Tendas estimulam a leitura em Maringá

Aquele programa, desejado por muitos, de poder ler uma poesia ou história sentado no gramado de uma praça, já acontece aqui em Maringá. As escritoras Vera Margutti e Ângela Ramalho são as responsáveis pelo Projeto Tendas Literária que tem por objetivo incentivar a leitura e a escrita, através de atividades com o uso de materiais lúdicos e pedagógicos.

Todos os domingos, na praça em frente ao Parque do Ingá, as escritoras oferecem oficinas de poesia, contação de histórias e atividades com pinturas e fantoches. “Foi um grande sucesso desde a inauguração. Recebemos fluxo de crianças e até de adultos que já tem o hábito de frequentar o espaço para as atividades físicas e aproveitaram para participar e interagir diretamente com manuseios de livros, tanto infantis e juvenis, quanto de poesias”, destaca Vera.

No espaço, os visitantes encontram as “Sacolas da Leitura” que contém a biografia, poemas e atividades pedagógicas sobre algum escritor. Lembrando que é possível conhecer obra de grandes autores brasileiros, como também de maringaenses que se destacam na literatura.

“Eu adoro ler, por isso todo domingo peço para minha mãe me trazer aqui. Quando eu crescer quero ser escritor”, faz planos o pequeno Arthur Silva Yaedo, de cinco anos.

Colchonetes, almofadas, e mesas e cadeiras infantis compõem o espaço. Prateleiras de livros ficam expostas para que as pessoas se sintam chamadas à leitura, pra que assim, o momento de aprendizado seja prazeroso.

“Minha filha está encantada com as tendas. O trabalho das escritoras é de extrema importância, pois além do incentivo à leitura, nas atividades de pintura, por exemplo, se desenvolve a coordenação, na contação de histórias a concentração, como também a oportunidade de interagir com a cultura”, enfatiza a administradora, Renata Schendorf.

Ângela comenta que as histórias contadas, lidas e até cantadas ao ritmo do violão chamam a atenção de todos que transitaram por ali. “As pessoas não resistem, chegam movidos pela curiosidade e vão parando, sentando e acabam participando desse momento lindo da literatura no centro da nossa cidade canção.”

Outra iniciativa das responsáveis pelo projeto é a “Poesia na Bandeja”, na qual são distribuídos cerca de 400 fragmentos de poesias, ao público que aproveita o domingo para passear.

“Estas tendas são fascinantes. É uma oportunidade que as pessoas têm de deixar a internet de lado e viver a experiência da leitura em seu suporte mais tradicional, o livro”, conta a professora, Carla Nunes Agostinho.

As escritoras Ângela e Vera estão fazendo agendamentos para as crianças e adolescentes que queiram declamar poesias ou contar histórias. É só ir até o espaço e informar o nome do participante. As tendas estarão montadas no Parque do Ingá até o primeiro domingo do mês de maio. Quem não conhece as atividades do Projeto, ainda está em tempo.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

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ONG auxilia produção de jornais escolares

O jornal escolar, prática incentivada pelo Diário na Escola e já inserida na rotina de muitas instituições de ensino, faz parte da educação desde 1920, impulsionada pelo educador francês Celestin Freinet. Por acreditar nos benefícios ao estimular a produção desse tipo de informativo por alunos, a Organização Não Governamental (ONG) Comunicação e Cultura criou o “Portal do Jornal Escolar” que tem a missão de contribuir para a disseminação de jornais escolares e a qualificação do seu uso, como instrumento de uma proposta pedagógica que permite à escola assumir as mudanças produzidas pelo desenvolvimento da comunicação. Na coluna do Diário na Escola de hoje você confere uma entrevista com o coordenador geral da ONG, Daniel Raviolo.

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Sociólogo por formação, em que momento da sua carreira surgiu o estímulo para o auxílio no trabalho da produção de jornais escolares?

Foto entrevistado - opção 01DANIEL: Fundamos o Comunicação e Cultura em 1988 para trabalhar com jornais comunitários em Fortaleza. Esse projeto deu muito certo, e com a circulação desses jornais, estudantes e professores começaram a entrar em contato conosco, solicitando apoio. A partir de 2002 começamos a apoiar uma escola, dentro de um projeto comunitário, e em 2005 entramos de cheio em toda a área escolar.

  1. Conte aos nossos leitores alguns dos resultados que você já acompanhou após os professores inserirem a mídia impressa em suas aulas.

É um relato muito comum dos professores o aumento do interesse das crianças pela escrita, o que é bem compreensível. A escrita na escola é apenas um exercício, pois as produções não saem do caderno, não tem vida real. O único leitor é o professor. Ao escrever no jornal, o estudante participa de uma comunicação real, vai ser lido na comunidade educativa. Os estudantes, mesmo crianças, entendem perfeitamente a diferença e o interesse pela escrita aumenta espontaneamente. Ela ganha um significado.

  1. O senhor acredita que o desenvolvimento de textos para um jornal oportuniza ao aluno a liberdade de expressão? Podendo, assim, crianças e adolescentes exteriorizarem necessidades, sentimentos e tendências?

Foto AbreSempre digo que a melhor maneira de “matar” um jornal escolar é fazer que seja o mais parecido possível com um exercício escolar, obrigando os estudantes a escreverem sobre os temas que os professores escolhem. Ao contrário, sua pergunta sugere a abordagem correta: fazer da expressão da criança, de seus interesses e inquietações, um ponto de partida para o domínio da escrita. Isto, além do todo, traz um tremendo benefício, pois a escola passa a ser identificada pelos alunos como um lugar onde são respeitados como sujeitos pensantes.=

  1. O jornal escolar pode ser uma alternativa para a indispensável ligação Escola-Pais?

Não diria uma alternativa, no sentido de ser excludente de outras possibilidades, mas certamente é uma grande contribuição. Isto tem de ser explicado, o que interessa não são as informações institucionais – para isso basta a direção escrever um pequeno informativo – mas o que o jornal mostra, através das produções dos alunos, como resultado do espírito pedagógico da escola e de seus valores. Nesse sentido, o jornal é uma espécie de “relatório vivo” da escola. Claro que os pais dos alunos que tiveram textos escolhidos sentem uma grande satisfação, mas o alcance da comunicação estabelecida pelo jornal com os pais é bem maior.

  1. A partir desta semana centenas de professores participantes do Programa Educacional O Diário na Escola passarão a receber exemplares de jornais para o trabalho de educomunicação em sala de aula. Que mensagem o senhor deixaria para eles?

Eu diria para essas professoras que a comunicação é a dimensão mais importante da cultura contemporânea, e que a pedagogia não pode ignorar esse fato. Para mim uma escola que não fala da comunicação é como se não falasse do meio ambiente ou da saúde, por exemplo. A influência dos meios de comunicação na vida de cada um de nós é muito grande, seja através dos conteúdos editorais ou da publicidade. Precisamos aprender a navegar e ser protagonistas desse mundo.

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Por que trabalhar o jornal em sala de aula?

Ana Gabriela BorgesPor Ana Gabriela Borges – Coordenadora Nacional do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Eu poderia citar vários motivos, mas destaco 4:

1 – A mídia impressa traz temáticas transversais ao currículo que podem ser debatidas em sala de aula. Esses temas contextualizam e dão maior significado aos conteúdos e disciplinas escolares. Além disso, os textos do jornal familiarizam os estudantes com a linguagem formal usada no ambiente escolar, acadêmico e profissional.

2 – Se bem explorado, o jornal é um ótimo recurso para melhorar a expressão oral e escrita dos alunos. Ele é capaz de fomentar debates e formar opinião. Permite ainda que os estudantes façam seu próprio jornal (varal, mural, falado, fanzine) e que exprimam sua opinião por meio dele.

3 – O jornal permite a leitura crítica, a comparação editorial, a análise e leitura das entrelinhas e uma visão de que um mesmo fato pode ser noticiado de formas diferentes, dependendo do ponto de vista.

4 – O uso do jornal em sala de aula está alinhado com diversas políticas públicas e diretrizes educacionais, como por exemplo: Plano Nacional de Educação, Diretrizes Curriculares, Mais Educação, Programas de Letramento e de Mídias na educação e com as avaliações nacionais. Tudo isso faz com que o professor não precise parar o que está fazendo e muito menos mudar sua rotina em sala de aula, pois o jornal não concorre com as tarefas do cotidiano. Pelo contrário, é um recurso muito enriquecedor da prática docente e do processo ensino-aprendizagem.

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Jornal volta às escolas

“No ano passado, eu e minha turma sempre víamos o quinto ano realizando atividades com os jornais e sentíamos curiosidade em conhecer o material. Nesta semana recebemos a notícia de que agora é a nossa vez de estudar através do Diário. Estou ansiosa! Tenho certeza que as aulas serão mais interessantes”, destaca a estudante da Escola Municipal Flávio Sarrão, de Cruzeiro do Sul, Mariana Lima Peres.

envio dos jornais à escola 03A partir de hoje, cerca de dez mil alunos terão a oportunidade de realizar a leitura do jornal O Diário do Norte do Paraná todas as semanas. Há 14 anos no mercado, o Programa Educacional O Diário na Escola proporciona momentos de aprendizado em sala de aula, com base nas notícias publicadas no impresso.

Os professores que fazem parte do Diário na Escola relatam que o jornal estimula o aluno a ter visão ampla dos fatos ocorridos e proporciona um trabalho diferente com os recursos que a comunicação oferece. A exemplo das tabelas, gráficos, opiniões de especialistas, humor e assuntos que exploram a interdisciplinaridade.

“Na Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, a participação no Programa é muito importante para o trabalho do professor, pois traz conteúdos que resultam em qualidade no aprendizado dos alunos. Com o jornal podemos acrescentar e apresentar às crianças outros tipos de textos e atividades, não só aquelas que encontramos nos livros didáticos. Dessa maneira ampliamos o conhecimento do educando a partir de uma ferramenta atualizada”, enfatiza a diretora da escola, Selma Pelisson.

O DIARIO NA ESCOLA_13Através de assessoria pedagógica com profissionais especializados nas áreas de Educação e Comunicação, o Diário na Escola oferece cursos de capacitação aos educadores, fator que possibilita a realização de um trabalho bem orientado em sala de aula. Em 2015, os participantes receberão formações sobre os descritores cobrados na Prova Brasil. A responsável pelo Programa, Loiva Lopes comenta que a proposta de um aprofundamento nos estudos em relação às habilidades exigidas pela avaliação vem ao encontro do anseio dos professores em trabalhar da melhor maneira possível com estes temas, e assim, fornecer ferramentas teóricas e didáticas de ensino.

A coordenadora dos Programas de Jornal e Educação no Brasil, Ana Gabriela Borges, acrescenta que as avaliações nacionais têm sido alvo de grande atenção de todas as escolas, pois mais do que um ranking elas retratam como está a educação no Brasil. “É importante se preocupar com a produção e a interpretação de textos, mas não só nos períodos de avaliação. Os professores e estudantes impactados por essa capacitação do Diário na Escola poderão perceber o quão rico e diversificado é o jornal em termos de tipologias e gêneros textuais. Esse trabalho certamente renderá bons frutos não somente nas avaliações, mas para a vida de todos os beneficiários, sejam eles diretos (educadores) ou indiretos (estudantes). Parabéns pela iniciativa!”.

O Programa também realizará dois Concursos Culturais durante o ano. A novidade é o primeiro, ainda neste semestre, intitulado “Notícias em Versos” – no qual os alunos terão o desafio de transformar uma notícia do Diário em poesia. E após as férias de julho, mais uma edição do tradicional Concurso de Frases sobre a Semana Nacional de Trânsito em parceira com a concessionária de rodovias, Viapar. As promoções do Programa premiam tanto os alunos, como os professores vencedores, para reconhecer o bom trabalho desenvolvido.

Aos diretores de instituições de ensino públicas e privadas de Maringá e região, lembramos que ainda é possível fazer parte! Para conhecer a dinâmica do Diário na Escola e das atividades oferecidas, entre em contato com a equipe pelo telefone: (44) 3221-6050.

 

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XXI Festa Cultural de Atalaia

CARTAZ  atalaiaA já tradicional Festa Cultural Escola Vânia volta a ser realizada na próxima sexta e sábado. Toda a equipe da instituição está trabalhando para apresentar aos visitantes o tema “OS QUATRO ELEMENTOS DA NATUREZA: ÁGUA, TERRA, FOGO E AR”. Assim, busca conscientizar a população sobre a importância da preservação e o consumo dos recursos naturais. Todos os conteúdos já foram apresentados aos alunos em sala de aula, de forma interdisciplinar, buscando o melhor entendimento do assunto.

A Festa que será realizada nos dias 13 e 14 de março, a partir das 20 horas terá apresentação de danças culturais retratando cada um dos elementos da natureza, sorteio de brindes, bingo de prêmios e show com o Musical Novo Stylo.

O evento conta com o apoio da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), Conselho Escolar, Prefeitura Municipal, Secretaria da Educação, patrocinadores e colaboradores da cidade e região.

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Política na escola

livroEm tempos de conflitos na área política do país, a ONG Comunicação e Cultura, com sede em Fortaleza, produziu a segunda edição revisada e atualizada do Livro do Educador, para o Programa Eleitor do Futuro, do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará. A publicação, com 110 páginas, é utilizada pelos servidores da Justiça Eleitoral nas atividades de educação política do Programa Eleitor do Futuro, fornecendo informações e subsídios metodológicos para as oficinas realizadas com adolescentes de 12 a 17 anos de idade, para estimulá-los ao exercício da cidadania e do voto consciente.

Veja aqui a publicação em PDF.

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A Matemática por trás da notícia

A interação da Matemática com assuntos do cotidiano, a partir de matérias publicadas em jornais, é uma rica fonte de informações e coleta de dados. Possibilita ao estudante analisar, discutir, apropriar-se de conceitos e formular suas próprias ideias, aprendendo de maneira explícita ou implícita, que ela está presente em quase tudo na nossa vida.

A aplicação de situações-problema no ensino da disciplina faz com que o aluno participe de atividades que desenvolvem seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática pode ser vista em diversas áreas do conhecimento.

20141104_141551Dentro deste contexto, a professora Fátima Regina de Oliveira Romualdo, que leciona no contra turno para crianças da Escola Municipal São Jorge, desenvolveu propostas didáticas nas quais os estudantes foram desafiados a aprenderem a tabuada e a conversão de valores, a partir de tabelas de índices e anúncios publicitários do Diário.

“Neste dia, junto com o exemplar do jornal veio um folheto informativo do Shopping China com os valores dos produtos todos em dólares. Para estimular os alunos a realizarem operações matemáticas, solicitei que nos indicadores do Diário eles encontrassem o valor da moeda, e fizessem a conversão dos preços em dólar para saber qual seria o valor da mercadoria em reais”, conta a professora.

Fátima comenta que com essa atividade as crianças aprenderam a usar inclusive a tabuada de maneira mais prática e sem sofrimento ou reclamações, como era de costume. “Sem contar a facilidade com que passaram a descobrir os valores em reais ao longo dos exercícios”, diz.

A aluna Jéssica Bicudo destaca que foram momentos de aprendizado e diversão, “não imaginava que a Matemática poderia ser tão legal.” A colega Débora Anastácio completa, “aprender sem perceber que se está em uma atividade, torna tudo mais interessante.”

“O jornal tem auxiliado o meu trabalho e acrescentado nas atividades escolares. Como resultado, tenho constatado grande melhora no desempenho das crianças em sala de aula”, destaca a professora.

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Os desafios da escrita

Foto Abre 01Motivar os estudantes a escreverem pode ser um verdadeiro desafio, mas tendo em vista a necessidade da escrita na vida cotidiana é fundamental encontrar maneiras que tornem a atividade mais simples e divertida. A escritora e colunista, Lu Oliveira esteve em um bate-papo com mais de 200 profissionais da educação participantes do Diário na Escola, realizado a partir do tema “Prô, tô sem inspiração para escrever! – E agora José?”.

“Um dos principais motivos que fazem crianças e adolescentes fugirem do encontro com o papel e o lápis é a falta de inspiração. Por isso, o nome da palestra. Por muitas vezes ouvi os alunos me dizendo que não podiam escrever, pois não estavam inspirados. Realmente existem dias em que não estamos extremamente dispostos, mas nestes casos é preciso treinar formas para externar o que pensamos”, destaca Lu.

A palestrante que trabalha com a disciplina de Redação há mais de 15 anos, compartilhou com os colegas algumas de suas experiências. “Enfrento em sala de aula a difícil tarefa de fazer os estudantes escreverem – missão comum para aqueles que lecionam Língua Portuguesa – uma missão diária, por isso é preciso muita dedicação”, diz.

Foto Abre 02Lu enfatiza que educar é um desafio sim, mas todos aqueles que estão à frente do tablado optaram por permanecer neste caminho. Diariamente professores se veem na situação de lidar com a falta de vontade do aluno, neste momento, é preciso motivá-los, não se pode simplesmente desistir daquele desinteressado. “A inspiração é uma inquietação, quem não se incomoda, se acomoda”, ressalta.

Durante a conversa a ministrante ofereceu algumas sugestões para tornar o trabalho mais fácil, pois a escrita exige leitura, troca de informações, pesquisas e correções textuais. Uma das dicas é provocar a inspiração no aluno, e isso é possível a partir da conversa sobre temas do cotidiano dele ou mesmo experiências, reflexões e sensações já vividas.

Apontamentos sobre “transpiração” também foram destacados. Lu conta que, na medida do possível, é preciso estimular os alunos a escreverem por provocação, com a intenção de fazer com que eles despertem emoções, reações e, assim, “transpirem” a escrita. No caso de pessoas apaixonadas pelos textos, como a própria palestrante, a tarefa costuma ser mais agradável. “Para mim, a própria vida já me serve de conteúdo, tudo me inspira e o tempo todo.”

Músicas, poemas, imagens e filmes são grandes aliados no trabalho do professor. Com o estimulo visual e sensorial, as palavras e ideias fluem com muito mais facilidade e a temida falta de inspiração, na maioria dos casos, vai embora. “A escrita exige treino, técnica e habilidade, mas, ao mesmo tempo, é um instrumento de libertação. A educação tem o poder de transformar, por isso precisamos ser educadores ousados. Educar é uma determinação diária”, diz Lu.

A secretaria da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli conta que a palestra foi bastante gratificante. “O conteúdo abordado de uma maneira muito leve, com palavras claras, seguidas de gestos e sorrisos suaves, coincidiu com os meus valores e com a maneira como eu administro a vida. Senti uma sinergia muito positiva entre a palestrante e a plateia”, enfatiza.

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Estudantes criam publicidade educativa

A vivência diária permite que convivamos com diferentes situações comunicativas. Isso acontece porque estamos inseridos em uma sociedade e, desta forma, compartilhamos ideias e opiniões com as pessoas que estão ao nosso redor. A todo instante nos deparamos com uma infinidade de propagandas, seja em jornais, outdoors, panfletos espalhados pelas ruas ou através da mídia televisiva. A finalidade deste tipo de texto é de persuadir, ou seja, o anunciante tem o objetivo de convencer o telespectador  – ou receptor – sobre a boa qualidade de um determinado produto para o convencer a adquiri-lo.

Preocupada com a quantidade de anúncios que as crianças visualizam todos os dias, a professora Iara Maria Pretti Elpidio relacionou a mídia à educação, em suas aulas. Com o objetivo de conscientizar os alunos da Escola Municipal São Jorge, Iara desenvolveu atividades nas quais as crianças utilizaram o poder do veículo de comunicação em prol da motivação ao aprendizado.

“Comecei o trabalho debatendo com os estudantes a diferença entre anúncio publicitário e propaganda. Enfatizando para que servem, onde podem ser encontradas e de que forma se apresentam”, destaca a professora.

Aproveitando o espaço de informática da escola, Iara instigou os alunos a pesquisarem o significado do gênero textual em estudo e alguns dos exemplos que podem ser encontrados na mídia.

Em contato com exemplares do Diário semanalmente, as crianças já têm embasamento do conteúdo em discussão, assim, exploraram o jornal identificando textos, imagens e frases de efeito que compõem as publicidades.

“Os estudantes pesquisaram, recortaram e colaram tudo o que encontraram no impresso, como também em outros veículos de comunicação. Os desafiei a revelarem se os recortes encontrados se referiam a anúncios ou propagandas e qual o objetivo de cada um deles”, conta Iara.

Com isso, os alunos se aperfeiçoaram quanto à interpretação dos conteúdos persuasivos e se tornaram mais críticos. “É um trabalho importante que desperta a nossa criatividade e ainda nos conscientiza dos riscos da mídia”, ressalta a estudante Eloah Guerino Matias.

A professora relata que as crianças se mostraram muito interessadas na proposta, por isso solicitou que todo o aprendizado fosse colocado em prática. “O trabalho final ficou por conta da produção de propagandas com o tema ‘escola e educação’ para exposição em um mural da escola. Cada criação ainda apresentou de gravuras, desenhos, frases e palavras em destaque para chamar a atenção da comunidade escolar”, diz.

“Gostei muito de criar uma propaganda, foi uma aula divertida em que usei minhas habilidades de desenho e escrita, assim como os publicitários fazem”, enfatiza a aluna Michelle Crubelati.

Com a atividade, a professora constatou que realmente as crianças aprenderem sobre o conteúdo em estudo e ainda conseguiram expor suas ideias de forma clara e objetiva. “Além do resultado dentro de sala de aula, ainda conseguimos despertar a atenção de toda a comunidade escolar sobre a importância do tema. Por várias vezes, vimos pessoas lendo e comentando sobre a atividade em exposição”, enfatiza.

“Uma proposta que teve início há meses, a partir do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a professora conseguiu que os alunos percebessem a importância da escola e da educação na vida deles. Foram momentos de reflexão e conscientização que, com certeza, serviram de exemplo para todos que tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho realizado”, conclui a coordenadora pedagógica da escola, Rozilene Cassanho Zago.

CRIAÇÃO

Confira uma das propagandas desenvolvidas pelos alunos da Escola Municipal São Jorge, após o estudo e conhecimento do gênero nas páginas do jornal.

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Preconceito é tema de debate escolar

A costa oeste africana e o litoral brasileiro, um dia, já estiveram conectados. Há 200 milhões de anos, os dois territórios começaram a se separar e assumiram as atuais posições afastados milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. As tradições, a cultura e a trajetória dos descendentes dos africanos escravizados compõem um objeto de estudo importante para todas as crianças e os jovens, negros ou não.

O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes, família, cultura e história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

Com o objetivo de valorizar a cultura afro brasileira, na última semana a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona na Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, desenvolveu um série de atividades aproveitando a data em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

IMG_0937“Os estudantes ainda conhecem pouco sobre essa cultura e é importante discutirmos o valor dos negros para a história brasileira. Aliado ao material didático utilizei a reportagem do Diário com a manchete ‘Mentes que se abrem devagar’ para complementar o trabalho de ensino-aprendizagem sobre o tema”, destaca Adriana.

A matéria do impresso apresenta informações sobre o avanço da situação do negro no Brasil, a exemplo das oportunidades de emprego, mas também cita casos de preconceito, infelizmente ainda existentes. Com dados sobre a origem da data comemorativa, quem foi Zumbi dos Palmares e o perfil da população negra brasileira, o conteúdo contribuiu para a aula da professora.

Depois do estudo da História e da leitura do jornal, a turma realizou um debate sobre o preconceito. “Diariamente vemos nos noticiários casos de racismo, algo muito triste. Pois a cultura afro contribuiu imensamente para a construção do nosso país”, ressalta o aluno Bryan Franklyn Furlan Trentin.

Para que toda a escola refletisse sobre o tema, Adriana e seus alunos produziram cartazes que foram espalhados pelos murais da instituição. A estudante Polliany Cristiny Monteiro comenta que muitos aspectos de nossa cultura, como a capoeira, tiveram origem nos povos africanos. “Devemos gratidão e respeito a eles”, diz.

O aluno João Victor Alves da Silva deixa uma mensagem “Zumbi dos Palmares foi um líder que lutou contra a opressão dos negros africanos. Em nosso dia-a-dia pequenas ações podem contribuir para acabar com o preconceito. Afinal, a cor da pele não tem nenhuma relevância, o que realmente merece valor é o sentimento que carregamos dentro do coração”, conclui.

A professora da turma ficou surpresa com o alto nível do debate em sala. “As crianças estão muito mais seguras para falar. A leitura do jornal, semanalmente, tornou os estudantes mais críticos e argumentativos, fatores importantes para uma aula rica em conteúdo e aprendizado”, conta Adriana.

Foto Abre

 

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Jornal na escola: variedade e conteúdo

Na Língua Portuguesa encontramos diversos tipos de textos que são utilizados conforme o objetivo que se quer atingir, por exemplo, se queremos contar uma história, usamos a narração. Se a intenção é descrever um objeto, usamos a descrição. No jornal, usa-se um tipo de narração especial em que o repórter conta um fato respondendo a questões básicas como: O que? Quem? Quando? Como? Onde? E por quê?. Conhecido como lide, ou a primeira parte de uma notícia, fornece ao leitor a informações básicas sobre a reportagem.

O impresso, assim como os livros, é composto por páginas. Estas são separadas por letras, que indicam as editorias ou cadernos. No jornal O Diário do Norte do Paraná, a primeira editoria é representada pela letra A, e as páginas são numeradas de 1 a 12, nas quais podemos encontrar informações sobre: Política, Cidades, Economia, Geral, Esportes, dentro outros.

Com tanta variedade de gêneros textuais e também de conteúdos, os exemplares do Diário tem auxiliado o trabalho da professora Geyce Fernanda da Silva Correa, da Escola Municipal João Freire de Carvalho, em Astorga. “Promover o hábito da leitura é um desafio diário, o uso do jornal em sala proporciona ao aluno o contato com a realidade de fatos cotidianos, algo que os motiva ao aprendizado”, conta Geyce.

Todas as semanas antes da realização de atividades, a professora repassa aos estudantes os vários tipos de textos que podem ser encontrados no impresso. Assim, quando os exemplares chegam à sala as crianças são dividas em grupos para folhear o material e debater opiniões.

“Estamos usando o Diário como suporte de estudo desde o início do ano letivo. Agora os alunos já conhecem os elementos que compõem a capa, a forma com que são divididas as editorias e até identificam os assuntos noticiados fazendo relação com outros meios de comunicação”, destaca a professora.

Nas últimas semanas Geyce dedicou o trabalho ao ensino das charges, dos anúncios e dos classificados, gêneros que as crianças visualizam, na maioria das vezes, apenas quanto tem contato com o Diário.

“Descobri que a charge, mais do que um desenho, faz crítica a assuntos vivenciados pela sociedade. Mas sem o uso da ofensa, apenas do humor”, comenta a aluna Lorena Eduarda.

A professora ressalta que, “o trabalho didático a partir do jornal faz com que o estudante amplie seu conhecimento e perceba que, no mundo em que vivemos, a comunicação é fundamental para o desenvolvimento do cidadão.”

Foto Submanchete

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Classificados em pauta

Quando alguém quer vender, comprar ou alugar algo, uma maneira bem simples de fazer isso é anunciando no jornal. Os classificados são caracterizados pelo número resumidos de linhas, falando de um produto ou serviço específico, de maneira breve e atrativa. As páginas repletas de ‘quadradinhos’ com letras pequenas muitas vezes são passadas despercebidas pelos alunos, mas a professora Berivalda de Jesus do Prado Sachi que leciona na Escola Municipal Antenor Balarotti, de Astorga, encontrou uma forma de tornar a leitura do Classidiário, mais dinâmica.

“O conteúdo desta editoria é de grande importância e faz parte da grade do ensino curricular. Por isso, ao invés de limitar o estudo ao livro didático aliei a proposta ao jornal, pois, assim, as crianças conheceram o gênero em seu suporte original e perceberam que entre aquela quantidade de pequenas palavras, há importantes informações”, destaca Berivalda.

Foto AbreNa discussão com os alunos sobre a funcionalidade dos classificados, a professora mencionou o processo de argumentação que é utilizado nesse tipo de texto, no qual há a intenção de persuadir o leitor. “Comecei o trabalho solicitando a leitura do Classidiário, para que cada estudante verificasse os detalhes que compõem o gênero em estudo”, conta.

Outra questão importante é o esclarecimento das abreviações, que tem por objetivo garantir agilidade na leitura e condensação de conteúdo, que em geral, conta com pouco espaço. Como exemplo: qtos (quartos); bwc (banheiro); pl (placa); pts (portas); dentre outras.

Berivalda comenta que os alunos ficaram eufóricos com tanta novidade que encontraram nos pequenos ‘quadrinhos’. Uma página que até então não recebia atenção nos momentos de leitura, tornou-se prazerosa.

Depois das crianças familiarizadas com o gênero, chegou o momento de produzir. Para confirmar o aprendizado, a professora solicitou que os estudantes criassem anúncios. Além da produção textual foi preciso escolher um bom produto para vender e, assim, tentar despertar a atenção do leitor.

“Foi uma aula bem divertida, aprendi sobre argumentos de vendas e tabela de preços. Gostei de saber que quando anunciamos algo em um classificado há resultados, pois existem muitas pessoas que compram o jornal interessadas nessa página, assim fica mais fácil vender ou alugar o que for preciso”, enfatiza a aluna Ana Luiza da Costa.

Assim que os textos ficaram prontos, Berivalda montou um cartaz semelhante à editoria do Classidiário. Os anúncios produzidos foram colados em uma cartolina para ficar em exposição nos corredores da escola e chamar a atenção de outros estudantes, e também leitores do Diário, sobre a importância desse gênero textual.

“Trabalhar com o jornal em sala de aula enriquece o meu planejamento pedagógico. A forma interdisciplinar de inseri-lo nas atividades favorece o aprendizado do aluno e proporciona momentos mais dinâmicos em classe. No estudo dos classificados, o entusiasmo da turma foi geral, pois descobriram que qualquer um pode anunciar algo no jornal, inclusive eles. Por fim, se conscientizaram da importância desse caderno dentro do Diário”, ressalta Berivalda.

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CLASSIFICADOS

Confira alguns dos anúncios produzidos pelos alunos da Escola Antenor Balarotti:

VENDE-SE

Dois carros Gol 1.0, ano 2007/2008. Fone: (44) 9918-86157. Preço de ocasião: R$ 25.000,00 cada. Vendo com urgência!

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Tablet orange, internet 4GB, memória 1.0 GHZ. Android 4.2.2 digital, memória ran 512 mb. De R$ 300,00. Por apenas: R$ 280,00. Fone: 3234-11262

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Celular rosa, Samsung galaxy S4. Tratar com Maria Eduarda na rua Santa Catarina, 163. Fone: 9966-10085. Valor: R$ 2.500,00

 

 

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Violência é tema de debate e reflexão escolar

Os crimes estampados nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios e os contrabandos têm levado crianças e jovens a perderem a esperança de que ainda seja possível viver em uma sociedade justa e igualitária. Levar esse tema para a sala de aula já nas séries iniciais é uma forma de trabalhar com um assunto controverso, mas presente em nossas vidas que oportuniza momentos de reflexão e auxilia na transformação social. Pensando nisso, a professora Suzi Aparecida de Souza Rosário que leciona na Escola Municipal Vânia Maria Simão, em Atalaia, desenvolveu atividades a partir das notícias do Diário relacionadas à violência.

“Nas instituições de ensino, as relações do dia-a-dia devem traduzir respeito ao próximo através de atitudes que levem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto pedagógico. Aliar isso ao estudo do jornal oferece credibilidade e confiança para mostrar às crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta, sem o uso da agressão”, destaca Suzi.

Com recortes de notícias impressas, revistas, filmes, músicas, jornais televisivos, dentre outras formas de comunicação, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa forma de criar um ambiente educativo e dinâmico.

Em Atalaia os estudantes iniciaram o trabalho com um debate, no qual expuseram seus conhecimentos sobre tudo que envolve os diferentes tipos de violência. “Adorei fazer esse trabalho, pois me ensinou que atitudes de respeito também podem contribuir para a segurança de todos os cidadãos”, enfatiza o aluno Vítor Hugo Bonifácio Fulgêncio.

Após a conversa, as crianças iniciaram uma pesquisa no jornal O Diário para identificar notícias de crimes que aconteceram próximo da região em que vivem. “A aula foi muito interessante, pois ampliou os meus conhecimentos. As reportagens me fizeram refletir a respeito dos perigos por falta de segurança pública”, ressalta a estudante Jeniffer Cristina Diniz Ramos da Silva.

Suzi conta que uma das manchetes em que houve maior destaque durante a leitura do impresso foi “Trio armado assalta madeireira”, fato ocorrido em Maringá no qual os bandidos renderam funcionários e clientes levando pertences e dinheiro. “A partir disso, decidi trabalhar questões de segurança, com mais conversa entre a turma e dicas de como se prevenir de assaltos, produzimos um acróstico sobre o tema em questão. Uma ótima forma de fazê-los refletir a respeito das ações que cometemos diariamente e que podem nos expor a situações de criminalidade”, ressalta a professora.

Ao final do trabalho, o acróstico ficou em exposição no corredor da escola para que toda a instituição tivesse acesso ao conhecimento e reflexão do tema em estudo. Suzi diz que foram atividades gratificantes de serem realizadas. “Constatei que além da pesquisa e do debate, os alunos passaram a analisar os casos de violência e pensar em formas para garantir segurança aos cidadãos.”

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

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Alunos trocam cartas para estudar o gênero

Foto AbreAs cartas são uma forma de produção textual existente desde que o homem necessitou de comunicação à distância ou mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram produzidas em forma de símbolos. No entanto, com a evolução da informática hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento em velocidades instantâneas. Com isso, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão.

Para estudar o gênero textual carta e oportunizar a experiência de se comunicar com pessoas de outra cidade através de um pedaço de papel, a professora Suelena Yoshie Giraldelli, que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé, desenvolveu o projeto “Intercâmbio” com seus alunos do quinto ano.

Os funcionários dos Correios do município, Marina Abramoski Nogueira e André Luiz Lopes auxiliaram a professora durante o trabalho. Eles foram até a escola e explicaram às crianças como seria o projeto, qual a estrutura de uma carta e também os procedimentos para preencher um envelope. “É uma iniciativa da rede Correios estar dentro das escolas, a cada ano desenvolvemos algo diferente, para este momento aliamos nosso trabalho com o currículo escolar e os resultados foram excelentes”, comemora Marina.

“A maior alegria dos alunos, sem dúvidas, foi ir à sede dos Correios levar as correspondências para selar e serem enviadas ao destinatário. Afinal, é uma experiência que nunca tinham vivido antes. Algo tão simples e ao mesmo tempo, novo”, destaca a professora da turma.

O trabalho realizado durante cerca de 30 dias contou com a colaboração de estudantes de Ângulo, que após receberem as cartas dos colegas – ainda desconhecidos – de Itambé, também foram desafiados a responder as correspondências.

“Foram dias de ansiedade pela espera da carta da aluna de Ângulo, Emilly Taissa Silva. Eu nunca havia escrito e muito menos recebido algo dos Correios. Além de divertido, foi uma oportunidade para fazer novas amizades”, conta a aluna de Itambé, Ana Heloisa Beltram de Oliveira.

As professoras também entraram na brincadeira. “Me correspondi com a educadora Silvia Cavalari e fiquei na expectativa para conhece-la pessoalmente”, diz Suelena.

“As crianças falavam dos colegas do outro município, como se fossem amigos de longa data. Já sabiam o número de irmãos, qual o animal de estimação e outras informações pessoais”, enfatiza Marina Nogueira.

Depois das conversas escritas, alunos e professores tiveram a oportunidade de se encontrar. Os estudantes de Itambé foram até a escola de Ângulo para desvendar a curiosidade de saber com quem trocaram mensagens. No encontro, em um primeiro momento a timidez tomou conta das turmas, mas minutos depois as crianças já estavam lanchando juntas, brincando, e claro – em tempos de tecnologia – trocando números de celular para não perderem o contato.

Suelena aconselhou os alunos a não perderem o hábito da comunicação via carta e ressalta que, “a atividade ultrapassou os limites do estudo do gênero textual e oportunizou novas amizades. Foi um trabalho gratificante!”

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Publicidade no jornal é base para atividades de matemática

A busca por recursos que possibilitem fazer uma relação entre os conteúdos propostos em sala de aula, com as questões do dia-a-dia do aluno é um dos grandes desafios dos professores que procuram inserir textos para que de uma forma interdisciplinar façam com que as crianças se interessem e procurem informações sobre diferentes assuntos, tais como: política, economia, saúde, geografia, história entre outros. Para despertar a atenção dos estudantes na disciplina de Matemática, as professoras Elisângela Nodari de Oliveira e Nilza Guidini Valentini que lecionam na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, realizaram o trabalho de alfabetização matemática a partir dos textos da esfera jornalística.

“A aplicação de situações-problema possibilita ao aluno participar de atividades que possam desenvolver seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática está presente em diversas áreas de conhecimento”, destaca Nilza.

Durante a prática, as crianças leram exemplares do Diário e organizados em equipes escolheram anúncios publicitários que, posteriormente, foram utilizados como base para a elaboração de situações-problema, seja no campo aditivo – adição e subtração – ou no multiplicativo – multiplicação e divisão.

“De acordo com os materiais sugeridos pelo Programa Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), tais atividades contribuem para a construção de esquemas que favorecem o processo de compreensão das operações básicas. Do mesmo modo, permitem a interação das crianças com diferentes formas de registros simbólicos, neste caso, com os gêneros presentes no jornal”, ressalta Elisângela.

A aluna Letícia Camily Ryzik comenta a diversão em realizar a atividade. “Foi uma aula muito diferente, aprendi matemática brincando, não imaginava que isso seria possível.” A colega Juliana Maria dos Anjos completa, “elaborar enunciados de questões a partir do jornal nos deixou mais criativos e ainda nos proporcionou conhecimento dos fatos que ocorrem ao nosso redor”, diz.

“O uso do Diário como recurso pedagógico é uma ferramenta que enriquece a prática em sala de aula, ainda mais quando associado ao currículo escolar, pois contribui para a ampliação do vocabulário do aluno, auxilia na interpretação dos textos e reflexão dos assuntos lidos”, conclui a diretora da escola, Maria Luiza Macedo da Silva.

PRODUÇÃO

Confira as situações-problema desenvolvidas pelos alunos do 3º ano, a partir de publicidades do Diário.

 

fan pageO Diário na Escola está realizando um concurso sobre a Semana Nacional do Trânsito e as sete melhores frases vão ganhar uma bicicleta. Cada uma custa R$ 350 reais. Quanto os patrocinadores vão gastar com as sete bicicletas?

Resposta: R$ 2.450,00 reais.

 

anuncioEm Maringá 932 pessoas foram infectadas pelo mosquito da dengue. Já foram curadas 864 pessoas. Quantas pessoas ainda precisam ser curadas?

Resposta: 68 pessoas.

Na casa de Júlia tem 27 garrafas com água parada. Alguns alunos foram até a casa dela e recolheram tudo em três baldes para não deixar que o mosquito da dengue se prolifere. Quantas garrafas couberam em cada balde?

Resposta: 09 garrafas por balde.

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