Mês: novembro 2011



“O direito de ser adolescente” será lançado daqui a pouco

Será lançado daqui a pouco pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) o relatório Situação da Adolescência Brasileira 2011 – O direito de ser adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades.

O lançamento será às 10h, no auditório do 1º subsolo do Edifício Ministério da Saúde Unidade II (SEPN 510, Bloco A), com a participação da representante do UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier, do novo representante designado da organização no Brasil, Gary Stahl, e dos adolescentes Danilo Urapinã Pataxó, Israel Victor Melo e Mariana Rosário.

O relatório analisa a situação de meninas e meninos de 12 a 17 anos a partir de 10 indicadores sociais e da sua evolução entre 2004 e 2009. O documento também traz uma análise das políticas públicas desenvolvidas no Brasil, aponta os principais avanços e desafios e propõe um conjunto de ações imediatas a ser tomadas para garantir a realização dos direitos de todos e de cada adolescente.

Fonte: www.unicef.org.br

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Você daria dinheiro a uma empresa jornalística?

Não gosto de transcrever artigos de outros sites, mas este de Gilberto Dimenstein merece ser compartilhado na íntegra. Eu apenas trocaria o título “Você daria dinheiro para uma escola pública?” por “Você daria dinheiro a uma empresa jornalística?”

A reflexão do autor do texto vem apenas reforçar a importância da leitura de jornal na sala de aula:

Você daria dinheiro a uma escola pública?

Veja, caro leitor, que campanha interessante lançada neste fim de semana pelo “The New York Times”. Mas duvido que pegasse no Brasil, onde não temos uma cultura de filantropia –e onde a educação pública está longe de ser uma prioridade nacional.

A prisão de alunos que cabulavam aula, em São Paulo, é apenas mais uma daquelas notícias recorrente sobre a qualidade de nossas escolas públicas.

Um dos mais importantes jornais do mundo, o “NYT” está pedindo doação em dinheiro aos americanos. Motivo: quer entregar de graça jornais para escolas públicas de todo os Estados Unidos.

A ideia central é a seguinte: a leitura de um jornal de qualidade ajudaria a educação dos estudantes. É um negócio, óbvio, para o jornal, que vai cativar leitores e aumentar suas vendas. Mas também é um bom negócio ao país. E custa quase nada para quem faz a doação. Portanto, é também uma boa para quem quer ajudar alguém e não tem muito dinheiro.

Fico imaginando quantas críticas mesquinhas seriam feitas, no Brasil, contra uma campanha contra desse tipo. Ainda temos muito a aprender sobre a importância da responsabilidade individual diante de problemas coletivos.

Em essência, nós, brasileiros, falamos muito em direitos e pouco em deveres. Sou dos que acham que deveríamos ensinar, desde a escola, que trabalho comunitário não é favor, mas obrigação.

Todos deveríamos, pelo menos, ajudar a escola pública no bairro.

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O que os países com melhores índices educacionais têm a dizer

O que Xangai, na China, tem em comum com o Chile? E o que a Finlândia poderia ter parecido com a Coreia do Sul?

Os índices educacionais destes países são os melhores do mundo na avaliação do Relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, sigla em inglês) e na série “destino: educação”, produzida pelo canal Futura, eles mostram como chegaram ao ápice.

 

 

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Alunos criticam aumento do salário de vereadores

Entidades como a Sociedade Eticamente Responsável (SER) de Maringá e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já se manifestaram contra o aumento do salário dos vereadores, que passou de R$6.312 para R$12.025. Agora é a vez dos alunos do Diário na Escola se posicionarem sobre o que acontece na sociedade. O papel do Diário na Escola é de promover a cidadania e para que ela se realize é preciso dar voz a população.

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Criticidade e sensibilidade no trabalho com o jornal

Para que o jornal impresso tenha a finalidade de formar cidadãos para a vida, a professora Luciane Cristina Andersen Terezan fez uma apropriação crítica e, ao mesmo tempo, sensível da mídia com a turma do 3º ano “D”, da Escola Municipal Santo Carraro, de Mandaguaçu. Depois da leitura completa do Diário, a educadora enfatizou o trabalho didático em torno das notícias sobre os maus-tratos aos cães do Biotério Central da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

“Ficamos solidários perante a situação pela qual os animais estão passando”, explicou Luciane, cuja intenção foi promover a reflexão crítica sobre o fato e disseminar atitudes respeitosas com os animais. “Desejamos que a ação judicial seja definitivamente favorável ao impedimento dos procedimentos crueis realizados com animais no Departamento de Odontologia da UEM”, afirmou. A turma toda concorda com a opinião da professora.

A prática pedagógica relatada pela professora ao Diário na Escola não banaliza as atrocidades e aproxima os alunos de questionamentos e discussões críticas sobre o direito dos animais. A indignação que sentiram depois do debate foi transformada em produções textuais e desenhos. “Fizemos uma votação entre todos os alunos e elegemos o desenho que melhor retratava a situação. Depois, produzimos frases protestando sobre a realidade dos animais, então, concluímos com a produção coletiva de uma poesia”, revelou a professora.

 

        “AO AMIGO COM CARINHO”

 

 

 

 

Amigo fiel, companheiro inseparável

Ficamos tristes por você.

Homem cruel e indomável

Tira sua vida sem merecer.

 

Com dor e com maldade

O homem mal faz experiências com crueldade.

Instrumentos tortuosos

Ferem seu corpo sem piedade.

Pobre cãozinho, amigo do homem

Querem fazer você sofrer.

Nós crianças com toda coragem

Vamos te ajudar a vencer.

 

Comovidos com sua história

Nós aqui desta escola

E os “Anjos dos Animais”

Queremos você cãozinho desprotegido

Vivendo em condições ideais.

 

Já que é moda preservar

Nós vamos protestar

E a vida dos animais

Ajudaremos a salvar.

 

 

 

 

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Pesquisa revela a influência das crianças sobre o consumo dos pais

“Já faz tempo que não preparo alimentos que tenho vontade, o cardápio lá em casa é sempre voltado para as meninas”, conta Débora Thaís Ideriha, mãe de três garotas com idades entre seis e 14 anos. Débora compra, no supermercado, o que as filhas preferem comer e abdica de suas preferências. A experiência dela ratifica o resultado da pesquisa “O poder da influência da criança nas decisões de compra da família”, realizada em 11 países, entre eles o Brasil, concluindo que a opinião dos mais novos é decisiva na rotina familiar.

 

O estudo foi publicado pela Viacom, dona do canal Nickelodeon, e ouviu 15.600 pessoas, entre crianças de nove a 14 anos e pais com filhos de seis a 14 anos. A conclusão pode ser vista facilmente com a chegada do fim de ano, época em que eles interferem no destino da viagem, no prato principal da ceia e nos presentes de Natal. A pesquisa apontou que 60% dos jovens acreditam que suas opiniões são levadas em consideração pela família. Eles opinam e sabem do poder de persuasão que têm sobre o comportamento dos pais.

 

Nos 11 países estudados, as informações das crianças sobre produtos e marcas advêm, principalmente, da internet e da Tv, com 82% e 70% respectivamente

Os adultos levam mesmo em conta o que pensam os filhos, pelo menos foi o que disseram 51% dos entrevistados. As crianças palpitam, por exemplo, na cor e modelo do carro novo da família e os pais consideram o que elas disseram na hora da escolha. Adriana de Souza Garcia está grávida de cinco meses e é mãe do pequeno Augusto, de três anos. Ela faz parte de outra parcela da pesquisa, os 49%, que disseram decidir a rotina familiar em comunhão com os filhos. Adriana explica que a influência de Augusto sobre sua opinião existe, mas tem limites.

 

“Não deixo que ele simplesmente mude minha ideia, pois 80% das vezes ele impõe o que quer. Eu faço quando tenho certeza que vou beneficiá-lo e não apenas agradá-lo”, ressalta Adriana. As crianças estão cada vez mais precoces no quesito poder de escolha, o que preocupa é qual a origem das influências de comportamento e consumo dos mais novos. Conforme a pesquisa, as informações advêm, principalmente, da internet e da Tv, com 82% e 70% respectivamente. Os jovens confiam na mídia para buscar informações sobre produtos e marcas, e reproduzem, o que descobriram, aos pais.

 

A mamãe de Lauren, de um ano e meio, Juliana Yoshiumi, contou que ultimamente tem dado menos ouvido aos pedidos da filha. A tarefa não é fácil, mas pode ser extremamente educativa, uma vez que a mãe a ensina a ouvir a temida palavra “não”. “Conforme eu sempre dizia sim, ela foi ficando muito mimada”, explica Juliana, que é a favor de ouvir as crianças, mas considera os pais, as melhores pessoas para definir o que é bom ou não para a vida dos filhos.

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Escritos sobre Educomunicação…

Interessante o paranorama trazido pelo site Portal Aprendiz, no artigo “A educomunicação e suas contribuições na educação integral”, escrito pela jornalista Daniele Próspero.

Para se ter uma ideia do número de pessoas envolvidas em projetos que envolvam a Comunicação e a Educação, o artigo explica que “em 2011, mais de 4200 instituições escolares, em 842 cidades, estão desenvolvendo atividades educomunicativas com cerca de 825 mil alunos participantes”.

O Diário na Escola trabalha em 2011 com o jornal na sala de aula de mais de 10 mil alunos, de 116 instituições educacionais. Os resultados destas práticas ressaltam que a Educomunicação tem sido um instrumento de luta para a emancipação dos sujeitos envolvidos.

Abaixo um trecho do artigo “A educomunicação e suas contribuições na educação integral”:

Diante dos novos desafios da sociedade contemporânea, a educação, cada vez mais, precisa ampliar os espaços, tempos e oportunidades educativas, o que busca justamente a promoção de uma educação integral, ou seja, a formação dos alunos nas suas multidimensões. Isso passa, necessariamente, pela possibilidade de converter-se num espaço privilegiado para garantir às novas gerações os conhecimentos e as habilidades indispensáveis, para que se comuniquem com autonomia e autenticidade.

Sendo assim, não há como não falar em comunicação. Essa aproximação entre comunicação e educação se torna essencial. É o que chamamos de educomunicação, ou seja, um conjunto das ações voltadas ao planejamento e implementação de práticas des-tinadas a criar e desenvolver ecossistemas comunicativos abertos e criativos em espaços educativos, garantindo, dessa forma, crescentes possibilidades de expressão a todos os membros das comunidades educativas.

Diversas experiências e práticas educomunicativas têm alcançado resultados im-portantes no processo de aprendizagem das crianças e jovens. Algumas, inclusive, avançaram e se tornaram políticas públicas, como o projeto Educom.radio, em São Pau-lo. O governo federal percebeu o valor da proposta e sua importância para a busca de uma nova educação e inseriu, pela primeira vez, como política pública nacional – no Programa Mais Educação -, o conceito e pressupostos da educomunicação como uma forma de agregar à busca constante por uma educação integral.

Leia completo aqui

 

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Qual professor a Tv exibe?

A resposta para a pergunta do título seria “estereotipado”, segundo Jô Levy, professora do curso de comunicação social (habilitação em audiovisual) da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e coordenadora pedagógica do projeto Telinha de Cinema.

Jô pesquisou 567 telenovelas produzidas de 1951 a 2006.  31 apresentaram personagens professores. O estudo deu origem à dissertação de mestrado “O professor como personagem na telenovela: identidade docente e interação com a imagem da TV”, defendida na Universidade Federal de Goiás. Foram sete categorias de professores classificados pela pesquisadora: atrapalhado, arcaico, objeto de desejo, a pura e a casta, o show men, os malditos e os heróis e heroínas.

A revista Pontocom entrevistou Jô Levy e trouxe novos olhares sobre como a educação – em especial o professor – é tratada pela Tv. Separamos alguns trechos da entrevista para os leitores do blog, para ler na íntegra, acesse aqui

revistapontocom – Que tipo de professores encontramos na teledramaturgia brasileira?
Jô Levy – Uma galeria de tipos. Especificamente nas telenovelas, de forma mais recorrente observo sete tipos: o atrapalhado, o arcaico, o objeto de desejo, a pura e casta, o show men, os malditos e os heróis e heroínas. Cheguei a esta classificação fazendo um levantamento num universo de 567 telenovelas brasileiras, produzidas desde 1951, quando foi ao ar a primeira, até 2006, ano da pesquisa de mestrado que realizei pela Universidade Federal de Goiás. A presença desses tipos confirma o que talvez supomos como espectadores, isto é, a presença de estereótipos na composição dos personagens.

revistapontocom – Na teledramaturgia brasileira e considerando os personagens professores, a ficção imita a realidade?
Jô Levy – Não, porque a realidade vivida por um professor brasileiro é muito mais complexa do que as composições estereotipadas de professores criadas na ficção. Entretanto, há um diálogo entre ficção e realidade, de tal maneira que é possível encontrar elementos de uma dimensão na outra. revistapontocom – A ficção da teledramaturgia ajuda a construção da representação social do que é professores pelos telespectadores? Jô Levy – Sim. E nisso reside a preocupação com o tipo de imagem de professores que circula em veículos de grande audiência como a televisão. Nosso imaginário é alimentado por imagens midiáticas, muitas delas tipificadas e classificadas segundo os parâmetros de relevância e visibilidade, próprios do mundo midiático. Do total de 567 telenovelas pesquisadas, apenas 31 apresentam personagem professor. Para levantar esse dado, considerei a sinopse das novelas e a relação dos personagens. Na classificação do material pesquisado, 13 protagonistas foram identificados como professores, entretanto, na trama, sua condição profissional se apresentava, na maioria dos casos, como assessória ou apenas como um componente dramático, ou seja, um elemento cuja função é complementar, não possuindo a profundidade que se requer de um personagem mais elaborado. Os poucos personagens identificados como professores não tornam relevante a categoria profissional docente, porque na lógica da mídia, o que é relevante é aquilo que é mais visto.

 

 

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Fafiman e UEM promovem Semana Afro-brasileira

O ensino da história e cultura afro-brasileira já é obrigatório nas escolas brasileiras desde 2003, mas muitos educadores admitem que têm dificuldade em trabalhar o conteúdo dentro do currículo escolar. Com a aproximação do Dia da Consciência Negra, dia 20, é hora dos professores se inspirarem para o trabalho de qualidade e para isso podem participar da V Semana Afro-brasileira, realizada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) em parceria com a Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (Fafiman). O evento conta com exposição de fotografia, mesa redonda, minicursos, palestras e exibição de filmes de 21 a 25 deste mês, ora na UEM, ora na Fafiman. Informações sobre a semana podem ser obtidas pelo telefone (44) 3011-4288.

Veja o cronograma de atividades:

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