Mês: março 2015



Tendas estimulam a leitura em Maringá

Aquele programa, desejado por muitos, de poder ler uma poesia ou história sentado no gramado de uma praça, já acontece aqui em Maringá. As escritoras Vera Margutti e Ângela Ramalho são as responsáveis pelo Projeto Tendas Literária que tem por objetivo incentivar a leitura e a escrita, através de atividades com o uso de materiais lúdicos e pedagógicos.

Todos os domingos, na praça em frente ao Parque do Ingá, as escritoras oferecem oficinas de poesia, contação de histórias e atividades com pinturas e fantoches. “Foi um grande sucesso desde a inauguração. Recebemos fluxo de crianças e até de adultos que já tem o hábito de frequentar o espaço para as atividades físicas e aproveitaram para participar e interagir diretamente com manuseios de livros, tanto infantis e juvenis, quanto de poesias”, destaca Vera.

No espaço, os visitantes encontram as “Sacolas da Leitura” que contém a biografia, poemas e atividades pedagógicas sobre algum escritor. Lembrando que é possível conhecer obra de grandes autores brasileiros, como também de maringaenses que se destacam na literatura.

“Eu adoro ler, por isso todo domingo peço para minha mãe me trazer aqui. Quando eu crescer quero ser escritor”, faz planos o pequeno Arthur Silva Yaedo, de cinco anos.

Colchonetes, almofadas, e mesas e cadeiras infantis compõem o espaço. Prateleiras de livros ficam expostas para que as pessoas se sintam chamadas à leitura, pra que assim, o momento de aprendizado seja prazeroso.

“Minha filha está encantada com as tendas. O trabalho das escritoras é de extrema importância, pois além do incentivo à leitura, nas atividades de pintura, por exemplo, se desenvolve a coordenação, na contação de histórias a concentração, como também a oportunidade de interagir com a cultura”, enfatiza a administradora, Renata Schendorf.

Ângela comenta que as histórias contadas, lidas e até cantadas ao ritmo do violão chamam a atenção de todos que transitaram por ali. “As pessoas não resistem, chegam movidos pela curiosidade e vão parando, sentando e acabam participando desse momento lindo da literatura no centro da nossa cidade canção.”

Outra iniciativa das responsáveis pelo projeto é a “Poesia na Bandeja”, na qual são distribuídos cerca de 400 fragmentos de poesias, ao público que aproveita o domingo para passear.

“Estas tendas são fascinantes. É uma oportunidade que as pessoas têm de deixar a internet de lado e viver a experiência da leitura em seu suporte mais tradicional, o livro”, conta a professora, Carla Nunes Agostinho.

As escritoras Ângela e Vera estão fazendo agendamentos para as crianças e adolescentes que queiram declamar poesias ou contar histórias. É só ir até o espaço e informar o nome do participante. As tendas estarão montadas no Parque do Ingá até o primeiro domingo do mês de maio. Quem não conhece as atividades do Projeto, ainda está em tempo.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

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ONG auxilia produção de jornais escolares

O jornal escolar, prática incentivada pelo Diário na Escola e já inserida na rotina de muitas instituições de ensino, faz parte da educação desde 1920, impulsionada pelo educador francês Celestin Freinet. Por acreditar nos benefícios ao estimular a produção desse tipo de informativo por alunos, a Organização Não Governamental (ONG) Comunicação e Cultura criou o “Portal do Jornal Escolar” que tem a missão de contribuir para a disseminação de jornais escolares e a qualificação do seu uso, como instrumento de uma proposta pedagógica que permite à escola assumir as mudanças produzidas pelo desenvolvimento da comunicação. Na coluna do Diário na Escola de hoje você confere uma entrevista com o coordenador geral da ONG, Daniel Raviolo.

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Sociólogo por formação, em que momento da sua carreira surgiu o estímulo para o auxílio no trabalho da produção de jornais escolares?

Foto entrevistado - opção 01DANIEL: Fundamos o Comunicação e Cultura em 1988 para trabalhar com jornais comunitários em Fortaleza. Esse projeto deu muito certo, e com a circulação desses jornais, estudantes e professores começaram a entrar em contato conosco, solicitando apoio. A partir de 2002 começamos a apoiar uma escola, dentro de um projeto comunitário, e em 2005 entramos de cheio em toda a área escolar.

  1. Conte aos nossos leitores alguns dos resultados que você já acompanhou após os professores inserirem a mídia impressa em suas aulas.

É um relato muito comum dos professores o aumento do interesse das crianças pela escrita, o que é bem compreensível. A escrita na escola é apenas um exercício, pois as produções não saem do caderno, não tem vida real. O único leitor é o professor. Ao escrever no jornal, o estudante participa de uma comunicação real, vai ser lido na comunidade educativa. Os estudantes, mesmo crianças, entendem perfeitamente a diferença e o interesse pela escrita aumenta espontaneamente. Ela ganha um significado.

  1. O senhor acredita que o desenvolvimento de textos para um jornal oportuniza ao aluno a liberdade de expressão? Podendo, assim, crianças e adolescentes exteriorizarem necessidades, sentimentos e tendências?

Foto AbreSempre digo que a melhor maneira de “matar” um jornal escolar é fazer que seja o mais parecido possível com um exercício escolar, obrigando os estudantes a escreverem sobre os temas que os professores escolhem. Ao contrário, sua pergunta sugere a abordagem correta: fazer da expressão da criança, de seus interesses e inquietações, um ponto de partida para o domínio da escrita. Isto, além do todo, traz um tremendo benefício, pois a escola passa a ser identificada pelos alunos como um lugar onde são respeitados como sujeitos pensantes.=

  1. O jornal escolar pode ser uma alternativa para a indispensável ligação Escola-Pais?

Não diria uma alternativa, no sentido de ser excludente de outras possibilidades, mas certamente é uma grande contribuição. Isto tem de ser explicado, o que interessa não são as informações institucionais – para isso basta a direção escrever um pequeno informativo – mas o que o jornal mostra, através das produções dos alunos, como resultado do espírito pedagógico da escola e de seus valores. Nesse sentido, o jornal é uma espécie de “relatório vivo” da escola. Claro que os pais dos alunos que tiveram textos escolhidos sentem uma grande satisfação, mas o alcance da comunicação estabelecida pelo jornal com os pais é bem maior.

  1. A partir desta semana centenas de professores participantes do Programa Educacional O Diário na Escola passarão a receber exemplares de jornais para o trabalho de educomunicação em sala de aula. Que mensagem o senhor deixaria para eles?

Eu diria para essas professoras que a comunicação é a dimensão mais importante da cultura contemporânea, e que a pedagogia não pode ignorar esse fato. Para mim uma escola que não fala da comunicação é como se não falasse do meio ambiente ou da saúde, por exemplo. A influência dos meios de comunicação na vida de cada um de nós é muito grande, seja através dos conteúdos editorais ou da publicidade. Precisamos aprender a navegar e ser protagonistas desse mundo.

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Por que trabalhar o jornal em sala de aula?

Ana Gabriela BorgesPor Ana Gabriela Borges – Coordenadora Nacional do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Eu poderia citar vários motivos, mas destaco 4:

1 – A mídia impressa traz temáticas transversais ao currículo que podem ser debatidas em sala de aula. Esses temas contextualizam e dão maior significado aos conteúdos e disciplinas escolares. Além disso, os textos do jornal familiarizam os estudantes com a linguagem formal usada no ambiente escolar, acadêmico e profissional.

2 – Se bem explorado, o jornal é um ótimo recurso para melhorar a expressão oral e escrita dos alunos. Ele é capaz de fomentar debates e formar opinião. Permite ainda que os estudantes façam seu próprio jornal (varal, mural, falado, fanzine) e que exprimam sua opinião por meio dele.

3 – O jornal permite a leitura crítica, a comparação editorial, a análise e leitura das entrelinhas e uma visão de que um mesmo fato pode ser noticiado de formas diferentes, dependendo do ponto de vista.

4 – O uso do jornal em sala de aula está alinhado com diversas políticas públicas e diretrizes educacionais, como por exemplo: Plano Nacional de Educação, Diretrizes Curriculares, Mais Educação, Programas de Letramento e de Mídias na educação e com as avaliações nacionais. Tudo isso faz com que o professor não precise parar o que está fazendo e muito menos mudar sua rotina em sala de aula, pois o jornal não concorre com as tarefas do cotidiano. Pelo contrário, é um recurso muito enriquecedor da prática docente e do processo ensino-aprendizagem.

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Jornal volta às escolas

“No ano passado, eu e minha turma sempre víamos o quinto ano realizando atividades com os jornais e sentíamos curiosidade em conhecer o material. Nesta semana recebemos a notícia de que agora é a nossa vez de estudar através do Diário. Estou ansiosa! Tenho certeza que as aulas serão mais interessantes”, destaca a estudante da Escola Municipal Flávio Sarrão, de Cruzeiro do Sul, Mariana Lima Peres.

envio dos jornais à escola 03A partir de hoje, cerca de dez mil alunos terão a oportunidade de realizar a leitura do jornal O Diário do Norte do Paraná todas as semanas. Há 14 anos no mercado, o Programa Educacional O Diário na Escola proporciona momentos de aprendizado em sala de aula, com base nas notícias publicadas no impresso.

Os professores que fazem parte do Diário na Escola relatam que o jornal estimula o aluno a ter visão ampla dos fatos ocorridos e proporciona um trabalho diferente com os recursos que a comunicação oferece. A exemplo das tabelas, gráficos, opiniões de especialistas, humor e assuntos que exploram a interdisciplinaridade.

“Na Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, a participação no Programa é muito importante para o trabalho do professor, pois traz conteúdos que resultam em qualidade no aprendizado dos alunos. Com o jornal podemos acrescentar e apresentar às crianças outros tipos de textos e atividades, não só aquelas que encontramos nos livros didáticos. Dessa maneira ampliamos o conhecimento do educando a partir de uma ferramenta atualizada”, enfatiza a diretora da escola, Selma Pelisson.

O DIARIO NA ESCOLA_13Através de assessoria pedagógica com profissionais especializados nas áreas de Educação e Comunicação, o Diário na Escola oferece cursos de capacitação aos educadores, fator que possibilita a realização de um trabalho bem orientado em sala de aula. Em 2015, os participantes receberão formações sobre os descritores cobrados na Prova Brasil. A responsável pelo Programa, Loiva Lopes comenta que a proposta de um aprofundamento nos estudos em relação às habilidades exigidas pela avaliação vem ao encontro do anseio dos professores em trabalhar da melhor maneira possível com estes temas, e assim, fornecer ferramentas teóricas e didáticas de ensino.

A coordenadora dos Programas de Jornal e Educação no Brasil, Ana Gabriela Borges, acrescenta que as avaliações nacionais têm sido alvo de grande atenção de todas as escolas, pois mais do que um ranking elas retratam como está a educação no Brasil. “É importante se preocupar com a produção e a interpretação de textos, mas não só nos períodos de avaliação. Os professores e estudantes impactados por essa capacitação do Diário na Escola poderão perceber o quão rico e diversificado é o jornal em termos de tipologias e gêneros textuais. Esse trabalho certamente renderá bons frutos não somente nas avaliações, mas para a vida de todos os beneficiários, sejam eles diretos (educadores) ou indiretos (estudantes). Parabéns pela iniciativa!”.

O Programa também realizará dois Concursos Culturais durante o ano. A novidade é o primeiro, ainda neste semestre, intitulado “Notícias em Versos” – no qual os alunos terão o desafio de transformar uma notícia do Diário em poesia. E após as férias de julho, mais uma edição do tradicional Concurso de Frases sobre a Semana Nacional de Trânsito em parceira com a concessionária de rodovias, Viapar. As promoções do Programa premiam tanto os alunos, como os professores vencedores, para reconhecer o bom trabalho desenvolvido.

Aos diretores de instituições de ensino públicas e privadas de Maringá e região, lembramos que ainda é possível fazer parte! Para conhecer a dinâmica do Diário na Escola e das atividades oferecidas, entre em contato com a equipe pelo telefone: (44) 3221-6050.

 

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XXI Festa Cultural de Atalaia

CARTAZ  atalaiaA já tradicional Festa Cultural Escola Vânia volta a ser realizada na próxima sexta e sábado. Toda a equipe da instituição está trabalhando para apresentar aos visitantes o tema “OS QUATRO ELEMENTOS DA NATUREZA: ÁGUA, TERRA, FOGO E AR”. Assim, busca conscientizar a população sobre a importância da preservação e o consumo dos recursos naturais. Todos os conteúdos já foram apresentados aos alunos em sala de aula, de forma interdisciplinar, buscando o melhor entendimento do assunto.

A Festa que será realizada nos dias 13 e 14 de março, a partir das 20 horas terá apresentação de danças culturais retratando cada um dos elementos da natureza, sorteio de brindes, bingo de prêmios e show com o Musical Novo Stylo.

O evento conta com o apoio da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), Conselho Escolar, Prefeitura Municipal, Secretaria da Educação, patrocinadores e colaboradores da cidade e região.

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