Mês: agosto 2010



Orientações de Paulo Freire

O tempo passa, os paradigmas educacionais se modificam, mas os ensinamentos do educador Paulo Freire não perdem valor. Conheci sua pedagogia ainda na faculdade e ontem, ao conversar com um estudante de jornalismo, apaixonado por educação, percebi que ele também admira e é adepto da prática pedagógica Freiriana e que a conheceu também no ensino superior.

Definitivamente Freire é uma referência para a educação. Criou conceitos que hoje parecem óbvios como ‘não há docência sem discência’ ou ‘ensinar não é transferência’ e o que eu mais gosto: ‘Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão’. Acredito que ele compreendeu a essência de educar e conseguiu mostrar isso aos outros.

Paulo Freire desmistificou o papel do professor, afirmou, certa vez, que não é preciso aparentar saber tudo, porque, na verdade, o educador sabe muito pouco, como todas as outras pessoas. O educador também tem o direito de dizer: ‘isso eu não sei, mas vou pesquisar!’. Quem conhece pode reler, quem desconhece pode encontrar respostas, métodos, pedagogias …

“Não é difícil compreender, assim, como uma de minhas tarefas centrais como educador progressista seja apoiar o educando para que ele mesmo vença suas dificuldades na compreensão ou na inteligência do objeto e para que sua curiosidade, compensada e gratificada pelo êxito da compreensão alcançada seja mantida e, assim, estimulada a continuar a busca permanente que o processo de conhecer implica”.

“Se há algo que os educandos brasileiros precisam saber, desde a mais tenra idade, é que a luta em favor do respeito aos educadores e à educação inclui que a briga por salários menos imorais é um dever irrecusável e não só um direito deles”

“Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir além dele”.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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Dicas para que seus filhos se tornem bons leitores (2)

1 Peça para crianças recontarem histórias ou informações que você leu em voz alta para eles. Cuidado para que isso não acabe virando aula! Não é esse o espírito da proposta; precisa ser algo agradável e descontraído.

2 Incentive-os a desenhar e fazer de conta que escrevem histórias que ouviram. Peça, depois, que “leiam” em voz alta. Parece absurdo? Pois não é! Afinal, eles passam o tempo fazendo de conta que cozinham, que dirigem carros, que lutam com inimigos perigosos, que são médicos e professores… Não se esqueça: a ideia é brincar de ler.

3 Dê o exemplo: faça com que eles vejam você lendo e escrevendo. E, por favor, não faça a bobagem de dizer que eles devem aprender a ser diferentes de você, que não gosta de ler! O que conta não é o que você discursa sobre leitura, escrita, estudo: é o que você oferece como exemplo.

4 Vá à biblioteca regularmente com seus filhos. Se for uma biblioteca de empréstimo, é bom cada um ter sua própria ficha de inscrição.

Fonte: Programa Ler é Preciso – EcoFuturo

A prática da leitura dos pais aos filhos é um ótimo estímulo às crianças

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A criança e o consumo

Criança e consumo. Este foi o tema de uma recente pesquisa do Datafolha. O estudo focou a

Sete de cada 10 pais disseram ser influenciados pelos filhos na hora da compra

influência das propagandas sobre os hábitos de consumo das crianças. O objetivo foi de verificar se a publicidade altera o hábito alimentar das crianças e se as influencia na hora da compra.

Foram ouvidos 411 pais, com filhos de três a 11 anos, de todas as classes sociais. Os entrevistados disseram estar preocupados com as principais atividades de lazer dos filhos: assistir Tv e brincar com outras crianças.

Uma das revelações da pesquisa quantitativa foi que sete de cada 10 pais disseram ser influenciados pelos filhos no momento da compra. E para 38% deles, a maior influenciadora do consumo das crianças é a propaganda.

Eles concordam que é deles a responsabilidade pelo que elas assistem, mas a maioria acredita que algumas restrições na publicidade para o público infantil como horário, conteúdo e quantidade fariam diferença no estímulo ao consumismo.

Nas abordagens pessoais, os pais se declaram contra ou a favor das limitações do marketing  e justificaram o que pensam:

A favor

“Porque elas ficam querendo coisas que a gente não pode comprar”

“Porque incentiva as crianças a serem consumistas, a querer comprar tudo o que veem”.

Contra

“Porque não tem como controlar as propagandas”.

“Cada um anuncia o que quer, e compra quem quer”

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Dicas para que seus filhos se tornem bons leitores (1)

1 Leia em voz alta com eles. Explore com eles os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, manuais de instruções, cartazes, placas… Todo material impresso pode ser útil e ocasionar um momento de troca centrada na leitura.

2 Ofereça a eles um ambiente rico em termos de letramento: faça atividade com leitura, mesmo com bebês e crianças bem pequenas, e continue fazendo com as crianças e jovens que já estão na escola.

3 Converse com eles e escute-os quando falam. Isso ajuda MUITO no desenvolvimento da linguagem oral.

Fonte: Programa Ler é Preciso – EcoFuturo

Pais podem ser motivadores dos filhos na criação do gosto pela leitura

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HQ é tema de abertura das capacitações de O Diário na Escola em Sarandi

O Diário na Escola, programa de incentivo à leitura, desenvolvido pelo jornal O Diário do Norte do Paraná e alinhado ao modelo nacional dos programas de “Jornal e Educação”, da Associação Nacional de Jornais, ANJ, está de volta ao município de Sarandi.

O início das capacitações pedagógicas do programa no município foi marcado pela oficina pedagógica intitulada “Explorando o universo das Histórias em Quadrinhos”, que aconteceu nos dias 25 e 26 deste mês, a quatro grupos de profissionais da educação, na secretaria da educação de Sarandi.

De acordo com a professora ministrante, Márcia Regina Chioderolli, o objetivo da oficina foi discutir o gênero textual Histórias em Quadrinhos, visando dar subsídio teórico e prático ao docente no trabalho de leitura e produção textual em sala de aula. O conteúdo visto também será colocado em prática na produção das HQs para o 5º Concurso do Gibi do Diário na Escola.

O jornal é um recurso a mais para o trabalho nas escolas e, além de favorecer a leitura, situa os estudantes na sociedade em que vivem. No entanto, “é necessário que o docente tenha uma formação continuada para se apropriar da fundamentação teórica que irá subsidiar toda sua prática em sala de aula”, esclarece Chioderolli.

Estiveram presentes 110 profissionais da educação, durante os dois dias de atividades. “O encontro foi muito bom, ajudou a enriquecer os conhecimentos, aprimorando o trabalho com HQs, que já vem sendo aplicado com nossos alunos”, afirma a professora Adriana Patrícia Nachbar.

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Agora é lei

Manipular os filhos contra um dos pais, agora, é crime. O presidente Lula sancionou, ontem, a Lei de Alienação Parental, publicada hoje no Diário Oficial da União. A lei prevê perda da guarda, multa e auxílio psicológico para aqueles que tentarem colocar a criança contra  o ex-parceiro.

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Falha no ensino afasta jovens da engenharia

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) existe um enorme desinteresse dos jovens pela engenharia. O principal motivo seria as deficiências do sistema de ensino brasileiro, que não oferece os conceitos adequados sobre matemática e física durante o ensino fundamental e médio. Esta carência impede que muitos jovens evoluam nessas disciplinas e cheguem ao nível superior.

Para o professor Vanderli Fava, da Universidade Federal de Juiz de Fora, os alunos consideram a área de exatas muito difícil, pois não dominam as duas principais matérias, optando, assim, pela área de humanas. No Brasil, existem 1.500 cursos de Engenharia, que oferecem cerca de 150 mil vagas por ano, mas formam apenas 30 mil profissionais anualmente.

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Escola resgata lendas paranaenses

Próximo ao dia do Folclore, a professora Ana Maria Póla, da Escola Lucília Vicentini Ferrari, de Paiçandu, intensificou o trabalho de resgate da cultura brasileira. O foco das atividades foi as lendas paranaenses, como as Cataratas do Iguaçu, em que a fúria do deus M’Boy originou as quedas de água e a origem da mística Vila Velha, que segundo a lenda o sentimento de inveja fez com que Abaretamas e Camés virassem pedras. Para os alunos, um mundo de conhecimento das cidades paranaenses e do folclore regional se abriu, o resultado das atividades surgiu em formas de desenhos e textos, como o dos alunos Carlos, Matheus, Lucas, Marcelo, Luís Fernando, Walmir e Vitor Gabriel.

trabalho que representa a lenda da cidade de Vila Velha

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Retorno das aulas é marcado por festa em Floresta

Um retorno às aulas divertido, cheio de brincadeiras, alegrias e sorrisos. Ao invés de papel e lápis, o primeiro dia de aula na Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, de Floresta, foi cheio de tobogã, trenzinho, algodão doce, piscina de bolinha etc. A festa foi uma realização da Prefeitura do Município, em parceria com a Secretaria de Educação, como recompensa para as crianças que se empenharam na contribuição de prendas para a festa junina. As turmas competiram entre si, como houve pouca diferença entre os colocados, a direção da escola resolveu premiar todos os 410 estudantes, o resultado foi um dia diferente e inesquecível.

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A bala não era da polícia

Uma perícia na bala que matou o aluno Wesley Guiber de Andrade, em julho, na sala de aula do Centro Integrado de Educação Pública (Ceep) Rubens Gomes, no Rio de Janeiro, revelou que não foi disparada pelos policiais. A bala de fuzil atingiu o peito do garoto de 11 anos e teria partido do confronto ente criminosos e militares.

Ciep onde Wesley foi atingido

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