Mês: julho 2011



Crianças invisíveis

É como se elas não existissem. O Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) verificou através do Censo de 2010 que há 599.204 crianças, de até 10 anos, sem registro no Brasil. A maioria está em São Paulo, são 81.352 crianças sem documentação, enquanto no Espírito Santo são 2.478. Foi a primeira vez que o Censo levantou dados como esses.
Especialistas afirmam que é ainda maior o número de pessoas sem registros, se somado o número de adultos e a população ribeirinha. O registro é o primeiro ato civil da pessoa, pode ser feito logo após o nascimento. O prazo legal é de 15 dias depois do nascimento da criança; quem vive a mais de 30 km do cartório tem até três meses. Caso o tempo legal tenha sido ultrapassado, ainda é possível solicitar a certidão de nascimento em qualquer idade.

 

Mais de 500 mil crianças não existem oficialmente

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Audrey Hepburn para crianças

Toda a sutileza e sensibilidade de Audrey Hepburn agora  ao alcance das crianças. O livro Just Being Audrey traz a biografia da atriz e ícone fashion e é voltado para crianças de 4 a 8 anos. A leitura revela a trajetória de Audrey desde a sua infância até quando ela se tornou embaixadora da Unicef. Ela foi uma das primeiras estrelas de cinema a se dedicar às causas sociais. Escrito por Margaret Cardillo e com as ilustrações de Julia Denos, o livro ainda não tem tradução para o português e vai ser entregue ao Brasil pela Amazon.

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Experiência com o livro Por uma vida melhor

No livro “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica”, o educador Paulo Freire escreveu que a sala de aula precisa ser um espaço democrático, onde professor e aluno têm voz e vez. A professora de Língua Portuguesa, Mara Alice…, do Colégio Estadual Unidade Pólo, de Maringá, tem utilizado os conceitos do educador com os estudantes do 2º ano “E”.

Para que os alunos formassem as próprias opiniões e soubessem defendê-las, Maria Alice trouxe para dentro da sala de aula a polêmica do livro “Por uma vida melhor”, distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático a 485 mil alunos do Ensino Médio, o qual tem sido alvo de críticas – e algumas defesas – porque traz além da normal culta, o uso popular da Língua Portuguesa.

Se de um lado especialistas consideram frases como “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” uma variação lingüística, por isso existe o uso considerado inadequado ou adequado, na outra ponta estão os críticos que consideram errado difundir a norma popular da língua. A aluna Juliana Garcia decidiu refletir sobre o assunto, depois de verificar o que especialistas diziam, e utilizar o livro como forma de aprender.

 

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Quem tem dó de angu, não cria cachorro*

Quando eu era criança aqui em Santo Amaro, “angu de cachorro” era uma mistura feita com fubá e restos de comida que se dava aos cachorros. Logo, quem quisesse criar cachorro, não poderia ter dó de gastar fubá ou de fazer angu.

Quando reclamávamos de alguma coisa do emprego, da falta de tempo, de ter que viajar muito, etc, minha avó sempre dizia:

– Quem tem dó de angu, não cria cachorro!

Hoje vejo como minha avó tinha razão em seu velho ditado.

Vejo pessoas reclamando de coisas que são absolutamente inerentes à sua profissão, situação, condição ou até mesmo à sua região geográfica.

Médicos reclamam por ter de atender a chamados de madrugada. Pilotos reclamam por viajar muito. Donos de restaurante reclamam por trabalhar nos finais de semana. Professores reclamam por ter de corrigir provas. Residentes no norte ou nordeste reclamam do calor, enquanto os do sul reclamam do frio. Até mesmo empresários reclamam por ter clientes demais.

Enfim, boa parte das pessoas parece não compreender coisas tão simples, como o fato de que não dá para “ter dó de angu e querer criar cachorro”.

 

Se você não quer ter dores de cabeça e viver uma vida tranquila, sem riscos, não pode ser empresário. Se quiser uma promoção em seu emprego, precisa comprometer-se mais. Se quiser uma aposentadoria com conforto, uma velhice saudável, precisa poupar dinheiro durante toda a vida. E assim por diante.

 

Se você não quer atender aos doentes, abandone a Medicina. Se não aguenta o calor, mude-se para uma região mais fria. Se o que você quer é que todos os finais de semana sejam livres para passear com sua família, venda o seu restaurante. Se não suporta mais corrigir provas, deixe de lecionar. Se você não quer lidar com clientes, empregados e fornecedores, venda sua empresa.

Você tem três opções:

Assumir e enfrentar a realidade

Mudar a realidade

Parar de reclamar

Não dá para pensar apenas nos benefícios e vantagens das profissões, empresas ou lugares.

Se você é vigia noturno, não reclame de passar as noites acordadas. E se é jornalista, não reclame por ter de sê-lo full time.

Quem tem dó de angu, não cria cachorro. Pense nisso, e muito sucesso!

* Texto compartilhado pelo prefeito de Santa Fé, Fernando Brambilla, com os professores da rede municipal na última quarta-feira, durante a oficina do Diário na Escola, que aconteceuna Biblioteca Municipal.

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Parceria para democratizar a informação

A partir de amanhã mais de 2.300 estudantes da rede municipal de Sarandi passam a desfrutar da leitura de jornal na sala de aula. Os objetivos da parceria educacional entre O Diário na Escola e o município são de promover a reflexão social através das notícias, oferecer o acesso a diferentes gêneros textuais e mobilizar professor e aluno em torno da Comunicação e Educação. Para alcançá-los, O Diário na Escola promove cursos, palestras e oficinas aos profissionais da educação, que atuam como mediadores entre o Programa e a escola.

Aos alunos são oferecidos concursos culturais e educacionais, espaço para publicação de trabalhos no jornal e a oportunidade de, desde cedo, ler o conteúdo da mídia, com a supervisão do educador. A emancipação do sujeito acontece através da discussão de assuntos da atualidade e dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Em 2011, O Diário na Escola tem atuado em 20 cidades a fim de dinamizar o currículo escolar e democratizar o acesso à informação.

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Aluno sofre agressão de professor por ouvir funk

Um estudante de 13 anos foi agredido pelo professor de jiu-jitsu Jefferson de Jesus, 27 anos, na manhã de ontem (20). O fato ocorreu na Escola Municipal Angelo Zani, em Cariacica (ES). O aluno ouvia uma música de funk, ritmo que o professor não gosta, no celular e o mesmo pediu para que ele desligasse o aparelho telefônico. Segundo o professor, o estudante retrucou e o ofendeu. Jeferson então, agrediu o adolescente, que ficou com marcas no rosto e no pescoço. O suspeito confessou a agressão e disse que imobilizou o jovem para que pudesse tirar o aparelho das mãos do adolescente e o levar para a coordenação. O professor foi detido na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), em Vitória (ES), pagou fiança de um salário mínimo e logo em seguida foi liberado do local.

Fonte: Andi

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Ajuda à educação do Haiti

O ex-presidente americano Bill Clinton doou ontem US$ 1,25 milhão ao Ministério da Educação do Haiti. O objetivo da doação é de oferecer maior acesso a população a um número maior de escolas. Ontem esteve em Porto Príncipe para várias ações, entre elas a inauguração de uma exposição de projetos de casas para a reconstrução, derrubadas no terremoto de janeiro de 2010. O chefe de Estado, Michel Martelly, condecorou Clinton com a “Ordem Nacional Honra e Mérito”.

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Cinema também pode ser educação..

O diálogo entre cinema e educação é possível. Produzir conhecimento a partir das películas pode ser a chance de educar, também, as sensibilidades. Seguem algumas dicas para o fim de semana, afinal com boas histórias é mais fácil ficar bem acompanhado.

 

* Um professor em apuros – 89 min – comédia – 2009

A vida acdêmica não se tornou aquilo que o professor Charlie Thurber (Luke Wilson) sonhou que seria. Ele é uma inspiração para seus alunos, mas sua notável falta de habilidade política deixou sua carreira meio estagnada. Quando parecia que Charlie finalmente estaria prestes a subir um degrau mais alto, uma Phd de Yale (Gretchen Mol) junta-se ao pessoal da pequena faculdade e ameaça fazer sobra às aspirações de Charlie. Seu melhor e bem-intencionado amigo (David Koechner), um professor especializado  em antropologia, lança uma campanha totalmente equivocada para promover a causa de Charlie.

 

* A onda –  106 minutos – drama – 2008

 

Rainer Wegner,professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do facismo  e do poder. Wegner se denomina o líder daquele  grupo, escolhe o lema  “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos comelam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando a situação fica séria,  Wegner decide  interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado  em uma história real, ocorrida na Califórnia em 1967.

 

* O grande desafio – 126 minutos – aventura – 2007

 

Inspirado em uma história real,  o filme conta a jornada  do brilhante, mas volátil, professor Melvin Tolson (Denzel Washington) que, usando de seus métodos pouco convencionais, sua visão política radical e o poder das suas palavras para motivar um grupo de alunos do Wiley College, do Texas, a participar de um campeonato de debates na Universidade de Harvard.

 

 

* Mentes Perigosas – 99 minutos – drama – 1995

 

Oficial da marinha (Michelle Pfeiffer) abandona carreira militar para realizar o antigo sonho de ser professora de inglês. Mas o grupo de alunos rebeldes que tem pela frente, logo na primeira escola em que leciona será capaz de colocar à prova todo seu treinamento e experiência adquiridos.

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