14 milhões ainda não sabem ler nem escrever

A Constituição Brasileira garante, no artigo 205, que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

A emancipação do homem pela educação inicia com a alfabetização. Aprender a ler e a escrever é um desafio para a criança, imagina então para o adulto? Hoje, DIA NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO, trouxemos dados assustadores, que nos fazem perceber que o direito garantido em lei, muitas vezes, não acontece na prática.

Somente no Brasil, existem mais de 14 milhões de analfabetos, entre a população com mais de 15 anos, sendo cerca de 10 milhões na faixa de idade plenamente ativa, ou seja, entre os 25 e os 50 anos de idade. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2010 e revelam o número de pessoas impedidas de conquistar melhores opções de vida, de trabalho e de exercício da cidadania.

Uma das iniciativas que merece destaque no combate ao analfabetismo é o Programa Brasil Alfabetizado, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC) desde 2003, em que empresas, entidades não governamentais, instituições religiosas e associações de classe desempenham importante papel na luta contra o analfabetismo adulto.

O Dia Nacional da Alfabetização é comemorado desde 1966 como homenagem ao dia da criação do Ministério da Educação e Cultura, 14 de novembro de 1930. A meta do Brasil é erradicar o analfabetismo até 2020. Para conquistá-la é preciso, principalmente,  investir em materiais e professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA), já que a maioria da população analfabeta tem mais de 25 anos.

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