Mês: novembro 2013



Manchete do Diário gera reflexão e produção de carta

O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento, por meio de comentários e avaliações sobre um tema atual, já considerado, ou que merece ser, objeto de debate. É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo por meio de informações coerentes e admissíveis.

Descrição

A carta do leitor é uma coluna publicada em jornais e revistas e destinada ao público para sugestões, críticas, opiniões, elogios ou reclamações sobre um conteúdo divulgado em edições anteriores. Assim o leitor tem a oportunidade de contribuir com o veículo de comunicação expressando seu ponto de vista.

Ao trabalhar este conteúdo em sala de aula, a professora Patrícia Morente Baldin que leciona na Escola Sabidinho Supremus, em Nova Esperança, propôs aos alunos do nono ano a análise de reportagens publicadas no jornal O Diário do Norte do Paraná e a escrita de suas próprias cartas.

“Em duplas os estudantes receberam o impresso e escolheram a matéria que mais despertou interesse. Depois de serem orientados sobre alguns critérios para produzirem uma boa carta do leitor, em especial a argumentação, foram a pratica da atividade que resultou em bons textos”, destaca a professora.

As alunas Amanda Martinez e Danielle Kitagawa se identificaram com a manchete “Brasileiros pagam as tarifas de celular mais caras do mundo”, ao ler a notícia ficaram surpresas com as informações e decidiram que era o assunto ideal para escrever uma carta do leitor.

“Vivemos em um país considerado subdesenvolvido e pagamos diariamente taxas abusivas sem ao menos percebermos. Com o comodismo da sociedade em aceitar o que é imposto pelo governo, esta realidade nunca vai mudar”, enfatizam as estudantes.

Patrícia destaca que a leitura semanal do jornal tornou os alunos mais antenados e críticos, inclusive, em relação a questões políticas. “Com a possibilidade de levar o Diário para casa os estudantes passaram a discutir as matérias com os pais, e isso refletiu no desenvolvimento em sala”, conta a professora.

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Notícia propõe atividades sobre alimentação saudável em escola

horta 1Edilene Rosimeire da Silva e Márcia Cristina Juliani Correia lecionam para os quintos anos da Escola Municipal Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul. No período de hora atividade elas discutem propostas a serem realizadas em sala utilizando o jornal impresso como suporte. Ao ler o Diário as professoras se interessaram pela manchete “Faturamento com exportação de frango é inédito”, na qual o texto destaca que o Paraná é o principal produtor e líder no volume exportado e ainda detém o maior faturamento.

Com a notícia escolhida Edilene e Márcia levaram o conteúdo para a sala e discutiram com as crianças quais fatores teriam feito o consumo de frango crescer tanto. “Os alunos apontaram que é uma carne de valor mais acessível e quem mora na área rural, muitas vezes, tem até criação destes animais”, contam.

Aproveitando o interesse dos estudantes pelo assunto, as professoras convidaram a nutricionista do município, Danieli Castanheiro de Santi para realizar uma palestra sobre alimentação saudável.

“Eu adorei saber mais sobre os alimentos, as calorias e valores nutritivos. Algo muito importante é deixar de consumir industrializados e se adaptar a refeições naturais. Devemos ter cuidado com os agrotóxicos, pois algumas vezes as frutas têm tanta química que podem ser um veneno”, aconselha a aluna Alessandra Cristina Tofanello.

“O nosso objetivo era conscientizar as crianças sobre a importância em comer bem e evitar a obesidade infantil. O resultado deste trabalho eu pude constatar até dentro da minha casa. Minha filha também é aluna da escola e chegou em casa eufórica com o cardápio repassado pela nutricionista, comprou alimentos saudáveis quando fomos ao supermercado e tem seguido a dieta”, enfatiza Edilene.

A escola tem uma horta própria na qual são colhidos vegetais para a merenda escolar. Um espaço que antes era ignorado pelos alunos, hoje é local de visita diária. “Algumas crianças não sabiam identificar o nome dos legumes e verduras plantadas. Momentos como este proporcionam diversão e muito aprendizado”, ressalta a diretora, Esbelta Ferreira.

A professora ainda destaca que iniciativas como esta devem ser repetidas outras vezes no ano para que as crianças não se esqueçam da importância em cuidar da saúde e passem a ter o hábito da alimentação correta.

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Feira do livro movimenta escola

A participação dos alunos dos quintos anos no Programa O Diário na Escola, tem movimentado as ações de incentivo à leitura da equipe pedagógica da Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí. Motivados pelos resultados que a prática da leitura do jornal tem trazido para o ambiente escolar, os professores desenvolveram um projeto com o objetivo de alcançar todos os alunos da escola. Foi assim que nasceu a Feira do Livro.

Com obras a partir de R$ 0,70 centavos pais, alunos e a comunidade participaram do evento. Entre a diversidade de textos foi possível encontrar desde exemplares da literatura infantil até famosos best sellers.

IMG_0970“É gratificante ver o envolvimento dos alunos, o que está acontecendo hoje é o resultado de um ano de trabalho direcionado à leitura, aqui nós buscamos despertar o hábito de ler diariamente”, destaca a diretora Helia Mara Santinoni Preti.

O estudante Carlos Eduardo Lima dos Santos se animou com tantas opções e comprou sete livros. “Prefiro gastar meu dinheiro com estas obras do que com brinquedos, porque vou me divertir do mesmo jeito e ainda posso adquirir conhecimento”.

Valéria Novello é mãe de dois alunos da Escola São Jorge e marcou sua presença. “Ações como esta são muito importantes para aguçar o interesse da criança pela leitura. Eu vim conhecer e já comprei um livro de histórias infantis com espaço para pintura, assim meus filhos podem brincar enquanto lêem”.

Os alunos do 5º ano foram responsáveis pela venda das obras. Divididos em grupos eles auxiliavam os interessados na compra e em seguida os acompanhavam até o caixa que estava sob responsabilidade da diretora.

“Estou adorando participar, conversar com as pessoas, mostrar os exemplares e ter um dia diferente aqui na escola. Quando o movimento está fraco eu aproveito para ler alguns livros”, conta a estudante Ana Caroline Sartori.

A coordenadora pedagógica Roselene Zago auxiliou na organização e ficou feliz com o resultado. “A Feira superou nossas expectativas, alunos e professores do colégio estadual e da pré-escola do município também vieram prestigiar e elogiaram tudo o que viram”.

IMG_0979Os convidados também puderam assistir a uma dramatização da obra “História das Bruxas”. Caracterizada de bruxinha, a professora Janaina Rizzi encenou um dos capítulos do livro e encantou as crianças. “Busco mostrar a riqueza da literatura infantil, desenvolver o intelectual e a criatividade dos pequenos. Escolhi ser contadora de histórias porque vivenciei isso na minha infância e foi algo que sempre me chamou atenção”, ressalta.

A professora do 5º ano, Rosangela Oliveira desenvolveu com seus alunos uma pesquisa sobre a biografia dos principais autores da literatura infantil. “As crianças buscaram por textos e fotos, e o próximo passo foi usar a imaginação e reescrever as histórias lidas. Com o material pronto juntamos todas as atividades e montamos um livro caderno. O incentivo à leitura é um trabalho diário em minha sala”, enfatiza.

“Estou muito feliz com o desempenho da equipe da Escola São Jorge. O comprometimento dos gestores resulta em alunos interessados e com produções de qualidade. A Feira do Livro finaliza o ano escolar com sucesso!”, comemora a secretária de educação do município, Claudinéia Sossai Navarro.

Na ocasião foi realizada a premiação dos “Melhores Leitores” – aos vencedores foi entregue kits com material escolar.

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Visita ao Diário: Diversão e Conhecimento

Mais do que um momento de entretenimento ou um passeio, a visita ao Diário proporciona aprendizagem. Alunos da Escola Municipal Victor Beloti, de Maringá, recebem o jornal semanalmente em sala de aula para o desenvolvimento de atividades e junto com as professoras, Silvana Aparecida Barela, Keise Santos Marques e Amália Bovolin tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura do Grupo O Diário.

TERCEIROANOVITORBELOTIDM6Na sala de redação os estudantes descobriram como a notícia é produzida, o trabalho do pauteiro, repórter, fotógrafo, diagramador e editor. No parque gráfico foi apresentado todo o sistema de impressão, desde as placas de zinco que são feitas para cada página do jornal, o tipo de papel que é utilizado, as cores das tintas, até o sistema de empacotamento e o processo de distribuição para que o jornal impresso chegue todas as manhãs às bancas, casas, empresas e escolas.

QUARTOANOVITORBELOTIDM2“É bom poder satisfazer a curiosidade dos pequenos. Olhinhos brilhando, muitas perguntas. Para gente é sempre um privilégio receber essas turminhas”, conta a jornalista do Diário, Juliana Fontanella.

A coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes foi quem orientou a visita com as crianças. “É importante para o aluno conhecer o espaço físico da empresa jornalística, conversar com os funcionários, tocar os equipamentos, tudo isso faz com que ele volte pra a sala de aula com um olhar diferente. As crianças estão mais abertas do que imaginamos para a leitura crítica da mídia”, conclui.

 

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Jornada discute alfabetização

A coordenação do curso de pedagogia e a reitoria da Unicesumar realizaram, entre os dias seis e oito deste mês, uma jornada com o objetivo de proporcionar visão atualizada sobre a prática docente. O evento foi direcionado para estudantes e profissionais da área e buscou ampliar as possibilidades do planejamento do professor.

A temática “Alfabetização nos anos iniciais” foi uma preocupação que surgiu em reuniões com os educadores do curso de graduação. “Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foram baixos. Em uma estatística de zero a 10, o Brasil tem média quatro. É um dado alarmante e que precisa ser mudado”, destaca a coordenadora do curso de pedagogia e organizadora da jornada, Prof Doutora Rachel de Maya Brotherhood.

Na programação, palestras e oficinas foram oferecidas com o propósito de auxiliar os profissionais da educação a desenvolverem novas propostas didáticas. Entre os assuntos mais discutidos estavam: letramento, estratégias de leitura, desafios do curso de pedagogia e analfabetismo funcional.

ODIARIO_ESCOLA_CESUMAR_JPS (3)A pós-doutora Renata Junqueira de Souza – pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora da UNESP/ Presidente Prudente – ministrou a oficina Estratégias de Compreensão Leitora. “As crianças conseguem ler, mas não compreendem o que está escrito. Na oficina os participantes conhecem o passo a passo para despertar motivação e entendimento nos alunos”, conta.

A ministrante sugeriu atividades a serem realizadas com as crianças antes, durante e após a leitura. “Antes de ler devemos aguçar a curiosidade do aluno para que ele possa ativar o conhecimento, durante a contação da história chamar a atenção e permitir respostas pessoais é uma dica importante. E para finalizar, o ideal é que desenvolvam propostas em que possam refletir, analisar e sintetizar o que foi lido”, ressalta Renata.

Antonio Eduardo Gabriel é professor da Unicesumar e esteve presente todos os dias. “O evento é bastante interessante, pois apresenta novas técnicas e sugestões de propostas para serem aplicadas em sala. Tudo o que é repassado acrescenta a formação. A boa qualificação dos palestrantes e os conteúdos com diferentes tipos de abordagem me animaram”.

A estudante de pedagogia, Éli Cristina Mira de Souza está prestes a enfrentar o mercado de trabalho e conta que os conteúdos repassados são excelentes para dar segurança na hora de ir a pratica em sala. “Com tantas informações e atividades agora é o momento de buscar meu espaço dentro das escolas”.

Rachel de Maya comemora a realização do evento. “É sempre muito bom oferecer novos aprendizados. Espero que os profissionais da educação tenham saído com a consciência de que eles podem mudar a situação escolar desenvolvendo consciência crítica no aluno, e assim o educador passe a ser mais valorizado”.

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Estratégia para evitar jovens nas ruas

Criado para tirar crianças e adolescentes das ruas de Sarandi no período em que não estão na escola, o projeto “Eu cuido” começou suas atividades no início deste ano e já atende cerca de 800 alunos de seis a 16 anos. A ação é uma iniciativa do prefeito Carlos de Paula Júnior com as secretarias da Juventude, Cultura, Esportes e Lazer.

“A ideia é manter as crianças o maior tempo possível em oficinas, nas quais além de poder se divertir elas estarão adquirindo novos conhecimentos”, ressalta a coordenadora do projeto, Maria Cristina Age Macedo.

Há também uma parceria com as secretarias de Educação, Ação Social, Saúde e Desenvolvimento Econômico para que os alunos tenham acesso de forma mais rápida a consultas e atendimentos oferecidos pelo município.

Podem participar das aulas de futsal, futebol de campo, voleibol, handebol, judô, atletismo e natação aqueles que estiverem matriculados nas escolas das redes municipais e estaduais de ensino da cidade. Lembrando que as oficinas são oferecidas no contraturno escolar.

“A experiência em fazer parte do projeto é ótima! Tenho a oportunidade de aprender coisas novas e ainda fazer amigos”, conta o aluno Rafael da Silva Correia.

João Francisco do Nascimento é professor de uma das aulas mais frequentadas, a de futebol de campo. “Eu já realizava trabalho voluntário nos campinhos dos bairros, quando passei a fazer parte do “Eu cuido” trouxe meus alunos comigo. Atendo quantas crianças chegarem no treino porque acredito que elas percebendo a preocupação social que temos, irão se sentir valorizadas”.

A prefeitura doou todos os materiais necessários para que os alunos pudessem desenvolver as atividades, a exemplo de bolas, kimono, óculos de natação e roupas de banho. “Com isso o jovem só precisa de uma coisa para estar no “Eu cuido”, vontade de aprender”, destaca a coordenadora.

“Mães já relataram melhoras, inclusive, em problemas de saúde. Parte das crianças chegam as aulas de natação por encaminhamento médico e se apaixonam pela piscina. O resultado tem sido ótimo, em pouco tempo de aula já aprendem a nadar”, comemora a professora, Camila Cristina Mignoli.

Alisson de Oliveira Damião é aluno de judô e conta que nunca tinha pensando em praticar a modalidade devido ao custo da mensalidade nas academias. “Quando surgiu a oficina gratuita me interessei e hoje já sonho em ser lutador profissional”.

“Os pais que acompanham as aulas de judô, no início demonstram preocupação devido aos golpes e receio das crianças de machucarem, mas o retorno tem sido muito bom. Alguns alunos já emagreceram e ficaram mais dispostos”, destaca a professora Janaina Cristina Ferreira dos Santos.

Maria Cristina enfatiza que estes garotos estão aprendendo a exercer a sociabilidade dentro de um ambiente que pode contribuir de forma positiva para a sua formação.

O projeto “Eu cuido” continua em 2014 e pretende aumentar as vagas para três mil atendidos. Reformas nos ginásios dos bairros periféricos da cidade já estão sendo realizadas para que a criança não precise se deslocar a grandes distâncias para o contraturno.

SARANDI. Crianças e adolescentes têm a oportunidade de estarem em oficinas que evitam a permanência deles nas ruas e proporciona segurança aos pais

SARANDI. Crianças e adolescentes têm a oportunidade de estarem em oficinas que evitam a permanência deles nas ruas e proporciona segurança aos pais

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O Diário na Escola promove curso de capacitação sobre notícia e reportagem

ODIARIONAESCOLADM32Cerca de 250 profissionais da educação estiveram no encontro pedagógico “Notícia e Reportagem – bastidores e processo de produção” ministrado pelo jornalista e editor multimídia do Diário, Clóvis Augusto Melo.

“As capacitações do Diário na Escola permitem socializar informações relativas ao jornal, principalmente sobre o processo de produção das notícias. Trata-se de uma chance de conversar, explicar e refletir sobre o papel da comunicação como um todo e do jornalismo impresso em especial. É gratificante participar desses eventos”, destaca Clóvis.

O jornalista expôs todas as etapas que envolvem a construção do jornal impresso, desde a parte gráfica – impressão e distribuição – à parte da elaboração e escolha dos textos publicados, sempre explicando a função de cada profissional da redação – pauteiro, repórter, editor e diagramador.

Aprofundando sobre o que é notícia, Clóvis falou sobre as fontes de informação, quais os passos para a escrita da matéria jornalística e os temas que mais chamam a atenção dos leitores. Enfatizando uma questão importante, a diferença entre o que é interesse público – impostos e governo – e o que é interesse do público – novelas e celebridades, por exemplo.

“O curso foi muito bom e inovador em relação aos conteúdos trabalhados. Trouxe informações que antes eram desconhecidas. Aprendi bastante!”, conta a professora Christiane Rita Novaes.

Para a educadora Cleonice Raphael a palestra foi dinâmica, o que auxiliou na compreensão do conteúdo. “O Clóvis explorou não só a logística de produção do jornal, como também os gêneros textuais que circulam no impresso. Destacando a interdisciplinaridade da notícia e a função histórica deste meio de comunicação, o que vai contribuir de forma significativa no meu trabalho”.

Como material de suporte os participantes receberam uma apostila com as definições de todos os elementos que podem ser encontrados no impresso: chamada de capa, lead, caderno, infográfico, entre outros itens que vão auxiliar o trabalho do professor em sala de aula.

DIARIO NA ESCOLA_RS1A apostila também apresenta aspectos que tratam sobre a rotina diária dos profissionais da redação, o que ajuda a compreender o passo a passo da elaboração de um impresso com grande circulação.

“Este encontro foi muito produtivo, pois estou trabalhando o gênero notícia com meus alunos do 4º ano. Tudo o que li e ouvi veio ao encontro das minhas necessidades de suporte didático”, relata a professora Maria José Rodrigues.

Visando incentivar a criação de jornais escolares, a equipe do Programa entregou aos profissionais da educação um texto que explica de forma detalhada como elaborar um jornal escolar. Com dicas sobre escolha do nome, seleção de textos, diagramação e impressão.

“As orientações recebidas vão me auxiliar no trabalho em sala diretamente com o impresso, mas também a desenvolver novos conteúdos e atividades, principalmente na disciplina de língua portuguesa”, conta a professora Maria Wilhans.

Após a palestra ministrada por Clóvis, os educadores participaram de atividades práticas que visam ampliar o conhecimento e reforçar todo o conteúdo apresentado no encontro. Entre as dinâmicas estavam a produção de uma matéria, a criação e diagramação de uma capa do jornal, e também a montagem de propostas didáticas, relacionadas à notícia e reportagem, a serem realizadas com os alunos.

A coordenadora do Programa, Loiva Lopes, ressalva que vivemos em uma sociedade em que a mídia ocupa espaço relevante, esta capacitação além de permitir que os professores conheçam os processos de produção de um jornal diário, permitem no espaço aberto à perguntas, questionamentos sobre os valores éticos da construção da notícia. “O jornalista Clóvis Augusto Melo foi sabatinado, mas o resultado foi ótimo, e acredito que a experiência que os professores levam daqui só acrescenta, não somente para o trabalho em sala, mas para sua visão crítica da mídia”, conclui.

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DIARIO NA ESCOLA_RS10Clóvis Melo, que é editor do diario.com, também falou sobre as notícias publicadas em portais de comunicação e mostrou o que os usuários mais gostam de ler. “Os textos mais acessados tratam de assuntos bizarros, tragédias e situações nas quais o ser humano fica exposto na sua intimidade”, destaca.

Os participantes ainda puderam conhecer sobre o funcionamento do Google, como fazer para ter o link de publicação sempre no topo da página de pesquisa e as armadilhas da internet.

O aumento da pornografia infantil na web também foi uma temática discutida. O jornalista orientou os professores a conversarem com as crianças e conscientiza-las sobre os perigos da exposição em câmeras de foto e vídeo.

“Este encontro, em particular, me proporcionou uma visão diferente quanto à internet e seu uso, motivando o grupo a desenvolver um trabalho em sala de aula com os alunos”, conta a professora Christiane Sane Miguel.

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História de Rafael vence concurso

No mês em que se comemora o Dia da Criança, o Diário na Escola em parceria com a Livrarias Curitiba, lançou a promoção cultural “Livro também é diversão!”. Para concorrer a seis livros infanto juvenis os participantes contaram como estimulam a leitura nos pequenos, seja filho, neto, sobrinho ou aluno.

DSC00246A vencedora do concurso é Léia Rachel Teixeira de Souza que diariamente lê para o filho de apenas dois anos, Rafael Silvério de Souza. Mas o estímulo à leitura na vida de Rafael começou antes mesmo dele nascer.

Quando Rachel descobriu que estava grávida pesquisou formas de auxiliar o desenvolvimento da criança ainda na barriga. Uma das dicas que encontrou foi justamente a de ler para o bebê.

Guias de gravidez apontam que ainda no ventre a criança pode ouvir histórias contadas pela mãe. Nessa fase o pequeno é considerado um leitor ouvinte, o objetivo não é que ele entenda o enredo, mas que passe a reconhecer a voz da mãe e fortalecer o elo entre eles.

“Depois que Rafael nasceu os presentes eram livros musicais, com ilustrações e até aqueles que pudessem ser manuseados dentro da banheira. Assim ele foi percebendo como as obras eram interessantes e que também poderiam diverti-lo”, conta a mãe.

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Rachel sempre foi apaixonada por leitura. “Minha mãe trabalhava fora e não tínhamos o hábito de ler juntas, mas sozinha eu fui sentindo a necessidade de procurar os livros, frequentar bibliotecas e sempre levava minha irmã comigo”.

Ela destaca que a leitura é um crescimento pessoal, você passa a ter mais argumentos na hora de escrever e consegue se expressar de forma melhor durante uma conversa. “Os livros além das histórias fictícias, também trazem informações e conhecimentos que vou levar para o resto da vida”.

Rafael vai para a escola desde os seis meses do nascimento. A professora comenta que ele é uma criança bem desenvolvida, comunicativa, que já reconhece personagens e gesticula durante as aulas. “Em casa ele mostra algumas letras, números e cores. Fico encantada!”, diz Rachel.

As leituras para Rafael são feitas todas as noites antes de dormir. Quando a mãe não está lendo para ele, é o pequeno quem pega o livro sozinho e começa a folhear e ler tudo o que está escrito, antes mesmo de estar alfabetizado.

Por muitas vezes Rachel leu as histórias: “Chapeuzinho Vermelho” e “Os Três Porquinhos”, hoje Rafael conta o enredo nas narrativas e até imita o rugido do Lobo Mau.

“Com tantas opções tecnológicas as crianças estão se afastando do contato com os livros. Quero que na vida do meu filho isso seja diferente. Percebo que o hábito da leitura é algo prazeroso para ele, e espero que continue assim”, enfatiza a mãe.

Rachel destaca que além da motivação familiar, a escola tem papel fundamental no estimulo à leitura. “O Rafael tem muito contato com os livros em sala de aula e a professora separa horários na semana para a contação de histórias. Acredito que tendo o exemplo dentro e fora de casa ele será um leitor assíduo, e no futuro tenha o hábito de ler para seus filhos”.

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Quando a vida começa na terceira idade

A novela da rede Globo “Amor à vida” apresenta a história do casal Lutero e Bernarda que experimentam o amor na velhice. E assim como na ficção, na vida real é possível encontrar muitos casos de pessoas acima dos 60 anos que estão redescobrindo o prazer em viver. Não só nas questões relacionadas aos sentimentos, mas também no que se refere ao aprendizado e conhecimento.

IMG_0798As turmas de ensino fundamental e médio não são mais compostas apenas por crianças e adolescentes. Atualmente um novo cenário é criado devido à Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma modalidade destinada as pessoas que não tiveram acesso ou não puderam concluir seus estudos na idade escolar.

Somente em Maringá a EJA atende 33 salas de aulas, entre escolas e instituições públicas localizadas por toda a cidade. Funcionando nos períodos da manhã, tarde e noite com aproximadamente 800 alunos.

A professora Andréia Moreira Quirino lecionou durante 18 anos para crianças e sente-se realizada no desafio de alfabetizar turmas da terceira idade. “Estou há quatro anos com o mesmo grupo de senhoras, desde minhas primeiras semanas de aula me apaixonei pelo ambiente de trabalho. Alunas que chegaram aqui sem ao menos conseguir segurar o lápis, no final deste ano irão participar da formatura referente ao 5º ano”, comemora.

As pessoas que buscam o aprendizado após os 60 chegam, em sua grande maioria, sem nunca terem frequentado uma escola. Cada realidade uma história.

“Meu interesse pelos estudos surgiu depois que sofri um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Com o ocorrido perdi os movimentos da mão direita, justamente a que escrevo. Para não atrofiar era necessário exercitar o punho e os dedos, e foi escrevendo que eu consegui me recuperar”, conta Adelícia Lima dos Santos, 67 anos. Ela que utiliza dois ônibus do transporte público para chegar à escola, se orgulha ao falar que não precisa mais perguntar o que está escrito no letreiro do veículo, Adelícia já lê sozinha.

Nazaré Suriana Favaro, 63 anos, nunca foi à escola por proibição do pai que acreditava que a filha aprendendo a escrever seria apenas para enviar bilhetes a namorados. “Tive uma infância muito sofrida, me casei e não tive coragem de contar ao meu marido que não era alfabetizada. Quando ele descobriu foi embora de casa e me deixou com quatro filhos pequenos para criar, mas eu venci e terei o maior orgulho de convidá-lo para minha formatura”. Mesmo com todas as dificuldades, Nazaré sempre motivou seus filhos a estudarem, hoje são todos graduados no ensino superior e estão felizes pela conquista de sua mãe.

A aluna Luiza Boer Ribeiro, 71 anos, é conhecida como a bagunceira da classe por ser uma senhora cheia de energia. “A escola é a minha casa, minhas companheiras de sala são também minhas amigas, sempre viajamos juntas, vamos para bailes e com todo o aprendizado que tenho aqui me sinto uma pessoa muito mais viva”. Luiza se forma este ano e tentou convencer a professora a reprová-la só para continuar estudando.

“Lecionar para alunas tão dedicadas é um presente. Diariamente não sou apenas eu quem ensino os processos de aprendizagem para elas, mas também recebo lições de vida e superação com a persistência dessas senhoras”, enfatiza a professora.

Andréia destaca que as famílias devem incentivar as pessoas da terceira idade a buscarem o ensino. “Não é porque não vão mais para o mercado de trabalho que os idosos não precisam do conhecimento. Além do ler e escrever, ao frequentar a sala de aula eles participam de atividades extra classe, se socializam, deixam as preocupações de lado, e o mais importante, mantém o cérebro ativo e rejuvenescendo a cada dia”.

PERSEVERANÇA. Alunas da EJA com a professora Andréia, mulheres dispostas a aprender sempre mais

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