Jornal na escola: variedade e conteúdo

Na Língua Portuguesa encontramos diversos tipos de textos que são utilizados conforme o objetivo que se quer atingir, por exemplo, se queremos contar uma história, usamos a narração. Se a intenção é descrever um objeto, usamos a descrição. No jornal, usa-se um tipo de narração especial em que o repórter conta um fato respondendo a questões básicas como: O que? Quem? Quando? Como? Onde? E por quê?. Conhecido como lide, ou a primeira parte de uma notícia, fornece ao leitor a informações básicas sobre a reportagem.

O impresso, assim como os livros, é composto por páginas. Estas são separadas por letras, que indicam as editorias ou cadernos. No jornal O Diário do Norte do Paraná, a primeira editoria é representada pela letra A, e as páginas são numeradas de 1 a 12, nas quais podemos encontrar informações sobre: Política, Cidades, Economia, Geral, Esportes, dentro outros.

Com tanta variedade de gêneros textuais e também de conteúdos, os exemplares do Diário tem auxiliado o trabalho da professora Geyce Fernanda da Silva Correa, da Escola Municipal João Freire de Carvalho, em Astorga. “Promover o hábito da leitura é um desafio diário, o uso do jornal em sala proporciona ao aluno o contato com a realidade de fatos cotidianos, algo que os motiva ao aprendizado”, conta Geyce.

Todas as semanas antes da realização de atividades, a professora repassa aos estudantes os vários tipos de textos que podem ser encontrados no impresso. Assim, quando os exemplares chegam à sala as crianças são dividas em grupos para folhear o material e debater opiniões.

“Estamos usando o Diário como suporte de estudo desde o início do ano letivo. Agora os alunos já conhecem os elementos que compõem a capa, a forma com que são divididas as editorias e até identificam os assuntos noticiados fazendo relação com outros meios de comunicação”, destaca a professora.

Nas últimas semanas Geyce dedicou o trabalho ao ensino das charges, dos anúncios e dos classificados, gêneros que as crianças visualizam, na maioria das vezes, apenas quanto tem contato com o Diário.

“Descobri que a charge, mais do que um desenho, faz crítica a assuntos vivenciados pela sociedade. Mas sem o uso da ofensa, apenas do humor”, comenta a aluna Lorena Eduarda.

A professora ressalta que, “o trabalho didático a partir do jornal faz com que o estudante amplie seu conhecimento e perceba que, no mundo em que vivemos, a comunicação é fundamental para o desenvolvimento do cidadão.”

Foto Submanchete

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Classificados em pauta

Quando alguém quer vender, comprar ou alugar algo, uma maneira bem simples de fazer isso é anunciando no jornal. Os classificados são caracterizados pelo número resumidos de linhas, falando de um produto ou serviço específico, de maneira breve e atrativa. As páginas repletas de ‘quadradinhos’ com letras pequenas muitas vezes são passadas despercebidas pelos alunos, mas a professora Berivalda de Jesus do Prado Sachi que leciona na Escola Municipal Antenor Balarotti, de Astorga, encontrou uma forma de tornar a leitura do Classidiário, mais dinâmica.

“O conteúdo desta editoria é de grande importância e faz parte da grade do ensino curricular. Por isso, ao invés de limitar o estudo ao livro didático aliei a proposta ao jornal, pois, assim, as crianças conheceram o gênero em seu suporte original e perceberam que entre aquela quantidade de pequenas palavras, há importantes informações”, destaca Berivalda.

Foto AbreNa discussão com os alunos sobre a funcionalidade dos classificados, a professora mencionou o processo de argumentação que é utilizado nesse tipo de texto, no qual há a intenção de persuadir o leitor. “Comecei o trabalho solicitando a leitura do Classidiário, para que cada estudante verificasse os detalhes que compõem o gênero em estudo”, conta.

Outra questão importante é o esclarecimento das abreviações, que tem por objetivo garantir agilidade na leitura e condensação de conteúdo, que em geral, conta com pouco espaço. Como exemplo: qtos (quartos); bwc (banheiro); pl (placa); pts (portas); dentre outras.

Berivalda comenta que os alunos ficaram eufóricos com tanta novidade que encontraram nos pequenos ‘quadrinhos’. Uma página que até então não recebia atenção nos momentos de leitura, tornou-se prazerosa.

Depois das crianças familiarizadas com o gênero, chegou o momento de produzir. Para confirmar o aprendizado, a professora solicitou que os estudantes criassem anúncios. Além da produção textual foi preciso escolher um bom produto para vender e, assim, tentar despertar a atenção do leitor.

“Foi uma aula bem divertida, aprendi sobre argumentos de vendas e tabela de preços. Gostei de saber que quando anunciamos algo em um classificado há resultados, pois existem muitas pessoas que compram o jornal interessadas nessa página, assim fica mais fácil vender ou alugar o que for preciso”, enfatiza a aluna Ana Luiza da Costa.

Assim que os textos ficaram prontos, Berivalda montou um cartaz semelhante à editoria do Classidiário. Os anúncios produzidos foram colados em uma cartolina para ficar em exposição nos corredores da escola e chamar a atenção de outros estudantes, e também leitores do Diário, sobre a importância desse gênero textual.

“Trabalhar com o jornal em sala de aula enriquece o meu planejamento pedagógico. A forma interdisciplinar de inseri-lo nas atividades favorece o aprendizado do aluno e proporciona momentos mais dinâmicos em classe. No estudo dos classificados, o entusiasmo da turma foi geral, pois descobriram que qualquer um pode anunciar algo no jornal, inclusive eles. Por fim, se conscientizaram da importância desse caderno dentro do Diário”, ressalta Berivalda.

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CLASSIFICADOS

Confira alguns dos anúncios produzidos pelos alunos da Escola Antenor Balarotti:

VENDE-SE

Dois carros Gol 1.0, ano 2007/2008. Fone: (44) 9918-86157. Preço de ocasião: R$ 25.000,00 cada. Vendo com urgência!

VENDE-SE

Tablet orange, internet 4GB, memória 1.0 GHZ. Android 4.2.2 digital, memória ran 512 mb. De R$ 300,00. Por apenas: R$ 280,00. Fone: 3234-11262

VENDE-SE

Celular rosa, Samsung galaxy S4. Tratar com Maria Eduarda na rua Santa Catarina, 163. Fone: 9966-10085. Valor: R$ 2.500,00

 

 

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Violência é tema de debate e reflexão escolar

Os crimes estampados nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios e os contrabandos têm levado crianças e jovens a perderem a esperança de que ainda seja possível viver em uma sociedade justa e igualitária. Levar esse tema para a sala de aula já nas séries iniciais é uma forma de trabalhar com um assunto controverso, mas presente em nossas vidas que oportuniza momentos de reflexão e auxilia na transformação social. Pensando nisso, a professora Suzi Aparecida de Souza Rosário que leciona na Escola Municipal Vânia Maria Simão, em Atalaia, desenvolveu atividades a partir das notícias do Diário relacionadas à violência.

“Nas instituições de ensino, as relações do dia-a-dia devem traduzir respeito ao próximo através de atitudes que levem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto pedagógico. Aliar isso ao estudo do jornal oferece credibilidade e confiança para mostrar às crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta, sem o uso da agressão”, destaca Suzi.

Com recortes de notícias impressas, revistas, filmes, músicas, jornais televisivos, dentre outras formas de comunicação, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa forma de criar um ambiente educativo e dinâmico.

Em Atalaia os estudantes iniciaram o trabalho com um debate, no qual expuseram seus conhecimentos sobre tudo que envolve os diferentes tipos de violência. “Adorei fazer esse trabalho, pois me ensinou que atitudes de respeito também podem contribuir para a segurança de todos os cidadãos”, enfatiza o aluno Vítor Hugo Bonifácio Fulgêncio.

Após a conversa, as crianças iniciaram uma pesquisa no jornal O Diário para identificar notícias de crimes que aconteceram próximo da região em que vivem. “A aula foi muito interessante, pois ampliou os meus conhecimentos. As reportagens me fizeram refletir a respeito dos perigos por falta de segurança pública”, ressalta a estudante Jeniffer Cristina Diniz Ramos da Silva.

Suzi conta que uma das manchetes em que houve maior destaque durante a leitura do impresso foi “Trio armado assalta madeireira”, fato ocorrido em Maringá no qual os bandidos renderam funcionários e clientes levando pertences e dinheiro. “A partir disso, decidi trabalhar questões de segurança, com mais conversa entre a turma e dicas de como se prevenir de assaltos, produzimos um acróstico sobre o tema em questão. Uma ótima forma de fazê-los refletir a respeito das ações que cometemos diariamente e que podem nos expor a situações de criminalidade”, ressalta a professora.

Ao final do trabalho, o acróstico ficou em exposição no corredor da escola para que toda a instituição tivesse acesso ao conhecimento e reflexão do tema em estudo. Suzi diz que foram atividades gratificantes de serem realizadas. “Constatei que além da pesquisa e do debate, os alunos passaram a analisar os casos de violência e pensar em formas para garantir segurança aos cidadãos.”

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

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Alunos trocam cartas para estudar o gênero

Foto AbreAs cartas são uma forma de produção textual existente desde que o homem necessitou de comunicação à distância ou mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram produzidas em forma de símbolos. No entanto, com a evolução da informática hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento em velocidades instantâneas. Com isso, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão.

Para estudar o gênero textual carta e oportunizar a experiência de se comunicar com pessoas de outra cidade através de um pedaço de papel, a professora Suelena Yoshie Giraldelli, que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé, desenvolveu o projeto “Intercâmbio” com seus alunos do quinto ano.

Os funcionários dos Correios do município, Marina Abramoski Nogueira e André Luiz Lopes auxiliaram a professora durante o trabalho. Eles foram até a escola e explicaram às crianças como seria o projeto, qual a estrutura de uma carta e também os procedimentos para preencher um envelope. “É uma iniciativa da rede Correios estar dentro das escolas, a cada ano desenvolvemos algo diferente, para este momento aliamos nosso trabalho com o currículo escolar e os resultados foram excelentes”, comemora Marina.

“A maior alegria dos alunos, sem dúvidas, foi ir à sede dos Correios levar as correspondências para selar e serem enviadas ao destinatário. Afinal, é uma experiência que nunca tinham vivido antes. Algo tão simples e ao mesmo tempo, novo”, destaca a professora da turma.

O trabalho realizado durante cerca de 30 dias contou com a colaboração de estudantes de Ângulo, que após receberem as cartas dos colegas – ainda desconhecidos – de Itambé, também foram desafiados a responder as correspondências.

“Foram dias de ansiedade pela espera da carta da aluna de Ângulo, Emilly Taissa Silva. Eu nunca havia escrito e muito menos recebido algo dos Correios. Além de divertido, foi uma oportunidade para fazer novas amizades”, conta a aluna de Itambé, Ana Heloisa Beltram de Oliveira.

As professoras também entraram na brincadeira. “Me correspondi com a educadora Silvia Cavalari e fiquei na expectativa para conhece-la pessoalmente”, diz Suelena.

“As crianças falavam dos colegas do outro município, como se fossem amigos de longa data. Já sabiam o número de irmãos, qual o animal de estimação e outras informações pessoais”, enfatiza Marina Nogueira.

Depois das conversas escritas, alunos e professores tiveram a oportunidade de se encontrar. Os estudantes de Itambé foram até a escola de Ângulo para desvendar a curiosidade de saber com quem trocaram mensagens. No encontro, em um primeiro momento a timidez tomou conta das turmas, mas minutos depois as crianças já estavam lanchando juntas, brincando, e claro – em tempos de tecnologia – trocando números de celular para não perderem o contato.

Suelena aconselhou os alunos a não perderem o hábito da comunicação via carta e ressalta que, “a atividade ultrapassou os limites do estudo do gênero textual e oportunizou novas amizades. Foi um trabalho gratificante!”

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Publicidade no jornal é base para atividades de matemática

A busca por recursos que possibilitem fazer uma relação entre os conteúdos propostos em sala de aula, com as questões do dia-a-dia do aluno é um dos grandes desafios dos professores que procuram inserir textos para que de uma forma interdisciplinar façam com que as crianças se interessem e procurem informações sobre diferentes assuntos, tais como: política, economia, saúde, geografia, história entre outros. Para despertar a atenção dos estudantes na disciplina de Matemática, as professoras Elisângela Nodari de Oliveira e Nilza Guidini Valentini que lecionam na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, realizaram o trabalho de alfabetização matemática a partir dos textos da esfera jornalística.

“A aplicação de situações-problema possibilita ao aluno participar de atividades que possam desenvolver seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática está presente em diversas áreas de conhecimento”, destaca Nilza.

Durante a prática, as crianças leram exemplares do Diário e organizados em equipes escolheram anúncios publicitários que, posteriormente, foram utilizados como base para a elaboração de situações-problema, seja no campo aditivo – adição e subtração – ou no multiplicativo – multiplicação e divisão.

“De acordo com os materiais sugeridos pelo Programa Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), tais atividades contribuem para a construção de esquemas que favorecem o processo de compreensão das operações básicas. Do mesmo modo, permitem a interação das crianças com diferentes formas de registros simbólicos, neste caso, com os gêneros presentes no jornal”, ressalta Elisângela.

A aluna Letícia Camily Ryzik comenta a diversão em realizar a atividade. “Foi uma aula muito diferente, aprendi matemática brincando, não imaginava que isso seria possível.” A colega Juliana Maria dos Anjos completa, “elaborar enunciados de questões a partir do jornal nos deixou mais criativos e ainda nos proporcionou conhecimento dos fatos que ocorrem ao nosso redor”, diz.

“O uso do Diário como recurso pedagógico é uma ferramenta que enriquece a prática em sala de aula, ainda mais quando associado ao currículo escolar, pois contribui para a ampliação do vocabulário do aluno, auxilia na interpretação dos textos e reflexão dos assuntos lidos”, conclui a diretora da escola, Maria Luiza Macedo da Silva.

PRODUÇÃO

Confira as situações-problema desenvolvidas pelos alunos do 3º ano, a partir de publicidades do Diário.

 

fan pageO Diário na Escola está realizando um concurso sobre a Semana Nacional do Trânsito e as sete melhores frases vão ganhar uma bicicleta. Cada uma custa R$ 350 reais. Quanto os patrocinadores vão gastar com as sete bicicletas?

Resposta: R$ 2.450,00 reais.

 

anuncioEm Maringá 932 pessoas foram infectadas pelo mosquito da dengue. Já foram curadas 864 pessoas. Quantas pessoas ainda precisam ser curadas?

Resposta: 68 pessoas.

Na casa de Júlia tem 27 garrafas com água parada. Alguns alunos foram até a casa dela e recolheram tudo em três baldes para não deixar que o mosquito da dengue se prolifere. Quantas garrafas couberam em cada balde?

Resposta: 09 garrafas por balde.

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Notícias inspiram a criação de poemas

O Brasil vive um momento pós-eleições presidenciais no qual a sociedade divide opiniões sobre o futuro do país. Um assunto que não tem se restringido aos adultos. Atualmente, estudantes e ainda não eleitores também querem se expressar. É o que tem observado a professora Márcia Vinhadelli que leciona no Colégio Estadual Dr. Felipe Silveira Bittencourt, em Marialva, que para aproveitar esse momento desenvolveu uma série de atividades relacionando a grade do ensino curricular com fatos do cotidiano.

Um dos gêneros textuais que gera reflexão, ao ser lido ou escrito, é o poema. Nos versos encontramos palavras cheias de sentimentos e emoções que nos fazem pensar sobre determinado tema.

DSC02374Com o objetivo de tornar a aula de Língua Portuguesa mais interativa, Márcia aliou o estudo do gênero às notícias do jornal O Diário. “Uma boa forma que encontrei para os alunos estudarem a estrutura do texto foi relacionando o conteúdo aos problemas sociais vistos, diariamente”, conta.

Para a realização da proposta foram lidos diferentes exemplares do impresso. Em destaque estão as matérias sobre o nível de alfabetização dos presidiários, a qualidade do sistema de saúde brasileiro e o aumento nos casos de contaminação do vírus HIV. “Durante a leitura os alunos debateram sobre os temas, apontaram divergências de opiniões e refletiram sobre tudo o que estava sendo conversado”, comenta a professora.

Com bastante informação e também argumentos, os estudantes foram desafiados a escrever poemas a respeito das questões de cunho social identificadas nas páginas do Diário. Desta forma desenvolveram análise crítica dos assuntos lidos, interpretação oral, produção e estrutura do gênero em estudo.

“Conversamos sobre situações que envolvem além da região que moramos, como também todo o país, assim percebermos que as dificuldades enfrentadas são similares em diferentes regiões. Os poemas foram o fechamento de um trabalho de conscientização que estamos realizando há meses”, ressalta Márcia.

O aluno Vinícius de Souza enfatiza a importância da proposta. “Os problemas do dia-a-dia não podem se tornar rotina, devem ser debatidos a fim de encontramos soluções associando-os ao contexto histórico e político do país.”

 

PRODUÇÃO

Após o estudo do gênero e a leitura das notícias do Diário, a aluna Camila Brito de Souza escreveu um poema com base nos problemas sociais do Brasil.

 

Que país é esse?

 

Que país é esse?

Onde o futebol é o orgulho da nação

Enquanto saúde é deixada de lado

Sem atenção

 

Que país é esse?

Onde milhões de jovens morrem diariamente

Vítimas das drogas e da violência

Acabando também com a vida dos pais

 

Que país é esse?

Onde os professores ganham pouco

Para fazer muito

E os políticos ganham muito

Para fazer pouco

 

Que país é esse?

Onde os jovens matam e roubam

Mas na hora de pagar por seus atos

São tratados como crianças inocentes

E ficam livres para fazer tudo de novo

 

Que país é esse?

Onde ninguém respeita ninguém

Onde crimes acontecem todo dia

E ninguém está seguro

 

Que país é esse?

Onde as pessoas se acostumaram com essa vida

E não fazem nada para mudar

Esse é o país, BRASIL.

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Quadrinhos no jornal

Na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, em Floresta, a motivação para a leitura é feita através dos exemplares do Diário, semanalmente. Os alunos que estão no segundo ciclo do ensino fundamental realizam propostas didáticas com o auxílio do impresso, buscando, assim, proporcionar momentos de diversão e aprendizado em sala de aula.

Na última semana a professora, Glasieli Bianchesi Bonugli trabalhou o gênero textual história em quadrinhos (HQ) com os estudantes. “Para que eles não se atentassem apenas aos desenhos durante a produção, propus que o conteúdo fosse inspirado em alguma notícia do jornal. Assim, sem perceber, os alunos realizaram a leitura de todas as matérias, adquirindo informações de circulação social”, destaca. Está é uma maneira que os educadores encontram para tornar crianças e adolescentes seres críticos e participativos da realidade em que vivem.

Com a variedade de assuntos presentes no impresso, os alunos buscaram por aquilo que mais os despertou interesse ou que eles tenham maior afinidade. “Produzir a HQ a partir das notícias do Diário foi uma ótima oportunidade de me inteirar sobre fatos que estão acontecendo na região em que moro e até em locais mais distantes. O que me chamou a atenção, em especial, foi o problema da falta da água no estado de São Paulo, uma situação que pode se agravar ainda mais”, comenta a aluna Raquel Fuentes.

Glasieli conta que os momentos com o jornal em sala de aula são pura diversão. “A maioria dos estudantes gosta de afastar as cadeiras e abrir as páginas dos exemplares no chão da classe, desta forma eles se sentem mais a vontade para manusear o material e aprendem novos conteúdos de uma forma prazerosa.”

Todos os anos o Diário na Escola oferece formação sobre como trabalhar os quadrinhos e o humor utilizando o impresso como suporte didático, a professora comprova os bons resultados. “Durante a realização da atividade constatei o quanto a leitura de um informativo torna os estudantes criativos”, conclui.

PRODUÇÃO

Após a leitura das notícias do Diário e do estudo do gênero HQ, a aluna Raquel Fuentes criou uma história em quadrinhos sobre o problema da falta de água em algumas regiões do país.

Imagem Submanchete

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Qual é o seu signo?

Uma pergunta muitas vezes simples para um adulto pode ser uma questão sem resposta para uma criança. A professora Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e percebeu que parte de seus alunos não sabem a que signo pertencem. Para repassar o conhecimento aos pequenos, Lourdes desenvolveu atividades a partir da coluna de horóscopo do Diário.

Foto AbreUmas das páginas mais visitadas no jornal pelos estudantes, a previsão dos signos em alguns casos são lidas sem o entendimento de seu real significado, apenas pela curiosidade e atração por textos curtos.

“Para começar o trabalho fui perguntando a data de nascimento de cada aluno, assim foi possível identificar qual o signo deles e seguir com o estudo do gênero textual”, destaca a professora.

Em discussões como essa, as crianças ficam eufóricas pela nova descoberta de um conhecimento pessoal que ainda não tinham acesso. Nesses momentos a empolgação é ainda maior ao perceberem que o colega de classe é do mesmo signo.

Durante o estudo, a turma de alunos da professora Lourdes ainda sentia dificuldades quanto à compreensão dos termos: horóscopo, astrólogo, ascendente etc. Para auxiliar o entendimento, as crianças buscaram o significado das palavras no dicionário. “Este momento foi ótimo, pois acrescentou conteúdo ao vocabulário delas”, conta.

Para conhecer a estrutura do gênero foi realizada a leitura da coluna de previsões do Diário, identificando-se as palavras mais utilizadas e a que se referem os textos. Na sequência, os estudantes foram até a sala de informática da escola e, em duplas, produziram previsões astrológicas. Treinando, assim, o uso da Língua Portuguesa e dos equipamentos tecnológicos.

“Foi uma aula muito divertida, criamos previsões e ficaríamos muito felizes se alguém as lesse. Esperamos mais atividades como essa”, falam, animadas, as alunas Fernanda dos Santos e Beatriz Ferreira Soares.

A professora comenta que a satisfação ao fim do trabalho, foi geral. “Agora há ainda mais motivação para a leitura do jornal, pois os alunos reconhecem o gênero e ficam curiosos para saber do conteúdo, já que todo dia há algo novo. Existem aqueles que acreditam nas previsões e outros que não, mas o importante é que eles pratiquem o hábito de folhear o impresso.”

“É compensador ver uma atividade como esta realizada pela professora Lourdes. O Diário tem auxiliado na didática em sala, pois é uma fonte muito rica de informações que oferece recursos para a exploração e desenvolvimento no aprendizado”, ressalta a coordenadora pedagógica Elizabete de Oliveira Sampaio.

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Segurança na Web

leo_pachecoO advogado Leonardo Pacheco pontua algumas dicas às crianças para que não sofram com as consequências do uso indevido da internet:

- No controle de privacidade do facebook restrinja ao máximo as pessoas que podem visualizar suas publicações;

- Evite divulgar fotos com poses sensuais, roupas íntimas, biquínis e pijamas;

- Não faça comentários públicos que tenham cunho ofensivo, mesmo que se trate de uma brincadeira com o colega;

- Pessoas podem te pressionar para que envie fotos ousadas ou vídeos, não se deixe levar pela conversa. Uma mensagem enviada, não tem como ser pega de volta;

- Converse com seus pais, sempre, antes de adicionar alguém em seu perfil. Mesmo que a pessoa seja um conhecido da família;

- Não exponha a sua rotina de vida;

- Escolha um adulto de confiança para conversar sobre estes assuntos, ele saberá te aconselhar;

- Não dê informações pessoais a um estranho e não marque encontros, mesmo que seja em locais públicos não se arrisque;

- Lembre-se: tudo o que você faz na internet pode ser fiscalizado, sim!

- Repasse as senhas de suas contas na web para seus pais. Não é invasão de privacidade, é segurança!

 

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Perigo: Direito digital é tema de palestra para crianças

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam as consequências ainda mais perversas. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada. E o que é pior, muitas vezes, ela não sabe de quem se defender.

Engana-se quem pensa que a internet é um mundo a parte ao real e acredita que todo o conteúdo publicado ou divulgado, nunca sofrerá repreensão. Na realidade, a situação é bastante diferente. “Felizmente o código penal nos possibilita punição para os crimes, sejam eles cometidos pessoalmente ou de forma virtual”, destaca o advogado especialista em assuntos relacionados à internet, Leonardo Pacheco.

Foto Abre 01Preocupado com o número de casos que recebe em seu escritório envolvendo crianças e redes sociais, Leonardo desenvolve um trabalho voluntário, em parceira com o Conselho Tutelar de Maringá, e ministra palestras sobre Direito Digital em instituições de ensino da cidade.

Durante o bate-papo com os estudantes, o ministrante enfatiza a velocidade com que a sociedade está mudando e o quanto a internet tem contribuído para isso. “A cada dia mais a população precisa vencer preconceitos e estar atenta as questões de segurança no campo real – casa e carro – como também no quesito virtual – sites acessados, informações publicadas e pessoas desconhecidas”, comenta.

Uma foto divulgada nas redes sociais pode expor os bens materiais de valor que você tem em casa, a rua onde mora, a placa e o modelo do carro da família e a rotina de vida que levam. Isso auxilia o trabalho de pessoas más intencionadas que se aproveitam das oportunidades em que não haverá ninguém na residência, por exemplo, para realizar um assalto.

Leonardo alerta as crianças sobre o uso do aplicativo FourSquare, no qual a pessoa informa onde está naquele momento, seja um restaurante, a casa de um amigo ou a própria escola. “Esta ferramenta possibilita ao bandido ou ao pedófilo saber em que local você está e muitas vezes até as companhias, desta forma a pessoa se torna presa fácil. Aos pais, eu aconselho que não deixem seus filhos usar o aplicativo.”

A internet é um campo sem fronteiras, o que “cai” na rede, não tem mais controle de privacidade ou resgate de material. Enfim, o que você publica, já não é mais seu. O palestrante apresentou aos alunos diferentes exemplos de pessoas que estão sofrendo processo judicial, perderam o emprego e até foram investigados pela Polícia Federal, por publicações de ameaça, racismo ou ofensas. Os casos mais recentes são em relação às eleições e ao destrato com o povo nordestino. Como Leonardo citou, mesmo que seja um crime de internet este pode ser julgado, sim e a pessoa inclusive condenada à prisão.

Lembrando que, quem compartilha ou repassa um vídeo ou imagem que está expondo alguém, também pode ser considerado culpado.

O conselheiro tutelar de Maringá, Vandré Fernando comenta que até os 12 anos a responsabilidade da infração cometida é de responsabilidade dos pais, a partir desta idade até os 17 anos o adolescente já pode ser apreendido e fica em reclusão no Centro de Socioeducação (Cense). Após os 18 anos completos atinge a maioridade penal e é encaminhado para a penitenciária.

“O assunto discutido pelo Leonardo é fundamental dentro do espaço escolar. Os riscos da internet são tantos e tão comentados, que acaba se tornando algo comum e rotineiro, isso não pode acontecer! Pais e crianças devem estar sempre atentos. O fato de vir alguém diferente na escola e conversar com a gente sobre casos que acontecem aqui na cidade, de certa forma, assusta a todos. Percebemos que essa triste realidade está muito próxima de nós”, conta a vereadora mirim de Maringá, Carolina Herreiro.

O estudante Lucas Violin ressalta já ter identificado nas redes sociais perfis de jogos, mulheres e crianças que na verdade, são falsos. “Algumas dessas pessoas já me adicionaram, porque veem minha foto de criança e imaginam que vai ser mais fácil me alienar. Todo o cuidado, ainda é pouco.”

Sonia Maria Sguarezi é psicóloga e acompanhou o bate-papo com o advogado. “O interessante do tema em debate é que se mostrou algo muito próximo da realidade dos alunos, eles passam parte do dia conectados. Alguns coordenadores pedagógicos ficaram surpresas com a atenção e o silêncio dentro do auditório enquanto Leonardo apresentava as informações. Acredito que, além do momento de orientação, todo o conteúdo serviu de aprendizado também aos professores e àqueles que tem perfis na rede”, diz.

Ao final da palestra Leonardo aconselha, “o direito à crítica não te oportuniza uma ofensa. Pensem nisso!”

Quem pode ajudar?

Problemas envolvendo crianças e o mau uso da internet tem crescido muito, um dos órgãos públicos que luta diariamente para evitar estes casos, é o Conselho Tutelar. Criado a partir do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem a função de tomar providências em casos de ameaças ou violação de direitos.

O Conselho Tutelar tem à disposição serviços públicos que efetuam as avaliações necessárias e executam medidas aplicáveis. Sem uma rede de serviços e programas, o Conselho Tutelar pode fazer pouco por uma criança ou adolescente em situação de risco.

A primeira sede de um Conselho Tutelar no Brasil foi o de Maringá, atualmente há na equipe dez conselheiros que, diariamente, buscam a defesa dos pequenos. “Diferente do que muitos pensam, não temos a missão de repreender, mas sim, de requisitar serviços que ofereçam qualidade de vida, a exemplo de vagas em creches e consultas médicas. Quando alguma de nossas solicitações não é atendida encaminhamos o caso para o judiciário, sempre em busca de uma solução”, destaca o conselheiro tutelar, Vandré Fernando.

Denúncias e orientações em Maringá podem ser feitas pelos telefones 3901-2276 / 3901-1966, na sede do órgão localizado na Rua Joaquim Nabuco, nº 485 ou mesmo pelo 190. Lembrando que, quando solicitado, a identidade de quem procura os conselheiros é mantida em sigilo. “Estamos de portas abertas para atender a população com o dever de zelar por nossas crianças e adolescentes”, diz Vandré.

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Preocupação com lixo leva alunos às ruas

Foto AbreA preservação do meio ambiente e o futuro dos recursos naturais é algo trabalhado com destaque dentro dos espaços escolares. Atenta sobre o montante de lixo produzido no município em que vive, a professora Janete Baldo da Silva Machado que leciona na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, propôs aos seus alunos um trabalho de conscientização que foi além da sala de aula.

A atividade teve início após a leitura da notícia publicada no Diário com a manchete, “Câmara aprova PPP para coleta e destino de lixo”, na qual a matéria apresenta informações sobre a implantação da Parceria Pública Privada (PPP) que tenta solucionar os problemas com os resíduos produzidos pelos moradores de Maringá. Com isso, Janete aproximou o contexto da notícia à realidade dos alunos ao realizar um trabalho sobre a coleta e separação, em Ourizona.

“Relacionar um projeto escolar com o jornal fez com que as crianças dessem maior importância à proposta. Desta forma, além do aprendizado didático elas também perceberam o quanto é fundamental proteger o meio ambiente”, destaca a professora.

Janete debateu com os alunos os dados da matéria do Diário e, em seguida, elaborou um questionário para que, em duplas, eles fossem às ruas entrevistar a população. Além dos depoimentos, as crianças também registraram o passo-a-passo da atividade tirando fotos.

A estudante, Maria Vitória Fernandes conta que, de uma forma geral, as pessoas fazem a separação do lixo sim e esperam o caminhão que recolhe os descartes toda terça-feira. “O nosso município está indo pelo caminho certo, mas não podemos nos acomodar, pois sempre é possível melhorar e contribuir para o futuro de todos.” A colega de classe, Gabriely Bocaletti dos Reis após realizar o trabalho de conscientização dos moradores que ainda não fazem a separação do lixo nas casas, está esperançosa e acredita na mudança de hábitos da população.

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Um passeio pelo jornal

Foto Abre 02Um jornal é dividido em editorias temáticas que agrupam os assuntos mais comuns da atualidade. Cada seção tem um editor – pessoa responsável por selecionar as notícias e definir com os jornalistas a abordagem das matérias do dia. Para que os alunos das Escolas Municipais Nove de Dezembro e Jardim Primavera, de Santa Fé, conhecessem a estrutura e os conteúdos publicados no impresso, a equipe do Diário na Escola desenvolveu a oficina “Passeando pelas editorias do jornal” com os estudantes do quarto ano.

Para iniciar os trabalhos, a coordenadora do Programa, Loiva Lopes apresentou às crianças cada uma das editorias presente no jornal e os textos e publicidades que as compõem. Desta forma, além de manusearem o material, também puderam identificar os diferentes gêneros textuais presentes no impresso.

“A organização de um jornal faz parte da sua identidade e é facilmente reconhecida por seus leitores. A estrutura é fundamental para orientar a leitura e ajudar as pessoas a encontrarem mais facilmente os diferentes conteúdos”, destaca a aluna, Beatriz Oliveira James de Molla.

A maneira como um jornal está estruturado é também importante para a sua objetividade. Por exemplo, normalmente, os artigos de opinião surgem junto da carta do leitor ou em páginas separadas das restantes notícias, procurando-se assim que a opinião e os fatos se distingam, claramente.

Fatos e opiniões devem ter lugar definidos num jornal, pois o leitor deve saber quando está lendo notícias e quando está acessando a artigos de análise ou opinião. Só com esta separação é possível uma informação imparcial que contribua para o esclarecimento dos leitores.

“Durante a oficina descobri que as editorias têm temas bastante diversos, alguns deles mais populares, outros um pouco menos atraentes, tudo depende do gosto e dos assuntos que o leitor tem maior afinidade”, comenta a aluna Larissa de Souza Rossi.

Foto Abre 01Para testar o conhecimento das crianças, Loiva realizou uma brincadeira. Em um mural ficaram expostas todas as editorias e colunas presentes no Diário, em duplas os alunos receberam notícias, fotos, publicidades, anúncios classificados e foram desafiados a anexar, abaixo do nome de cada seção, onde poderiam ser publicados os gêneros que tinham em mãos. “Este momento foi muito divertido, fiquei ansiosa para realizar a atividade de forma correta e, assim, colocar em prática todo o aprendizado adquirido”, fala a aluna, Maria Heloisa de Oliveira.

A professora Rosana Alvez Londero enfatiza a união da classe para desenvolver um bom trabalho. “O jornal proporciona momentos de troca de conhecimentos, isso é muito interessante, pois uma criança está sempre tentando ajudar a outra. Além das informações, o material ainda traz um clima de cooperação na turma.”

A aluna Ana Caroline dos Santos Neves relata que espera ansiosa pela chega do Diário em sala. “Gosto de estar atualizar dos fatos que ocorrem para poder chegar em casa e conversar com a minha família, que também fica contente quando levo um exemplar para eles realizarem a leitura.”

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Jornal fortalece processo de ensino

Uma notícia pode virar um resumo? Ou mesmo uma narrativa? A resposta é sim! As professoras, Martha Ribeiro Franchetti e Elizabete Ronca Bonesi que lecionam na Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, diversificaram o estudo dos gêneros presentes no jornal e desafiaram seus alunos a transformarem uma das matérias publicadas no Diário em outro tipo textual.

Martha solicitou que a partir da leitura da notícia com a manchete “Adolescente de 16 anos está desaparecida há cinco dias em Londrina”, as crianças desenvolvessem a produção de um resumo. “Este é um tipo de texto abreviado e realizado a partir de outro, sempre com palavras ordenadas para que seja feita a compreensão mesmo sem o leitor ter tido acesso a versão original, neste caso, da notícia”, explica a professora.

Imagem 019Para isso os estudantes grifaram as principais informações da matéria, e deram início a atividade, escrevendo o que haviam lido com as suas próprias palavras. Lembrando de evitar a repetição de ideias e respeitando a sequência dos fatos. “Só me dei conta que tinha produzido um resumo, quando terminei o trabalho. Foi simples e divertido, pois além de me informar, ainda aprendi um novo tipo de texto”, conta a aluna, Ana Caroline da Silva Nascimento.

Elizabete Bonesi direcionou a produção para o gênero literário. Com a mesma notícia trabalhada por Martha, a professora pediu que seus alunos identificassem o narrador na matéria, tempo em que são vivenciadas as ações, espaço em que os fatos acontecem, o enredo da história e os personagens envolvidos. “A análise do jornal em sala possibilita o contato com diferentes textos e a ampliação de conhecimentos e produções didáticas”, destaca Elizabete.

Imagem 020“Escrever a notícia como se fosse uma narrativa foi muito interessante, pois me senti atraída pela leitura e ainda usei minha imaginação para idealizar o fato em meu raciocínio, para nós, crianças, tudo pode ser transformado em um ‘conto de fadas’”, ressalta a estudante, Lara Loise da Silva.

A coordenadora pedagógica, Lorena Yaél Languer enfatiza que o uso do jornal em sala de aula indica um novo contorno do pensar e agir com resultados muito positivos. “A ideia de manusear o impresso como instrumento pedagógico transforma-o em uma ferramenta prática para a motivação do saber”, diz.

PRODUÇÃO

Confira o resumo da notícia com a manchete “Adolescente de 16 anos está desaparecida há cinco dias em Londrina”, produzido pela aluna Ana Caroline, do 5º ano “A”.

Família procura adolescente de 16 anos que desapareceu na cidade de Londrina, no final da tarde da última quinta-feira. Sua mãe, Rosimeire está desesperada pelo sumiço da filha, Jennifer, que estava no Colégio Vicente Rijo. A adolescente foi vista pela última vez descendo do ônibus.

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Visita ao Diário resulta em produção

Todas as escolas municipais de Astorga estão trazendo seus alunos para visitar a sede do Grupo O Diário. Durante o passeio educativo, as crianças conhecem desde a produção da notícia até a impressão do jornal e os diferentes profissionais envolvidos neste processo.

Na última semana, as turmas do quinto ano da Escola Municipal Alfredo Sofientini estiveram na empresa e voltaram para a sala de aula prontos para criar conteúdos a respeito de tudo o que aprenderam.

“Eu me senti emocionado em ver a rotina de trabalho dos funcionários e fiquei muito feliz em poder conhecer como o jornal é feito antes de ser entregue em nossas casas”, destaca o aluno, Everton da Silva.

A professora Sonia Gimenes solicitou que as crianças relatassem através de uma poesia, história em quadrinhos (HQ) ou tirinha, algo que demonstrasse o que o passeio representou para elas. “Percebi que mais do que um momento de entretenimento fora da escola, os estudantes trouxeram valores que acrescentaram à vida deles, no momento da produção todos queriam participar, pois estavam cheios de ideias”, conta.

A aluna, Maria Clara Lopes de Souza comenta que ficou surpresa com o número de pessoas envolvidas na produção do jornal. “Achei que a diagramação do jornal era feita por algum sistema, mas não, este trabalho é feito pelo diagramador.” Quando foi desenvolver a atividade, Maria Clara optou por fazer uma HQ e assim, apresentar a função de cada um dos profissionais da redação. “Reforcei o que aprendi no passeio, quando criei a minha historinha. O dia da visita ao Diário foi maravilhoso e eu nunca vou esquecer tudo o que vi”, relata.

NA PRÁTICA

O aluno, Everton Luiz da Silva desenvolveu um poema sobre o passeio educativo ao Diário. Leia:

Visitamos o Diário

E eu achei tudo muito legal

Tem repórter e fotógrafo

Subindo e descendo degraus

 

Tem a sala pré-impressão

Fechada em todos os lados

Para não entrar nenhuma luz

Onde na placa de metal, o jornal é revelado

 

O galpão de impressão

Tem uma máquina comprida

Que produz 18 mil jornais

Para a leitura da nossa população querida

Voltamos de ônibus

Curtindo a visita

Foi um momento formidável

Que vou guardar para toda a vida.

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Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

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