A solidão de uma estrela

Amaury Meller Filho e Vera Lúcia Fávero Margutti reuniram talentos na criação da obra “A Estrela Solitária”. Com um conteúdo cheio de significados, os autores privilegiaram mais a estética do que a ética, levando em conta a ideia de que a literatura infantil lúdica é uma importante ferramenta para a formação de leitores. Procuraram priorizar a abordagem literária, o que significa desenvolver histórias de forma libertária, sem preconceitos e sem didatismo.  “Escrevemos para entreter, para despertar o prazer de ler e encantar, visando o estímulo à leitura. Naturalmente passamos valores e conhecimentos, tecemos reflexões. E essa dupla função, que cada vez mais se faz necessária, pois a leitura na escola deve ser marcada por momentos lúdicos e prazerosos e que também estimule à alfabetização, que fortaleça a construção de novos conhecimentos e favoreça o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças”, destaca Vera.

Os autores contam que uma nova obra é sempre muito desafiadora, começando pelas responsabilidades com a escrita. Definir o que falar de forma que encante, cative e estimule.  Pensar sobre o que passar de bom que contribua com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças.  Depois vem os desafios das publicações, se impresso ou e-book, no caso desta obra Amaury e Vera fizeram das duas formas. E por fim, vêm os desafios da aceitação e distribuição.

“Essa história infantojuvenil fala de uma primeira estrela que nasceu na Via Láctea, sua solidão, necessidades e vontades, e sua relação com o Criador. Oferece a ideia do começo de uma jornada em busca de novas amizades e como a companhia é importante em nossas vidas. Mostra a importância de autonomia e de que nesse mundo vivemos em uma constelação, seja ela de estrelas, de necessidades, de pessoas, de opiniões. A estrela solitária busca levar através de sua fácil leitura, uma viagem na imaginação de como nosso Criador criou o mundo, sua origem, começando pelas estrelas e por fim a humanidade. É um livro para crianças, mas que faz pessoas de todas as idades refletirem sobre suas constelações”, ressalta Amaury.

No livro, além da ideia central de que as criaturas, não só as humanas, são seres relacionais, também reforça através das imagens que a boa convivência com os diferentes é que as fazem seres especiais. E nessa perspectiva estão inclusos os valores de amizade, de liberdade, da autoestima, da aceitação do novo e da coragem para enfrentar os riscos e perigos das tempestades da vida.
“Esperamos que o livro tenha boa aceitação e sensibilize pais e professores, para que seja adotado em escolas e instituições como projetos de leituras, mas principalmente que cative os pequenos leitores para novas descobertas, amplie a compreensão de si e do mundo, incita-lhes o imaginário, provoque perguntas e busque respostas para despertar grandes e pequenas emoções, fortalecendo ainda mais a construção de novos conhecimentos”, apontam os autores da obra.

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Matemática em pauta

Nas últimas semanas, mais de 200 profissionais da educação que fazem parte do Diário na Escola estiverem na formação “A organização do ensino de Matemática: o uso do jornal em sala de aula”, ministrado pelas professoras doutoras Luciana Lacanallo Arrais e Silvia Gonzaga de Moraes, e pela mestre Paula Tamyris Moya.

O encontro abordou de forma dinâmica, aliando prática e teoria, as diferentes formas de extrair conteúdos matemáticos das páginas do Diário. Uma didática que visa auxiliar o educador no trabalho com a disciplina em sala de aula, tornando o momento de aprendizado algo prazeroso e com significado social para a vida do estudante.

Foto AbreAs ministrantes apontaram que o trabalho interdisciplinar com o jornal, de forma geral, ocorre com ênfase na Língua Portuguesa. Sendo assim, o maior desafio é pensar no processo de ensino e aprendizagem dos conceitos matemáticos para além do que já está posto nos jornais. Ressaltando que o significado do impresso como um recurso didático que de fato contribui para o ensino de matemática depende diretamente das ações de ensino sistematizadas pelo professor. Dessa forma, o Diário deve ser compreendido como uma fonte documental que contribui para a apreensão dos fatos em movimento, na relação entre o passado, presente e futuro. Além disso, é um meio de propaganda e atualização, no âmbito local e mundial.

“O encontro foi de grande valia, uma vez que ofereceu diversas possibilidades matemáticas por meio do material visual, neste caso o jornal. Vale ressaltar o domínio do conteúdo e a didática das formadoras que favoreceu positivamente o aprendizado”, comenta o professor Rafael Orlandini.

Durante a formação os participantes conheceram formas de trabalho com gráficos, tabelas, estimativa, escala, números romanos, ângulos, porcentagens, números decimais, calendário e formas geométricas que podem ser todos extraídos das páginas do jornal. Silvia, Luciana e Paula ressaltam que, “uma maneira de trabalhar com o impresso no ensino de matemática é analisar os conteúdos que permeiam as diferentes reportagens de forma implícita, ou seja, aquilo que não é dado de imediato por meio das imagens e textos jornalísticos.”

Orlani de Carvalho participou do encontro e disse que as informações apresentadas superaram suas expectativas, pois possibilitou a compreensão do uso do jornal nessa área de ensino pouco discutida e que facilitará o trabalho pedagógico indo além dos conteúdos explícitos.

“As atividades apresentadas pelas ministrantes foram muito boas, pois a matemática está na vida de todos. Devemos, como educador, tirar esse medo que as crianças têm da disciplina e fazer com que as propostas didáticas interajam com a rotina de vida delas”, diz a professora Suelena Yoshie Jaqueta. A colega de curso, Norayama da Silva Falcão, completa “saio do encontro de hoje muito mais motivada para planejar e aplicar uma situação de ensino-aprendizagem com as ideias apresentadas a nós.”

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Quadrinhos que inspiram

O Projeto Semeando o Futuro de São Jorge do Ivaí faz parte do Diário na Escola a partir do subsídio oferecido pela concessionária de rodovias, Viapar. A partir dessa iniciativa, os alunos têm a oportunidade de manusear o jornal o Diário semanalmente, tendo o conhecimento das reportagens que proporcionam informações e geram diálogos em sala de aula, bem como, reflexão da realidade do mundo em que vivemos. Os temas geradores de discussões favorecem o desenvolvimento intelectual, social e crítico, fortalecendo a comunicação do grupo.

As professoras, Laiane Raquel Silvério e Naira Natieli de Araújo Novello são responsáveis pelo desenvolvimento do Programa dentro do Semeando. São elas que propõem as atividades a serem realizadas tendo o jornal impresso como base.

Foto Abre“O momento da escolha para uma atividade pedagógica, nos leva a pensar enquanto educadoras, no que chama a atenção dos nossos alunos ao folhear o Diário. Constatamos que a charge é um desses gêneros atrativos, pois apresenta um discurso humorístico muitas vezes acompanhado de críticas à sociedade, política, educação, saúde, entre outros. Percebemos a importância em direcioná-los a quesitos que causem análise, interpretação e diversão”, contam Laiane e Naira.

A partir dessa reflexão, as professoras revelaram a atividade do dia aos educandos. Eles tinham a missão de escolher uma reportagem e de acordo com o tema criar uma charge autoral. Elas contam que a princípio a reação dos alunos foi de felicidade, mas que ao entender a complexidade do que foi proposto, ficaram surpresos com a tarefa a ser realizada.

Laiane e Naira tinham por objetivo desenvolver a habilidade de fazer uma leitura crítica dos vários tipos de charges publicadas no Diário, bem como analisar e interpretar as frases e ilustrações. Desta forma conseguiram abranger os estudos desse gênero textual, fizeram leituras considerando a ironia e o humor, e a relação existente entre as frases e os desenhos.

Para começar o trabalho as professoras apresentaram diferentes charges para os alunos, analisaram a interpretaram as mesmas e, na sequência, definiram o conceito desse gênero em pauta. Com a base do conteúdo já estabelecida, chegou o momento de escolherem a reportagem do Diário que serviria de inspiração para a produção da atividade.

Após os temas definidos, as crianças e adolescentes atendidas pelo Projeto Semeando rascunharam suas ideias no papel e em seguida foram até a Escola Municipal São Jorge para criarem suas charges com a ajuda dos computadores, no laboratório de informática. Com o auxílio da tecnologia, os estudantes puderam fazer balões, falas e personagens sem esquecer a ironia e a criticidade que são elementos fundamentais desse gênero textual.

“Não foi difícil realizar a atividade. Com o jornal em mãos e a matéria sobre o aumento do preço do leite eu lembrei de uma outra charge que me inspirou a fazer a minha. Eu gostei de todas as etapas, mas a mais divertida foi produzir a charge no papel”, conta o aluno, Rafael Zaupa Uhdre.

“A realização dessa proposta oportunizou aos alunos a aprendizagem do conteúdo escolar aliada às informações das notícias, fazendo com que a habilidade de leitura, análise e interpretação sejam desenvolvidas de forma prazerosa”, apontam Laiane e Naira.

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Hora de falar sobre Pokémon

Lançado no Brasil recentemente, o jogo Pokémon Go é uma febre por onde passa. Os números de jogadores é tão expressivo que o game está conseguindo mais atenção do que as principais redes sociais do momento, como Facebook e Instagram. Não é de hoje que desenhos animados e jogos famosos causam grande influência nas crianças e adolescentes e, consequentemente, na rotina das escolas e nas salas de aula.

Nos lugares em que o jogo chega, diversas discussões, polêmicas e notícias surgem em torno de seu uso. Fato é que, a má utilização, não só desse game, mas como de qualquer outro, pode causar prejuízos para o jovem dentro e fora da escola.

Foto AbrePensando nisso, a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, aproveitou essa febre sobre os pokémons para transformá-la em uma oportunidade para estimular o aprendizado e conscientizar as crianças sobre como brincar, sem correr riscos nas ruas da cidade.

“Com esse surgimento desenfreado do game, percebi a alienação das pessoas. Aqueles dependentes dos celulares agora ficaram ainda pior porque além de só olharem para tela do aparelho, estão atrás de um bichinho virtual que pode aparecer em qualquer lugar, inclusive nas ruas. E é aí que mora o perigo! A partir da crônica publicada no jornal O Diário da colunista Lu Oliveira com o tema ‘Quem tem medo do Pikachu?’ resolvi fazer uma atividade de leitura e reflexão sobre o jogo com os estudantes para que eles pudessem ver as vantagens e desvantagens do jogo”, conta a professora.

Para começar o trabalho foi realizada a leitura do texto do impresso e um debate sobre o assunto, em sala de aula. Em seguida, as crianças foram à prática. Para deixar a atividade ainda mais divertida, Rosângela propôs uma simulação de caça ao Pokémon. “Saímos às ruas, cada aluno pegou um celular e eu fiz papel de Pokémon. Durante a caça eles perceberam que não prestam a devida atenção no que acontece a sua volta, porque só veem o Pokémon e por isso estão suscetíveis a acidentes”, diz.

A aluna Izabelli Ferreira de Souza ressalta que o jogo é legal, mas antes de encontrar o Pokémon é preciso olhar para os lados e ver se a caça é em local seguro. O colega, Kauã Galindo Oliveira completa, “eu aprendi, com essa febre do game, que temos que prestar mais atenção, em especial no trânsito, pois é nas ruas que acontecem as maiores fatalidades de quem joga sem prestar atenção ao seu redor.”

Rosângela enfatiza que os estudantes que no inicio só falavam em baixar o jogo, agora pensam nas consequências que esse game pode trazer. Após a atividade a professora percebeu que ficou esclarecido para eles que o Pokémon Go é um jogo, mas que se brincar sem o devido cuidado, o momento de diversão pode acabar em fatalidade.

ALERTA

Esta é a tirinha produzida pelo aluno, Pedro Henrique Fraga sobre o risco de acidentes para quem joga Pokémon Go sem prestar atenção nas ruas.

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Saúde bucal para os pequenos

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“Se você não escovar os dentes direito, o bichinho vai fazer um buraco neles.” Desde cedo os pais contam histórias como essa para mostrar a importância de cuidar da saúde bucal. Com toda razão, já que prevenção é a palavra de ordem para quem busca um sorriso perfeito. Especialistas apontam que ela deve começar desde bebê com a limpeza da gengiva e assim que os primeiros dentes começarem a despontar, a criança já deve ir a uma consulta com um odontopediatra.

Pensando nisso, a Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, ofereceu para as meninas e os meninos que são atendidos pela instituição uma palestra educativa e lúdica ministrada por dentistas da Secretaria de Saúde da cidade sobre como ter um sorriso saudável.

Super atentas, as crianças receberam informações importantes sobre a maneira correta de escovar os dentes e cuidar de toda a boca. “A prevenção é a maneira mais econômica e menos desagradável de cuidar da saúde bucal e com muitas possibilidades de obtenção de resultados satisfatórios”, destacou a Dra. Maristela Yokoyama.

O Projeto Saúde Bucal, da LBV, é desenvolvido em parceria com a Unidade de Saúde do bairro e promove atividades que colaboram para o bem-estar físico e mental dos atendidos, além de promover ações de educação preventiva e curativa, conscientizando-os da importância de manter a dentição e a boca saudáveis.

Após a palestra e demonstrações, as crianças entenderam a maneira correta para a escovação e prevenção de doenças; compreenderam a importância da escovação após as refeições; identificaram os vilões dos dentes; reforçaram a importância da escova, do creme dental e do fio dental na limpeza dos dentes; assim como a relevância dos dentes na alimentação, comunicação e no relacionamento social.

Com escovas e creme dental em mãos, as crianças demostraram tudo que aprenderam. No momento da escovação, as dicas foram colocadas em prática. O atendido Felipe do Carmo de Jesus atento à palestra, disse: “aprendi que devo cuidar dos meus dentes, cuidar para não ter cáries e outras doenças que possam prejudicar minha saúde. A melhor forma de prevenir é fazer uma boa escovação e usar o fio dental. ”

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Jornal também para o 3º ano

Foto AbreNa Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, além dos quartos e quintos anos, os exemplares do Diário do Norte do Paraná são objeto de estudo para as crianças do terceiro ano. Uma iniciativa que tem gerado bons resultados na alfabetização e desenvolvimento escolar dos pequenos.

A professora Deusa Dias busca conciliar semanalmente os conteúdos curriculares com as notícias do impresso. “Essa forma de trabalho tem sido muito boa, percebo o desenvolvimento dos alunos no que se refere à leitura, uma melhor escrita, assim como boas discussões sobre temas do cotidiano”, ressalta.

Em uma das aulas em que Deusa levou o jornal para a sala de aula, os estudantes se interessaram pela notícia publicada na página do Diário na Escola a qual relatava um projeto sobre dengue realizado pela educadora Arealba Garbelini de Souza, da Escola Municipal Padre José de Anchieta, também de Sarandi. “Como o conteúdo era algo próximo da realidade deles, ficaram eufóricos, se sentiram pertencentes ao texto. Essa reação foi muito boa, pois além do estudo didático ampliamos a conversa sobre os riscos da proliferação do Aedes aegypti”, conta a professora.

As crianças leram a matéria e produziram um resumo da publicação em seus cadernos. Para tornar a atividade mais interessante Deusa promoveu um debate em que os alunos expuseram todo o conhecimento prévio sobre a dengue, formas de transmissão, conhecidos que já foram vítimas, entre outros aspectos. E, na sequência, lançou o desafio. A partir de tudo o que aprenderam naquela aula, os estudantes deveriam produzir tirinhas sobre como evitar o crescimento do número de casos em Sarandi.

“Eu adorei a proposta de trabalho, pois sou um leitor assíduo dos gibis. Foi muito bom escrever e desenhar sobre um tema tão importante”, conta o aluno Thomas Moreira Carvalho. A colega de sala, Luana Cantarute aponta que a mãe e o irmão dela já sofreram com a doença, “não quero que ninguém mais seja vítima, é muito doloroso. Por isso inspirei as falas da minha tirinha em conselhos e dicas de como eliminar com o Aedes.”

Deusa conta que se surpreendeu com os bons trabalhos recebidos ao fim da atividade. “As crianças são muito dedicadas nas atividades com o jornal, elas gostam de ter um material diferente em sala de aula. O trabalho das tirinhas foi algo novo, pois unimos diversos conteúdos didáticos que viemos trabalhando desde o início do ano. Era um desafio para alunos tão novos, mas eles deram conta do recado e mostraram que são capazes”, comemora.

 

RESULTADO

Tirinha produzida pela aluna Luana Cantarute do 3º ano “A”, da Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, em Sarandi.

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Matemática revisitada

Professores do Ensino Fundamental de Marialva discutem novos métodos de ensino de Matemática. O objetivo do Programa de Formação Continuada é melhorar a mediação dos conteúdos pelos servidores e a compreensão pelos alunos. Frações, porcentagens e números decimais estão sendo revisados.
A capacitação, ministrada pela doutora Magna Natalia Marin Pires, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aborda diferentes técnicas de estímulo à interpretação dos números. Durante a atividade, os professores marialvenses dos quarto e quinto anos, apresentaram dúvidas sobre a construção de enunciados de problemas e retas decimais.
marialva 01“Os livros didáticos adquiridos pelo município têm boa qualidade e, a partir deles, pedi para que os professores apontassem as dificuldades vividas em sala de aula”, explicou a doutora. “Então, para educar pela Matemática, é preciso que, primeiro, o corpo docente do município aprenda e compreenda os conteúdos.”
Nos cinco encontros anteriores, Pires também trabalhou operações numéricas básicas, como a adição, a subtração e a divisão. “A diferença está no método de ensino. Ou seja, num mundo tecnológico, em que as calculadoras estão nos aplicativos de smartphones, os números precisam fazer sentido para as crianças”, pontua. “Ao explicar as partes de uma fração, por exemplo, o profissional tem de usar elementos do cotidiano dos alunos. Frutas, brinquedos ou objetos da própria sala de aula podem ‘dar vida’ ao numerador e ao denominador, a fim de que o aprendizado seja efetivo.”
Para a doutora, a Matemática é fundamental à formação do raciocínio lógico das crianças e, consequentemente, no auxílio de tomada de decisões em estágios posteriores à infância. “Portanto, repensar e reavaliar o processo de ensino é privilégio para poucos. Fico feliz em contribuir com a Educação de Marialva.”

 

Formação Continuada

A secretária municipal da educação de Marialva, Maria Inez Bria ressalta que promover e investir em formação continuada para os docentes é indispensável e extremamente importante, pois o conhecimento científico desenvolvido nas academias está ao alcance de todos que participam dos cursos. “Nossos formadores são extremamente capacitados e estão regularmente em atividades de pesquisa nas instituições universitárias, o que garante a atualização constante dos conhecimentos. Para o docente, o processo de formação na busca de qualificação, faz com que melhore sua pratica pedagógica e amplie seu conhecimento profissional. Também desenvolve a capacidade de ser mediador e facilitador do conhecimento, um importante ativo da aprendizagem de seus educandos. Portanto, o espaço de formação deve se traduzir em um momento de ação, reflexão que proporciona a aquisição de novos conceitos em cada discussão realizada. A trajetória profissional só terá sentido se relacionada à sua vida pessoal, individual e na interação com o coletivo.”

A formação continuada já vem sendo considerada, juntamente com a formação inicial, uma questão fundamental nas políticas públicas para a educação. A escola está desempenhando vários e novos papéis na sociedade atual e este vem sendo um campo de constante mutação, com isso o professor desenvolve um papel central, é ele o responsável pela mudança de atitude e pensamento dos alunos. O professor precisa também estar preparado para os novos e crescentes desafios desta geração que nunca esteve tão em contato com novas tecnologias e fontes de acesso ao conhecimento como hoje.

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Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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Cores vivas, primeiros traços

A Legião da Boa Vontade (LBV) promove constantemente em suas unidades de atendimento diversas atividades que reforçam o desenvolvimento da criatividade e protagonismo. Pensando nisso, a Instituição promoveu uma exposição com artes produzidas pelas crianças e adolescentes atendidos e inspiradas nas obras de Romero Britto, renomado pintor e artista plástico brasileiro.

Após conhecerem a vida e obra do artista Romero Britto, os beneficiados deram asas à imaginação, aprimorando suas habilidades artísticas e apresentaram seus trabalhos numa exposição aberta ao público.

A exposição fez parte do projeto “Pintando, Criando e Recriando” e foi realizada nas dependências da LBV, em Maringá. Os próprios artistas mirins recepcionaram o público e explicaram as telas.

Além da contribuição pedagógica da arte, outro resultado positivo foi o despertar de sentimentos de “amor, compaixão, boa vontade e alegria”, como afirmou Gustavo Buzeli Arroyo, que teve seu trabalho exposto. Uma das etapas do projeto incluiu pesquisas sobre o estilo e a história de vida do artista. “Eu gostei da atividade porque tem muitos desenhos diferentes do Romero Britto, uns são xadrez, outros de pontinhos e eu adoro as obras dele. São sempre compostas por cores muito vivas, não tem nenhuma cor clara”, completou o atendido.

Com trabalhos apresentados na exposição, Geovana dos Santos Souza comentou que “o Romero Britto não deixa nada em branco, ele preenche todo espaço da tela. Arte é muito boa, a nossa mente não fica vazia e a gente pinta cada coisa bonita que vai formando paz e amor dentro de nós. Ela me deixa mais calma, mais leve.”

“Trabalhar com as obras de Romero Britto foi gratificante, pois a linguagem utilizada por ele desperta nos atendidos a curiosidade e o encantamento. Durante todo o desenvolvimento do projeto a participação foi ativa, uma vez que, o autor traz em suas obras reflexões sobre a amizade, a solidariedade, o amor, a fraternidade e tantos outros temas que fortificam a formação crítica e solidária das crianças e dos adolescentes através da arte”, ressalta a educadora social da LBV e responsável pela atividade, Norayama da Silva Falcão.

Foto AbreEtapas

Durante o projeto “Pintando, Criando e Recriando” várias atividades foram realizadas. Primeiro foi apresentada a biografia do artista e pintor brasileiro Romero Britto e sua trajetória. A educadora Norayama Falcão e os atendidos fizeram uma pesquisa sobre o significado das cores e a importância delas para uma obra de arte. Na sequência os atendidos conheceram algumas das obras do artista. Crianças e adolescentes foram à prática ao fazerem uma releitura de algumas pinturas de Romero, para isso, utilizaram material reciclado, crepom, EVA e massa de modelar. Também confeccionaram máscaras utilizando balões e jornal, e as pintaram inspirados nas técnicas utilizadas por Romero Britto. Por fim, produziram escultura de mãos com gesso e pintaram utilizando as técnicas do artista. Criaram quadros utilizando o jornal como suporte. E para finalizar o projeto, as obras produzidas pelas meninas e meninos foram para uma “exposição” que foi apreciada pela família e pela comunidade.

“É evidente que o desenvolvimento pleno do ser humano é marcado pelas relações que estabelecemos com o meio e as pessoas que convivemos cotidianamente, se apropriar dos bens culturais, das manifestações artísticas produzidas historicamente pela humanidade é nosso dever enquanto sujeitos históricos. A arte preenche os vazios, nos liberta, nos transporta para outros lugares, é uma viagem maravilhosa. Esse tipo de arte é como se fosse um livro, dá a oportunidade de subjetivamente cada um criar histórias, imaginar, se recriar, se rever, além da estética que é agradável”, aponta Norayama Falcão.

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Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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