O que você quer ser quando crescer?

Na última quinta-feira comemorou-se o Dia do Trabalho, mais do que um feriado nacional é uma data para refletir. Afinal, se você ainda é uma criança, que profissão gostaria de seguir no futuro? Já parou para pensar? Quando pequenos já nos arriscamos a decidir o que queremos ser quando crescer: bailarina, jogador de futebol, cantor ou outras profissões de destaque. Embora essas opções pareçam ser definitivas, o amadurecimento faz perceber que as fantasias da infância podem não nos levar a lugar algum.

Possivelmente aquela com o desejo de ser bailarina não contava com a rotina de dedicação integral e cansativa dos ensaios pelo qual elas têm de passar, mas sim no glamour das roupas e na possibilidade de ganhar dinheiro dançando. Ser jogador de futebol parece ser divertido aos olhos dos garotos, quer coisa melhor que ficar rico e famoso para “brincar” de jogar bola? E ser um cantor então? Aparecer na televisão, viver rodeado por uma multidão de fãs, fazer shows pelo mundo, é a fantasia de quase toda criança. Até que um dia chega o momento em que é preciso decidir, de fato, a carreira a seguir.

“Nem todos têm facilidade para uma escolha imediata. Para escolher a melhor profissão é preciso, antes de tudo, se conhecer melhor. Podemos ter várias carreiras em mente, mas o caminho certo, aquele que trará felicidade e sucesso profissional, só vem quando nos conhecemos. Faça previsões. Será que daqui a três ou trinta anos estarei feliz lidando com os assuntos da profissão que tanto me empolgam hoje?”, indaga a psicóloga Mariana Braga Nunes.

É importante que a carreira proporcione diversão. Pesquisas apontam que um profissional que trabalha de bem com a vida rende mais e se sente realizado. Em contrapartida, aqueles que embarcam em uma carreira somente pela possibilidade de crescimento social podem acabar frustrados e sem dinheiro por não se destacarem no mercado de trabalho. O ganha-pão tem que unir habilidade e sustento. De nada adianta sonhar com algo que não é possível ser transformado em atividade profissional.

A psicóloga destaca que o amadurecimento é o principal aliado na hora de definir a carreira. “É claro que as pessoas que convivem com você, principalmente a família, vão dar um palpite aqui, outro ali. Porém, o que faz a diferença é a sua capacidade de captar as sugestões construtivas e descartar as especulações.”

Muitos adolescentes na fase do vestibular se veem na difícil tarefa da decisão. Nestes casos Mariana aconselha o jovem a identificar as disciplinas escolares que mais têm afinidade e também perceber se gosta de trabalhar em grupo ou sozinho, em espaços calmos ou agitados. “Pensar no futuro local e condições e trabalho ajuda a afunilar o leque de possibilidades que você cogita.”

Lembre-se, preferências mudam com o tempo. Pode ser que você sempre tenha desejado uma profissão, mas em algum momento começa a pensar em outra. “Quando terminei o ensino médio não me sentia segura para uma escolha tão importante. A princípio fui incentivada pelos meus pais, que tinham comércio de vestuário, a cursar moda. E assim eu fiz, mas durante a faculdade percebi que não era realmente aquilo que eu queria”, afirma Janaina Sampaio de Castro que se formou em moda, mas em seguida decidiu cursar Engenharia Civil.

“Com o tempo eu fui percebendo que adorava analisar as casas, as fachadas, os telhados e as projeções. Eu precisava buscar uma profissão nova, relacionada à essa área. Nesta escolha minha mãe também me incentivou. Ela constroi casas para vender e para me motivar começou a pedir que eu comprasse todos os materiais. Até hoje essa é a parte que eu mais amo no meu dia, me dá frio na barriga conversar com os pedreiros e imaginar que logo sou eu coordenando as equipes”, revela Janaina que está cursando sua segunda faculdade e se mostra apaixonada pela nova profissão.

Larissa Vitória CarnevalliLarissa Vitória Carnevalli – aluna do 5º ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, de Floresta.

“Eu gosto de ler, escrever e pesquisar. Gosto de todas as matérias, principalmente de Ciências. Por isso quero ser professora! Poder ensinar assim como a minha professora faz. Ela é paciente e explica de uma forma que todos nós conseguimos aprender.”

BrunoBruno Augusto Valério – aluno do 5º ano na Escola Municipal Vânia Maria Simão, de Atalaia.

“Eu quero estudar administração para trabalhar no comércio assim como meus pais. Não se ganha muito dinheiro, mais isso não é o mais importante, eu quero fazer o que gosto e ainda poder conversar com os clientes todos os dias.”

Rafaela Pupo LandesRafaela Puppo Landes – aluna do 5º ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, de Floresta.

“Eu quero ser médica para ajudar a salvar a vida das pessoas. Sei que vou ter que estudar muito para isso acontecer, mas eu aprendi com meus pais e minha professora que o conhecimento é algo que ninguém tira da gente.”

 

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