Vem aí, “Notícias em Versos”

foto abre 1Devido ao sucesso do concurso “Notícias em Versos”, em 2015, a equipe do Diário na Escola promove este ano a segunda edição. O concurso é exclusivo para os alunos cadastrados no Programa e será realizado entre os dias 31 de maio e 01 de julho. “O trabalho da poesia aliada à notícia vinha sendo pedido pelos professores há algum tempo e decidimos pela realização da promoção cultural. Demos continuidade este ano, pois vimos que os resultados começaram já na etapa de preparação do texto, em sala de aula”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O participante deverá produzir uma poesia a partir de qualquer notícia publicada no jornal O Diário do Norte do Paraná. A comissão julgadora irá analisar a originalidade e a criatividade do aluno, bem como aspectos relacionados à Língua Portuguesa. Serão premiadas as três melhores criações, tanto o aluno vencedor, como o professor que orientou o trabalho. “Convidamos as escolas que fazem parte do Programa a participarem do Concurso, pode ser uma excelente oportunidade para descobrir talentos”, aponta Loiva.

A professora doutora Adélli Bazza explica que o trabalho com os poemas em sala de aula contribui para o desenvolvimento artístico e cultural do estudante. “Relacionar a existência de poesia aos fatos noticiados no jornal, evidencia a dimensão humana e cotidiana do poema.”

“Em minha visão, trabalhar textos poéticos possibilita a ampliação e o aprofundamento da aprendizagem das crianças por meio da apropriação da leitura e escrita. A poesia ajuda a desenvolver o poder da análise crítica, eleva a autoestima, o prazer e estimula a criação artística”, ressalta a psicopedagoga e escritora maringaense, Vera Margutti.

A secretária da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli conta que o trabalho da poesia e do lúdico sempre trazem contribuições positivas para o desenvolvimento do ser humano, em especial do aluno em sala de aula. “O estudo do poema colabora para o crescimento e o aperfeiçoamento da sensibilidade humana. Ao pensarmos a poesia enquanto instrumento de expressão, é possível afirmar que o resultado deste trabalho dota o indivíduo da capacidade de exercitar, com mais liberdade, o pensamento e a construção crítica de mundo. Nesta perspectiva, a abordagem e a interpretação do real contida nas notícias do jornal tornam-se mais acessíveis e de fácil compreensão pelo estudante.”

A estudante Natália Lima de Souza participa do Diário na Escola e está ansiosa pelo concurso. “Adoro poesias, tanto a leitura como a produção. Ter a possibilidade de escrever sobre fatos do cotidiano tornará a tarefa muito mais interessante, pois converso com minha família diariamente sobre as notícias, com isso, terei argumentos durante o processo de escrita. Espero ficar entre os vencedores!”, conclui esperançosa.

Capacitação

Para um melhor desempenho nas produções a serem enviadas ao Concurso, os professores inscritos no Diário na Escola irão participar, nas primeiras semanas de junho, da formação “A poesia nos fatos” ministrada pela professora doutora Adélli Bazza. Desta forma, terão subsídios para realizar o trabalho de maneira mais fácil e garantindo melhores resultados.

“A proposta da oficina é abordar alguns elementos do poema que podem ajudar a despertar a sensibilidade e o interesse do aluno pelo gênero. São fatores como: a sonoridade, o ritmo e a pluralidade de sentidos”, comenta, Adélli.

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Exploradores de páginas

De volta ao Programa O Diário na Escola, o trabalho com o jornal nas escolas de Doutor Camargo já está rendendo frutos. Na primeira aula com o impresso os alunos do quarto ano da professora Rosângela da Silva Oliveira, que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, já produziram uma notícia com base nas matérias do impresso.

Rosângela conta que iniciou o trabalho apresentando os conteúdos que compõem o impresso. “As crianças exploraram bastante cada página, viram a separação das editorias, os diferentes gêneros presentes e depois começaram o processo de leitura. Durante esse processo uma das notícias as chocou, o fato de um bebe ter sido encontrado morto em uma lixeira, na região de Pinhais.”

Ao perceber a comoção dos estudantes com a matéria, a professora conversou com eles sobre o ocorrido e aproveitou o interesse no texto para mostrar cada parte que compõe a estrutura de uma notícia. “Nessa etapa estudamos o Lide, as famosas perguntinhas que iniciam a matéria: O quê? Quando? Onde? Por quê? Como? E Quem?”, disse Rosângela.

“Com a experiência de ler o jornal O Diário, vi que este é um instrumento de informação que trás diferentes assuntos. Isso é muito importante, pois ajuda a desenvolver a minha leitura”, ressalta a aluna, Geovanna Carolina Cravo.

Familiarizados com os textos do jornal, a professora lançou o desafio para que cada estudante da turma escrevesse sua própria notícia. Eles poderiam criar um fato imaginário, ou relatar algo que já presenciaram. E Rosângela garante, os resultados foram surpreendentes. “O estudo do gênero jornalístico deixou os alunos mais interessados em participar da aula, fator determinante para que eles compreendam o conteúdo.”

“A leitura do jornal me envolveu, aprendi muitas coisas novas. O Diário me inspira a ler mais”, conta o estudante, Pedro Henrique Fraga. E a colega, Leslly Pires Manfrinato completa, “o trabalho desta aula me apresentou o que é uma notícia, com isso passei a prestar mais atenção nas formas de escrita”.

Rosângela fala que agora as crianças já chegam na escola com as notícias da cidade na ponta da língua, mesmo fora da proposta didática elas continuam desempenhando o papel de jornalistas.

 

 

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PRODUÇÃO

 

Confira a notícia criada pelo aluno Kauã Galindo Oliveira. Ele aproveitou o fato ocorrido na cidade em que mora, e escreveu a matéria. Olha que bacana!

 

 

Acidente em Doutor Camargo

 

Aconteceu um acidente de trânsito com o ônibus do projeto “Criança Feliz” na terça-feira 03 de maio de 2016 por volta das 16h45 na rua Rakito, em Doutor Camargo. Um carro bateu na lateral do ônibus e fugiu. O motorista do ônibus, Sr. F. disse, “a primeira coisa que eu fiz foi anotar a placa do carro”. Agora o homem está sendo procurado pela polícia, pois testemunhas disseram que ele estava sem carteira e bêbado. “A sorte é que o ônibus estava vazio”, diz o motorista Sr. F.

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Escola de Itambé tem Jornal Mural

A professora Susany Lucca Gritzence leciona na Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé. Trabalhando semanalmente com o Diário ela desenvolveu o plano de aula “Jornal Mural Escritores do Futuro”, no qual os alunos do 5º ano “B” tiveram o desafio de criar um tipo de impresso expositivo, além da tarefa de mantê-lo atualizado até o fim do ano.

A ideia do projeto surgiu após o estudo dos meios de comunicação. “Repassei aos estudantes conhecimentos sobre como surgiram o telefone, a televisão, o rádio, a internet e em especial o jornal, que apesar de longos anos de existência continua sendo uma das principais fontes de informação”, destaca a professora.

Com a oportunidade de leitura do Diário em sala de aula, as crianças estudaram a estrutura, organização e distribuição de conteúdos no impresso. Para assim, se familiarizarem com o material e ser mais fácil a produção do jornal da escola.

“É legal trabalhar com o impresso porque fazemos os trabalhos em grupos. A professora pergunta: o que é notícia? Então você recorta, lê o texto e depois explica. Dessa forma eu aprendi como organizar o jornal”, ressalta a aluna Kaylainy Pereira Amâncio.

Foto AbreO Escritores do Futuro é dividido em editorias, assim como o Diário. No espaço ‘Histórias da Turma’ é destinado para produções feitas pelos próprios alunos que criaram o jornal mural, podendo ser exposto textos narrativos, informativos, poemas e histórias em quadrinhos; na ‘Curiosidades’ se vê textos de divulgação científica; no ‘Diário’ são notícias importantes e publicações do jornal que dá o nome à editoria, assim como pequenos comentários explicativos sobre as notícias; no ‘Passa Tempo’ apresenta-se charadas e enigmas; o ‘Mensagens’ têm frases e textos produzidos pela turma com temas de reflexão e também pesquisadas sobre auto estima, orações, etc; na ‘Sugestões de Leitura’ o estudante após a ler um livro faz um pequeno comentário sobre a história lida, bem como também, o nome da obra, autor e quantidade de páginas para que outros alunos tenham interesse em conhecer o livro sugerido; a ‘Agenda’ é composta por um calendário com programações mensais ocorridas na escola; e o ‘Espaço Aberto’ é destinado a publicações de trabalhos das outras turmas.

O aluno Pedro Henrique Suniga comenta que o jornal mural foi um dos melhores trabalhos que ele já fez, e o colega Alisson da Silva Santos completa “me senti um jornalista produzindo conteúdo, isso deixou a tarefa mais divertida e fácil de aprender.”

Suzany aponta que as crianças estão mais empolgadas e criativas na realização das propostas didáticas. Por iniciativas próprias elas trazem para a sala de aula textos, adivinhas enigmas e pesquisas que fizeram em casa. “A aprendizagem está mais significativa e vem correspondendo com as expectativas”, diz.

As etapas da construção do jornal mural foram todas feitas pelos alunos, bem como as letras em madeiras que foram desenhadas e enviadas a um marceneiro para cortar, depois ainda teve a etapa da pintura e colocação no painel.

Para divulgar o meio de comunicação que será da escola toda, os estudantes do 5º ano B foram de turma em turma explicando o projeto e pedindo a colaboração dos colegas no cuidado e nas produções para o jornal, destacando que a cada semana uma classe participará da editoria ‘Espaço Aberto’ onde poderão publicar seus trabalhos. “É bom ver a interação da escola toda, assim mais crianças participam e terão chance de aprender coisas diferentes”, comenta a aluna Kauane Vitória Colares.

“O projeto Jornal Mural Escritores do Futuro está contagiando toda comunidade escolar, pois quando os trabalhos são postados no mural notamos a expectativa dos demais alunos que aguardam ansiosos para a realização da leitura. É uma proposta didática que além de informar e entreter, está tornando a leitura algo prazeroso”, conclui a coordenadora pedagógica, Ducimara Moresqui Decol.

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Os quadrinhos de Isac

A linguagem visual e características lúdicas fazem das histórias em quadrinhos bons instrumentos para a alfabetização, além de contribuírem para o interesse pela leitura e pela escrita nas crianças. Com o estudante da Escola Municipal Tisuro Tsuji Barros Cunha em Sarandi, não foi diferente. Isac de Araújo Capeline tem 11 anos e é um destaque dentro da instituição por conta dos desenhos que reproduz.

Foto Abre“Ele é um aluno bastante tímido, mas quando coloca no papel tudo o que sente e tem de conhecimento, é um verdadeiro artista. Desde o primeiro dia deste ano letivo percebi que ele tinha algo a mais para mostrar, e com as aulas vieram os resultados”, destaca a professora de Isac, Maria Aparecida Landim.

Landim conta que na maioria das propostas de atividades Isac pede a autorização para incluir os quadrinhos na produção. “Muitas vezes solicito a escrita de um texto, algo simples, e ele me vem com muito mais. Além do texto divido em balões – algo que tem que ser pensado, medido e organizado – a ilustração vem a complementar e torna o trabalho fantástico”, diz.

Isac é apaixonado pelas histórias em quadrinhos (HQs) desde os três anos. “Meus primeiros desenhos são bem feios, confesso. Mas desde muito cedo já comecei a ilustrar. Lembro que o primeiro trabalho que fiz foi um tipo de revistinha com personagens dinossauros contando o filme Jurassic Park”, ressalta.

Como as HQs em geral unem palavra e imagem, elas contemplam tanto alunos que já leem fluentemente quanto os que estão iniciando, pois conseguem deduzir o significado da história observando os desenhos. A curiosidade em saber o que está escrito dentro dos balões cria o gosto pela leitura.

A professora de Isac aponta a facilidade do aluno em desenhar sobre qualquer tema, desde assuntos interdisciplinares até questões de cunho social. “O último trabalho que me chamou a atenção foi sobre a matéria publicada no jornal O Diário em que se noticiou a respeito dos cadáveres dos cães encontrados numa estrada rural. Esse fato comoveu o Isac, casou indignação e ele conseguiu reproduzir não só o conteúdo da notícia, como também os sentimentos dele, em quadrinhos.”

O jovem ilustrador dá algumas dicas para a criançada que assim como ele adora desenhar. “As HQs são muito divertidas, tanto para ler quanto para produzir. O importante é a gente gostar do que está fazendo, assim a missão fica fácil. Antes de começar o trabalho sempre vejo bem o espaço de papel que tenho disponível, meço os quadrinhos e o segredo é começar escrevendo as falas nos balões, a parte divertida de desenhar, deve ficar para o final.”

Sempre com o objetivo de motivar o aluno, Landim tem conciliado as propostas didáticas do currículo escolar com o talento de Isac. “Ele precisa aprender e desenvolver todo o tipo de conteúdo, mas sempre é possível aliar com o que ele sabe fazer de melhor. Quero incentivá-lo a continuar produzindo para que um dia ele seja um artista reconhecido”, ressalva.

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Crianças alertam sobre dengue

Diante do aumento de casos de dengue, zika vírus e de febre chikungunya em várias regiões do Brasil, incluindo o Paraná, as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade, em Maringá, aprendem que ações simples podem prevenir o nascimento do mosquito.

Estamos vivendo um cenário desafiador no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, que tem causado muitos males. Diante dessa situação, a LBV não ficou de braços cruzados e mobilizou os seus atendidos para uma caminhada de conscientização. A ação teve como principal objetivo alertar a população sobre os perigos da proliferação do mosquito e os riscos que representa à saúde.

Foto Abre 02Antes mesmo da caminhada, a educadora Aparecida Nonato realizou diversas atividades e oficinas para as crianças e adolescentes, orientando-os sobre os cuidados que devem ser tomados para combater o mosquito. “Iniciamos com uma explanação sobre o que é cada um dos vírus que podem ser transmitidos pelo Aedes. Alertei o que é mito e verdade sobre a dengue e então apresentei a notícia do Diário com a manchete, “40 cidades estão em epidemia” para que os atendidos percebessem a importância da prevenção”, destaca Aparecida.

“Quando li a matéria do jornal fiquei bastante triste. São muitas cidades em epidemia, com isso, diversas pessoas são atingidas pela dengue e o que é pior, muita gente pode morrer. A sociedade tem que se conscientizar que somente ela é capaz de destruir de vez o mosquito a partir de atos simples, como colocar o lixo em local apropriado, por exemplo”, ressalta a atendida, Geovana Moraes da Silva..

As crianças e adolescentes receberam um folder da Secretaria de Saúde de Maringá com informações sobre o vírus, com isso tiveram o dever de casa de fazer uma vistoria em sua residência, assim como observar no caminho de casa até a instituição, se havia algum foco do mosquito.

Por fim, os atendidos produziram cartazes e panfletos que foram entregues para a comunidade com dicas de simples atitudes que podem ajudar a eliminar os criadouros do Aedes e realizaram uma caminhada de conscientização no bairro Parque das Grevileas III, intermediações do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV.

Geovana espera que com a caminhada que realizaram mais pessoas fiquem atentas e reforcem os cuidados para que consigamos eliminar de vez a dengue, zika vírus e a febre chikungunya. “Vamos dar um basta ao mosquito Aedes aegypti e dar um viva a vida”, comemora.

 

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Escritora mirim lança livro

Na obra “Sonhos de Sofia” os leitores vão se surpreender com os manuscritos de Sofia Quinteiro. Aos 10 anos, a moradora de Maringá, muito observadora e criativa repassa de forma sábia conselhos tanto para as crianças como para os adultos. “Convivo com pessoas mais velhas e tiro proveito das conversas para dar significado às experiências vividas no dia-a-dia”, destaca.

Constata-se a maturidade da menina nos trechos do livro, a exemplo: “A depressão é um conjunto de buracos negros em sua mente, aquele que é depressivo está cego, traído pela própria mente”, ao final da página ela ainda aconselha: “procure alegria profundamente”. E assim, a cada página virada o leitor conhece textos sobre caráter, bondade, felicidade e tantos outros assuntos que podem ser classificados como filosofia de vida e até mesmo autoajuda.

“Já enviei alguns dos textos da Sofia para amigas e tive a devolutiva de que foram muito valiosos, às vezes a pessoa está tendo um dia ruim, e depois dos conselhos apresentados na obra, se sentem melhor. É gratificante ver que minha filha, de alguma forma, está contribuindo para o bem estar de outras pessoas”, ressalta a mãe, Neandra Quinteiro.

Foto Abre“O objetivo do livro é mostrar ao mundo que no ponto de vista de uma criança, as reações e soluções de vida são bem mais simples. Serve como lição para qualquer um, seja qual for sua idade”, diz a escritora.

Aos quatro anos Sofia já tinha definido o que queria ser quando crescer, “eu nem sabia escrever direito, mas mesmo assim dizia que queria ser escritora”. E como vemos, não demorou muito tempo. “A ideia do livro veio da minha mãe. Ela achou uma agenda minha com todos os textos que compõem o ‘Sonhos de Sofia’ e ficou encantada. Depois disso, começou o trabalho de edição e agora já está pronto para lançamento”, conta.

O curioso, é que em tempos de tanta tecnologia e conectividade, Sofia é adepta ao manuscrito. Todos os seus textos são escritos à caneta, para somente depois, quando necessário, serem digitados. “Agora com o lançamento do livro estou me tornando mais próxima da internet, para estar em contato com os leitores, mas no geral só uso para pesquisas de trabalhos escolares.”

Outro fato que merece destaque é o talento da pequena para os desenhos. Além dos textos que serão publicados, as ilustrações do livro também são criações de Sofia. “Quando eu ainda não sabia escrever, fazia histórias com os desenhos. E depois reunia toda a família para contar o enredo que eu tinha criado, sem palavras, somente ilustração.”

Esse apoio da família veio desde a infância, Neandra enfatiza que ela e o pai de Sofia, Wilson Quinteiro, sempre deram espaço para a filha questionar, falar, contribuir nas conversas como também foram muito pacientes para ouvir a pequena. “Acredito que essa criação intimista que demos foi fundamental. Acrescentou conteúdo para a vida e formação da Sofia, mas o mérito de interpretar os assuntos das conversas e transcreve-los de forma tão simples e ao mesmo tempo tocante, é todo dela”, disse Neandra.

A pequena escritora não vai parar por aí, o “Sonhos de Sofia” é só o primeiro lançamento. Mais duas obras estão em produção. “Escrever, desenhar, para mim é lazer. O que vejo ao meu redor, as situações que presencio, os livros que leio, tudo me inspira. Quando percebo já tenho bastante conteúdo pronto. Antes eles ficavam arquivados na gaveta, hoje quero lançar para o mundo, quero mostrar que as crianças podem ser muito criativas e cheias de talento, só é preciso fazer eles florescerem. Acredite nos seus sonhos, acredite que você é capaz sempre!”, aconselha, Sofia.

 

capa livro Sofia

 

LANÇAMENTO

A escritora Sofia Quinteiro convida todos para a noite de autógrafos de seu livro “Sonhos de Sofia”.

Data: 19 de maio de 2016

Local: Livrarias Curitiba – Shopping Catuaí Maringá

Horário: 19 horas

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Sem medo da internet

A jornalista e mestre em Educação e Tecnologias Digitais, Talita Moretto ministrou a formação “Conectando-se sem medo” aos professores de municípios vizinhos a Maringá que participam do Diário na Escola. “Os alunos de hoje são nativos digitais, são pessoas que fazem tarefas simultâneas, nunca viveram em um mundo sem internet, são imediatistas, não se concentram por muito tempo, preferem as imagens aos textos e transitam entre várias plataformas. Não é interessante a escola impedir a entrada de dispositivos móveis e seu uso pelos estudantes, ao contrário, ela deve mostrar o uso correto que a criança e o adolescente têm que fazer desses aparelhos. A comunicação passa a ser móvel com uma frequência crescente e isso impacta na educação e no processo de ensinar e aprender”, enfatiza Talita.

Foto AbreA ministrante ainda apresentou dados dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) em que mostram que os alunos devem ser capazes de saber utilizar as diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos, assim como as tecnologias devem ser usadas e adaptadas para servir a fins educacionais.

“Algumas vezes temos medo ou mesmo preconceito em usar determinadas tecnologias na escola, principalmente o celular, que é tão próximo da realidade dos nossos alunos. Com a formação pude me tranquilizar e compreender que há possibilidades desse uso, desde que bem orientado pelo professor”, conta a educadora Adriana Matias.

É fato que todo esse processo de mudança que vivemos exige adaptação, sabe se que a transição do uso das tecnologias a fim de diversão e o entretenimento para um uso destinado a objetivos de aprendizado e análise não é espontâneo. “É necessário capacitação, a informação precisa ser selecionada, organizada e elaborada, para então ser transformada em conhecimento. O desenvolvimento de iniciativas de aprendizagem móvel demanda tempo e empenho dos professores e das escolas. A utilização adequada pode melhorar o desempenho devido ao aumento da participação do estudante em relação ao ensino tradicional”, aponta Talita.

“Através da formação descobri as facilidades que a mídia pode trazer para a sala de aula. Temos que explorar mais a tecnologia, pois assim é possível ensinar através de algo que as crianças gostam e tem conhecimento”, ressalta a professora Selma Pelisson dos Santos.

A ministrante sugere aos educadores que promovam uma sala de aula ideal, onde os professores são mediadores do conhecimento e o aluno sujeito ativo da sua aprendizagem, motivado e consciente. Pois todos nós estamos imersos em uma cultura digital e expostos a novos conceitos, diariamente.

Durante a formação, em momento de atividade prática, os participantes conheceram diversas ferramentas de áudio, vídeo, jogos e propostas de atividades que podem facilitar esse processo de transição, em que não é mais possível ignorar o uso das tecnologias como subsídio do ensino em sala de aula.

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Greve é tema de produção textual

Na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, o trabalho com o jornal tem rendido bons frutos. “Desde que a secretária da educação, Isabel Pessutti comunicou sobre a nossa participação no Diário na Escola ficamos muito felizes. O impresso é um ótimo instrumento pedagógico”, destaca a professora Cícera Aparecida Tassoli.

Todas as quartas-feiras os exemplares chegam à escola para que os alunos possam ler e realizar atividades. Em uma das edições, a manchete “Educação é setor mais afetado com a greve” chamou a atenção das crianças.

Foto AbreCom a euforia da turma, Cícera optou por explanar o assunto. A partir da leitura da notícia, constataram que as informações eram sobre a greve dos servidores municipais que atingiu diversos setores públicos, mas em especial as escolas, pois os pais que trabalham foram se depararam com algumas instituições fechadas e não tinham onde deixar os filhos durante o tempo em que estariam no expediente.

“Os funcionários da prefeitura de Maringá fizeram protestos na cidade em busca do aumento salarial. O que me comoveu foi ler o relato de mães desesperadas com as escolas sem funcionamento”, conta o aluno Otavio Manoel Munhoz Marques.

Otavio ressalta que os professores fizeram a paralisação em busca de uma melhor remuneração. Lembrando que são eles que formam as pessoas que farão parte do futuro do nosso país.

“A aula sobre a notícia da greve foi muito boa, me envolvi em uma leitura prazerosa, onde adquiri novos conhecimentos sobre a vida em sociedade”, relata a aluna Sara Zanineli.

Além de comentar a notícia com as crianças, após todas as opiniões que os pequenos expuseram, a professora solicitou que cada aluno fizesse uma produção textual a respeito da matéria lida. “Os resultados foram fantásticos!”, diz Cícera.

“O Diário contribui bastante para despertar o interesse pela leitura. Atualmente, os estudantes são muito conectados e querem saber de tudo o que acontece na nossa região. Com o acesso às reportagens, o debate em sala de aula tem enriquecido”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Fátima da Rocha Martins.

RESULTADOS

Confira o texto produzido pela aluna Sara Maria Moscardi Zanineli sobre as notícias lida no Diário:

 

“A humilhação dos servidores públicos”

Professores e alunos estão sendo afetados pela greve. Vários estudantes da educação infantil foram afetados pela dispensa das atividades. Cerca de sete escolas municipais foram fechadas por conta da greve.

Durante todo o ano o aumento do salário dos professores é de apenas 5,54%. Servidores públicos reclamam pelo pouco pagamento que recebem. Atualmente cerca de 25% dos professores fizeram greve. Várias crianças ainda estão sem estudo.

A crise vai continuar se a prefeitura de Maringá não der o direito que o servidor público quer e precisa para trabalhar. Servidores aposentados e os que ainda trabalham fizeram passeata nas ruas da cidade.

Os professores terão um ajuste salarial de 11,08% que serão divididos em cinco vezes até dezembro deste ano.

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Capa do jornal, um convite à leitura

A professora Orlani de Carvalho Veronez leciona na Escola Municipal Monsenhor Celso, em Astorga, e preparou uma proposta didática para que seus alunos pudessem explorar os conteúdos do Diário. “Meu objetivo foi fazer com que as crianças conhecessem o jornal e a partir da capa pudessem encontrar, ler e discutir as notícias dos cadernos”, conta.

Para realizar a atividade Orlani usou como base textos do livro didático da turma em que se explanavam todos os itens que compõe a estrutura de um impresso. Desta forma, mais do que conhecer as definições apresentadas no livro, os alunos poderiam também identificar cada parte dentro do suporte original, as páginas do Diário.

Foto Abre“Ficou muito mais fácil aprender com o jornal em sala se aula, pois quando pego um exemplar na mão já consigo identificar o que me interessa entre os conteúdos e escolho as páginas que vou ler”, aponta a aluna, Ana Júlia Cheron Zanin.

A diretora da escola, Roseli Baizin Malaquias destaca que o impresso além de ser um importante meio de comunicação, é também um excelente instrumento pedagógico. “Os temas trabalhados envolvem fatos reais, provocando nos estudantes um olhar mais crítico da realidade e, assim, possibilita uma reflexão diante das atitudes que devem tomar enquanto cidadãos.”

Orlani aproveitou os exemplares do Diário para ensinar sobre o gênero textual notícia e a estrutura do “lide” – termo que resume a função do primeiro parágrafo que é introduzir o leitor no texto e prender sua atenção – a partir das perguntas: o quê, quem, quando, como, onde, por quê.

“Depois dessa proposta didática os alunos mostraram maior interesse pelo jornal, visto que muitos não têm contato com esse tipo de mídia. Percebi que as crianças sentiram facilidade em manusear o material e encontrar o que gostam de ler, fator que me ajuda na realização de um bom trabalho pedagógico possibilitando o ensino de diferentes áreas do conhecimento, interdisciplinaridade e aprimoramento da leitura e da escrita”, enfatiza a professora.

A coordenadora pedagógica da escola, Lucilene Galhardo Molinari ressalta que a participação da instituição no Diário na Escola proporciona o contato com um material que oferece subsídio e vem ao encontro da filosofia que diz que deve ser ofertado ao estudante em seu ambiente alfabetizador, a aquisição de um pensamento crítico e de ampla visão de mundo.

 

 

PRODUÇÃO

 Os alunos do 5º ano “D” com o auxilio da professora Orlani escreveram uma poesia sobre o trabalho com o Diário em sala de aula. Olha que bacana!

 

 

O jornal na escola

 

Hoje na escola

Os alunos aprenderam a ler jornal

A professora orientou-os

Começando pela página inicial

 

O nome dele é:

“O Diário do Norte do Paraná”

Sua edição é publicada

Na cidade de Maringá

 

A turma estudou o que é

Manchete, fotografia, lide e chamada

Onde o leitor poderá

Primeiramente dar uma olhada

 

E assim que abrir os cadernos

A notícia vai encontrar

É só ler os acontecimentos

Com desejo de se informar

 

Toda semana, na sala de aula,

Para a nossa alegria

O Diário na Escola estará

E será uma boa companhia.

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Prêmio Educriação está com inscrições abertas

O Prêmio Educriação é uma iniciativa da concessionária de rodovias VIAPAR que elege as melhores ideias para a conscientização de segurança no trânsito, segundo os critérios criatividade, originalidade e fidelidade ao briefing. Um prêmio para universitários que cursam Comunicação – jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e afins – ou Marketing. Como o trânsito é um assunto que diretamente envolve a todos, a VIAPAR oferece uma oportunidade para que universitários desenvolvam campanhas criativas e, com isso, contribuam para o esforço de conscientizar a sociedade.

Há premiação para os três primeiros colocados. Um júri formado por pessoas da área da Comunicação e Marketing, representantes da agência de publicidade que atende a VIAPAR, representantes da concessionária e da Associação dos Profissionais em Propaganda (APP) Maringá irão avaliam as mídias outdoor, rádio, jornal e filme publicitário. A campanha é veiculada durante um ano e pode ser um diferencial para os futuros profissionais que terão no currículo um trabalho deste porte para uma grande empresa.

Se você tem uma boa ideia não perca tempo, ela pode ser a próxima produzida pela VIAPAR. Já estão abertas as inscrições para o 6º Educriação. Assim com em anos anteriores, além de receber premiação em dinheiro – o vencedor vai levar para casa o valor de R$ 1.600; o segundo colocado receberá R$ 1.100 e o terceiro R$ 700 – os melhores trabalhos, mais uma vez, vão ter a oportunidade de estampar uma campanha da empresa. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de maio.

Vencedores 2015

PRÊMIO. Estudantes da Faculdade Assis Gugacz, de Cascavel, venceram a edição do ano passado.

PRÊMIO. Estudantes da Faculdade Assis Gugacz, de Cascavel, venceram a edição do ano passado.

Já estão sendo veiculadas as peças publicitárias vencedoras do 5º Educriação. A ideia da campanha é dos alunos da Faculdade Assis Gurgacz (FAG), de Cascavel, Taciane Ávila, André Salles, Nelson Tavares, Gabrielli Hoffmann e Guilherme Hoffmann, ganhadores da última edição do concurso. Além de estampar a campanha publicitária da concessionária, eles repartiram o prêmio em dinheiro. “Sem sombra de dúvidas é um concurso que vem ganhando cada vez mais importância entre os universitários e academias, além de ser uma oportunidade dos estudantes já terem uma campanha no currículo”, destacou a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da FAG, Laila Rotter Schmidt, destacando que o Educriação já está inserido no calendário letivo da instituição.

A Lettera Propaganda e Marketing é a agência responsável pela produção dos trabalhos. “Nesta campanha a ideia foi trabalhar com o fator sorte, o qual não pode ser levado em consideração em uma rodovia. A campanha retrata uma ultrapassagem arriscada e entre dois veículos, os quais se envolvem em um acidente frontal com um caminhão. Em meio a essa grave colisão trabalhamos números estatísticos apresentados pela própria concessionária sobre acidentes”, contou a diretora de criação da agência, Moira Haddad. “Foram várias horas de gravação e mais de dez pessoas envolvidas”.

INSCRIÇÕES

Mais informações podem ser obtidas no site http://www.viapar.com.br/educriacao/ ou pelo telefone (44) 3033-6031.

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