Notícias do Diário são temas de produção escolar

Ao propor uma atividade de produção textual é importante que se dê à escrita uma finalidade clara e, se possível, que estimule sua circulação fora do âmbito aluno – professor. Quando a tarefa de escrita é feita na escola e, somente, para a escola, há chances de que os estudantes não arrisquem e não ousem na construção dos textos.

Foto AbreDiante desta realidade, a professora Andréia dos Santos Gallo que leciona na Escola Municipal Dr Eurico Jardim Dornellas de Barros, de Marialva, decidiu criar uma nova finalidade para as produções textuais de seus alunos. “Com a proposta de enviar os melhores trabalhos para o jornal, a criança se empenha a realizar o que foi proposto”, comenta.

Com o objetivo de fazer com que os estudantes produzissem textos opinativos, Andréia precisava de um material fornecesse informações. Neste momento, a professora solicitou aos alunos a leitura das matérias publicadas no Diário, para que assim, eles adquirissem argumentos.

“A maioria teve o contato com o jornal pela primeira vez. A cada nova informação foi possível ver a admiração com os fatos apresentados nas notícias e até se questionavam: ‘nossa, será que isso é verdade?’”, acrescenta a professora.

Para o desenvolvimento da proposta didática Andréia dividiu a turma em três grupos e fez uma discussão sobre o que as crianças conhecem a respeito do impresso. Na sequência ela entregou um formulário explicativo sobre os termos técnicos existentes no material e os estudantes foram desafiados a encontrar estes elementos pelas páginas do Diário. “Eu nunca tinha lido um jornal, gostei muito de tudo o que vi e quero continuar a leitura sempre que possível para estar atenta às notícias”, ressalta a aluna Alana Funatsu.

A professora enfatiza o quanto este trabalho foi prazeroso. “Quando apresentei a proposta, de imediato, a turma toda se interessou. Mais importante ainda foi perceber que as crianças são capazes de estabelecer uma relação das ações do presente com as notícias veiculadas no impresso.”

A partir da empolgação da classe, Andréia e toda a equipe da escola Dr Eurico estão desenvolvendo a produção de um jornal escolar. Em breve, já terão em mãos o primeiro exemplar.

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Reescrevendo o jornal

Os professores participantes do Diário na Escola buscam aliar os conteúdos do currículo escolar às atividades com o jornal. Exemplo disso pode ser visto na produção desenvolvida pela professora, Valéria Nunes que leciona na Escola Municipal Alfredo Sofientini, de Astorga. “O livro didático trouxe a proposta de trabalhar a reescrita. Para deixar a dinâmica mais interativa decidi propor aos alunos que reescrevessem textos e legendas de fotos publicadas no Diário”, conta Valéria.

2014-07-23 16.52.40“Este tipo de proposta oferece à criança reflexão sobre a escrita, dando ênfase para uma interpretação clara e objetiva do assunto em questão, algo que auxilia a compreender o texto original”, comenta a coordenadora pedagógica, Nelcy Roque Cornicelli.

Valéria ressalta nessa atividade os alunos passaram a conhecer de forma mais detalhada a estrutura do impresso e se sentiram motivados com o trabalho associado ao livro didático. “Eles conseguiram desenvolver, na prática, a proposta do currículo escolar, com isso houve maior interesse por parte da turma, pois eles não só imaginaram um exemplar do Diário – como era o costume antes do acesso ao material – mas também puderam manusear.”

“Esta aula me esclareceu o que é legenda e o que é texto chamada, por serem frases curtas eu não percebia a diferença entre eles”, comenta o aluno Alisson Mateus Pereira do Santos.

Foto SubmancheteA estudante, Maria Eduarda da Silva Viana fala sobre a experiência da reescrita. “Foi divertido, porque antes eu me atentava somente à leitura do Diário, mas desta vez tive o desafio de criar uma nova legenda e sentir como é o trabalho de quem faz isso todos os dias.”

A professora destaca que as crianças já estão bem familiarizadas com o jornal, mas que a cada nova proposta didática com o material ela é surpreendida com bons resultados. A aluna, Nathália Ribeiro Marqueta enfatiza que toda semana já espera o dia em que vai poder trabalhar com o Diário, “adoro estar por dentro das novidades.”

“O uso do impresso na escola favorece a interação do aluno com a realidade social, a vivência e reflexão da atualidade, o tornando um ser ativo e participativo. O material se constituí ainda como um excelente meio de promover o saber-fazer, de valorizar o trabalho em equipe, e sobretudo, de  praticar a Língua Portuguesa em  situações reais de comunicação. O Diário na Escola tem sido de grande valia em sala de aula, como uma ferramenta pedagógica a mais na prática do professor”, conclui a secretária de educação de Astorga, Neuza Maria Julião Fortunato.

 

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Biblioteca de Santa Fé recebe Telecentro

Os Telecentros/Espaço Cidadão são centros de apoio que disponibilizam equipamentos de informática, e auxílio técnico, para capacitar pessoas interessadas em se integrar à tecnologia ou adquirir novos conhecimentos através das formações oferecidas. Santa Fé foi um dos municípios escolhidos pelo governo do Estado para receber uma dessas estruturas. “Com esta nova parceria vamos atender a comunidade proporcionando, além da inclusão digital, diversos cursos para todas as idades, de jovens a idosos”, afirma o prefeito Edson Palotta.

Foto Abre 02Localizado na Biblioteca Municipal, o Espaço Cidadão possui 10 computadores de alta tecnologia, todos conectados à internet. A monitora do Programa, Andréa Rego destaca que já há lista de espera para os cursos técnicos onlines que serão oferecidos. “É uma satisfação ver o interesse das pessoas em aproveitar esta oportunidade de aprendizado, tenho certeza que bons resultados estão por vir.” O prefeito Edson acrescenta, “nosso município recebeu um presente, e convidamos a todos para aproveitar a chance de receber capacitação sem precisar se deslocar para outros centros maiores.”

As crianças foram as primeiras a usufruir o espaço. Para conhecer a novidade da biblioteca, a professora do 4º ano, Jaqueline Thomazella Biazon levou os alunos para um passeio interativo. “Esta sala vai facilitar nosso trabalho de educador, os equipamentos nos darão subsídios para pesquisas e produções textuais. Outro fato, é que os pequenos adoram a tecnologia e, com isso, se interessam mais pelas propostas didáticas desenvolvidas em computadores”, relata.

Foto Abre 01A estudante Izabelly dos Santos Pereira não tem acesso à internet em casa e comenta que com o Telecentro será mais fácil e divertido fazer as tarefas escolares. “Antes eu tinha somente a opção de pesquisas em livros e era muito trabalhoso. Agora que posso usar os equipamentos do Espaço Cidadão, me sinto até mais motivada” e a colega Camile Vitória de Souza Cruz complementa, “não vejo a hora de poder voltar aqui, a partir de hoje a biblioteca é um dos meus lugares preferidos.”

Dirlene Viana Barbosa é a secretária de Assistência Social do município e enfatiza que a novidade não será transformada em lan house. “O entretenimento é importante sim, mas este local está destinado para o crescimento do indivíduo no que se refere à educação e mercado de trabalho. Nossa meta é oferecer cursos, palestras, conferências e atividades que deixem a nossa comunidade conectada, e o melhor, sem nenhum custo”.

“Temos como objetivo integrar as pessoas. Os idosos poderão participar de aulas de inclusão digital, os jovens serão capacitados para o primeiro emprego e as crianças terão uma alternativa ao trabalho de alfabetização e letramento”, ressalta o prefeito, Edson.

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Do jornal para a classe

Do bate-papo entre amigos às conversas formais, tudo gira em torno das notícias que circulam na mídia. Lemos jornais, assistimos aos telejornais, ouvimos rádio, navegamos pela Internet, a fim de ficar por dentro dos acontecimentos.

Matéria-prima dos jornais, a notícia relata os fatos que estão acontecendo na cidade, no país e no mundo. A intenção da reportagem é informar o leitor com exatidão. Além dos textos informativos sofremos um constante bombardeio publicitário através das mídias que tem como objetivo promover o consumo de produtos e ideias.

“Ao levar para a sala de aula o texto publicitário, o aluno passa a conhecer não só as finalidades e características linguísticas e textuais deste tipo de texto, mas também pode tornar­se um consumidor mais atento, pois passa a conhecer os elementos de persuasão que a publicidade usa para conquistar seu público”, enfatiza a professora mestre, Maísa Cardoso.

Preocupados em formar estudantes com maior criticidade, os professores Ney Silva Girardo e Angela Maria de Gouveia Futigi, do Colégio Estadual João de Faria Pioli, de Maringá, aplicaram atividades relacionadas às notícias e publicidades veiculadas nos exemplares do Diário.

“Estes gêneros textuais são de grande importância no crescimento do aluno, trabalhamos buscando não só o aperfeiçoamento dentro da escola, mas também com a visão de ajudá-los a serem pessoas mais atuantes na sociedade, com opiniões e argumentos”, destaca Ney.

Dentro da proposta os estudantes escolheram uma matéria ou uma propaganda de qualquer uma das páginas do impresso e tiveram que recriar os textos que haviam sido publicados. “Com esta produção foi possível explorar a capacidade de leitura, interpretação, criação e até a habilidade de organização do material em sua sequência de cadernos”, conta Angela.

A aluna Hellen Rodrigues comentou que gostou da oportunidade de ter uma aula diferente, “foi motivador realizar esse trabalho.” E Giovana Brito, também estudante, completa ressaltando que está ansiosa para a próxima aula com o uso do Diário.

Os professores relatam que em todas as turmas trabalhadas o resultado foi excelente. “O jornal trás novidade para a rotina escolar, isso é primordial, pois enfrentamos o desafio de tornar as aulas mais interativas, assim como as novas tecnologias que tanto prendem a atenção dos adolescentes”, acrescenta Ney.

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida! Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas. (Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida!
Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas.
(Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

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Leitura através de imagens

Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado. E no jornal impresso não é diferente, as páginas são compostas de textos e fotos diagramadas de forma que estimulem a vontade de ler.

Coordenadores das instituições de ensino que participam do Diário na Escola relatam que o contato com o jornal trouxe avanço no nível de interpretação dos alunos. Este crescimento pode ser constatado não somente no que se refere aos textos, como também em relação às imagens. “Essas são as que mais despertam interesse nos estudantes, pois ilustram as notícias tornando a compreensão textual mais simples”, destaca a coordenadora pedagógica, Maria do Carmo Tineu Sanches.

Ao perceber esse fato, a professora Ana Lúcia da Silva Primo, que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul, desenvolveu uma atividade para estimular a percepção visual, a reflexão e os sentimentos causados ao se analisar as fotografias publicadas no Diário.

Ana Lúcia recortou algumas das fotos divulgadas no exemplar do dia 22 deste mês, colou-as em um sulfite e entregou para as crianças observarem as imagens. Em seguida, discutiu-se sobre o que cada foto transmitia ao primeiro olhar e, por fim, os alunos usaram a criatividade para produzir novas legendas, mesmo sem saber o contexto em que aquela fotografia estava inserida.

A aluna Tayná dos Santos Rodrigues comenta que adorou a experiência e acredita que um dia ela também poderá escrever para o jornal. “É interessante como transformamos o sentido de uma imagem, só com a mudança do que está na descrição da legenda da foto.”

“Fico realizada ao ver o empenho dos alunos nas produções que envolvem o uso do Diário. Nesta atividade, em especial, eles se esforçaram para colocar a imaginação em prática e escrever suas próprias legendas. Quando terminaram estavam empolgados e se sentindo um pouco repórteres”, conta Ana Lúcia.

“O trabalho com as imagens teve ótimos resultados. Além da observação, os estudantes discutiram sobre os assuntos, trocaram argumentos e até mesmo as crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem demonstraram interesse pelo que estava sendo proposto”, relata Maria do Carmo.

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Nas novas legendas os estudantes satirizaram a convocação de Dunga – novo técnico da seleção brasileira de futebol – se comoveram com desespero dos palestinos, lembraram como as drogas são prejudiciais e destacaram o que é preciso para ser um bom profissional do esporte. Veja alguns exemplos:

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Outro gaúcho na seleção, será que agora o hexa vem?! (Legenda criada por Giovana Silva dos Santos e Luiz Fernando de Souza Teixeira)

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Homem fica arrasado ao chegar em casa e não encontrar sua família. (Legenda criada por Yotiares Ayne Gonçalves e João Pedro Juliani)

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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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Capacitação + prática = resultado

Todos os anos a equipe do Programa O Diário na Escola oferece encontros pedagógicos para os professores das instituições de ensino parceiras. Com o objetivo de auxiliar o trabalho do educador são ministradas oficinas bimestrais sobre temáticas que utilizam o jornal impresso como suporte na realização de atividades.

“Nossa prioridade é que os educadores tenham condições de desenvolver uma boa prática pedagógica utilizando a leitura do jornal, por isso buscamos alinhar os temas das oficinas com a programação do que o professor irá trabalhar em sala”, destaca a coordenadora do Programa, Loiva Lopes.

Dentro desta dinâmica, as educadoras da Escola Municipal Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, participaram da formação: “A estrutura do jornal – Trabalhando o impresso em sala de aula” e voltaram para a classe cheias de ideias.

Foto 01A professora Zuleide Ghizzo relata que o jornal tem acrescentado muito em seu planejamento de ensino. “O impresso é fundamental para formar leitores e cidadãos bem informados, ele apresenta textos com características diferentes dos outros materiais pedagógicos e isso chama a atenção dos alunos, principalmente as fotografias. Estas são as que mais despertam interesse no momento da leitura.”

As professoras, Zuleide e Juliana Alcantara da Silva André desenvolveram uma série de trabalhos com o Diário, a partir dos elementos que compõem o jornal. “Através de discussão e análise de exemplares os estudantes observaram como são distribuídas e organizadas as informações publicadas, a estrutura dos textos, a divisão dos cadernos, a composição da capa e a função do jornal como veículo de comunicação e opinião”, comenta Juliana.

“Com o acesso ao Diário, semanalmente, os alunos já sabem buscar os cadernos que mais interessam, a notícia através da manchete de capa, leem títulos e subtítulos para descobrir se o fato é interessante, enfim os resultados tem sido ótimos”, comemora Zuleide.

Foto 02Edilaine Ghiraldi Varize Poletine, também professora diz que o jornal é um suporte textual que permite ensinar o letramento. “O material desenvolve habilidades de leitura e escrita a partir de textos do cotidiano. É importante fazer os estudantes se relacionarem com o impresso já que em tempos de interatividade, fazer com que eles se interessem pela leitura não é tarefa muito fácil”, completa.

Para a coordenadora pedagógica Fátima Bortolucci a participação do município no Programa O Diário na Escola contribui consideravelmente para a melhoria do ensino. “Os temas atuais e muitas vezes polêmicos, aliados à diversidade textual, motiva a participação de educadores e educandos, e assim, enriquece as atividades escolares.”

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A vitrine do impresso

Na prática do ensino os professores buscam inúmeras formas e técnicas de trabalhar os conteúdos, com a finalidade de facilitar o conhecimento para o aluno. Geralmente, durante as atividades desenvolvidas em sala de aula, o professor utiliza revistas, gibis, panfletos, e cada vez mais, os jornais.

De costume, nos primeiros contatos com o material, os estudantes são motivados a folear os exemplares e descobrir os diferentes textos que podem ser encontrados: artigos, crônicas, charges, reportagens e outros.

Assim como o lide da notícia – primeiro parágrafo de um texto – tem o poder de seduzir ou afastar o leitor, a capa do jornal vive o mesmo dilema. A primeira página do impresso pode fazer com que você “consuma” aquele veículo ou que opte por outro, mais atrativo, mais criativo, com uma manchete mais quente ou relevante.

Pensando nisso, a professora Josilene Ghiraldi Corona, do Colégio Estadual Neide Bertasso Beraldo, de Paiçandu, realizou com seus alunos do Programa Mais Educação uma atividade para apresentar os elementos que compõem a capa do jornal O Diário do Norte do Paraná.

“Durante a aula identificamos quais informações fazem parte do cabeçalho, manchetes, textos chamada, fotos, legendas, publicidade e todos os outros itens que constroem a primeira página do impresso”, conta Josilene.

Para que outros estudantes do Neide Bertasso pudessem ter acesso a este conteúdo foi preparado um cartaz para ser exposto no pátio da instituição. “Desta forma, funcionários e alunos conseguiram adquirir novas informações sobre o jornal. O que facilita no momento da leitura”, destaca a pedagoga Juliana dos Santos.

A aluna Camila Silva comenta que a oportunidade de realizar atividades utilizando o impresso é única. “Nas aulas descobri a importância do jornal na minha vida e na da sociedade, com o conhecimento das notícias me torno não só leitor, como também um cidadão informado.”

Josilene destaca que os exemplares do Diário tornaram as aulas mais prazerosas. “Por ser um material novo, diferente do que eles costumam ter acesso, os estudantes se sentem interessados pela leitura e pelas produções textuais.”

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

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Aprendizado através das cifras

DSCN9466Cerca de 25 alunos do Programa de Iniciação Artística (Projeto Piá) e da Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé, foram selecionados para o 34º Festival de Música de Londrina.

“Participar do evento foi uma oportunidade extremamente significativa para as crianças e também para a escola, pois o interesse pela música aumentou e, assim, despertou em outros estudantes a vontade de fazer parte do Projeto Piá”, destaca a diretora da Escola Municipal, Selma Pelisson dos Santos.

O Festival ofereceu estruturas pedagógicas e artísticas com a missão de privilegiar todos os tipos de música, em especial, a brasileira. Com cursos ministrados por professores reconhecidos no Brasil e no exterior, a organização propôs alternativas para a educação musical, sempre valorizando a diversidade entre as culturas. Foram ofertadas diversas aulas práticas, entre elas: Cursos de Regência, Instrumentos, Voz, Estruturação Musical, Música Popular, Cursos para Crianças e Jazz.

“Acredito que a música, quando bem trabalhada, tem papel fundamental na educação, pois auxilia no desenvolvimento da memória, concentração e coordenação motora. Além disso, em uma semana percebi o quanto as crianças mudaram de comportamento, mostraram uma disciplina impecável”, enfatiza Lucinéia Camargo da Silva, mãe da estudante Giovana Eduarda da Silva Pinheiro.

DSCN9515A professora de música Lucimeire Severo da Silva Lima está satisfeita com os resultados. “Essa experiência oferece muitos benefícios aos alunos no que se refere à ordem cultural e social, eles se tornaram participantes ativos e perceberam como as atividades musicais são significativas.”

Durante os dias de Festival, os alunos se reuniam na sede do Projeto Piá “Maria Aparecida Mollo Jorge”, para enfrentar uma viagem de quase duas horas até Londrina. Silvana Beltrame da Rosa, pedagoga do Projeto, conta que todo o cansaço da estrada era recompensado quando eles começavam as aulas de canto e flauta. “Foram dias de muito aprendizado, é uma bagagem que ficará para o resto da vida”, enfatiza.

Lucinéia comenta que a filha chegava em casa, e mesmo depois da longa viagem, ainda continuava o estudo musical. “O Festival despertou interesse e melhorou a autoestima da Giovana.”

No último dia do evento os estudantes de Itambé se apresentaram no Colégio Mãe de Deus e no Shopping Royal, em Londrina. “No fim dessa jornada toda, pude ver o brilho nos olhos das crianças. Era uma recompensa do esforço realizado e também por terem sido reconhecidos como pequenos artistas”, comemora Silvana.

A pedagoga comenta que de volta às aulas, os alunos continuam a rotina de ensaios e estudos sobre tudo o que aprenderam no Festival, “a meta agora é o aperfeiçoamento da técnica.”

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Câmera na mão e… ideias!

Você já pensou sobre o tempo que desenhar, pintar e fazer colagens ocupam na rotina dos alunos? Tão valiosa quanto todas essas atividades, a fotografia é algo raramente trabalhado com as crianças. Quando é, em muitos casos, se resume à apreciação de imagens e ao estudo da técnica.

Os pequenos são capazes de serem autores das próprias imagens. Com um projeto bem estruturado é possível conseguir que eles não apenas saiam por aí clicando, mas refletirem a respeito do que estão fazendo. Prova disso são as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, que participaram de uma oficina de fotografia. O objetivo da atividade foi mostrar a importância da imagem na comunicação e, principalmente, a capacidade de levar informação através de um único registro fotográfico.

DSC_0421Para ilustrar a oficina, os atendidos da LBV foram até a fonte da informação. Com exemplares do jornal O Diário do Norte do Paraná em mãos, cada uma escolheu uma foto que representasse uma mensagem imediata, sem a necessidade de ler a legenda que a acompanhava.

Com a foto escolhida, retratando os mais variados assuntos do cotidiano, as crianças apresentaram aos demais colegas a imagem e o que conseguiu absorver a partir do trabalho do fotógrafo. “A apresentação proporcionou comentários que geraram a participação dos demais atendidos. Desta forma, foi exposto como a presença da fotografia é importante na comunicação e a capacidade de chamar a atenção do leitor para determinado assunto, mesmo sem a leitura do texto”, destaca o assessor de imprensa da LBV, Paulo Araújo.

Depois da teoria discutida, as crianças receberam a missão de fotografar, em casa ou no bairro, alguma imagem que retratasse os problemas que a cidade enfrenta todos os anos em relação à dengue.

IMG_5873Seiji Gabriel, 10 anos, ficou entusiasmado com a ideia de ir à prática. “A gente pôde pegar a câmera e fotografar com bastante liberdade. Eu achei interessante registrar os problemas e mostrar isso em uma foto. Muita gente já morreu por causa da dengue e ainda tem outras nos hospitais. Através de uma imagem a gente pode contribuir para acabar com a doença e chamar a atenção daquelas pessoas que não fazem a sua parte.”

Richard Aleandro Locatelli, 10 anos, está entre os moradores da cidade que sofrem com a falta de cuidados nos quintais e que contraíram o vírus da dengue. “Eu e outras pessoas da minha família já pegamos dengue. Foi horrível.” Para Richard, o problema não está no mosquito e sim na falta de cuidados da população. “Não é a dengue que está vindo, mas as pessoas que estão ajudando a dengue a procriar ao jogar lixo em lugar impróprio.”

Alanis Boer dos Reis, 9 anos, saiu para fotografar e ficou impressionada com o que encontrou. “Imaginei que encontraria talvez papel de bala ou pequenos plásticos com água. Mas não vasilhas com poças. Isso é um perigo para a sociedade.” E conta como a oficina ajudou a ver a fotografia com um olhar mais crítico. “Registrei um pote com água para mostrar às pessoas que isso oferece risco à nossa saúde. Quem deixou aquele lixo não pensou que, além de estar se prejudicando, está também prejudicando aos que passam por ali.”

Em tempos de tecnologia, as fotografias podem se tornar um recurso didático de alta eficiência, principalmente através das modernidades que circulam pelas salas de aula, como os aparelhos celulares. Sendo assim, ao invés de proibir o uso dos aparelhos, porque não criar um projeto de trabalho que vise o aproveitamento de recursos tecnológicos, através das fotografias? Sem sombra de dúvida, essa atividade proporcionará grande entusiasmo nos alunos e, assim, aulas mais atrativas.

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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Copa do Mundo: aulas show de bola

Os apaixonados pelo esporte e aqueles que nem costumam torcer estão convivendo diariamente com o assunto, mesmo antes de se iniciarem os jogos entre 32 seleções. O tema está nas rodas de conversa, nos jornais e noticiários. Nas 12 cidades-sede espalhadas pelo país as obras de infraestrutura já mudam a paisagem e as lojas inundaram as vitrines de produtos verde e amarelo. Difícil, portanto, a escola ignorar o megaevento.

Foi pensando nisso que a equipe do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá, iniciou uma verdadeira campanha rumo à conquista do hexa. “Perceber que somos uma corrente me inspirou nesse projeto de resgate ao espírito do mundial. Sabemos que parte dos brasileiros são loucos por futebol, e com essa iniciativa de decorar a escola e o estudo da Copa em diferentes disciplinas procurei mostrar aos outros professores e aos meus alunos que os jovens podem, e até devem, ser patriotas”, enfatiza Jordeleide Lima Leite que leciona a disciplina de Educação Física.

Vários educadores estão dedicados para celebrar o amor à pátria, mas o trabalho que se destacou por sua originalidade foi o da disciplina de Inglês, coordenado pela professora Juliane Edmara de Souza.

A partir do texto intitulado “Soccer”, escrito por Denilso de Lima – autor do blog Inglês na Ponta da Língua, Juliane apresentou aos estudantes como é a narração de uma partida de futebol quando se usa termos da língua estrangeira. Confira um trecho: “Os matches – jogos ou partidas – geralmente ocorrem nos weekends – finais de semana – ou Wednesdays – quartas­feiras.” A professora destaca que a leitura metade em português e metade em inglês facilitou a compreensão e despertou a curiosidade em saber mais sobre o idioma, principalmente no que se refere ao esporte.

O estudante Lucas Araújo conta que a produção lida na aula de inglês trouxe novo vocabulário de uma forma simples de ser entendida, e Kevin Oliveira completa “além da tradução nos ensinar uma língua diferente, ainda conheci termos utilizados durante as partidas de futebol.”

Foto AbreEscritores na Copa

Outro espaço que tem sido tomado pelos alunos do Colégio Byington, é a biblioteca. Priscilla Kelly Bressan e Graciana Fernandes Longo elaboraram uma prateleira de livros diferente. As bibliotecárias separaram obras somente de autores estrangeiros, cujo seus países irão participar da Copa do Mundo de 2014, e assim, foi criada a estante: ‘Escritores na Copa’. “O intuito desse cantinho é despertar no estudante um interesse a mais nesses países, em especial, por seus escritores”, ressalta Priscilla.

Com tantas novidades no espaço de leitura, os alunos se motivam a emprestar livros e ganham, como incentivo, um marca página personalizado com a imagem do Fuleco – brinde produzido pela bibliotecária Luzia de Fátima Palma Klokner.

“O projeto é muito bom porque desperta o interesse do aluno, que mesmo diante de todos os problemas e críticas que ele vê na televisão e outras mídias sobre a Copa, ainda se motiva a buscar novos conhecimentos”, conta a professora de Artes, Rozeli Bocca.

O estudante Rian André da Silva Pinto comenta está adorando as atividades. “Conheci sobre a cultura e até fatos curiosos dos países que estarão no Brasil para a disputa do campeonato. Descobri que esta é a segunda vez que a Copa do Mundo será realizada no aqui. Agora é começar a leitura dos livros e a da biografia dos autores, tenho certeza que será só diversão!”

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Criticidade na Copa

D­esde que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de Futebol, e com a proximidade do megaevento, tudo o que envolve o tema tem gerado divergência de opiniões. A realização do torneio exigiu investimento pesado em várias áreas, como transporte, infraestrutura e, principalmente, a construção de novas arenas esportivas nas 12 cidades-sede. Diante desse cenário as professoras Edilaine Varize Poletine, Juliana Alcantara André e Zuleide Ghizzo que lecionam aos quintos anos da Escola Municipal Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, realizam atividades que enfocam mais do que o amor pela seleção verde e amarela. Nas semanas que antecedem o campeonato, elas desenvolveram propostas de reflexão sobre os impactos da Copa, em diferentes áreas.

“Gosto muito de trabalhar temas polêmicos a partir das reportagens do jornal. Acredito que enriquece o conhecimento e o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos”, comenta Zuleide.

A professora Juliana conta que o impresso amplia o universo do estudante, e o forma leitor capaz de pensar e expressar opiniões. “Este trabalho, em específico, gerou um grande debate sobre assuntos referentes aos problemas do Brasil”, acrescenta.

As produções realizadas envolvem não só a cultura dos países participantes e os títulos ganhos pela seleção brasileira, mas também a reflexão das revoltas de algumas categorias trabalhistas contra a realização do mundial de futebol em nosso país, os gastos exorbitantes, e a falta de qualidade na saúde, educação, moradia, entre outros fatores que são considerados precários em nosso país.

“Aproveitei a estimativa publicada no Diário sobre os possíveis países para as quartas de final e pedi que as crianças entrevistassem algumas pessoas para saber quais seleções eles acreditam que podem chegar às semifinais. Após essa atividade, questionei os alunos a falarem a respeito do que gostariam que acontecesse nos dias dos jogos”, enfatiza a professora Edilaine.

O estudante João Vitor Scarpin comenta que o mais importante é o que vamos mostrar aos estrangeiros, e isso inclui a boa educação. A aluna Nayra Jeniffer completa, “os manifestos são importantes sim, mas não da forma com que estão acontecendo. Quebrar lojas e ônibus não vai resolver a situação, afinal, todos sabem que com violência não se consegue nada”.

“Em um país no qual a saúde e a educação ainda são deficitárias, é natural que surjam muitas opiniões contrárias à realização do evento. Em contra partida, nosso papel é torcer pela seleção brasileira”, enfatiza a coordenadora Maria de Fátima Bortolucci de Mello.

Edilaine finaliza expondo que o trabalho com o jornal sempre é bem vindo à sala de aula, pois enriquece na leitura e no desejo de estar bem informado sobre tudo aquilo que acontece na comunidade. “Algo que transforma a criança num ser crítico, consciente e conhecedor de seus direitos e deveres.”

ENTREVISTA. Alunas questionam a coordenadora Maria de Fátima, sobre quem ela acredita que chegará as semifinais da Copa do Mundo.

ENTREVISTA. Alunas questionam a coordenadora Maria de Fátima, sobre quem ela acredita que chegará as semifinais da Copa do Mundo.

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