Notícia inspira professora

“Quando realizei a leitura da matéria ‘Notícias vão virar poemas’ me encantei pelo encaminhamento sugerido pela escritora Angela Ramalho, senti uma vontade enorme de conhecer a poesia ‘O buraco do tatu’ citada por ela, e de desafiar meus alunos a continuarem o poema trazendo o personagem tatu, para Sarandi”, conta a professora da Escola Municipal São Francisco de Assis, Vanilda de Melo Perrucci.

A coordenadora pedagógica, Lucimara Colabone Siqueira comenta que o trabalho com o Diário em sala de aula é um recurso pedagógico interessante, a medida que incentiva o aluno a desenvolver o gosto pela leitura.

DSC05132Em um primeiro momento, as crianças discutiram sobre a matéria em estudo. Na aula seguinte, Vanilda levou a poesia para os alunos identificarem os versos e já pensarem em palavras que rimam com Sarandi, destino final do tatu perdido no buraco. Para auxiliar o trabalho, a professora foi destacando no quadro todas as opções sugerias e assim, tornou a produção mais fácil. Entre as palavras rimas estavam: saci, Ivaí, Piauí, piriri, e tantas outras criativas.

“Normalmente quando realizo outras atividades, me sinto estressada. Mas essa, foi justamente ao contrário, me inspirou e deixou mais tranquila”, diz a aluna, Thalyta Kelly Martins de Lima.

Por fim, os estudantes receberam a missão de continuar o poema e criar um final que levasse o tatu para a cidade em que vivem. “A proposta foi muito legal, saíram rimas uma mais divertida do que a outra”, fala a pequena, Heloiza Thomazetti Jovino.

Com tantos bons resultados, Vanilda fez um mural no corredor da escola com os finais dos poemas. Desta forma, todos os estudantes tiveram acesso ao conteúdo e puderam conhecer a história do buraco do tatu.

“A partir de uma notícia do jornal foi possível realizar um trabalho que aproxima o aluno da realidade, incentiva a leitura e desperta a criticidade. O Diário é um importante suporte didático”, ressalta a coordenadora pedagógica, Débora Regina Moreli Alcantara da Silva.

 

RESULTADO

As produções ficaram divertidíssimas, confira parte da poesia original “O buraco do tatu” e os finais que alguns alunos criaram!

 

Trecho Original

O tatu cava um buraco

à procura de uma lebre,

quando sai pra se coçar,

já está em Porto Alegre.                   

 

O tatu cava um buraco

e retira a terra aos montes,

quando sai pra beber água

já está em Belo Horizonte.

 

Finais produzidos pelos alunos

O tatu cava um buraco

A procura do saci

Quando sai para respirar

Já está em Sarandi.

(Daniela Sakata 5º ano C)

 

O tatu cava um buraco

Onde está o rio Ivaí?

Cava, cava sem notar

Vai parar em Sarandi.

(Eduardo Timóteo da Rosa 5º ano A)

 

O tatu cava um buraco

Aprendeu com o javali

Se anima, cava fundo

Vai parar em Sarandi.

(Pedro Henrique Santos Godinho 5º ano A)

 

O tatu cava um buraco

A procura de um caqui

Quando sai para comê-lo

Já está em Sarandi.

(Débora Heloiza Thomazetti  Jovino  5º ano C)

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarO propósito do trabalho com o jornal na sala de aula é mostrar que a leitura e a escrita, por ser uma prática social, não se restringe apenas a textos fragmentados, e sim, um processo abrangente e dinâmico. “É nesse contexto que o jornal como recurso didático se torna um importante instrumento para se trabalhar de forma pedagógica e permite uma reflexão sobre as diferentes situações sociais e culturais proporcionando ao educando inúmeras formas de compreender o mundo”, destaca o professor do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Gabriel França.

Atuando na Escola Municipal Professor Renato Bernardi, em Maringá, Gabriel foi o responsável pela produção do jornal escolar da instituição. “A partir da proposta da Secretaria da Educação, foi possível divulgar os trabalhos e atividades realizadas por cada escola. Dessa forma, foi proposto aos alunos do 4º Ano e 5º Ano, a elaboração de um impresso com trabalhos realizados em sala de aula pelos alunos dos 1º, 2º e 3º ano”, conta.

As atividades foram todas registradas em cadernos individuais e por disciplinas, obedecendo ao currículo escolar. O professor regente de cada turma disponibilizou esses trabalhos para que fossem descritos no jornal, objetivando a divulgação para a comunidade escolar.

Toda a produção do jornalzinho foi feito em conjunto com o professor do AEI, supervisão e orientação educacional, que fornecem as condições para que os alunos dos quartos e quintos anos tivessem subsídios e matérias para publicação. O impresso recebeu o nome de “Bom dia Sanenge”, em homenagem ao nome do bairro residencial Sanenge, onde fica localizada a escola.

“A dinâmica utilizada durante as etapas de confecção do material propiciou a integração entre as turmas e comunidade escolar”, ressalta, Gabriel.

 

PESQUISA NA WEB

Em parceria com as professoras regentes dos quintos anos, foi realizada uma pesquisa no AEI sobre o gênero textual: Cartum, para assim, auxiliar os trabalhados solicitados no planejamento escolar. Confira o que os alunos encontraram na internet e que também foi conteúdo do jornal “Bom dia Sanenge”:

SIGNIFICADO DE CARTUM

O cartum é um texto humorístico que usa a linguagem não verbal, combinada ou não com a verbal. Normalmente, retrata situações universais e atemporais, satirizando os costumes humanos.

Imagem - cartum

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Esporte inclusivo é tema de atividade

Foto AbreMeninas e meninos atendidos pela Legião da Boa Vontade (LBV), de Maringá, participaram de atividades esportivas inclusivas, com a proposta de promover a conscientização quanto ao respeito às pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. A proposta teve início após a leitura das notícias do Diário com as seguintes manchetes: “Vereadores sentem na pele a falta de acessibilidade” e “Soldados sem acessibilidade”.

O tema abordado nas matérias chamou a atenção do educador social, Willian Aparecido Dias Silva que decidiu levar o assunto para ser discutido de maneira prática dentro da instituição. A partir disso, cerca de 150 crianças e adolescentes vivenciaram as dificuldades ao praticarem caminhada com obstáculos, futebol com olhos vendados e simulação de locomoção em cadeira de rodas.  “Devemos estar preparados para receber e conviver com portadores de deficiência, toda e qualquer pessoa merece ser acolhida”, destaca o atendido, Eber Felipe da Silva Reis.

Para mostrar a importância de se colocar no lugar do outro, os atendidos realizaram várias atividades, a exemplo da proposta: Qual é a fruta? E qual é o objeto?, possibilitando o estímulo do paladar e do tato. “O objetivo é contribuir para a formação do cidadão na sociedade, desenvolvendo união, amizade, cooperação, bem como o respeito ao próximo. As crianças e adolescentes têm dificuldade de compreender o que significa ser deficiente. Por isso, essas experiências permitem que elas percebam melhor a rotina de quem tem a mobilidade reduzida”, enfatiza Willian.

As atividades lúdicas foram realizadas para estimular os sentidos – visão, tato, olfato e paladar. Lembrando que na ausência de um sentido, a pessoa busca outras formas de interação. No caso dos portadores da deficiência visual, por exemplo, a falta da visão faz com que outros sentidos sejam aguçados. “Este momento foi muito importante, pois aprendi sobre o universo das pessoas com deficiência. Com meus olhos vendados, experimentei diversas situações com o auxílio de um colega. Percebi como é importante o apoio do outro na nossa vida,” conta a atendida, Laodicéia Vitória Marcelino Morais.

Na proposta de viver a realidade de uma criança com deficiência visual, os atendidos foram vendados e participaram de uma simulação de uma caminhada com obstáculos. “O retorno foi impressionante. Pude observar como eles chegaram e como saíram diferentes e sensibilizados depois das atividades”, afirma o educador.

O atendido, Wellington Leonardo Tavares Lesse experimentou a deficiência visual por alguns minutos e relata como se sentiu, “não tinha noção como a pessoa que não enxerga se sentia na rua. É muito difícil andar sem visualizar nada.”

Após vivenciarem essa realidade diferente da que estão habituados, meninos e meninas aprenderam sobre a importância do trabalho em grupo, desenvolvendo ainda a disciplina e atitudes necessárias para a integração social e formação do cidadão. “Somos todos diferentes, por isso não deve existir preconceito”, ressalta a atendida, Maria Júlia Gonçalves Ribeiro.

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Concurso agita escolas

O desafio foi lançado! Criar um poema a partir de uma notícia do Diário. Há cerca de um mês, professores e alunos das instituições de ensino parceiras do Diário na Escola tem se empenhado na produção de rimas a serem enviadas para o Programa. No município de Floraí não tem sido diferente, as professoras Eliane Inácio da Cruz, Carina Gimenez Munhoz e Rosilene Ariozi Viotto lecionam para os quartos e quintos anos da Escola Municipal Elena Maria Pedroni e contam que a tarefa não foi fácil, mas o resultado dos poemas compensou toda a dedicação.

Foto AbrePara iniciar a proposta com suas turmas, as educadoras deixaram as crianças explorarem os conteúdos do jornal, manusearem o material, de forma que elas se sentissem atraídas à leitura das notícias. As manchetes que mais despertaram a atenção dos estudantes, foram: “Oficina promove respeito e conscientização” e “Abuso sexual infantil será tema de campanha”.

“O objetivo foi trabalhar uma notícia do impresso que fosse acessível ao entendimento do aluno, com uma manchete interessante e que estivesse próxima da realidade da criança”, destaca Carina.

Depois de escolhidas as páginas do Diário que serviriam de base para a criação do poema para o Concurso, Rosilene conta que foi realizada um leitura do conteúdo publicado, em grupo e, assim, debatido o tema para que os alunos tivessem mais argumentos para escrever. “No início das atividades me senti insegura, pois é uma didática que não fazemos diariamente, mas ao decorrer da aula fiquei muito satisfeita, pois as crianças conseguiram desenvolver o que havia sido proposto”, enfatiza Eliane.

A estudante, Jordana Mantovani Costa comenta que achou interessante a tarefa, “foi uma experiência nova falar sobre algo que acontece cruelmente no mundo em que vivemos”, se referindo à matéria sobre a campanha do abuso sexual infantil. A colega de classe, Isabela Peron completa, “é muito bom participar de um Concurso, ainda mais quando o desafio é diferente do que costumamos realizar em sala”. A pequena, Eloisa Ganazza Mattera está otimista e esperançosa pelo resultado da premiação, “Percebi que sou capaz de transformar uma simples notícia, em um grande poema”.

A professora, Carina em conversa com seus alunos percebeu o quanto eles valorizaram a importância da leitura após a produção do poema. “Me disseram que se tivessem o hábito de ler o impresso diariamente a escrita teria sido mais fácil, pois expande os conhecimentos dos assuntos em destaque e ainda aprimora o vocabulário”.

A diretora, Vania Molina Ganaza ressalta que a parceria do Diário com a escola é de grande valia tanto para os estudantes quanto para os professores. “Tem despertado cada vez mais o interesse por um meio de comunicação que, no caso, nem todos os alunos tem acesso, e é através do Diário na Escola que esse interesse e crescimento escolar vêm sendo demonstrado pelos nossos estudantes. Além do jornal ser um material riquíssimo no qual os educadores podem explorar diversas áreas do conhecimento”.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarCom um trabalho voltado para a divulgação dos acontecimentos do espaço escolar, “O Diário da Escola Municipal Professor José Aniceto”, de Maringá, contou com a colaboração de toda equipe e estudantes dos quartos e quintos anos.

“O objetivo principal é mostrar aos alunos como é constituído um impresso e sua importância como veículo de comunicação para a sociedade”, destaca a professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Andrea Rúbia Ferreira.

Nas manchetes do jornal escolar é possível conhecer sobre as festividades que ocorrem dentro da escola e ainda um pouco de cultura nas chamadas sobre o Folclore e as diferentes comidas típicas brasileiras.

Das receitas culinárias aos conceitos sobre cada personagem folclórico, os estudantes tiveram participação efetiva nas páginas do impresso por eles produzido. “Inicialmente fizemos uma análise do jornal ‘O Diário do Norte do Paraná’ observando a organização, sequências e estrutura. Em seguida, foram estabelecidas as etapas para a realização do trabalho, bem como a divisão de tarefas por grupos. Cada equipe ficou responsável por uma seção do jornal”, conta Andrea.

A matéria de capa do jornal escolar remete a um dos eventos mais animados da escola, a Festa Junina. Para entenderem que a festa também pode ser um momento de aprendizado, um dos alunos ficou incumbido de criar uma matéria sobre a importância desta celebração.

“O resultado foi muito positivo, despertou nas crianças o gosto pela leitura e o interesse em se fazer pesquisas nos meios de comunicação impressos e online. A partir disso, o jornal tem feito parte da rotina dos estudantes. Como recompensa senti o quanto os alunos se sentiram valorizados quando viram suas publicações no jornalzinho”, enfatiza a professora.

Os pais ficaram surpresos com a qualidade da proposta e confirmaram a mudança de hábito dos filhos em relação à curiosidade sobre fatos noticiosos.

 

FESTA JUNINA

O aluno, Jhonata Harry Teixeira fez uma produção contando sobre a história e festividades juninas. Confira um trecho do texto:

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.

Na Escola Municipal Professor José Aniceto todos os anos é realizada festa junina somente para os estudantes da escola. Os alunos se vestem a caráter, tem danças e comidas típicas.

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Água, uma riqueza limitada

Imagem - AbreNo último dia 05 foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Um assunto sempre em pauta dentro das instituições de ensino, não poderia deixar de ser discutido em uma data tão importante. Nas mídias, muito se fala da falta da água, em especial no estado de São Paulo. Tendo em vista que a água é um bem comum e o mau uso pode afetar a vida de todos, a professora Susany Aparecida Lucca que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, desenvolveu atividades de interpretação e produção textual com seus alunos do quinto ano, sobre o tema em destaque.

“A introdução deste assunto teve por objetivo a necessidade da preservação e cuidados que devemos ter com a água, enfatizando o desperdício com o uso indevido e a escassez por parte dos problemas ambientais. Assim, despertar no aluno a consciência para melhorar essa situação”, conta Susany.

De início foram debatidas questões que envolvem o meio ambiente. Destacando a preocupação que os moradores de Itambé estão tendo em relação ao aterro sanitário do município, que poderá receber lixo de outras cidades da região.

Introduzido o assunto, as crianças iniciaram os estudos da disciplina de Ciências e trataram de temas como a importância da água para o ser humano, como tem ocorrido a contaminação, o mau uso, a importância das matas ciliares, o desmatamento, e as estações de tratamento.

“Por causa de pessoas que não cuidam do planeta, todos nós estamos passando por essa crise ambiental. E ainda tem gente que acha que quando falamos que um dia a água vai acabar acham que é mentira, que é brincadeira. Temos que nos conscientizar que sem água não há vida”, ressalta a estudante, Isadora Messias.

Para fixar o conteúdo aprendido, os alunos assistiram a vídeos e ouviram músicas que remetem ao tema da atividade. Na disciplina aula de Língua Portuguesa, Susany estimulou a interpretação e produção textual. Para finalizar, depois de todo o embasamento que os alunos tiveram, cada um deles foi desafiado a escrever um sobre a importância da água.

“Este trabalho resultou em grande aprendizagem por parte das crianças. O tema possibilitou a conscientização e a efetiva participação para uma mudança de hábitos, elas perceberam que uma simples atitude pode fazer toda a diferença. Ações essas que alguns estudantes já relataram estar colocando em prática”, comemora a professora.

 

RESULTADO

Depois de muito estudo e conhecimento compartilhado, os alunos expressam no papel tudo o que aprenderam. Confira a produção da estudante, Stefhany Souza Santos:

A poluição

A água é muito importante para todo ser vivo. Já sabemos que ela está acabando, então vamos economizar tomando banhos curtos, deixando juntar uma quantidade de roupa para ligar a máquina de lavar e fechando bem as torneiras.

Será que a água do nosso Planeta é a mesma de sempre? Muitas pessoas jogam lixo em rios e lagos. Será que vai ter água para o nosso futuro? Estão passando veneno nas plantações perto de rios e poluindo a água. E essa água? Vai estar boa para o consumo humano?

Então pense nisso, vamos melhorar o nosso Planeta e não piorá-lo!

 

DICA DE AULA

Professor, gostou do tema trabalhado pela professora Susany? Aqui vão as fontes dos materiais que ela usou, aproveite e faça a proposta com a sua turma:

VÍDEOS (Youtube):

  • Chaves em desenho animado: vamos cuidar da água
  • Planeta Terra, Planeta Água
  • A real situação da água no Brasil
  • Estação de tratamento de água Sabesp

MÚSICAS:

  • Água: turminha do Tio Marcelo
  • Planeta água – Guilherme Arantes

TEXTOS:

  • A herança da criança – Paulo César Dantas de Oliveira
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Jornal Escolar é tema de formação

jornalOs professores do Ambiente Educacional Informatizado (AEI) da rede municipal de Maringá têm um grande desafio até o final do ano letivo, a confecção de um jornal escolar para a instituição de ensino em que lecionam. Em seu segundo ano, o projeto tem apresentado ótimos resultados. Com a colaboração das equipes pedagógicas e a participação efetiva dos estudantes nos processos de produção, o trabalho tem caminhado para mais um edição de sucesso.

Com o objetivo de auxiliar os professores nessa tarefa, a jornalista e coordenadora do O Diário na Escola, Loiva Lopes ministrou uma formação para o grupo que está responsável pela realização do jornal escolar. Cerca de 50 educadores participaram do encontro pedagógico que apresentou toda a estrutura do impresso, sugestões de matérias a serem publicadas, opções de jornais temáticos e ainda dicas de diagramação.

“As informações serviram para clarear dúvidas e repensar caminhos, especialmente na separação de cadernos e assuntos”, conta a professora, Sandra Regina D’Antonio. A colega de profissão, Aúdrea Alice da Costa completa, “a formação nos trouxe conhecimentos teóricos e práticos a serem aplicados nas etapas de desenvolvimento e finalização do jornal escolar.”

A assessora de informática educacional Patrícia Gongora destaca que o encontro referente a estrutura do jornal foi positivo e produtivo, pois oportunizou uma interação dinâmica e construtiva com subsídios para se obter bons resultados no desenvolvimento da prática pedagógica.

“A proposta referente ao jornal escolar desenvolvido no (AEI) desempenha um papel fundamental, aproximando os alunos da leitura e da escrita, desenvolvendo o senso crítico deles e possibilitando a inserção como cidadão no convívio social da escola e da comunidade, por meio da publicação de suas matérias. Além disso, propicia à crianças o conhecimento dos princípios de responsabilidade, autonomia, criatividade e respeito”, enfatiza a também assessora de informática, Sandra Mara Milak.

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Concurso também motiva professores

O Concurso “Notícias em Versos” promovido pelo Diário na Escola foi direcionado aos alunos cadastrados no Programa. Mas, não foram só as crianças que tiveram seu momento de criação. Professores também se sentiram motivados a colocar em prática toda a sua inspiração poética. Com isso, alguns mestres enviaram seus versos e rimos para a equipe do Diário na Escola.

As educadoras da Escola Municipal Deputado Dr. Ulysses Guimarães, de Maringá, Maria Alves da Silva e Edna Cristina Pacheco Barbeiro, capricharam! Confira:

DESAFIO TEXTUAL2978965707_93538e7cb6

Quero ver quem é capaz

De uma mudança radical.

Desafio-te a trocar

O gênero textual.

 

Pegue logo um jornal,

Escolha um assunto ou um tema.

Reescreva uma notícia

Com estrutura de um poema.

 

O desafio está lançado

Quero ver quem se anima

A contar uma notícia

Com estrofe, verso e rima!

(Maria Alves da Silva)

 

PASSEIO NÃO TEM IDADEnevisandegi1

Hoje é um dia especial

Vamos a Expoingá festival

Desfrutar com prazer,

E aproveitar o lazer.

 

Nesta idade, aproveitar é preciso

Com disposição e um belo sorriso

Até o ânimo rejuvenesce

Pois o coração não envelhece.

 

Sem medo é preciso viver

Pois a idade nos leva a crer

Que precioso é cada segundo

Então esqueça a tristeza do mundo.

 

Pense com carinho, criança

Do mundo, vocês são a esperança.

Moço eu já fui, agora tenho idade

Não abandone os velhos da cidade.

(Edna Cristina Pacheco Barbeiro)

1 Comentário

Lido, reciclado, reaproveitado

Engana-se quem acredita que a única função do jornal dentro da sala de aula é para leitura e interpretação textual. A professora da disciplina de Educação Física, Cintia de Katya Conte que leciona na Escola Municipal Mercedes Romero Panzeri, em Sarandi, mostrou que há muitas outras possibilidades de se aproveitar aquele impresso que já foi lido e relido pelas crianças.

“O Diário, geralmente, é fonte de conteúdo na realização de trabalhos nas áreas de português, geografia ou ciências, porém, percebi que o impresso é um material alternativo para a produção de objetos que contribuem, também, para a aula de educação física”, destaca Cintia.

Foto AbreAs crianças foram desafiadas a produzirem petecas para brincar no intervalo, malabares para as aulas de atividades circenses, espadas para o aprendizado da esgrima e aparelho de fita para o treino de ginástica rítmica. Tudo isso, a partir das páginas do impresso.

“O uso do jornal para a confecção de materiais alternativos não só nas aulas de educação física, mas de forma geral, é muito positivo. Além de proporcionar a vivência com objetos que muitas vezes a escola não tem, ou tem em quantidade insuficiente, estimula a criatividade dos alunos, a autonomia e conhecimento para estarem confeccionando seus próprios brinquedos e materiais, além de estar reaproveitando e reciclando algo que já foi muito utilizado e explorado por seus conteúdos informativos e que, provavelmente, virariam lixo”, enfatiza Cintia.

A aluna, Andreina Moretto da Rocha conta que o contato com o Diário é muito bom, ainda mais quando se aprende a fazer materiais que são para o aprendizado e diversão, dentro ou fora da escola.

A professora comenta que todos os objetos produzidos a partir do jornal foram um sucesso entre os estudantes. “Foi possível manuseá-los com total eficácia para a atividade em questão e proporcionar uma aula super animada.”

“O Diário é fonte de recurso didático da formação acadêmica e desenvolvimento social crítico, conduzindo também à utilização deste na confecção de elementos para aulas no ensino de arte e educação física. Em ambos os momentos percebe-se a satisfação da criança no manuseio do jornal, sendo também muito rico ao professor na promoção de atividades e estratégias educativas”, acrescenta a coordenadora pedagógica, Edna Malavazi.

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM!

Quer saber como a professora e os alunos da Escola Mercedes Romero produziram peteca, malabares, espata e fita para a ginástica? Aí vai o passo-a-passo:

-PETECA:

Na confecção da peteca foi entregue uma folha de jornal para cada aluno onde eles tiveram que amassar até o formato de uma bola, em seguida com um quadrado de tnt (30 cm x 30 cm) eles embrulharam a bola de jornal, e finalizaram amarrando como se fosse um ovo de páscoa.

– MALABARES:

Foram produzidos dois modelos, um com caixas de leite onde os alunos amassam e colocam dentro das caixas duas folhas de jornal, e outro modelo com uma garrafa pet (500 ml), onde os alunos fazem um canudo bem firme utilizando folha dupla de jornal para ser colocado na boca da garrafa formando seu cabo.

– ESPADA:

Na confecção da espada de jornal, os alunos fizeram um canudo bem firme com jornal duplo, em seguida apenas fez-se uma modelagem em uma das extremidades formando uma empunhadura.

– APARELHO DE FILA:

Na criação do aparelho fita da Ginástica Rítmica, os alunos também fazem um canudo firme de jornal, que é dobrado ao meio para servir de haste para prender uma fita de crepom.

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Alimentação em pauta

DSC_0355Diante da variedade de lanches e comidas rápidas que existem no mercado, nem sempre é fácil convencer uma criança sobre o quanto é importante se alimentar de forma saudável. Salvo as exceções, quando se fala em verduras, a resistência é ainda maior. De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o número de crianças entre cinco e nove anos com excesso de peso chegou a 33,5%. Entre os adolescentes o percentual atinge 20,5%. Além da alimentação incorreta, a falta de exercícios físicos – devido ao tempo em que ficam frente à televisão ou computador – também colaborou para esses índices.

A educadora social da Legião da Boa Vontade (LBV), Andréia Siqueira Gonçalves encontrou no Diário a matéria com a manchete, “Frutas importadas movimentam R$ 2,3 milhões em Maringá e região”, e apresentou a notícia aos atendidos da instituição com o objetivo de incentivá-los a terem bons hábitos alimentares e ainda mostrar a diferença do preço de frutas, por exemplo, de acordo com as estações do ano.

Para iniciar a atividade, as crianças leram a notícia e debateram sobre o tema. Na sequência, os atendidos montaram um mural com rótulos de alimentos que trouxeram de casa e fizeram uma separação, de quais eram saudáveis ou não. Desta forma eles reconheceram que determinados produtos devem ser consumidos com moderação.

“Nos preocupados com a formação do cidadão. Então, durante a aula expus a importância de não desperdiçar os alimentos, de colocar no prato apenas a quantidade que vai consumir e o respeito que se deve ter à mesa de refeição”, destaca Andréia.

Na proposta de tornar a atividade ainda mais divertida, a educadora desafiou os pequenos a prepararem uma salada de frutas. Neste momento, todos foram para cozinha e colocaram a mão na massa. Finalizando o trabalho com muita animação e, claro, aprendizado.

“É interessante perceber que a partir de uma notícia do Diário, os atendidos absorveram bem a todos os outros conteúdos apresentados. Entenderam que a alimentação saudável é fundamental para uma vida com qualidade. Constatar a participação efetiva e o entusiasmo de todas as crianças e adolescentes, foi contagiante”, comemora Andréia.

DICAS

Confira as sugestões dos atendidos da LBV para você manter, diariamente, uma alimentação de qualidade:

1)      “Não precisa ser fruta cara, podemos dar preferência aos alimentos e frutas da época e que são produzidos em nossa região.” Bruno Rafael Deolindo, 12 anos.

2)      “Lembre-se de colorir seu prato, fica mais bonito e gostoso!” Lais Cristina Pereira Martins, 6 anos

3)      “Não precisa comer exageradamente, o ideal é consumir na quantidade certa!” Amanda Eduarda T. Lesse Soares, 7 anos

4)      “Ah! E os alimentos devem estar livres de contaminações.” Sabrina Franciele dos Santos Silva, 12 anos

5)      “Diminua o açúcar e o sal da sua alimentação.” André Marques Ribeiro, 8 anos

6)      “Diminua a gordura também!” Felipe do Carmo de Jesus, 8 anos

7)      “Não se esqueçam de beber bastante água, faz bem para saúde e pratique esportes.” Ana Clara Lima, 9 anos

8)      “Aquele lanche e aquela pizza, hummm! Vamos comer só de vez em quando!”  Júlia Adrielly de Paiva, 10 anos.

9)      “Chocolates e doces, são uma delícia! Adoro! Mas, não podemos comer todos os dias.” Victor Hugo Reis Moreira, 9 anos

10)   “Vamos todos comer saudavelmente e assim, ter muita saúde!” Thamirys Gabrielly Flores Silva, 8 anos.

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