‘Educar é amar’, diz Nezo

foto-abreNa última semana cerca de 300 profissionais da educação de Maringá, e de mais dezesseis municípios da região norte do estado, participaram do encontro de encerramento anual do Programa Educacional O Diário na Escola. A partir do tema “O professor diante da carreira: o olhar sobre si, sobre a educação e sobre os alunos” o educador e jornalista, especialista em Psicopedagogia, mestre em Letras e doutorando em Educação, Ronaldo Nezo falou sobre os desafios da carreira.

Antes de debater sobre qualquer tema, o palestrante enfatiza que a primeira coisa que precisamos conseguir responder é: Quem sou eu? Ele diz que quando a gente se conhece, tudo na vida fica mais fácil de lidar. “Quando olhamos para nós, problematizamos algumas questões. Na vida docente, a principal indagação deve ser: Por que escolhi ser professor? Educar é algo nobre, abrimos caminhos para além daquilo que um dia as pessoas poderiam ir”, fala.

Outro apontamento de Ronaldo aos participantes é: Por que ensino? Alguns conteúdos realmente são apenas para que o aluno consiga passar no vestibular, mas, em boa parte dos outros, se contribui com a formação cidadã do sujeito. O professor precisa relacionar o assunto em estudo com algo que tenha importância na vida do estudante.

E você, professor, como se vê? O palestrante ressalta que é preciso se analisar. Será que você tem segurança em sala de aula? Se considera competente? Essa autoafirmação te deixa com melhor postura e domínio perante os educandos.

“Saber como a sua família, amigos e alunos te veem como professor é bastante importante. Infelizmente a sociedade não valoriza essa profissão tão nobre e por isso, devemos avaliar se somos vistos como alguém dedicado ou competente, e caso não seja, tire proveito disso para ser melhor, é preciso aprender a ouvir as críticas, se corrigir e mudar atitudes”, ressalta Ronaldo.

A preparação das aulas também foi discutida na palestra. O professor precisar saber sobre o que está falando e acreditar no que ensina, pois confiar no que você transmite é fundamental para fazer a diferença na vida do aluno. O preparo dos conteúdos a serem lecionados exige tempo, planejamento e dá trabalho, mas o resultado final do aprendizado é satisfatório.

“Trabalhamos com metas, com sonhos, sempre para alcançar nossos objetivos. Sem essa motivação a rotina diária perde o sentido e a empolgação com a profissão acaba. Nós, educadores, temos o papel de contribuir com a sociedade. Precisamos cuidar além do corpo, do físico, mas investir no nosso intelecto, em conhecimento”, comenta o palestrante.

Os alunos

Ronaldo conta que o professor que entra em sala de aula descrente na capacidade do estudante, consequentemente não irá fazer uma boa explicação. O mesmo acontece com a receptividade, se o mestre entra com educação, será bem recebido.

“Conhecer a realidade de vida do aluno ou os desafios que ele enfrenta é preciso para que se consiga somar a ele. Nosso papel é de contribuir, de ajudar. Vivemos em uma sociedade em que cada um é por si, na escola não pode ser assim. O estudante de hoje, é o profissional do amanhã. Eles serão nossos futuros médicos, arquitetos ou mesmo professores”, explana o palestrante.

Algo a ser lembrado é que a criança não chega à escola como uma lousa branca a ser escrita. Ela trás consigo uma história, uma formação, uma lição já rascunhada na vida dela. É preciso aprender a lidar com as particularidades de cada um.

Para pensar

Em toda a sua fala, Ronaldo fez os professores refletirem sobre a profissão que exercem. Afinal, ensinar exige ética, os estudantes aprendem pelo exemplo, por aquilo que se fala em sala de aula, inclusive sobre o que se fala dos colegas de trabalho.

“O educador deve ser ousado, teimoso (sem desrespeito), aceitar o novo, o diferente e ser contra qualquer forma de discriminação para que não se forme alunos com preconceitos. Já dizia Paulo Freire que ser professor é aceitar que as coisas podem piorar, mas também podemos intervir para melhorar. Não perder a esperança! Educar é amar”, conclui otimista o palestrante.’

Comente aqui


Circo: uma verdadeira escola

Foto Abre

O circo nunca perde o seu encanto. Quer uma prova? Pergunte a qualquer menina ou menino atendido pela Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá. Recentemente, os participantes do programa “Criança: Futuro no Presente!” conheceram e vivenciaram o incrível mundo circense durante a oficina “Corpo e Movimento”.

Com o objetivo de desenvolver nas crianças, através de atividades lúdicas e pedagógicas, o desejo de conhecer e valorizar a arte circense, diversas atividades foram realizadas. Além de aguçar o imaginário dos pequenos, o projeto ainda teve foco no respeito e nas diferenças de todas as pessoas, povos e linguagens seja ela corporal, musical, plástica ou oral, levando a criança a expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e, com isso, avançando o seu processo de aprendizagem.

A educadora social, Soraia Camila de Andrade Jardim conta que o tema foi apresentado às crianças por meio de uma dinâmica que consistia em uma brincadeira de adivinhação para que aos poucos elas conseguissem descobrir qual era a atividade proposta. Após o tema ser revelado, a educadora apresentou a história do surgimento do circo no mundo e no Brasil.

A participação dos pequenos, contudo, não se resumiu a história do Circo. Eles participaram ativamente do projeto colaborando inclusive na confecção dos materiais usados no espetáculo. Durante a oficina prática, as crianças conheceram a fundo sobre o malabarismo, para isso, elas confeccionaram bolinhas e utilizando garrafas pets e cabo de vassoura, produziram as claves de malabares.

Em seguida, com tinta facial e roupas coloridas, os atendidos se caracterizaram de palhaços e compartilharam a alegria que esses personagens transmitem em seus espetáculos. A acrobacia também foi tema das atividades. Trabalhando o equilibro, as crianças andaram sobre a corda segurando um cabo de vassoura na mão. Além disso, com um palito de churrasco aprenderam a equilibrar um prato descartável.

“A atividade das figuras acrobáticas foi bem dinâmica, um trabalho em equipe. Se um desiquilibra o restante do grupo não consegue montar a figura. Com paciência foi possível fazer várias. Eu adorei”, enfatiza a pequena, Júlia Vitória de Souza Rodrigues.

“Confeccionamos equipamentos e materiais para aplicar a atividade sempre atentos à segurança e proteção. Essa oficina proporcionou nas crianças a relação entre a arte e a atividade física, e em poucas horas muitas emoções e sentimentos foram compartilhados. Elas foram estimuladas à criatividade que oportunizou grandes descobertas”, aponta Soraia.

Ao final do projeto os atendidos da LBV participaram do espetáculo “O Mundo Mágico do Circo”, onde meninos e meninas foram os protagonistas e apresentaram a seus colegas tudo o que aprenderam sobre a arte circense.

“Através do brincar a criança desenvolve as áreas do conhecimento, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, pois os instrumentos que foram utilizados como suporte para a oficina, ajudaram no aspecto físico, social, intelectual ou emocional, buscando proporcionar assim o seu desenvolvimento integral”, ressalta assessora da LBV, Vania Carla de Melo Barros.

Comente aqui


Ensinamentos do impresso

O estudo dos gêneros textuais é a base da aprendizagem do ensino fundamental. E um material que tem somado à didática dos professores dentro dos espaços escolares, é o jornal. Rico em diversidade de textos, o impresso apresenta os conteúdos que estão em estudo nos livros didáticos, mas em seu suporte original, o que torna a atividade mais real e prazerosa.

Por exemplo, é muito mais interessante para a criança aprender sobre a estrutura de uma notícia folheando as páginas do Diário, do que ver uma cópia reduzida do impresso no livro escolar. Por isso, cada vez mais os professores têm levado o jornal para a sala de aula como suporte de ensino.

Foto AbreNa Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, a professora Rosângela da Silva Oliveira já tem utilizado essa didática. Para cumprir o cronograma curricular de conteúdos, Rosângela levou exemplares do Diário e apresentou aos alunos os gêneros textuais presentes nesse veículo de comunicação, que neste caso além de informar, ensina.

“Eu precisava repassar o conhecimento às crianças sobre os diferentes tipos de textos que temos. Nessa proposta o jornal me auxiliou bastante, pois em um único material encontrei tudo o que precisava. Isso torna não só o meu trabalho mais fácil, como o aprendizado dos estudantes também”, enfatiza Rosângela.

Para iniciar a aula, a professora entregou os exemplares do Diário para os alunos do quarto ano e deixou que eles folheassem para conhecer o material que tinham em mãos. “Fui intervindo para apontar a estrutura, os assuntos e principalmente a diversidade textual”, diz.

Dentro do gênero notícia, que foi o foco da aula, Rosângela apresentou aos estudantes a manchete, ou seja, o título do texto. Em seguida, cada criança recortou as manchetes que mais lhe chamou a atenção e a classe toda montou um cartaz com as informações retiradas do jornal.

Em seguida, a turma do quarto ano leu as matérias do Diário e interpretou os conteúdos, sempre observando a estrutura do texto em estudo. A parte prática, também foi desenvolvida. Os alunos receberam o desafio de produzir manchetes, e a partir do momento que a professora percebeu o domínio da tarefa, eles foram motivados a produzir notícias sobre a cidade em que vivem.

“Apesar das crianças ainda terem pouco contato com o impresso e dificuldade em reconhecer os gêneros, essas atividades foram muito importantes para o aprendizado efetivo. É mais fácil o reconhecimento do texto dentro do seu suporte original”, comenta a professora.

“Preciso ler mais o Diário, com tantas informações tive mais gosto em fazer a tarefa escolar”, ressalta a aluna Raiane de Paula Souza. O colega de turma José Daniel Ramanhk de Jesus acrescenta que “o contato com o jornal nos faz ter mais interesse pela leitura e torna o trabalho em prazer.”

Nas aulas seguintes, Rosângela ainda ensinou às crianças sobre os outros gêneros vistos no impresso, como: carta do leitor, artigo, enquete, resumo, horóscopo e outros. Além de desenvolver trabalhos com enfoque nos anúncios e nas charges.

Comente aqui


Os melhores versos e rimas

Para completar o time de vencedores do Concurso de Poesias “Notícias em Versos” vamos apresentar hoje a Maria Eduarda Stersi. Aluna da Escola Municipal Miriam Leila Palandri, em Maringá, ela é conhecida por toda sua dedicação em sala de aula e o reconhecimento pode ser efetivo com a premiação do Diário na Escola.

“A Maria Eduarda é uma menina muito engajada em tudo o que faz. Em casa, está sempre lendo ou pesquisando novos conhecimentos, isso faz com que ela desenvolva o vocabulário e tenha boa fala e escrita. Desde muito nova, já é um orgulho para nós”, conta a mãe, Fernanda Stersi.

A estudante vencedora comenta que a poesia é uma paixão em sua vida. “O desafio do concurso não foi tão difícil porque este é um gênero textual que eu tenho facilidade para produzir, eu gosto dos versos e rimas, isso torna a tarefa prazerosa.”

Maria Eduarda teve a orientação da professora Cleonice Teixeira Marques e usou uma notícia sobre as delícias culinárias das festas juninas, publicada no jornal O Diário do Norte do Paraná, para inspirar seu poema. Mas o texto da aluna foi além, trouxe também informações sobre as brincadeiras típicaFoto Abres, músicas, danças, e outros elementos que encontramos nessas comemorações.

“Hoje nossa escola está em festa. Uma premiação é sempre reconhecimento de um trabalho diário, e ficamos muito contentes ao perceber que nossa forma de cuidar da educação tem dado certo. Agradeço a toda equipe que se esforça para oferecer sempre o melhor para nossas crianças”, ressalta a diretora Sandra Liberatti.

“A Secretaria Municipal de Educação considera a parceria com o Diário na Escola de extrema importância, pois proporciona aos alunos o acesso à diferentes gêneros textuais, estimulando o gosto pela leitura e a produção textual, contribuindo para a formação do cidadão atuante na sociedade”, enfatiza a secretária da educação de Maringá, Solange Lopes.

“Eu não esperava ser uma das vencedoras do concurso, afinal, foram mais de 10 mil inscritos. Mas hoje, recebendo meu prêmio, só tenho a agradecer a todos que contribuem com a evolução do meu saber, em especial, minha família, professores e meus colegas de classe que estão todos os dias ao meu lado”, comemora Maria Eduarda.

A coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes finaliza agradecendo a todas as escolas, alunos e professores que se dedicaram para participar da segunda edição do Concurso Cultural Notícias em Versos. “É uma satisfação ver a adesão de tantos profissionais e crianças em nossa promoção, foram muitos poemas de excelente qualidade recebidos, isso mostra o quanto a leitura crítica em sala de aula tem contribuído com a formação dos pequenos enquanto estudante e cidadão. Parabéns aos que nos enviaram as produções, aos que não venceram, ano que vem teremos novas oportunidades.”

Comente aqui


Reciclagem: a única saída

Uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo é a reciclagem. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos cinco Rs: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, pois, em virtude disso, ocorre uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental que diminui a quantidade de resíduos produzida.

Pensando nisso, a professora Naira Natiele Novello que trabalha no Projeto Semeando o Futuro, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades a partir do tema meio ambiente para que os alunos se conscientizassem da importância da classificação do lixo antes do descarte.

Foto Abre

“Diante do projeto tive que me aperfeiçoar muito em relação a cada tipo de lixo para poder orientar os alunos nos dez tipos que existem. Explicando mais que somente os cincos que somos acostumados a ver no nosso cotidiano. No total temos o descarte de: metal, vidro, plástico, papel, madeiras, resíduos perigosos, radioativos, não recicláveis, orgânicos e ambulatórios”, explica a professora.

As atividades iniciaram, primeiramente, com aulas teóricas, vídeos e produções escritas, em seguida foram confeccionados recipientes de coleta para os dez tipos de lixos usando tambores de argamassa vazios. Assim, já se começou reciclando estes objetos que iriam para o lixão. Os estudantes usaram o jornal que já havia sido lido e relido como matéria prima para encapar os tambores possibilitando a pintura referente a classificação do lixo que cada um iria representar.

Após essas etapas, cartazes de conscientização e uma faixa com a duração do lixo no meio ambiente foram produzidos. E, nas últimas semanas, a professora e as crianças realizaram uma passeata pelo centro de São Jorge do Ivaí e os alunos, devidamente protegidos com luvas, recolheram o lixo das ruas do trajeto já os classificando e dando o descarte correto. Por fim, os pequenos foram homenageados recebendo uma pulseira escrita “Eu Reciclo”.

“Eu gostei desse trabalho, pois mostramos para as pessoas a importância de reciclar e elas viram que jogar lixo no chão polui o planeta. Porém, o mais difícil, foi fazer a classificação, pois são muitos tipos de lixo que devem ser separados”, conta o aluno João Vitor Damásio da Silva.

A colega, Danieli Nunes Costa Alves comenta que se divertiu durante o projeto. “Foram importantes as atividades realizadas e estar na passeata, pois todos viram que é fundamental separar o lixo e que não pode o jogar no chão. Com a população ajudando poderemos ter uma cidade melhor e mais limpa.”

“A iniciativa da professora Naira juntamente com os alunos foi inspiradora e de um grande conhecimento para a comunidade, pois não é comum saber a classificação de tantos tipos de lixos que existem, além da conscientização o projeto repassou um novo aprendizado. Foi encantador ver como as crianças se envolveram e estavam atentas sobre a importância de cuidar do nosso próprio lixo, tanto que quaisquer lixos que eles veem, imediatamente colocam na lixeira mais próxima ou classificam quando possível”, ressalta a diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago.

Naira finaliza dizendo que após os estudos os alunos conseguiram perceber a importância de classificar cada descarte, seja para contribuir com o meio ambiente ou com a nossa rotina de vida. “Acima de tudo eles levaram este conhecimento para seus lares e transmitiram o ensinado para os parentes, assim o saber não ficou somente na sala de aula, além do mais, no momento da passeata, muitas pessoas da comunidade se comoveram com a iniciativa das crianças em limparem as ruas e a praça por onde passamos. Acredito que plantamos uma sementinha.”

Comente aqui


O fato que inspira

Hoje vamos conhecer mais uma vencedora do Concurso “Notícias em Versos”. A poesia foi inspirada na notícia com a manchete ‘Morte de onça após cerimônia da tocha repercute até no Oriente Médio’ publicado no jornal O Diário do Norte do Paraná. A aluna premiada é Marisol Nietto Ribeiro que estuda na Escola Municipal Professora Maria Celestina Machado, em Astorga, e foi orientada pela educadora Paula Morgana Lopes.

Foto Abre“Quando li a matéria fiquei bastante triste. Ao meu ver, a onça foi morta de forma injusta. Não havia necessidade de tirar a vida de uma animal criado de maneira tão dócil. Para mostrar a minha comoção com o fato, escolhi a notícia para ser base do meu poema e consegui alcançar meus objetivos, o de ganhar o prêmio e o de mostrar a mais pessoas o valor da vida daquela onça”, enfatiza Marisol.

A professora Paula conta que as etapas que antecederam a produção da poesia foram bastante trabalhosas, “começamos lendo o impresso, separando as reportagens que os alunos consideravam mais interessantes, pesquisamos mais conteúdos no jornal online, entrevistamos os pais sobre a polêmica da morte da onça Juma, para só depois irmos efetivamente para a escrita”, diz.

A premiação de Marisol e Paula foi uma verdadeira comemoração na Escola em Astorga. “Trabalhamos diariamente em busca do melhor ensino. Nossa comunidade é carente e por isso nosso comprometimento com o desenvolvimento escolar das crianças é ainda maior. Este foi um ano de muitas lutas, mas as conquistas já estão sendo colhidas. Receber a notícia de que nossa aluna e professora foram uma das vencedoras do Concurso Notícias em Versos, o qual teve mais de dez mil participantes, nos dá mais garra para continuar evoluindo”, comenta a diretora, Andréa Cristina Verri.

Os pais de Marisol, Vilson Ribeiro e Aparecida de Fátima Nietto, não se continham de emoção pela filha. “É uma menina brilhante, dedicada em tudo o que faz. Mesmo em casa está estudando, ela merece o reconhecimento, é o nosso orgulho!”

“Sou apaixonada pela educação, momentos como esse nos dão ainda mais forças para sempre darmos o nosso melhor em sala de aula. Receber o prêmio é gratificante e me renova, todo o trabalho vale a pena”, aponta a professora, Paula.

A secretária da educação de Astorga, Neuza Maria Julião Fortunato destaca que a parceria com o Diário na Escola é algo fundamental para o município. “Posso dizer que é o programa mais importante que temos em relação a motivação da leitura e da aprendizagem através da pesquisa. Recebo esse prêmio hoje com a mesma alegria das vencedoras. Todo o trabalho que realizamos tem sido reconhecido, isso é uma grande alegria.”

 

Conheça abaixo o poema produzido pela aluna Marisol Nietto Ribeiro que foi uma das ganhadoras do Concurso Notícias em Versos. Parabéns, Marisol!

 

Uma agressão à natureza

 

Pela tocha olímpica Manaus foi visitada,

Mas pagou com a vida Juma, a onça pintada

Por uma arma de fogo foi alvejada

 

O mundo inteiro comovido ficou

Porque a pobre onça

Com o fogo da tocha se assustou

 

As olimpíadas ainda vão acontecer,

Mas a vida de Juma

Ninguém vai devolver

 

A notícia se espalhou por toda nação

Deixando todos

Em forte comoção.

Comente aqui


A escrita por emoção

O Concurso promovido pelo Diário na Escola “Notícias em Versos” – no qual os participantes deveriam escrever poesias a partir das notícias publicadas no jornal O Diário do Norte do Paraná – resultou em mais do que prêmios, professores descobriram verdadeiros poetas dentro das salas de aula. E uma dessas boas surpresas foi a aluna Vanessa Aparecida Ferreira, que estuda na Escola Municipal Yoshio Hayashi, em Sarandi, e que com a criação de um texto cheio de sentimento foi escolhida uma das vencedoras do Concurso.

Foto AbreVanessa teve a orientação da professora Amanda Manha para a criação da poesia, mas Amanda garante que o mérito é todo da estudante. “Foram várias aulas trabalhando a estrutura desse gênero textual que as crianças teriam que produzir para enviar ao Diário na Escola. Mas a parte de conteúdo, ficou a escolha de cada aluno. Lemos a matéria do jornal juntos, sensibilizei eles sobre as informações da notícia, e na sequência cada um criou seu poema de forma independente. E os resultados foram os melhores possíveis”, conta a professora.

A matéria com a manchete “Tem coisas que só vidas dão sentido”, retratava o abandono de uma casa. A partir da leitura desse texto Amanda ajudou os alunos a se inspirarem para as criações. Vanessa destaca que foi muito prazerosa a produção da poesia, “no meu texto falei um pouco da realidade que vivo, coloquei tudo aquilo que se passa dentro do meu coração no papel. Não tenho uma casa de luxo, mas a que moro é bastante acolhedora e para mim ela é linda não pela estrutura, mas pelas pessoas que moram lá dentro e me fazem uma menina muito feliz”.

A professora comenta que a estudante é merecedora do prêmio do Concurso. “A Vanessa é uma aluna bastante tímida e se revelou nesse trabalho, descobri um talento nela que só precisava ser motivado para florescer. Tenho certeza que essa premiação despertará em toda a classe o prazer em ler e escrever, pois eles viram que com o esforço vem o reconhecimento”, diz Amanda.

A secretária da educação de Sarandi, Adriana Palmieri comemorou com a aluna vencedora e com toda a equipe pedagógica que trabalha diariamente para que o ensino melhore e consiga bons resultados como este. “Estou muito feliz pela educação de Sarandi, a cada dia vemos novos avanços. Esta é a segunda edição do Concurso Notícias em Versos e é a segunda vez que algum aluno do município é premiado, é muito orgulho! Como secretária e professora acredito que estas propostas tendem a incentivar o trabalho dos educadores que são os mediadores do ensino e consequentemente o interesse das crianças pelo aprendizado.”

Adriana ressalta que a parceira com o Diário na Escola rende bons frutos, e que para 2017 pretende expandir ainda mais o atendimento incluindo todas as séries do ensino fundamental no Programa para que mais estudantes tenham acesso a informação e à leitura de textos de circulação social, como também para que os professores possam receber uma formação contínua.

Comente aqui


Brincando de matemática

O Colégio Estadual Cyro Pereira, de Iguaraçu, recebeu a visita do Departamento de Matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para a realização de um dia voltado ao conhecimento da matemática, cujo objetivo foi o de suscitar a curiosidade e o interesse pelo ensino da disciplina a partir de atividades diferenciadas presentes no dia a dia dos alunos, bem como promover o envolvimento entre a comunidade escolar e a Universidade.

Foto AbreO trabalho foi realizado por meio das seguintes oficinas: Jogos e Desafios Matemáticos, cujo objetivo era explorar conteúdos já trabalhados no contexto escolar por meio de jogos e desafios que levassem os alunos a analisar as situações, se posicionar diante delas e resolvê-las com agilidade. Gincana Matemática, que tinha por finalidade promover a reflexão dos conteúdos por meio de dinâmicas que exigiam o pensamento rápido e o trabalho em equipe. Matemágicas, que apresentava como intenção demostrar como a matemática está presente em truques de mágica e fazer com que os alunos percebam a aplicação de alguns conceitos que parecem não ter significado, porém estão presentes nas mais diversas atividades do contexto social. Pipas Tetraédricas de Graham Bell, que buscou proporcionar aos alunos uma discussão histórica, filosófica e conceitual da matemática na construção de um brinquedo tão popular entre crianças e jovens em nosso país e, por fim, a Exposição Matemática, que tinha como principal objetivo levar os alunos a conhecerem jogos, tabuleiros e diversos materiais que envolvem muitos conceitos matemáticos para existirem e serem manipulados.

A pedagoga Solange Cristina D’ Antonio foi quem solicitou à Universidade a realização do Projeto no colégio de Iguaraçu e relata que foi um dia muito interessante, dia em que alunos e professores quebraram alguns tabus a respeito da disciplina e perceberam que metodologias diferentes e a contextualização são chave de um trabalho significativo no ambiente escolar.

“Os estudantes forma divididos em grupos e horários que possibilitaram sua participação em várias das oficinas e ficaram encantados em perceber que existe outra maneira de aprender a matemática e encontrá-la na organização de coisas tão simples, mas que só acontecem com um planejamento bem elaborado e com muitos cálculos e conceitos dessa disciplina. Os professores das diversas áreas também se encantaram com o trabalho e decidiram elaborar no colégio um laboratório com jogos, pois perceberam que os alunos mais dispersos estavam completamente encantados com as atividades”, conta Solange.

A aluna, Ana Catarina da Silva Cilião enfatiza que o trabalho realizado foi muito legal, uma vez que ela teve contato com os professores e alunos da UEM, e eles se dedicaram a atender ela em todas as dificuldades, “a gente se divertiu muito com as provas da gincana, os jogos, quebra cabeças e todas as atividades que fizemos”, diz.

O estudante, Guilherme Henrique Fonseca relata que gostou muito do trabalho, porque foi diferente de tudo o que faz no dia a dia do colégio. “As oficinas me chamaram muito atenção pelos desafios que proporcionaram e os conteúdos ali trabalhados.”

A professora do colégio, Ana Carolina Ulian disse que as oficinas foram muito bacanas e que os alunos ficaram muito interessados e se divertiram bastante. A colega de trabalho, professora Maria Ângela Garcia de Almeida comenta que ainda não tinha presenciado os estudantes tão concentrados para resolver os desafios que eram propostos. “Senti que os desafios elencados cativaram a participação e a vontade dos alunos, sem nenhum tipo de competitividade, e sim, prazer em aprender.”

A professora Sandra Regina D’ Antonio, que leciona na Universidade e é uma das coordenadoras do projeto, diz ter ficado muito contente em perceber que o objetivo central da ação foi alcançado entre a comunidade escolar e a UEM. “Mais importante do que essa abertura é perceber que a extensão entre a pesquisa e o trabalho de campo é de suma importância para os alunos da graduação, professores do departamento, educadores, funcionários e estudantes do colégio. Esse trabalho demonstra que a união entre Universidade e Escola contribui para uma melhor qualidade de ensino em nosso país.”

 

Comente aqui


A arte de ensinar reciclando

Os alunos da educadora Naira de Araújo, do Projeto Semeando o Futuro em São Jorge do Ivaí, receberam o desafio de produzir uma casa de brinquedos toda montada com garrafas pet. A professora desenvolveu a proposta visando conscientizar as crianças sobre o acumulo de lixo no meio ambiente e como este pode ser reutilizado em grande escala em nossas vidas.

O projeto, que durou um ano, iniciou primeiramente com aulas teóricas e vídeos, na sequência os alunos realizaram atividades escritas e após isso começaram as confecções de pequenos materiais recicláveis, como a criação de tartarugas de caixa de ovos, bichinhos feito com CDs usados, dentre outros. “Ao término destas etapas, iniciamos a preparação para nossa construção em grande escala, onde foi arrecadada uma grande quantidade de garrafas pet trazidas pelos próprios alunos e durante três dias nós realizamos a higienização e limpeza dos 1.100 litros que seriam utilizados na casa”, conta Naira.

Devidamente limpas, as garrafas pet foram para as mãos de Sergio Berto de Araújo, pai da professora que voluntariamente contribuiu com o projeto da filha. Sergio ficou responsável pela construção de toda a estrutura de madeira e montagem das paredes de pet. “Não posso deixar de agradecer também o auxílio das cooperativas Sicredi, Cocamar e C-Vale que forneceram a madeira, os parafusos e os arames usados na estrutura”, ressalta Naira.

A diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago aponta que foi gratificante ver o entusiasmo da professora e das crianças. “O orgulho a cada dia que se passava e a cada etapa que se cumpria, era nítido. Foi inspirador a maneira em que todos se envolveram e se dedicaram.”

“A parte que mais gostei no projeto, foi a de juntar e lavar as garrafas pet e de aprender a reciclar tudo que se pode, pois podemos fazer coisas tão legais como aquelas compradas em lojas”, destaca a aluna Maria Eduarda Santos Macedo. A colega de classe, Ana Vitória Facina Ribeiro completa dizendo que “não foi difícil de fazer a casa, pois todo mundo trabalhou junto, com isso o desafio ficou mais divertido.”

Naira relara que a proposta do trabalho foi um grande desafio, pois imaginou que seria complicado conseguir juntar tantos litros de pet e depois ainda viriam as dificuldades da montagem. “Agora, ao fim deste longo ano de dedicação, percebi que as crianças se mostraram responsáveis, autônomas e completamente dedicadas diante do projeto e isso também refletiu no cotidiano escolar delas. E acima de tudo, o que mais me comoveu e que me fez sentir uma professora satisfeita, foi ver no olhar de cada aluno que participou dessa ação, o orgulho e felicidade de ter concluído o trabalho, principalmente no dia de entrega e apresentação da casa, pois os alunos ao verem tantas pessoas admiradas e impressionadas com o trabalho realizado, demostraram mais orgulho e alegria do que durante todo o processo de construção, além de também sentirem um grande zelo e amor diante da casinha querendo cuidar dela para nunca estragar ou quebrar”.

Na última semana, um cerimonial de entrega foi realizado no Projeto Semeando o Futuro. Com a participação da diretoria, professora, alunos, secretaria da educação do município e todos os voluntários que auxiliaram na construção, a casa de garrafas pet foi oficialmente entregue a instituição. Para celebrar e agradecer os envolvidos, as crianças fizeram apresentações musicais de canções e melodias que aprenderam nas aulas do contra turno, oferecidas pelo Semeando. Uma junção de trabalhos que estão formando de maneira qualitativa esses pequenos cidadãos.

Foto Abre

Comente aqui


Jornal em sua forma e conteúdo

Na Escola Municipal Padre Mateus Elias, em Doutor Camargo, as remessas de jornais que chegam semanalmente à instituição têm sido muito bem exploradas pelas professoras Edilaine Ghiraldi Poletine e Maria de Fátima Bortolucci, que lecionam para as turmas de quintos anos.

Foto AbreAlém da leitura e interpretação dos fatos publicados, as educadoras propõem atividades em classe que levam os estudantes ao conhecimento das regras gramaticais da Língua Portuguesa e a reflexão sobre temas de interesse social.

Edilaine conta que costuma começar as propostas em sala de aula com uma breve discussão sobre as notícias, já aproveitando a atenção dos alunos para apresentar exemplos de tempos verbais, grafia, vocabulário e os gêneros textuais presentes nas páginas do Diário.

“Em um de nossos momentos com o jornal, entreguei às crianças a narrativa ‘A convenção das jararacas’ para que eles tentassem aliar o lúdico da história que estavam lendo, com o real, que são as matérias publicadas. Desafiei-as a escreverem uma notícia sobre as jararacas, para que pudessem misturar os dois tipos de textos que tinham em mãos”, ressalta Edilaine.

A professora enfatiza o sucesso dessa proposta didática, pois os alunos criaram reportagens a partir de algo lúdico, que era a história da jararaca. Em algumas matérias fictícias a cobra foi presa por estar rastejando em alta velocidade, e em outras, a personagem se tornou atleta da seleção brasileira de basquete e participou dos jogos olímpicos do Rio.

Com tantas boas produções, Edilaine convidou as crianças a formarem um círculo em sala, apresentaram as notícias criadas sobre a jararaca e produziram um painel nas paredes dos corredores da escola para que toda a comunidade tivesse conhecimento do trabalho realizado.

A turma da Maria de Fátima também fez bonito no trabalho com o jornal. Preocupada com os fatos sobre acidentes de trânsito na região em que mora, a professora optou por utilizar os textos jornalísticos para realizar uma proposta de conscientização com os estudantes.

“Fizemos uma seleção de todas as notícias encontradas no Diário sobre as colisões no trânsito. Em seguida, debatemos o assunto e elegemos as causas para que houvesse um aumento tão significativo do número de acidentes. No quadro criamos uma lista das possíveis soluções para que se diminuam essas estatísticas tão ruins. E o desafio final foi solicitar às crianças a produção de uma letra de rap que alertasse os motoristas e motociclistas sobre os riscos da imprudência no trânsito, focando nas mensagens de proteção à sua vida e à do próximo”, enfatiza a professora.

Edilaine e Maria de Fátima concordam que o trabalho com o jornal em sala de aula possibilita um maior interesse dos alunos no momento da escrita, pois eles se sentem parte das notícias e gostam de produzir sobre aquilo que é real na vida deles. “As propostas didáticas com o impresso tornam as crianças cidadãos mais conscientes, com certeza teremos um futuro de adultos responsáveis”, afirmam.

Comente aqui