Mês: agosto 2014



40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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Horóscopo Escolar

10592337_10202293701496338_933818691_nO horóscopo é uma tradição que crê na relação entre os corpos celestes e a data de nascimento das pessoas. Independente de se acreditar ou não nas previsões, este gênero textual cotidiano está presente na sociedade. Dentro do Caderno de Cultura do Diário é possível ter acesso às previsões de cada signo, e quando se discute sobre entretenimento no jornal, esta é uma das páginas do impresso mais visitadas pelos estudantes.

“Eles gostam de ler o horóscopo porque são frases curtas e também pela forma com que é escrito, pois sugere para os adolescentes algo novo a ser feito ou evitado a cada dia. Na idade deles, quando o futuro ainda é incerto, uma voz de comando é sempre ouvida”, conta a bibliotecária Priscilla Kelly Bressan.

Ao perceber o interesse por este tipo de texto, a professora Margareth Grow que leciona no Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, em Maringá, propôs aos alunos a elaboração de um horóscopo que apresentasse previsões positivas e negativas do que pode acontecer no espaço escolar.

“Escolhi trabalhar com o horóscopo, principalmente, por serem textos de fácil compreensão para meus alunos do 6º ano. Esse gênero tem riqueza gramatical, e meu foco era identificar adjetivos e verbos no imperativo, algo que é característico das previsões”, destaca a professora.

A aluna Indianara Cristina Santos conta que aprendeu muito com a atividade. “Escrevi como cada signo – neste caso, aluno – deve usar a escola de forma positiva. Pude colocar no papel como o estudante deve se comportar, aconselhei sobre drogas e o respeito aos colegas, por exemplo.”

“No geral a proposta foi fácil, pois eu, particularmente, acredito que as previsões de horóscopo são inventadas por alguém, então usei a criatividade e inventei algumas dicas também”, brinca o aluno Samuel Martins Oliveira da Silva.

O estudante Maicon de Oliveira Januario ressalta que mesmo parte das pessoas não acreditando no conteúdo que estes textos apresentam, ele acha legal a leitura e confessa que começar o dia usando uma roupa com a cor ideal para o seu signo, pode dar sorte sim.

“O resultado da atividade foi excelente. Percebi que os alunos usaram como base o horóscopo publicado no Diário para conhecer a estrutura do gênero e desenvolver uma proposta de qualidade”, enfatiza Margareth.

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Câmara Mirim inicia eleições

20131203_cmm_ 545 02Você, aluno, já pensou em ser um vereador? Em Maringá essa oportunidade pode chegar antes da vida adulta. A Câmara Municipal já está recebendo inscrições para o processo de eleição da Câmara Mirim, um Programa que estimula a cidadania e a participação política entre os jovens.

“Com ações como essa pretendemos mostrar que a vida em sociedade pode, e deve, ser preparada desde a infância. Os assuntos políticos não são um privilégio das gerações mais velhas, crianças e adolescentes também podem contribuir nos debates ao serem integrados na vida pública”, destaca o presidente da Câmara Municipal de Maringá, Ulisses Maia.

Após eleitos e diplomados, os vereadores mirins poderão apresentar propostas e defender ideias por intermédio de projetos e indicações, em um mandato que dura o período de um ano.

“No dia em que recebi o comunicado da Câmara dizendo que eu estava selecionada para participar do Programa quase não acreditei. É uma experiência única em minha vida, todo o aprendizado é válido, em especial, sobre a rotina de quem trabalha naquele espaço todos os dias preocupado em oferecer o melhor à população”, conta a vereadora mirim, Kathlyn Isabela dos Santos Alves.

20131203_cmm_ 559 02Em sessões públicas e transmitidas pela TV Câmara, o trabalho do vereador consiste em participar das reuniões da Câmara Mirim que acontecem uma vez ao mês. “Todas as sugestões apresentadas pelos jovens parlamentares são colocadas em votação, além da discussão de melhorias sobre os problemas da cidade”, ressalta o coordenador de projetos especiais da Câmara, Joaquim dos Santos.

O pai de Kathlyn, Alex Sandro Alves comenta o quanto a participação dela no Programa trouxe resultados positivos. “Minha filha chega das sessões eufórica e cheia de ideias para projetos, é um orgulho ver tanto comprometimento em uma adolescente. Agora que o mandato está chegando ao fim, vou incentivá-la a continuar trilhando o caminho de fazer o bem à comunidade”, diz.

Entre as indicações de projetos dos vereadores mirins, estão: a interdição de vias públicas ao redor de praças municipais aos domingos e feriados, para a realização de passeios ciclísticos e atividades lúdicas, recreativas e desportivas; reparos de bueiros no Conjunto Habitacional Requião e a possibilidade de implantar um Cemitério Municipal para animais domésticos.

A INSCRIÇÃO

As fichas de inscrição devidamente preenchidas e assinadas pelos pais – ou responsáveis – e pela direção da escola deverá ser enviada à Câmara até 03 de outubro, via e-mail: [email protected] ou entregues pessoalmente na Câmara Municipal de Maringá: Avenida Papa João XXIII, nº 239. Maiores informações pelo telefone: (44) 3027-4139.

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Notícias do Diário são temas de produção escolar

Ao propor uma atividade de produção textual é importante que se dê à escrita uma finalidade clara e, se possível, que estimule sua circulação fora do âmbito aluno – professor. Quando a tarefa de escrita é feita na escola e, somente, para a escola, há chances de que os estudantes não arrisquem e não ousem na construção dos textos.

Foto AbreDiante desta realidade, a professora Andréia dos Santos Gallo que leciona na Escola Municipal Dr Eurico Jardim Dornellas de Barros, de Marialva, decidiu criar uma nova finalidade para as produções textuais de seus alunos. “Com a proposta de enviar os melhores trabalhos para o jornal, a criança se empenha a realizar o que foi proposto”, comenta.

Com o objetivo de fazer com que os estudantes produzissem textos opinativos, Andréia precisava de um material fornecesse informações. Neste momento, a professora solicitou aos alunos a leitura das matérias publicadas no Diário, para que assim, eles adquirissem argumentos.

“A maioria teve o contato com o jornal pela primeira vez. A cada nova informação foi possível ver a admiração com os fatos apresentados nas notícias e até se questionavam: ‘nossa, será que isso é verdade?’”, acrescenta a professora.

Para o desenvolvimento da proposta didática Andréia dividiu a turma em três grupos e fez uma discussão sobre o que as crianças conhecem a respeito do impresso. Na sequência ela entregou um formulário explicativo sobre os termos técnicos existentes no material e os estudantes foram desafiados a encontrar estes elementos pelas páginas do Diário. “Eu nunca tinha lido um jornal, gostei muito de tudo o que vi e quero continuar a leitura sempre que possível para estar atenta às notícias”, ressalta a aluna Alana Funatsu.

A professora enfatiza o quanto este trabalho foi prazeroso. “Quando apresentei a proposta, de imediato, a turma toda se interessou. Mais importante ainda foi perceber que as crianças são capazes de estabelecer uma relação das ações do presente com as notícias veiculadas no impresso.”

A partir da empolgação da classe, Andréia e toda a equipe da escola Dr Eurico estão desenvolvendo a produção de um jornal escolar. Em breve, já terão em mãos o primeiro exemplar.

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Reescrevendo o jornal

Os professores participantes do Diário na Escola buscam aliar os conteúdos do currículo escolar às atividades com o jornal. Exemplo disso pode ser visto na produção desenvolvida pela professora, Valéria Nunes que leciona na Escola Municipal Alfredo Sofientini, de Astorga. “O livro didático trouxe a proposta de trabalhar a reescrita. Para deixar a dinâmica mais interativa decidi propor aos alunos que reescrevessem textos e legendas de fotos publicadas no Diário”, conta Valéria.

2014-07-23 16.52.40“Este tipo de proposta oferece à criança reflexão sobre a escrita, dando ênfase para uma interpretação clara e objetiva do assunto em questão, algo que auxilia a compreender o texto original”, comenta a coordenadora pedagógica, Nelcy Roque Cornicelli.

Valéria ressalta nessa atividade os alunos passaram a conhecer de forma mais detalhada a estrutura do impresso e se sentiram motivados com o trabalho associado ao livro didático. “Eles conseguiram desenvolver, na prática, a proposta do currículo escolar, com isso houve maior interesse por parte da turma, pois eles não só imaginaram um exemplar do Diário – como era o costume antes do acesso ao material – mas também puderam manusear.”

“Esta aula me esclareceu o que é legenda e o que é texto chamada, por serem frases curtas eu não percebia a diferença entre eles”, comenta o aluno Alisson Mateus Pereira do Santos.

Foto SubmancheteA estudante, Maria Eduarda da Silva Viana fala sobre a experiência da reescrita. “Foi divertido, porque antes eu me atentava somente à leitura do Diário, mas desta vez tive o desafio de criar uma nova legenda e sentir como é o trabalho de quem faz isso todos os dias.”

A professora destaca que as crianças já estão bem familiarizadas com o jornal, mas que a cada nova proposta didática com o material ela é surpreendida com bons resultados. A aluna, Nathália Ribeiro Marqueta enfatiza que toda semana já espera o dia em que vai poder trabalhar com o Diário, “adoro estar por dentro das novidades.”

“O uso do impresso na escola favorece a interação do aluno com a realidade social, a vivência e reflexão da atualidade, o tornando um ser ativo e participativo. O material se constituí ainda como um excelente meio de promover o saber-fazer, de valorizar o trabalho em equipe, e sobretudo, de  praticar a Língua Portuguesa em  situações reais de comunicação. O Diário na Escola tem sido de grande valia em sala de aula, como uma ferramenta pedagógica a mais na prática do professor”, conclui a secretária de educação de Astorga, Neuza Maria Julião Fortunato.

 

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Biblioteca de Santa Fé recebe Telecentro

Os Telecentros/Espaço Cidadão são centros de apoio que disponibilizam equipamentos de informática, e auxílio técnico, para capacitar pessoas interessadas em se integrar à tecnologia ou adquirir novos conhecimentos através das formações oferecidas. Santa Fé foi um dos municípios escolhidos pelo governo do Estado para receber uma dessas estruturas. “Com esta nova parceria vamos atender a comunidade proporcionando, além da inclusão digital, diversos cursos para todas as idades, de jovens a idosos”, afirma o prefeito Edson Palotta.

Foto Abre 02Localizado na Biblioteca Municipal, o Espaço Cidadão possui 10 computadores de alta tecnologia, todos conectados à internet. A monitora do Programa, Andréa Rego destaca que já há lista de espera para os cursos técnicos onlines que serão oferecidos. “É uma satisfação ver o interesse das pessoas em aproveitar esta oportunidade de aprendizado, tenho certeza que bons resultados estão por vir.” O prefeito Edson acrescenta, “nosso município recebeu um presente, e convidamos a todos para aproveitar a chance de receber capacitação sem precisar se deslocar para outros centros maiores.”

As crianças foram as primeiras a usufruir o espaço. Para conhecer a novidade da biblioteca, a professora do 4º ano, Jaqueline Thomazella Biazon levou os alunos para um passeio interativo. “Esta sala vai facilitar nosso trabalho de educador, os equipamentos nos darão subsídios para pesquisas e produções textuais. Outro fato, é que os pequenos adoram a tecnologia e, com isso, se interessam mais pelas propostas didáticas desenvolvidas em computadores”, relata.

Foto Abre 01A estudante Izabelly dos Santos Pereira não tem acesso à internet em casa e comenta que com o Telecentro será mais fácil e divertido fazer as tarefas escolares. “Antes eu tinha somente a opção de pesquisas em livros e era muito trabalhoso. Agora que posso usar os equipamentos do Espaço Cidadão, me sinto até mais motivada” e a colega Camile Vitória de Souza Cruz complementa, “não vejo a hora de poder voltar aqui, a partir de hoje a biblioteca é um dos meus lugares preferidos.”

Dirlene Viana Barbosa é a secretária de Assistência Social do município e enfatiza que a novidade não será transformada em lan house. “O entretenimento é importante sim, mas este local está destinado para o crescimento do indivíduo no que se refere à educação e mercado de trabalho. Nossa meta é oferecer cursos, palestras, conferências e atividades que deixem a nossa comunidade conectada, e o melhor, sem nenhum custo”.

“Temos como objetivo integrar as pessoas. Os idosos poderão participar de aulas de inclusão digital, os jovens serão capacitados para o primeiro emprego e as crianças terão uma alternativa ao trabalho de alfabetização e letramento”, ressalta o prefeito, Edson.

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Do jornal para a classe

Do bate-papo entre amigos às conversas formais, tudo gira em torno das notícias que circulam na mídia. Lemos jornais, assistimos aos telejornais, ouvimos rádio, navegamos pela Internet, a fim de ficar por dentro dos acontecimentos.

Matéria-prima dos jornais, a notícia relata os fatos que estão acontecendo na cidade, no país e no mundo. A intenção da reportagem é informar o leitor com exatidão. Além dos textos informativos sofremos um constante bombardeio publicitário através das mídias que tem como objetivo promover o consumo de produtos e ideias.

“Ao levar para a sala de aula o texto publicitário, o aluno passa a conhecer não só as finalidades e características linguísticas e textuais deste tipo de texto, mas também pode tornar­se um consumidor mais atento, pois passa a conhecer os elementos de persuasão que a publicidade usa para conquistar seu público”, enfatiza a professora mestre, Maísa Cardoso.

Preocupados em formar estudantes com maior criticidade, os professores Ney Silva Girardo e Angela Maria de Gouveia Futigi, do Colégio Estadual João de Faria Pioli, de Maringá, aplicaram atividades relacionadas às notícias e publicidades veiculadas nos exemplares do Diário.

“Estes gêneros textuais são de grande importância no crescimento do aluno, trabalhamos buscando não só o aperfeiçoamento dentro da escola, mas também com a visão de ajudá-los a serem pessoas mais atuantes na sociedade, com opiniões e argumentos”, destaca Ney.

Dentro da proposta os estudantes escolheram uma matéria ou uma propaganda de qualquer uma das páginas do impresso e tiveram que recriar os textos que haviam sido publicados. “Com esta produção foi possível explorar a capacidade de leitura, interpretação, criação e até a habilidade de organização do material em sua sequência de cadernos”, conta Angela.

A aluna Hellen Rodrigues comentou que gostou da oportunidade de ter uma aula diferente, “foi motivador realizar esse trabalho.” E Giovana Brito, também estudante, completa ressaltando que está ansiosa para a próxima aula com o uso do Diário.

Os professores relatam que em todas as turmas trabalhadas o resultado foi excelente. “O jornal trás novidade para a rotina escolar, isso é primordial, pois enfrentamos o desafio de tornar as aulas mais interativas, assim como as novas tecnologias que tanto prendem a atenção dos adolescentes”, acrescenta Ney.

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida! Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas. (Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida!
Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas.
(Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

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Leitura através de imagens

Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado. E no jornal impresso não é diferente, as páginas são compostas de textos e fotos diagramadas de forma que estimulem a vontade de ler.

Coordenadores das instituições de ensino que participam do Diário na Escola relatam que o contato com o jornal trouxe avanço no nível de interpretação dos alunos. Este crescimento pode ser constatado não somente no que se refere aos textos, como também em relação às imagens. “Essas são as que mais despertam interesse nos estudantes, pois ilustram as notícias tornando a compreensão textual mais simples”, destaca a coordenadora pedagógica, Maria do Carmo Tineu Sanches.

Ao perceber esse fato, a professora Ana Lúcia da Silva Primo, que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul, desenvolveu uma atividade para estimular a percepção visual, a reflexão e os sentimentos causados ao se analisar as fotografias publicadas no Diário.

Ana Lúcia recortou algumas das fotos divulgadas no exemplar do dia 22 deste mês, colou-as em um sulfite e entregou para as crianças observarem as imagens. Em seguida, discutiu-se sobre o que cada foto transmitia ao primeiro olhar e, por fim, os alunos usaram a criatividade para produzir novas legendas, mesmo sem saber o contexto em que aquela fotografia estava inserida.

A aluna Tayná dos Santos Rodrigues comenta que adorou a experiência e acredita que um dia ela também poderá escrever para o jornal. “É interessante como transformamos o sentido de uma imagem, só com a mudança do que está na descrição da legenda da foto.”

“Fico realizada ao ver o empenho dos alunos nas produções que envolvem o uso do Diário. Nesta atividade, em especial, eles se esforçaram para colocar a imaginação em prática e escrever suas próprias legendas. Quando terminaram estavam empolgados e se sentindo um pouco repórteres”, conta Ana Lúcia.

“O trabalho com as imagens teve ótimos resultados. Além da observação, os estudantes discutiram sobre os assuntos, trocaram argumentos e até mesmo as crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem demonstraram interesse pelo que estava sendo proposto”, relata Maria do Carmo.

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Nas novas legendas os estudantes satirizaram a convocação de Dunga – novo técnico da seleção brasileira de futebol – se comoveram com desespero dos palestinos, lembraram como as drogas são prejudiciais e destacaram o que é preciso para ser um bom profissional do esporte. Veja alguns exemplos:

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Outro gaúcho na seleção, será que agora o hexa vem?! (Legenda criada por Giovana Silva dos Santos e Luiz Fernando de Souza Teixeira)

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Homem fica arrasado ao chegar em casa e não encontrar sua família. (Legenda criada por Yotiares Ayne Gonçalves e João Pedro Juliani)

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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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Capacitação + prática = resultado

Todos os anos a equipe do Programa O Diário na Escola oferece encontros pedagógicos para os professores das instituições de ensino parceiras. Com o objetivo de auxiliar o trabalho do educador são ministradas oficinas bimestrais sobre temáticas que utilizam o jornal impresso como suporte na realização de atividades.

“Nossa prioridade é que os educadores tenham condições de desenvolver uma boa prática pedagógica utilizando a leitura do jornal, por isso buscamos alinhar os temas das oficinas com a programação do que o professor irá trabalhar em sala”, destaca a coordenadora do Programa, Loiva Lopes.

Dentro desta dinâmica, as educadoras da Escola Municipal Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, participaram da formação: “A estrutura do jornal – Trabalhando o impresso em sala de aula” e voltaram para a classe cheias de ideias.

Foto 01A professora Zuleide Ghizzo relata que o jornal tem acrescentado muito em seu planejamento de ensino. “O impresso é fundamental para formar leitores e cidadãos bem informados, ele apresenta textos com características diferentes dos outros materiais pedagógicos e isso chama a atenção dos alunos, principalmente as fotografias. Estas são as que mais despertam interesse no momento da leitura.”

As professoras, Zuleide e Juliana Alcantara da Silva André desenvolveram uma série de trabalhos com o Diário, a partir dos elementos que compõem o jornal. “Através de discussão e análise de exemplares os estudantes observaram como são distribuídas e organizadas as informações publicadas, a estrutura dos textos, a divisão dos cadernos, a composição da capa e a função do jornal como veículo de comunicação e opinião”, comenta Juliana.

“Com o acesso ao Diário, semanalmente, os alunos já sabem buscar os cadernos que mais interessam, a notícia através da manchete de capa, leem títulos e subtítulos para descobrir se o fato é interessante, enfim os resultados tem sido ótimos”, comemora Zuleide.

Foto 02Edilaine Ghiraldi Varize Poletine, também professora diz que o jornal é um suporte textual que permite ensinar o letramento. “O material desenvolve habilidades de leitura e escrita a partir de textos do cotidiano. É importante fazer os estudantes se relacionarem com o impresso já que em tempos de interatividade, fazer com que eles se interessem pela leitura não é tarefa muito fácil”, completa.

Para a coordenadora pedagógica Fátima Bortolucci a participação do município no Programa O Diário na Escola contribui consideravelmente para a melhoria do ensino. “Os temas atuais e muitas vezes polêmicos, aliados à diversidade textual, motiva a participação de educadores e educandos, e assim, enriquece as atividades escolares.”

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