel.

O educador físico, Jhonatan Batilani aponta que os pais devem observar quais as modalidades de esportes que a criança mais se identifica para estimular a prática. “Desde bebê já é possível fazer natação, por exemplo. O bacana dessa atividade é que o pai ou a mãe participa junto, isso dá segurança aos pequenos. Com o passar dos anos, mesmo que em outras modalidades, os pais devem continuam motivando e acompanhando os filhos, assim torna a rotina mais prazerosa.”

A escola tem grande importância na formação da criança, e quanto à saúde não é diferente. A nutricionista Carla comenta que os professores devem motivar a ingestão de água, propor que os alunos levem garrafinhas, trabalhar com temas sobre a pirâmide alimentar e fazer atividades que desperte a atenção sobre o quanto é fundamental comer bem. “Mais do que o aprendizado, a escola vai ajudar a prevenir doenças nessa criança. O que é a nossa maior preocupação.”

As aulas práticas de culinária podem ser uma boa opção para tornar o aprendizado mais interessante e efetivo. Outra sugestão é fazer uma horta na escola, se não tem espaço físico, pode-se criar o ambiente de horta caseira em vasos ou até mesmo reaproveitando garrafas pet e potes de sorvete.

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Youtubers mirins são celebridades da rede

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O termo “youtuber mirim” pode ser algo novo para muita gente, mas para o público infantil, em específico, eles são verdadeiros ídolos. São crianças que gravam vídeos sobre a vivência escolar, ideais de desafios, dicas de maquiagens e games e depois publicam esse conteúdo em seus canais do YouTube.

Já existem crianças que vivaram celebridades e até faturam com os vídeos publicados. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o diretor de conteúdo do YouTube no Brasil, Alvaro Paes de Barros, afirma que uma das razões para o fenômeno, é a interação entre os pequenos. “Eles falam exatamente o que é importante para as crianças, da forma como as crianças falam.”

Em Maringá, temos alguns rostinhos que já estão se tornando conhecidos. Com apenas 12 anos, Juan Ribeiro de Camargo já é sucesso entre os amigos, dono do canal Zika Memo ele conta de forma engraçada fatos do dia-a-dia de um adolescente. “Minha inspiração é ver que as pessoas estão gostando, sempre alguém vem falar comigo que os vídeos estão legais e quando atraso um dia pra postar, já me cobram a publicação. Isso me motiva bastante”, conta.

Felipe Gabriel Vitor, de 14 anos também tem um canal e conta que para fazer bons vídeos, o importante é você observar o que acontece ao seu redor para falar de temas do cotidiano que sejam de interesse de todos. “Boa parte do que destaco é direcionado para os adolescentes, com isso, os primeiros a curtirem minhas postagens são meus irmãos, temos a mesma faixa etária e gostamos de coisas semelhantes, eles são meus maiores incentivadores e se divertem me assistindo.”

A psicopedagoga e mãe de Felipe, Ivanise Gabriel de Oliveira conta que nessa fase da vida a busca por aceitação e pertencimento a um grupo social, associada com a criatividade e a espontaneidade, são os ingredientes perfeitos para entrar nesta nova onda do momento. “O lema é ser visto, ser notado, que alguém fale algo de mim, seja bom ou ruim”, enfatiza.

Ivanise diz que conversa com Felipe sobre os perigos da exposição e que muitos estarão observando a fala dele, alguns vão elogiar como também podem criticar, e ele está aprendendo a lidar com tudo isso, inclusive, com as frustrações, o que é fundamental para a formação dele. A mãe deixa bem claro que não aceita que o filho exponha detalhes da vida pessoal, onde estuda, endereço, por questão de proteção. “A internet é um mundo sem barreiras, as crianças devem ter cautela”, aponta.

Um dos resultados desses canais que não param de surgir, são as crianças que se sentem motivadas após ver outras na telinha e acreditam que também podem ser um youtuber. “Afinal, se ele pode, eu também posso!” afirma Victor Hugo Martim, de 11 anos, que criou o canal “Bolado” inspirado em outros vlogs. “Comecei fazendo vídeos sobre dicas de games, mas com o tempo vi que gostava mais dos canais engraçados e resolvi seguir a mesma linha. Meu canal repercute bastante na escola, meus amigos me dão ideias sobre o que falar nos vídeos e como deixar o Bolado mais interessante.”
Victor Hugo ressalta que tem o estímulo dos pais na criação e atualização do canal, mas reforçam diariamente que os estudos e obrigações da escola devem estar sempre em primeiro lugar. “A internet pode ser algo profissional, no futuro, mas para que isso aconteça ele precisa de muita formação e conteúdo”, completa a mãe do youtuber, Débora Cristina Martim.

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Manifestações é tema de aula

Ações políticas também se debatem na escola, sim! Como futuros cidadãos que representarão nosso país, os estudantes estão cada vez mais atentos ao que acontece no cenário político. A turma de alunos do quinto ano da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino de Itambé, mesmo em seu primeiro contato com o jornal e antes mesmo de folhear as páginas de conteúdo, se expressaram ao ver a reportagem estampada na página do Diário com a manchete “Maringá tem dia histórico nas ruas”, a qual se refere aos manifestos que reuniram quase 50 mil pessoas na cidade, na luta contra a corrupção.

As crianças fizeram comentários sobre o fato ocorrido na cidade vizinha em que moram, assim como em outras regiões do Brasil, alguns disseram que vieram até Maringá e participaram do protesto, outros falaram que viram notícias semelhantes na televisão e na internet. Enfim, a empolgação foi tanto diante do assunto, que a professora Suelena Jaqueta decidiu explorar o tema com a turma.

Foto SubmanchetePara iniciar o trabalho os estudantes leram a reportagem e conheceram a fundo sobre do que se tratava a notícia. Na sequência, cada opinião emitida e informações apontadas, foram transcritas para o quadro e depois do levantamento de dados e muita discussão sobre o que conhecem a respeito do assunto, em duplas, as crianças produziram pequenos textos apontando o porquê os manifestos estão acontecendo, quem tem participado e por o quê as pessoas estão lutando.

“Todo esse problema começou quando a população confiou na presidente Dilma e depois de um tempo percebeu que ela não estava cumprindo com o que prometeu. Uma multidão foi às ruas, em diferentes estados, protestar contra o desemprego e os baixos salários”, contam as alunas Julia Maniezo e Ludmyla Soares.

Os estudantes Yuri Lima e Gabriel Senhem apoiam os manifestos e a vontade do povo em falar o que pensa. “Muitas pessoas pedem o impeachment da Dilma e a prisão do ex-presidente Lula. Todos estão nervosos com as calúnias apresentadas pelo governo. Sem falar na conta de luz, que mesmo a gente economizando, vêm com o valor nas alturas e ainda o aumento dos impostos em tudo que consumimos diariamente.”

Suelena ficou satisfeita com os resultados. “Meus alunos são bastante expressivos, com isso, os textos são baseados em informações e cheios de argumentos que sustentam o que eles escrevem. Quando um assunto repercute dessa forma, o melhor é esgotá-lo, é trabalhar com ele. Assim as crianças têm a oportunidade de falar tudo o que tem vontade, aprendem com a partilha de conhecimento dos colegas e conseguimos dar continuidade aos conteúdos.”

“Adoramos fazer essa atividade, pois além de lermos o jornal também tivemos a oportunidade de falar e escrever sobre um assunto que está na mídia, que as pessoas conversam na rua e em casa, com a família. Estamos preocupadas e queremos o melhor para o nosso Brasil”, dizem otimistas as alunas Ana Paula Rodrigues e Sandy Guimarães.

“O Diário nas minhas aulas tem muita importância, porque com ele os alunos adquirem conhecimento sobre o dia a dia do país e principalmente dos municípios da nossa região. Com ele, na nossa escola, a acessibilidade às informações é bem melhor, pois posso explorar várias disciplinas utilizando o jornal, facilitando ainda mais o aprendizado dos educandos”, conclui a professora.

 

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A primeira aula com o jornal

Seria só mais um dia de aula no ano letivo, mas a ansiedade para receber os exemplares do Diário era nítida nos alunos do quinto ano, da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé. Semanalmente, eles terão a oportunidade de fazer a leitura das notícias, se arriscarem a preencher as palavras cruzadas e ainda conhecer os anúncios de compra e venda publicados.

Foto Abre“Nunca li um jornal antes! Quero ver as fotos, as reportagens, saber o que está acontecendo no mundo. Ah, e claro, acompanhar as novidades sobre meu time de futebol preferido”, conta eufórico, o aluno Ronaldo dos Santos.

A professora da turma, Suelena Jaqueta já participa do Diário na Escola há anos e explica que muitas crianças não possuem o hábito da leitura do jornal pelo fato de viverem em um ambiente onde essa habilidade não é incentivada, ou pela falta de acesso ao material. Com o Diário em classe, os estudantes apresentam melhor nível de compreensão e aprendizado, assim como resultados no momento da produção textual.

No primeiro dia de aula da turma com o jornal, a professora preparou um momento de leitura prazerosa. “Os alunos precisam aprender a manusear as páginas, identificar os conteúdos, conhecer a estrutura do impresso, para somente depois, aplicarmos atividades”, conta.

A estudante Aline dos Santos relata que gostou da experiência com o impresso, ela acredita que a leitura do Diário é importante para a formação dela e que também irá auxiliar nos estudos das disciplinas curriculares.

“Este é mais um ano em celebramos com satisfação, orgulho e gratidão a parceria que temos com o programa O Diário na Escola. Entendemos que o desenvolvimento deste trabalho é muito valioso, enquanto instrumento didático. O mesmo proporciona aos nossos alunos o acesso a uma fonte segura de informação escrita, oportunizando e colaborando para a construção do conhecimento”, enfatiza a diretora da escola e secretária da educação do município, Maria Eliza Spineli.

 

Sugestão de Aula

O primeiro contato com o jornal deve ser planejado para que o aluno se interesse pelo material e se sinta motivado a trabalhar com este durante o ano.

Para exemplificar, vamos utilizar uma sugestão de atividade proposta pela equipe do Diário na Escola.

Objetivo: Proporcionar o contato do aluno, de forma livre, com o jornal.

Metodologia: Organizar a sala em equipes. Distribuir o Diário para os grupos e deixar à vontade para manuseio, leitura e discussão. O professor percorrerá os grupos observando o interesse dos estudantes, fazendo e ouvindo comentários. Após isso, o docente solicitará a eles que falem sobre os temas ou assuntos que lhes despertam interesse. Ele poderá dividir o quadro em duas partes, sendo que uma será destinada ao registro de temas de interesse dos meninos e outra ao interesse das meninas. Após os registros, o professor deve conduzir um debate indagando o porquê das preferências pelos temas apontados.

Outras atividades poderão ser trabalhadas gradativamente, conforme as sugestões a seguir: a) agrupar os alunos de acordo com o interesse por determinados assuntos para que escolham uma notícia para leitura, análise e exposição oral; b) organizar um jornal falado; c) escolher uma notícia e reescrevê-la.

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Quando escrever é um prazer

Foto AbreUm projeto da disciplina de geografia, orientado pela professora Ermelinda Jordão não terminou após a nota final. Ela, que hoje participa do Programa de Desenvolvimento Educacional, lecionava para os alunos do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira, de Maringá. Em um dos desafios da disciplina, os estudantes estavam aprendendo sobre industrialização e precisavam criar um projeto de algum produto. Um dos grupos de alunos optou por criar um blog, para isso, pesquisaram como hospedar esse portal na internet, qual a legislação para as publicações e tudo o que envolve a criação.

Depois da atividade realizada e do trabalho apresentado, o blog ficaria sem postagens, pois, a princípio, a ideia da tarefa era apenas para uma atividade curricular. Mas, Ermelinda gostou tanto do resultado, que decidiu abrir o “Mais Escola Tomaz” para toda a comunidade escolar. E foi assim, que um trabalho de sala, ultrapassou os muros escolares.

“Em nove meses de blog no ar, já são quase 40 mil acessos. Toda a equipe comemora esse número, pois foi um projeto que começou sem pretensão e que hoje alunos, grupo pedagógico, pais e amigos seguem diariamente”, conta a professora.

A estudante Sheliza Onohine relata que não se imaginava fazendo parte da equipe que escreve as postagens. “Sempre fui muito tímida, a maior parte do tempo ficava no fundo da classe, no meu canto. Com a possibilidade de me expressar no blog, me desenvolvi, passei a me relacionar melhor com os colegas e dizem que sou até mais sociável.”

As publicações não têm um tema específico, são livres, mas todas são aprovadas pela professora antes de caírem na rede. “Mesmo não lecionando no colégio, tenho contato com os alunos 24 horas por dia via aplicativos de bate-papo e rede sociais. Em nossas conversas aproveito para orientar sobre o que podem escrever e também cobrar novas postagens, assim como os chefes de redação”, brinca Ermelinda.

O projeto deu tão certo, que hoje são cerca de 30 alunos preocupados em manter o blog atualizado e com conteúdos de relevância, mesmo tendo que fazer os textos no contra turno e sem valer nota. “Escrever não é mais uma tarefa, é prazeroso! Encontrei pessoas que pensam como eu, que me entendem, isso é motivador, pois você se reencontra em cada comentário positivo recebido”, comemora a aluna, Liz Nemophila.

A estudante Carolina Milão explica que se desafia em cada produção, a adequar os diversos temas em uma linguagem acessível para que todos os leitores que passarem por lá consigam interpretar o assunto. “Para isso, uso a exemplificação e aprendi a buscar e apurar as informações para sustentar meus argumentos e não falar coisa errada. Quando se escreve um blog, você tem o poder da comunicação nas mãos, é preciso muito cuidado, existem pais, inclusive, que acompanham o blog para saber o que está acontecendo dentro da escola e na vizinhança do bairro.”

Ermelinda é só elogio aos estudantes, ela que faz esse trabalho de acompanhamento de forma voluntária, ainda sonha com mais avanços. Mesmo contente com o crescimento do blog, a professora está com o projeto de gravar em áudio todos os textos publicados e também filmar alguém interpretando as postagens na linguagem de sinais (Libras) para conseguir a inclusão de mais leitores.

“A educação é apaixonante. Com essa proposta descobri muitos talentos que estavam escondidos. O professor tem um papel fundamental na formação da criança e do adolescente, não podemos desistir de motivá-los, eles têm muita coisa a nos ensinar”, argumenta.

Saiba +

Acesse o blog: www.maisescolatomaz.com e curtam a Fanpage: Mais Escola Tomaz.

 

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Notícias para ler, ensinar e aprender

Há 15 anos formando o cidadão, o Diário na Escola retoma suas atividades letivas dentro dos espaços escolares. Os alunos participantes do Programa receberão exemplares do jornal semanalmente para leitura, conhecimento de notícias factuais e propostas didáticas a serem realizadas em sala de aula.

Foto AbreEm tempos de interatividade e uso excessivo de telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura do impresso é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografias e recursos gráficos, os jornais são fonte para pesquisa e obtenção de informação sobre o mundo atual.

A secretária municipal da educação de Atalaia, Angela Maria Candioto Nunes destaca que, “o trabalho do Diário na Escola é de grande valia, pois incentiva a leitura, a criticidade e a discussão sobre a realidade social vivenciada por todos. O Programa possibilita a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.”

“O Diário na Escola vem ao encontro do meu desejo de propiciar uma educação de qualidade, visando oportunizar aos alunos e professores o contato e a interação com textos práticos, desenvolvendo assim o gosto pela leitura numa complexidade maior”, comenta o prefeito de Floraí, Fausto Eduardo Herradon.

Os estudantes, Maria Eduarda Romualdo e Gabriel Henrique de Oliveira contam que estão ansiosos pela oportunidade de aprender a partir das notícias. Os dois, que estudam na rede municipal de ensino de Sarandi, nunca tiveram contato com o veículo de comunicação antes e já fazem planos sobre o que vão buscar no impresso, quando este chegar à sala de aula. “Eu vou procurar o caderno de Esportes. Ah, eu quero ler sobre as novelas e artistas!”, comentam.

IMG_0308A proposta de utilizar o jornal como um instrumento pedagógico e levá-lo para dentro dos espaços escolares, o transforma em uma ferramenta prática para a motivação do ensino. Professores que já trabalham com o estudo do impresso a partir de um contexto pedagógico, contam que a tarefa tem sido bem mais sucedida do que o simples uso do livro didático, pois forma um conjunto de cidadãos mais informados e participantes.

“O Diário é utilizado há anos aqui na escola devido aos bons resultados que temos nos níveis de aprendizado. Os professores têm um papel fundamental nessa tarefa, são os mediadores do ensino e, com isso, tem conseguido trabalhar a interdisciplinaridade dos conteúdos curriculares com as notícias. À exemplo das atividades que vão além da leitura prazerosa ou estudo da Língua Portuguesa e envolvem a Matemática”, destaca a pedagoga, Juliana Leni Del Bianco.

Os alunos Gabriel Pierini dos Santos e Daniele de Almeida já tiveram a experiência de ler um jornal, fora da escola, e dizem que o aprendizado vai ser mais interessante com as notícias. “É bacana ter um material diferente em sala, isso deixa a aula mais divertida, vamos poder conversar sobre assuntos que muitas vezes nossos pais falam em casa. Acreditamos que com o Diário, será mais fácil fazer as tarefas solicitadas pela professora.”

A pedagoga Juliana conclui destacando que “o costume da leitura de jornais na escola enriquece a capacidade de entendimento dos alunos, principalmente ao acréscimo e ampliação do vocabulário e compreensão de textos, melhorando a qualidade dos debates e oferecendo ao educando informações sobre o mundo e também sobre a comunidade onde vive.”

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O Programa voltou!

Professores, alunos e caros leitores, o Diário na Escola está de volta! Depois de um breve recesso, estamos iniciando nossas atividades com muita coisa nova para 2016. Além do envio dos jornais semanalmente às escolas, continuamos com as colunas publicadas às terças e quartas-feiras com matérias sobre educação e cultura, nossos tradicionais Concursos que agitam as instituições de ensino, e o cronograma de formações que preparamos aos professores participantes do Programa promete inovar a forma de estudo com temas atuais e dinâmicos.

Foto Abre“A proposta pedagógica do Diário na Escola busca estar alinhada à necessidade do professor e do aluno. Mantemos um feedback constante com nosso público, o que nos permite desenvolver um Programa que contemple, não somente a leitura crítica da mídia, mas também que contribua e otimize a aplicação desse conhecimento em seu planejamento de atividades anuais”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A jornalista, Talita Moretto irá abrir nosso cronograma anual de formações e afirma que a tecnologia já faz parte da nossa rotina, seja pessoal ou profissional. “Mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.”

“Na oficina ‘A poesia nos fatos’, propõe-se abordar a constituição do gênero poema, focando, suas condições de produção, suas formas composicionais e recursos linguístico-expressivos de sua composição. Na relação entre as notícias e os poemas, pretende-se destacar como os fatos apresentados pelas notícias e reportagens podem ser retratados de forma poética. Essa abordagem foi pensada, a partir de depoimentos de professores que trabalharam com a produção de poemas com seus alunos no ano passado, mas sentiram uma dificuldade em transformar os fatos do jornal em questões poéticas. O que resultou em textos que apresentam a estrutura do poema, mas que carecem de poesia”, enfatiza a ministrante da capacitação, Adélli Bazza.

Gráficos, tabelas, porcentagem e outros suportes do raciocínio lógico encontrados no impresso auxiliam no estudo da matemática, por isso o Diário na Escola convidou a professora Luciana Lacanallo para ministrar a oficina sobre o tema. “A matemática é uma linguagem, composta por diferentes signos e conceitos, os quais constituem em instrumentos simbólicos. Aprender matemática não é só resolver contas, decorar fórmulas e procedimentos é ler e interpretar dados, fatos e, com o jornal temos um recurso excelente em mãos.”, explica.

Acreditando que a mídia é uma aliada do ensino, a equipe do Programa preparou uma capacitação sobre as possibilidades de trabalho com esse recurso em sala de aula. O assunto será explanado pela jornalista e educadora, Fernanda Amorim. “Vou falar a respeito dos modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo”, diz.

Loiva percebeu que não poderia deixar para um segundo plano a leitura crítica da mídia, pois os alunos estão em pleno processo de formação intelectual, e a cada dia mais vulneráveis aos meios de comunicação. “Por isso, trouxemos esses assuntos para serem debatidos. É importante estar aberto a entender esse processo social em curso e irreversível, já que desejamos construir uma nova escola e uma nova educação. Somos otimistas, temos sempre a melhor expectativa que nossas formações irão contribuir de forma efetiva para o trabalho do professor em sala de aula.”

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