Matemática revisitada

Professores do Ensino Fundamental de Marialva discutem novos métodos de ensino de Matemática. O objetivo do Programa de Formação Continuada é melhorar a mediação dos conteúdos pelos servidores e a compreensão pelos alunos. Frações, porcentagens e números decimais estão sendo revisados.
A capacitação, ministrada pela doutora Magna Natalia Marin Pires, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aborda diferentes técnicas de estímulo à interpretação dos números. Durante a atividade, os professores marialvenses dos quarto e quinto anos, apresentaram dúvidas sobre a construção de enunciados de problemas e retas decimais.
marialva 01“Os livros didáticos adquiridos pelo município têm boa qualidade e, a partir deles, pedi para que os professores apontassem as dificuldades vividas em sala de aula”, explicou a doutora. “Então, para educar pela Matemática, é preciso que, primeiro, o corpo docente do município aprenda e compreenda os conteúdos.”
Nos cinco encontros anteriores, Pires também trabalhou operações numéricas básicas, como a adição, a subtração e a divisão. “A diferença está no método de ensino. Ou seja, num mundo tecnológico, em que as calculadoras estão nos aplicativos de smartphones, os números precisam fazer sentido para as crianças”, pontua. “Ao explicar as partes de uma fração, por exemplo, o profissional tem de usar elementos do cotidiano dos alunos. Frutas, brinquedos ou objetos da própria sala de aula podem ‘dar vida’ ao numerador e ao denominador, a fim de que o aprendizado seja efetivo.”
Para a doutora, a Matemática é fundamental à formação do raciocínio lógico das crianças e, consequentemente, no auxílio de tomada de decisões em estágios posteriores à infância. “Portanto, repensar e reavaliar o processo de ensino é privilégio para poucos. Fico feliz em contribuir com a Educação de Marialva.”

 

Formação Continuada

A secretária municipal da educação de Marialva, Maria Inez Bria ressalta que promover e investir em formação continuada para os docentes é indispensável e extremamente importante, pois o conhecimento científico desenvolvido nas academias está ao alcance de todos que participam dos cursos. “Nossos formadores são extremamente capacitados e estão regularmente em atividades de pesquisa nas instituições universitárias, o que garante a atualização constante dos conhecimentos. Para o docente, o processo de formação na busca de qualificação, faz com que melhore sua pratica pedagógica e amplie seu conhecimento profissional. Também desenvolve a capacidade de ser mediador e facilitador do conhecimento, um importante ativo da aprendizagem de seus educandos. Portanto, o espaço de formação deve se traduzir em um momento de ação, reflexão que proporciona a aquisição de novos conceitos em cada discussão realizada. A trajetória profissional só terá sentido se relacionada à sua vida pessoal, individual e na interação com o coletivo.”

A formação continuada já vem sendo considerada, juntamente com a formação inicial, uma questão fundamental nas políticas públicas para a educação. A escola está desempenhando vários e novos papéis na sociedade atual e este vem sendo um campo de constante mutação, com isso o professor desenvolve um papel central, é ele o responsável pela mudança de atitude e pensamento dos alunos. O professor precisa também estar preparado para os novos e crescentes desafios desta geração que nunca esteve tão em contato com novas tecnologias e fontes de acesso ao conhecimento como hoje.

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Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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Cores vivas, primeiros traços

A Legião da Boa Vontade (LBV) promove constantemente em suas unidades de atendimento diversas atividades que reforçam o desenvolvimento da criatividade e protagonismo. Pensando nisso, a Instituição promoveu uma exposição com artes produzidas pelas crianças e adolescentes atendidos e inspiradas nas obras de Romero Britto, renomado pintor e artista plástico brasileiro.

Após conhecerem a vida e obra do artista Romero Britto, os beneficiados deram asas à imaginação, aprimorando suas habilidades artísticas e apresentaram seus trabalhos numa exposição aberta ao público.

A exposição fez parte do projeto “Pintando, Criando e Recriando” e foi realizada nas dependências da LBV, em Maringá. Os próprios artistas mirins recepcionaram o público e explicaram as telas.

Além da contribuição pedagógica da arte, outro resultado positivo foi o despertar de sentimentos de “amor, compaixão, boa vontade e alegria”, como afirmou Gustavo Buzeli Arroyo, que teve seu trabalho exposto. Uma das etapas do projeto incluiu pesquisas sobre o estilo e a história de vida do artista. “Eu gostei da atividade porque tem muitos desenhos diferentes do Romero Britto, uns são xadrez, outros de pontinhos e eu adoro as obras dele. São sempre compostas por cores muito vivas, não tem nenhuma cor clara”, completou o atendido.

Com trabalhos apresentados na exposição, Geovana dos Santos Souza comentou que “o Romero Britto não deixa nada em branco, ele preenche todo espaço da tela. Arte é muito boa, a nossa mente não fica vazia e a gente pinta cada coisa bonita que vai formando paz e amor dentro de nós. Ela me deixa mais calma, mais leve.”

“Trabalhar com as obras de Romero Britto foi gratificante, pois a linguagem utilizada por ele desperta nos atendidos a curiosidade e o encantamento. Durante todo o desenvolvimento do projeto a participação foi ativa, uma vez que, o autor traz em suas obras reflexões sobre a amizade, a solidariedade, o amor, a fraternidade e tantos outros temas que fortificam a formação crítica e solidária das crianças e dos adolescentes através da arte”, ressalta a educadora social da LBV e responsável pela atividade, Norayama da Silva Falcão.

Foto AbreEtapas

Durante o projeto “Pintando, Criando e Recriando” várias atividades foram realizadas. Primeiro foi apresentada a biografia do artista e pintor brasileiro Romero Britto e sua trajetória. A educadora Norayama Falcão e os atendidos fizeram uma pesquisa sobre o significado das cores e a importância delas para uma obra de arte. Na sequência os atendidos conheceram algumas das obras do artista. Crianças e adolescentes foram à prática ao fazerem uma releitura de algumas pinturas de Romero, para isso, utilizaram material reciclado, crepom, EVA e massa de modelar. Também confeccionaram máscaras utilizando balões e jornal, e as pintaram inspirados nas técnicas utilizadas por Romero Britto. Por fim, produziram escultura de mãos com gesso e pintaram utilizando as técnicas do artista. Criaram quadros utilizando o jornal como suporte. E para finalizar o projeto, as obras produzidas pelas meninas e meninos foram para uma “exposição” que foi apreciada pela família e pela comunidade.

“É evidente que o desenvolvimento pleno do ser humano é marcado pelas relações que estabelecemos com o meio e as pessoas que convivemos cotidianamente, se apropriar dos bens culturais, das manifestações artísticas produzidas historicamente pela humanidade é nosso dever enquanto sujeitos históricos. A arte preenche os vazios, nos liberta, nos transporta para outros lugares, é uma viagem maravilhosa. Esse tipo de arte é como se fosse um livro, dá a oportunidade de subjetivamente cada um criar histórias, imaginar, se recriar, se rever, além da estética que é agradável”, aponta Norayama Falcão.

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Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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Escola de Atalaia faz homenagem à cidade

Alunos e equipe pedagógica da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, promoveram a Festa Cultural “Nossa Terra, Nossa Gente” na qual foram realizadas exposições sobre os pioneiros do município e apresentações de dança dos estilos musicais desde a década 50. “Essa festa já é uma tradição da nossa escola, este ano chegamos à XXII edição e mais uma vez superou nossas expectativas com os bons resultados”, destaca a coordenadora pedagógica Lorena Yaél.

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O foco na realização do evento foi levar os estudantes a conhecerem mais sobre a história do lugar onde vivem, assim como a cultura, a economia e o espaço geográfico de Atalaia. “Também buscamos mostrar que tudo isso é mais do que um simples aprendizado, pois é preciso conhecer a terra onde vivemos para que possamos nos orgulhar dela”, conta Lorena.

Todo o trabalho teve início em sala de aula com uma exposição oral a respeito do tema, onde cada criança contribuiu com seus conhecimentos prévios sobre Atalaia. Foram debatidos assuntos como educação, religião, agricultura, pecuária, pioneiros, saúde, esportes e outros fatores que contribuíram com o crescimento do município a partir da década de 50.

Em seguida os alunos foram a campo. Nas ruas buscaram informações, fotos e registros com os moradores mais antigos da cidade. “Foi uma satisfação poder contribuir para o aprendizado das crianças em relação ao passado. Espero que esse conhecimento partilhado não se perca e que elas ensinem outras pessoas a não deixarem nossas histórias esquecidas”, conta o pioneiro Jovelino Vieira dos Santos que chegou em Atalaia em 1952.

A estudante Giovana Fabio Candioto ressalta que foi muito interessante poder entrevistar as pessoas que fundaram a cidade. “Adquiri novos conhecimentos e ainda sanei minhas dúvidas. Atalaia tem uma história muito bonita que todas as crianças deveriam conhecer.”

Os alunos da Escola Vania ainda fizeram um passeio até a zona rural para se aproximarem da cultura que deu origem ao município, e produziram cartazes com os temas estudados e debatidos em sala de aula para serem expostos e o conhecimento partilhado com todas as séries escolares.

A professora Vania Vieira aponta que as atividades propostas alcançaram seus objetivos e ainda oportunizaram que as crianças resgatassem a essência cultural que tem se perdido no tempo.

“Todo o trabalho foi muito gratificante. Alunos, familiares, comunidade pedagógica e o público visitante da Festa tiveram a oportunidade de descobrir coisas novas sobre Atalaia e ainda refletir os desafios que a cidade superou para se tornar o belo município que é hoje”, comemora a coordenadora Lorena.

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Ensino de Libras na LBV

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) tem atingido grande relevância nas discussões educacionais e culturais. Graças às conquistas alcançadas após um vasto histórico de lutas e desafios, os que fazem uso dessa língua têm garantido cada vez mais seu espaço.

A fim de apoiar a inclusão social do público surdo, a Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá desenvolve o projeto “Aprendendo LIBRAS”.

A valorização da diversidade cultural faz parte da aprendizagem das crianças e dos adolescentes atendidos pela Entidade. “Buscamos, com esse projeto, ensinar aos atendidos uma nova forma de se comunicar e interagir em sociedade, além de fazê-los refletir que o modo oral não é o único meio de se expressar. É importante aprender novas formas. A Língua Brasileira de Sinais  os utiliza como meio de comunicação. Os sinais são marcados por movimentos específicos realizados com as mãos e combinados com expressões faciais e corporais”, explica a educadora social e idealizadora da oficina, Helen Braga do Prado.

Foto AbrePara a atendida Emanuelly Karoline Ruis Calciolari a experiência tem sido produtiva. “Eu gosto muito de aprender LIBRAS, porque é uma língua que conhecemos praticando, além de ser importante a possibilidade de se comunicar com quem não ouve. A gente passa a ter mais respeito pelas diferenças.”

O desenvolvimento do projeto seguiu as seguintes etapas. Primeiro a educadora social Helen Braga contextualizou para os atendidos o que é a linguagem de sinais. Em seguida eles assistiram a um vídeo que ensinava o alfabeto em LIBRAS. Helen ainda contextualizou a realidade social de um surdo e sua cultura. As crianças e adolescentes aprenderam o alfabeto, os sinais dos animais e frutas por meio de brincadeiras de adivinha. Na sequência foram desafiados a pesquisar os sinais de cordialidades e apresentar para os colegas. E, por fim, os atendidos tiveram a oportunidade de ter um bate papo com Susamara Cordeiro Machado, professora de LIBRAS e surda, acompanhada das intérpretes, Francielle Cristina Lopes e Cintia Prezoto.

“Seria importante que todos os ouvintes aprendessem LIBRAS, pois é uma forma de ampliar nossos conhecimentos e também respeitar o outro. Na oficina consegui fazer a construção de algumas frases, e assim, pude conversar com a Susamara”, explica a atendida Alexandra Thays Zuela.

A professora de Libras aponta que é muito importante as crianças aprenderem a linguagem de sinais, pois assim elas reconhecerão o surdo na sociedade, entenderão que o surdo é diferente e possui uma cultura e identidade próprias. “Foi importante compartilhar minha experiência com as crianças e os adolescentes, mostrar que nós surdos somos capazes, assim como eles. É fundamental esta troca e interação, pois serão cidadãos melhores”, diz.

Cintia Prezoto, estudante e intérprete, comenta que quando a criança tem contato com a LIBRAS, já cresce sabendo um pouco sobre a comunicação do surdo, tendo assim, mais facilidade para se comunicar e poder ajudar um quando necessário. “As crianças da LBV tiveram esse primeiro contato e ficaram curiosas, fizeram inúmeras perguntas e algumas até se ariscaram a comunicar sem a ajuda da intérprete. Foi gratificante as ver fazendo os sinais de frutas, animais e escrevendo seus nomes.”

Francielle Cristina Lopes, que é professora e intérprete finaliza ressaltando que o surdo não se expressa pela voz, e sim pelas mãos! “É importante essa interação desde pequenos, pois auxilia na cidadania, no respeito às diferenças, no desenvolvimento e até na escolha de uma profissão, pois como intérprete de LIBRAS, mostrei o quão bom é interpretar e conhecer este mundo surdo.”

 

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

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RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Bem mais que um passatempo

As palavras cruzadas são um passatempo muito comum em jornais e revistas. O objetivo é encontrar todas as palavras usando as dicas disponíveis. Conforme algumas palavras são preenchidas, as letras de outras automaticamente aparecem, o que facilita bastante a resolução.

A dificuldade da palavra cruzada varia de acordo com o formato e a quantidade de palavras. Quanto menos elas se cruzam e mais palavras o jogo tem, é maior a possibilidade de a resolução ser mais difícil.

Foto AbrePercebendo o interesse dos alunos do quarto ano da Escola Municipal Tancredo Neves, de Doutor Camargo, pelo passatempo, a professora Rosângela da Silva Oliveira decidiu utilizar o material para desenvolver os processos de leitura e escrita nas crianças.

“Começamos tentando solucionar as palavras cruzadas de O Diário. A princípio, pensei que os estudantes não fossem conseguir, pois são bastante elaboradas, mas para a minha surpresa eles tiveram um ótimo desempenho e conseguiram decifrar quase todos os enigmas, sozinhos”, conta a professora.

Depois do bom resultado, Rosângela passou a explorar ainda mais os conteúdos. Ela diz que ao buscar as palavras certas os alunos iam se aprimorando no passatempo, aprendiam a grafia correta e ainda o que significa e para o que utilizamos cada um dos termos encontrados.

“As cruzadinhas nos ajudam a conhecer coisas novas, com isso, desenvolvemos nosso intelecto”, relata o estudante, Pedro Henrique Fraga. O colega, Joaquim Henrique Villa acrescenta “tenho aprendido até palavras em inglês nos passatempos, isso é muito bom! Aprendemos brincando.”

Ao perceber a evolução das crianças, a professora pediu que cada uma criasse uma palavra cruzada para desafiar um amigo a solucionar. “Esta foi mais uma etapa que me surpreendeu. Achei que eles iriam produzir coisas simples, mas ao contrário, as produções foram bastante criativas e elaboradas”, aponta.

Ao fim da série de atividades, Rosângela enfatiza o quanto foi prazeroso ensinar com as cruzadinhas. Algo que poderia ser apenas um momento de diversão, mas que resultou em novos conhecimentos. “Os alunos passaram a se interessar mais pelos conteúdos, aumentaram vocabulário, aprenderam ortografia e estão mais motivadas a participar das aulas”, conclui.

 

RESULTADO

Essa é a palavra cruzada que foi produzida pela aluna Geovanna Carolina Cravo, e solucionada pelos colegas de turma. Vejam que interessante:

CRUZADINHA

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Sarandi investe em formação

Desde o início do ano letivo professores e equipes pedagógicas da rede municipal de Sarandi estão participando de uma série de formações com mestres e doutores da área da educação. “Quando iniciei minhas atividades no município, em setembro de 2013, observei que os profissionais não tinham uma rotina de formação continuada, enquanto secretária institui um cronograma mensal de capacitação”, destaca Adriana Palmieri.

Foto AbreNas últimas semanas, professores dos quartos e quintos anos participaram do curso “Contextualizando a matemática por meio do jornal: Tratamento da informação. Que bicho é esse?” ministrado pela professora mestre em educação matemática, Solange D’ Antonio. “Após a formação os profissionais irão conseguir fazer com que os alunos entendam a importância do tratamento da informação para a sua vida, compreendam como se elabora um gráfico e uma tabela, quais os passos que devemos seguir até sua constituição, o que significa fazer uma pesquisa e como a realizamos, qual a melhor maneira de representá-la matematicamente, além de fazerem com que os estudantes realizem interpretações matemáticas de situações que envolvem não somente a leitura das imagens, mas o pensamento da comparação entre dados, as operações matemáticas, o valor posicional dos números, as diferentes sequências numéricas que podem ser constituídas e comparem medidas em situações significativas e prazerosas”, aponta Solange.

“A matemática em si é uma disciplina que causam certo medo nos alunos por acharem que ela é complicada e difícil de aprender, mas quando se trabalha com fatos reais do nosso dia a dia, quando usamos recursos diversificados e materiais de apoio que despertam o interesse pelas propostas, tem se um desempenho melhor e mais eficiente no processo de ensino e aprendizagem. Quando a atividade deixar de ser só lousa, giz e caderno, os resultados são outros e geralmente vão além do esperado”, ressalta a professora do quinto ano, Jucelene Marques de Freitas.

A secretária municipal da educação, Adriana enfatiza que o jornal é um instrumento didático que traz de maneira multidisciplinar vários suportes para o trabalho em sala de aula. “O tratamento da informação é um dos descritores da Prova Brasil, por meio da capacitação na matemática utilizando o impresso como suporte encontramos a maneira ideal para auxiliar os professores no trabalho em sala de aula. Temos certeza que será mais uma possibilidade de avanço na rede, estamos sempre na busca incessante de melhorar o ensino e a aprendizagem.”

“Pensamos que o jornal é uma ferramenta importante para o trabalho com a matemática, pois este material vem auxiliar a prática docente na preparação das atividades. Além de fornecer subsídios como gráficos, porcentagem, coleta de dados e informações que contribuem para a elaboração das aulas e a formação global de nossos alunos”, comentam as coordenadoras pedagógicas da educação de Sarandi, Fátima da Costa, Sulei Mesquita, Lucilene Amarante e Nelcy Polito.

A professora, Marilene Vieira Cardoso diz que os conteúdos abordados na formação são fundamentais na base do ensino, pois se trata de algo ligado diretamente à realidade e vivência dos estudantes. “A geometria muitas vezes é levada superficialmente, porém vimos que a abordagem dos conteúdos com os termos corretos e o aprofundamento são necessários para a consolidação da aprendizagem das crianças. Essa percepção influí diretamente em como o professor aborda os assuntos na sala de aula.”

“É importante formar alunos mais eficientes na interpretação de problemas e dados matemáticos,  capazes de avaliar o que respondem,  elaborarem melhor seu pensamento, saber como descrevê-lo com palavras, que sejam também observadores de pesquisas e leitores de informações matemáticas apresentadas em textos jornalísticos, bem como crianças e adolescentes capazes de fazer previsões por meio da leitura dessas informações se tornando agentes críticos no mundo e na realidade em que vivemos”, conclui a ministrante, Solange.

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LBV em clima olímpico

A Olimpíada do Rio de Janeiro só será realizada em agosto, mas o clima do evento esportivo já tomou conta do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV na cidade canção e acendeu o espírito olímpico entre os atendidos. A chama olímpica estava pronta para ser “acesa”, e as delegações participaram devidamente caracterizadas. E como esse não é um torneio qualquer, o nome das equipes são para lá de especiais. Nessa competição, as crianças e adolescentes defenderam o amarelo da Fraternidade, o branco da Paz, o vermelho do Amor, o verde da Amizade, o laranja da Solidariedade e o azul da Harmonia.

Foto AbreA abertura do evento seguiu todo o protocolo de uma competição esportiva oficial, sendo iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná, Maringá e da LBV.

“Enxergamos o esporte como uma importante ferramenta educacional e de compartilhamento de valores, além de ser uma ótima forma para manter a boa saúde do corpo e da mente. Por isso, acrescentamos uma série de atividades físicas em nosso cronograma”, destaca a assessora de comunicação da LBV, Vilma Araújo.

Todo o trabalho foi direcionado pela educadora social Soraia Camila Jardim, que realizou uma série de atividades com os atendidos durante o projeto. “Busquei fazer com que eles vivenciassem o esporte desenvolvendo propostas e jogos de caráter lúdico com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora promovendo uma socialização entre as crianças e adolescentes. Além de ressaltar a importância do cumprimento das regras para um convívio proveitoso e saudável, promovendo o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida”, enfatiza Soraia.

Para introduzir o trabalho, a educadora social realizou um diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a importância deles para a união dos povos. Em seguida, para despertar o interesse do educando, foi utilizado dinâmicas sobre o tema abordado despertando assim, a curiosidade nos atendidos.

Em uma roda de conversa crianças e adolescentes escolheram as modalidades que gostariam de participar. Soraia solicitou que eles descrevessem suas relações com os esportes e os Jogos Olímpicos. Nessa etapa foi utilizado a estratégias de recorte e colagens de imagens e de palavras relacionadas com o tema.

Por fim, a partir da troca de informações entres os atendidos e suas experiências com os esportes, a educadora propôs a pratica esportiva coletiva e individual, em alguma modalidade como: futebol, voleibol, handebol, basquetebol, ginástica rítmica, ginástica artística e atletismo. Iniciando efetivamente os jogos olímpicos na instituição.

DSC_0841“Eu gostei muito de participar desse evento, o esporte é fundamental para nosso crescimento, traz vários benefícios à vida. Aprendi a valorizar o outro, a respeitar às regras e percebi como o outro é importante, pois o trabalho em equipe é essencial para conseguir um bom resultado. Além disso, vi que o esporte vai além das limitações do corpo e que qualquer pessoa pode praticar, pode ser uma criança, um jovem ou um idoso, assim como pessoas que possuem deficiência de qualquer ordem. O esporte tem a capacidade de unir pessoas e povos”, aponta a atendida, Thais Vitória Silva Souza.

A educadora social, Soraia conta que as crianças e os adolescentes deram um show e demostraram como é agir com o espírito esportivo, mantendo a postura respeitosa, independente do resultado obtido. “Esse é um reflexo do nosso trabalho diário, no qual eles aprendem sobre a importância do trabalho em equipe desenvolvendo ainda atitudes necessárias para a integração social e a formação do indivíduo.”

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