Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

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Educadora apaixonada pela profissão fala de suas experiências

IMG_5100Professora há 20 anos, Angela Alves Martins Silva conta ao Programa sobre sua experiência de vida, os desafios da carreira e os momentos prazerosos da profissão. “É possível e necessário transformar pessoas, formar bons cidadãos e mudar a sociedade como um todo”, diz Angela, que é formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), especialista em Neuropedagogia na Educação, e atualmente leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi. “Cada dia há um obstáculo a ser superado, mas aliado a isso há também novas conquistas, o que torna a rotina muito gratificante.”

Para conseguir tantas vitórias, desde pequena, Angela batalhou muito. Filha do pedreiro, Manoel Alves Martins e da dona de casa, Geralda Alves Martins, a professora teve uma infância difícil ao lado de outros 15 irmãos. “Quando criança, nossa situação financeira foi muito pobre, mas a educação familiar era riquíssima. Meus pais me ensinaram valores que carrego comigo até hoje, e diariamente, tento repassar a mesma criação para meus dois filhos.”

Ela que sempre sonhou em seguir uma carreira profissional em que pudesse crescer e vencer na vida, passou toda a sua trajetória escolar em instituições públicas, muitas vezes, dividindo o material básico para uso em sala de aula, com os irmãos. “Eu acreditava que um dia aquela situação iria ser diferente”, fala.

Sabendo que para ter um futuro melhor precisaria cursar uma faculdade, Angela desanimou por diversas vezes, pois não tinha recursos financeiros para custear um curso preparatório para o vestibular da UEM ou a faculdade privada, mas mesmo assim nunca desistiu da vontade de conseguir realizar o próprio sonho, e o de seus pais, que ficariam contentes em ter um filho graduado.

“Quando pequena eu achava lindo ser professora, e até hoje me lembro da educadora Vera, que me alfabetizou. E foi assim que tracei meu futuro. Decidi ensinar, e assim, transformar a minha vida e quem sabe, fazer a diferença na vida de muitas crianças”, relata.

Depois de formada no antigo curso de Magistério, Angela passou em um concurso público em Sarandi e conseguiu sua primeira turma de alunos. Mas ainda havia mais uma batalha, o curso superior. “Com muita dedicação, consegui ser aprovada na UEM, nem acreditei quando vi meu nome na lista, era mais do que um obstáculo vencido, foi o momento em que realizei meu sonho”, comemora.

Como uma boa educadora, ela não parou mais de estudar, além da especialização, anualmente Angela participa de diversos cursos de capacitação oferecidos pela rede municipal de ensino, buscando, sempre, o aperfeiçoamento profissional. “Abraço as causas da educação com amor e valorizo cada pessoa envolvida no processo de ensinar. Meu maior prazer é constatar o aprendizado do aluno, perceber que de alguma forma eu estou contribuindo para um futuro melhor para aquela criança, assim como os meus professores da infância fizeram por mim.”

IMG_5085Por um tempo, a professora lecionou para a educação inclusiva. “Este período foi de muito aprendizado. Cada ser humano tem suas qualidades e seus limites, os quais a escola e os profissionais da educação devem estar preparados para receber esses alunos.”

Angela destaca que o sistema educacional passa por desafios, mas, ainda assim, não perdeu qualidade. “Os recursos tecnológicos estão cada vez mais presentes em sala de aula, algo que torna o processo de aprendizagem inovador, além dos projetos educacionais que somam ao currículo escolar a ser aplicado pelo educador. Acredito que com dedicação e amor pelo que se faz é possível oferecer um ensino voltado para as necessidades dos alunos e, com isso, transformar toda uma sociedade”, diz, esperançosa.

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Resultado: Estudantes produzem jornal mural

Na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, os exemplares do Diário além de serem um material informativo, fazem parte do processo de aprendizagem dos alunos. Semanalmente a professora, Rosângela da Silva Oliveira realiza atividades que proporcionam às crianças o estudo do conteúdo didático aliado aos textos de circulação social.

“O jornal em sala de aula proporciona subsídios para que os estudantes possam praticar a leitura e compreender os diferentes gêneros textuais, com isso entendem assuntos do cotidiano, de uma forma mais simples. Percebo que ao ler o Diário o aluno interage com a realidade e faz reflexão sobre as notícias”, enfatiza a Rosângela.

Após meses de trabalho com o impresso, as crianças já identificam os elementos que compõem a capa e os cadernos de conteúdo. Em uma das manhãs de atividade com o material, a professora solicitou que, como de costume, cada aluno realizasse a leitura das matérias publicadas.

“Eu adoro o momento de produção com o Diário, porque sempre descubro coisas interessantes e volto para casa bem informada”, conta a estudante, Alexia Vitória Lima Neves.

Ao constatar que as crianças estavam preparadas para um desafio maior, Rosângela as dividiu em grupos e repassou a proposta da aula, a produção de um jornal mural. “A partir deste momento a classe toda se empolgou pela oportunidade em criar textos da cidade em que vivem”, relata a professora.

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Para isso, cada grupo ficou responsável por uma parte do impresso. Com o nome “Jornal da Tarde” os alunos escreveram notícias para os diferentes cadernos, entrevista pingue-pongue, gráficos, previsão do tempo, anúncios publicitários e classificados.

A estudante Juliana Bezerra fala sobre a diversão em criar os conteúdos. “A sala toda interagiu e discutimos sobre os temas a serem publicados”, e a colega Camili Silva de Oliveira completa, “com a leitura do Diário eu aprendi a escrever palavras novas e melhorei a minha pronúncia”.

Depois de todos os textos prontos, as crianças fizeram a diagramação do material com desenhos e imagens ilustrativas, não esquecendo do destaque para o cabeçalho e para as manchetes. “Foi um trabalho maravilhoso, ver o resultado me deixou cheia de orgulho”, ressalta a professora Rosângela.

Para que toda a equipe da escola tivesse a oportunidade de se manter informada sobre as notícias e os anunciantes de Doutor Camargo, o “Jornal da Tarde” ficou em exposição para leitura.

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Prova Brasil é tema de capacitação pedagógica

A Prova Brasil é uma avaliação do sistema público de ensino do país. Realizada por amostragem com alunos de 5° e 9° ano do Ensino Fundamental, o teste aplicado avalia os conhecimentos dos estudantes em leitura e resolução de problemas. O intuito, porém, não é avaliar apenas o estudante e sim utilizar os resultados obtidos para promover um diagnóstico da situação do ensino no país, já que os dados coletados na prova são usados para calcular o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Preocupados em oferecer um bom ensino aos alunos, a coordenação da secretaria de educação de Sarandi solicitou ao Diário na Escola uma formação para auxiliar o professor a preparar a criança que irá realizar a Prova Brasil no ano que vem.

Foto Submanchete“A formação continuada é essencial para a melhoria da qualidade de ensino e na valorização dos profissionais. Buscamos constantemente parcerias e mecanismos para potencializar essas orientações pedagógicas na perspectiva de um trabalho de qualidade”, destaca a secretária da educação do município, Adriana Palmieri.

Ministrada pela professora doutorando em linguística pela UEM, Adélli Bazza a capacitação “Prova Brasil: descritores de leitura a partir de gêneros presentes no jornal” apresentou discussão teóricas, estudo dos níveis de leitura e o desenvolvimento de exercícios.

“O objetivo foi demonstrar aos professores que os descritores sugeridos pela Prova Brasil são uma sistematização para avaliação de habilidades que já são, ou deveriam ser, desenvolvidas nas aulas de Língua Portuguesa. Estes, portanto, não constituem um conteúdo a mais para ser trabalhado. Bem como, as habilidades avaliadas na prova não são desenvolvidas apenas quando a criança chega ao quinto ano, mas ao longo de toda a formação do aluno”, ressalta Adélli.

Adriana Palmieri fala sobre a importância do Diário no processo de ensino-aprendizagem. “Os meios de comunicação estão presentes no discurso da sala de aula, geralmente são mais lúdicos e envolventes, dessa forma modificam a forma de relação das crianças com a informação e o conhecimento, permitindo assim novas formas de ver o mundo, de pensar e de agir”.

A secretária comenta que o papel dos professores nesse processo é essencial, pois eles contribuem de forma qualitativa, e assim, ao formar um aluno crítico e pensante também ampliam as ações para melhorar a avaliação da Educação Básica por meio da Prova Brasil.

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Projeto escolar faz homenagem a Vinícius de Moraes

Na Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, as últimas semanas foram de muito trabalho. Diretoria, coordenação, professores e estudantes se uniram para desenvolver uma série de atividades relembrando as boas obras de um artista que deixou marca em seu público, Vinícius de Moraes. Entre as propostas realizadas estão a confecção de um jornal informativo e a apresentação de um recital das poesias do autor. “O projeto contou com grande envolvimento dos profissionais que compõem a escola, dos quase 400 alunos e dos pais das crianças”, destaca a secretária da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli.

Para iniciar as atividades, os estudantes pesquisaram sobre a história de vida e as obras do poeta. Na biblioteca e divididos em grupos, as crianças realizaram a leitura dos poemas de Vinícius para que, em seguida, fizessem uma apresentação oral em sala de aula. Desta forma, a classe toda teve a oportunidade de conhecer os diferentes textos escritos pelo autor e ainda treinar a oralidade para o dia do recital.

“Na disciplina de Artes, estudamos a biografia do “Poetinha” – como Vinícius era conhecido – e a partir disso começamos a construção de um autorretrato para ser exposto na escola”, conta a professora, Maria Aparecida Santana.

A base de todo o trabalho foi no livro de poesias infantis “A arca de Noé”, obra que Vinícius escreveu para seus filhos Suzana e Pedro de Moraes. Anos depois, os poemas foram transformados em músicas e se popularizaram entre as crianças. Com isso, muitas gerações têm nessas letras uma porta de entrada para o mundo da literatura e da música popular brasileira.

“Com o estudo das obras os alunos ampliaram universos culturais e musicais, assim, foi despertado o estímulo à leitura e as crianças interagiram nas aulas de modo criativo e transformador”, comenta a coordenadora Dulcimara Moresqui Melo Decol.

O encerramento das atividades foi realizado com o recital “Uma tarde com Vinícius de Moraes”, no qual os estudantes cantaram, dançaram e encenaram textos que são conteúdo da obra “A arca de Noé”.  “Me senti presenteada pela beleza e graça dos alunos em suas caracterizações. Foi possível ver o empenho e a dedicação dos professores, que ensaiaram as crianças, sem perderem de vista a inocência e a pureza infantil”, ressalta Maria Eliza.

Como trabalho final, professores e alunos aproveitaram o conhecimento adquirido durante essas semanas de estudo e desenvolveram um jornal informativo sobre a vida do poeta. “As crianças produziram todos os textos, os desenhos – que representam as fotos – e ainda criaram a diagramação do material”, fala a professora Suelena Yoshie Jaqueta.

APRESENTAÇÃO. O aluno Carlos Eduardo Ávila representou o poeta Vinícius de Moraes durante o recital, na escola.

APRESENTAÇÃO. O aluno Carlos Eduardo Ávila representou o poeta Vinícius de Moraes durante o recital, na escola.

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Educação de Sarandi realiza Congresso e Feira Cultural

congressodiarioO I Congresso de Educação de Sarandi (CES) acontecerá nos próximos dias 15, 16 e 17 de outubro e busca mobilizar os profissionais da área. O evento é uma iniciativa da coordenação da Secretaria Municipal de Educação de Sarandi (SMED) e tem como objetivo socializar os trabalhos que vêm sendo realizados dentro dos espaços escolares.

“Desde que assumi a secretaria, há um ano, tenho pensado em valorizar o educador da rede municipal. O Congresso é fruto de um trabalho em equipe, de parcerias com doutores e mestres e que irá mostrar as boas ações que são desenvolvidas nas escolas. Aproveitamos o mês em que se comemora o Dia do Professor para lembrar a importância diária deste profissional”, destaca a secretária da educação de Sarandi, Adriana Palmieri.

A proposta é reunir professores, coordenadores, diretores, alunos e demais profissionais da SMED, juntamente com a comunidade de outros municípios para debater e apresentar as práticas que vêm sendo realizadas nas Escolas Municipais e nos Centros Municipais de Educação Infantil, bem como o trabalho das instituições educacionais privadas.

O evento contará com apresentação de artigos científicos – previamente aprovados pela Comissão Científica composta por Pós-Doutores, Doutores, Doutorandos e Mestres das mais variadas áreas – em forma de Comunicação Oral ou Pôster (Painel). “Tivemos um grande número de trabalhos inscritos e isso me deixa muito feliz, pois a produção do artigo exige leituras, horas de estudo e também representa a opinião do profissional. Acredito que, assim, estamos formando professores pesquisadores e o reflexo disso pode ser visto nas boas práticas escolares e na melhora da formação do estudante”, ressalta o diretor de ensino de Sarandi, Erick Bucioli.

Haverá também uma Feira Cultural sobre “diversidade”, tema de estudo das escolas de Sarandi durante este ano. Os trabalhos realizados pelas crianças irão ficar em exposição no local do Congresso para que os participantes possam conhecer e até compartilhar os bons resultados.

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Aprendendo educação ambiental fora da escola

Foto SubmancheteAlunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Profª Denise Cardoso de Albuquerque, de Flórida, que participam do Diário na Escola através do subsídio do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI), realizaram uma viagem educativa ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. O passeio faz parte de um projeto denominado “Educação Ambiental”, que envolve atividades nas disciplinas de Artes, Filosofia, Sociologia, Biologia, Língua Portuguesa, História e Geografia.

A diretora do colégio, Rosalina Moreira Rozas fala sobre a importância de uma viagem como esta. “A escola precisa criar oportunidades para que os alunos vivenciem práticas educativas, oferecer novas formas de entender e compreender as representações socioambientais e trabalhar de maneira relevante a importância da preservação do meio ambiente.”

Os estudantes enfatizam que o passeio, além de educativo, foi muito prazeroso devido à beleza do Parque Estadual de Vila Velha. Antes de pegar a estrada os adolescentes realizaram pesquisas referentes ao clima, vegetação, relevo, rochas, fauna e flora do lugar a ser visitado. “Um dos principais objetivos do projeto é estimular nos alunos o desenvolvimento de uma visão ecológica que permita perceber a relação de dependência entre os seres vivos e o meio ambiente, além de incentivá-los a participar de forma individual e coletiva da valorização da natureza”, destaca Rosalina.

O aluno, Jorge Henrique Castellani conta que a viagem foi incrível. “Pude conhecer as belezas naturais de Vila velha e isso para mim será uma experiência inesquecível. Fiquei fascinado e um tanto curioso ao conhecer as furnas, a lagoa dourada e as formações rochosas em formas de taça, bota, e até garrafa, como também os mistérios das lendas sobre Vila Velha.”

Para a professora, Matilde Aparecida Cesnick a visita ao Parque Estadual oportunizou conhecerem um importante atrativo natural do estado do Paraná, e ressalta, “todos os locais visitados trouxeram encantamento ao grupo.”

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O Diário proporciona entretenimento e informação na sala de aula

Muitas vezes, a paixão pela leitura começa pelas histórias em quadrinhos (HQs) por ser um tipo de texto que torna o ato de ler mais divertido, já que apresentam, além das falas, desenhos que representam as ações dos personagens. Mas a leitura é apenas uma das possibilidades para se trabalhar a HQ, pois os quadrinhos oferecem inúmeras maneiras de exploração. São materiais que permitem a reflexão, a criação, a produção e até a interpretação textual.

20140905_141408Depois de participar da capacitação oferecida pelo Diário na Escola sobre como trabalhar a HQ a partir da notícia do jornal, a professora Joana de Lourdes Contieri que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, colocou em prática a teoria adquirida durante a formação e garante, “os resultados foram ótimos.”

“Meu objetivo foi despertar o interesse pela leitura a partir dos textos de circulação social. De forma livre, cada aluno escolheu uma manchete que mais chamou atenção e, em seguida, realizou uma produção textual que compôs a narrativa da HQ”, destaca Lourdes.

A coordenadora pedagógica, Elisabete Sampaio conta que nesta atividade, em especial, foi perceptível o entusiasmo das crianças. “O estudo deste gênero envolve a criatividade e os desenhos, isso reflete no interesse pela proposta.”

O aluno Kauã Moura comenta sobre o quanto o jornal auxiliou durante a produção. “As notícias do Diário nos ajudaram no momento em decidir o assunto da história a ser desenvolvida.” E a colega Akemyla Bortolucci Ventureli completa, “pude usar minha imaginação e com a leitura das matérias ainda aumentei meu conhecimento sobre os fatos que são destaque no impresso.”

Com a oportunidade em escolher o tema, a professora relata que houve maior atração pela leitura. Desta forma cada estudante se direcionou para o caderno que mais se identifica. “Este é um processo que tem contribuído muito no aprendizado das crianças, pois elas sentem prazer no que estão fazendo.”

Assim como foi aconselhando pelas ministrantes da formação oferecida pelo Diário na Escola, Lourdes solicitou que primeiramente os estudantes escrevessem a narrativa, para em seguida desenvolverem os quadrinhos com as falas e os desenhos dos personagens. “O interessante do passo-a-passo da HQ é que o aluno vai tendo a ideia de que um trabalho com escrita deve ser planejado, sim. Primeiro, se pensa num enredo para a história antes de produzi-la. Também se calcula o espaço para os desenhos e textos verbais, o espaço do texto não verbal deve ser observado por último. Essas orientações de sequencias do que se deve fazer são importantes para direcionar a criança a fim de mediar essa produção com qualidade”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

Lourdes relata que por ser a primeira atividade com o gênero, os estudantes sentiram dificuldades durante a proposta, mas com orientações o resultado foi muito bom. “Me senti realizada ao término do trabalho, as crianças se empenharam bastante e percebi o quanto os exemplares do Diário estão contribuído no processo de ensino-aprendizagem”, conclui.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

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Alunos de Ivatuba sugerem pautas para o impresso

Já pensou abrir o jornal e encontrar apenas notícias positivas de fatos que você gostaria que acontecessem? Na oficina desenvolvida pelo O Diário na Escola, em Ivatuba, na Escola Municipal Afrânio Peixoto, os alunos sentiram essa experiência. Intitulada “O jornal de notícias maravilhosas”, as crianças usaram a imaginação para participar da atividade.

Foto AbreNa proposta, os estudantes foram divididos em grupos e, juntos, debateram sobre o que deveria ser manchete na capa do impresso que eles iriam criar. “Nesse trabalho eu conheci de forma mais detalhada a primeira página do jornal e ainda pensei em melhorias para a minha cidade”, conta a aluna Beatriz da Silva Geronasio.

O estudante Ruan Santos de Souza comenta que se sentiu um verdadeiro jornalista. “Foi divertido trabalhar em equipe e sentir como é a rotina dos repórteres durante a reunião de pauta. Quando eu for escolher minha profissão, com certeza irei lembrar deste momento.”

Entre as sugestões de assuntos para a capa estavam: criação de um parque ecológico no município, uma escola mais ampla, e apresentação de peça teatral. “Adorei conversar com meus colegas sobre quantas coisas novas podemos ter em nossa cidade. Espero que essas notícias que criamos se tornem verdade, em breve”, brinca a aluna Mariane Mendes Fernandes.

A proposta desenvolvida, ao mesmo tempo, com estudantes do terceiro e do quinto ano proporcionou interação entre as turmas. “É importante as crianças trabalharem juntas, percebemos que não houve distinção entre os mais velhos e os mais novos, nem diferença de nível de aprendizado durante as sugestões das manchetes”, destaca a professora Nilza Guidini Valentini.

Com o nome “Jornal Espetacular” os alunos diagramaram uma capa de impresso na cartolina e a deixaram em exposição na sala de aula. “Esta oficina gerou empolgação nas crianças, no outro dia todos os estudantes da escola queriam ver o trabalho desenvolvido”, relata a diretora Maria Luiza Macedo da Silva.

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Viapar distribui presentes em comemoração ao Dia das Crianças

Ver o sorriso no rosto de uma criança é algo muito prazeroso, ainda mais perto do dia delas. E é assim, mais felizes, que irão ficar aproximadamente duas mil crianças carentes nas próximas semanas. A iniciativa de arrecadar brinquedos teve início pelos colaboradores da Concessionária de Rodovias, Viapar, que manifestaram o desejo em realizar um trabalho voluntário em prol dos pequenos.

“Muita alegria para quem recebe”, é o que garante a diretora do Lar de Preservação à Vida, Helena Carmen Bressan. A instituição que atende gestantes em situação de risco ou abandono familiar, acolhe mães e filhos há mais de 20 anos e foi selecionada pela Viapar para receber parte dos brinquedos arrecadados. “É gratificante ver uma criança feliz. Para muitas, essa vai ser a única lembrança desta data comemorativa”, relatou Helena.

A atendida Sulamita Barbosa Lemes, 22, é mãe de Pedro Emanuel de apenas um ano e parabeniza a ação da Viapar. “Uma atitude inspiradora, que esta iniciativa sirva de exemplo para outras pessoas que têm condições de ajudar ao próximo.”

Flávia da Silva Oliveira, 32, tem um filho de dois anos e está grávida de sete meses, ela que também vive no Lar agradece aos presentes recebidos. “Doações são sempre bem-vindas, especialmente quando é algo para os meus filhos. Tenho uma vida difícil, se não fosse a Viapar eu não poderia comprar nada para eles”, conta.

Segundo a responsável pela campanha, Bruna Santos, a Viapar realiza este tipo de ação desde 2002. “Já é uma política da empresa comprar e incentivar os colaboradores a doarem, está é uma forma de ajudar no desenvolvimento e na preservação da infância destas crianças”, comentou.

Do início do projeto até o ano passado, mais de 25.000 crianças foram beneficiadas. Em 2013, com a ajuda dos colaboradores, a empresa distribuiu cerca de 1.200 brinquedos. “Participo da campanha todos os anos. No departamento em que trabalho a maioria dos funcionários doam um valor em dinheiro, desta forma podemos comprar mais presentes. É muito bom saber que estamos ajudando famílias carentes e, assim, proporcionar a felicidade de uma criança”, destaca a agente da Viapar, Luiza Antonia.

Angélica Facina Rodrigues é auxiliar administrativo da empresa e a cada nova ação solidária conta com a ajuda da filha Gabrieli, de nove anos, para colaborar com a iniciativa. “Os brinquedos que minha filha não usa mais têm destino certo. Vão sempre para as instituições atendidas pela Viapar. É uma campanha muito importante e que se depender da minha ajuda, irá continuar por muito mais tempo”, ressalta.

Além da doação já realizada no Lar, em Maringá, neste ano ainda está prevista a entrega de presentes para crianças de Marialva, Apucarana, Corbélia, Cascavel, Campo Mourão, Alto Paraná e Nova Esperança.

DOAÇÃO. A cada ano, mais crianças são atendidas a partir da arrecadação de brinquedos pela Viapar.

DOAÇÃO. A cada ano, mais crianças são atendidas a partir da arrecadação de brinquedos pela Viapar.

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Jornal na escola: letramento e cidadania

Foto Abre 01 ANa Escola Municipal Amábile Tonetto Pozzobon, em Astorga, diversas atividades com o Diário são realizadas todas as semanas. As professoras, Elis Regina Rodrigues e Heliane Cristina Martins Silva destacam que os exemplares tornam as aulas mais prazerosas e despertam o interesse pela leitura em seus alunos dos quintos anos.

Elis desenvolveu um “quebra-cabeça” com o jornal. A educadora recortou textos e fotos das páginas do impresso e colou em sulfites. Em uma página o texto, em outra a foto. “Depois desta etapa pronta, separei a turma em grupos e eles iniciaram a busca da matéria que se encaixasse com o conteúdo representado na imagem. Foi uma aula muito dinâmica, pude ver o prazer deles em realizar o que estava proposto”, conta.

A partir disso, os estudantes se sentiram curiosos na leitura da notícia. “Me diverti com meus colegas de classe nessa aula e quando percebi já tinha lido quase todo o jornal na ansiedade em encontrar textos e fotos correspondentes”, comenta a aluna Eduarda Perugini.

A coordenadora pedagógica, Sônia Peixoto Luna enfatiza que além de um momento de descontração, o estudo com o uso do Diário estimula a criticidade da criança e a interação de trabalhos em grupos.

“Nesta proposta os estudantes perceberam que, muitas vezes, o texto não verbal é utilizado para despertar a atenção e aguçar a curiosidade do leitor, pois foi exatamente isso que aconteceu durante a realização desta atividade”, fala Elis.

Foto Abre 01 BJá a professora Heliane, aproveitou a discussão entre os alunos sobre uma das manchetes do Diário e desenvolveu um debate com a turma. “A notícia de que primos brincavam com uma pistola, a arma disparou e matou uma das crianças, causou polêmica entre os estudantes. Aproveitei o momento para esgotar o assunto”, diz.

A educadora conta que os alunos ficaram chocados com o fato e se mostraram indignados com a falta de responsabilidade dos familiares por terem uma arma de fogo em casa e a deixarem em local de fácil acesso para os meninos.

Heliane pediu para que todos realizassem a leitura da matéria e após argumentarem a respeito das informações contidas no texto, foi produzido um painel informativo com a opinião dos alunos sobre o ocorrido.

“Percebi que conhecer os fatos da sociedade podem nos alertar dos riscos de uma brincadeira impensada. As aulas com o jornal trazem muito aprendizado e contribuem também para a nossa formação cultural”, ressalta o estudante Nicolas Gomes.

Luciane Nogueira é coordenadora na escola e relata sobre os bons resultados desta proposta. “Mais do que o aprimoramento da leitura, esta produção demonstrou a criticidade dos alunos a respeito do uso ilegal de armas e os perigos em se ter objetos como este dentro de casa.”

“O Programa O Diário na Escola tem contribuído efetivamente na formação dos professores que utilizam o jornal como recurso didático em sala de aula. Nestes anos parceria estamos colhendo ótimos resultados, pois além de formar leitores competentes, contribui, sobretudo, para a formação em conjunto de cidadãos participativos e providos de informações atualizadas”, ressalta a assessora pedagógica da secretaria de educação de Astorga, Elena Pericin.

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EXPOSIÇÃO. Painel apresenta opiniões dos alunos a respeito da manchete do Diário.

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Alunos dramatizam telejornal a partir de notícias do Diário

Os estudantes da Escola Municipal Vânia Maria Simão, de Atalaia, participaram da oficina “Jornal Falado” desenvolvida pela equipe do Programa O Diário na Escola. Uma atividade que possibilita a prática da leitura e da oralidade, além da oportunidade em conhecer textos de circulação social.

Foto AbreDepois de um bate-papo sobre as diferenças entre os jornais impressos e os televisivos, as crianças receberam exemplares do Diário para encontrarem notícias e anúncios publicitários que os despertassem interesse, e assim, pudessem encenar um telejornal com direito à abertura, chamadas, comerciais e encerramento. “Essa dinâmica cativou os alunos estimulando a participação e envolvimento da turma”, conta a professora Suzi Aparecida de Souza Rosário.

O estudante Gustavo Henrique da Silva destaca sobre a importância em se manter informado, “só conseguimos isso a partir do conhecimento do que é notícia”. E o colega Matheus de Lima Pereira completa, “descobri que mais do que concorrentes, os veículos de comunicação são parceiros que trocam fontes.”

A educadora Elizabete Ronca Bonesi comenta sobre as alternativas de trabalho que o jornal oferece. “Transformamos as matérias em narrativas, sempre explorando os elementos textuais e a interpretação dos fatos.”

“No dia que o Diário vai para a sala de aula há interação entre as crianças, elas adoram comentar as notícias. Depois disso ainda podem levar o impresso para desenvolver uma leitura familiar, em casa”, ressalta a professora Marta Ribeiro Franchetti.

Durante a oficina com a equipe do Programa, os estudantes puderam tirar todas as dúvidas sobre o jornalismo e os profissionais da área. “Agora sei como é feito o jornal, a correria que é a vida de um repórter e o contato que eles têm com outras pessoas da imprensa para se inteirarem dos assuntos que são destaque pelo mundo”, enfatiza o aluno, Douglas da Silva Magalhães.

“Os benefícios do uso do Diário em sala são muitos, em especial, para o estudo da diversidade dos gêneros textuais”, fala a vice-diretora da escola, Vera Lúcia Fabris. A secretária da educação do município, Ângela Candioto acrescenta, “os assuntos polêmicos e de interesse social são pauta de trabalho do professor, o que garante momentos de argumentação e contribui para a formação cidadã das nossas crianças.”

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Escola de Cruzeiro do Sul realiza projetos de reciclagem e compostagem

Foto Abre“Separação e Reciclagem de Lixo: Compromisso com a Vida” e “Adubação Orgânica: A Compostagem na Horta Escolar” são os projetos desenvolvidos pela equipe da Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul. “Percebemos que o município e a nossa instituição de ensino vivenciavam o problema da destinação final do lixo e dos restos de alimentos produzidos todos os dias. O que sobrava da merenda, por exemplo, era descartado no mesmo recipiente em que estavam papeis, latas e plásticos. Isso precisava ser mudado”, destaca o professor Valmir Luchetti.

Na primeira atividade fora da escola, os alunos foram visitar o Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal, para que pudessem plantar as sementes das flores que posteriormente foram utilizadas para a confecção de vasos feitos de pneus velhos.

“Para nós foi uma experiência incrível, não podíamos imaginar que uma sementinha tão pequenina pudesse gerar flores tão belas, especialmente por terem sido plantadas pelas nossas mãos”, conta a estudante Hanna Yasmine Osmani.

Depois de uma palestra com um dos técnicos da Emater sobre como fazer a compostagem, as crianças foram à prática. Com tambores na horta da escola, as cozinheiras foram orientadas a separar os restos de alimentos da cantina. No momento do descarte, professores e alunos se reuniram para auxiliar na produção do composto orgânico a ser utilizado nas hortaliças. “Esse momento foi muito importante, pois se praticou conceitos de preservação ambiental, separação e reaproveitamento daquilo que era considerado lixo”, comenta a diretora da escola, Esbelta Ferreira.

Os estudantes também tiveram a oportunidade de conhecer o lixão da cidade para que pudessem ver a real situação em que o município se encontra. “Não chovia há alguns dias e, mesmo assim, ao aproximar do lixão todos sentiram o forte cheiro do chorume que escorria a céu aberto poluindo o ar e também o lençol freático. Naquele momento a algazarra dentro do ônibus, cedeu lugar ao silêncio da surpresa em ver as montanhas de sacolas com garrafas, móveis, restos de comida e até lâmpadas”, enfatiza Valmir.

Algumas professoras relatam que quase não acreditaram no que viram. Outras destacaram que aquela era uma imagem só vista pela televisão e que não imaginavam existir uma realidade dessas em um terreno tão próximo de onde moram. Com isso, todos voltaram para casa com a certeza de que algo deveria ser feito, urgente.

IMG_1561De forma interdisciplinar, as educadoras passaram a trabalhar a separação e a reciclagem de lixo, auxiliando os alunos nas diversas formas de reaproveitar as matérias-primas. “Em sala de aula se iniciou um grande interesse pelo tema, percebi preocupação e vi o quanto é importante discutir assuntos relacionados ao cotidiano do aluno, pois ele está vivenciando esta realidade diariamente e, muitas vezes, nem percebe. Notei isso de modo muito forte quando visitamos o lixão. Ficaram perplexos em saber que são responsáveis por aquilo tudo”, ressalta a professora Maria Sandra Bezerra Ribeiro.

E assim se deu início há uma mudança de hábitos, costumes e valores em relação ao descarte do lixo. “A partir do ambiente escolar, as ações se estenderam à casa dos alunos, com a esperança de que num futuro próximo toda a cidade esteja com a mesma consciência de reaproveitamento”, conta Esbelta.

“Depois dessas atividades o comportamento mudou lá em casa. Meu filho me cobra dizendo que temos que separar o lixo diariamente. A preocupação das crianças aumentou e isso tem provocado em nós, pais, também uma mudança de hábitos. É incrível passamos a ver o problema de uma forma mais séria, a partir de um trabalho escolar”, conclui a mãe do aluno Leonardo, Márcia Cristina Juliani Correia.

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I CONGRESSO DE EDUCAÇÃO DE SARANDI

Acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de outubro o I Congresso de Educação de Sarandi.

O evento tem por objetivo mobilizar os diferentes profissionais da Educação, socializando trabalhos que vêm sendo realizados nesta área.

A organização é da Secretaria Municipal de Educação de Sarandi, oferecendo palestras e apresentação de artigos científicos.

O congresso tem como público alvo professores (em exercício e em formação) e profissionais ligados à Educação.

A inscrição é gratuita e precisa ser realizada pelo site do evento: www.sarandi.pr.gov.br/edu/congresso

Cronograma:

DATA LOCAL ATIVIDADE
15/10 Avenida Londrina, 1700 – Jardim Independência/Sarandi Palestra de abertura: A sala de aula reflexiva – o papel do professor frente aos novos desafios (Jamar Monteiro).
16/10 Avenida Londrina, 1700 – Jardim Independência/Sarandi Apresentação de trabalhos científicos
17/10 Avenida Londrina, 1700 – Jardim Independência/Sarandi Palestra de encerramento: Sou feliz por ser professor (Jairo de Paula)

 

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Manchete sobre violência surpreende estudantes

IMAG0253Dentro da coluna Notícias Breves do caderno de Polícia do Diário, os alunos da Escola Municipal Guiti Sato, de Marialva, se atentaram à manchete: “Criança de 10 anos participa de assalto”. A professora Tanize Aparecida Geraldo André conta que sempre motiva as crianças a lerem o jornal todo, de forma livre, para que em seguida elas opinem sobre o que encontraram de mais interessante no impresso.

Na matéria destacou-se o fato de uma menina de 10 anos e dois adolescentes terem assaltado um supermercado no município de Cambé. Um dos garotos estava com um revólver e disparou a arma depois que um cliente reagiu, por sorte ninguém ficou ferido. Com R$ 700, o trio entrou em um carro e fugiu.

“A sociedade está cada dia mais perigosa, não podemos mais confiar nem na ingenuidade de uma criança. Como foi apresentado na notícia, até os menores de idade estão cometendo crimes”, ressalta a aluna Thaissa Cristina de Souza Oliveira.

O fato noticiado se tornou tema de debate em sala de aula. “Os estudantes queriam falar, contar experiências, apresentar novas informações. Temas polêmicos sempre geram boas discussões em classe”, comenta a professora.

Depois da leitura da notícia Tanize solicitou às crianças que realizassem uma produção textual opinativa sobre a violência na infância. “A conversa em sala foi importante para nos ajudar com argumentos no momento da atividade escrita”, conta a aluna Thais Leal.

“Na escola temos o compromisso de conscientizar os estudantes sobre os riscos das drogas e da criminalidade, por estarmos localizados em um bairro de periferia eles têm contato com esta realidade e, por isso, sempre lembramos que este não é o melhor caminho a seguir”, ressalta a coordenadora pedagógica Jaqueline Aparecida Fernandes.

A professora enfatiza que trabalho com o uso do Diário é sempre desafiador para os alunos. “Se exige boa leitura e compreensão, mas como resultado eles têm novos conhecimentos e maior suporte para a construção de textos. Nesta atividade, em especial, o resultado foi muito satisfatório, pois identifiquei maior dedicação no que foi proposto em sala de aula”, diz.

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