Mês: setembro 2015



Sinais que ensinam a todos

Foto AbreNo último dia 26 foi comemorado o Dia Nacional dos Surdos, e para celebrar essa data vamos apresentar uma instituição de ensino que tem sido exemplo ao incluir pessoas com deficiência auditiva na sociedade. Na Escola Municipal Elias Abrahão, em Lobato, o conteúdo de Libras faz parte das disciplinas obrigatórias para estudo. A ideia que teve início com o intuito de promover a comunicação do aluno surdo Cauã Vitor Santos, se expandiu. A princípio, apenas os colegas de classe dele tinham acesso às aulas, hoje, equipe pedagógica e estudantes de todas as outras turmas dos quintos anos têm acesso ao aprendizado da linguagem de sinais.

“As aulas têm sido importantes porque tenho conseguido me comunicar com as pessoas surdas, a exemplo do Cauã. Antes das Libras tínhamos de interagir com ele usando os gestos, mas agora não, já conseguimos estreitar uma boa conversa, é bem mais fácil”, destaca a estudante Maria Eduarda de Faria Ferrarezi.

A aluna Maria Vitória Ribeiro Borim comenta que desde o ano passado já estuda a linguagem de sinais, pois é da mesma turma do Cauã. E isso tem acrescentado muito na vida dela. “Há algumas semanas um surdo foi na minha casa e eu consegui interagir com ele, e até me contou que mora em Maringá.”

A tradutora intérprete de libras (TILS), Lidiane Rodrigues dos Santos é professora na Escola Elias Abrahão e conta que as aulas da linguagem de sinais são uma das mais esperadas pelas crianças. “Os estudantes são desprendidos de preconceitos, demonstram muito interesse não só em aprender a disciplina, como também de conhecer pessoas surdas. Como os alunos ainda têm as mãos pequenas, essas são bem flexíveis, o que facilita a realização dos sinais. A parte difícil é convencê-los de que a aula de Libras é apenas uma vez por semana”, brinca.

Em homenagem ao Dia do Surdo, a equipe da escola preparou uma tarde de apresentações de teatro, músicas e piadas, todas traduzidas em Libras. “Nosso filho voltou para casa radiante depois do evento. O bacana é que a família toda se divertiu e aprendeu sobre a linguagem de sinais através dos relatos dele. Um trabalho como esse consegue sensibilizar desde cedo sobre a importância do respeito ao próximo, assim como os deveres e diretos que moldam os cidadãos. Uma educação de qualidade e diferenciada como a oferecida pelo município certamente fará diferença no futuro”, enfatizam os pais do aluno Davi, Gisele e Sidnei Costa.

Elisangela Borim, mãe da estudante Maria Vitória também comemora o ensino escolar que a filha tem recebido. “Tudo o que ela aprende nas aulas, quando chega em casa ensina para o irmão mais velho. E ela já está ansiosa para saber se no ano que vem, quando for para a rede estadual, vai continuar com a disciplina de Libras na grade curricular.”

A professora Lidiane acrescenta que outro fator importante na dedicação dos alunos em aprender os sinais é observando o interesse dos adultos, pois as crianças aprendem muito mais pelo exemplo. E quando observam que toda uma equipe pedagógica, direção e secretaria de educação apoiam e dão valor ao ensino da Libras na escola, retribuem essa oportunidade. “O apoio da equipe gestora da Escola Municipal Elias Abrahão, tem contribuído muito para o desenvolvimento dos alunos, pois se sabe que aprender um novo idioma abre nossa mente para o que é novo e diferente, tornando a pessoa mais acessível para ver o mundo de um outro ponto de vista, não apenas aquele que fomos moldados por nossa cultura”, ressalta.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarA equipe da Escola Municipal Professora Piveni Piassi Moraes, de Maringá, caprichou na produção do “Jornal da Escola Piveni”. Sob a orientação da professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Cintia Valério Romanini os alunos desenvolveram conteúdos relacionados ao tema manifestações culturais.

No impresso escolar é possível encontrar fábulas, cantigas, trava-línguas, receitas e as principais tradições populares. Todas as publicações foram produzidas pelos próprios estudantes. Para integrar o trabalho, foram convidados a participar as crianças desde o primeiro ano do ensino fundamental até o quinto.

“Na prática do ensino os professores buscam diferentes formas de abordar os conteúdos com o objetivo de facilitar o conhecimento para o aluno. Existem inúmeros materiais que podem ser utilizados para atingir esta proposta e o jornal é, talvez, o principal deles. O impresso torna o estudante um ser participativo da realidade social e forma leitores competentes”, destaca Cintia.

O fim da produção do jornal escolar foi de muita comemoração. Equipe pedagógica, professores e alunos estavam orgulhosos do desafio vencido. Para divulgar o bom trabalho, a entrega dos exemplares foi realizada para toda a comunidade de pais na Semana Cultural da escola.

 

 

HORA DA DIVERSÃO

As adivinhações fazem parte do folclore brasileiro. Por isso, foi proposto aos alunos do 4° Ano a pesquisa e seleção de alguns exemplos que foram organizados e digitados por eles no Ambiente Educacional Informatizado.

 

O que é, o que é?

Com A seu nome começa

Passa seu tempo a voar

O mel que guarda em casa

Não deixa ninguém roubar.

 

O que é, o que é?

Ele é muito curioso

Gosta de tudo enxergar

Começa com O o seu nome

Que é fácil de adivinhar.

 

O que é, o que é?

Entra duro na água

E sai fervendo e mole?

 

O que é, o que é?

Quando cai na água

Não se molha?

 

O que é, o que é?

Quanto mais se tira

Maior fica?

 

O que é, o que é?

Nasce grande

E morre pequeno?

 

Respostas: Abelha, Olho, Macarrão, Sombra, Buraco, Lápis.

 

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O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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A independência, na sala de aula

Foto AbreNa semana em que se comemora o dia da independência do Brasil, a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, preparou um projeto de aula especial que fez os estudantes refletiram sobre a evolução do nosso país.

“A Independência é um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, pois marca o fim do domínio português e a conquista de uma possível autonomia política. O tema já faz parte da grade curricular de ensino, desta forma, além de abordá-lo como conteúdo programático realizei uma série de propostas que fizeram as crianças pesquisarem sobre estes 193 anos da proclamação da independência”, destaca Adriana.

Para começar a atividade, a professora fez alguns questionamos para turma, a exemplo: A independência é resultado de um acontecimento de um único dia? Ela pode ser sinônimo de liberdade? Se Dom Pedro não a tivesse proclamado, outros fariam?. Divididos em grupos, os alunos discutiram a respeito do tema e registram as opiniões nos cadernos. “Ao se declarar independente, acredito que o Brasil não se tornou um país livre, porque contraiu uma grande dívida com a Inglaterra, com isso continuou dependendo da Europa e quem passou a governar o nossas terras foi o filho de rei de Portugal, então pouca coisa foi mudada”, enfatiza o estudante Vinícius Barboza Tezolin.

No momento seguinte, as crianças foram convidadas a fazer um debate coletivo no qual cada uma expôs de forma oral seu ponto de vista. “Não podemos dizer que somos um país livre assim como foi dito naquela época, pois as pessoas menos favorecidas não tiveram mudanças em sua vida. Hoje, mesmo o Brasil sendo um país independente, as classes mais pobres continua dependendo de serviços do governo como o Bolsa Família, é como se eles devessem um favor para a presidência”, comenta a aluna Karolayne Cristina Alves.

A estudante Melissa Barbosa Firmino dos Santos acrescenta que naquela época a população lutava por liberdade e que hoje ainda não é muito diferente. Porém mudaram os ideais, atualmente as pessoas lutam para ter uma educação de qualidade, direito à moradia e proteção à violência.

“Acredito que o principal papel da escola na atualidade é formar cidadãos críticos e conscientes mediante a realidade onde estão inseridos. Através dessa reflexão com meus alunos consegui que pensassem sobre o real significado da palavra ‘independência’ e como isso vem sendo aplicado na prática durante todos esses anos registrados na história do nosso povo. E isso não consegui sozinha, o programa O Diário na Escola possui grande contribuição nesse processo, pois devido a utilização do jornal em sala de aula e as formações oferecidas a nós, educadores, estamos realizando um trabalho de compreensão e interpretação muito mais significativo com nossas crianças”, ressalta a professora Adriana.

 

 

PRÁTICA

Professor, aproveite o tema e proponha aos alunos a confecção de um chapéu e uma espada de papel. Para iniciar, apresente uma folha de jornal usado e pergunte:

– O que é isto?

– Para que ela serve?

– Depois que a lemos o jornal o como podemos reaproveitá-lo?

– Vocês já fizeram dobraduras?

– Quem gostaria de ter um chapéu e uma espada de papel?

Depois dos materiais prontos, é possível encenar com as crianças um mini teatro representando o momento em que Dom Pedro declarou a independência.

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Palestra aborda aprendizado e tecnologia

A convite do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe/NoPr), Isabel Parolin esteve em Maringá durante evento de educação para ministrar aos professores o tema “A aprendizagem e o ensino em tempos hipermodernos”.Foto Abre

Como promover o aprendizado diante de tantas inovações tecnológicas? Essa é uma questão que aflige muitos profissionais da área da educação. Isabel conta que os valores atribuídos ao mundo do consumo, da rapidez e do descartável modificaram alguns encaminhamentos educacionais no seio da família, fato que repercute no dia a dia da escola. Em alguns casos, inclusive, a simbologia de pais, chefe e idoso, foi perdida.

Em sua fala, a palestrante aponta que é na escola que a criança tem seus encontros sociais, por isso, aquilo que é ensinado dentro da sala de aula precisa ser potencializado na sociedade. O que tem acontecido é que as pessoas recebem muita informação diariamente, mas estão tendo pouca evolução no que se diz respeito ao conhecimento.

“Grande número de pessoas utilizam a tecnologia para mediar suas relações sociais e, mesmo os mais resistentes, acabam cedendo às suas facilidades e rapidez. Os aplicativos de bate-papo, hoje, têm o mesmo efeito agregador que tinham as praças dos tempos antigos – um lugar de encontro. Contudo, todo o arsenal que a web oferece só se configurará como um instrumento no desenvolvimento pessoal e comunitário se as pessoas conseguirem estabelecer relações educativas através dessas mediações”, ressalta Isabel.

Roseli Messias é mãe de um menino de oito anos e reclama que seu filho só tem conseguido dormir muito tarde, quando vai brincar com outra criança é sempre utilizando o tablet e, algumas vezes, deixa o dever de casa sem fazer por passar boa parte do tempo nos jogos virtuais. “Com isso, ele tem sido um aluno desatento, sonolento e sem rendimento escolar. Eu e o pai dele estamos proibindo o uso da tecnologia para que ele melhore o desempenho em sala de aula”, conta.

A ministrante enfatiza que o desafio da escola de hoje é provocar as aprendizagens que humanizam e promovem inserção social, entendendo os limites e as conquistas dessa geração que é conectada, mas impaciente, hiperativa, mas com atenção limitada a pequenos intervalos de tempo, que não pensa em linearidade, mas em descontinuidade, que tende as multitarefas, que vive no senso de urgência, aliada ao fato de usarem as novas tecnologias com melhor desenvoltura que seus educadores, mas que precisa de ajuda para focar no aprender.

“A escola detém uma qualidade de valor inestimável a essa geração – a possibilidade do encontro e das trocas presenciais – face a face, algo que tem sido deixado de lado devido aos contatos apenas virtuais”, ressalta Isabel.

A psicopedagoga finaliza afirmando que apesar da forma de se relacionar ter mudado, as crianças e jovens precisam estabelecer relações com qualidade, que garantam um modo de viver e conviver de acordo com os valores que sustentaram, historicamente, as organizações sociais até os dias de hoje. “Para exemplificar, não é por que uma criança tem desenvoltura surpreendente diante de um iPad que ela poderá deixar de almoçar ou fazer suas tarefas”, conclui.

A professora Márcia Cristina Bueno diz que após ouvir a fala da ministrante percebeu que o educador tem que sair de casa não pensando que vai dar aulas, mas que irá formar cidadãos. “O conhecimento é o grande libertador da sociedade. A família merece atenção, deve ser instruída. O professor tem um papel educativo essencial.”

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarO jornal escolar apresentado hoje é bastante temático. Com o nome de Jornal Mirim, em sua primeira edição os alunos optaram por conteúdos que homenageiam a história da própria instituição, a Escola Municipal Professora Lídia Ribeiro Dutra da Silva, de Maringá.

“As crianças foram desafiadas a conseguirem o máximo de informações possíveis sobre o que mudou desde que a escola foi inaugurada, para isso, contaram com a ajuda da equipe e da comunidade vizinha”, conta a professora Rute Rocha.

Entre as notícias do impresso, estão: o porquê do nome da escola, quando ofereceu o primeiro dia de aula, qual a estrutura atual e funcionários que nela trabalham. A proposta despertou a curiosidade dos alunos, a vontade em pesquisar e, com isso, os resultados foram excelentes.

Todo o trabalho foi realizado no Ambiente Educacional Informatizado (AEI), assim os alunos já podiam escrever os textos e procurar imagens na internet. “A dificuldade maior foi com relação à formatação. Os estudantes dos quartos e quintos anos ainda têm pouca habilidade nesta etapa. O professor precisava auxiliar constantemente”, destaca a educadora, Maria Aparecida Cavalher Ferreira.

Na segunda edição do jornal neste mesmo ano, o tema foi sobre o folclore. As atividades divulgadas foram realizadas pelos alunos dos terceiros, quartos e quintos anos. Englobou todas as manifestações do folclore: danças, comidas típicas, lendas, ditados populares, adivinhas.

Depois de pronto, foi entregue um exemplar para cada estudante das turmas que produziram o jornal. Foi impresso uma cópia colorida e em tamanho maior, que ficou exposta em mural para que todos os alunos e comunidade pudessem ler.

Para este ano, as professoras Rute e Maria Aparecida estão confeccionando o jornal numa edição anual, dispondo de maior tempo para trabalhar com as crianças os recursos da digitação e diagramação dos textos para o impresso.

Os professores que atuam no AEI receberam uma formação sobre como produzir um jornal escolar, com a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes. “As informações repassadas neste curso nos ajudaram muito a melhorar um trabalho que inicialmente era tão complexo e que este ano se tornou mais simples, por isso esperamos ainda mais resultados”, enfatizam.

 

 

CHARGE

Em jornal escolar também tem charge! Por ser um gênero um pouco mais difícil de ser produzido pelas crianças, elas pesquisaram na internet produções prontas sobre o folclore, e olha que bacana o que encontraram:

charge - box

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Agricultura no currículo escolar

Foto AbreEm Cruzeiro do Sul muitos dos moradores vieram das vilas rurais para a cidade, e viveram ou ainda se sustentam da agricultura da região. Pensando nisso, o professor Diego Paulo Ambrozio que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, desenvolveu com seus alunos um projeto a partir do tema: “As coisas que ligam o campo e a cidade, e o nosso papel para melhorar o mundo”.

A notícia publicada em O Diário com a manchete “Colheita soma 3% da área de plantio. Em 2014, eram 50%” foi usada como base de informação para a realização do trabalho.  “Coincidiu que estávamos passando por um período de muita chuva, comprometendo assim a colheita do milho safrinha, trabalhamos a estrutura notícia, bem como a diferenciação do lide e manchete e em seguida algumas questões interpretativas”, conta Diego.

Ao terminar a atividade, o professor observou que muitos alunos não se atentam para a origem dos produtos, então as crianças assistiram a um vídeo que apresenta itens feitos com o grão do milho. “Foi escolhido o milho por estar em destaque nos jornais e por ser a principal matéria-prima de vários pratos típicos brasileiros, como canjica, cuscus, polenta, mingau, pamonha, bolos, pipoca ou simplesmente, o milho cozido”, relata.

Na proposta de ir ao campo, a escola recebeu o apoio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, que cedeu o espaço do Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal e toda a sua estrutura para que os estudantes pudessem ir até lá, fazer um piquenique com alimentos derivados do milho e, por fim, semear o grão. “Essa etapa contribuiu muito para o desenvolvimento do projeto, pois enriqueceu o conhecimento dos alunos com relação à agricultura e aproximou todo o processo de cultivo pra dentro da sala de aula, buscando valorizar esse grão como também outros cultivados em nossa região, que subsidiam a alimentação e cultura”, destaca o professor.

A aluna Heloísa Fernanda Silva ressalta que foi uma experiência maravilhosa. “Aprendemos mais sobre a colheita do milho e tivemos a oportunidade de reconhecer a importância do campo para a cidade.”

Observando nas crianças a falta de conhecimento sobre o modo de vida rural de anos atrás, a diretora da escola, Marcia Cristina Juliani Correia foi convidada para contribuir e compartilhar um relato de como foi sua vida no campo, desde o trabalho na agricultura até a convivência com a família.

Dando sequência as etapas planejadas, foi solicitado que os alunos trouxessem fotos antigas. “Com as imagens fizemos uma roda de diálogo onde todos os alunos tiveram a oportunidade de mostrar suas fotos e relatar alguma história vivida que puderam relembrar”, disse Diego.

As crianças realizaram também entrevistas com pessoas mais velhas da família ou da comunidade, para mais tarde transformar essas informações em um relato de memórias.

A expectativa do professor é que os alunos possam compreender que o campo é de grande importância para a cidade. Percebendo isso, conservar a saúde e preservar o meio ambiente, mudando seus hábitos, costumes e valores quanto ao modo de consumo.

“Para finalizar a atividade os estudantes produziram um mural com todas as lembranças e, em seguida, comentaram sobre a importância da família e do diálogo com as pessoas mais velhas, sempre respeitando o passado e história de vida de cada um”, conclui Diego.

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Comunicação é meio de estudo

A comunicação está mais presente na vida em sociedade do que imaginamos. Além de todos os veículos midiáticos existentes, como o jornal e a televisão, por exemplo, dar uma aula, assistir a um filme, ler um livro ou receber uma revista em casa pelo correio são atos de troca de informação. Acreditando que estruturas comunicativas como essas fazem parte da cultura contemporânea e não podem ser ignoradas pela escola, a professora da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, Maria Fernanda de Souza Torrente preparou uma aula sobre a importância e a evolução dos meios de comunicação em nossas vidas.

Foto AbrePara iniciar a proposta, Maria Fernanda apresentou aos seus alunos do quarto ano o texto “O que é comunicação”, no qual foi relatada a evolução dos meios e formas de se transmitir ou trocar informações. A estudante, Giovana Vitória de Souza Mazzi conta que depois da leitura do texto eles ainda pesquisaram os diferentes tipos de comunicação para estudar o assunto com maior profundidade.

Em seguida, para valorizar o material que as crianças têm contato todas as semanas, os estudantes foram instigados a lerem as notícias publicadas no Diário do Norte do Paraná e selecionar uma das matérias que mais despertasse a atenção deles. “A professora fez um varal de informações com todas as páginas do jornal e explicou cada uma das editorias. Gostei muito dessa parte, pois percebi que têm colunas interessantes no impresso que eu ainda não tinha prestado atenção”, ressalta Giovana.

Na etapa seguinte, os estudantes produziram cartazes informativos sobre os conteúdos publicados em cada uma das páginas do Diário, e deixaram em exposição nos corredores da escola para que toda a comunidade tenha acesso a um tema de tanta importância. “O foco do trabalho foi proporcionar a atualização constante do que é notícia, desenvolver o senso crítico e despertar o pensamento de tentar solucionar os problemas que nos rodeiam”, enfatiza, Maria Fernanda.

A professora relata que depois da realização dessa proposta, a motivação para folhear as páginas do jornal cresceu bastante entre a turma, assim como o interesse e a curiosidade pela leitura. “É muito gratificante perceber que uma atividade teve bons resultados entre os alunos, desta forma é possível inibir a indisciplina e desmotivação.”

 

 

Interpretando a notícia

Proponha aos alunos uma atividade coletiva. Peça que leiam as páginas do Diário e escolham uma notícia que achem interessante para contar na classe. Depois, solicite a montagem de um painel com textos e imagens sobre os acontecimentos relatados.

No momento da exposição oral, aproveite para estimular a reflexão sobre o fato noticiado e faça perguntas como:

“Por que será que isso aconteceu?”

“Que consequências terá esse fato?”

“O que você entendeu dessa notícia?”

“O que podemos fazer para ajudar?”

Liste as soluções encontradas pelas crianças para o problema evidenciado no jornal. Exponha estas soluções juntamente com o painel confeccionado pelos alunos. No momento de socialização do painel converse com eles sobre o meio de comunicação utilizado na atividade. Isso fará com que eles conheçam melhor o material que estão trabalhando e ainda tenham criticidade sob as notícias publicadas diariamente.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarPara começar a produção de um jornal escolar o primeiro passo é pensar em um nome para o impresso. E foi dessa forma que a professora Maria Aparecida Cavalher Ferreira, iniciou as atividades na Escola Municipal Professora Miriam Leila Palandri, em Maringá.

Alunos do quarto e quinto ano foram os responsáveis pela produção do jornal e, por isso, tiveram a oportunidade de sugerir nomes para o informativo. Foram várias opções e para a escolha, nada mais justo, do que o voto democrático. Ao final, o nome escolhido foi “Jornal da Cultura Escolar”.

Nesta primeira edição o tema central foi o folclore brasileiro, assunto trabalhado amplamente com os alunos em sala de aula e no Ambiente Educacional Informatizado (AEI). “Como é um tema muito rico, os alunos tiveram a oportunidade de manusear o computador utilizando vários recursos, a exemplo da pesquisa na internet, vídeos, inserção de figuras, digitação de textos, desenhos. Os terceiros anos contribuíram com a pesquisa e produção de publicidade sobre lendas, os quartos anos estudaram as parlendas, trava-línguas, ditados populares e adivinhações. Já os quintos anos escreveram sobre comidas típicas de cada região do Brasil, uma das propostas de melhor resultado”, destaca Maria Aparecida.

É importante ressaltar que o trabalho realizado no AEI tem contribuído muito com o aprendizado do estudante, podemos observar isso semanalmente nos jornais escolares que têm sido publicados no O Diário do Norte do Paraná. Principalmente na questão da digitação de textos, que oportuniza aos alunos perceberem seus erros ortográficos e corrigi-los. Outro fator enriquecedor é o acesso que eles têm às diversas imagens que completam os textos, facilitando a interpretação.

A professora conta que muitas dificuldades foram enfrentadas para a realização do jornal escolar. Mesmo com a assessoria da coordenação de informática da secretaria da educação do município, que ofereceu as orientações e os temas a serem trabalhados, ela precisou pesquisar e adquirir novos conhecimentos para orientar os alunos. “Era preciso ensinar o conteúdo, fazer o registro utilizando os recursos da informática e o mais difícil, colocar os trabalhos produzidos no jornal, ou seja, fazer a diagramação”, diz.

Depois de tanto esforço, vieram os resultados. O Jornal da Cultura Escolar deixou de ser apenas um projeto e saiu do computador para as folhas de papel. Todo produzido e impresso no AEI, o jornal escolar foi um sucesso na instituição. Cada aluno que participou das atividades pode levar um exemplar para casa e comemorar com os pais. Uma cópia em tamanho maior ficou em exposição na escola, para que toda a comunidade pudesse reconhecer o bom trabalho realizado.

“O diferencial da produção de um jornal escolar, é que é um processo. Percebi que para ensinar, antes é preciso aprender, mesmo aquilo que a gente pensa que já sabe. Aprender é sempre gratificante, tanto para o aluno como para o professor”, conclui, Maria Aparecida.

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Capacitando educadores

Visando melhorar a prática pedagógica com o uso do jornal em sala de aula, a equipe do Diário na Escola ofereceu aos professores participantes do Programa a capacitação, “Coesão e Coerência em textos jornalísticos argumentativos”. Ministrado pelas professoras mestres Adélli Bazza e Akisnelen Torquette, o encontro abordou gêneros textuais do impresso em que é possível encontrar a opinião dos autores e assimilou o conteúdo às diretrizes que são cobradas na Prova Brasil, avaliação que será realizada no final do ano com alunos do quinto ano.

“Um tema muito bem elaborado que veio no momento certo para contribuir com o nosso crescimento em sala de aula. Com certeza irá melhorar as condições de aprendizagem dos estudantes”, destaca a professora, Carina Gimenez Munhoz.

Foto AbreOs gêneros abordados pelas palestrantes foram crônica e artigo de opinião, ambos publicados em O Diário do Norte do Paraná. As ministrantes destacaram que a crônica é um texto curto, escrito com o objetivo de divertir o leitor ou levá-lo a refletir crítica ou filosoficamente sobre a vida e os comportamentos do dia-a-dia. É geralmente breve, e apresenta a visão pessoal do cronista sobre um fato colhido no noticiário do jornal ou no cotidiano. A linguagem simples e direta, aproxima o leitor.

O artigo de opinião também é um gênero em que o autor expõe seu posicionamento sobre um determinado assunto, a diferença é que os temas discutidos neste tipo de texto são baseados em fatos sociais, políticos, culturais, etc. Com uma estrutura mais longa e linguagem formal, tenta persuadir o leitor a adotar a opinião apresentada.

“O estudo veio reafirmar a ideia de que devemos levar para a sala de aula todos os gêneros textuais para serem trabalhados com nossos alunos e, ainda, orientar as crianças sobre a realidade dos conteúdos divulgados nessas produções”, ressalta a professora, Liliam Valim Pedroso Palhares.

Durante a formação os educadores utilizaram o artigo “Selfies” escrito pela educadora, Wanda Camargo e a crônica “Eu prefiro gente”, da cronista Lu Oliveira. Os dois textos são de temas de fácil entendimento para a criança, o que torna a aula de maior resultado, pois os alunos se interessam pelo assunto e pela leitura dos gêneros em estudo.

Foi repassado aos educadores propostas de atividades a serem realizadas com os estudantes. Assim, eles voltaram para a sala de aula preparados para aplicar todo o conteúdo recebido. Mas, antes, foram desafiados a estarem na posição de alunos e resolver as questões propostas pelas ministrantes da oficina.

“Foi um encontro que esclareceu muitas dúvidas e sanou dificuldades que eu estava encontrando em meu trabalho diário. A cada encontro são abordados temas que me deixam com vontade de participar de uma nova formação do Diário na Escola, continuem assim!”, parabeniza a professora, Suelena Yoshie Giraldelli Jaqueta.

 

 

Resultados desta aula:

 

ARTIGO DE OPINIÃO

– Interesse na leitura de artigos de opinião, identificando o posicionamento do autor e os argumentos apresentados.

– Expressar-se oralmente com eficácia em diferentes situações, ampliando e enriquecendo seu vocabulário.

– Produzir textos escritos de gêneros diversos, adequados aos objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação.

– Expandir argumentos e se posicionar em relação a diferentes temas.

 

CRÔNICA

– Identificar os elementos organizacionais e estruturais da crônica.

– Reconhecer a finalidade do gênero textual. Compreender as diferenças e semelhanças entre a crônica e a notícia.

– Apontar as práticas sociais de produção e circulação da crônica.

– Conhecer crônicas variadas e envolver-se na produção desse gênero textual.

– Expressar sentimentos e experiências, através da escrita.

 

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