Mês: julho 2010



Viajar sozinha aos 14

Ficar só. São poucos os que conseguem ficar só e ficar bem. Há uma máxima que define muito bem a solidão: ‘Às vezes um suplício, às vezes um alívio!’

A holandesa Laura Dekker, de 14 anos, que nasceu em uma embarcação enquanto os pais velejavam, fará, sozinha, uma viagem de volta ao mundo em um veleiro – e com autorização judicial.

Sabemos que a Holanda tem uma cultura, digamos, evoluída, se comparada a de outros países europeus, mas no caso de Laura o que preocupa, segundo os psicólogos, é que na juventude acontece um aumento das redes sociais, é nela que as primeiras experiências de medo, sonhos e segredos acontecem.

Este é um caso atípico, isso porque a garota, literalmente, nasceu em um veleiro. Aos 11 ganhou a primeira embarcação. Velejar faz parte da sua vida, muito mais do que a escola, os amigos, a família, o shopping e o cinema. E isso é questionável? Ela ser diferente dos demais adolescentes é questionável? Se sim, até que ponto? Não tenho tanto certeza.

Fala-se tanto em originalidade, em ruptura de padrões impostos, cruelmente, pela sociedade, pela mídia, enfim… Quando alguém parece ser mais autônomo, livre e adora ficar só logo é questionado.

Outras informações sobre a história aqui

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Até propaganda de sabão em pó ensina

A autora da análise abaixo é a professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Alexandra Bujokas de Siqueira. Para quem tem dúvidas sobre como desenvolver uma leitura crítica dos meios de comunicação ou como olhá-los de um jeito diferente, aí segue um excelente exemplo:

Recentemente, os s principais canais de TV veicularam um filme publicitário produzido pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) e pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) intitulado “Propaganda. Faz diferença”.

Misturando trechos de propagandas que caíram no gosto popular, a narração diz que a propaganda emociona, diverte, seduz, provoca, faz você pensar, quebra tabus, lembra que você deve praticar esportes, ter hábitos saudáveis, respeitar o meio ambiente… mas nunca te obriga a comprar os produtos que está anunciando.

Diante de um argumento tão coeso e simpático como o que foi construído no filme,  fica realmente difícil discordar dessa ideia.

Mas, se quisermos ter um posicionamento crítico e autônomo em relação à propaganda, convém dedicar uns minutos a pensar melhor sobre a influência que esse produto da cultura midiática tem sobre nós.

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Os desafios da educação com e para os meios

Da mesma maneira que é possível alterar a emissão do conteúdo midiático, também se pode educar a população para receber as informações apresentadas pelos meios. Uma linha de estudo que defende a leitura crítica da comunicação, em que o objetivo principal é tornar o usuário crítico e ativo. Assim é a educomunicação ou a mídia-educação, denominações que variam conforme a opção por autores, sejam eles latino-americanos ou europeus. Na prática, o trabalho das duas nomenclaturas é semelhante, para não dizer igual. Para abordar o tema, O Diário na Escola entrevistou a professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Alexandra Bujokas de Siqueira, que desde a graduação se voltou para a convergência das duas áreas do conhecimento: a comunicação e a educação.

Nascida em Barão de Antonina, interior de São Paulo, Alexandra formou-se em jornalismo, mas logo partiu para o mestrado em Educação, seguido do doutorado em Educação, do doutorado sanduíche e do pós-doutorado em Estudos de Mídia, os dois últimos concluídos na The Open University, na Inglaterra. A base do seu trabalho é constituída por autores ingleses como Stuart Hall e David Bucking. Segundo ela, existe campo de trabalho para profissionais da educomunicação no Brasil, mas falta material pedagógico e ideias de como por em prática.

O Diário na Escola>>> O que fez você optar pelo jornalismo e depois pela educação?

Alexandra Bujokas>>> Quando entrei na faculdade tinha uma visão muito ingênua e otimista da comunicação. Quando tive aulas de teorias da comunicação e sociologia foi que percebi que as coisas não eram do jeito que eu imaginava. As produções midiáticas são caracterizadas por relações de poder e são terrenos de muito conflito, por isso precisamos desenvolver um repertório crítico para tirar proveito dos meios de comunicação e também se proteger, já que ali há jogos de interesse. Outro fator foi que eu estava aprendendo nos primeiros anos da faculdade, eu poderia ter aprendido no ensino médio. Em outros países, alunos de ensino médio têm aulas de mídia. No terceiro ano da graduação comecei a estudar mais a leitura crítica dos meios e passei a articular este trabalho de comunicação e educação.

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Jornal Escolar contribuindo com a Educação e Comunicação

Diante da artificialidade vista atualmente no ensino da Língua Portuguesa, que muitas vezes é baseado em práticas tradicionais e de produções de textos pautadas na escrita e não no texto como discurso, sugere-se a produção do jornal escolar a fim de tornar a escrita mais significativa e prazerosa.

A produção de jornais escolares, feitos inteiramente por alunos, tem registros a partir de práticas norteadas pelos pedagogos Célestin Freinet (francês) e pelo polonês Janusz Korczak, no início do século XX.

Marco Aurélio Sobreiro pôde concluir em 2006, em sua pesquisa de Mestrado pela Faculdade Cásper Líbero, que 1) “O jornal escolar é um instrumento que oferece liberdade de expressão aos alunos e motiva-os a trabalhar em grupo”; 2) “a produção do jornal escolar estimula o espírito de cidadania entre alunos, professores e jornalistas envolvidos. O processo motiva os jovens a interagirem com a realidade interna e externa da escola”; 3) “ao confeccionarem seu próprio jornal, os alunos exercitam, na prática, conhecimentos teóricos recebidos dentro da sala de aula”; 4) “o jornal escolar precisa de orientação especializada para atingir boa qualidade e cumprir todos estes objetivos”.

Célestin Freinet: um dos pedagogos pioneiros no trabalho que prioriza a confecção de jornal escolar com estudantes

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É preciso formar 10 mil doutores

A presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (Anpg), Elisângela Lizardo, informou, nesta semana, que para alavancar o desenvolvimento econômico e social do Brasil é preciso formar 10 mil doutores por ano. A declaração foi feita na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que está acontecendo desde domingo e segue até sexta-feira, em Natal, Rio Grande do Norte.

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Combate à obesidade infantil começa em casa

É uma realidade. As crianças estão mais gordas no Brasil. De acordo com estudos científicos, a

Alimentação ideal para os jovens: vitaminas, minerais, cálcio e fibras

obesidade infantil está fora do controle. Em relação aos anos 80, duplicou o número de crianças obesas, de  6  a 11 anos. Tanto na vida adulta, como na infância, a má alimentação, o sedentarismo, os fatores psicológicos e os genéticos são os responsáveis pelo aumento dos números na balança. Para verificar se o jovem está ou não obeso é indispensável medir seu Índice de Massa Corpórea (IMC), o percentual não deve ultrapassar 85.

Nasceu com 2,850 Kg, hoje com oito anos, 1,40m , pesa 52 Kg. A filha mais velha de Deise dos Santos Rincão está fora do peso. A mãe explica que a menina se alimenta bem, consome frutas, verduras, proteína e carboidrato. “O problema é que ela come tudo em excesso”, explica Deise. Com um ano e meio de idade, a garotinha já apresentava sinais de ansiedade após a separação dos pais. “Até hoje ela sofre com isso e desconta na comida”, revela.

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Metas do Ideb: por que tão tímidas?*

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado pelo Inep para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino, reúne num só indicador os dados sobre fluxo escolar, obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho no SAEB e na Prova Brasil. O objetivo do Ministério da Educação é atingir o índice de 6,0 até 2022, na primeira fase do ensino fundamental, mesmo patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), ou seja, evoluir da média nacional de 3,8 (2005) para 6,0 (2021). Já nos anos finais do ensino fundamental, de 3,5 para 5,5, e no ensino médio, de 3,4 para 5,2.

No entanto, é importante observarmos dois fatores interessantes: 1º) a média 6,0 é o patamar mínimo exigido pela OCDE, e 2º) as metas estabelecidas pelo Inep/MEC para a rede pública são extremamente tímidas; afinal, são longos 17 anos para se alcançar a meta proposta. Para os anos iniciais do ensino fundamental, com Ideb de 3,8 em 2005, a meta para 2007 era 3,9 e para 2009, 4,2, somente atingindo a meta 6,0 em 2021, que, segundo o Inep, representa um sistema educacional de qualidade. Numa escala que vai de 0 a 10, será que a média 6,0 realmente representa uma educação de qualidade?

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Eca abre licenciatura em educomunicação

O educador argentino Mário Kaplun sugeriu que o profissional que conseguisse trabalhar com as mídias na escola fosse chamado de Educomunicador. A ação comunicativa no espaço educativo não é a única frente de trabalho para educomunicadores. Há também uma demanda desses profissionais para a consultoria e planejamento de projetos educacionais dentro de empresas de mídia. Com quatro anos de duração, a Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) oferece o curso de licenciatura em Educomunicação. O primeiro do país. O objetivo é formar profissionais para atuarem na interface ente comunicação e ensino.

As inscrições para o vestibular acontecem a partir de agosto e a prova é da Fuvest. Para a primeira turma, de 2011, serão 30 vagas oferecidas no período noturno.

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Em alguns horários, neblina é comum nesta época do ano

VIAPAR faz orientações aos motoristas que devem, principalmente, evitar ultrapassagens

Nesta época do ano é a comum formação de neblina, principalmente pela manhã e madrugada, o que constitui um desafio para os motoristas que costumam viajar nesses horários. Em uma situação assim, a recomendação da concessionária de rodovias VIAPAR é manter o farol baixo aceso, manter uma distância segura do veículo da frente, trafegar a uma velocidade compatível e evitar parar o carro no acostamento. Segundo o supervisor do Centro de Controle e Operações (CCO) da empresa, Gesivaldo Amâncio Primo, o condutor deve atentar, também, pelo retrovisor, aos veículos que vêm atrás, sempre sinalizando com antecedência todos os seus movimentos. “E, principalmente, evitar ultrapassagens em locais com neblina ou de pouca visibilidade.”

Por outro lado, acrescenta ele, é importante que o sistema de ventilação interna do automóvel ou do ar condicionado esteja funcionando bem para evitar o embaçamento dos vidros.
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Educação financeira como estratégia de vida

Uma vida financeira estável é o desejo de dez entre dez pessoas. Isso porque a instabilidade financeira está associada a noites mal dormidas, ao estresse, à depressão e a dificuldade na aquisição de novos bens materiais. Em meio à indústria do consumo, em que as propagandas, as ofertas e o crédito fácil seduzem os consumidores, existem dois desafios: diferenciar o que é realmente essencial do que é supérfluo e aprender a poupar. A teoria difundida por especialistas defende gastar menos do que se ganha; na prática, é muito diferente.

Especialista em finanças e planejamento estratégico, o consultor Marcelo Davanço afirma que é baixo o índice de pessoas que conseguem, na aposentadoria, desfrutar das consequências de uma vida de trabalho. “O fato é que muita gente pensa que 30 anos é muito tempo para ficar poupando dinheiro ou ainda se considera jovem demais para pensar em aposentadoria. A vida passa e é comum que estas pessoas se aposentem com um salário mínimo, normalmente tendo que trabalhar para complementar a renda”, alerta Davanço.

De acordo com o consultor, a educação financeira precisa começar o mais cedo possível. A partir do momento em que a criança já sabe fazer contas e tenha noções de segurança, já está preparada para aprender o valor do dinheiro. Os pequenos se espelham muito nos pais, costumam reproduzir suas atitudes, daí a importância de pagar as contas em dia e evitar compras por impulso. Também é indicado não comprar tudo que eles pedem, demonstrar que tudo na vida tem um custo e se possível fornecer mesadas, para que se habituem a administrar a própria renda.

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