Mês: janeiro 2013



O incrível poder das histórias em quadrinhos

Ontem foi comemorado o Dia Nacional dos Quadrinhos. Apesar da internet e de toda a tecnologia do século XXI, os gibis permanecem atuais devido à capacidade dos autores em renovar e atualizar as histórias. A tecnologia, que antigamente assustava os editores e quadrinistas, atualmente é uma grande aliada desse tipo de produção.

O fato de serem facilmente encontrados nas bancas, revistarias ou livrarias, e por seu tamanho e tipo de papel, os quadrinhos ainda são sucesso entre muitos leitores. Principalmente as crianças, que estão em fase de alfabetização e criando o gosto pela leitura. As histórias cheias de desenhos e falas curtas, atrai o olhar e a atenção dos pequenos.

Aparecido Ferreira é proprietário da Banca Faroeste, em Maringá, uma das mais tradicionais e que está na cidade há 40 anos no mesmo ponto. Ferreira conta que os gibis mais procurados hoje são os da Turma da Mônica, mas o gosto dele é bem diferente. “Sou apaixonado pelos primeiros personagens que surgiram; Zorro, Tarzan, Rocky Lane e Ray Roger.”

Os motivos para a continuidade do sucesso dos quadrinhos são variados; vão desde a qualidade da produção ao profissionalismo, passando pela maior distribuição, segmentação, e, é claro, pela diversidade de gibis. A internet, como uma ferramenta de apoio é muito forte, pois possibilita a criação de clubes de leitores que, antigamente, eram muito complicados para serem implementados. Também facilita o acesso ao sistema de assinatura e venda por lojas virtuais.

A banca de Aparecido é um ponto de encontro para o pessoal “mais antigo”, como assim ele denomina. Vários aposentados e colecionadores de gibis frequentam o local diariamente para relembrar os velhos tempos, recontar as histórias que mais gostaram de ler, falar dos personagens e principalmente, fazer venda e troca de raridades.

“As capas é o que mais me alegra, tem dia que passo horas olhando para elas, me faz voltar ao passado, me lembra a juventude.” E por falar em juventude, Aparecido sempre foi apaixonado por histórias de faroestes, e por gostar tanto, nos dias livres ele se vestia à caráter, com todos os acessórios utilizados pelos personagens dos quadrinhos, e depois tirava várias fotos, que quando reveladas passavam por recorte, colagem e montagem de capas de gibis, como se Aparecido fosse o personagem principal da história. Relíquias que ele guarda até hoje e tem orgulho ao mostrar. “Quando gostamos de uma coisa, não medimos esforços”, destaca.

 Leitura

As histórias em quadrinhos, mais do que um divertido passatempo são excelentes aliadas na educação, pois despertam facilmente o interesse da criança, estimulam o hábito da leitura, unem cultura e entretenimento, além de serem de fácil acesso e baixo custo.

Mais do que uma paixão, os quadrinhos foram responsáveis pela alfabetização de Aparecido. Ele que só foi à escola durante oito meses em toda a sua vida, aprendeu a ler, com os gibis.

“Meus pais trabalhavam na roça, a gente se mudava muito, só tive a oportunidade de ir a uma escola quando eu tinha nove anos e ainda por pouco tempo, porque depois nos mudamos de novo. Mas esse tempo de estudo me fez aprender as letras e formar as palavras, então com 14 anos eu conheci os gibis e como as frases eram curtas eu conseguia ler. E foi assim que eu aprendi a ler tudo o que sei até hoje, nos meus 66 anos de vida”, conta emocionado.

Preocupado com outras crianças e com o incentivo à leitura, há alguns anos Aparecido chegou a apresentar um projeto de Gibiteca, para ser realizado em Maringá, mas infelizmente o prefeito da época não se interessou pela iniciativa. “A intenção era montar um espaço para lazer, onde as pessoas pudessem fazer o empréstimo e trocas de gibis, e também terem um local agradável para a leitura”.

Colecionador de raridades dos quadrinhos, Aparecido Ferreira mostra alguns dos seus exemplares favoritos

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Sugestões de leituras

Aí estão algumas sugestões de livros que vão animar suas férias!

Para as crianças:

Como começa?

Autora: Silvana Tavano

Com esse livro os pequenos vão se divertir com as perguntas que eles mesmos costumam fazer aos pais, a exemplo de “O mar começa ou acaba na areia?”.

 

 Até as princesas soltam pum

Autor: Ilam Brenman

Na linha “desconstrução do romantismo”, mas sem perder a ternura, é claro. As meninas vão adorar saber que as princesas dos contos são mais humanas do que se pode imaginar.

 

365 Penguins

Autor: Jean-Luc Fromental

Com dificuldades de atrair os meninos para os livros? Essa é uma história cativante que vai agradá-los, é sobre dois irmãos que recebem um pinguim em cada dia do ano e não entendem o por quê.

 

Para os adolescentes:

 O corpo das garotas

Autor: Jairo Bouer

De forma clara e objetiva, o autor procura esclarecer as principais dúvidas que uma garota tem nesta conturbada fase que é a puberdade. A obra traz dicas para eliminar os pêlos indesejados, tratar de cravos e espinhas, como funciona a menstruação e a temida TPM, além de esclarecer sobre o uso de absorventes.

 

 O corpo dos garotos

Autor: Jairo Bouer

O livro explica ao menino que, de repente, o corpo dele passa por uma revolução: pêlos e espinhas aparecem por todos os lados, a voz desafina, ele se sente inseguro com relação ao sexo.É a puberdade que chegou! Uma fase tumultuada, mas que tem começo, meio e fim. Bouer explica como encarar tudo isso com naturalidade e sem traumas.

 

Para os pais:

Criando adolescentes em tempos difíceis

Autora: Elizabeth Monteiro

O amor parental não é estático: ele muda com o tempo e com os filhos. Por isso, os pais precisam atualizar seu modo de sentir e amar. Com uma linguagem direta e delicada, a autora fala sobre a necessidade de proteger os adolescentes de ameaças como as drogas e, ao mesmo tempo, de incentivar a autonomia deles.

 

A culpa é da mãe – reflexões e confissões acerca da maternidade

Autora: Elizabeth Monteiro

Nesta obra a psicoterapeuta Elizabeth Monteiro relata suas experiências – muitas vezes desastradas – como mãe de quatro filhos. Partindo das relações familiares na época de sua avó e passando pela própria infância, ela mostra que as mães, independentemente da geração, erram. Mas não devem se sentir culpadas por isso.

 

Para a família:

Eu que fiz

Autoras: Ellen e Julia Lupton

Ideal para pais e filhos que queiram desenvolver atividades juntos, pois ensina trabalhos manuais com tecido, sucata e outros materiais que vão deixar sua casa linda.

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Mais contato, menos conexão: desplugue!

A marca de chocolate Kit Kat propôs uma campanha para a geração conectada, em sua maioria crianças e adolescentes. Em Amsterdam, a empresa espalhou pontos de “Não Wi-Fi” com bancos ao ar livre para as pessoas sentarem e desfrutarem de um bom bate papo real, mais próximo e íntimo. E nesses pontos, todos os lugares por perto que disponibilizassem a conexão Wi-Fi tiveram os acessos bloqueados.

As férias são aquele período em que nos sobra mais tempo livre, ou pelo menos deveria sobrar, mas, infelizmente, muitas pessoas desperdiçam horas a fio em frente ao computador e à televisão, enquanto lá fora, o sol nasce e se põe, e trancado dentro de casa você sequer vê o dia passar.

As promessas da virada de ano ficam esquecidas. Aquela história de “no ano que vem eu vou fazer caminhada todos os dias, vou arrumar as gavetas, organizar os armários e eliminar aqueles cacarecos que não uso mais,” são apenas planos que ficam para trás porque o negócio é ficar jogado no sofá.

Para não perder o contato com os amigos e estarem por dentro de todas as novidades, os adolescentes passam a maioria do tempo de suas férias nas redes sociais. Isso, quando não estão conectados em três tecnologias ao mesmo tempo; computador, vídeo game e televisão.

“Tenho trocado o dia pela noite, fico até altas horas da madrugada na internet conversando com os meus amigos, quando vejo já está quase amanhecendo. No dia seguinte, acabo dormindo o dia todo, sei que isso não é o certo, mas o corpo da gente se acostuma, não estou conseguindo mais dormir cedo”, conta a estudante de 16 anos, Gabriela Antunes.

Que tal tirar o pijama e começar o dia com mais disposição? Em vez de ficar sentado em frente à telinha, aproveite para passear de bicicleta, por exemplo. Em Maringá, além das ciclovias, os parques são lugares seguros para desenvolver essa atividade.

Mas se você não tem uma bike, pratique a caminhada. Ela não exige habilidade, nem tem custo, podendo ser feita praticamente a qualquer hora do dia e sem restrição de idade. Sem contar que o exercício físico trás inúmeros benefícios para o corpo e para a mente.

Falando em mente, os livros são uma excelente opção de lazer. Para as crianças não encararem essa ideia como mais uma obrigação escolar, deixem elas à vontade para escolher a obra que mais chamar atenção e despertar o interesse da leitura.

Ler faz a gente viajar sem sair do lugar, essa atividade é interessante para toda a família. Imagine só, ao final do dia, todos se reunirem para comentar o que cada um leu, e o que mais gostou nas histórias? Isso vai proporcionar não só o conhecimento, mas uma maior interação familiar.

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Desafio, uma ferramenta na mão de quem tem vontade de ensinar

Na semana passada publicamos a história do Wesley Araújo, um jovem que nasceu cego e que hoje é jornalista formado, locutor, narrador de rodeio e vereador da cidade em que mora.

Hoje, o destaque é para a professora dele, Alexandra Fante, que contribuiu muito para a formação do Wesley durante a gradução.

“O Wesley sabia o que queria. Ele estava no banco de uma graduação para aprender, conquistar seu espaço profissional e se tornar alguém melhor. Sim, porque a formação acadêmica deve contribuir para o crescimento profissional e humano também.

Recebi a notícia de que teria um aluno especial no início das férias. Tentei buscar referências na internet, em artigos, vídeos, livros e não havia nada. Nenhuma experiência que pudesse me ajudar. Meu compromisso era com todos os alunos, incluindo ele.  Minha responsabilidade era mostrar como fazer. E a palavra “como” me tirava o sono.

O tato foi a ferramenta que usamos para a diagramação.

Perceber simetria e assimetria, importância dos elementos gráficos e, como ele mesmo relatou, “entender como era um jornal impresso” foram os objetivos do projeto.

Para trabalhar com cores e ele entender o que são as frias e quentes, usamos água. Levei água quente e gelada. Fomos fazendo as misturas até ele entender o que eram cores vibrantes e calmas.

O material usado foi papel cartão, cola com relevo, tesoura, jornais e revistas.

Para finalizar o trabalho, um outro aluno passava as ideias que ele materializou, para o computador, usando o programa adequado.

Sim, ele aprendeu. E tão bem que diagramava melhor do que outros alunos. Isso porque ele foi determinado. Decidiu aprender. Não foi um mero espectador das aulas. O mérito é todo dele.”

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Com a palavra: professor Sérgio Nogueira

Hoje, quem bate um papo com o Diário na Escola é o professor responsável pelo quadro “Soletrando”, Sérgio Nogueira Duarte da Silva.

A responsabilidade de selar o destino de crianças que soletram palavras com os batimentos a mil por hora, não deve ser uma tarefa fácil. Todos que acompanham o Programa podem perceber a angústia no rosto dos candidatos até ouvirem a batida da campainha confirmando a resposta certa. Experiência o professor Sérgio tem. Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e mestre pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro dedicou 30 anos ao magistério, lecionando em escolas públicas e privadas. Atualmente é o consultor de língua portuguesa de todo o sistema Globo de jornalismo: TV Globo, rádios CBN e Globo, jornais O Globo e Extra, e o site G1.

É também instrutor de cursos de redação e de atualização gramatical, autor dos livros: “O Português do dia a dia”, “Dicas de Ortografia” e coleção “Língua Viva”, da Editora Rocco.

Escreve a coluna “Aula Extra” nos jornais Extra (Rio de Janeiro) e O Sul (Porto Alegre), e “Dicas de Português” no portal G1 de notícias na internet. Além de apresentar um boletim diário na Rádio Bandeirantes de São Paulo.

1 – No Brasil, os profissionais da educação enfrentam grandes dificuldades para conseguir realizar um bom trabalho nas escolas, desde a falta de estrutura, baixos salários e o desinteresse por parte dos alunos. Quais podem ser considerados os maiores problemas encontrados pelos professores que ensinam a língua portuguesa nos dias de hoje?

Sérgio: São os mesmos de 40 anos atrás. Quando comecei a dar aulas, os maiores problemas já eram os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e a falta de estímulo e de aperfeiçoamento dos professores.

2 – Depois de 18 anos, após a cartilha ser abolida da educação, e da criação de novos métodos de alfabetização, os alunos ainda chegam à universidade cometendo muitos erros de ortografia. O que precisa ser feito para melhorar a escrita?

Sérgio: O ato de escrever começa com boas leituras que nos fornecem conhecimento, criatividade e estilo. Para se escrever bem é preciso ler muito e exercitar constantemente o ato da escrita.

3 – Você mudaria alguma coisa no dicionário da nossa língua?

Sérgio: Os dicionários precisam apenas de uma atualização mais frequente. As línguas vivas sofrem mudanças diariamente. A tecnologia pode ajudar muito, principalmente nas publicações eletrônicas.

4 – Segundo matéria da Revista EXAME, publicada em setembro de 2012, um em cada 12 brasileiros são analfabetos de fato, e a taxa de analfabetos funcionais chega a mais de 30 milhões de pessoas em nosso país. Por que o Brasil tem tanta dificuldade em diminuir estes números?

Sérgio: A verdade é que a educação, apesar de algumas iniciativas bem intencionadas, não é e nunca foi prioridade política. Saúde e educação, infelizmente, são prioridades somente nas campanhas políticas.

5 – O governo tem criado programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Você considera efetivas estas iniciativas para promover a erradicação do analfabetismo no Brasil?

Sérgio: É um bom caminho, mas ainda é muito pouco. Vivemos de esperança.

6 – O estrangeirismo pode ser considerado um problema no nosso vocabulário?

Sérgio: O uso de estrangeirismos é normal em qualquer língua viva. Trata-se de empréstimos linguísticos que enriquecem a nossa língua. Existem palavras e expressões consagradas e inevitáveis: show, software, marketing, bulling, réveillon, pizza, sushi… O que se condena é o uso desnecessário, o modismo: startar, printar, paper…

7 – Os jovens de hoje já nasceram em uma geração conectada.  Você acredita que o uso constante nas redes sociais do chamado “internetês” atrapalha o avanço educacional do aluno?

Sérgio: O avanço educacional não. O problema é que ortografia se sabe por memória visual. Isso se adquire com leitura e escrita constante. Palavras do nosso cotidiano não causam dúvidas ou erros gráficos. O “internetês” certamente prejudica a memória visual. O seu uso excessivo pode provocar “problemas gráficos” irreversíveis.

8 – Termos da informática como “acessar” e “deletar” já estão incorporados à língua?

Sérgio: Várias palavras da informática já estão registradas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, recentemente publicado pela Academia Brasileira de Letras: acessar, deletar, backup, modem…

9 – Como foi a experiência em participar do quadro “Soletrando”, no Programa O Caldeirão do Huck da Rede Globo? Que fatores você acredita que foram determinantes para que as crianças vencedoras conquistassem o grande prêmio?

Sérgio: Minha experiência no quadro Soletrando tem sido altamente enriquecedora e gratificante. O que leva ao sucesso dos candidatos: bom hábito de ler, dedicação e estudo, grande determinação e, durante a soletração, muita calma.

10 – O uso do jornal impresso na sala de aula, como auxiliar no processo de educação, é algo que está cada vez mais próximo da realidade das escolas em nosso País. Você acredita na eficiência desse método?

Sérgio: Sim. Acredito muito. Precisamos, cada vez mais, aproximar a sala de aula do dia a dia dos nossos alunos.

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Vontade de Vencer

Wesley, em dia de trabalho, na prefeitura de Marialva

24 anos, jornalista formado, narrador de rodeio, locutor de rádio, vereador eleito com o maior número de votos do município, e ainda, um exemplo a ser seguido como pai, marido, filho, neto, amigo e aluno. Todas estas qualidades já seriam surpreendentes quando encontradas em uma única pessoa, mas a história deste jovem é ainda mais interessante.

Wesley Araújo tem retinose pigmentar, uma doença que faz o olho nascer cego, mas ele não se deixou abater pelos imprevistos da vida e a cada dia que passa traça uma história que desperta o sentimento de admiração, por aqueles que o conhecem.

Já aos sete meses de vida Wesley começou a frequentar a escola para deficientes visuais, em Marialva – cidade em que mora, e até os dois anos de idade fez um intenso trabalho de estimulação do tato com a professora Aparecida Lugli.

A partir dos sete anos, começou o processo de alfabetização e inserção no ensino regular, com a ajuda da professora Angela Maia. Wesley aprendeu o sistema Braille no contraturno, devido a isso, durante as aulas do ensino fundamental ele conseguia acompanhar o conteúdo normalmente, sem precisar de uma educadora especial. “Tudo o que eu conquistei até hoje eu devo muito à professora Angela, ela foi quase uma mãe pra mim, sempre se esforçou muito pela minha educação”, destaca.

Todos os livros didáticos que usou na escola foram impressos em Braille pelo Centro de Apoio Pedagógico (CAP), em Maringá. “Não tenho o que reclamar, sempre fui muito bem assessorado”, elogia.

Wesley conta que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito; “na infância, quando eu ia brincar com os meus amigos, eles não faziam diferença por eu ser cego e adaptavam as brincadeiras para que eu pudesse sempre estar com eles”.

“Meus avós, Valetim e Gertrudes são também responsáveis pela minha educação, minha mãe sempre trabalhou muito, então o papel de cobrar a frequência às aulas ficava para minha avó, que mesmo em dias de muita chuva, não me deixava faltar à escola”. Com isso, na oitava série do ensino fundamental recebeu o prêmio de quarto melhor aluno do ano.

Para Wesley a base de tudo na vida é a educação. “Sem o estudo a gente pode até conquistar o sucesso, mas o caminho a ser percorrido vai ser bem mais difícil. Essa é uma lição que quero deixar para o meu filho”.

Com a conclusão do ensino médio, era o momento de cursar uma faculdade, e Wesley não teve dúvidas do caminho que queria seguir. “Desde que sou criança meu pai narra rodeio, sempre fui apaixonado por microfone, já sabia que a minha área era a comunicação”.

Aprovado no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, em duas instituições de Maringá, o bom aluno começou a traçar seu futuro. “Na faculdade já foi possível usufruir da tecnologia, em vez da máquina de escrever em Braille, que usei em toda a minha vida escolar, tive acesso ao notebook com internet e um programa chamado JAWS, que falava tudo o que eu escrevia”, relembra Araújo.

Hoje Wesley trabalha como vereador, faz locução e comenta sobre esportes na rádio, de uma forma muito curiosa narra rodeios pelo Brasil e ainda realiza palestras motivacionais contando sua experiência de vida, e que experiência.

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Brincando na biblioteca

As crianças de Maringá estão cheias de opções de atividades durante as férias. Na biblioteca da Av. Mandacaru as últimas semanas foram de muita diversão!

Confira as fotos:

A programação por lá continua até o dia 29 de janeiro, participe!

Mais informações: (44) 3901-1763

Endereço: Av. Mandacaru, nº 317 – Jd. Maravilha

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Sugestão de leitura

Livro: O PORTUGUÊS DO DIA A DIA
Subtítulo: Como falar e escrever melhor

De autoria do professor Sérgio Nogueira Duarte da Silva, “O português do dia a dia” é um grande e útil tira-dúvida. Organizado em ordem alfabética, é um material fácil de ser consultado. O livro é dividido em três partes. Aspectos semânticos, aspectos gramaticais, e aspectos estilísticos.

 

 

 

Livro: ORTOGRAFIA
Subtítulo: Dicas do professor

O formato é o de um livro, mas “O-R-T-O-G-R-A-F-I-A – Dicas do professor Sérgio Nogueira” parece mais a transcrição de uma aula que contempla tudo o que você realmente precisa saber sobre língua portuguesa. Dividido em seis capítulos, o conteúdo é formado pelas questões gramaticais que mais nos causam incômodo no dia a dia. Estão ali o uso do hífen, o uso dos acentos gráficos e a nova reforma ortográfica.

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FIQUE ATENTO!

Em entrevista para o Diário na Escola o professor do Soletrando, Sérgio Nogueira, sugeriu algumas dicas para não errar com a língua portuguesa. Confira:

 

1ª) Não estrupe a nossa língua.

O verbo é ESTUPRAR. ESTUPRADOR é quem comete ESTUPRO.

2ª) Não depedre a sala de aula.

         O verbo é DEPREDAR. Quem destrói comete DEPREDAÇÃO. Nada tem a ver com pedras. Jogar pedras é APEDREJAR.

3ª) Não seje infeliz. 

Não seje, nem esteje, muito menos teje. Os verbos SER, ESTAR e TER, no presente do subjuntivo, são: SEJA, ESTEJA e TENHA.

4º) Houveram muitos problemas.

Pelo visto, mais problemas que se imaginava. O verbo HAVER, com o sentido de “existir ou acontecer”, é impessoal (sem sujeito), por isso só pode ser usado no singular. O certo é “HOUVE muitos problemas”.

5º) Já fazem dez anos que eles viajaram.

O verbo FAZER, quando se refere a “tempo decorrido”, é impessoal (sem sujeito), por isso só pode ser usado no singular. O certo é “Já FAZ dez anos que…”

6º) Tivemos menas chances.

         Pelo visto, MENOS chances do que se imaginava. A forma menas simplesmente não existe.

7º) Cuidado com os degrais.

Assim todos caem. O plural de degrau é DEGRAUS, assim como graus, saraus, bacalhaus… A terminação “-ais” é para as palavras terminadas em “-al”: canais, iguais, animais, anuais…

8º) Ele não recebeu os troféis.

         Troféis ninguém merece. O correto é TROFÉUS, assim como chapéus, réus, céus… A terminação “-éis” é para as palavras terminadas em “-el”: papéis, pastéis, quartéis, coronéis, tonéis…

9º) Deixou tudo para mim fazer.

MIM não faz nada. Antes de verbo, na função de sujeito, devemos o pronome pessoal do caso reto: “…para EU fazer”.

10º) Terá de dividir entre eu e você.

Assim eu fico sem nada. Não verbo após os pronomes, portanto não exercem a função de sujeito. Em razão disso, devemos usar o pronome pessoal oblíquo: “…entre MIM e você”.

 

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A tecnologia mais próxima da sala de aula, será?

Os estudantes de hoje, em especial os adolescentes, buscam mais agilidade. Encontrar o conteúdo de todos os livros em poucos cliques, acesso a um conteúdo mais instigante com animações que ilustrem algum conceito da física ou mapas interativos em três dimensões que já mostram o relevo de determinada região, por exemplo, e principalmente, mais comodidade, sem a necessidade de levar muito peso em uma mochila.

A questão é: se as escolas adotassem os tablets no ano letivo, a tecnologia realmente seria útil para os estudos em sala de aula? Apesar dos inúmeros aspectos positivos da sua utilização nas escolas, precisamos considerar também diversos desafios que, infelizmente, ainda precisam ser vencidos para levar os livros didáticos para equipamentos rápidos, como esperam os estudantes dessa nova geração que já nasceu conectada.

Num colégio particular de Maringá, alguns alunos do ensino médio têm acesso as apostilas pelo tablet, o que facilita o estudo em casa, contra-turnos ou viagens, mas o equipamento é de uso proibido durante as aulas. “O tablet traz muitas opções de diversão, o que acaba tirando o foco do aluno para a pesquisa. Não adianta apenas ter o recurso, é preciso conscientização na hora de usar e preparação do corpo docente”, destaca o diretor da instituição de ensino e professor, Arnaldo Piloto.

“Sou a favor do uso de tablets na escola, mas não sem destacar que eles precisam ser utilizados de maneira inteligente. Não se trata apenas de usar uma nova tecnologia. O trabalho da escola deve ser envolvê-la em seu projeto pedagógico e determinar objetivos claros para a ferramenta”, acrescenta a professora do ensino fundamental, Edna Aparecida Barbosa.

Já o estudante de 15 anos, Lucas Cartacho, acredita que nos dias de hoje o tablet não vem para somar com a educação, “os alunos não estão preparados para ficar com esse tipo de equipamento na sala de aula. Assim como já acontece com os celulares, os tablets seriam utilizados para jogar ou navegar na internet, e não para o acesso ao conteúdo didático.”

De acordo com a professora universitária e doutora em Comunicação, Luzia Yamashita Deliberador, as crianças têm muita facilidade com a tecnologia, mas isso não quer dizer que elas vão utilizar esse instrumento a favor do aprendizado. “Sou da geração dos livros, onde folheamos a página e paramos para refletir sobre o conteúdo. A leitura online é mais rápida, o que às vezes a torna superficial. Para a inserção do tablet na educação, antes de tudo é preciso preparar a escola, o professor e o aluno, para receber esta novidade. É uma mudança que me preocupa muito.”

 Conteúdo

A grande maioria das editoras ainda está apenas planejando lançar livros didáticos para tablets, o que por enquanto torna inviável uma substituição do material didático impresso por conteúdo digital em grande escala.

Porém, a adoção imediata pelas escolas incentivaria as editoras a acelerar lançamentos de livros didáticos para esses equipamentos, e assim não perder mercado para as concorrentes que se anteciparem na digitalização de conteúdos.

 Professores

Com a implementação antecipada dos tablets, as escolas serão obrigadas a investir rapidamente na formação do corpo docente para que os professores aprendam a aplicar as novas tecnologias em sala de aula, melhorem a qualidade do ensino e consigam envolver e motivar os alunos, incrementando o aprendizado na medida em que conquistem seu interesse para um conteúdo mais interativo, dinâmico e atraente.

Uma pesquisa divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) revelou que 75% dos professores da rede pública dependem principalmente de contatos informais para buscar aprimoramento sobre tecnologia aplicada à educação. Em outras palavras, não há orientação formal. O docente depende principalmente de sua motivação pessoal e da ajuda de colegas para aprender algo sobre o uso do computador e da web.

Reaproveitamento

Todos os anos as editoras enviam livros impressos para que os professores os avaliem e  escolham com quais querem trabalhar no próximo ano letivo. Os livros são sempre atualizados para novas edições e não podem ser reutilizados, sendo destinados, apenas e eventualmente, para reciclagem.

Na medida em que lançarem livros para tablets, as editoras serão forçadas a cobrar apenas pelas atualizações e não mais pelos relançamentos das edições que trazem conteúdos muito semelhantes aos das edições anteriores. Os conteúdos baixados nos tablets serão 100% reaproveitáveis e terão que ser cada vez mais inovadores, interativos e divertidos para entreter os estudantes. Por mais este motivo, quanto mais rápido o mercado editorial começar a desenvolver materiais em formato digital, melhor será. Se as escolas incentivarem o uso dos tablets, as editoras serão obrigadas a embarcar na digitalização.

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