Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

Comente aqui

Escola de Atalaia faz homenagem à cidade

Alunos e equipe pedagógica da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, promoveram a Festa Cultural “Nossa Terra, Nossa Gente” na qual foram realizadas exposições sobre os pioneiros do município e apresentações de dança dos estilos musicais desde a década 50. “Essa festa já é uma tradição da nossa escola, este ano chegamos à XXII edição e mais uma vez superou nossas expectativas com os bons resultados”, destaca a coordenadora pedagógica Lorena Yaél.

Foto Abre

O foco na realização do evento foi levar os estudantes a conhecerem mais sobre a história do lugar onde vivem, assim como a cultura, a economia e o espaço geográfico de Atalaia. “Também buscamos mostrar que tudo isso é mais do que um simples aprendizado, pois é preciso conhecer a terra onde vivemos para que possamos nos orgulhar dela”, conta Lorena.

Todo o trabalho teve início em sala de aula com uma exposição oral a respeito do tema, onde cada criança contribuiu com seus conhecimentos prévios sobre Atalaia. Foram debatidos assuntos como educação, religião, agricultura, pecuária, pioneiros, saúde, esportes e outros fatores que contribuíram com o crescimento do município a partir da década de 50.

Em seguida os alunos foram a campo. Nas ruas buscaram informações, fotos e registros com os moradores mais antigos da cidade. “Foi uma satisfação poder contribuir para o aprendizado das crianças em relação ao passado. Espero que esse conhecimento partilhado não se perca e que elas ensinem outras pessoas a não deixarem nossas histórias esquecidas”, conta o pioneiro Jovelino Vieira dos Santos que chegou em Atalaia em 1952.

A estudante Giovana Fabio Candioto ressalta que foi muito interessante poder entrevistar as pessoas que fundaram a cidade. “Adquiri novos conhecimentos e ainda sanei minhas dúvidas. Atalaia tem uma história muito bonita que todas as crianças deveriam conhecer.”

Os alunos da Escola Vania ainda fizeram um passeio até a zona rural para se aproximarem da cultura que deu origem ao município, e produziram cartazes com os temas estudados e debatidos em sala de aula para serem expostos e o conhecimento partilhado com todas as séries escolares.

A professora Vania Vieira aponta que as atividades propostas alcançaram seus objetivos e ainda oportunizaram que as crianças resgatassem a essência cultural que tem se perdido no tempo.

“Todo o trabalho foi muito gratificante. Alunos, familiares, comunidade pedagógica e o público visitante da Festa tiveram a oportunidade de descobrir coisas novas sobre Atalaia e ainda refletir os desafios que a cidade superou para se tornar o belo município que é hoje”, comemora a coordenadora Lorena.

Comente aqui

Ensino de Libras na LBV

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) tem atingido grande relevância nas discussões educacionais e culturais. Graças às conquistas alcançadas após um vasto histórico de lutas e desafios, os que fazem uso dessa língua têm garantido cada vez mais seu espaço.

A fim de apoiar a inclusão social do público surdo, a Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá desenvolve o projeto “Aprendendo LIBRAS”.

A valorização da diversidade cultural faz parte da aprendizagem das crianças e dos adolescentes atendidos pela Entidade. “Buscamos, com esse projeto, ensinar aos atendidos uma nova forma de se comunicar e interagir em sociedade, além de fazê-los refletir que o modo oral não é o único meio de se expressar. É importante aprender novas formas. A Língua Brasileira de Sinais  os utiliza como meio de comunicação. Os sinais são marcados por movimentos específicos realizados com as mãos e combinados com expressões faciais e corporais”, explica a educadora social e idealizadora da oficina, Helen Braga do Prado.

Foto AbrePara a atendida Emanuelly Karoline Ruis Calciolari a experiência tem sido produtiva. “Eu gosto muito de aprender LIBRAS, porque é uma língua que conhecemos praticando, além de ser importante a possibilidade de se comunicar com quem não ouve. A gente passa a ter mais respeito pelas diferenças.”

O desenvolvimento do projeto seguiu as seguintes etapas. Primeiro a educadora social Helen Braga contextualizou para os atendidos o que é a linguagem de sinais. Em seguida eles assistiram a um vídeo que ensinava o alfabeto em LIBRAS. Helen ainda contextualizou a realidade social de um surdo e sua cultura. As crianças e adolescentes aprenderam o alfabeto, os sinais dos animais e frutas por meio de brincadeiras de adivinha. Na sequência foram desafiados a pesquisar os sinais de cordialidades e apresentar para os colegas. E, por fim, os atendidos tiveram a oportunidade de ter um bate papo com Susamara Cordeiro Machado, professora de LIBRAS e surda, acompanhada das intérpretes, Francielle Cristina Lopes e Cintia Prezoto.

“Seria importante que todos os ouvintes aprendessem LIBRAS, pois é uma forma de ampliar nossos conhecimentos e também respeitar o outro. Na oficina consegui fazer a construção de algumas frases, e assim, pude conversar com a Susamara”, explica a atendida Alexandra Thays Zuela.

A professora de Libras aponta que é muito importante as crianças aprenderem a linguagem de sinais, pois assim elas reconhecerão o surdo na sociedade, entenderão que o surdo é diferente e possui uma cultura e identidade próprias. “Foi importante compartilhar minha experiência com as crianças e os adolescentes, mostrar que nós surdos somos capazes, assim como eles. É fundamental esta troca e interação, pois serão cidadãos melhores”, diz.

Cintia Prezoto, estudante e intérprete, comenta que quando a criança tem contato com a LIBRAS, já cresce sabendo um pouco sobre a comunicação do surdo, tendo assim, mais facilidade para se comunicar e poder ajudar um quando necessário. “As crianças da LBV tiveram esse primeiro contato e ficaram curiosas, fizeram inúmeras perguntas e algumas até se ariscaram a comunicar sem a ajuda da intérprete. Foi gratificante as ver fazendo os sinais de frutas, animais e escrevendo seus nomes.”

Francielle Cristina Lopes, que é professora e intérprete finaliza ressaltando que o surdo não se expressa pela voz, e sim pelas mãos! “É importante essa interação desde pequenos, pois auxilia na cidadania, no respeito às diferenças, no desenvolvimento e até na escolha de uma profissão, pois como intérprete de LIBRAS, mostrei o quão bom é interpretar e conhecer este mundo surdo.”

 

Comente aqui

Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

Foto Abre

RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

Comente aqui

Bem mais que um passatempo

As palavras cruzadas são um passatempo muito comum em jornais e revistas. O objetivo é encontrar todas as palavras usando as dicas disponíveis. Conforme algumas palavras são preenchidas, as letras de outras automaticamente aparecem, o que facilita bastante a resolução.

A dificuldade da palavra cruzada varia de acordo com o formato e a quantidade de palavras. Quanto menos elas se cruzam e mais palavras o jogo tem, é maior a possibilidade de a resolução ser mais difícil.

Foto AbrePercebendo o interesse dos alunos do quarto ano da Escola Municipal Tancredo Neves, de Doutor Camargo, pelo passatempo, a professora Rosângela da Silva Oliveira decidiu utilizar o material para desenvolver os processos de leitura e escrita nas crianças.

“Começamos tentando solucionar as palavras cruzadas de O Diário. A princípio, pensei que os estudantes não fossem conseguir, pois são bastante elaboradas, mas para a minha surpresa eles tiveram um ótimo desempenho e conseguiram decifrar quase todos os enigmas, sozinhos”, conta a professora.

Depois do bom resultado, Rosângela passou a explorar ainda mais os conteúdos. Ela diz que ao buscar as palavras certas os alunos iam se aprimorando no passatempo, aprendiam a grafia correta e ainda o que significa e para o que utilizamos cada um dos termos encontrados.

“As cruzadinhas nos ajudam a conhecer coisas novas, com isso, desenvolvemos nosso intelecto”, relata o estudante, Pedro Henrique Fraga. O colega, Joaquim Henrique Villa acrescenta “tenho aprendido até palavras em inglês nos passatempos, isso é muito bom! Aprendemos brincando.”

Ao perceber a evolução das crianças, a professora pediu que cada uma criasse uma palavra cruzada para desafiar um amigo a solucionar. “Esta foi mais uma etapa que me surpreendeu. Achei que eles iriam produzir coisas simples, mas ao contrário, as produções foram bastante criativas e elaboradas”, aponta.

Ao fim da série de atividades, Rosângela enfatiza o quanto foi prazeroso ensinar com as cruzadinhas. Algo que poderia ser apenas um momento de diversão, mas que resultou em novos conhecimentos. “Os alunos passaram a se interessar mais pelos conteúdos, aumentaram vocabulário, aprenderam ortografia e estão mais motivadas a participar das aulas”, conclui.

 

RESULTADO

Essa é a palavra cruzada que foi produzida pela aluna Geovanna Carolina Cravo, e solucionada pelos colegas de turma. Vejam que interessante:

CRUZADINHA

Comente aqui

Sarandi investe em formação

Desde o início do ano letivo professores e equipes pedagógicas da rede municipal de Sarandi estão participando de uma série de formações com mestres e doutores da área da educação. “Quando iniciei minhas atividades no município, em setembro de 2013, observei que os profissionais não tinham uma rotina de formação continuada, enquanto secretária institui um cronograma mensal de capacitação”, destaca Adriana Palmieri.

Foto AbreNas últimas semanas, professores dos quartos e quintos anos participaram do curso “Contextualizando a matemática por meio do jornal: Tratamento da informação. Que bicho é esse?” ministrado pela professora mestre em educação matemática, Solange D’ Antonio. “Após a formação os profissionais irão conseguir fazer com que os alunos entendam a importância do tratamento da informação para a sua vida, compreendam como se elabora um gráfico e uma tabela, quais os passos que devemos seguir até sua constituição, o que significa fazer uma pesquisa e como a realizamos, qual a melhor maneira de representá-la matematicamente, além de fazerem com que os estudantes realizem interpretações matemáticas de situações que envolvem não somente a leitura das imagens, mas o pensamento da comparação entre dados, as operações matemáticas, o valor posicional dos números, as diferentes sequências numéricas que podem ser constituídas e comparem medidas em situações significativas e prazerosas”, aponta Solange.

“A matemática em si é uma disciplina que causam certo medo nos alunos por acharem que ela é complicada e difícil de aprender, mas quando se trabalha com fatos reais do nosso dia a dia, quando usamos recursos diversificados e materiais de apoio que despertam o interesse pelas propostas, tem se um desempenho melhor e mais eficiente no processo de ensino e aprendizagem. Quando a atividade deixar de ser só lousa, giz e caderno, os resultados são outros e geralmente vão além do esperado”, ressalta a professora do quinto ano, Jucelene Marques de Freitas.

A secretária municipal da educação, Adriana enfatiza que o jornal é um instrumento didático que traz de maneira multidisciplinar vários suportes para o trabalho em sala de aula. “O tratamento da informação é um dos descritores da Prova Brasil, por meio da capacitação na matemática utilizando o impresso como suporte encontramos a maneira ideal para auxiliar os professores no trabalho em sala de aula. Temos certeza que será mais uma possibilidade de avanço na rede, estamos sempre na busca incessante de melhorar o ensino e a aprendizagem.”

“Pensamos que o jornal é uma ferramenta importante para o trabalho com a matemática, pois este material vem auxiliar a prática docente na preparação das atividades. Além de fornecer subsídios como gráficos, porcentagem, coleta de dados e informações que contribuem para a elaboração das aulas e a formação global de nossos alunos”, comentam as coordenadoras pedagógicas da educação de Sarandi, Fátima da Costa, Sulei Mesquita, Lucilene Amarante e Nelcy Polito.

A professora, Marilene Vieira Cardoso diz que os conteúdos abordados na formação são fundamentais na base do ensino, pois se trata de algo ligado diretamente à realidade e vivência dos estudantes. “A geometria muitas vezes é levada superficialmente, porém vimos que a abordagem dos conteúdos com os termos corretos e o aprofundamento são necessários para a consolidação da aprendizagem das crianças. Essa percepção influí diretamente em como o professor aborda os assuntos na sala de aula.”

“É importante formar alunos mais eficientes na interpretação de problemas e dados matemáticos,  capazes de avaliar o que respondem,  elaborarem melhor seu pensamento, saber como descrevê-lo com palavras, que sejam também observadores de pesquisas e leitores de informações matemáticas apresentadas em textos jornalísticos, bem como crianças e adolescentes capazes de fazer previsões por meio da leitura dessas informações se tornando agentes críticos no mundo e na realidade em que vivemos”, conclui a ministrante, Solange.

Comente aqui

LBV em clima olímpico

A Olimpíada do Rio de Janeiro só será realizada em agosto, mas o clima do evento esportivo já tomou conta do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV na cidade canção e acendeu o espírito olímpico entre os atendidos. A chama olímpica estava pronta para ser “acesa”, e as delegações participaram devidamente caracterizadas. E como esse não é um torneio qualquer, o nome das equipes são para lá de especiais. Nessa competição, as crianças e adolescentes defenderam o amarelo da Fraternidade, o branco da Paz, o vermelho do Amor, o verde da Amizade, o laranja da Solidariedade e o azul da Harmonia.

Foto AbreA abertura do evento seguiu todo o protocolo de uma competição esportiva oficial, sendo iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná, Maringá e da LBV.

“Enxergamos o esporte como uma importante ferramenta educacional e de compartilhamento de valores, além de ser uma ótima forma para manter a boa saúde do corpo e da mente. Por isso, acrescentamos uma série de atividades físicas em nosso cronograma”, destaca a assessora de comunicação da LBV, Vilma Araújo.

Todo o trabalho foi direcionado pela educadora social Soraia Camila Jardim, que realizou uma série de atividades com os atendidos durante o projeto. “Busquei fazer com que eles vivenciassem o esporte desenvolvendo propostas e jogos de caráter lúdico com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora promovendo uma socialização entre as crianças e adolescentes. Além de ressaltar a importância do cumprimento das regras para um convívio proveitoso e saudável, promovendo o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida”, enfatiza Soraia.

Para introduzir o trabalho, a educadora social realizou um diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a importância deles para a união dos povos. Em seguida, para despertar o interesse do educando, foi utilizado dinâmicas sobre o tema abordado despertando assim, a curiosidade nos atendidos.

Em uma roda de conversa crianças e adolescentes escolheram as modalidades que gostariam de participar. Soraia solicitou que eles descrevessem suas relações com os esportes e os Jogos Olímpicos. Nessa etapa foi utilizado a estratégias de recorte e colagens de imagens e de palavras relacionadas com o tema.

Por fim, a partir da troca de informações entres os atendidos e suas experiências com os esportes, a educadora propôs a pratica esportiva coletiva e individual, em alguma modalidade como: futebol, voleibol, handebol, basquetebol, ginástica rítmica, ginástica artística e atletismo. Iniciando efetivamente os jogos olímpicos na instituição.

DSC_0841“Eu gostei muito de participar desse evento, o esporte é fundamental para nosso crescimento, traz vários benefícios à vida. Aprendi a valorizar o outro, a respeitar às regras e percebi como o outro é importante, pois o trabalho em equipe é essencial para conseguir um bom resultado. Além disso, vi que o esporte vai além das limitações do corpo e que qualquer pessoa pode praticar, pode ser uma criança, um jovem ou um idoso, assim como pessoas que possuem deficiência de qualquer ordem. O esporte tem a capacidade de unir pessoas e povos”, aponta a atendida, Thais Vitória Silva Souza.

A educadora social, Soraia conta que as crianças e os adolescentes deram um show e demostraram como é agir com o espírito esportivo, mantendo a postura respeitosa, independente do resultado obtido. “Esse é um reflexo do nosso trabalho diário, no qual eles aprendem sobre a importância do trabalho em equipe desenvolvendo ainda atitudes necessárias para a integração social e a formação do indivíduo.”

Comente aqui

Vem aí, “Notícias em Versos”

foto abre 1Devido ao sucesso do concurso “Notícias em Versos”, em 2015, a equipe do Diário na Escola promove este ano a segunda edição. O concurso é exclusivo para os alunos cadastrados no Programa e será realizado entre os dias 31 de maio e 01 de julho. “O trabalho da poesia aliada à notícia vinha sendo pedido pelos professores há algum tempo e decidimos pela realização da promoção cultural. Demos continuidade este ano, pois vimos que os resultados começaram já na etapa de preparação do texto, em sala de aula”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O participante deverá produzir uma poesia a partir de qualquer notícia publicada no jornal O Diário do Norte do Paraná. A comissão julgadora irá analisar a originalidade e a criatividade do aluno, bem como aspectos relacionados à Língua Portuguesa. Serão premiadas as três melhores criações, tanto o aluno vencedor, como o professor que orientou o trabalho. “Convidamos as escolas que fazem parte do Programa a participarem do Concurso, pode ser uma excelente oportunidade para descobrir talentos”, aponta Loiva.

A professora doutora Adélli Bazza explica que o trabalho com os poemas em sala de aula contribui para o desenvolvimento artístico e cultural do estudante. “Relacionar a existência de poesia aos fatos noticiados no jornal, evidencia a dimensão humana e cotidiana do poema.”

“Em minha visão, trabalhar textos poéticos possibilita a ampliação e o aprofundamento da aprendizagem das crianças por meio da apropriação da leitura e escrita. A poesia ajuda a desenvolver o poder da análise crítica, eleva a autoestima, o prazer e estimula a criação artística”, ressalta a psicopedagoga e escritora maringaense, Vera Margutti.

A secretária da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli conta que o trabalho da poesia e do lúdico sempre trazem contribuições positivas para o desenvolvimento do ser humano, em especial do aluno em sala de aula. “O estudo do poema colabora para o crescimento e o aperfeiçoamento da sensibilidade humana. Ao pensarmos a poesia enquanto instrumento de expressão, é possível afirmar que o resultado deste trabalho dota o indivíduo da capacidade de exercitar, com mais liberdade, o pensamento e a construção crítica de mundo. Nesta perspectiva, a abordagem e a interpretação do real contida nas notícias do jornal tornam-se mais acessíveis e de fácil compreensão pelo estudante.”

A estudante Natália Lima de Souza participa do Diário na Escola e está ansiosa pelo concurso. “Adoro poesias, tanto a leitura como a produção. Ter a possibilidade de escrever sobre fatos do cotidiano tornará a tarefa muito mais interessante, pois converso com minha família diariamente sobre as notícias, com isso, terei argumentos durante o processo de escrita. Espero ficar entre os vencedores!”, conclui esperançosa.

Capacitação

Para um melhor desempenho nas produções a serem enviadas ao Concurso, os professores inscritos no Diário na Escola irão participar, nas primeiras semanas de junho, da formação “A poesia nos fatos” ministrada pela professora doutora Adélli Bazza. Desta forma, terão subsídios para realizar o trabalho de maneira mais fácil e garantindo melhores resultados.

“A proposta da oficina é abordar alguns elementos do poema que podem ajudar a despertar a sensibilidade e o interesse do aluno pelo gênero. São fatores como: a sonoridade, o ritmo e a pluralidade de sentidos”, comenta, Adélli.

Comente aqui

Exploradores de páginas

De volta ao Programa O Diário na Escola, o trabalho com o jornal nas escolas de Doutor Camargo já está rendendo frutos. Na primeira aula com o impresso os alunos do quarto ano da professora Rosângela da Silva Oliveira, que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, já produziram uma notícia com base nas matérias do impresso.

Rosângela conta que iniciou o trabalho apresentando os conteúdos que compõem o impresso. “As crianças exploraram bastante cada página, viram a separação das editorias, os diferentes gêneros presentes e depois começaram o processo de leitura. Durante esse processo uma das notícias as chocou, o fato de um bebe ter sido encontrado morto em uma lixeira, na região de Pinhais.”

Ao perceber a comoção dos estudantes com a matéria, a professora conversou com eles sobre o ocorrido e aproveitou o interesse no texto para mostrar cada parte que compõe a estrutura de uma notícia. “Nessa etapa estudamos o Lide, as famosas perguntinhas que iniciam a matéria: O quê? Quando? Onde? Por quê? Como? E Quem?”, disse Rosângela.

“Com a experiência de ler o jornal O Diário, vi que este é um instrumento de informação que trás diferentes assuntos. Isso é muito importante, pois ajuda a desenvolver a minha leitura”, ressalta a aluna, Geovanna Carolina Cravo.

Familiarizados com os textos do jornal, a professora lançou o desafio para que cada estudante da turma escrevesse sua própria notícia. Eles poderiam criar um fato imaginário, ou relatar algo que já presenciaram. E Rosângela garante, os resultados foram surpreendentes. “O estudo do gênero jornalístico deixou os alunos mais interessados em participar da aula, fator determinante para que eles compreendam o conteúdo.”

“A leitura do jornal me envolveu, aprendi muitas coisas novas. O Diário me inspira a ler mais”, conta o estudante, Pedro Henrique Fraga. E a colega, Leslly Pires Manfrinato completa, “o trabalho desta aula me apresentou o que é uma notícia, com isso passei a prestar mais atenção nas formas de escrita”.

Rosângela fala que agora as crianças já chegam na escola com as notícias da cidade na ponta da língua, mesmo fora da proposta didática elas continuam desempenhando o papel de jornalistas.

 

 

(((((((((((( BOX ))))))))))

PRODUÇÃO

 

Confira a notícia criada pelo aluno Kauã Galindo Oliveira. Ele aproveitou o fato ocorrido na cidade em que mora, e escreveu a matéria. Olha que bacana!

 

 

Acidente em Doutor Camargo

 

Aconteceu um acidente de trânsito com o ônibus do projeto “Criança Feliz” na terça-feira 03 de maio de 2016 por volta das 16h45 na rua Rakito, em Doutor Camargo. Um carro bateu na lateral do ônibus e fugiu. O motorista do ônibus, Sr. F. disse, “a primeira coisa que eu fiz foi anotar a placa do carro”. Agora o homem está sendo procurado pela polícia, pois testemunhas disseram que ele estava sem carteira e bêbado. “A sorte é que o ônibus estava vazio”, diz o motorista Sr. F.

Comente aqui

Escola de Itambé tem Jornal Mural

A professora Susany Lucca Gritzence leciona na Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé. Trabalhando semanalmente com o Diário ela desenvolveu o plano de aula “Jornal Mural Escritores do Futuro”, no qual os alunos do 5º ano “B” tiveram o desafio de criar um tipo de impresso expositivo, além da tarefa de mantê-lo atualizado até o fim do ano.

A ideia do projeto surgiu após o estudo dos meios de comunicação. “Repassei aos estudantes conhecimentos sobre como surgiram o telefone, a televisão, o rádio, a internet e em especial o jornal, que apesar de longos anos de existência continua sendo uma das principais fontes de informação”, destaca a professora.

Com a oportunidade de leitura do Diário em sala de aula, as crianças estudaram a estrutura, organização e distribuição de conteúdos no impresso. Para assim, se familiarizarem com o material e ser mais fácil a produção do jornal da escola.

“É legal trabalhar com o impresso porque fazemos os trabalhos em grupos. A professora pergunta: o que é notícia? Então você recorta, lê o texto e depois explica. Dessa forma eu aprendi como organizar o jornal”, ressalta a aluna Kaylainy Pereira Amâncio.

Foto AbreO Escritores do Futuro é dividido em editorias, assim como o Diário. No espaço ‘Histórias da Turma’ é destinado para produções feitas pelos próprios alunos que criaram o jornal mural, podendo ser exposto textos narrativos, informativos, poemas e histórias em quadrinhos; na ‘Curiosidades’ se vê textos de divulgação científica; no ‘Diário’ são notícias importantes e publicações do jornal que dá o nome à editoria, assim como pequenos comentários explicativos sobre as notícias; no ‘Passa Tempo’ apresenta-se charadas e enigmas; o ‘Mensagens’ têm frases e textos produzidos pela turma com temas de reflexão e também pesquisadas sobre auto estima, orações, etc; na ‘Sugestões de Leitura’ o estudante após a ler um livro faz um pequeno comentário sobre a história lida, bem como também, o nome da obra, autor e quantidade de páginas para que outros alunos tenham interesse em conhecer o livro sugerido; a ‘Agenda’ é composta por um calendário com programações mensais ocorridas na escola; e o ‘Espaço Aberto’ é destinado a publicações de trabalhos das outras turmas.

O aluno Pedro Henrique Suniga comenta que o jornal mural foi um dos melhores trabalhos que ele já fez, e o colega Alisson da Silva Santos completa “me senti um jornalista produzindo conteúdo, isso deixou a tarefa mais divertida e fácil de aprender.”

Suzany aponta que as crianças estão mais empolgadas e criativas na realização das propostas didáticas. Por iniciativas próprias elas trazem para a sala de aula textos, adivinhas enigmas e pesquisas que fizeram em casa. “A aprendizagem está mais significativa e vem correspondendo com as expectativas”, diz.

As etapas da construção do jornal mural foram todas feitas pelos alunos, bem como as letras em madeiras que foram desenhadas e enviadas a um marceneiro para cortar, depois ainda teve a etapa da pintura e colocação no painel.

Para divulgar o meio de comunicação que será da escola toda, os estudantes do 5º ano B foram de turma em turma explicando o projeto e pedindo a colaboração dos colegas no cuidado e nas produções para o jornal, destacando que a cada semana uma classe participará da editoria ‘Espaço Aberto’ onde poderão publicar seus trabalhos. “É bom ver a interação da escola toda, assim mais crianças participam e terão chance de aprender coisas diferentes”, comenta a aluna Kauane Vitória Colares.

“O projeto Jornal Mural Escritores do Futuro está contagiando toda comunidade escolar, pois quando os trabalhos são postados no mural notamos a expectativa dos demais alunos que aguardam ansiosos para a realização da leitura. É uma proposta didática que além de informar e entreter, está tornando a leitura algo prazeroso”, conclui a coordenadora pedagógica, Ducimara Moresqui Decol.

Comente aqui