Mês: dezembro 2014



Estudantes criam publicidade educativa

A vivência diária permite que convivamos com diferentes situações comunicativas. Isso acontece porque estamos inseridos em uma sociedade e, desta forma, compartilhamos ideias e opiniões com as pessoas que estão ao nosso redor. A todo instante nos deparamos com uma infinidade de propagandas, seja em jornais, outdoors, panfletos espalhados pelas ruas ou através da mídia televisiva. A finalidade deste tipo de texto é de persuadir, ou seja, o anunciante tem o objetivo de convencer o telespectador  – ou receptor – sobre a boa qualidade de um determinado produto para o convencer a adquiri-lo.

Preocupada com a quantidade de anúncios que as crianças visualizam todos os dias, a professora Iara Maria Pretti Elpidio relacionou a mídia à educação, em suas aulas. Com o objetivo de conscientizar os alunos da Escola Municipal São Jorge, Iara desenvolveu atividades nas quais as crianças utilizaram o poder do veículo de comunicação em prol da motivação ao aprendizado.

“Comecei o trabalho debatendo com os estudantes a diferença entre anúncio publicitário e propaganda. Enfatizando para que servem, onde podem ser encontradas e de que forma se apresentam”, destaca a professora.

Aproveitando o espaço de informática da escola, Iara instigou os alunos a pesquisarem o significado do gênero textual em estudo e alguns dos exemplos que podem ser encontrados na mídia.

Em contato com exemplares do Diário semanalmente, as crianças já têm embasamento do conteúdo em discussão, assim, exploraram o jornal identificando textos, imagens e frases de efeito que compõem as publicidades.

“Os estudantes pesquisaram, recortaram e colaram tudo o que encontraram no impresso, como também em outros veículos de comunicação. Os desafiei a revelarem se os recortes encontrados se referiam a anúncios ou propagandas e qual o objetivo de cada um deles”, conta Iara.

Com isso, os alunos se aperfeiçoaram quanto à interpretação dos conteúdos persuasivos e se tornaram mais críticos. “É um trabalho importante que desperta a nossa criatividade e ainda nos conscientiza dos riscos da mídia”, ressalta a estudante Eloah Guerino Matias.

A professora relata que as crianças se mostraram muito interessadas na proposta, por isso solicitou que todo o aprendizado fosse colocado em prática. “O trabalho final ficou por conta da produção de propagandas com o tema ‘escola e educação’ para exposição em um mural da escola. Cada criação ainda apresentou de gravuras, desenhos, frases e palavras em destaque para chamar a atenção da comunidade escolar”, diz.

“Gostei muito de criar uma propaganda, foi uma aula divertida em que usei minhas habilidades de desenho e escrita, assim como os publicitários fazem”, enfatiza a aluna Michelle Crubelati.

Com a atividade, a professora constatou que realmente as crianças aprenderem sobre o conteúdo em estudo e ainda conseguiram expor suas ideias de forma clara e objetiva. “Além do resultado dentro de sala de aula, ainda conseguimos despertar a atenção de toda a comunidade escolar sobre a importância do tema. Por várias vezes, vimos pessoas lendo e comentando sobre a atividade em exposição”, enfatiza.

“Uma proposta que teve início há meses, a partir do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a professora conseguiu que os alunos percebessem a importância da escola e da educação na vida deles. Foram momentos de reflexão e conscientização que, com certeza, serviram de exemplo para todos que tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho realizado”, conclui a coordenadora pedagógica da escola, Rozilene Cassanho Zago.

CRIAÇÃO

Confira uma das propagandas desenvolvidas pelos alunos da Escola Municipal São Jorge, após o estudo e conhecimento do gênero nas páginas do jornal.

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Preconceito é tema de debate escolar

A costa oeste africana e o litoral brasileiro, um dia, já estiveram conectados. Há 200 milhões de anos, os dois territórios começaram a se separar e assumiram as atuais posições afastados milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. As tradições, a cultura e a trajetória dos descendentes dos africanos escravizados compõem um objeto de estudo importante para todas as crianças e os jovens, negros ou não.

O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes, família, cultura e história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

Com o objetivo de valorizar a cultura afro brasileira, na última semana a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona na Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, desenvolveu um série de atividades aproveitando a data em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

IMG_0937“Os estudantes ainda conhecem pouco sobre essa cultura e é importante discutirmos o valor dos negros para a história brasileira. Aliado ao material didático utilizei a reportagem do Diário com a manchete ‘Mentes que se abrem devagar’ para complementar o trabalho de ensino-aprendizagem sobre o tema”, destaca Adriana.

A matéria do impresso apresenta informações sobre o avanço da situação do negro no Brasil, a exemplo das oportunidades de emprego, mas também cita casos de preconceito, infelizmente ainda existentes. Com dados sobre a origem da data comemorativa, quem foi Zumbi dos Palmares e o perfil da população negra brasileira, o conteúdo contribuiu para a aula da professora.

Depois do estudo da História e da leitura do jornal, a turma realizou um debate sobre o preconceito. “Diariamente vemos nos noticiários casos de racismo, algo muito triste. Pois a cultura afro contribuiu imensamente para a construção do nosso país”, ressalta o aluno Bryan Franklyn Furlan Trentin.

Para que toda a escola refletisse sobre o tema, Adriana e seus alunos produziram cartazes que foram espalhados pelos murais da instituição. A estudante Polliany Cristiny Monteiro comenta que muitos aspectos de nossa cultura, como a capoeira, tiveram origem nos povos africanos. “Devemos gratidão e respeito a eles”, diz.

O aluno João Victor Alves da Silva deixa uma mensagem “Zumbi dos Palmares foi um líder que lutou contra a opressão dos negros africanos. Em nosso dia-a-dia pequenas ações podem contribuir para acabar com o preconceito. Afinal, a cor da pele não tem nenhuma relevância, o que realmente merece valor é o sentimento que carregamos dentro do coração”, conclui.

A professora da turma ficou surpresa com o alto nível do debate em sala. “As crianças estão muito mais seguras para falar. A leitura do jornal, semanalmente, tornou os estudantes mais críticos e argumentativos, fatores importantes para uma aula rica em conteúdo e aprendizado”, conta Adriana.

Foto Abre

 

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Jornal na escola: variedade e conteúdo

Na Língua Portuguesa encontramos diversos tipos de textos que são utilizados conforme o objetivo que se quer atingir, por exemplo, se queremos contar uma história, usamos a narração. Se a intenção é descrever um objeto, usamos a descrição. No jornal, usa-se um tipo de narração especial em que o repórter conta um fato respondendo a questões básicas como: O que? Quem? Quando? Como? Onde? E por quê?. Conhecido como lide, ou a primeira parte de uma notícia, fornece ao leitor a informações básicas sobre a reportagem.

O impresso, assim como os livros, é composto por páginas. Estas são separadas por letras, que indicam as editorias ou cadernos. No jornal O Diário do Norte do Paraná, a primeira editoria é representada pela letra A, e as páginas são numeradas de 1 a 12, nas quais podemos encontrar informações sobre: Política, Cidades, Economia, Geral, Esportes, dentro outros.

Com tanta variedade de gêneros textuais e também de conteúdos, os exemplares do Diário tem auxiliado o trabalho da professora Geyce Fernanda da Silva Correa, da Escola Municipal João Freire de Carvalho, em Astorga. “Promover o hábito da leitura é um desafio diário, o uso do jornal em sala proporciona ao aluno o contato com a realidade de fatos cotidianos, algo que os motiva ao aprendizado”, conta Geyce.

Todas as semanas antes da realização de atividades, a professora repassa aos estudantes os vários tipos de textos que podem ser encontrados no impresso. Assim, quando os exemplares chegam à sala as crianças são dividas em grupos para folhear o material e debater opiniões.

“Estamos usando o Diário como suporte de estudo desde o início do ano letivo. Agora os alunos já conhecem os elementos que compõem a capa, a forma com que são divididas as editorias e até identificam os assuntos noticiados fazendo relação com outros meios de comunicação”, destaca a professora.

Nas últimas semanas Geyce dedicou o trabalho ao ensino das charges, dos anúncios e dos classificados, gêneros que as crianças visualizam, na maioria das vezes, apenas quanto tem contato com o Diário.

“Descobri que a charge, mais do que um desenho, faz crítica a assuntos vivenciados pela sociedade. Mas sem o uso da ofensa, apenas do humor”, comenta a aluna Lorena Eduarda.

A professora ressalta que, “o trabalho didático a partir do jornal faz com que o estudante amplie seu conhecimento e perceba que, no mundo em que vivemos, a comunicação é fundamental para o desenvolvimento do cidadão.”

Foto Submanchete

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Classificados em pauta

Quando alguém quer vender, comprar ou alugar algo, uma maneira bem simples de fazer isso é anunciando no jornal. Os classificados são caracterizados pelo número resumidos de linhas, falando de um produto ou serviço específico, de maneira breve e atrativa. As páginas repletas de ‘quadradinhos’ com letras pequenas muitas vezes são passadas despercebidas pelos alunos, mas a professora Berivalda de Jesus do Prado Sachi que leciona na Escola Municipal Antenor Balarotti, de Astorga, encontrou uma forma de tornar a leitura do Classidiário, mais dinâmica.

“O conteúdo desta editoria é de grande importância e faz parte da grade do ensino curricular. Por isso, ao invés de limitar o estudo ao livro didático aliei a proposta ao jornal, pois, assim, as crianças conheceram o gênero em seu suporte original e perceberam que entre aquela quantidade de pequenas palavras, há importantes informações”, destaca Berivalda.

Foto AbreNa discussão com os alunos sobre a funcionalidade dos classificados, a professora mencionou o processo de argumentação que é utilizado nesse tipo de texto, no qual há a intenção de persuadir o leitor. “Comecei o trabalho solicitando a leitura do Classidiário, para que cada estudante verificasse os detalhes que compõem o gênero em estudo”, conta.

Outra questão importante é o esclarecimento das abreviações, que tem por objetivo garantir agilidade na leitura e condensação de conteúdo, que em geral, conta com pouco espaço. Como exemplo: qtos (quartos); bwc (banheiro); pl (placa); pts (portas); dentre outras.

Berivalda comenta que os alunos ficaram eufóricos com tanta novidade que encontraram nos pequenos ‘quadrinhos’. Uma página que até então não recebia atenção nos momentos de leitura, tornou-se prazerosa.

Depois das crianças familiarizadas com o gênero, chegou o momento de produzir. Para confirmar o aprendizado, a professora solicitou que os estudantes criassem anúncios. Além da produção textual foi preciso escolher um bom produto para vender e, assim, tentar despertar a atenção do leitor.

“Foi uma aula bem divertida, aprendi sobre argumentos de vendas e tabela de preços. Gostei de saber que quando anunciamos algo em um classificado há resultados, pois existem muitas pessoas que compram o jornal interessadas nessa página, assim fica mais fácil vender ou alugar o que for preciso”, enfatiza a aluna Ana Luiza da Costa.

Assim que os textos ficaram prontos, Berivalda montou um cartaz semelhante à editoria do Classidiário. Os anúncios produzidos foram colados em uma cartolina para ficar em exposição nos corredores da escola e chamar a atenção de outros estudantes, e também leitores do Diário, sobre a importância desse gênero textual.

“Trabalhar com o jornal em sala de aula enriquece o meu planejamento pedagógico. A forma interdisciplinar de inseri-lo nas atividades favorece o aprendizado do aluno e proporciona momentos mais dinâmicos em classe. No estudo dos classificados, o entusiasmo da turma foi geral, pois descobriram que qualquer um pode anunciar algo no jornal, inclusive eles. Por fim, se conscientizaram da importância desse caderno dentro do Diário”, ressalta Berivalda.

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CLASSIFICADOS

Confira alguns dos anúncios produzidos pelos alunos da Escola Antenor Balarotti:

VENDE-SE

Dois carros Gol 1.0, ano 2007/2008. Fone: (44) 9918-86157. Preço de ocasião: R$ 25.000,00 cada. Vendo com urgência!

VENDE-SE

Tablet orange, internet 4GB, memória 1.0 GHZ. Android 4.2.2 digital, memória ran 512 mb. De R$ 300,00. Por apenas: R$ 280,00. Fone: 3234-11262

VENDE-SE

Celular rosa, Samsung galaxy S4. Tratar com Maria Eduarda na rua Santa Catarina, 163. Fone: 9966-10085. Valor: R$ 2.500,00

 

 

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Violência é tema de debate e reflexão escolar

Os crimes estampados nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios e os contrabandos têm levado crianças e jovens a perderem a esperança de que ainda seja possível viver em uma sociedade justa e igualitária. Levar esse tema para a sala de aula já nas séries iniciais é uma forma de trabalhar com um assunto controverso, mas presente em nossas vidas que oportuniza momentos de reflexão e auxilia na transformação social. Pensando nisso, a professora Suzi Aparecida de Souza Rosário que leciona na Escola Municipal Vânia Maria Simão, em Atalaia, desenvolveu atividades a partir das notícias do Diário relacionadas à violência.

“Nas instituições de ensino, as relações do dia-a-dia devem traduzir respeito ao próximo através de atitudes que levem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto pedagógico. Aliar isso ao estudo do jornal oferece credibilidade e confiança para mostrar às crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta, sem o uso da agressão”, destaca Suzi.

Com recortes de notícias impressas, revistas, filmes, músicas, jornais televisivos, dentre outras formas de comunicação, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa forma de criar um ambiente educativo e dinâmico.

Em Atalaia os estudantes iniciaram o trabalho com um debate, no qual expuseram seus conhecimentos sobre tudo que envolve os diferentes tipos de violência. “Adorei fazer esse trabalho, pois me ensinou que atitudes de respeito também podem contribuir para a segurança de todos os cidadãos”, enfatiza o aluno Vítor Hugo Bonifácio Fulgêncio.

Após a conversa, as crianças iniciaram uma pesquisa no jornal O Diário para identificar notícias de crimes que aconteceram próximo da região em que vivem. “A aula foi muito interessante, pois ampliou os meus conhecimentos. As reportagens me fizeram refletir a respeito dos perigos por falta de segurança pública”, ressalta a estudante Jeniffer Cristina Diniz Ramos da Silva.

Suzi conta que uma das manchetes em que houve maior destaque durante a leitura do impresso foi “Trio armado assalta madeireira”, fato ocorrido em Maringá no qual os bandidos renderam funcionários e clientes levando pertences e dinheiro. “A partir disso, decidi trabalhar questões de segurança, com mais conversa entre a turma e dicas de como se prevenir de assaltos, produzimos um acróstico sobre o tema em questão. Uma ótima forma de fazê-los refletir a respeito das ações que cometemos diariamente e que podem nos expor a situações de criminalidade”, ressalta a professora.

Ao final do trabalho, o acróstico ficou em exposição no corredor da escola para que toda a instituição tivesse acesso ao conhecimento e reflexão do tema em estudo. Suzi diz que foram atividades gratificantes de serem realizadas. “Constatei que além da pesquisa e do debate, os alunos passaram a analisar os casos de violência e pensar em formas para garantir segurança aos cidadãos.”

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

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Alunos trocam cartas para estudar o gênero

Foto AbreAs cartas são uma forma de produção textual existente desde que o homem necessitou de comunicação à distância ou mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram produzidas em forma de símbolos. No entanto, com a evolução da informática hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento em velocidades instantâneas. Com isso, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão.

Para estudar o gênero textual carta e oportunizar a experiência de se comunicar com pessoas de outra cidade através de um pedaço de papel, a professora Suelena Yoshie Giraldelli, que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé, desenvolveu o projeto “Intercâmbio” com seus alunos do quinto ano.

Os funcionários dos Correios do município, Marina Abramoski Nogueira e André Luiz Lopes auxiliaram a professora durante o trabalho. Eles foram até a escola e explicaram às crianças como seria o projeto, qual a estrutura de uma carta e também os procedimentos para preencher um envelope. “É uma iniciativa da rede Correios estar dentro das escolas, a cada ano desenvolvemos algo diferente, para este momento aliamos nosso trabalho com o currículo escolar e os resultados foram excelentes”, comemora Marina.

“A maior alegria dos alunos, sem dúvidas, foi ir à sede dos Correios levar as correspondências para selar e serem enviadas ao destinatário. Afinal, é uma experiência que nunca tinham vivido antes. Algo tão simples e ao mesmo tempo, novo”, destaca a professora da turma.

O trabalho realizado durante cerca de 30 dias contou com a colaboração de estudantes de Ângulo, que após receberem as cartas dos colegas – ainda desconhecidos – de Itambé, também foram desafiados a responder as correspondências.

“Foram dias de ansiedade pela espera da carta da aluna de Ângulo, Emilly Taissa Silva. Eu nunca havia escrito e muito menos recebido algo dos Correios. Além de divertido, foi uma oportunidade para fazer novas amizades”, conta a aluna de Itambé, Ana Heloisa Beltram de Oliveira.

As professoras também entraram na brincadeira. “Me correspondi com a educadora Silvia Cavalari e fiquei na expectativa para conhece-la pessoalmente”, diz Suelena.

“As crianças falavam dos colegas do outro município, como se fossem amigos de longa data. Já sabiam o número de irmãos, qual o animal de estimação e outras informações pessoais”, enfatiza Marina Nogueira.

Depois das conversas escritas, alunos e professores tiveram a oportunidade de se encontrar. Os estudantes de Itambé foram até a escola de Ângulo para desvendar a curiosidade de saber com quem trocaram mensagens. No encontro, em um primeiro momento a timidez tomou conta das turmas, mas minutos depois as crianças já estavam lanchando juntas, brincando, e claro – em tempos de tecnologia – trocando números de celular para não perderem o contato.

Suelena aconselhou os alunos a não perderem o hábito da comunicação via carta e ressalta que, “a atividade ultrapassou os limites do estudo do gênero textual e oportunizou novas amizades. Foi um trabalho gratificante!”

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Publicidade no jornal é base para atividades de matemática

A busca por recursos que possibilitem fazer uma relação entre os conteúdos propostos em sala de aula, com as questões do dia-a-dia do aluno é um dos grandes desafios dos professores que procuram inserir textos para que de uma forma interdisciplinar façam com que as crianças se interessem e procurem informações sobre diferentes assuntos, tais como: política, economia, saúde, geografia, história entre outros. Para despertar a atenção dos estudantes na disciplina de Matemática, as professoras Elisângela Nodari de Oliveira e Nilza Guidini Valentini que lecionam na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, realizaram o trabalho de alfabetização matemática a partir dos textos da esfera jornalística.

“A aplicação de situações-problema possibilita ao aluno participar de atividades que possam desenvolver seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática está presente em diversas áreas de conhecimento”, destaca Nilza.

Durante a prática, as crianças leram exemplares do Diário e organizados em equipes escolheram anúncios publicitários que, posteriormente, foram utilizados como base para a elaboração de situações-problema, seja no campo aditivo – adição e subtração – ou no multiplicativo – multiplicação e divisão.

“De acordo com os materiais sugeridos pelo Programa Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), tais atividades contribuem para a construção de esquemas que favorecem o processo de compreensão das operações básicas. Do mesmo modo, permitem a interação das crianças com diferentes formas de registros simbólicos, neste caso, com os gêneros presentes no jornal”, ressalta Elisângela.

A aluna Letícia Camily Ryzik comenta a diversão em realizar a atividade. “Foi uma aula muito diferente, aprendi matemática brincando, não imaginava que isso seria possível.” A colega Juliana Maria dos Anjos completa, “elaborar enunciados de questões a partir do jornal nos deixou mais criativos e ainda nos proporcionou conhecimento dos fatos que ocorrem ao nosso redor”, diz.

“O uso do Diário como recurso pedagógico é uma ferramenta que enriquece a prática em sala de aula, ainda mais quando associado ao currículo escolar, pois contribui para a ampliação do vocabulário do aluno, auxilia na interpretação dos textos e reflexão dos assuntos lidos”, conclui a diretora da escola, Maria Luiza Macedo da Silva.

PRODUÇÃO

Confira as situações-problema desenvolvidas pelos alunos do 3º ano, a partir de publicidades do Diário.

 

fan pageO Diário na Escola está realizando um concurso sobre a Semana Nacional do Trânsito e as sete melhores frases vão ganhar uma bicicleta. Cada uma custa R$ 350 reais. Quanto os patrocinadores vão gastar com as sete bicicletas?

Resposta: R$ 2.450,00 reais.

 

anuncioEm Maringá 932 pessoas foram infectadas pelo mosquito da dengue. Já foram curadas 864 pessoas. Quantas pessoas ainda precisam ser curadas?

Resposta: 68 pessoas.

Na casa de Júlia tem 27 garrafas com água parada. Alguns alunos foram até a casa dela e recolheram tudo em três baldes para não deixar que o mosquito da dengue se prolifere. Quantas garrafas couberam em cada balde?

Resposta: 09 garrafas por balde.

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