Mês: maio 2015



Notícias vão virar poemas

Imagem - AbreOs alunos participantes do Programa Educacional O Diário na Escola foram desafiados a criarem poesias a partir das notícias publicadas no jornal. Em sua primeira edição, o Concurso está movimentando os corredores das instituições de ensino. “Meus alunos já estão se preparando, a tarefa de casa do final de semana foi ler o Diário e escolher a notícia que mais se identificasse, para assim, começarmos as produções”, conta a professora da Escola Municipal Rocha Pombo, de Ourizona, Cícera Aparecida Tassoli.

A escritora maringaense, Angela Ramalho fala sobre a importância do Concurso. “É algo que vem ao encontro do que penso sobre a poesia hoje, ou seja, que ela não deve distanciar-se da realidade, da criticidade, da proposição de reflexões e mudanças. Através da poesia explora-se o real e o imaginário e ao lidar com essas diferentes percepções, os estudantes são levados a comparar e a contextualizar os fatos, levando-os a expressarem opiniões e a elaborarem novos conceitos.”

Em suas experiências, Angela tem trabalhado a poesia com estudantes nas bibliotecas públicas e conta que tem sido tarefa das mais gratificantes. “As obras devem ser apresentadas de forma criativa. Nas vezes em que produzimos poesias com as crianças, levamos até eles um poema de Sergio Capparelli “O buraco do tatu”, onde o bichinho cava buracos e através deles chega a várias cidades brasileiras. Desafiamos os alunos a continuarem o poema, trazendo o tatu para Maringá. Todos conseguiram realizar a atividade, e o melhor de tudo é que fizemos com que eles se descobrissem autores, exercitando novas linguagens, atuando no campo da descoberta, da invenção e da fantasia.”

A comissão julgadora do Concurso irá analisar a originalidade e criatividade do aluno, bem como aspectos relacionados à língua portuguesa (coerência, coesão e ortografia). Supervisores e coordenadores pedagógicos, fiquem atentos! Junto com o professor vocês devem selecionar no máximo três das melhores produções de cada turma, preencher os dados cadastrais e enviar para o Diário até o dia 10 de junho.

Os alunos autores das melhores poesias vão ganhar uma bicicleta novinha! E para os educadores que orientarem os estudantes vencedores, terá premiação também. Participem!

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarNa Escola Municipal Odete Ribaroli Gomes de Castro o principal objetivo para o desenvolvimento do jornal escolar foi contribuir para o gosto pela leitura de textos jornalísticos e, assim, aprimorar o senso crítico e a criatividade dos estudantes.

A professora do Ambiente Educacional Informatizado, Margareth Aparecida Grou conta que para iniciar as atividades foi realizado um bate-papo com as crianças para saber o conhecimento prévio de cada uma a respeito dos gêneros textuais presentes no impresso.

“Utilizei exemplares do Diário para explorar os conteúdos, a exemplo da parte estrutural, como os cadernos e as seções. As manchetes em destaque, e os diversos formatos de se escrever uma notícia, também foram assuntos em debate”, diz Margareth.

Durante o estudo foram apresentados sites de jornais onlines, para demonstrar uma nova maneira que as pessoas encontraram de se manterem informadas. Nesta proposta os alunos puderam reconhecer as diferenças entres os meios de comunicação impresso e online.

Na prática, as crianças foram divididas em duplas e sugeriram nomes para o jornal a ser produzido. Depois da votação foi eleito, “Diário da Tarde”. A partir deste momento, iniciaram a criação dos textos publicados. O primeiro desafio foi escrever uma matéria sobre o histórico da escola, através de pesquisas e entrevista com funcionários.

“Além do cognitivo, cultural e social, a construção do jornal possibilitou um ensino-aprendizagem mais dinâmico e significativo, pois se trata de um gênero que permite vários tipos de abordagem e proporciona um olhar crítico sobre os acontecimentos diários”, destaca a professora, Alzeni Sales Pontes Gandolfo.

Margareth fala que durante as aulas foram trabalhados diferentes textos. Os alunos tiveram conhecimento do que é a reportagem, a crônica, o editorial, a carta do leitor, os classificados e exploraram também a parte de entretenimento do Diário, a exemplo do horóscopo, caça palavras e charges. “O objetivo não era só fazer com que os estudantes identificassem e compreendessem a função dos principais gêneros jornalísticos, mas promover a interação das crianças com a realidade em que vivem.”

A professora Lúcia Aparecida Minotti finaliza, “o trabalho com o impresso estimulou à leitura e o acesso às informações. Desta forma, contribuiu no processo da escrita, desenvolvimento do raciocínio e criatividade.”

 

ENTRETENIMENTO

Os alunos da Odete Ribaroli também produziram conteúdos para divertir os leitores do jornal escolar. Se desafie a preencher a palavra cruzada abaixo:

atividade - jornal escolar

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Oficina promove respeito e conscientização

Foto AbreA equipe do Diário na Escola esteve na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, e desenvolveu uma oficina pedagógica com os estudantes dos quartos e quintos anos. Além das atividades de produção textual e oralidade, as crianças receberam orientações para evitar casos de agressão, sejam eles na escola, na rua ou dentro da própria casa.

“A violência pode acontecer no trânsito, em família, e até em abusos aos menores de idade. Precisamos estar alerta, pois em ambientes virtuais, como no computador e no vídeo game, somos estimulados a ter atitudes agressivas”, destaca a aluna, Cícera Gabriela Ribeiro da Silva.

Nas últimas semanas, manchetes sobre confronto entre policiais e professores, adolescentes que atearam fogo em um andarilho e mortes no trânsito estamparam as manchetes das mídias impressas e televisivas. “As crianças recebem muitas informações diariamente, não podemos deixar que elas se acostumem com a violência e achem casos como estes comuns. O trabalho de conscientização precisa ser recorrente dentro dos espaços escolares. Enfatizando, sempre, situações do dia-a-dia e do cotidiano em que vive estes alunos”, afirma a coordenadora do Programa, Loiva Lopes.

Durante a oficina as crianças assistiram a vídeos e leram notícias do jornal sobre o tema em estudo. “Aliar o áudio visual com o impresso oportuniza a descontração e o aprendizado. Desta forma, o estudante sai da rotina habitual de trabalhos e se dedica mais ao que foi proposto”, diz a professora Odete Pereira de Melo Calvi.

A estudante, Letícia Camily Ruzik aponta que uma opção para diminuir a violência é reduzindo a maioridade penal. “Quem tem 16 anos já pode votar, já faz escolhas, então deve ser preso se cometer atos errados.”

A oficina teve ótimos resultados. A professora Rosana Lazzaretti conta que os alunos gostam de opinar e se demonstram a cada dia maior criticidade. “Debates sobre assuntos do cotidiano enriquece as aulas e motiva os alunos a participarem, até o mais tímidos se expressam nestes momentos.”

“Na aula de hoje aprendi que a situação violenta do nosso país só vai mudar, se cada um de nós fizer diferente. Precisamos nos conscientizar de que ninguém é perfeito, mas podemos sempre ser melhores”, conclui a estudante, Maria Eduarda Paiva Dallago.

 

PRODUÇÃO

Confira o texto opinativo da aluna Eduarda Kurudz a respeito da realidade violenta em que vivemos.

 

O nosso mundo hoje

Atualmente há muita violência por causa das pessoas que querem ganhar dinheiro sem trabalhar. Elas não se conscientizam que tudo que vem fácil na vida, acaba mais fácil ainda. Há cidadãos que lutam para ter seus bens materiais, enquanto outros vêm e roubam tudo.

Se pararmos para pensar, todos nós praticamos violência, porque não é só a física que machuca, a verbal também. E fazemos isso muitas vezes, sem perceber. Algumas pessoas só querem saber de poder e riqueza, são muito ambiciosas.

Nós podemos começar um mundo melhor, agora! Praticando a harmonia, a paciência e o amor ao próximo. A mudança tem que começar por nós mesmos.

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O jornal na educação especial

A Apae Maringá faz parte do Diário na Escola desde o segundo semestre de 2014, a partir do subsídio oferecido pela concessionária de rodovias, Viapar que oportuniza o envio de mais de 700 exemplares  de jornal, por semana, para diferentes instituições de ensino.

Neste ano, a parceria com a Apae beneficia diretamente 40 estudantes e indiretamente toda a comunidade escolar por meio das atividades que são realizadas pelos alunos e expostas nos murais da instituição.

DSC09267“Os resultados positivos do trabalho com o jornal já podem ser observados por meio da participação dos estudantes na produção dos trabalhos. A busca por informações de maneira individual, ou apoiada pelo professor, tornou-se uma realidade para todos que agora chegam à sala querendo saber as notícias do dia”, conta a coordenadora, Augusta Cossich.

De acordo com relatos dos professores envolvidos no Programa, as propostas didáticas com o Diário despertou o interesse dos alunos por ser um recurso diferente do convencional, e ainda proporciona a compreensão dos diferentes tipos de texto. Fator que favorece a participação dos educandos que já dominam a leitura ou mesmo dos que estão em processo de alfabetização.

De acordo com a coordenadora da Apae, a visualização e interpretação das imagens permitem estimular o desenvolvimento da oralidade, aumentando e enriquecendo o vocabulário dos alunos. “A socialização fica evidente no momento da leitura ou descrição de cada reportagem, relacionando as mesmas com as notícias que assistiram na televisão”, diz.

Outro aspecto muito relevante do uso do jornal em sala de aula, tem sido a contribuição quanto à espontaneidade para a leitura. Crianças e jovens que se sentiam inseguros e retraídos ou se recusavam a ler, após o início do Programa estão participando das atividades de leitura de maneira mais espontânea. “O trabalho com o Diário tem contribuído de maneira significativa para o desenvolvimento acadêmico e social dos nossos alunos”, comemora Augusta.

Educando por amor

O Movimento Apaeano surgiu em nosso país através da iniciativa de pais de pessoas com deficiência que não encontravam locais que pudessem atender seus filhos. Esses pais, com alguns amigos e parceiros da comunidade, iniciaram em 1954 o que hoje é considerado o maior movimento social do Brasil e do mundo, na área de atendimento aos portadores de deficiência intelectual ou múltipla.

Em Maringá não foi muito diferente, pais e amigos se uniram e em dezembro de 1963 surge a primeira APAE da cidade. “Muita luta, vitórias e conquistas estão registradas durante esses mais de 50 anos de existência. No inicio éramos 13 alunos, hoje somos mais de 1.000”, destaca, Augusta.

Atualmente, a APAE de Maringá mantém duas instituições, a Escola de Educação Básica Diogo Zuliani e a Escola Reynaldo Rehder Ferreira, oferecendo aos alunos o atendimento na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional, visando à habilitação para encaminhamento ao mercado de trabalho.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarNada melhor para se apaixonar pelo seu ambiente de estudo, do que conhecer a história de construção dele, não é mesmo? E este foi o destaque do jornal escolar produzido pela equipe da Escola Municipal Dr. João Batista Sanches, de Maringá.

O professor do Ambiente Educacional Informatizado, Eliandro Fernandes Vega em parceria com os educadores regentes, os alunos e a comunidade escolar, fizeram um ótimo trabalho durante a produção do “Notícias da Escola”.

A matéria destaque do impresso apresenta a história da construção da instituição de ensino, quem foi o pioneiro que deu nome à escola, e ainda o depoimento de uma moradora que acompanhou toda a evolução do espaço escolar desde 1990.

Durante as aulas, os alunos aprenderam sobre os gêneros notícia, classificados, informativos e publicidade. Para explorar o imaginário, o professor desafiou as crianças a criarem um produto que ajudasse no combate à proliferação do mosquito da dengue. As melhores propostas foram divulgadas no jornalzinho.

“As atividades mostraram o envolvimento das pessoas e o entusiasmo de todos nas etapas de confecção do ‘Notícias da Escola’. As crianças perceberam que cada um que ajudou tem papel fundamental para os bons resultados alcançados”, destaca Eliando.

O jornal escolar é composto por uma variedade de assuntos, desde textos literários, campanhas de conscientização e até a divulgação dos eventos que os alunos participaram.

 

A INFORMÁTICA

Confira a matéria produzida pela estudante, Bianca Loraine Nunes dos Santos sobre a importância do uso adequado do Ambiente Educacional Informatizado dentro das escolas.

Geração Informatizada

A informática é uma tecnologia avançada para pesquisa. Antigamente não existiam computadores, apenas algumas pessoas que podiam comprar. Havia livros grossos que usavam para estudar e eram chamados de “enciclopédia”, muito preciosos.

Hoje existem sites de pesquisa, rápidos e fáceis de acessar como o Google e redes sociais: Facebook e outros sites como Youtube.

A informática pode acrescentar algumas informações especiais, e como dizem: “se sentem em um mundo diferente, livre!” Podemos aprender se divertindo.

Pode ser até um pouco difícil entender essa tecnologia no começo, mas depois nos acostumamos. As pessoas usam essa tecnologia para estudar, exemplo, sua professora pede para estudar sobre a segunda guerra mundial, se você tiver um computador com internet você poderá pesquisar e aprender.

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Projeto Literário empolga crianças

Atualmente tem sido difícil conciliar dois suportes de leitura, o livro e a internet. Pesquisas comprovam que, principalmente crianças e adolescentes, não dão mais a devida importância ao mundo dos livros. A atenção está direcionada às redes sociais e a mais uma imensidão de páginas onlines. Muitas horas do dia se vão em frente à tela do computador, enquanto os melhores livros permanecem esquecidos na estante.

Não faz muito tempo que o jeito de fazer pesquisa na escola mudou. Se há pouco mais de cinco anos os estudantes se reuniam para ir até uma biblioteca ou não dispensavam a enciclopédia na hora de fazer um trabalho escolar, agora eles dão prioridade à internet.

Preocupados com esses fatores, a equipe da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, organizou um projeto com os alunos do 3º ano, no qual eles estudaram a vida e as obras de Monteiro Lobato. “Buscamos destacar a importância da leitura dos textos em seus suportes de origem. Já existem diversas histórias do autor na internet, mas mostramos às crianças como é prazeroso o ato de ler o livro e sentir a espessura do papel, por exemplo”, destaca a orientadora pedagógica, Marta Eloisa Lalli.

Foto abrePara a realização das atividades as crianças criaram murais expositivos sobre a literatura infantil, ensaiaram danças, apresentações teatrais e declamação de poesias. “Foi possível observar grande interesse pela leitura das obras de Monteiro Lobato, em especial, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Constatei que muitas crianças não tinham conhecimento do conteúdo que estava sendo repassado, foram momentos de muito entusiasmo”, enfatiza a diretora, Gislaine Righetto.

A professora, Sueli Pedrazzani conta que envolver os alunos no universo das histórias foi muito divertido. “Os pequenos ficaram encantados. Com isso, despertamos o prazer pela leitura de diferentes autores, e também o interesse deles pelo teatro e pela dramatização.”

“Foram atividades especiais, Monteiro Lobato deixou grandes sucessos para nós”, comenta a estudante Rafaella Puggese Tieppo. A colega Mariana Policarpo, completa “não vou esquecer tudo o que aprendi e as histórias que li.”

Para encerrar o projeto a escola realizou o evento “Pais presentes, filhos contentes”, no qual os responsáveis pelos alunos são convidados para um momento cultural dentro do espaço escolar. Já tradicional, o evento acontece de forma bimestral, e em cada apresentação a responsabilidade é de uma série diferente. “Nosso objetivo é trazer a família para dentro do espaço escolar, mostrar o que as crianças têm aprendido e as ações realizadas diariamente”, explica Gislaine.

“Esta iniciativa da escola resgata e estimula os pais a acompanharem o desenvolvimento dos seus filhos, pois a correria da vida moderna consome o tempo que deveríamos dedicar às crianças”, enfatiza a mãe, Marinéa Gomes Pereira.

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Jornal Escolar – Eu Fiz!

capa - jornal escolarO bom trabalho de hoje foi realizado na Escola Municipal Dr. Heleton Borba Cortes, de Maringá, sob a orientação da professora Márcia Mitiko. “Desde o início o objetivo era conhecer o material e confeccionar um jornal da turma”, conta.

A professora comenta que as atividades começaram com a organização dos textos jornalísticos a serem publicados. “Nesta etapa se desenvolveu a função da escrita como suporte do pensamento e a competência sociocomunicativa de expressar por escrito suas ideias, como também compreender a importância da leitura para estar atualizado com as notícias do momento.”

Durante as aulas foram desenvolvidas propostas didáticas com diversos gêneros textuais presentes no impresso, visando a construção de um jornal através da utilização de tecnologias como ferramentas de aprendizagem. Na sala de ambiente educacional informatizado as crianças utilizaram a internet para pesquisa de informações e imagens, fator que proporcionou um momento não só de entretenimento, mas de muito conhecimento.

“Os alunos gostaram da experiência, pois se sentiram motivados a querer conhecer novos desafios e explorar assuntos diferentes, serem os produtores dos textos com assuntos que estavam relacionados ao dia-a-dia e ao seu próprio interesse, e também o reconhecimento do que foi escrito estampado em uma página do jornal”, enfatiza Márcia.

A professora ficou feliz com a realização do jornal escolar e com o envolvimento dos alunos durante as aulas. E ainda tive uma grata surpresa ao receber um bilhete dos pais de uma aluna elogiando o trabalho realizado.

“Boa tarde professoras, gostaria de parabenizar o ótimo conteúdo e a ideia da confecção de um jornal escolar. Eu adorei e meu marido também. A nossa filha, Evellyn gostou tanto que diz estar ansiosa pela próxima edição. A atividade a estimulou a ler e a escrever, foi algo muito importante para a minha filha. Obrigada!”, elogia a mãe, Gislene Regina do Carmo da Silva.

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A dificuldade em aprender

Foto AbreEm toda sala de aula há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? O bate-papo de hoje na coluna do Diário da Escola é com a neuropsicóloga, Dra. Cristiana Bolfer que é especialista em Neuropsicologia pelo Instituto Central da Faculdade de Medicina de São Paulo (ICFMUSP), mestre e doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina de São Paulo (FMUSP). Na entrevista ela fala sobre como os pais e a equipe escolar podem auxiliar no desenvolvimento do aluno que apresenta defasagem no aprendizado.

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Casos de transtornos de aprendizado, infelizmente, são cada vez mais comuns. De que forma se constata que mais do que um mau comportamento ou desinteresse, o estudante sofre de algum distúrbio?

Dra. Cristiana: Os pais começam a perceber as dificuldades de seus filhos, inicialmente, na leitura e na escrita. Essas dificuldades, muitas vezes, são relatadas pela escola quando se inicia o processo propriamente dito da leitura e escrita, ou seja, no 1o ano do Ensino Fundamental.  Não havendo nenhum tipo de intervenção a criança pode mostrar desinteresse já que não consegue alcançar os objetivos propostos naquele momento. Algumas crianças calam-se diante de suas dificuldades enquanto outras apresentam comportamentos inadequados. Nos dois casos podem significar que estão “gritando” por socorro.

  1. Quais os principais fatores que fazem essa criança ou adolescente apresentar a defasagem no aprendizado?

Primeiro vamos entender, resumidamente o que são dificuldades do aprendizado e transtornos do aprendizado. As dificuldades abrangem um grupo de problemas que podem alterar a capacidade da criança aprender – independentemente de suas condições neurológicas – que podem ser: fatores emocionais (depressão, ansiedade, bullying); escolares (metodologias inadequadas para série e idade do aluno, espaço físico inadequado para uma boa relação com a aprendizagem, professores sem preparo para atender seus “clientes”); transtornos orgânicos (dificuldades visuais e auditivas, distúrbios do sono, distúrbios motores) ou fatores socioambientais (ausência de estímulo, muita cobrança em casa ou na escola pelo desempenho acadêmico da criança ou adolescente que não está conseguindo suprir as demandas propostas). O segundo são as chamados DIS: Dislexia (prejuízo na leitura), Disortografia (prejuízo no entendimento do som da letra relacionado a sua grafia), Disgrafia (escrita ilegível) e Discalculia (prejuízo na matemática). Diante disso podemos acreditar que a criança ou o adolescente que apresentar tanto dificuldades como transtornos do aprendizado necessitarão de auxílio, com profissional especializado, para uma vida acadêmica e social adequadas.

  1. Entre os casos de distúrbios que já acompanhou, ao fazer uma avaliação, quais deles são mais comuns?

O primeiro transtorno sem dúvida é a falta de atenção que desencadeia outros transtornos de aprendizado. Nem toda a criança que apresenta desatenção pode ser diagnosticada com o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). Ressalto mais uma vez a importância do diagnóstico com profissionais especializados.

  1. Um estudante com dificuldade em aprender, pode ser considerado com inteligência abaixo do normal?

Considerando a deficiência intelectual como transtorno do desenvolvimento com grandes restrições sociais, acadêmicas e profissionais (podendo gerar perigos aos cuidadores) e com alto risco psiquiátrico e delinquência aí sim o indivíduo não terá muitas oportunidades para o aprendizado. Mas o indivíduo (criança, adolescente e adulto) pode apresentar dificuldades ou transtornos em algumas áreas do aprendizado o que não significa inteligência abaixo do normal. Muito pelo contrário. Existem crianças que vão muito bem oralmente mas não conseguem se expressar na escrita e apresentam  inteligência acima da média o que é confirmado em vários estudos nacionais e internacionais.

  1. Qual a melhor forma para o professor ajudar o aluno com distúrbio de aprendizado?

A escola de forma geral pode e deve atuar em colaboração com a família e com os profissionais especializados permitindo algumas modificações que possam determinar uma maior motivação e aprendizado do portador das dificuldades e dos transtornos da aprendizagem. O professor deverá ter conhecimento básico sobre o desenvolvimento infantil entendo o que é esperado para a idade e série que está lecionando como também o conhecimento básico dos transtornos do aprendizado e, é nesse momento que entraria na escola, um profissional especializado para auxiliar os professores dentro da neurociência, a chamada “Neurociência em sala de aula”.

  1. E os pais? De que maneira podem contribuir com a evolução no caso desse filho com defasagem?

Na maioria dos casos, diante de um portador do distúrbio do aprendizado, as intervenções apenas na escola são insuficientes, muito embora frequentemente, os professores e coordenadores da escola sugiram, inicialmente, reforço e algumas modificações unicamente no próprio ambiente. Os familiares devem ser orientados a respeito dos conhecimentos mais atuais do distúrbio, com o objetivo de que compreendam as dificuldades apresentadas, diminuindo o sentimento de culpa em relação aos insucessos e que ajudem para que o tratamento seja o mais eficaz possível.

  1. Que mensagem deixaria para os pais e para a equipe escolar que acompanha crianças e adolescentes com casos de distúrbios de aprendizado?

É fundamental que os pais compreendam que devem atuar de modo ativo e colaborativo em relação à escola, estando atentos às queixas trazidas pelos professores e devem entender que os professores e coordenadores pedagógicos são aliados aos cuidados com seu filho. A relação da família com a escola e a educação do seu filho é um fator indispensável para o sucesso da criança. Os pais devem ser encorajados a intensificar a comunicação com a escola e vice-versa, procurando atuarem como facilitadores no desenvolvimento tanto escolar como pessoal da criança.

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa - jornal escolarPreocupados em incentivar a leitura dentro dos espaços escolares, a secretaria da educação de Maringá participa há anos do Programa O Diário na Escola. Na Escola Municipal Diderot Alves da Rocha Loures, a cada período letivo os educadores já esperam pelos exemplares e pelas formações oferecidas a respeito do uso do jornal em sala de aula.

A professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Áudrea Alice conta que o trabalho com o Diário ultrapassou o quadro negro e o giz, e auxiliou os alunos também nas atividades na sala de informática.

Com o objetivo de criar um jornal escolar as crianças conheceram as editorias presentes no impresso e as características das páginas. “A partir das ferramentas tecnológicas dos computadores, aos poucos, fomos produzindo o nosso próprio impresso”, conta a professora.

O “Jornalzinho da Escola Diderot” foi organizado pela equipe dos quartos e quintos anos e apresenta uma diversidade de conteúdos. Desde matérias sobre os eventos que aconteceram dentro da escola, até assuntos da cultura brasileira e estrangeira.

“Com os exemplares prontos percebi a satisfação dos alunos e de toda a comunidade escolar. Reconheci que o trabalho com o jornal em sala de aula é uma importante ferramenta pedagógica que contribui para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno, bem como, para a formação da sua cidadania”, enfatiza Áudrea.

 

PRODUÇÃO

O cuidado em preservar o meio ambiente é um assunto sempre em debate nas escolas. Para tornar a conscientização uma atividade mais divertida, a professora Áudrea aliou a disciplina de Ciências com o gênero textual Receita, confira o resultado que foi publicado no jornal escolar:

 

A FOTOSSÍNTESE

UMA RECEITA DE SUCESSO

Ingredientes:

Água

Luz solar

Gás carbônico

Primeiramente, pegue uma planta de preferência com bastante clorofila. Segundo passo: encha um regador com água e regue a planta cuidadosamente, mas nunca com muita água. Depois disso a raiz vai extrair a água até o caule e do caule vai para as folhas.

Terceiro passo: coloque a planta exposta ao Sol, (tempo a gosto), daí é que a planta recebe o gás carbônico que realiza a glicose, o alimento dela. É dali que a planta realiza a fotossíntese.

 

Produção da aluna: Beatriz Gomes da Silva 4º ano B

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