Mês: fevereiro 2013



Aluno e professora ganham bolsa de estudo

A Faculdade América do Sul, juntamente com o Instituto Cidade Canção e o Instituto Paranaense de Ensino realizaram em 2012 o Projeto Parceiros na Educação, e a premiação ocorreu na última quarta-feira, dia 20.

O intuito foi promover junto às escolas públicas de ensino médio da cidade de Maringá e região, CEEBJAs e Ensino técnico, o trabalho integrado entre alunos, professores e escola, culminando em um projeto que valorize a criatividade, o empreendedorismo e a inovação.

O foco do Projeto foi a transformação! Transformar as ideias em realidade. O Prêmio proporcionou ao aluno a possibilidade de transformar sua escola em um ambiente mais sustentável. A escola participante designou um professor orientador e assinou o Projeto juntamente com o aluno, autorizando o envio do mesmo ao Prêmio.

A partir desta oportunidade, o aluno do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieria, Henrique Piovezan Salmazi e a professora Sonia Vieira, aceitaram o desafio e desenvolveram o projeto vencedor, que consiste na realização de um sistema de capacitação de águas pluviais na escola.

Henrique, que no ano passado estudava para passar nos testes finais, vestibular e ainda trabalhava fora, conta que foram dias de muita dedicação, trabalho e estudo. “Algumas vezes fiquei até de madrugada para colocar as ideias no papel, mas valeu a pena! Receber um prêmio desses é muito gratificante”.

A professora Sônia deixou a dica para que os outros alunos do colégio participem do Projeto este ano, “não percam as oportunidades que surgem!”. Ela conta também que quando foi chamada para orientar Henrique se sentiu insegura, mas o desafio a fez vestir a camisa, ir à luta e conquistar a premiação.

Antes de enviar os projetos para o concurso, os alunos dos colégios interessados visitaram uma Feira sobre o tema, que foi toda produzida pelos alunos da Faculdade América do Sul, proporcionando novos conhecimentos aos adolescentes.

A diretora da Faculdade, Kallige Jacobsen, disse que a proposta do Projeto surgiu em uma reunião pedagógica, na qual o professor Francisco Porto fez a proposta de realizarem um concurso de redação. “Após muitas discussões chegamos ao consenso de que o ideal seríamos unir a produção textual com ações que despertassem a preocupação com o meio ambiente, e assim surgiu a proposta do Projeto Parceiros na Educação sobre a sustentabilidade”.

Na premiação esteve presente também a chefe do Núcleo Regional de Ensino de Maringá, Maria Ines Teixeira Barbosa, que destacou a importância de Projetos como este envolvendo aluno, professor, escola e causas sociais. “O meio ambiente é uma preocupação que deve ser de todos, ver um adolescente dedicado a encontrar soluções é, no mínimo, estimulante. Parabenizo a equipe da Faculdade que promoveu um concurso que vai melhorar a comunidade escolar. Concluo assim que juntos, podemos melhorar o mundo”.

Lourenço Silva, presidente do Instituto Cidade Canção, se sente satisfeito em apoiar ações como esta. “Nós temos o poder de decisão em nossa vida, e as chances aparecem todos os dias nos mostrando que podemos fazer a diferença. Estaremos comprometidos durante o ano para auxiliar no desenvolvimento do sistema de capacitação de águas pluviais no Tomaz Edison”.

O aluno ganhador tem direito a uma bolsa integral de graduação em um dos cursos da Faculdade América do Sul, a professora orientadora recebeu bolsa integral de pós-graduação em um dos cursos de educação do Instituto Paranaense de Ensino, e o colégio ganhou 10 mil reais para a execução do Projeto idealizado pelo aluno em sua sede.

Estudantes do ensino médio, se preparem! Este ano a temática do Prêmio será acessibilidade nas escolas, fique ligado e participe!

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Flórida renova parceria com Diário na Escola

A secretária de educação do município de Flórida, Elza Bernuci Crippa, esteve na sede do jornal O Diário para renovação da parceria com o Programa.

“Hoje, o mundo das crianças é muito virtual. Elas precisam ter mais contato com o jornal para sentirem o toque da leitura. Ao meu ver, o manuseio do material que estamos lendo é de extrema importância. O trabalho realizado na nossa escola junto ao Programa Educacional do Diário vem somando muito em benefícios para as nossas crianças”, conta a secretária Elza.

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Volta às aulas sem crise

As férias chegaram ao fim e com o início do novo período letivo, horários e responsabilidades voltam a fazer parte do dia a dia das crianças e dos adolescentes. Para que o retorno às aulas seja tranquilo é preciso se organizar e se ajustar à nova realidade.

Buscando uma melhor adaptação aos horários, estes devem ser regulados duas semanas antes do primeiro dia de aula. Afinal, se o aluno voltar à escola sem o sono adequado, seu desempenho poderá ser prejudicado.

Especialistas recomendam que os pais deixem o filho participar do processo de preparação para a volta às aulas.

A psicopedagoga, Denise Mattos, em entrevista para o site IG destaca que a criança esteja presente na compra dos materiais novos. Além de ser importante ela gostar dos itens de papelaria que usará e se familiarizar com os novos livros, esta é uma ótima chance para conversar sobre dinheiro. “Se o que a criança escolher estiver fora das possibilidades da família ou for supérfluo, a mãe deve explicar isso com naturalidade e ajudá-la a encontrar alternativas”, afirma Denise.

Já de volta às aulas, uma questão importante é sobre o aluno que vai mudar de escola. É natural que ele se sinta inseguro. Nesse caso, pais e instituição devem trabalhar juntos para deixá-lo à vontade. Uma boa sugestão é os colégios organizarem um encontro para professores, alunos novos e seus pais antes do início letivo.

Adriana Stelmacki de Gasperin é mãe do Gabriel, de seis anos, e este é o primeiro ano dele numa escola nova. “Nos primeiros dias é muita novidade, o ambiente, espaço físico, atividades, professores, alunos, tudo isso acabou atraindo ele, mas quando chega em casa ainda lembra e fala da escola anterior, pela ligação que tinha com os amigos”, relata.

Os pais de primeira viagem parecem sofrer mais com a separação. Para amenizar as aflições, vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças frente à nova etapa que irão vivenciar.

Juliane Mantovani Cardoso é um das mães de primeira viagem que ainda sofre com a separação ao deixar o pequeno Benjamim, de 1 ano e 5 meses, na escola. “Tenho um mix de sentimentos, pois é triste deixá-lo e vê-lo chorando, mas é muito bom na hora de ir buscá-lo e ver o rostinho dele de alegria ao me ver. Acredito que meu coração vai se acostumar logo, assim espero”, desabafa.

Na fase da educação infantil é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância.

É fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar o pequeno alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de confiança.

Nos primeiros dias de aula costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores – professores e funcionários da escola – seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.

Benjamim, que foi mencionado acima, está se adaptando bem ao primeiro contato com a escola. A mãe dele, Juliane, conta que apesar da pouca idade ele é muito comunicativo, e adora estar perto e interagindo com outras crianças. “A adaptação na cabecinha dele talvez esteja sendo mais lenta, porque desde que nasceu ele passava o dia todo só comigo”.

Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções juntamente à diretoria. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que o pequeno expresse uma recusa em frequentar a instituição.

Aos adultos atarefados, muito cuidado! Muitas vezes eles não se dão conta de que as crianças, principalmente as menores, possam ter medo de serem esquecidas na escola. Por isso, o responsável por buscá-las deve ter cuidado redobrado nos primeiros dias de aula e estar na porta assim que elas saírem. Sabendo que não serão deixados para trás, os pequenos se sentem seguros para enfrentar o ano letivo.

A partir do sexto ano do ensino fundamental – antiga quinta série – tem início uma grande mudança na organização escolar. Em geral, a quantidade de disciplinas curriculares e de professores aumenta, e assim, os alunos deverão desenvolver cada vez mais autonomia e compromisso com os estudos.
Também é comum que os espaços escolares sejam compartilhados entre os alunos adolescentes, o que introduz grandes transformações na socialização da criança.
De fato, é importante que os pais reconheçam a necessidade de um maior distanciamento da rotina dos filhos, respeitando que eles escolham a melhor maneira de cumprir com seus compromissos escolares, sem que isso signifique deixá-los completamente desacompanhados.
Ao longo do ensino médio a preocupação com os vestibulares pode tornar os alunos e os pais excessivamente ansiosos. Uma disciplina diária de estudos mais prolongada deve ser incentivada desde a volta às aulas, mas sem promover uma pressão exaustiva.

No caso de aluno repetente, essa situação chata deve ser enfrentada com atitude positiva. No início das aulas é bom transmitir a ele confiança, acreditar que agora ele será capaz. Nada de frases como “Neste ano a responsabilidade é maior”. Reforço negativo é a última coisa que ele precisa.

Não importa a idade ou a fase, vale sempre aos pais lembrarem que a vida escolar se constrói nos acontecimentos cotidianos, rotineiros ou inesperados, alegres ou tristes, com ou sem conflitos. Cabe aos pais valorizar a presença integral dos filhos em tudo aquilo que a escola proporciona, desde o primeiro dia de aula, em cada etapa desse percurso da construção de si mesmos.

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Programação

A Biblioteca Municipal da avenida Mandacaru, em Maringá, já disponibilizou o calendário de atividades do mês de março. Participe!

 

07/03/13 – 14h –  OFICINA DE XADREZ

                  Instruções básicas sobre o jogo de xadrez

12/03/13 – 15hCLUBINHO DE LEITURA

Livro: O lobo e os sete cabritinhos

19/03/13 – 15h –  CLUBETEEN DE LEITURA

                  Livro: O pequeno príncipe

 21/03/13 – 14h –  CAMPEONATO DE XADREZ               

26/03/13 – 14h – HORA DA LEITURA

                  Livro: O coelhinho que não era de Páscoa         

  14h30 – OFICINA CESTINHAS de PÁSCOA                   

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Leitura: criar o hábito e desenvolver a prática

Os municípios de Flórida, Ourizona e a Escola Sabidinho Supremus, de Nova Esperança, já participaram da oficina pedagógica ministrada pela jornalista e coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A oficina será realizada em todos as instituições parceiras. A temática sobre o hábito da leitura foi baseada numa pesquisa realizada em 2011, pelo Instituto Pró-Livro (IPL), na qual foram revelados dados alarmantes: 78% dos pesquisados dizem simplesmente não ter o interesse de ler, 15% admitem ter dificuldade na leitura e 4% reclamaram da falta de acesso às obras.

Mas por que o brasileiro lê tão pouco? De acordo com o setor de educação e cultura da Organização das Nações Unidas (ONU), só há leitura onde ler é uma tradição nacional, o hábito de ler tem que vir de casa, e assim, vão se formando novos leitores. Constata-se ainda que o problema é antigo, que muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar pela biblioteca.

O Instituto Pró-Livro destaca ainda que os professores costumam indicar livros clássicos do século XIX que não são considerados adequados a um jovem de 15 anos. Com isso, este adolescente conhece obras que não desperta o interesse na leitura, e não busca mais os livros depois que sai do colégio.

A pesquisa também aponta que nossos países vizinhos são mais letrados. No Brasil, por exemplo, a taxa de analfabetismo é de 15%, o preço médio do livro é 40 reais e o brasileiro lê em média apenas uma obra por ano. Enquanto no Uruguai o analfabetismo é de 2%, o livro custa em torno de 25 reais e os uruguaios lêem seis livros por ano. Argentinos e chilenos costumam ler cinco livros ao ano, as taxas de analfabetos ficam em torno de 3,5% da população, e os livros custam aproximadamente 28 reais.

Durante a oficina Loiva aponta que todos estes dados são consequência de um tripé histórico-cultural formado pela família, escola e poder público. São estes três setores os responsáveis pelo estimulo à leitura, ato que torna o ser humano criativo e com poder de argumentação, sem contar na melhora do vocabulário e no acréscimo de novos conhecimentos.

“Esse ano vamos priorizar o trabalho com os professores, queremos prestar a assistência pedagógica necessária para que os resultados sejam positivos para todos. De acordo com a pesquisa do IPL, a região Sul é a que apresenta um dos menores níveis de leitores em todo o Brasil, e isso precisa ser mudado”, alerta a coordenadora do Diário na Escola.

Para gostar de ler

Loiva destaca durante a oficina alguma dicas importantes para criarmos o hábito e depois conseguirmos desenvolver a leitura diariamente.

O primeiro ponto apresentado é você escolher uma leitura de real interesse. Se começou a ler e não gostou da obra, troque. Para iniciar o hábito vale tudo, desde bula de remédio até livros de receitas, o importante é se sentir atraído pelo assunto. Descubra como e onde você gosta de ler, pode ser no sofá da sala, na mesa da cozinha, ou quem sabe, no banheiro. Estabeleça desafios de tempo, comece com 10 minutos por dia e no final de um mês você poderá ter lido um livro de 300 páginas. Envolva a família nessa atividade. Vocês não costumam se reunir em frente à TV para assistir à novela? Escolha um melhor horário do dia e se reúnam para fazer a leitura, depois vocês ainda podem discutir sobre o que cada um está lendo. E para estar sempre motivado, visite mais livrarias, bibliotecas e sebos, é uma boa forma de se interar nesse mundo e ainda estar por dentro das novidades, obras mais lidas e de preços baixos ou promoções.

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Opinião

O termo “aula de religião” foi historicamente ensinado nos parâmetros do cristianismo católico e já foi legalmente superado na Constituição Federal de 1988, artigo 210, e na Lei 9475/97. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que: “o ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”. A equipe do Diário na Escola conversou com o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, para saber o posicionamento dele sobre esta temática.

 O DIÁRIO NA ESCOLA: Considerando que o nosso país tem uma grande diversidade religiosa, qual a importância da disciplina de ensino religioso nas escolas? E como devem ser repassados estes ensinamentos aos alunos?

DOM ANUAR BATTISTI: Podemos tomar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional como ponto de partida para uma reflexão sobre o tema.

1 – É afirmado que o ensino religioso é “parte integrante da formação do cidadão”. A própria noção de educação exige uma relação ensino-aprendizagem que contribua para a formação da pessoa toda, com todas as suas dimensões: física, intelectual, moral e também espiritual. Uma educação que se limite a um ou apenas alguns aspectos do “humano”, é redutiva, não pode ser chamada de educação para um humanismo integral. O ensino religioso, portanto, é parte da formação do cidadão e é um dever da escola oferecê-la, com qualidade, nos parâmetros estabelecidos pela lei.

2 – Facultativa é a matrícula na disciplina. Dever da escola, direito do estudante. Mas cabe ao estudante, se for de maior idade, ou a seus pais ou responsáveis, se for de menor. Essa escolha a família fará levando em conta suas convicções religiosas e o que efetivamente é oferecido pela escola.

3 – No ensino, dois critérios gerais são indicados: o respeito à pluralidade – diversidade religiosa e cultural – e a proibição do proselitismo (esforço de fazer uma pessoa aderir a um determinado credo). A diversidade religiosa e cultural é o critério positivo. A cultural é mais ampla e contempla a possibilidade de incluir a unidade religiosa. Por exemplo: há europeus católicos, africanos católicos, sul-americanos católicos… A diversidade religiosa é que precisa ser melhor compreendida do ponto de vista da disciplina do ensino religioso. Se a escola oferece apenas uma modalidade de ensino religioso, ele precisaria ficar nos elementos comuns a todas as religiões das quais os alunos daquela, ou sua família, são membros. Neste caso, as aulas deveriam tratar da religião em seu sentido antropológico.

4 – O acordo Brasil – Santa Sé, no artigo 11 reitera a importância do ensino religioso para a formação da pessoa e expressa assim a questão: “ §1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. A diferença principal é a expressão: “católico ou de outras confissões religiosas”. É normal essa explicitação, pois se trata de um acordo com a Santa Sé. Mas não é só essa a novidade: aí se inclui a previsão de um ensino religioso não a-confessional. Essa proposta prevê a oferta de ensino religioso plural na escola, para que os estudantes, ou seus pais, possam fazer uma opção entre mais de uma possibilidade. Aqui a discussão é grande, não podemos apresentar todas as tendências.

Nós sustentamos, portanto, o direito universal ao ensino religioso, de matrícula facultativa. Mas postulamos a confessionalidade desse ensino.

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Religião em Foco

O assunto que movimentou a mídia e toda a sociedade nos últimos dias foi a decisão – inesperada pela comunidade católica – do Papa Bento XVI em deixar a liderança da Igreja, abandonando o cargo no próximo dia 28 de fevereiro. Em comunicado, o religioso disse que sua força não é mais adequada para continuar no posto devido à idade avançada e que a decisão é pelo bem da Igreja. O Vaticano ainda não divulgou qual será o processo para a substituição do líder, mas disse que Joseph Ratzinger deverá se recolher a um mosteiro após a escolha de seu sucessor. Ratzinger é o quarto Papa a renunciar ao cargo. A última vez que isso aconteceu foi há quase 600 anos.

Historicamente a religião esteve em todas as sociedades, configurando-se como um importante aspecto da existência humana e sendo objeto de estudo em diferentes períodos da história.

Presente na vida de um grande número de pessoas, a religião permeia também o espaço escolar através do ensino religioso. Essa disciplina é o centro de uma problemática que acompanha a educação brasileira desde o início da era republicana, quando se estabeleceu a separação entre Estado e Igreja.

O Brasil é um país que possui uma rica diversidade religiosa. Em função da miscigenação cultural, fruto dos vários processos migratórios, encontramos aqui diversas religiões (cristã, islâmica, afro-brasileira, judaíca, etc).

Por possuir um Estado Laico (aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos), o Brasil apresenta liberdade de culto religioso.

De acordo com os dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os brasileiros cristãos seguidores da religião católica apostólica romana somam 64,6% da população; evangélicos: 22,2%; espíritas: 2%; umbanda e candomblé: 0,3%; sem religião 8%; outras religiosidades: 2,7% e não sabem ou não declararam: 0,1%.

Na Educação

O ensino religioso nas escolas é um assunto que provoca discussões entre representantes da comunidade escolar, das religiões e do governo. A polêmica ficou mais acirrada depois que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou em 2008 um acordo entre Brasil e Santa Sé. O artigo 11 do documento estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras.

Talvez a principal problemática relacionada ao ensino religioso em escolas públicas seja o laicismo do Estado, isto é, embora não sejam anti-religiosos os órgãos públicos devem ser neutros em questões de consciência e liberdade religiosas.

Um dos objetivos do Fórum Nacional Permanente para o Ensino Religioso (FONAPER) foi alcançado em março de 1996, com a criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O documento propõe que seja evitado qualquer argumento de convencimento que levem as pessoas a se converter a determinadas ideias, crenças ou doutrinação, mas salienta que deve ser oferecido ao aluno o conhecimento da diversidade de manifestações religiosas em seus aspectos filosóficos, sociológicos, históricos e psicológicos.

Se a Constituição criou um Estado Laico, mas ao mesmo tempo estabeleceu o ensino religioso nas escolas públicas, foi para permitir às crianças adquirir conhecimento de que existem religiões e crenças distintas daquelas praticadas por seus familiares e aprender a respeitá-las.

Esse modelo de ensino religioso deve se articular em torno de cinco eixos: culturas e religiões, escrituras sagradas, teologias, ritos e ethos (síntese dos costumes dos povos), além de ter por objetivo a reflexão e despertar a dimensão religiosa do ser humano.

Pensando nisso, o FONAPER tem promovido palestras e seminários em vários estados, na tentativa de capacitar os professores.

O ensino religioso enquanto parte integrante da formação básica do cidadão, não deve ter como objetivo formar um fiel ligado à determinada igreja. Lembrando ainda que a religião não é a única fonte de moralidade existente na sociedade capaz de garantir o comportamento correto dos indivíduos na esfera pública. Os ensinamentos vêm tentando mostrar valores de fundo religioso que possibilitem uma sociedade mais equilibrada.

Ainda que bastante referenciado, é importante destacar que passados quase 16 anos, desde a sua criação, os Parâmetros Curriculares Nacionais, não foram reconhecidos pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), sendo assim, suas diretrizes não são adotadas de forma sistemática em todo o território nacional.

Alguns estados como Paraná e Santa Catarina e até mesmo municípios – é o caso de Santos, no interior paulista – criaram suas próprias diretrizes curriculares, ainda que relacionadas com as estabelecidas pelo FONAPER. Nesses e em outros estados do sudeste são oferecidos cursos de especialização em ensino religioso, no entanto somente em Santa Catarina, Minas Gerais e Brasília existem cursos de Graduação nessa área.  Nas demais regiões do Brasil, a formação docente para os professores de ensino religioso é inexistente.

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Adereços na biblioteca

Em Maringá, as crianças tiveram a oportunidade de se prepararem para o carnaval na biblioteca da avenida Mandacaru. Na terça e quinta-feira da semana passada, foram realizadas duas oficinas de produção de máscaras e colares.

Juntos, amigos, mães e filhos se divertiram com tintas, brilhos e adereços que deixaram todos em clima de festa.

“Carnaval pra mim é como a máscara que eu fiz, coisas coloridas, muito brilho e carros alegóricos. Se eu fosse numa festa dessas, eu iria vestida de ararinha azul”, conta Giovana Laize Garcia, de seis anos.

A tia de Giovana, Jaqueline de França, levou a sobrinha e o filho Bruno para a biblioteca. “Essas oficinas são muito bacanas, a gente que é adulta também entra na brincadeira, e é uma forma das crianças se divertirem, aprenderem e fazerem novas amizades”.

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História da Folia

Ontem foi feriado de carnaval! Uma festa que se originou na Grécia em que eram realizados cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, o que a tornou intolerável aos olhos da igreja.

Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser aceito pelos cristãos e a festa era feita através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da comemoração, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.
Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia e era realizado por meio de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas.

Em alguns países, como a França, o carnaval acontecia em forma de desfiles urbanos, ou seja, os carnavalescos se caracterizavam e saíam pelas ruas comemorando. Certos personagens têm origem europeia, mas mesmo assim foram incorporados ao carnaval brasileiro como, por exemplo, rei momo, pierrô e colombina.

Somente no século XIX os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas de forma semelhante à de hoje. As pessoas decoravam seus carros, fantasiavam-se e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem assim aos carros alegóricos.

O carnaval tornou-se mais popular no decorrer do século XX e teve um crescimento considerável que ocorreu devido às marchinhas carnavalescas (músicas que faziam o carnaval ficar mais animado). A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país.

A primeira escola de samba foi criada no dia 12 de agosto de 1928, no Rio de Janeiro, e chamava-se “Deixa Falar”, anos depois seu nome foi modificado para a conhecida “Estácio de Sá”. Com isso, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram surgindo novas escolas de samba. Organizaram-se em Ligas de Escolas e iniciaram os primeiros campeonatos para escolher qual escola era a mais bonita e a mais animada. A região nordeste permaneceu com as tradições originais do carnaval de rua, como em Recife e Olinda. Já na Bahia o carnaval fugiu da tradição, conta com trios elétricos, embalados por músicas animadas e dançantes, em especial o axé.

As fantasias

Essa festa popular apresenta várias características que dão um ar especial aos bailes e desfiles, tornando as fantasias a grande diferença entre os foliões. A partir de 1870 as fantasias de carnaval tiveram maior importância para a festa, pois foi a forma que as pessoas encontraram para dar um ar mais divertido ao carnaval.

Até 1930 as fantasias eram simples, com roupas adaptadas, tingidas, enfeitadas de forma ingênua, pois os materiais que poderiam enriquecê-las como os tecidos, ornamentos, sapatilhas, adereços de cabeça, eram muito caros, aparecendo mais nos desfiles de escolas de samba. Nos clubes e desfiles de rua surgiram os blocos, em que grupos de pessoas vestiam-se iguais.

Alguns disfarces tornaram-se mais famosos, como caveira, odalisca, médico, morcego, malandro, super-herois, príncipe, bobo da corte, pierrô, colombina, vedete, palhaço, entre outros.

As fantasias das escolas de samba servem para explicar a história contada na letra do samba enredo. Devem ser coerentes ao tema e aparecer em harmonia com o conjunto da escola. A escola de samba é dividida em alas e cada ala possui um modelo diferente de fantasia, que deve ser respeitado e seguido por todos os integrantes.

Segundo o manual do julgador, deve aparecer a uniformidade, a igualdade nos calçados, meias, shorts, biquínis, sutiãs, chapéus… O julgamento das fantasias é feito analisando a criatividade, o significado e importância para o enredo, a boa utilização das cores e distribuição dos materiais, a riqueza na confecção, os acabamentos das roupas, os detalhes, os adereços que compõem as peças, etc.

As fantasias mais importantes numa escola de samba são as de Mestre Sala e Porta Bandeira, além da Comissão de Frente, que dá a primeira impressão da escola.

Onde o carnaval é mais animado

Rio de Janeiro

A folia carnavalesca carioca começa antes dos dias oficiais do carnaval. Já no mês de setembro tem início os ensaios nas quadras das diversas escolas de samba da cidade. No mês de dezembro a cidade já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação: “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana. Os desfiles oficiais são realizados durante a data oficial do carnaval.

Pernambuco

Milhares de pessoas saem pelas ruas de Olinda e Recife, a maioria fantasiada e ao som do frevo, ritmo marcante do Estado. O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o bloco carnavalesco “Galo da Madrugada”.

Bahia

O carnaval baiano é, sem dúvida, um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo. Em especial na cidade de Salvador, onde se localizam os três principais circuitos carnavalescos: Dodô, Osmar e Batatinha. Por esses circuitos passam mais de 150 blocos organizados, cerca de duas milhões de pessoas durante os dias de festa. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.

São Paulo

O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile é feito em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer. Há o desfile do Grupo Especial e do Grupo de Acesso, que acontecem na sexta-feira e no sábado, para não haver concorrência com o desfile do Rio de Janeiro.

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