Mês: abril 2014



Capacitação do Diário na Escola em Sarandi inclui novos professores

foto para materiaNeste ano uma novidade na rede municipal de educação do município. Não só os profissionais que lecionam para as turmas de quinto ano, mas também aqueles que trabalham com os quartos anos, terão a oportunidade de receber a assessoria pedagógica oferecida pelo Programa.

O encontro pedagógico “Estrutura do jornal – trabalhando com o impresso em sala de aula” oferecido pelo Diário na Escola foi ministrado pela jornalista e especialista em educomunicação, Loiva Lopes que abordou conceitos como: capa, charges, artigos, editorias e lide, qual a importância dos meios de comunicação enquanto veículo de informação e opinião, como também o papel dos profissionais que fazem parte da redação.

Nesta primeira formação foram apontados aspectos que devem ser considerados na hora de ir para a prática pedagógica. Como por exemplo, permitir sempre uma leitura livre, dar um passeio pelas páginas do jornal, ajudar o aluno a identificar o formato, cadernos, assuntos, etc. Dicas e sugestões que irão ajudar o professor que está iniciando agora o trabalho com a leitura do jornal em sala de aula.

A professora Franciele Ruiz conta que a possibilidade de atividade com o jornal já no quarto ano facilita o ensino e prepara a criança para a série final do primeiro ciclo, o que reflete em melhores resultados.

“As crianças vivem em um mundo interativo, no qual a comunicação se torna imprescindível, seja pelos jornais, revistas ou internet. O professor precisa buscar formas criativas para formar um aluno crítico e reflexivo, por isso é tão importante utilizar recursos didáticos que dinamizam as aulas”, ressalta a educadora Salete Batista Eduardo.

A ministrante enfatiza que, “a promoção do acesso à leitura do jornal em sala de aula, com o professor intermediando a relação entre as mídias e seus conteúdos, possibilita ao aluno a chance de não somente conhecer uma diversidade de gêneros textuais presentes no impresso, mas também compreender, interpretar e expressar sua realidade.”

DIARIO NA ESCOLA_RS15Erick Bucioli, diretor de ensino em Sarandi, salienta que o profissional da educação precisa, diariamente, fazer análise do conteúdo para em seguida aplicá-lo em sala. “As capacitações do Diário na Escola ajudam muito neste trabalho, pois nos encontros primeiro é fundamentada a teoria e depois a experiência da prática. Algo que auxilia o educador a compreender o assunto e ensinar com maior segurança.”

Dentre as propostas de atividades da oficina os professores puderam transformar a notícia do impresso em conteúdo de jornal televisivo, produziram murais informativos para que toda a escola tenha acesso aos fatos que acontecem em Maringá e região, realizaram leitura semiótica de fotos e imagens publicitárias, como também propostas que envolvem a Copa do Mundo, um assunto atual e que desperta o interesse dos alunos.

A equipe do Diário na Escola entregou aos participantes do encontro uma apostila com mais de vinte sugestões de atividades relacionadas às diferentes disciplinas do currículo escolar. “Essas dicas de como trabalhar o jornal proporciona aos estudantes um conhecimento novo e o entendimento dos assuntos abordados no dia-a-dia”, conta a educadora Ana Maria de Araújo.

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Ociosidade e drogas é tema de aula em Marialva

De acordo com o levantamento do Serviço de Abordagem, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sasc), a ociosidade e as drogas são os motivos que mais levam crianças e adolescentes à viverem em situações de rua em Maringá. Os dados também revelam que a maioria dos menores que são encontrados vendendo doces nas ruas, ou mesmo em situação de mendicância, pertence a cidades vizinhas.

Este assunto despertou a atenção da professora Amélia Watanabe Horita, que leciona para os alunos da Escola Municipal Dr. Milton Tavares Paes, em Marialva. “A notícia destaca que a Sasc de Maringá encaminhou 171 crianças e adolescentes para o abrigo provisório do município somente em 2013. Esta é uma realidade que poderia ser a de algum dos meus alunos, por isso decidi discutir o tema.”

Com o objetivo de trabalhar o texto jornalístico e fazer com que as crianças expressassem suas opiniões, Amélia entregou exemplares do Diário para a leitura da matéria, em seguida discutiu sobre o assunto e os estudantes desenvolveram produções textuais argumentando possíveis soluções para o caso de menores que vivem na ociosidade.

“Quando fiz a correção dos textos me surpreendi com os resultados. Por ser um material diferente os alunos adoram o jornal, e isso os motiva a ler e a escrever. Outro fator importante é que a notícia apresenta pessoas com idade similar a deles, o que desperta identificação e interesse pela atividade proposta”, conta Amélia.

A estudante Gabriely Bressa destaca que a oportunidade de ler sobre o que está acontecendo atualmente, a faz ter consciência do que é certo ou não. Assim, aproveita os exemplos para não cometer os mesmos erros.

“Na matéria eu li que têm muitas crianças que passam os dias nas ruas pegando latinha, papelão e lixo. E na verdade, elas estão trabalhando para os pais delas, para os adultos, e isso é muito feio. Lugar de criança é na escola”, enfatiza o aluno Renê Rossatti.

A estudante Ana Paula Nunes comenta que algumas meninas acabam ficando nas ruas e ao crescer nessa situação perdem seus valores. “Muitas vezes elas deixam de lado o amor próprio e para ganhar dinheiro se prostituem. Isso é ruim porque ainda correm o risco de pegar doenças.”

A aluna Larissa de Jesus Souza diz que esses adolescentes que trabalham, ao invés de estudar, acabam se envolvendo com as drogas. “Entrando nesse mundo você se afunda cada vez mais e só terá derrotas. Não vale a pena, pois isso vai te levar ou para a cadeia ou à morte.”

A coordenadora pedagógica Elisa Mara Perez ressalta que o livro didático apresenta a história do nosso passado, e este, aliado ao jornal faz o estudante perceber a mudança que ocorreu na sociedade. “O Diário é uma das poucas fontes de informação que nossos alunos têm, por isso é um material tão valorizado em sala de aula. Além de os manterem atualizados, o impresso ainda desperta a curiosidade das crianças quando trabalhado na interdisciplinaridade”, conta.

OPORTUNIDADE. Jornal O Diário diversifica a metodologia de trabalho em sala de aula e apresenta diversidade de textos

OPORTUNIDADE. Jornal O Diário diversifica a metodologia de trabalho em sala de aula e apresenta diversidade de textos

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Curiosidades de 1500…

Índios:

– Como nosso país é de clima muito quente, os índios daqui foram acostumados a andarem nus, com os corpos descobertos, enfeitando-os com penas e pinturas.

– As casas dos povos indígenas eram feitas de palha, galhos secos, e recebiam o nome de oca. O conjunto de ocas formava uma aldeia ou tribo.

– Para se defenderem os povos indígenas confeccionavam suas próprias armas. O arco e flecha são as mais conhecidas, mas existiam também o tacape e a lança.

– Os índios se alimentavam de mandioca, batata-doce, inhame, abóbora e milho que eles próprios plantavam, além de peixes e carnes que pescavam e caçavam.

Portugueses e Espanhóis:

– Um marinheiro ficava num tipo de cesto, no alto do mastro do navio, por meses de olhos sempre atentos em busca de sinais de terra.

– O piloto da expedição tinha o costume de se guiar pelas estrelas e era ele quem decidia os caminhos a percorrer, independente da opinião do comandante.

– As viagens de expedição eram muito longas, para se distrair os marujos encenavam peças sobre assuntos religiosos.

– O único que tinha sua própria cabine no navio era o capitão, onde havia livros, móveis e comida de qualidade. Já o restante da tripulação se dividia nos porões.

– Meninos entre nove e 15 anos eram chamados de grumetes. E era deles o trabalho mais pesado: lavar, limpar e costurar as velas do navio que se rasgavam.

– Poucos homens aceitavam fazer parte das viagens, pois acreditavam na existência de monstros marinhos que devoravam os navios e a sua tripulação.

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Quem descobriu o Brasil?

Imagem Ilustrativa 02Mais um 22 de abril e engana-se quem afirma que somente os portugueses podem ter sido os responsáveis pela descoberta das terras brasileiras. Com as constantes pesquisas sobre nossas origens surgiram também mudanças na história, novos relatos, personagens e possibilidades.

Atualmente já se discute que o Brasil pode ter sido encontrado primeiramente pelos espanhóis, e não pelos portugueses como a maioria dos livros apresentam.

De início acreditamos que fomos descobertos por acidente. O português Pedro Álvares Cabral usou os conhecimentos de navegação da época para procurar as Índias usando um caminho alternativo, em linha reta pelo oceano Atlântico, e sem querer chegou ao Brasil. Não percebendo o erro – acreditou que realmente estava na Índia – e por isso os habitantes aqui encontrados foram chamados de “índios”.

Atuais fontes de pesquisa revelam um fato diferente. Apontam que os mapas portugueses indicavam que havia terras a serem exploradas a oeste, e que elas não tinham relação com as Índias. Portanto, quando Cabral chegou ao litoral do atual estado da Bahia, ele sabia exatamente onde estava e a importância da descoberta.

Imagem Ilustrativa 03Já o escritor Eduardo Bueno, autor do livro “Náufragos, traficantes e degredados” revela que as primeiras expedições ao Brasil foram lideradas por espanhóis que chegaram aqui em janeiro de 1500, nesse caso, antes dos portugueses. “Embora polêmica, a afirmação se baseia em fontes primárias e em pesquisas confiáveis. A viagem foi documentada pelo capitão Vicente Pinzón e cronistas do século XVI se referem a ela em detalhes”, cita Bueno.

Outro fato curioso é que ilustrações e pinturas sobre a chegada de Cabral – e os primeiros anos de colonização – mostram um litoral parecido com o que conhecemos hoje: praias azuis, de areias brancas com longas fileiras de coqueiros. E a banana já era uma fruta típica do país, muito consumida pelos índios.

A revista Mundo Estranho revela o contrário, na verdade os nativos se alimentavam dos animais que caçavam, não existia banana nem coco. Aliás, muitas frutas que associamos ao nosso “país tropical” foram trazidas por colonizadores ao longo do tempo, entre elas a jaca, a manga e o abacate.

Este é um assunto que gera muitas divergências. Historiadores buscam formas de esclarecer a ordem e verdade dos acontecimentos. Deixamos a sugestão para que professores e alunos discutam sobre o assunto. Quem realmente descobriu nossas terras? Os portugueses? Os espanhóis? Pesquise em livros e nas páginas da internet argumentos para justificar sua opinião.

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Bate-papo na escola de Atalaia aborda os meios de comunicação

Veículos midiáticos que permitem a interação entre as pessoas e contribuem com a transmissão do conhecimento são chamados de meios de comunicação. Ao longo da história, o homem foi desenvolvendo formas para se comunicar. Primeiro os sinais, depois os desenhos, a língua falada, as cartas, até a criação de alguns objetos.

Com o avanço tecnológico os meios foram se tornando mais eficazes, a exemplo do jornal impresso, telefone, rádio, televisão, celular e internet. Todos são bastante utilizados em várias partes do mundo, e proporcionam o diálogo e a troca de informações.

A internet, por exemplo, permite que dados sejam obtidos com extrema rapidez e facilidade. Algumas redes sociais possibilitam conversas instantâneas independente do lugar em que você esteja.

Na educação, os estudos sobre a relação entre as mídias e o ensino têm se expandido devido ao impacto cada vez maior que os meios de comunicação têm na vida dos alunos.

Pensando nisso a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes esteve no município de Atalaia para conversar com os alunos da Escola Municipal Vânia Maria Simão sobre um dos veículos da imprensa que está há mais tempo dentro das instituições de ensino, o jornal impresso.

“À medida que a escola percebe a seriedade com que estão comprometidos os Programas de Jornal e Educação, e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em desenvolver um trabalho que beneficie estudante e educação cresce a adesão ao uso da mídia impressa como recurso das práticas pedagógicas. Conversar com crianças de 09 anos de idade que estão gostando de ler o jornal toda semana, é gratificante!”, destaca Loiva Lopes.

O município de Atalaia incluiu este ano os estudantes do 4º ano, o que favorece também os professores, que terão a oportunidade de participarem dos cursos oferecidos pelo Programa.

A facilidade de acesso ao material e a possibilidade de produção contribuíram para o uso do impresso como ferramenta pedagógica. Afinal estes não necessitam de aparelhos eletrônicos para reprodução, como caixas de som, microfones ou computadores. Jornais escolares, por exemplo, podem ser feitos a mão com recortes e colagem ou fotocopiados.

A coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Atalaia, Lorena Yaél enfatiza que os jornais ajudam a formar o cidadão e contribui para que os leitores entendam seu papel na sociedade. “O material tem ampliado o nível cultural das crianças e desenvolvido as capacidades intelectuais. A leitura das publicações desperta a vontade dos alunos de comentar, debater e discutir assuntos tratados pela população em geral.”

Maria Fernanda de Souza é professora do 4º ano e conta que os alunos têm conseguido relacionar o fictício com o real. “Durante uma conversa sobre o anúncio no Diário a respeito da dengue, eu me surpreendi com os comentários dos estudantes. A publicidade continha a frase ‘Levou bala e acabou no hospital’, alguns falaram que era a bala de um revólver, já outros destacaram que a bala na verdade se referia ao papel do doce esquecido no chão, que acumulou água, procriou larvas da dengue e por ter sido picada pelo mosquito, a pessoa foi parar no hospital.”

Luciana Rodrigues Ramos, mãe da aluna Ana Julia comemora a oportunidade da filha em trabalhar com textos atuais em sala de aula. “Ela chega em casa eufórica contando sobre as notícias lidas. Pude perceber que a Ana Julia tem desenvolvido opinião sobre os fatos, ela costuma destacar o que acha positivo ou negativo nas matérias.”

“Quando eu acordo meu irmão já está lendo o jornal, agora eu não preciso mais dividir as páginas com ele porque posso ler na escola. O bom é que se não entendo algum assunto, já pergunto para a professora”, ressalta Ana Julia Rodrigues Ramos.

JORNALISTA NA ESCOLA. Oportunidade de conhecer os meios de comunicação e, em especial, a estrutura do jornal impresso

JORNALISTA NA ESCOLA. Oportunidade de conhecer os meios de comunicação e, em especial, a estrutura do jornal impresso

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Se não cuidar, ela pode acabar!

Imagem para ilustração 03Você acorda de manhã, acende a luz, toma um banho e o café da manhã. Após se alimentar lava a louça. Vai ao banheiro, escova os dentes e está pronto para mais um dia na escola. Se parar para pensar vai ver que para realizar todas essas atividades foi preciso usar água.

Nos últimos anos a preocupação com a disponibilidade de recursos hídricos vem aumentando. Já se pensou que este bem natural nunca se esgotaria, mas devido a distribuição geográfica desigual, ao crescimento desordenado da população e a poluição de rios e lagos, a água boa está ficando cada vez mais escassa.

De acordo com o Instituto World Resources, somente 2,5% da água disponível no mundo é doce e somente 0,007% desta quantidade está em locais acessíveis. Com números tão pequenos a tarefa da população é cuidar dos recursos hídricos existentes de uma maneira racional. Impactos causados pelo homem, como a contaminação por resíduos industriais e esgotos, pioram a qualidade e reduzem a quantidade de água para o consumo.

Já existem meios que auxiliam as pessoas a evitar o gasto excessivo. A exemplo das torneiras de fechamento automático, válvulas de descarga regulável e arejadores de ar para torneiras.

Em Curitiba, uma política de economia foi implantada. Por meio de uma lei municipal criou-se medidas que induzem a conservação e fontes alternativas para captação hídrica em novas construções. A lei prevê que nestas casas ou edifícios tenham reservatório para a água da chuva, que pode ser usada para fins que não necessitem do líquido em sua forma potável. Além da reutilização das águas de tanque, máquina de lavar, chuveiro e banheira para a descarga sanitária. 

Imagem para ilustração 02Conscientização na escola

No município de Itambé os alunos têm a oportunidade de conhecer como a água chega até a casa deles. A coordenação da Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino convida um profissional da Sanepar para conversar com as crianças sobre a importância em racionar o uso e, em seguida, é realizada uma visita ao poço artesiano da cidade e à sede da empresa para que conheçam os processos de tratamento. “Realizamos essa proposta de atividade todos os anos com o objetivo não só de diminuir os gastos das famílias com a conta, mas principalmente para alertar sobre a cautela que se deve ter com um bem tão escasso”, destaca a diretora da escola, Selma Pelisson dos Santos.

Maria do Carmo Sanches é pedagoga na Escola Municipal Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul, e conta que neste ano em comemoração ao Dia Mundial da Água as paredes das salas de aula foram decoradas com informativos que apontam em quais atividades mais se consome água. “Olhando para os cartazes as crianças fixam o conteúdo e mudar as atitudes em casa, como a redução no tempo de banho, e também repassam as dicas de economia para os pais.”

Você Sabia?

A água na Terra não aumenta nem diminui. Ela está sempre em contínua circulação: é o ciclo da água, também chamado de ciclo hidrológico.

Funciona assim, a água que compõem rios, mares, lagos ou que está nas plantas, nos animais e até em nós mesmos evapora por causa do calor. Quanto mais quente está, mais a evaporação é estimulada. A água sobe para a atmosfera em forma de vapor. Lá, vai formar as nuvens, uma “reunião de gotinhas” que, condensadas, voltam para a terra em forma de chuva. Dependendo da temperatura podem cair como granizo ou neve.

Quando chegam a terra de novo passam a fazer parte de rios, lagos, mares e oceanos, irrigam e se infiltram na terra. Com o calor evaporam novamente e tudo se repete.

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Impresso desenvolve senso crítico em estudantes

IMG_2776Durante a visita da equipe do Programa à Escola Municipal Rocha Pombo, no município de Ourizona, o relato de uma aluna chamou a atenção. “Esta semana minha mãe estava me contando que o apresentador de TV, Pinga Fogo sofreu um problema de saúde e está internado. Ela achou que seria uma novidade, mas eu disse que já sabia, pois tinha lido sobre o assunto no Diário. Minha mãe ficou surpresa!”, relata Maria Clara Costa Calvo.

Para que momentos como este aconteçam mais vezes nas conversas em família, a equipe do Diário na Escola esteve com os estudantes de Ourizona apresentando todos os elementos que compõem o impresso, entre eles: manchete, texto chamada, foto, legendas, cadernos e lide.

Depois do bate-papo sobre a estrutura do jornal, os estudantes aplicaram a teoria na prática. Divididos em grupos receberam o desafio de encontrar a manchete principal do Diário, realizar a leitura da reportagem e ainda identificar: título, subtítulo, o que a foto representa, legenda e o lide da notícia.

A partir da manchete “Jardineiro entrega filho adolescente suspeito de matar vizinho de 83 anos” os estudantes desenvolveram as atividades acima e produziram um texto opinativo destacando se concordavam ou não com a atitude do pai do acusado, e qual pena o garoto de 16 anos deveria sofrer por ter matado um homem.

“A manchete é assustadora e atrativa ao mesmo tempo, isso desperta o interesse das crianças em ler a notícia completa. O diferente é que nestes casos eles não reclamam nem do tamanho do texto, pois estão curiosos em conhecer mais sobre o fato”, conta a professora Cícera Aparecida Tassoli.

Há cinco anos Cícera utiliza o jornal O Diário como suporte de ensino aos estudantes do 5º ano. Ela destaca que o impresso contribui muito em suas aulas, “além de aprofundar os conteúdos das disciplinas obrigatórias, melhora o rendimento dos estudantes e diversifica a minha rotina de trabalho”, conta.

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Sugestão de Atividade

TRABALHANDO COM ANÚNCIO

A partir da imagem responda as questões:

BOX 01

  • De quem é o apartamento?
  • Onde ele fica situado?
  • Você acha que ele é novo ou velho?
  • Quantos quartos ele tem?
  • Em qual andar fica este apartamento?
  • Qual a diferença entre uma casa e um apartamento?

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PRODUÇÃO

Agora você será desafiado a criar um anúncio para o caderno de classificados a partir da figura abaixo:

BOX 02

E aí professor, como foi o desenvolvimento destas atividades com os seus alunos? Nos envie os resultados pelo e-mail: [email protected]

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Professores aprendem sobre publicidade

FOTO 01Cerca de 100 profissionais da educação da rede municipal de Maringá participaram do encontro pedagógico “A publicidade no jornal: anúncio e classificado”. A formação foi oferecida pelo Diário na Escola e ministrada pelas professoras mestres Adélli Bazza e Maísa Cardoso. “O conhecimento avança num ritmo acelerado e o professor, por sua função social, necessita desse apoio didático constante, onde são privilegiados momentos para se repensar conceitos e adquirir novos conteúdos na busca de serem aprimorados os processos de ensino-aprendizagem. A ação docente se faz pela interação entre teoria e prática”, destaca a secretária de Educação de Maringá Solange Lopes.

Durante a capacitação, mostrou-se que o consumidor, no caso o aluno, ao observar as propagandas, nem sempre é capaz de absorver o conteúdo da melhor forma. Algumas vezes, os anúncios podem nos convencer de determinadas necessidades sem deixar alternativas. Por exemplo, ou se adquire tal produto ou está sujeito a sentir-se inferior a outros que o fazem. Dessa forma, a missão do educador é colocar à disposição do aluno mecanismos de defesa que permitam com que a criança filtre as informações recebidas.

Maísa Cardoso salienta que a formação do leitor deve ser frequente na sala de aula e, sem dúvida, o universo publicitário é um lugar de argumentação que precisa ser lido e interpretado pelo aluno. “Essa interpretação não acontece somente quanto à linguagem, mas principalmente à imagem, portanto, auxiliar o educando a observar os recursos semióticos desses gêneros é fundamental.”

A professora Rúbia Tatiane dos Santos enfatiza que foi possível ampliar a percepção sobre os anúncios veiculados na mídia e perceber o nível de intenção capitalista, direta ou indiretamente, encontrado em boa parte das publicidades. E a educadora Sirley Cordeiro de Queiros complementa: “Agora consigo visualizar as estratégias utilizadas para seduzir o leitor, tais como o despertar da curiosidade, segurança, conforto e ilusão de beleza.”

FOTO 2 - opção 01A ministrante Adélli ressalva que estudar esses gêneros possibilita ao professor desenvolver a criticidade dos alunos na medida em que revela as estratégias de argumentação que neles são empregados. “Espera-se com isso que esse estudante não seja tão facilmente seduzido quando exposto à publicidade, em geral.”

A escolha do tema para esta formação foi decidida pela coordenação do Diário na Escola em parceria com a Secretaria de Educação de Maringá, visando conciliar com o conteúdo bimestral já planejado para os quintos anos. “O foco é contribuir para que o professor possa fazer um bom planejamento, aplicando o que viu nas capacitações, em sala de aula”, destaca a coordenadora do programa Loiva Lopes.

“O encontro foi bom tanto para aqueles educadores que já participaram do Diário na Escola em anos anteriores, pois é sempre válido retomar questões de outras formações, como também para aqueles que iniciaram as atividades em 2014, porque possibilita a melhora da prática pedagógica e os trabalhos com este gênero”, conta a professora Marli do Rosário.

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Uma nova descoberta

IMG_2700Ansiosos, parte dos alunos do 5º ano da Escola Municipal Nilo Peçanha de Marialva, desfrutaram do primeiro contato com jornal. Algo que para muitos é uma experiência comum e diária, para aquelas crianças foi o momento de se encantarem com a quantidade de textos e imagens, além do instigante desafio de manusear as folhas do impresso sem se perder pelos cadernos de notícias.

“Um pouco maior do que os outros materiais que costumo usar em sala, o jornal ocupou todo o espaço da minha mesa. Confesso que não sabia por onde começar a leitura estava com uma mistura de sentimentos dentro de mim, mas logo a curiosidade me venceu e comecei a folhear e descobrir um monte de coisas novas”, conta a aluna Emilly Geovana Rodrigues Moraes.

Há mais de dez anos trabalhando com o Diário em sala de aula, a professora Sônia Rodrigues destaca que ao início de cada ano letivo as crianças já começam a cobrança pelas produções de atividades com o uso do impresso.

“Como no ano anterior eles viam que os alunos do 5º ano realizavam trabalhos com o Diário, este ano, desde os primeiros dias de aula eles já perguntavam quando voltariam as ações do Diário na Escola, porque agora é a vez deles participarem do Programa!”, ressalta Sônia.

Neste primeiro contato, os estudantes puderam bagunçar o jornal na busca daquilo que mais despertasse interesse e também conhecer cada página deste material que vai acompanha-los todas as semanas.

De imediato os meninos fizeram sua primeira parada no caderno de Esportes, já as meninas, correram para encontrar os resumos das novelas, e as previsões do horóscopo. Dentre a diversidade de conteúdos presentes no impresso, as crianças também descobriram que é possível se divertir. “Achei o máximo as palavras cruzadas, não sabia que no Diário também tinha, é um oportunidade que eu vou ter para me distrair e aprender ao mesmo tempo”, disse a aluna Nicole Silva Martins.

“Perceber esta motivação dos estudantes é gratificante para mim. Ter a oportunidade de trabalhar com um material diferente auxilia e facilita minhas funções como educadora. Além de proporcionar bons momentos com o jornal em sala, quero disponibilizar o impresso para levarem para casa, e quem sabe assim, terem momentos de leitura em família”, ressalva a professora.

Na etapa de leitura livre, a crônica da Lu Oliveira, na coluna Francamente, chamou a atenção da aluna Daiane da Silva Teixeira. “A escritora conta sobre a desagradável experiência de ter sido picada pelo mosquito transmissor da Dengue, algo que parece tão distante da gente, mas parando para pensar, pode acontecer com qualquer um de nós, por isso a prevenção é tão importante”, fala.

Com o comentário de Daiane, a turma toda passou a discutir sobre o assunto. Atenta, a professora aproveitou a oportunidade para conscientizá-los sobre a doença. A aula ficou ainda mais dinâmica com a visita da gerente de endemias do município, Maria Tereza Severino que falou sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

“A partir desta notícia do jornal, e também com o enfoque que a mídia tem feito no assunto, a minha próxima atividade com as crianças será leva-las a campo. Vamos sair pelas ruas em volta da escola, com luvas e sacos plásticos para recolher todo o lixo que estiver espalhado nas valetas, calçadas e terrenos baldios”, comenta Sônia.

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