Mês: março 2014



Manchete do Diário incentiva projeto sobre dengue

Com a temporada de chuvas, as chances de se acumular água em lixos, vasos e pneus aumentam, elevando também os casos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti. De acordo com o último relatório divulgado pela secretaria de saúde de Maringá, já foram registradas 2.927 suspeitas de dengue no município, além de 648 casos positivos e duas mortes. Esse assunto tem preocupado a população e foi destaque de capa no jornal O Diário do Norte do Paraná.

A partir disso, a professora Suelena Yoshi Giraldelli Jaqueta, que leciona na Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino em Itambé, criou um projeto com o objetivo de conscientizar alunos e pais sobre as consequências sofridas por aqueles que são picados pelo mosquito.

“A matéria publicada no Diário apontou os casos de dengue nos municípios que compõem a 15ª Regional de Saúde, o que inclui Itambé, cidade que já notificou 16 casos da doença. No ano passado tive vários alunos que foram picados pelo mosquito e percebi que era o momento de fazer algo para que o atual número não aumente”, conta a professora.

Suelena convidou a enfermeira do Posto de Saúde da cidade, Mara Leopoldino do Carmo Nardi, para realizar uma palestra com as crianças sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti. Mara apresentou vídeo informativo, panfletos e também um adesivo escrito “Detetive da Dengue”, para que assim as crianças se sintam motivadas a buscarem todos os focos de larvas e eliminá-los.

“Na atividade de leitura livre eu escolhi a matéria do Diário com a manchete ‘Saúde confirma duas mortes e 648 casos de dengue no ano’, com isso, quando começou a palestra pude tirar minhas dúvidas e até compartilhar de alguns exemplos que estavam na notícia, como por exemplo, o número de notificações da doença aqui em Itambé”, relata a aluna Ana Paula Pereira.

Na sala de informática os estudantes pesquisaram na internet todos os sintomas de quem é picado pelo mosquito e as formas de se prevenir da dengue.

“Fui picado no ano passado, enquanto eu lia sobre o assunto nos sites lembrei de tudo o que senti no período em que fiquei doente, realmente é horrível, não quero ser vítima esse ano novamente, por isso vou cuidar do quintal da minha casa e alertar meus vizinhos”, ressalva o aluno Douglas Amaral Rodrigues.

Depois de tantas informações relacionadas ao tema, os estudantes foram desafiados a produzirem um texto sintetizando tudo o que leram, ouviram e pesquisaram. E como tarefa de casa buscaram imagens e frases de efeito para a produção de cartazes.

“Decidi elaborar algo que ultrapassasse os muros da escola. Diariamente conscientizamos as crianças, mas é preciso mais do que isso. Os adultos, em especial, são os que devem fazer a diferença, por isso os cartazes confeccionados serão colados nas paredes do comércio da cidade visando chamar a atenção dos moradores de Itambé”, destaca Suelena.

CONEXÃO. A partir das informações adquiridas na leitura do jornal os estudantes foram para sala de informática dar continuidade às pesquisas

CONEXÃO. A partir das informações adquiridas na leitura do jornal os estudantes foram para sala de informática dar continuidade às pesquisas

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Jornal na Escola: oportunidade de ensinar e aprender com notícias

DIARIONAESCOLADM15O Diário na Escola está de volta com suas atividades anuais. Além da retomada do envio dos jornais para as instituições de ensino, no próximo mês a equipe do Programa já oferecerá o primeiro encontro de capacitação de 2014.

Para conhecer a forma de trabalho do Diário na Escola, cursos de formação, promoções culturais e todos os projetos para este ano, convidamos para um bate-papo a jornalista especialista em mídia e educação e coordenadora do Programa, Loiva Lopes.

1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Qual a importância em trabalhar as mídias, em especial o jornal impresso, dentro de sala de aula?

LOIVA: O jornal traz vida à sala, traz energia. A nova geração quer uma escola mais dinâmica e interativa. Muito longe da geração de nossos pais, os alunos hoje questionam e gostam de opinar. O professor que se propõe a experimentar o uso da mídia impressa, além de contar com novas possibilidades para a construção do conhecimento, terá, certamente, alunos mais interessados e participativos. Entre muitos avanços, logo irá perceber que estão mais informados e críticos quanto às questões sociais, políticas e econômicas do dia a dia.

2.      Como funciona a didática de trabalho do Programa?

Os alunos recebem na escola o jornal do dia. Isso acontece uma vez por semana, facilitando o trabalho do educador que terá tempo para desenvolver a leitura das notícias junto à prática pedagógica.

3.      As atividades desenvolvidas em sala de aula com uso do jornal O Diário têm a possibilidade de serem divulgadas no impresso?

O Programa tem uma página dentro do Caderno de Cultura do Diário destinada à divulgação das ações educacionais e culturais dos municípios e instituições parceiras do Programa. Nosso compromisso é mostrar o que está sendo realizado em prol da educação e reconhecer o esforço dos profissionais comprometidos com este objetivo.

4.      Aos profissionais da educação participantes do Diário na Escola, o que é oferecido?

São oferecidos cursos presenciais com profissionais especialistas, mestres, e doutores na área. As oficinas, com carga horária de 4 horas, são momentos valorosos em que os educadores têm a oportunidade de falar diretamente com os ministrantes e também desenvolverem atividades práticas com o jornal. Em todas as capacitações os professores levam para casa o material do curso ministrado, para que tenham a possibilidade de aprofundar seus conhecimentos, e diversificar, ainda mais, o trabalho desenvolvido com os alunos.

5.      O Programa realiza todos os anos o Concurso de Frases e o Concurso de Gibi, em 2014 estas promoções culturais permanecem?

Sim, permanecem! Nosso objetivo é sempre reconhecer o trabalho de alunos e professores, os concursos auxiliam e estimulam o desenvolvimento do trabalho em sala. O Concurso do Gibi, por exemplo, oferece capacitação específica ao profissional da educação.

6.      Atualmente as crianças e os adolescentes estão cada vez mais conectados com o mundo virtual e as redes sociais. Além da página do Diário na Escola, no jornal impresso, vocês também trabalham com as mídias onlines?

Nossa Fanpage e o Blog no portal odiario.com promovem a troca de informações entre alunos, professores e público em geral com a equipe do Diário na Escola, como também, divulgação de atividades, novidades e oportunidades da área de educação e cultura, dicas de ortografia e eventos.

7.      Como funciona a visita monitorada na sede do grupo O Diário?

O Programa recebe durante o período escolar – na sede do Jornal O Diário do Norte do Paraná – visita de alunos (grupos de até 30) que têm a oportunidade de conhecer o processo de produção do jornal. Através do passeio monitorado por jornalista os visitantes conhecem o parque gráfico, redação, pré-impressão, sistema de distribuição do jornal, arquivo de exemplares e a rotina de trabalho dos profissionais destes setores.

8.      A concessionária de rodovias Viapar está subsidiando neste ano a participação de mais de 700 alunos no Programa. Como os interessados podem fazer inscrições para receber este patrocínio?

Os interessados devem entrar em contato com a equipe do Diário na Escola para participar do processo seletivo, também é importante ter uma pessoa previamente designada a acompanhar o calendário de atividades do Programa.

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CRONOGRAMA DE CAPACITAÇÕES 2014

Abril: Estrutura do jornal – Como trabalhar o impresso em sala de aula

Todos os anos o Programa recebe profissionais que não tem nenhuma experiência com a utilização do jornal na escola. Por isso é importante que os participantes iniciem as atividades munidos de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento de um bom trabalho em sala. E é sempre válido reciclar e oferecer novas alternativas de produções contemplando não somente a língua portuguesa, mas a interdisciplinaridade.

Junho: Gêneros publicitários no jornal – Anúncios e Classificados

Os professores serão chamados a pensar sobre os gêneros publicitários do jornal, com enfoque nas suas estratégias argumentativas. Sem dúvida, um estudo fundamental para exploração de leitura crítica dos alunos.

 Agosto: Humor no jornal – Histórias em Quadrinhos

A proposta desse ano será focar na presença do humor nesse tipo de gênero, de modo que as produções dos alunos possam incorporar esse traço de estilo. Esta capacitação é oferecida visando a participação no Concurso de Gibi.

Agosto: O jornal e os diferentes tipos de entrevista

O gênero entrevista será contemplado de forma a reconhecer suas condições de produção e os desdobramentos que ele possibilita, quando inserido na estrutura de outros gêneros.

Outubro: Relacionando Gêneros com o Jornal – Carta do Leitor X Carta Pessoal

Nesta oficina, serão feitas análises comparativas dos gêneros em questão procurando pontuar suas especificidades, focando principalmente na Carta do leitor que é um gênero textual presente no jornal. O gênero será trabalhado em seus três constituintes: tema, estrutura e estilo.

 Novembro: Práticas Pedagógicas – Troca de Experiências

Tem como objetivo promover o relato e a troca de conhecimento entre os professores. Serão selecionados educadores para apresentarem os trabalhos realizados com os alunos a partir do uso do jornal. Todos tem a chance de participar, é necessário somente que enviem o resultado de suas produções para a equipe do Programa durante este ano.

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O Diário na Escola capacita professores

O Programa está de volta. A partir de hoje, todas às terças e quartas-feiras, mais de 300 professores vão receber exemplares do jornal O Diário para desenvolver atividades em sala de aula que incentivem o interesse pela leitura e cidadania, com cerca de oito mil alunos.

O DIARIO NA ESCOLA_3Assim como nos anos anteriores, a equipe do Diário na Escola tem a preocupação em oferecer cursos de formação que mantenham os educadores atualizados e os auxilie nas estratégias de ensino melhorando o desempenho dos alunos.

“A assessoria pedagógica aos profissionais da educação, sempre esteve entre as prioridades de atendimento do Programa. Neste ano vamos manter a experiência iniciada em 2013, procurando alinhar as temáticas dos cursos, ao currículo escolar dos alunos de 4º e 5º ano do ensino fundamental. O foco é contribuir para que o professor possa fazer um bom planejamento, aplicando o que viu nas oficinas, em sala de aula”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A professora mestre, Maísa Cardoso ressalta que levando em conta o fato do professor estar em constante formação e que não deve parar de aprender, as oficinas cumprem um papel fundamental neste processo. “Participar do Programa é investir na formação profissional, consequentemente, melhorar a cada dia a qualidade das aulas ministradas e os resultados obtidos com os educandos”.

Os cursos oferecidos pelo Diário na Escola são todos presenciais e com carga horária de quatro horas cada. Nos encontros os participantes recebem material didático a respeito da temática, o que torna possível aprofundar conhecimentos e diversificar o trabalho desenvolvido com os estudantes.

ODIARIO_ESCOLA_JPS (24)“Conheço o Programa desde 2001 e trabalho com o Diário em sala de aula há mais de seis anos. Sempre volto das formações com mais aprendizado do que eu esperava, este ano já estou ansiosa para os novos conteúdos que serão apresentados, afinal, é uma excelente oportunidade que tenho de crescer em minha vida profissional”, comemora a professora da rede municipal de Marialva, Amélia Horita.

A professora da rede municipal de Maringá, Lucilene Leite expõe que as capacitações vêm ao encontro do trabalho que precisava desenvolver com os alunos. “Com uma boa explicação e abordagens pertinentes, as atividades em sala ficam mais simples de serem propostas”.

Maísa revela que o cronograma de discussões das formações oferecidas pelo Diário na Escola para este ano foi pensado para atender às necessidades das escolas, como também procurar cada vez mais incluir teoria e prática, buscando a aplicação das discussões em sala.

“A expectativa para 2014 é dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado, ora trazendo novos gêneros para estudo, ora estudando gêneros já vistos sob outro enfoque. Esperamos, dessa forma, tanto atender aos professores que entram agora no Programa, quanto continuar estimulando aqueles que já estão conosco desde anos anteriores”, enfatiza a professora doutoranda Adélli Bazza.

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